Quando eu tinha uns dez, onze anos, comecei a viajar mais com pais e irmão. De carro, sempre, porque pai gosta de dirigir e todo mundo curte ver paisagem. E também porque não rola aeroporto na região Serrana, ou Ubá, ou Brusque, ou etc.
Ao mesmo tempo, aquela foi a época em que o maravilhoso e inovador compact disc, vulgo CD, chegou aqui em casa. Veio num combo som estéreo-vizinhos-curiosos. E mais um monte de cantores e bandas, alguns de talento duvidoso.
Por algum motivo que não faço a menor idéia, com aquela idade eu comprei um CD do Raul Seixas. Por algum motivo ainda mais inexplicável, gravei numa fita cassete e levei numa das viagens que fizemos juntos, pra Friburgo. E os pais, que até então curtiam Trio Irakitan e Tina Turner, prestaram atenção na letra e passaram a pedir Raul sempre que pegávamos a estrada.
Corta para 16 anos depois. Eu e Alan crescidos, já tendo saído e voltado do país umas quantas vezes, pai e mãe já sabendo que em breve saio de casa de novo, voltamos a pegar a estrada. Sim, fomos pra Petrópolis, que é ainda mais logo ali que a África do Sul. Mas foi um belo passeio de dia e meio, com direito a susto familiar, ataque epiléptico de terceiros como pré-espetáculo no Palácio Imperial, fotos com uma Olympus EES-2 recém-encontrada num canto qualquer das coisas do pai e, acima de tudo, a querida união familiar revivida. Com um bônus:
Eu também prefiro ser essa metamorfose ambulante.
Mais e mais coisas boas estão de volta. Toca Raul!
nota: CD, som estéreo, K7, câmera fotográfica analógica; estou ficando velho.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
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