Já está ficando chato. Segundas com um sol lindo, quartas à noite com chuva forte, quintas com sol lindo, finais de semana com nuvens e chuva. Nada contra as forças da natureza, ou as necessidades pluviométricas do planeta. Mas agradeceria se pudesse aproveitar em paz minha sexta à noite, meu sábado e meu domingo à tarde.
(a prova do meu desespero é esse ser um dos sites mais visitados por mim, aqui no trabalho)
***
Audiolivro, não! Livro e áudio.
A experiência da leitura sempre me divertiu pacas. Só que meu negócio é estar esparramado na cama com o na papel na mão e música tocando na vitrola (ou no MP3, agora que tenho um bonitinho e carregadão). Nunca fui adepto de monitores, tablets, etc. Até isso.
E aí, quem vai me dar um desses de presente?
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
"Pode ficar alto pacas"
Pacas. Gíria de velho. Provavelmente, da época do Link Wray, que só descobri graças a um documentário bem mais recente e que assisti domingo passado.
It might get loud põe The Edge (U2), Jack White (White Stripes) e o gênio juntos, falando do que eles sabem fazer: música de altíssima qualidade. Nem preciso falar do guitarrista líder de uma das minhas bandas favoritas, mas fiquei surpreso com o virtuosismo do Branco e mais ainda com a qualidade do Beirada, que desenvolveu uma forma de simplificar os acordes (criatividade e minimalismo, admiro isso).
Ver os três trocando idéias, falando de processo criativo e tocando juntos fez eu me lembrar do motivo de querer tocar guitarra - a que meu pai tinha comprado pra ele e estava abandonada, pegando poeira num canto da casa. Lá se vão 11 anos de quando troquei as cordas e decidi que não queria estudar pro vestibular, mas aprender algum instrumento que fizesse o tempo passar mais rápido até eu entrar no mercado de trabalho.
Não fiz aula nem aprendi a tocar como eles, mas estou voltando com (quase) tudo. Se jamais vou ser um Jimmy Page, também não serei um imbecil.
"Bicho, isso é bom pacas!"
It might get loud põe The Edge (U2), Jack White (White Stripes) e o gênio juntos, falando do que eles sabem fazer: música de altíssima qualidade. Nem preciso falar do guitarrista líder de uma das minhas bandas favoritas, mas fiquei surpreso com o virtuosismo do Branco e mais ainda com a qualidade do Beirada, que desenvolveu uma forma de simplificar os acordes (criatividade e minimalismo, admiro isso).
Ver os três trocando idéias, falando de processo criativo e tocando juntos fez eu me lembrar do motivo de querer tocar guitarra - a que meu pai tinha comprado pra ele e estava abandonada, pegando poeira num canto da casa. Lá se vão 11 anos de quando troquei as cordas e decidi que não queria estudar pro vestibular, mas aprender algum instrumento que fizesse o tempo passar mais rápido até eu entrar no mercado de trabalho.
Não fiz aula nem aprendi a tocar como eles, mas estou voltando com (quase) tudo. Se jamais vou ser um Jimmy Page, também não serei um imbecil.
"Bicho, isso é bom pacas!"
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Tudoaomesmotempodaquiapouco
O que você está fazendo agora? Sim, lendo a Ponte. Mas por que agora? Não teria algum trabalho importante, urgente ou atrasado por fazer? Ainda que sim, com certeza você vai chegar até o final do texto.
E sei disso porque todos fazemos a mesma coisa: procrastinar. Uma arte que, geralmente, pende para o mal. Porque poderia render como ócio criativo, mas normalmente cai na vagabundagem. Como fala nesse texto. Excelente, diga-se de passagem.
"...the person who makes plans and the person who fails to carry them out are not really the same person: they’re different parts of what the game theorist Thomas Schelling called “the divided self.” Schelling proposes that we think of ourselves not as unified selves but as different beings, jostling, contending, and bargaining for control."
Essa é apenas uma das teorias levantadas no artigo. Grande, mas que vale a pena ser lido. A não ser que você deixe pra daqui a pouco, logo depois de ver os melhores momentos de Sunderland x Queens Park Rangers - ou saber como vai a recuperação do Gianecchini, se for menina.
Qual o sentido disso tudo? Dar uma luz a quem, em maior ou menor escala, tem o mesmo problema que eu (apesar de estar melhorando consideravelmente), e garantir meu presente de Natal. Até porque, um livro a mais ou a menos na minha eterna fila de leituras procrastinadas...
(ps: sem querer desmentir tudo o que disse, foi agindo assim que encontrei o texto - linkado nesse, sobre os distúrbios em Londres)
E sei disso porque todos fazemos a mesma coisa: procrastinar. Uma arte que, geralmente, pende para o mal. Porque poderia render como ócio criativo, mas normalmente cai na vagabundagem. Como fala nesse texto. Excelente, diga-se de passagem.
"...the person who makes plans and the person who fails to carry them out are not really the same person: they’re different parts of what the game theorist Thomas Schelling called “the divided self.” Schelling proposes that we think of ourselves not as unified selves but as different beings, jostling, contending, and bargaining for control."
Essa é apenas uma das teorias levantadas no artigo. Grande, mas que vale a pena ser lido. A não ser que você deixe pra daqui a pouco, logo depois de ver os melhores momentos de Sunderland x Queens Park Rangers - ou saber como vai a recuperação do Gianecchini, se for menina.
Qual o sentido disso tudo? Dar uma luz a quem, em maior ou menor escala, tem o mesmo problema que eu (apesar de estar melhorando consideravelmente), e garantir meu presente de Natal. Até porque, um livro a mais ou a menos na minha eterna fila de leituras procrastinadas...
(ps: sem querer desmentir tudo o que disse, foi agindo assim que encontrei o texto - linkado nesse, sobre os distúrbios em Londres)
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Personalidade
"But despite these positive signs, there’s one heck of a huge elephant in the room — one unavoidable reason why it’s hard to imagine Apple without Mr. Jobs steering the ship: personality."
Os mundos empresarial, tecnológico, nerd etantos outros foram abalados com a aposentadoria de Steve Jobs. O que não significa que ele vá ficar de pijama em casa vendo reprise de Oprah ou jogando golfe com Seinfeld, já que continuará sendo parte da board e dando pitacos em assuntos relevantes.
Ninguém espera a Maçã agonizando, seus novos manda-chuvas cagando as decisões e ações despencando vertiginosamente. Até porque, o que não falta lá dentro é gente capacitada. A questão, e esse é o ponto principal da reportagem acima, é se alguém terá o carisma e o poder de convencimento do senhor Trabalho pra tomar decisões difíceis e revolucionar um mercado que não para de inovar.
Personalidade é para poucos.
Os mundos empresarial, tecnológico, nerd etantos outros foram abalados com a aposentadoria de Steve Jobs. O que não significa que ele vá ficar de pijama em casa vendo reprise de Oprah ou jogando golfe com Seinfeld, já que continuará sendo parte da board e dando pitacos em assuntos relevantes.
Ninguém espera a Maçã agonizando, seus novos manda-chuvas cagando as decisões e ações despencando vertiginosamente. Até porque, o que não falta lá dentro é gente capacitada. A questão, e esse é o ponto principal da reportagem acima, é se alguém terá o carisma e o poder de convencimento do senhor Trabalho pra tomar decisões difíceis e revolucionar um mercado que não para de inovar.
Personalidade é para poucos.
Perguntar não ofende
Não sou analista político ou diplomata, não tenho família árabe ou amigo trabalhando na OTAN. Mas não consigo deixar de pensar como rebeldes de um país com a população ferrada oferecem quase dois milhões de George Washingtons pelo seu (ex?) líder.
Nem entendo como ninguém questiona de onde vem todo esse dinheiro.
Tô pagano!
***
Se dinheiro não é problema pros rebeldes ou pra esse sincero ser humano, para ele...
Nem entendo como ninguém questiona de onde vem todo esse dinheiro.
Tô pagano!
***
Se dinheiro não é problema pros rebeldes ou pra esse sincero ser humano, para ele...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Bélgica, um país de todos
Eu sempre fui fã da Bélgica. O país tem um nome legal. De lá saiu Preud'homme, meu goleiro favorito na época em que a referência no país era o Taffarel. Um dos melhores restaurantes árabes da via láctea está em Bruxelas. Algumas das pessoas que mais marcaram minha vida são dali.
Há um ano, a Revolução da Batata Frita deixou o país - membro da União Européia - sem governo, mas ele segue sem confusão e funcionando. Melhor que o nosso, diga-se de passagem.
Agora, isso. Com vídeo, caso alguém se interesse. E ela ainda diz que o ocorrido "não irá atrapalhar seu trabalho como prefeita".
Em se tratando da Bélgica, alguém duvida?
Há um ano, a Revolução da Batata Frita deixou o país - membro da União Européia - sem governo, mas ele segue sem confusão e funcionando. Melhor que o nosso, diga-se de passagem.
Agora, isso. Com vídeo, caso alguém se interesse. E ela ainda diz que o ocorrido "não irá atrapalhar seu trabalho como prefeita".
Em se tratando da Bélgica, alguém duvida?
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Papagaio de pirata
Tudo começou com a notícia de que "o Partido Pirata alemão está chegando aos 5% necessários para entar no parlamento de Berlim". Daí, fui parar no artigo escrito por um catalão que explica seus motivos para votar no partido, que me levou à página deles. E pronto, já estava no PPI.
O mais interessante disso tudo não está na discussão sobre o uso de softwares livres pelo governo, ou em "defender uma via pública no Espectro eletromagnético!". Está no que o Cal Almeida coloca em seu texto: "el domingo votaré Pirata para poder votar a otro partido algún día". Uma mistura de desilusão com suas opções eleitorais e crença numa via alternativa de certa forma irreal. Porque, convenhamos, a chance de membros do Partido Pirata se elegerem em qualquer lugar é microscópica.
Ou não? (dica: procurem "Pirate Party movement worldwide")
O mais interessante disso tudo não está na discussão sobre o uso de softwares livres pelo governo, ou em "defender uma via pública no Espectro eletromagnético!". Está no que o Cal Almeida coloca em seu texto: "el domingo votaré Pirata para poder votar a otro partido algún día". Uma mistura de desilusão com suas opções eleitorais e crença numa via alternativa de certa forma irreal. Porque, convenhamos, a chance de membros do Partido Pirata se elegerem em qualquer lugar é microscópica.
Ou não? (dica: procurem "Pirate Party movement worldwide")
sábado, 13 de agosto de 2011
Um amigo poderoso
No tempo de Deus OFICIAL (em caixa alta; talvez existam vários tempo de Deus piratas) quer ser meu amigo no Orkut. Tudo bem que Deus é eterno, Jesus nasceu tem mais de 2000 anos, mas Orkut é muito ultrapassado, né? Se ainda fosse no Facebook, ou se me adicionasse no Google +, eu aceitaria. E teria um amigo quase tão poderoso quanto ele.
Silêncio! Eu não sou poderoso. Sou onipotente.
Coincidentemente, essa notícia prova o esforço da igreja católica em se modernizar. Não no conteúdo, mas na forma. Acho engraçado ver quem até pouco tempo atrás queimava livros e ainda hoje se manifesta contra o uso da camisinha divulgar suas idéias na rede mundial de computadores, que corrompe jovens e destrói famílias.
E já que é pra se modernizar, sou a favor de um Transparência Brasil para os padres. Fica a dica, seu papa!
"Juventude se abraça". Mas só os héteros e, de preferência, arianos.
***
O maior campo de refugiados do mundo completou 20 anos. Não acho que seja motivo pra cantar parabéns, ou mandar bolo de chocolate e duas garrafas de guaraná pra lá. A questão é: por que ele não acaba?
Quem quiser saber que clique no link e leia a reportagem. Mas nunca é demais deixar claro que sou contra a política de ajuda humanitária eterna. Claro que ações como construção de campo de refugiados são necessárias, mas a cultura de dar dinheiro a países miseráveis e/ou abalados por guerras civis, catástrofes, etc acaba estagnando iniciativas internas de andar com as próprias pernas. Fora a corrupção enorme que leva boa parte da grana destinada ao povo.
Quando o Alan vier aqui, espero que coloque o link pra uma matéria que lemos há um tempo e fala sobre esse ponto de vista. Contribuindo pro meu argumento, deixo Robertsport e a descoberta do seu potencial turístico através do surfe. Convenhamos, muito mais digno e duradouro do que 50 milhões de dólares por ano na mão de grupos rebeldes que querem derrubar o governo que já foi (ainda é?) um grupo rebelde.
***
E pra não começar o final de semana falando de tragédias, deixo uma dica de leitura naquele modo "não li mas só pode ser excelente": a autobiografia do menino maluquinho Dalí, o seu Salvador.
No mínimo, porque um livro que tem "o segredo do bigode pontiagudo do pintor" merece ser valorizado.
Silêncio! Eu não sou poderoso. Sou onipotente.
Coincidentemente, essa notícia prova o esforço da igreja católica em se modernizar. Não no conteúdo, mas na forma. Acho engraçado ver quem até pouco tempo atrás queimava livros e ainda hoje se manifesta contra o uso da camisinha divulgar suas idéias na rede mundial de computadores, que corrompe jovens e destrói famílias.
E já que é pra se modernizar, sou a favor de um Transparência Brasil para os padres. Fica a dica, seu papa!
"Juventude se abraça". Mas só os héteros e, de preferência, arianos.
***
O maior campo de refugiados do mundo completou 20 anos. Não acho que seja motivo pra cantar parabéns, ou mandar bolo de chocolate e duas garrafas de guaraná pra lá. A questão é: por que ele não acaba?
Quem quiser saber que clique no link e leia a reportagem. Mas nunca é demais deixar claro que sou contra a política de ajuda humanitária eterna. Claro que ações como construção de campo de refugiados são necessárias, mas a cultura de dar dinheiro a países miseráveis e/ou abalados por guerras civis, catástrofes, etc acaba estagnando iniciativas internas de andar com as próprias pernas. Fora a corrupção enorme que leva boa parte da grana destinada ao povo.
Quando o Alan vier aqui, espero que coloque o link pra uma matéria que lemos há um tempo e fala sobre esse ponto de vista. Contribuindo pro meu argumento, deixo Robertsport e a descoberta do seu potencial turístico através do surfe. Convenhamos, muito mais digno e duradouro do que 50 milhões de dólares por ano na mão de grupos rebeldes que querem derrubar o governo que já foi (ainda é?) um grupo rebelde.
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E pra não começar o final de semana falando de tragédias, deixo uma dica de leitura naquele modo "não li mas só pode ser excelente": a autobiografia do menino maluquinho Dalí, o seu Salvador.
No mínimo, porque um livro que tem "o segredo do bigode pontiagudo do pintor" merece ser valorizado.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Estudo avançado e posterior tratado contemporâneo sobre a buzina
Dentro de um ônibus em movimento, com o belo visual da Niemeyer à sua esquerda, pessoas são surpreendidas por algum ruído estranho vindo do lado de fora. O motorista liga o pisca-alerta e para o veículo, descendo para analisar o ocorrido, tentar resolver a situação e seguir viagem. Um carro, com o mesmo belo visual à sua esquerda, para atrás do ônibus. E o que seu motorista faz?
Buzina.
Muito. Com vontade. Incessante e irritantemente.
Para Freud, ele tem problemas com o pai e quer pegar a mãe, por isso a pressa.
Segundo Lacan, isso comprova a ausência da sua voz reflexiva.
De acordo com Nietzsche, é ele perdendo a perspectiva universal das coisas devido à morte de Deus.
Na visão da Escola de Frankfurt e dando voz a Horkheimer, a não mudnaça e a não emancipação através do esclarecimento acarreta a perda da sua consciência social crítica.
Para mim, ele é um cretino.
Eu prefiro a minha teoria.
Buzina.
Muito. Com vontade. Incessante e irritantemente.
Para Freud, ele tem problemas com o pai e quer pegar a mãe, por isso a pressa.
Segundo Lacan, isso comprova a ausência da sua voz reflexiva.
De acordo com Nietzsche, é ele perdendo a perspectiva universal das coisas devido à morte de Deus.
Na visão da Escola de Frankfurt e dando voz a Horkheimer, a não mudnaça e a não emancipação através do esclarecimento acarreta a perda da sua consciência social crítica.
Para mim, ele é um cretino.
Eu prefiro a minha teoria.
Londres flambada
Chamem o John Cleese de volta! Estão matando o humor inglês, e é de porrada. Faltando menos de um ano para as Olimpíadas, com os olhares de todo o mundo voltados para a cidade, protestos pela morte de um jovem transformaram o país inteiro em um campo de batalha. O chazinho das cinco foi trocado pela sarrafada 24h.
Pelo visto, o motivo inicial não importa mais. A situação descambou pro vandalismo: saques, fogo, aquela coisa toda que os meios de comunicação não cansam de mostrar. O que não deixa de ser surpreendente, em um país com educação, consciência política e etcéteras que a gente (eu, pelo menos) gostaria de ver no Brasil. Bela imagem que estão passando para o mundo, hein, sir's!
Tudo bem que a PM deles é a Scotland Yard, e que é bem mais fácil controlar um tumulto pontual do que facções criminosas estabelecidas e bem armadas, mas como eles vão falar da gente agora?
Ah, é. Assim. Fica pra próxima, Rio de Janeiro.
Pelo visto, o motivo inicial não importa mais. A situação descambou pro vandalismo: saques, fogo, aquela coisa toda que os meios de comunicação não cansam de mostrar. O que não deixa de ser surpreendente, em um país com educação, consciência política e etcéteras que a gente (eu, pelo menos) gostaria de ver no Brasil. Bela imagem que estão passando para o mundo, hein, sir's!
Tudo bem que a PM deles é a Scotland Yard, e que é bem mais fácil controlar um tumulto pontual do que facções criminosas estabelecidas e bem armadas, mas como eles vão falar da gente agora?
Ah, é. Assim. Fica pra próxima, Rio de Janeiro.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Máquina de escrever
Se digo que vou fazer, faço. Ainda mais quando me dão motivos pra acreditar que o que penso faz sentido, e que estou no caminho certo:
"...and I write a lot. I have to… because I don’t want to be reminded again what happens when I stop."
Está mais do que na hora daquele bom e velho "deixa de ser fresco!" começar a valer de verdade.
***
Não que eu vá escrever poesia e ser cantado por ela mas, se é pra mirar alto, atira logo numa nuvem.
"...and I write a lot. I have to… because I don’t want to be reminded again what happens when I stop."
Está mais do que na hora daquele bom e velho "deixa de ser fresco!" começar a valer de verdade.
***
Não que eu vá escrever poesia e ser cantado por ela mas, se é pra mirar alto, atira logo numa nuvem.
Guaman Poma de Ayala
"Nova crônica e bom governo é o livro mais comovedor e violento da história da literatura peruana. Finalizado em 1615 pelo cronista índio Guaman Poma de Ayala, permaneceu ignorado durante três séculos, até que em 1908 foi descoberto pelo bibliotecário alemão Richard A. Pietschmann na Biblioteca Real de Copenhagen. Desde então, é cada vez maior o reconhecimento do seu extraordinário valor como a fonte mais importante para conhecer a vida do povo andino, desde o amanhecer da sua civilização até o primeiro século da conquista espanhola."
(versão brasileira: eu mesmo)
Tinha escrito um monte de coisas mas, sinceramente, depois dessa descrição não é preciso dizer mais nada. Fica a dica para quem quiser procurar na internet (para os mais preguiçosos, aqui), já que não empresto o meu pra ninguém no universo - tirando o Alan, claro.
Ah, de leitura relacionada vai uma dica: "A conquista do México", de Hernán Cortez. Qualquer livraria vende a versão de bolso. E ele vale a pena para todos que se interessem por aquele globo que engloba também o próprio umbigo. Cultura (e reflexão) nunca é demais.
***
Comprometimento. A gente (não) vê por aqui.
Dependendo do assunto, manter uma rotina pode ser chato ou divertido. Mas normalmente é necessário. Se falamos de geração de conteúdo, ainda mais. Afinal, é isso que agrega valor ao seu trabalho e ao hipotético conhecimento sobre determinado assunto. Que, no meu caso, é escrever.
Assim, estou de volta mais uma vez. Mas acredito que a mudança de sentido da Ponte - e da minha cabeça - ajude a manter uma regularidade. A conferir.
(versão brasileira: eu mesmo)
Tinha escrito um monte de coisas mas, sinceramente, depois dessa descrição não é preciso dizer mais nada. Fica a dica para quem quiser procurar na internet (para os mais preguiçosos, aqui), já que não empresto o meu pra ninguém no universo - tirando o Alan, claro.
Ah, de leitura relacionada vai uma dica: "A conquista do México", de Hernán Cortez. Qualquer livraria vende a versão de bolso. E ele vale a pena para todos que se interessem por aquele globo que engloba também o próprio umbigo. Cultura (e reflexão) nunca é demais.
***
Comprometimento. A gente (não) vê por aqui.
Dependendo do assunto, manter uma rotina pode ser chato ou divertido. Mas normalmente é necessário. Se falamos de geração de conteúdo, ainda mais. Afinal, é isso que agrega valor ao seu trabalho e ao hipotético conhecimento sobre determinado assunto. Que, no meu caso, é escrever.
Assim, estou de volta mais uma vez. Mas acredito que a mudança de sentido da Ponte - e da minha cabeça - ajude a manter uma regularidade. A conferir.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Bandido bom...
Se você se acha viciado(a) em Facebook, precisa conhecer Jason Valdez. Esse hispano com sorriso escondido e estilo rapper de festa infantil atualizou seu perfil enquanto mantinha um refém (não lembro exatamente quem ou quantos, na verdade), nos EUA. Amigos aproveitavam pra mantê-lo informado da movimentação da polícia, e mensagens de apoio e crítica chegavam o tempo inteiro. De repente, alguma força invadiu o local - sem disparar um tiro - e Jason, assustado ou querendo se livrar de pena maior, atirou nele mesmo. Não sei se sobreviveu.
Agora que temos contato com o lado humano de bandidos, é mais difícil criticá-los? Ou vendo o que deixam de lado quando arrumam uma arma e invadem uma casa faz ser mais fácil detonar a pessoa? Se Jason tinha um carro azul e umas crianças que talvez fossem da sua família, por que se meteu nessa vida? O que levou o señor Valdez a encarar a polícia?
Quem manteve o amigo atualizado do que acontecia do lado de fora pode ser considerado cúmplice? Os que bradavam que ele tinha garantido seu bilhete pro inferno estavam querendo ajudar? São religiosos e é isso que Deus - o Deus deles - prega?
Quando a mídia não dá cobertura, você pode garantir seus 15 minutos de fama? Ele é (foi?) um cara inovador ou só deu sorte de ser facebookômano?
Quem é a gente pra julgar alguém?
***
Depois de anos autodestruindo minha memória, um teste da BBC provou que posso estar sendo exagerado, ou excessivamente crítico comigo mesmo. Fiquei na média (alta) de reconhecimento de faces e acima da média em reconhecimento temporal, além de não ter errado nenhum dos rostos não mostrados lá. Pelo visto, tudo que preciso é prestar mais atenção nas coisas.
Ou seja, se eu não me lembrar de alguém, pode ser apenas que a pessoa seja desinteressante.
Agora que temos contato com o lado humano de bandidos, é mais difícil criticá-los? Ou vendo o que deixam de lado quando arrumam uma arma e invadem uma casa faz ser mais fácil detonar a pessoa? Se Jason tinha um carro azul e umas crianças que talvez fossem da sua família, por que se meteu nessa vida? O que levou o señor Valdez a encarar a polícia?
Quem manteve o amigo atualizado do que acontecia do lado de fora pode ser considerado cúmplice? Os que bradavam que ele tinha garantido seu bilhete pro inferno estavam querendo ajudar? São religiosos e é isso que Deus - o Deus deles - prega?
Quando a mídia não dá cobertura, você pode garantir seus 15 minutos de fama? Ele é (foi?) um cara inovador ou só deu sorte de ser facebookômano?
Quem é a gente pra julgar alguém?
***
Depois de anos autodestruindo minha memória, um teste da BBC provou que posso estar sendo exagerado, ou excessivamente crítico comigo mesmo. Fiquei na média (alta) de reconhecimento de faces e acima da média em reconhecimento temporal, além de não ter errado nenhum dos rostos não mostrados lá. Pelo visto, tudo que preciso é prestar mais atenção nas coisas.
Ou seja, se eu não me lembrar de alguém, pode ser apenas que a pessoa seja desinteressante.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Gentili, Gentili, prrrrrr!
Eu odeio CQC e todo mundo sabe disso. Nada contra os participantes do programa, não conheço nenhum pra julgar e nem faria isso se pudesse (julgar e conhecer). Pra mim, eles são pseudohumoristas querendo se fazer de justiceiros, mas que não fazem humor nem justiça.
Com a pretensão de que são engraçados, ácidos e de que mexem nas feridas dos poderosos intocáveis - políticos, principalmente - consideram-se perseguidos cada vez que alguém levanta a voz ou a mão para um deles. E continuam seu "trabalho" da mesma maneira de sempre.
Mas, dessa vez, a crítica chega pela Folha, jornal tradicional e sério, e com ótimos argumentos. De quebra, vem batendo em uma "piada" do Danilo Gentili, um cara tão engraçado quanto uma moeda de 10 centavos. Não que seu "humor" valha isso, claro. Pra quem não leu:
"Politicamente fascista
Marcelo Coelho
O comediante Danilo Gentili pediu desculpas pela piada antissemita que divulgou no Twitter. A saber, a de que os velhos de Higienópolis temem o metrô no bairro porque "a última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz".
Aceitar suas desculpas pode ser fácil ou difícil, conforme a disposição de cada um. O difícil é imaginar que, com isso, ele venha a dizer menos cretinices no futuro.
Não aguentei mais do que alguns minutos do programa "CQC", na TV Bandeirantes, do qual é ele uma das estrelas mais festejadas. Mas há um vídeo no YouTube, reproduzindo uma apresentação em Brasília do seu show "Politicamente Incorreto", em outubro de 2010.
Dá para desculpar muita coisa, mas não a falta de graça. O nome oficial do Palácio do Planalto é Palácio dos Despachos, diz ele. "Deve ser por isso que tem tanto encosto lá." Quem o construiu foi Oscar Niemeyer, continua o humorista. E construiu muitas outras coisas, como as pirâmides do Egito.
A plateia tenta rir, mas só fica feliz mesmo quando ouve que Lula é cachaceiro, ou que (rá, rá) o nome real de Sarney é Ribamar. Prossegue citando os políticos que Sarney apoiou; encerra a lista dizendo que ele só não apoiou o próprio câncer porque "o câncer era benigno".
Os aplausos e risadas, pode-se acreditar, vêm menos da qualidade das piadas e mais da vontade de manifestação política do público. Detestam-se, com razão, os abusos dos congressistas brasileiros. Só por isso, imagino, alguém ri quando Gentili diz preferir que a capital do país ficasse no Rio: "Lá pelo menos tem bala perdida para acertar deputado".
Melhor parar antes que eu fique sem respiração de tanto rir. Como se vê, em todo caso, o título do show não é bem o que parece. "Politicamente incorreto", no caso, faz referência às coisas erradas feitas pelos políticos, mais do que ao que há de chocante em piadas sobre negros ou homossexuais.
A questão é que o rótulo vende. Ser "politicamente incorreto", no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto" -e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.
Não nego que o "politicamente correto", em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica.
Mas o "politicamente incorreto", em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.
Reproduz preconceitos antiquíssimos como se fossem novidades cintilantes. "Mulheres são burras!" "Ser contra a guerra é viadagem!" "Polícia tem de dar porrada!" "Bolsa Família serve para engordar vagabundo!" "Nordestino é atrasado!" "Criança só endireita no couro!"
Diz ou escreve tudo isso, e não disfarça um sorrisinho: "Viram como sou inteligente?".
"Como sou verdadeiro?" "Como sou corajoso?" "Como sou trágico?" "Como sou politicamente incorreto?"
O problema é que "politicamente incorreto", na verdade, é um rótulo enganoso. Quem diz essas coisas não é, para falar com todas as letras, "politicamente incorreto". Quem diz essas coisas é politicamente fascista.
Só que a palavra "fascista", hoje em dia, virou um termo... politicamente incorreto. Chegamos a um paradoxo, a uma contradição.
O rótulo "politicamente incorreto" acaba sendo uma forma eufemística, bem-educada e aceitável (isto é, "politicamente correta") de se dizer reacionário, direitista, fascistoide.
A babaquice, claro, não é monopólio da direita nem da esquerda. Foi a partir de uma perspectiva "de esquerda" que Danilo Gentili resolveu criticar "os velhos de Higienópolis" que não querem metrô perto de casa.
Uma ou outra manifestação de preconceito contra "gente diferenciada", destacada no jornal, alimentou a fantasia mais cara à elite brasileira: a de que "elite" são os outros, não nós mesmos. Para limpar a própria imagem, nada melhor do que culpar nossos vizinhos.Os vizinhos judeus, por exemplo. É este um dos mecanismos, e não o vagão de um metrô, que ajudam a levar até Auschwitz."
Vale lembrar que o "comediante" apagou a piada do Twitter após sei lá quantas reclamações, demonstrando que sua coragem em assumir o que faz é tão grande quanto a dos políticos que ele critica.
Graças a ele e ao CQC, este é o texto com mais aspas que já fiz na vida. Ah, e só pra constar, sou a favor de qualquer tipo de humor. Desde que seja realmente humor. E "humor babaca" é diferente de "babaca". Ele está bem mais pra segunda opção.
Vamos, tesouro, não se misture com esse Gentili!
***
Caso alguém se interesse, dois exemplo de humor: um gringo antigo e um brasileiro recente.
Yes, sîr, humor inglês.
"O bonde segue sua nau". Gênio.
Com a pretensão de que são engraçados, ácidos e de que mexem nas feridas dos poderosos intocáveis - políticos, principalmente - consideram-se perseguidos cada vez que alguém levanta a voz ou a mão para um deles. E continuam seu "trabalho" da mesma maneira de sempre.
Mas, dessa vez, a crítica chega pela Folha, jornal tradicional e sério, e com ótimos argumentos. De quebra, vem batendo em uma "piada" do Danilo Gentili, um cara tão engraçado quanto uma moeda de 10 centavos. Não que seu "humor" valha isso, claro. Pra quem não leu:
"Politicamente fascista
Marcelo Coelho
O comediante Danilo Gentili pediu desculpas pela piada antissemita que divulgou no Twitter. A saber, a de que os velhos de Higienópolis temem o metrô no bairro porque "a última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz".
Aceitar suas desculpas pode ser fácil ou difícil, conforme a disposição de cada um. O difícil é imaginar que, com isso, ele venha a dizer menos cretinices no futuro.
Não aguentei mais do que alguns minutos do programa "CQC", na TV Bandeirantes, do qual é ele uma das estrelas mais festejadas. Mas há um vídeo no YouTube, reproduzindo uma apresentação em Brasília do seu show "Politicamente Incorreto", em outubro de 2010.
Dá para desculpar muita coisa, mas não a falta de graça. O nome oficial do Palácio do Planalto é Palácio dos Despachos, diz ele. "Deve ser por isso que tem tanto encosto lá." Quem o construiu foi Oscar Niemeyer, continua o humorista. E construiu muitas outras coisas, como as pirâmides do Egito.
A plateia tenta rir, mas só fica feliz mesmo quando ouve que Lula é cachaceiro, ou que (rá, rá) o nome real de Sarney é Ribamar. Prossegue citando os políticos que Sarney apoiou; encerra a lista dizendo que ele só não apoiou o próprio câncer porque "o câncer era benigno".
Os aplausos e risadas, pode-se acreditar, vêm menos da qualidade das piadas e mais da vontade de manifestação política do público. Detestam-se, com razão, os abusos dos congressistas brasileiros. Só por isso, imagino, alguém ri quando Gentili diz preferir que a capital do país ficasse no Rio: "Lá pelo menos tem bala perdida para acertar deputado".
Melhor parar antes que eu fique sem respiração de tanto rir. Como se vê, em todo caso, o título do show não é bem o que parece. "Politicamente incorreto", no caso, faz referência às coisas erradas feitas pelos políticos, mais do que ao que há de chocante em piadas sobre negros ou homossexuais.
A questão é que o rótulo vende. Ser "politicamente incorreto", no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto" -e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.
Não nego que o "politicamente correto", em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica.
Mas o "politicamente incorreto", em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.
Reproduz preconceitos antiquíssimos como se fossem novidades cintilantes. "Mulheres são burras!" "Ser contra a guerra é viadagem!" "Polícia tem de dar porrada!" "Bolsa Família serve para engordar vagabundo!" "Nordestino é atrasado!" "Criança só endireita no couro!"
Diz ou escreve tudo isso, e não disfarça um sorrisinho: "Viram como sou inteligente?".
"Como sou verdadeiro?" "Como sou corajoso?" "Como sou trágico?" "Como sou politicamente incorreto?"
O problema é que "politicamente incorreto", na verdade, é um rótulo enganoso. Quem diz essas coisas não é, para falar com todas as letras, "politicamente incorreto". Quem diz essas coisas é politicamente fascista.
Só que a palavra "fascista", hoje em dia, virou um termo... politicamente incorreto. Chegamos a um paradoxo, a uma contradição.
O rótulo "politicamente incorreto" acaba sendo uma forma eufemística, bem-educada e aceitável (isto é, "politicamente correta") de se dizer reacionário, direitista, fascistoide.
A babaquice, claro, não é monopólio da direita nem da esquerda. Foi a partir de uma perspectiva "de esquerda" que Danilo Gentili resolveu criticar "os velhos de Higienópolis" que não querem metrô perto de casa.
Uma ou outra manifestação de preconceito contra "gente diferenciada", destacada no jornal, alimentou a fantasia mais cara à elite brasileira: a de que "elite" são os outros, não nós mesmos. Para limpar a própria imagem, nada melhor do que culpar nossos vizinhos.Os vizinhos judeus, por exemplo. É este um dos mecanismos, e não o vagão de um metrô, que ajudam a levar até Auschwitz."
Vale lembrar que o "comediante" apagou a piada do Twitter após sei lá quantas reclamações, demonstrando que sua coragem em assumir o que faz é tão grande quanto a dos políticos que ele critica.
Graças a ele e ao CQC, este é o texto com mais aspas que já fiz na vida. Ah, e só pra constar, sou a favor de qualquer tipo de humor. Desde que seja realmente humor. E "humor babaca" é diferente de "babaca". Ele está bem mais pra segunda opção.
Vamos, tesouro, não se misture com esse Gentili!
***
Caso alguém se interesse, dois exemplo de humor: um gringo antigo e um brasileiro recente.
Yes, sîr, humor inglês.
"O bonde segue sua nau". Gênio.
Um milionário pobre num país miserável
O Brasil tem 191 milhões de pessoas, blablabla, imagino que todo mundo conheça o país onde vive. Mas talvez não esteja a par de histórias como essa:
Ainda bem que é só no RN. Imagina se o ensino público fosse assim no país inteiro?
Enquanto todos discute os livro com uns erro de concordância aprovado pelo MEC, vamos deixando de lado o fundamental na educação brasileira. E antes que os cagadores de regra comecem a tagarelar por aqui (eu escuto muitos no mundo real, mas no virtual costumam marcar mais presença no Twitter), digo que minha mãe é professora, tenho amigos que dão aula e todos reclamam dos (ridículos) salários. Além de aprovação automática, falta de material, merenda e segurança e outras coisas que qualquer pessoa com um mínimo de vontade vai ouvir dos docentes.
"Mas a educação no Brasil está melhorando, veja os índices e dados dos últimos anos, mais pessoas estão entrando nas universidades, mimimi...". Não dá pra argumentar contra fanatismo partidário, seja de situação ou oposição - porque direita e esquerda não existem há muito tempo. Mas a educação no país era ruim, continua ruim e, enquanto vocês se enganam, a professora Amanda Gurgel e outras milhares como ela vão continuar se desdobrando a troco de uma miséria e um futuro medíocre para o futuro do Brasil.
***
Nunca escondi que, entre as opções de religião disponíveis, tô mais pra espírita. Mas existe uma coisa que sempre mexe comigo quando vou ao centro e que só descobri agora: é a Oração de São Francisco. Ela diz exatamente o que deveria nortear nosso lado espiritual, ou como quer que você chame seu lado não material.
Não estou pregando, tanto que esse vídeo parece ser evangélico. Além do mais, pouco me importa sua religião, se é que tem. Mas ser uma pessoa menos pior não custa nada. No mínimo, por justiça. Ou empatia.
Nota mental: é perdoando que se é perdoado.
***
Se não me falha a memória (hum...), milionário pobre foi o apelido que o Alan ganhou de um amigo nosso em Lille, por se comportar como rico tendo pouco dinheiro na carteira. Isso deve ser mal de família, porque olha o que eu aprontei:
Em sentido horário a partir do alto: Blood on the tracks (Bob Dylan), Joan Baez/5, Joplin in Concert e branco chapado.
Com o agravante de ter descoberto em uma loja que não conhecia e fica do lado da minha casa, a Sempre Música. Agora, além de não poder entrar em sebo, tenho que passar longe de qualquer lugar que venda vinis.
Amigos advogados, favor me arrumarem um mandado de segurança.
Eu casaria com ela só pra ouvir essa música ao vivo antes de deitar.
***
E se alguém estiver interessado em comprar o apartamento onde morei em Barna...
Ainda bem que é só no RN. Imagina se o ensino público fosse assim no país inteiro?
Enquanto todos discute os livro com uns erro de concordância aprovado pelo MEC, vamos deixando de lado o fundamental na educação brasileira. E antes que os cagadores de regra comecem a tagarelar por aqui (eu escuto muitos no mundo real, mas no virtual costumam marcar mais presença no Twitter), digo que minha mãe é professora, tenho amigos que dão aula e todos reclamam dos (ridículos) salários. Além de aprovação automática, falta de material, merenda e segurança e outras coisas que qualquer pessoa com um mínimo de vontade vai ouvir dos docentes.
"Mas a educação no Brasil está melhorando, veja os índices e dados dos últimos anos, mais pessoas estão entrando nas universidades, mimimi...". Não dá pra argumentar contra fanatismo partidário, seja de situação ou oposição - porque direita e esquerda não existem há muito tempo. Mas a educação no país era ruim, continua ruim e, enquanto vocês se enganam, a professora Amanda Gurgel e outras milhares como ela vão continuar se desdobrando a troco de uma miséria e um futuro medíocre para o futuro do Brasil.
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Nunca escondi que, entre as opções de religião disponíveis, tô mais pra espírita. Mas existe uma coisa que sempre mexe comigo quando vou ao centro e que só descobri agora: é a Oração de São Francisco. Ela diz exatamente o que deveria nortear nosso lado espiritual, ou como quer que você chame seu lado não material.
Não estou pregando, tanto que esse vídeo parece ser evangélico. Além do mais, pouco me importa sua religião, se é que tem. Mas ser uma pessoa menos pior não custa nada. No mínimo, por justiça. Ou empatia.
Nota mental: é perdoando que se é perdoado.
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Se não me falha a memória (hum...), milionário pobre foi o apelido que o Alan ganhou de um amigo nosso em Lille, por se comportar como rico tendo pouco dinheiro na carteira. Isso deve ser mal de família, porque olha o que eu aprontei:
Em sentido horário a partir do alto: Blood on the tracks (Bob Dylan), Joan Baez/5, Joplin in Concert e branco chapado.
Com o agravante de ter descoberto em uma loja que não conhecia e fica do lado da minha casa, a Sempre Música. Agora, além de não poder entrar em sebo, tenho que passar longe de qualquer lugar que venda vinis.
Amigos advogados, favor me arrumarem um mandado de segurança.
Eu casaria com ela só pra ouvir essa música ao vivo antes de deitar.
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E se alguém estiver interessado em comprar o apartamento onde morei em Barna...
terça-feira, 17 de maio de 2011
Gritos numa noite chuvosa e rapidinhas pra relaxar
Pela janela, "ei! ei!". No vão do prédio, "ah! ah! hum!". Do outro lado da parede, "páááára!". E tudo começou com um "volta aqui! cala a boca! vem cá!" às oito da manhã.
***
Na verdade, só o das 8h é verdade. O resto eu inventei agora, já que são 2h e ainda estou acordado, traduzindo anúncios e totalmente desconjuntado das idéias. Não imaginei que fosse voltar ao meu ritmo desregulado de sono tão cedo.
***
Acho que no apê de cima vive um canguru obeso treinando pra bater o recorde mundial de pular corda. Nem sexo selvagem e espancamento juntos justificariam tanta bateção em pontos diferentes do teto.
***
Tem um posto avançado da tribo de Jah no meu prédio. Hoje, passei pelo corredor e cheguei em casa com dois dreads que cresceram repentinamente. Aliás, repentinamente é uma palavra legal.
***
Amanhã é dia de exame de sangue. Estou com fome. Com certeza, vou acordar com a barriga roncando mais que velhinho cochilando em ônibus interestadual. Quando estou assim, fico desconcentrado e irritado. Está chovendo razoavelmente, agora, e amanhã de manhã deve estar do mesmo jeito.
Ou seja, é bem capaz de esquecer o guarda-chuva em casa quando sair, errar o caminho até o laboratório e pegar uma fila enorme, porque Murphy tá mirando em mim faz tempo. Espero que a terça guarde alguma boa surpresa.
***
Pra fechar, minha homenagem aos rastafaris, Gabeiras e PainépouEquispresses da vida.
Better get ready
***
Na verdade, só o das 8h é verdade. O resto eu inventei agora, já que são 2h e ainda estou acordado, traduzindo anúncios e totalmente desconjuntado das idéias. Não imaginei que fosse voltar ao meu ritmo desregulado de sono tão cedo.
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Acho que no apê de cima vive um canguru obeso treinando pra bater o recorde mundial de pular corda. Nem sexo selvagem e espancamento juntos justificariam tanta bateção em pontos diferentes do teto.
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Tem um posto avançado da tribo de Jah no meu prédio. Hoje, passei pelo corredor e cheguei em casa com dois dreads que cresceram repentinamente. Aliás, repentinamente é uma palavra legal.
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Amanhã é dia de exame de sangue. Estou com fome. Com certeza, vou acordar com a barriga roncando mais que velhinho cochilando em ônibus interestadual. Quando estou assim, fico desconcentrado e irritado. Está chovendo razoavelmente, agora, e amanhã de manhã deve estar do mesmo jeito.
Ou seja, é bem capaz de esquecer o guarda-chuva em casa quando sair, errar o caminho até o laboratório e pegar uma fila enorme, porque Murphy tá mirando em mim faz tempo. Espero que a terça guarde alguma boa surpresa.
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Pra fechar, minha homenagem aos rastafaris, Gabeiras e PainépouEquispresses da vida.
Better get ready
domingo, 15 de maio de 2011
Pachamama e outras idéias
"It makes world history. Earth is the mother of all", said Vice-President Alvaro García Linera. "It establishes a new relationship between man and nature, the harmony of which must be preserved as a guarantee of its regeneration."
Para os incas, Pachamama é a Mãe Natureza. É um ser vivo, portanto com direitos. Assim, o país resolveu se tornar o primeiro no mundo a adotar direitos iguais para o homem e a natureza. Sinceramente, não sei no que vai dar tudo isso, nem se o seu Evo tem boas intenções com seu povo e antepassados ou só está fazendo uma jogada populista. Mas é uma discussão interessante em tempso de câmbios climáticos, alternativas para preservação do planeta e ações de marketing que não levam a lugar nenhum.
***
Sem querer fazer jabá (até porque, dificilmente ele vai ganahr dinheiro com isso), o amigo e redator Ricardo JQuest tem um blog bem legal, o Pra bom entendedor.Historinhas curtas e engraçadas. Vale uma risada de vez em quando, pra desopilar os neurônios.
***
Pra quem gosta de projetos diferentes (como eu) e pensa em fazer mais que o dia-a-dia do trabalho (como eu), vale dar uma olhada nesse projeto: Speed creating. Em vez de explicar, vou deixar que vocês mesmo vejam e concluam o que quiserem.
De tão simples e tão legal que é, concluí que é uma pena eu não ter pensado nisso antes.
Para os incas, Pachamama é a Mãe Natureza. É um ser vivo, portanto com direitos. Assim, o país resolveu se tornar o primeiro no mundo a adotar direitos iguais para o homem e a natureza. Sinceramente, não sei no que vai dar tudo isso, nem se o seu Evo tem boas intenções com seu povo e antepassados ou só está fazendo uma jogada populista. Mas é uma discussão interessante em tempso de câmbios climáticos, alternativas para preservação do planeta e ações de marketing que não levam a lugar nenhum.
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Sem querer fazer jabá (até porque, dificilmente ele vai ganahr dinheiro com isso), o amigo e redator Ricardo JQuest tem um blog bem legal, o Pra bom entendedor.Historinhas curtas e engraçadas. Vale uma risada de vez em quando, pra desopilar os neurônios.
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Pra quem gosta de projetos diferentes (como eu) e pensa em fazer mais que o dia-a-dia do trabalho (como eu), vale dar uma olhada nesse projeto: Speed creating. Em vez de explicar, vou deixar que vocês mesmo vejam e concluam o que quiserem.
De tão simples e tão legal que é, concluí que é uma pena eu não ter pensado nisso antes.
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sábado, 14 de maio de 2011
Morando sozinho e o que mais vier na cabeça agora
Voltar de viagem sozinho foi a senha. "Vai lá, malandro, é a sua chance! Vai deixar passar?" Não! Por isso, assim que pude aluguei este belo apê, com o filho do Homem me vigiando e barquinhos a vela se espremendo entre prédios pra me saudar de manhã. Era tudo o que eu queria pra agora. Quer dizer, tudo, não. Porque no pacote "garoto-Zona-Sul-solteiro-no-Rio-de-Janeiro" veio muito mais que a parte legal. Por isso, antes de tomarem essa linda, maravilhosa e apoteótica decisão, não lembrem-se:
- contas chegam todo mês, querendo ou não. E você nunca quer, mas elas vêm assim mesmo e ai de quem esquecer de perguntar ao porteiro se tem carta ou deixar passar um dia do vencimento;
- a sujeira aparece independente de qualquer coisa, e não vai embora sozinha. Sério, estou no oitavo andar e posso passar a vassoura todo dia que sempre tem poeira. Mas não passo, em protesto a essa persistência (mas relaxem, limpo a casa toda semana). Com a louça é a mesma coisa, e fica a dica: usem só o necessário na hora de comer, isso vai fazer toda a diferença pra sua sanidade em no máximo um mês;
- não importa sua cidade, condição financeira ou ascendente no zodíaco, algum serviço vai cagar a sua vida. No meu caso, como aconteceu com várias pessoas que conheço, a responsável pela dor de cabeça é a CEG. Marcaram e não apareceram, não acharam minha rua no cadastro (!), o telefone de atendimento não aceita ligação de celular - e não tenho fixo em casa. Com essa chuva e um prenúncio de frio, ficar sem água quente não podia ser mais (in)conveniente. Maldita companhia de gás natural!;
- solteiro sempre, sozinho nunca. A música pode até fazer sentido, mas tem dias que você quer estar sozinho. E, por uma infeliz coincidência ou ironia do destino (fico com a segunda opção, trocando "ironia" por "cretinice"), costuma ser quando você sente falta de alguém. Ou seja, escolhe estar sozinho porque gosta e fica desgostoso por estar sozinho. Não faz o menor sentido, mas é assim que funciona;
- certas coisas não precisam de explicação. Acabei de descobrir que minha cama parece ter afundado em um ponto (em menos de um mês), mas não importa o porquê. Depois de uma vida morando no mesmo lugar você ainda esquece que a torneira jorra água como uma cachoeira, abre todo o grifo e transforma sua cozinha ou banheiro numa Jacuzzi, mas não importa o porquê. Etc;
Não quero desanimar ninguém, continuo incentivando quem quer dar esse pequeno passo pra humanidade mas um grande passo pro homem - ou mulher. Mas vale pensar se você aguenta o lado feio da história. Ou então caga pra isso e experimenta, só pra ver no que vai dar.
***
Tem livros que te prendem de graça (principalmente se você pegar emprestado ou achar na rua). No meu caso atual não foi grátis - ainda que tenha pago baratinho, em libras - mas o resultado foi o mesmo. D-day as they saw it são histórias de quem viveu o desembarque na Normandia na Segunda Guerra, de dentro ou de perto. É tão interessante que sonhei com isso no dia em que li a introdução. Foi meu lado pacifista dando uma trégua, pelo visto.
***
Sexta-feira, preguiça e chuva, definitivamente, não combinam. Espero não entrar naquela história do "ficar sozinho" lá de cima. Até porque, amanhã preciso estar com o humor malando. Acho que vou ver uns vídeos do mestre pra relaxar.
***
Há muito tempo não cito ninguém na Ponte, então vamos lá: meu querido germà català Alberto fez aniversário dia 12 e só conseguimos conversar por e-mail no dia seguinte, mas um cara como ele merece um registro aqui (mesmo que não esteja lendo). Um pouco antes vieram Filipa, minha prrrrtuguêsa, e Pepê. Além deles, agora também acompanho o Amor..., de uma baianinha arretada que fala "oxe" arrastado, Íse. Fica a dica.
Nada como terminar um texto no melhor estilo "beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra você" da Xuxa pra provar que continuo disperso na hora de escrever. Mas as homenagens eram válidas.
***
Não consegui acabar daquele jeito, e resolvi estender só mais um pouquinho. Como prêmio pela paciência, "bom aproveite".
- contas chegam todo mês, querendo ou não. E você nunca quer, mas elas vêm assim mesmo e ai de quem esquecer de perguntar ao porteiro se tem carta ou deixar passar um dia do vencimento;
- a sujeira aparece independente de qualquer coisa, e não vai embora sozinha. Sério, estou no oitavo andar e posso passar a vassoura todo dia que sempre tem poeira. Mas não passo, em protesto a essa persistência (mas relaxem, limpo a casa toda semana). Com a louça é a mesma coisa, e fica a dica: usem só o necessário na hora de comer, isso vai fazer toda a diferença pra sua sanidade em no máximo um mês;
- não importa sua cidade, condição financeira ou ascendente no zodíaco, algum serviço vai cagar a sua vida. No meu caso, como aconteceu com várias pessoas que conheço, a responsável pela dor de cabeça é a CEG. Marcaram e não apareceram, não acharam minha rua no cadastro (!), o telefone de atendimento não aceita ligação de celular - e não tenho fixo em casa. Com essa chuva e um prenúncio de frio, ficar sem água quente não podia ser mais (in)conveniente. Maldita companhia de gás natural!;
- solteiro sempre, sozinho nunca. A música pode até fazer sentido, mas tem dias que você quer estar sozinho. E, por uma infeliz coincidência ou ironia do destino (fico com a segunda opção, trocando "ironia" por "cretinice"), costuma ser quando você sente falta de alguém. Ou seja, escolhe estar sozinho porque gosta e fica desgostoso por estar sozinho. Não faz o menor sentido, mas é assim que funciona;
- certas coisas não precisam de explicação. Acabei de descobrir que minha cama parece ter afundado em um ponto (em menos de um mês), mas não importa o porquê. Depois de uma vida morando no mesmo lugar você ainda esquece que a torneira jorra água como uma cachoeira, abre todo o grifo e transforma sua cozinha ou banheiro numa Jacuzzi, mas não importa o porquê. Etc;
Não quero desanimar ninguém, continuo incentivando quem quer dar esse pequeno passo pra humanidade mas um grande passo pro homem - ou mulher. Mas vale pensar se você aguenta o lado feio da história. Ou então caga pra isso e experimenta, só pra ver no que vai dar.
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Tem livros que te prendem de graça (principalmente se você pegar emprestado ou achar na rua). No meu caso atual não foi grátis - ainda que tenha pago baratinho, em libras - mas o resultado foi o mesmo. D-day as they saw it são histórias de quem viveu o desembarque na Normandia na Segunda Guerra, de dentro ou de perto. É tão interessante que sonhei com isso no dia em que li a introdução. Foi meu lado pacifista dando uma trégua, pelo visto.
***
Sexta-feira, preguiça e chuva, definitivamente, não combinam. Espero não entrar naquela história do "ficar sozinho" lá de cima. Até porque, amanhã preciso estar com o humor malando. Acho que vou ver uns vídeos do mestre pra relaxar.
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Há muito tempo não cito ninguém na Ponte, então vamos lá: meu querido germà català Alberto fez aniversário dia 12 e só conseguimos conversar por e-mail no dia seguinte, mas um cara como ele merece um registro aqui (mesmo que não esteja lendo). Um pouco antes vieram Filipa, minha prrrrtuguêsa, e Pepê. Além deles, agora também acompanho o Amor..., de uma baianinha arretada que fala "oxe" arrastado, Íse. Fica a dica.
Nada como terminar um texto no melhor estilo "beijo pra minha mãe, pro meu pai e especialmente pra você" da Xuxa pra provar que continuo disperso na hora de escrever. Mas as homenagens eram válidas.
***
Não consegui acabar daquele jeito, e resolvi estender só mais um pouquinho. Como prêmio pela paciência, "bom aproveite".
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Obama, Osama e um mergulho mais profundo por aí
We might ask ourselves how we would be reacting if Iraqi commandos landed at George W. Bush’s compound, assassinated him, and dumped his body in the Atlantic.
Se você não conhece Noam Chomsky ou não sabe muito sobre o garotão, leia isso. Depois, veja esse artigo sobre a morte do Osama que eu encontrei graças a esse Twitter. Só depois, entre nessas discussões políticas que todo brasileiro resolveu travar, como se quisesse provar que entende disso, de futebol, de BBB e de qualquer outra coisa que a mídia dê 15 minutos de atenção.
Não deixaria meus filhos brincarem de polícia e ladrão com o Osama, ou passarem as férias na sua casa de campo no Paquistão. Mas se ele era realmente culpado do ataque às Torres Gêmeas e outros atentados, o que nunca foi realmente provado, deveria ter sido levado preso, ir a julgamento, essas coisas que você, cidadão do bem, prega pro filho de um conhecido ou pro craque do seu time.
Não vamos esquecer que Osamão já lutou do lado ianque contra a extinta (e malvada) URSS, e que a família possui negócios pelo mundo. Vamos pesar que a simples imagem dele sendo levado preso poderia gerar reações imprevisíveis no mundo árabe. Ah, sim, a própria força de inteligência disse que ele estava desarmado, e não estou conseguindo visualizar um coroa barbudo derrubando um exército inteiro a golpes de krav magá - ainda mais sendo muçulmano. E vale reforçar que o sentimento de vingança estadunidense pelo 11/09 é proporcional ao ódio de muita gente do Oriente Médio com a política externa dominante, dominadora e dominatrix do Tio Sam.
Pesquise, leia as entrelinhas, questione. Não é porque a mídia de massa analisa os assuntos superficialmente e não exercita a reflexão que você vai fazer o mesmo com seu pobre e muitas vezes ocioso cérebro.
(Ponto importante sobre isso tudo: se você não vai condecorar ou depor o Obama, nadar com o Osama, investigar a operação da CIA ou fazer prova pro Itamaraty, pense pelo menos duas vezes antes de dar sua opinião de especialista em história e política internacional. Você pode estar sendo chato.)
Se você não conhece Noam Chomsky ou não sabe muito sobre o garotão, leia isso. Depois, veja esse artigo sobre a morte do Osama que eu encontrei graças a esse Twitter. Só depois, entre nessas discussões políticas que todo brasileiro resolveu travar, como se quisesse provar que entende disso, de futebol, de BBB e de qualquer outra coisa que a mídia dê 15 minutos de atenção.
Não deixaria meus filhos brincarem de polícia e ladrão com o Osama, ou passarem as férias na sua casa de campo no Paquistão. Mas se ele era realmente culpado do ataque às Torres Gêmeas e outros atentados, o que nunca foi realmente provado, deveria ter sido levado preso, ir a julgamento, essas coisas que você, cidadão do bem, prega pro filho de um conhecido ou pro craque do seu time.
Não vamos esquecer que Osamão já lutou do lado ianque contra a extinta (e malvada) URSS, e que a família possui negócios pelo mundo. Vamos pesar que a simples imagem dele sendo levado preso poderia gerar reações imprevisíveis no mundo árabe. Ah, sim, a própria força de inteligência disse que ele estava desarmado, e não estou conseguindo visualizar um coroa barbudo derrubando um exército inteiro a golpes de krav magá - ainda mais sendo muçulmano. E vale reforçar que o sentimento de vingança estadunidense pelo 11/09 é proporcional ao ódio de muita gente do Oriente Médio com a política externa dominante, dominadora e dominatrix do Tio Sam.
Pesquise, leia as entrelinhas, questione. Não é porque a mídia de massa analisa os assuntos superficialmente e não exercita a reflexão que você vai fazer o mesmo com seu pobre e muitas vezes ocioso cérebro.
(Ponto importante sobre isso tudo: se você não vai condecorar ou depor o Obama, nadar com o Osama, investigar a operação da CIA ou fazer prova pro Itamaraty, pense pelo menos duas vezes antes de dar sua opinião de especialista em história e política internacional. Você pode estar sendo chato.)
Como educar um filho
Ou não. Tire suas próprias conclusões.
Afinal, mudar o comportamento de uma criança cantando não é pra qualquer um.
***
Hoje é Dia das Mães e tenho quase certeza de que a minha nunca passou por essa Ponte. Ainda assim, não custa nada deixar registrado aqui meu amor por quem me atura há mais de 28 anos.
E à todas as mães e futuras criadoras de pimpolhos, meus sinceros votos por um (fim de) dia infantil, com paredes rabiscadas e perguntas cabeludas em momentos inapropriados.
Afinal, mudar o comportamento de uma criança cantando não é pra qualquer um.
***
Hoje é Dia das Mães e tenho quase certeza de que a minha nunca passou por essa Ponte. Ainda assim, não custa nada deixar registrado aqui meu amor por quem me atura há mais de 28 anos.
E à todas as mães e futuras criadoras de pimpolhos, meus sinceros votos por um (fim de) dia infantil, com paredes rabiscadas e perguntas cabeludas em momentos inapropriados.
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