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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Nação vai ao Circo

A não ser que algo dê errado, e espero sinceramente que não, finalmente eu verei ao vivo uma das melhores bandas que conheço.

Minha noite do dia 19 de novembro está mais do que reservada pra ver a galera da Nação Zumbi no Circo Voador. Está aberta a temporada de shows seletivos.


Quem vai ficar, quem vai ouvir, quem vai ver? Eu.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Pode ficar alto pacas"

Pacas. Gíria de velho. Provavelmente, da época do Link Wray, que só descobri graças a um documentário bem mais recente e que assisti domingo passado.

It might get loud põe The Edge (U2), Jack White (White Stripes) e o gênio juntos, falando do que eles sabem fazer: música de altíssima qualidade. Nem preciso falar do guitarrista líder de uma das minhas bandas favoritas, mas fiquei surpreso com o virtuosismo do Branco e mais ainda com a qualidade do Beirada, que desenvolveu uma forma de simplificar os acordes (criatividade e minimalismo, admiro isso).

Ver os três trocando idéias, falando de processo criativo e tocando juntos fez eu me lembrar do motivo de querer tocar guitarra - a que meu pai tinha comprado pra ele e estava abandonada, pegando poeira num canto da casa. Lá se vão 11 anos de quando troquei as cordas e decidi que não queria estudar pro vestibular, mas aprender algum instrumento que fizesse o tempo passar mais rápido até eu entrar no mercado de trabalho.

Não fiz aula nem aprendi a tocar como eles, mas estou voltando com (quase) tudo. Se jamais vou ser um Jimmy Page, também não serei um imbecil.


"Bicho, isso é bom pacas!"

domingo, 15 de maio de 2011

Pachamama e outras idéias

"It makes world history. Earth is the mother of all", said Vice-President Alvaro García Linera. "It establishes a new relationship between man and nature, the harmony of which must be preserved as a guarantee of its regeneration."

Para os incas, Pachamama é a Mãe Natureza. É um ser vivo, portanto com direitos. Assim, o país resolveu se tornar o primeiro no mundo a adotar direitos iguais para o homem e a natureza. Sinceramente, não sei no que vai dar tudo isso, nem se o seu Evo tem boas intenções com seu povo e antepassados ou só está fazendo uma jogada populista. Mas é uma discussão interessante em tempso de câmbios climáticos, alternativas para preservação do planeta e ações de marketing que não levam a lugar nenhum.

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Sem querer fazer jabá (até porque, dificilmente ele vai ganahr dinheiro com isso), o amigo e redator Ricardo JQuest tem um blog bem legal, o Pra bom entendedor.Historinhas curtas e engraçadas. Vale uma risada de vez em quando, pra desopilar os neurônios.

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Pra quem gosta de projetos diferentes (como eu) e pensa em fazer mais que o dia-a-dia do trabalho (como eu), vale dar uma olhada nesse projeto: Speed creating. Em vez de explicar, vou deixar que vocês mesmo vejam e concluam o que quiserem.

De tão simples e tão legal que é, concluí que é uma pena eu não ter pensado nisso antes.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre educação

"...education is a natural process spontaneously carried out by the human individual, and is acquired not by listening to words but by experiences upon the environment." (daqui)

"Schools kill creativity." (daqui)

É isso.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vai procurar sua tribo


People want to be missed.

Seth Godin não é um guru do marketing. É um pensador. Por isso foi chamado para palestrar no TED.

Lá, ele falou da nova organização mundial em tribos, de encontrar quem acredita de verdade na sua idéia para fazer com que ela se espalhe, de como promover mudanças. Uma aula de negócios e psicologia em 18 minutos.

Vale cada segundo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Messi

Justiça seja feita, meu irmão já tinha falado dele. E admito que é complicado ser imparcial depois de uma partida como a de hoje entre Barça e Arsenal, ainda mais para um fã de futebol. Mas, por mais difícil que seja buscar palavras para definir o que vi, seria injusto não escrever sobre ele.

Lionel Andrés Messi. Ou Messi, tão simples como as entrevistas depois das partidas - quando o repórter pergunta como é jogar nesse nível e ele responde que fica feliz de ajudar a equipe a ganhar. Ajudar? Na semi-final do torneio mais importante da Europa, contra um dos times mais fortes, bem armados e interessantes do continente, ele marcou todos os quatro gols da sua equipe. Sim, quatro. Um, dois, três, quatro. Imaginem quando ele resolver uma partida para a equipe.

E os quatro gols de hoje não foram sorte, ou casualidade. Messi marcou três em três ou quatro das últimas seis partidas do Barça, se não me engano. Assim como praticamente todos os últimos gols da sua equipe nos últimos oito ou dez jogos. É o artilheiro da Champions (e igualou um antigo recorde de gols marcados numa só partida da competição), da Liga Espanhola, da temporada e um dos maiores da história do clube. Aos 22 anos, pra deixar bem claro.

Acompanho futebol desde muito novo. Jogo, vejo, discuto. Sou apaixonado pelo esporte, e um belo exemplo da "pátria de chuteiras" de que tanto falam. Vi um pouquinho do Zico, algo mais do Maradona, Romário, Ronaldo gordo e Ronaldo bonitão, van Basten, Weah, Zidane e vários outros que deram nome aos meus jogadores de botão. Mas nenhum, absolutamente nenhum, conseguiu me encantar como Messi.

Eu poderia ficar com a definição de alguns narradores das rádios catalães, como "gênio maravilhoso" ou "é de fazer chorar". Mas a melhor é do técnico do Arsenal, Arsène Wenger: "jogador de Playstation". Ou posso fazer o mais natural, e não defini-lo. Porque é impossível. Passei todo o jogo tentando encontrar o que dizer (e vale lembrar que sou redator), mas sinceramente não soube. Não sei. Porque sua forma de jogar, como faz tudo parecer fácil e curte cada jogada que faz, e busca sempre mais, é impressionante. Encantadora. Mágica. _________________ (sua vez de adjetivar).

Acreditem, me dói dizer isso. Mas um jogador como Messi merece ganhar uma Copa do Mundo. Merece ser decisivo pra seleção do seu país - Argentina, infelizmente. Merece ser coroado melhor do mundo outra vez. E, mantendo esse nível por mais alguns anos, merece ser o atleta do século XXI.

Sei que ainda é cedo, estamos em 2010. Mas ninguém chegará aos 1200 e tantos gols do Pelé, mesmo. Nem a mil, na verdade, por mais que o Romário force a barra na contagem. E, se o futebol é outro, influencia no estilo dos profissionais e blablabla, Messi é o símbolo do que pode ser o jogador desta época. E das que vieram algum tempo atrás, e das que estão por vir. Messi é completo, joga para o time e dá show ao mesmo tempo, tudo isso enquanto resolve partida após partida.

Messi é único, craque e já faz parte da história do futebol. E me sinto honrado em ter o privilégio de estar em Barcelona vendo o que não vai se repetir tão cedo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

"Tráfego de neurônios"

Finalmente, meu cérebro começa a honrar o silogan deste blog outra vez. E o melhor: não só "via www".