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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bélgica, um país de todos

Eu sempre fui fã da Bélgica. O país tem um nome legal. De lá saiu Preud'homme, meu goleiro favorito na época em que a referência no país era o Taffarel. Um dos melhores restaurantes árabes da via láctea está em Bruxelas. Algumas das pessoas que mais marcaram minha vida são dali.

Há um ano, a Revolução da Batata Frita deixou o país - membro da União Européia - sem governo, mas ele segue sem confusão e funcionando. Melhor que o nosso, diga-se de passagem.

Agora, isso. Com vídeo, caso alguém se interesse. E ela ainda diz que o ocorrido "não irá atrapalhar seu trabalho como prefeita".

Em se tratando da Bélgica, alguém duvida?

sábado, 6 de novembro de 2010

Vingança

Tem vezes que vale muito a pena.


Foi pênalti, Arnaldo? Eu perguntei ao Caio e ele tem dúvidas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O sexy e plagiado selo Procel

Com a casa em obras, o pai resolveu mexer em coisas até então intocáveis. Algo que não faz o menor sentido, já que tudo numa casa pode ser mudado. Mas a tradição (também conhecida como cisma) impera em vários aspectos da família. A zebra ficou por conta do ar-condicionado.

Os antigos eram realmente antigos. Um, inclusive, deve ter chegado com a Telefunken que, até um tempo atrás, só sintonizava bem a Globo, e o SBT com mais fantasmas que Poltergeist. A mesma TV que era usada com o Atari que eu tinha quando pequeno. O caso é: já que era pra mudar, que fosse mudar ou... mudar de vez. De uma tacada só, três aparelhos chegaram pela entrega da (péssima) Americanas.com.

Como o pai não pode pegar peso, coube a mim e ao Alan subir com eles e pôr no lugar dos antigos. Foi então que percebi o quanto a humanidade evoluiu. Porque trazer os eletros novos foi fácil, me senti o Huck Hogan. Mas descer com os outros... Sinceramente, quem diz que pra baixo todo santo ajuda nunca teve que carregar um ar-condicionado antigo. Eles pesam mais que a Preta Gil, certeza que eram projetados como método moderno de tortura. Porque ninguém consegue levar o trambolho no braço numa boa. Às vezes, pra ser sincero, parecia que eu e meu irmão éramos pouco. As peças de plástico dos novos, que pai e mãe tanto reclamam que "são vagabundas, vão fazer o troço durar pouco" etc têm exatamente a mesma serventia das feitas de metal, perfeitas pra quem sente aquela incontrolável necessidade de uma vacina antitetânica.

Ou seja, o homem precisou de décadas pra perceber que não é a maldita parte externa que faz dos eletrodomésticos bons aparelhos, mas sim a interna. Gastamos recursos à toa. E ainda damos trabalhos pra filhos legais que pretendem poupar a saúde dos pais, ainda que isso signifique um projeto de hérnia de disco antes dos 40 anos.
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Ahan. O "sexy e plagiado selo Procel". Faltou dizer que, das três novidades papáticas (palavra que significa "do pai" - sim, sou um natoneologista), a única que não tomou lugar foi a do meu quarto. Como sempre. Um, porque é o único que fica no alto e isso dificulta a troca. Dois, porque qualquer coisa que dificulte o que quer que seja vira assunto pra depois, aqui em casa. Vulgo rodei.

Enquanto o ar fica no chão do cafofo me olhando com um irritante ar de deboche, sou obrigado a encarar o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Um smiley dividido ao meio, o que responde à parte do plágio. Com a metade esquerda dormindo sorridente, como se estivesse no meio de um sonho erótico.

Pelo menos esse ar-condicionado vai poupar energia. Afinal, eu sei que ele não vai ser trocado tão cedo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Peça pelo número

Viajando durante minha última viagem, esperando minha tradutora pedir meu McAlgo no drive-thru de Lille, pensei meu Deus, que bosta é o McDonald's, será que eles nunca vão inventar algo realmente novo?

Como sou um cara legal e desprendido de bens materiais - além de não ter a menor vontade de trabalhar no McMarketing, resolvi deixar umas dicas pra eles. Quem tiver um contato lá dentro que repasse, à vontade.

McChicano
Um sanduíche para agradar a todos os amantes da gastronomia mexicana, além da enorme comunidade que tenta a sorte pulando o muro - no bom sentido, do México para os EUA. Inclusive, poderiam pôr um posto avançado na fronteira entre os dois países. Assim, eles teriam contato com a cultura (sic) estadounidense sem sair da sua terra. Que, provavelmente, é muito mais divertida.

Fora que isso faria a imensa comunidade mexicana no exterior feliz da vida. Só aqui em Barcelona, a rede faturaria milhões a mais por ano. E ainda seria politicamente correta. Afinal, já que os mexicanos cozinham, ao menos que seja uma comida conhecida.

Número: 70
Cardápio: pão moreno, carne moída, quesadilla, feijão, guacamole, mexixiquilitl, milho e chilli.










Isso, isso, isso, isso, isso!


McChino
A China é o país mais populoso do mundo, o que mais cresce, o que vive desbancando antigas economias e se consolidando como nova potência mundial... e não tem um mísero McMenu? Além de injusto, isso é uma grande burrice marqueteira. A rede poderia ganhar rios amarelos de dinheiro, e se posicionar como um grupo aberto a todo tipo de cultura. Seguro que aqueles olhinhos puxados ficariam tão grandes quanto os dos mangás japos ao ver McCoisas em sua terra.

Número: 49
Cardápio: pão pequeno, carne de cachorro, arroz, amendoim, shoyo, gengibre e açúcar.












E eu comendo perereca!

McGyver
Mais que um sanduíche, um estilo de vida. Mais que uma homenagem, uma forma de incentivar o DIY way of life - o clássico se vira, neguiam! Mais que MacGyver ou McDonald's, McGyver.

Número: x
Cardápio: canivete suíço.
Menu light: clip, chiclete e caneta.












Isso que eu tô enrolando? É... um sanduíche... em forma de charuto... receita da vovó.


Quando você estiver comendo algum desses menus, não se esqueça de comentar em voz alta que conhece o inventor dos quitutes.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Deus...

Vaya finde! (já voltaremos com a programação normal)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

El Niño

Depois de escutar esse som, saído de um post do Alan (obrigado), resolvi deixar a música passear pela Ponte outra vez. Infelizmente, com poucas referências - estavam com preguiça de escrever no Wikipedia, assim como estou de procurar mais informações. Mas com altíssima qualidade.

Talvez pela contagem regressiva seguir forte, levando meus pensamentos rumo aos risonhos lindos campos (que) têm mais flores, a nostalgia começou a marcar presença. Dessa vez, juntando as lembranças de Sevilla, talvez bem vivas pelo reencontro em Madrid com dois grandes amigos, com as de Barcelona. Minha casa de temperatura desregulada por longos-curtos-longos nove meses. E o niño que nasceu dessa espera tem 36 anos.

Niño Josele é um guitarrista flamenco nascido em Almeria, e tão caveira que já tocou com nomes como Paco de Lucía e Elton John. Tem 7 discos em 14 anos de carreira, o que não é pouco. Ainda mais pensando que sua criação é instrumental, não essa história de "vou te levar daqui/te amo, meu amor/eu quero vocêêêêêêê" de qualquer desses cretinos de hoje em dia, daí ou do exterior. O cara é boladón.

Descobri pelo Alberto num programa da Rádio 3. Pus no Spotify e não consigo parar de escutar. Quer dizer, neste exato momento eu não escuto, mas só porque meu computador está incrivelmente lento e não consegue fazer duas ações ao mesmo tempo, como um surfista tentando amarrar o cadarço e falar.

Ao toque de quatro já vai:


Ei, fala de mim também!
***
Falando em niño, el niño Torres, Fernandinho no Brasil, Seaside Freddy pros gringos, segue jogando bichado e sem render. Mas Villa Maravilla assumiu a responsabilidade e está compensando a falta que o outro faz resolvendo praticamente todas as partidas para a Espanha no Mundial. Com isso, la Roja já está nas quartas, sendo a única que acredito ter alguma chance de estragar a Copa América africana. Basta chutar o Paraguai.

Só pra constar.
***
Só pra constar, também: esse foi, provavelmente, o texto com o maior número de links que já escrevi. Alguns são interessantes, poucos realmente engraçados, muitos totalmente sem sentido. Ainda assim, tive o trabalho de selecionar cada um deles.

Favor clicar em todos e gerar tráfego para outros sites, a ver se vêem que vocês chegaram lá atravessando a Ponte, vêm aqui e aumentam meu número de visitas, permitindo a inserção de banners e links patrocinados e me dando dinheiro.

Obrigado.

Metade homem, metade máquina

Sigo com insônia. Não sei até que ponto isso é ruim, já que meus sonhos têm sido inquietantes e/ou semi-tristes. A culpa não é minha, claro. Um não manda no que seu subconsciente joga no ventilador enquanto a cabeça escuta o travesseiro.

Não tem chá, comida leve ou tentativa de limpeza mental que me tire desse círculo vicioso. Já pensei até em remédios, mas como não sei o que comprar sigo acordado. Como uma máquina. De café, por que não?

Taí. Se eu fosse um herói moderno, seria uma espécie de Iron Man Nespresso. Um Gambit cafeinado, atirando potes de Ristretto e Volluto em qualquer um que ousasse me desafiar e ir pra cama antes das quatro da manhã.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A mil por hora

Vocês devem ter percebido que, depois de um tempinho - tá, vai, uns bons longos tempos - trafegando pela Ponte de vez em quando, fugindo dos momentos de trânsito pesado, voltei à ativa num ritmo de postagens frenético. Por quê?, talvez estejam pensando. Respondo, mesmo que não quisessem me perguntar nada.

Porque sim.

Também por querer colocar minhas milhares de idéias pra passear na Ponte, algumas como pré-teste.

Também por acreditar que, quanto mais escrevo, mais tenho vontade de escrever, e melhores ficam meus textos.

Também por buscar um algo mais que passa pela comprovação (ao menos interna) de que não sou tão mal com essa história de misturar letrinhas.

Também por muitas outras coisas que não importam. O importante é que voltei a mil por hora.

Tanto que não quis deixar passar o dia, e escrevi qualquer bobada antes de ver um filme e dormir.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quando você deve cortar o cabelo?

a) se levanta e, se não lavar a cabeça ou colocar um boné, não pode ir à rua;
b) até mesmo seus amigos dizem que você tem cara de maconheiro - mesmo sabendo que nunca pôs um cigarrinho do capeta na boca;
c) sente calor no pescoço num "calor" de 28 grau;
d) em todos os lugares onde sai, pelo menos um cretino pergunta se você tem cocaína ou "alguma coisa aí";
e) todas as respostas anteriores.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Coisas que penso quando tenho insônia

O português é uma língua muito rica. Menos pra quem é pobre.

Se fazer música baiana fosse um pouco mais fácil, Paulo Coelho era cantor de axé.

Tem gente que nasce com a bunda virada pra lua. Quando o Rubinho nasceu, teve eclipse.

Sacrifício é uma questão de ponto de vista. Se ninguém vê, então não é.


Se Jesus se sacrificou por nós e ninguém aprendeu nada, por que comigo seria diferente?

Também escrevo blues. Desde quando? Desde a semana passada, creio. E deve ser meu próximo texto aqui. Ou não, porque do jeito que (não) tenho dormido, minha memória deve estar sendo seriamente danificada. Daqui a algum tempo, vou me considerar um cara de sorte se me lembrar do meu nome.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Homenagem a Johnny Alf


















Eu sei, isso era óbvio. Ele já tinha saído do ar há muito tempo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dinheiro pelo ralo

O ralo da ducha aqui de casa entupiu. Mais do que escroto, isso é nojento - não tem nada pior do que querer tomar um bom banho e ter que ficar desviando de barquinhos de pêlo que você reza com todas as forças pra que ao menos sejam seus.

Depois de dias tentando me lembrar de procurar algo no mercado e esquecer logo depois, finalmente consegui que minha memória funcionasse. Fui ao Carrefour e, por falta de conhecimento$ sobre as marcas, fiquei com a do mercado.

Cheguei em casa pronto pra resolver o problema. Quer dizer, deixar o líquido milagroso resolver enquanto cuidava da minha vida. Infelizmente, decidi ler as instruções de uso. O troço é de ácido sulfúrico com composto potencializado de urânio e pedacinhos de bala de prata. Dá pra matar uma reserva africana inteira com meia garrafa. Pra se ter uma idéia, eles recomendam abrir o frasco com as duas mãos sem apertar a embalagem e tomando todas as precauções possíveis. Fui abrir em frente ao hospital, por precaução.

Depois de algumas horas deixando a arma química  o produto agir, abri a torneira. Que maravilha! A água descia fácil, como comidas do almoço de domingo tragadas pelo seu tio gordo com aquele estômago de avestruz que a ciência não consegue explicar. Agora, dá pra tomar banho feliz e contente que não fica um dedo de água no chão do box. Provavelmente, o vizinho de baixo não consegue explicar o buraco no teto do banheiro dele ou a água suja que pinga na sua cabeça enquanto se ducha. Eu recomendaria uma calha.

A gente resolve os problemas como pode.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mil coisas

Feliz Natal, parabéns pela TV Cá, um excelente 2010 a todos, parabéns mãe, parabéns 'dinha Marisa, obrigado pelo presente mãe, você escreve muito bem Alan e eu tô muito feliz e impressionado.

Depois de repassar tudo o que me lembro que havia deixado de escrever, volto à carga. Sim, de novo. Mas tive que dar um tempo porque, finalmente, o mestrado engrenou. E aí ele veio com tudo, e fui obrigado a me dedicar como queria desde o início. Sim, muita coisa mesmo. E bem diferente:

Cozinhei coisas que fariam aquele chef famosão que não lembro o nome ser esquecido como acabo de fazer. Conversei com músicos de rua e vendedores de mercadinhos de quinquilharias. Escutei música pop. Criei apresentação interagindo com uma bola de futebol (ao contrário de O Náufrago, sem jabá - infelizmente). Aprendi a gostar do pessoal do máster, bem a tempo de começar a fazer trabalhos de grupo.

Também quase fiquei entre os 10 melhores trabalhos de um concurso mundial da VW e sua nova campanha, com uma peça criada com um amigo meu daqui (mas araribóia), Tiago. Acabamos sendo chutados do Top10. Caguei (sangue, mas caguei). Voltei a mexer no portfólio. Também comecei a trabalhar, e saí uma semana depois. Se for pra ficar num lugar de graça, que seja "O" lugar. Se for "o..." lugar, não rola. Neste caso, incluindo aí a falta de honestidade do cara que me chamou, não rolou.

Passei maus bocados, internamente falando. E, nessa de altos e baixos, a verdade é que não faço a menor idéia de como chego aos 59 últimos minutos dos meus 26 anos. Espero que bem, já que me sinto mais confiante e corajoso pra fazer o que tenho que fazer. Seja lá o que for isso. Aliás, vou comemorar no Bar do Paolo. Se alguém quiser me encontrar aqui, será muito bem-vindo. E bem recebido.

Pessoas chegaram, pessoas se foram e acho que meu apartamento também se vai em breve. Quer dizer, eu vou. Daí me mudo pra Barna, arrumo um emprego qualquer e só ando de bicicleta. Aproveito pra correr na praia, quando este frio cretino passar.


Descobri também que funciono de formas não tão aleatórias. Voltei a escrever - poesias, inclusive, coisa que tenho pouco hábito - e a pensar propaganda. Ainda descobri uma habilidade manual que nunca imaginei que tivesse. Claro que não falo de desenho ou pintura, que o polegar opositor e o telecéfalo altamente desenvolvido não me contribuem em nada nestas horas. Mas trabalhar com materias me interessa e é mais fácil que parece. Como parecia impossível, ser difícil e custoso como é agora está bom.

Aprendi catalão a ponto da minha professora (nível 2) me elogiar. Aprendi muito sobre mim. Aprendi bastante sobre os outros, tanto os que amo há tempos quanto os que estou aprendendo a gostar agora. Aprendi que não se deve confiar no sistema de trens daqui. Aprendi que tenho muito o que aprender. Menos do que esperava e bem mais do que gostaria. Fui adotado pela cidade (oficialmente por El Prat, emocionalmente por Barna e os que são dali). Não aprendi como manter contato constante com várias das pessoas que me importam muito nesse mundo, e por isso devo muitas notícias e aparições. Fisicamente falando, não quero encontrar ninguém no modo alma penada.

E, com esse mogollón de cosas vistas, vividas e entendidas, volto a me comunicar com vocês. Esperando acordado passarem mais 40 minutos para me transformar em um Alexandre 2400 segundos mais experiente. De repente, estando (d)esperto, vejo a sabedoria, a paciência e a malandragem virem me dar os parabéns e seguro pelo menos uma delas.

Desse ano, nenhuma das três me escapa.