Tudo começou com a notícia de que "o Partido Pirata alemão está chegando aos 5% necessários para entar no parlamento de Berlim". Daí, fui parar no artigo escrito por um catalão que explica seus motivos para votar no partido, que me levou à página deles. E pronto, já estava no PPI.
O mais interessante disso tudo não está na discussão sobre o uso de softwares livres pelo governo, ou em "defender uma via pública no Espectro eletromagnético!". Está no que o Cal Almeida coloca em seu texto: "el domingo votaré Pirata para poder votar a otro partido algún día". Uma mistura de desilusão com suas opções eleitorais e crença numa via alternativa de certa forma irreal. Porque, convenhamos, a chance de membros do Partido Pirata se elegerem em qualquer lugar é microscópica.
Ou não? (dica: procurem "Pirate Party movement worldwide")
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 29 de agosto de 2010
De lua
A alteração do nível das águas do mar, ou maré, é diretamente influenciada pela interferência gravitacional lua no campo de gravidade terrestre. Talvez venha daí a expressão "de lua". Ou talvez, das quatro fases que o satélite possui. Quem souber me explicar, agradeço.
O Brasil é um país ensolarado. Milhares de quilômetros de praias. Milhões de pessoas espalhadas pelas areias do litoral. Eu sentia falta disso. Por outro lado, sempre fui da noite, de insônia por dias seguidos, de fazer qualquer coisa em vez de deitar pra tentar dormir. A lua marca presença forte na minha vida desde jovem. E ganhei um grande aliado pra manter esse ritmo noturno: o fuso horário.
Ir embora de Barna na quarta-feira passada foi como abandonar a própria casa às vésperas de um ataque nuclear. Saí com a sensação de que ficou muita coisa na cidade. E ficou. Ou melhor, ficaram. Pessoas. Maravilhosas, únicas e importantíssimas na minha vida. Não faz diferença se já conhecia antes de chegar ou se conheci um par de semanas antes de voltar. Todas têm um lugar eterno na minha história, que tem tudo pra seguir cada vez mais nossa. Que tem tudo pra ser construída em parceria.
Ontem eu recebi um fundo de tela o horário espanhol ao lado do daqui. Outro presente tão simples quanto importante. Porque eu sempre fui inconstante, de lua. Mas estou seguro de que o vivido nesses 11 meses, de El Prat a Gran Via de Les Corts Catalanes, veio pra ficar. Pra sempre. Com a ajuda da minha querida lua.
O Brasil é um país ensolarado. Milhares de quilômetros de praias. Milhões de pessoas espalhadas pelas areias do litoral. Eu sentia falta disso. Por outro lado, sempre fui da noite, de insônia por dias seguidos, de fazer qualquer coisa em vez de deitar pra tentar dormir. A lua marca presença forte na minha vida desde jovem. E ganhei um grande aliado pra manter esse ritmo noturno: o fuso horário.
Ir embora de Barna na quarta-feira passada foi como abandonar a própria casa às vésperas de um ataque nuclear. Saí com a sensação de que ficou muita coisa na cidade. E ficou. Ou melhor, ficaram. Pessoas. Maravilhosas, únicas e importantíssimas na minha vida. Não faz diferença se já conhecia antes de chegar ou se conheci um par de semanas antes de voltar. Todas têm um lugar eterno na minha história, que tem tudo pra seguir cada vez mais nossa. Que tem tudo pra ser construída em parceria.
Ontem eu recebi um fundo de tela o horário espanhol ao lado do daqui. Outro presente tão simples quanto importante. Porque eu sempre fui inconstante, de lua. Mas estou seguro de que o vivido nesses 11 meses, de El Prat a Gran Via de Les Corts Catalanes, veio pra ficar. Pra sempre. Com a ajuda da minha querida lua.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Dentro de mais uns minutos estaremos no Galeão
Esse samba é só porque eu estou com um pé no Rio de sol, de céu, de mar. Após 11 meses catalães, emoções fortes e uma seqüência de até breves, chegou a hora de empurrar a muamba goela abaixo da mala e deixar um rastro de lágrimas até o aeroporto. Não estranhem se surgir um novo afluente do Llobregat.
Todo império tem sua ascensão, apogeu e queda. A vida funciona da mesma forma. Pensar nisso é o que me faz relevar o que/quem tanto quero bem e deixo na Europa. Afinal, eu não só vou ver, ter e viver tudo isso de novo como deixo Barna no momento em que mais coisas boas me passavam.
É chato? Sim, pensando no que vai ficar em estado de espera. Mas é feliz e bonito saber que deixo a cidade no auge das minhas experiências. O que for pra ser, será. E confio totalmente no futuro.
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro...
Todo império tem sua ascensão, apogeu e queda. A vida funciona da mesma forma. Pensar nisso é o que me faz relevar o que/quem tanto quero bem e deixo na Europa. Afinal, eu não só vou ver, ter e viver tudo isso de novo como deixo Barna no momento em que mais coisas boas me passavam.
É chato? Sim, pensando no que vai ficar em estado de espera. Mas é feliz e bonito saber que deixo a cidade no auge das minhas experiências. O que for pra ser, será. E confio totalmente no futuro.
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro...
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Surpresa!
Pouco antes de ir embora, a Espanha me dá de presente uma surpresa mais. Daquelas que você só acredita vendo. Vivendo. Sentindo. Inclusive ao pensar que a vida dá voltas, e será preciso esperar mais algumas para estar no mesmo lugar. Não necessariamente físico, mas certamente espiritual.
Barcelona vai deixar saudades.
Barcelona vai deixar saudades.
sábado, 21 de agosto de 2010
Cuidao!
Schweinsteiger é um jogador alemão. Diga seu nome em voz alta e irá soar a xingamento seguido de ameaça de morte lenta e dolorosa ouvindo Justin Bieber num bar de Bangu sem ventilador. No entanto, Schweinsteiger quer dizer "gestor de porcos".
Antes de dizer alguma coisa, esteja seguro do que fala.
Botafoguense, não!
---
Há tempos nenhuma alma deixa registrada sua passagem pela Ponte, ainda que veja a freqüência de visitas pelo Google Analytics. Assim que não sei se vão escrever alguma mensagem de apoio, piada ou votos pra que fique por aqui. Mas não custa nada lembrar que faltam cinco dias.
M'en vaig ja.
Antes de dizer alguma coisa, esteja seguro do que fala.
Botafoguense, não!
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Há tempos nenhuma alma deixa registrada sua passagem pela Ponte, ainda que veja a freqüência de visitas pelo Google Analytics. Assim que não sei se vão escrever alguma mensagem de apoio, piada ou votos pra que fique por aqui. Mas não custa nada lembrar que faltam cinco dias.
M'en vaig ja.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Messi
Justiça seja feita, meu irmão já tinha falado dele. E admito que é complicado ser imparcial depois de uma partida como a de hoje entre Barça e Arsenal, ainda mais para um fã de futebol. Mas, por mais difícil que seja buscar palavras para definir o que vi, seria injusto não escrever sobre ele.
Lionel Andrés Messi. Ou Messi, tão simples como as entrevistas depois das partidas - quando o repórter pergunta como é jogar nesse nível e ele responde que fica feliz de ajudar a equipe a ganhar. Ajudar? Na semi-final do torneio mais importante da Europa, contra um dos times mais fortes, bem armados e interessantes do continente, ele marcou todos os quatro gols da sua equipe. Sim, quatro. Um, dois, três, quatro. Imaginem quando ele resolver uma partida para a equipe.
E os quatro gols de hoje não foram sorte, ou casualidade. Messi marcou três em três ou quatro das últimas seis partidas do Barça, se não me engano. Assim como praticamente todos os últimos gols da sua equipe nos últimos oito ou dez jogos. É o artilheiro da Champions (e igualou um antigo recorde de gols marcados numa só partida da competição), da Liga Espanhola, da temporada e um dos maiores da história do clube. Aos 22 anos, pra deixar bem claro.
Acompanho futebol desde muito novo. Jogo, vejo, discuto. Sou apaixonado pelo esporte, e um belo exemplo da "pátria de chuteiras" de que tanto falam. Vi um pouquinho do Zico, algo mais do Maradona, Romário, Ronaldo gordo e Ronaldo bonitão, van Basten, Weah, Zidane e vários outros que deram nome aos meus jogadores de botão. Mas nenhum, absolutamente nenhum, conseguiu me encantar como Messi.
Eu poderia ficar com a definição de alguns narradores das rádios catalães, como "gênio maravilhoso" ou "é de fazer chorar". Mas a melhor é do técnico do Arsenal, Arsène Wenger: "jogador de Playstation". Ou posso fazer o mais natural, e não defini-lo. Porque é impossível. Passei todo o jogo tentando encontrar o que dizer (e vale lembrar que sou redator), mas sinceramente não soube. Não sei. Porque sua forma de jogar, como faz tudo parecer fácil e curte cada jogada que faz, e busca sempre mais, é impressionante. Encantadora. Mágica. _________________ (sua vez de adjetivar).
Acreditem, me dói dizer isso. Mas um jogador como Messi merece ganhar uma Copa do Mundo. Merece ser decisivo pra seleção do seu país - Argentina, infelizmente. Merece ser coroado melhor do mundo outra vez. E, mantendo esse nível por mais alguns anos, merece ser o atleta do século XXI.
Sei que ainda é cedo, estamos em 2010. Mas ninguém chegará aos 1200 e tantos gols do Pelé, mesmo. Nem a mil, na verdade, por mais que o Romário force a barra na contagem. E, se o futebol é outro, influencia no estilo dos profissionais e blablabla, Messi é o símbolo do que pode ser o jogador desta época. E das que vieram algum tempo atrás, e das que estão por vir. Messi é completo, joga para o time e dá show ao mesmo tempo, tudo isso enquanto resolve partida após partida.
Messi é único, craque e já faz parte da história do futebol. E me sinto honrado em ter o privilégio de estar em Barcelona vendo o que não vai se repetir tão cedo.
Lionel Andrés Messi. Ou Messi, tão simples como as entrevistas depois das partidas - quando o repórter pergunta como é jogar nesse nível e ele responde que fica feliz de ajudar a equipe a ganhar. Ajudar? Na semi-final do torneio mais importante da Europa, contra um dos times mais fortes, bem armados e interessantes do continente, ele marcou todos os quatro gols da sua equipe. Sim, quatro. Um, dois, três, quatro. Imaginem quando ele resolver uma partida para a equipe.
E os quatro gols de hoje não foram sorte, ou casualidade. Messi marcou três em três ou quatro das últimas seis partidas do Barça, se não me engano. Assim como praticamente todos os últimos gols da sua equipe nos últimos oito ou dez jogos. É o artilheiro da Champions (e igualou um antigo recorde de gols marcados numa só partida da competição), da Liga Espanhola, da temporada e um dos maiores da história do clube. Aos 22 anos, pra deixar bem claro.
Acompanho futebol desde muito novo. Jogo, vejo, discuto. Sou apaixonado pelo esporte, e um belo exemplo da "pátria de chuteiras" de que tanto falam. Vi um pouquinho do Zico, algo mais do Maradona, Romário, Ronaldo gordo e Ronaldo bonitão, van Basten, Weah, Zidane e vários outros que deram nome aos meus jogadores de botão. Mas nenhum, absolutamente nenhum, conseguiu me encantar como Messi.
Eu poderia ficar com a definição de alguns narradores das rádios catalães, como "gênio maravilhoso" ou "é de fazer chorar". Mas a melhor é do técnico do Arsenal, Arsène Wenger: "jogador de Playstation". Ou posso fazer o mais natural, e não defini-lo. Porque é impossível. Passei todo o jogo tentando encontrar o que dizer (e vale lembrar que sou redator), mas sinceramente não soube. Não sei. Porque sua forma de jogar, como faz tudo parecer fácil e curte cada jogada que faz, e busca sempre mais, é impressionante. Encantadora. Mágica. _________________ (sua vez de adjetivar).
Acreditem, me dói dizer isso. Mas um jogador como Messi merece ganhar uma Copa do Mundo. Merece ser decisivo pra seleção do seu país - Argentina, infelizmente. Merece ser coroado melhor do mundo outra vez. E, mantendo esse nível por mais alguns anos, merece ser o atleta do século XXI.
Sei que ainda é cedo, estamos em 2010. Mas ninguém chegará aos 1200 e tantos gols do Pelé, mesmo. Nem a mil, na verdade, por mais que o Romário force a barra na contagem. E, se o futebol é outro, influencia no estilo dos profissionais e blablabla, Messi é o símbolo do que pode ser o jogador desta época. E das que vieram algum tempo atrás, e das que estão por vir. Messi é completo, joga para o time e dá show ao mesmo tempo, tudo isso enquanto resolve partida após partida.
Messi é único, craque e já faz parte da história do futebol. E me sinto honrado em ter o privilégio de estar em Barcelona vendo o que não vai se repetir tão cedo.
domingo, 4 de abril de 2010
Chocolate metafórico
Essa semana é santa na Espanha. Literalmente - são sete dias festivos, em que muita gente não trabalha. Pelo menos em publicidade, o que me surpreendeu consideravelmente. E, se contarmos com a segunda-feira algo santa catalã (não sei como eles chamam, sei que aqui ninguém trabalha), são oito dias seguidos de descanso.
A não ser que você não tenha um trabalho. Aí, sua Semana Santa é como outra qualquer: pensando em formas de arrumar emprego, dando conta - ou não - dos seus afazeres domésticos e ficando mais tempo em casa do que gostaria, pra não gastar uma grana inexistente e bagunçar suas contas.
Longe da família, namorada, amigos, praia e troca de tiros em Copacabana, tinha a forte sensação de que a Páscoa passaria em branco. Até que...
"Se essa bola foi na direção do gol e ninguém evitou que ela entrasse, então foi gol. A não ser que o juiz tenha anulado. Ou não.", diria nosso querido narrador-filósofo.
O pai de um amigo é sócio do Barça e tem carnê pra ir aos jogos. Mas não poderia ver o jogo contra o Athletic ontem. Seu filho (meu amigo) poderia ir no seu lugar, mas resolveu ir ao cine com a namorada. Na cadeia alimentar futebolística do ingresso que sobraria, eu era o predador da terceira escala.
Resultado um: fui ao Camp Nou de graça (outra vez). E o Barça, talvez prevendo que eu não ganharia nem um mísero ovinho, também resolveu me dar um presente. Resultado dois: chocolate. 4 x 1 com dois belos gols do Bojan e um do menino Messi, retorno blaugrana à liderança e pressão nas meninas de branco.
Valeu o sábado. E compensou meu domingo em casa, mais sozinho que botafoguense no Engenhão. Se me serve de consolo, não tem retardado na TV. Bom, talvez tenha. Mas eu não vou procurar saber.
E, agora, tô com a maior vontade de comer chocolate...
ps: se o botafogo nunca lota o Engenhão, por que não mudar o nome do estádio pra Fazendinha? Ou então, transferir todos os jogos oficiais do "time" pra um campo de grama sintética na Barra? Sempre rola churrasco nesses lugares, pelo menos daria mais público.
A não ser que você não tenha um trabalho. Aí, sua Semana Santa é como outra qualquer: pensando em formas de arrumar emprego, dando conta - ou não - dos seus afazeres domésticos e ficando mais tempo em casa do que gostaria, pra não gastar uma grana inexistente e bagunçar suas contas.
Longe da família, namorada, amigos, praia e troca de tiros em Copacabana, tinha a forte sensação de que a Páscoa passaria em branco. Até que...
"Se essa bola foi na direção do gol e ninguém evitou que ela entrasse, então foi gol. A não ser que o juiz tenha anulado. Ou não.", diria nosso querido narrador-filósofo.
O pai de um amigo é sócio do Barça e tem carnê pra ir aos jogos. Mas não poderia ver o jogo contra o Athletic ontem. Seu filho (meu amigo) poderia ir no seu lugar, mas resolveu ir ao cine com a namorada. Na cadeia alimentar futebolística do ingresso que sobraria, eu era o predador da terceira escala.
Resultado um: fui ao Camp Nou de graça (outra vez). E o Barça, talvez prevendo que eu não ganharia nem um mísero ovinho, também resolveu me dar um presente. Resultado dois: chocolate. 4 x 1 com dois belos gols do Bojan e um do menino Messi, retorno blaugrana à liderança e pressão nas meninas de branco.
Valeu o sábado. E compensou meu domingo em casa, mais sozinho que botafoguense no Engenhão. Se me serve de consolo, não tem retardado na TV. Bom, talvez tenha. Mas eu não vou procurar saber.
E, agora, tô com a maior vontade de comer chocolate...
ps: se o botafogo nunca lota o Engenhão, por que não mudar o nome do estádio pra Fazendinha? Ou então, transferir todos os jogos oficiais do "time" pra um campo de grama sintética na Barra? Sempre rola churrasco nesses lugares, pelo menos daria mais público.
terça-feira, 30 de março de 2010
"Uno, grande, eterno, antimadridista" e freguês
Domingo foi dia de clássico... em Madrid. Atlético x Real, a rivalidade da capital à flor da pele. Algo que não se reflete na posição dos times na tabela, ou no investimento, ou no marketing, ou...
Como todo culé (torcedor do Barça), quero que o Real afunde nas próprias fanfarronices e suma do mapa. Assim, fui assistir ao jogo num bar da peña (torcida) do Atlético. Pequenininho, como a torcida. Mas todo empipadinho, como a torcida. Milhares de faixas, bandeiras, fotos, reportagens, e até uma baratinha passeando na parede, pra me recordar o bom e velho pé-sujo carioca. Vale registrar que foi a primeira barata que vi em cinco meses e meio aqui. Quase acredito que essa é a mascote do bar, como diziam.
Eles realmente são "antimadridistas", como fala o título deste texto - e como estava em uma das bandeiras. Xingamentos, piadas e gritaria eterna contra os blancos. E ainda saímos na frente! Mas, tal qual o Vasco diante do Flamengo (ou o Fluminense, ou o botafogo - com minúsculas, mesmo, como sempre), o pobre Atlético é freguês. Foi pro intervalo com 1x0 e bastaram uns 15 minutos da segunda parte pra levar 3 gols. Resultado: perderam e deixaram o Real junto do Barça, na liderança. O clássico do dia 10 promete incendiar o inferno.
---
E, aproveitando o gancho do futebol, Armando Nogueira morreu. Admito que nunca fui fã dele (na verdade, achava um saco), mas é uma pena que se vá. Porque dificilmente dois jornalistas esportivos serão enterrados no mesmo ano - no bom sentido. O que quer dizer que ele fica.
Não desejo a morte ao "homem da palavra fácil". Mas é que a palavra dele fica mais difícil a cada dia. E não basta estar longe, tenho que sofrer com seus comentários em absolutamente todos os jogos do Flamengo, que sempre escuto na Rádio Globo. Isso é propaganda enganosa, e nem processar o Sistema Globo de Rádio eu posso. Me sinto castigado no exílio.
O Armando Nogueira era incrivelmente chato, com suas poesias tediosas sobre temas que já estávamos cansados de ouvir. Mas o Luizinho comenta com um Aurélio na mão - provavelmente a segunda edição dele. E, por não entender muito bem como funciona esse negócio de tecnologia (quando ele começou, a rádio era literalmente ao vivo, com duas pessoas com cabos de vassoura na mão, falando de dentro de uma caixa de papelão), demora a se entender com essa coisa de microfone, dinâmica etc. Assim que uma frase tão simples como "o Dodô não sabe bater pênalti" demora uns três minutos pra ser completada - isso quando um repórter não o interrompe, e o narrador aproveita pra falar alguma coisa. Qualquer coisa.
Bom, fato é que o Cid Moreira continua firme e forte como azarão em todos os bolões de possíveis presuntos. O prêmio pela cabeça dele vai pagar mais que Mega-Sena acumulada. Talvez, tanto quanto 10% de uma obra pública qualquer de cidade do interior do Brasil.
Como todo culé (torcedor do Barça), quero que o Real afunde nas próprias fanfarronices e suma do mapa. Assim, fui assistir ao jogo num bar da peña (torcida) do Atlético. Pequenininho, como a torcida. Mas todo empipadinho, como a torcida. Milhares de faixas, bandeiras, fotos, reportagens, e até uma baratinha passeando na parede, pra me recordar o bom e velho pé-sujo carioca. Vale registrar que foi a primeira barata que vi em cinco meses e meio aqui. Quase acredito que essa é a mascote do bar, como diziam.
Eles realmente são "antimadridistas", como fala o título deste texto - e como estava em uma das bandeiras. Xingamentos, piadas e gritaria eterna contra os blancos. E ainda saímos na frente! Mas, tal qual o Vasco diante do Flamengo (ou o Fluminense, ou o botafogo - com minúsculas, mesmo, como sempre), o pobre Atlético é freguês. Foi pro intervalo com 1x0 e bastaram uns 15 minutos da segunda parte pra levar 3 gols. Resultado: perderam e deixaram o Real junto do Barça, na liderança. O clássico do dia 10 promete incendiar o inferno.
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E, aproveitando o gancho do futebol, Armando Nogueira morreu. Admito que nunca fui fã dele (na verdade, achava um saco), mas é uma pena que se vá. Porque dificilmente dois jornalistas esportivos serão enterrados no mesmo ano - no bom sentido. O que quer dizer que ele fica.
Não desejo a morte ao "homem da palavra fácil". Mas é que a palavra dele fica mais difícil a cada dia. E não basta estar longe, tenho que sofrer com seus comentários em absolutamente todos os jogos do Flamengo, que sempre escuto na Rádio Globo. Isso é propaganda enganosa, e nem processar o Sistema Globo de Rádio eu posso. Me sinto castigado no exílio.
O Armando Nogueira era incrivelmente chato, com suas poesias tediosas sobre temas que já estávamos cansados de ouvir. Mas o Luizinho comenta com um Aurélio na mão - provavelmente a segunda edição dele. E, por não entender muito bem como funciona esse negócio de tecnologia (quando ele começou, a rádio era literalmente ao vivo, com duas pessoas com cabos de vassoura na mão, falando de dentro de uma caixa de papelão), demora a se entender com essa coisa de microfone, dinâmica etc. Assim que uma frase tão simples como "o Dodô não sabe bater pênalti" demora uns três minutos pra ser completada - isso quando um repórter não o interrompe, e o narrador aproveita pra falar alguma coisa. Qualquer coisa.
Bom, fato é que o Cid Moreira continua firme e forte como azarão em todos os bolões de possíveis presuntos. O prêmio pela cabeça dele vai pagar mais que Mega-Sena acumulada. Talvez, tanto quanto 10% de uma obra pública qualquer de cidade do interior do Brasil.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Edir Macedo cover?
Outro dia (do ano passado, já que esse texto ficou esquecido no rascunho do blogger) eu explicava pro Alberto a quantidade de e a diferença entre religiões no Brasil. Coincidentemente, no dia seguinte, vejo isso quando voltava do mestrado:
"Não é seita, não é ciência, não é religião, não é filosofia". Então não é nada, ué!
Do lado direito do templo (?) - localizado numa rua do centro de Barna e ocupando o espaço de duas lojas - está escrito "logramos com êxito a abundância, a riqueza, ...da vida humana sentimental".
Senti um cheiro de Universal do Reino do Macedão - um negócio presente em mais países do que a Anistia Internacional. Inclusive, parece que a equipe de marketing da Coca-Cola passou dois anos em treinamento com os pastores do seu Macedo pra aprender posicionamento e técnicas de venda.
Brincadeiras (ou não) à parte, fato é que onde existe alguém precisando de consolo haverá alguém mais esperto/malandro/pilantra disposto a se aproveitar. E não quero desmerecer o local da foto, mas com a vitrine e as quinquilharias expostas parecia mais uma tenda de artigos chineses a um real que um centro espiritual. Dá pra imaginar que meditam no meio de uma nuvem de incenso cigano entre gatinhos que movem as patas e quadros daquela colagem clássica planeta-olho-triângulo-almas num fundo negro.
De repente, entro ali um dia pra ver se vão tentar ler minha mão ou me dar um chá temático de plantas cultivadas no banheiro de trás do lugar. Mas, se eu for, aviso antes. Pra vocês rezarem pela minha pobre alma perdida.
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