Hoje começa o Ano Novo Zulu, por isso aproveito para divulgar uma das minhas promessas: manter o tráfego na Ponte constante, sem retenções de informação. Assim, assuntos interessantes chegarão ao seu destino final. (a mente de vocês, caso não tenham entendido)
Estou postando isso agora, quatro e pouco da manhã de um sábado, depois de comer feito um suíno enjaulado na Galeria Gourmet pelo aniversário do Márcio, meu primo, só para relaxar a cabeça e voltar a escrever textos para o portifólio e o trabalho. Sim, eu trabalho de madrugada. Não, não me orgulho disso. Preferia minha cama.
Com certeza não era isso que a chiliquenta (direitos do apelido reservados ao pessoal do Rock Gol), vulgo Toni Garrido, pensava quando escreveu "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite/ sábado à noite tudo pode mudar", se é que foi ele quem escreveu esta letra. A não ser que ele também tenha problemas com horários e sua agenda viva lotada de compromissos que prejudicam suas obrigações. Caso seja isso, sugeriria a ele que mudasse de secretária.
Enfim, o importante é que, caso depois deste sábado à noite trabalhando com a cara na tela e as vistas ardendo pela luz o Alê consiga um estágio numa agência bem bonita e legal, o cansaço terá valido a pena. Não vou poder debochar da música, mas não vou me importar porque terei chegado ao meu objetivo.
Ápi-dêith: meu horóscopo (sim, tenho acesso a um horóscopo!) acabou de me dizer que minha liderança está em alta, e que posso casar tranquilamente meus objetivos relacionados ao que espero profissionalmente. Como meu monitor está widescreen sem o consentimento das imagens, será que isso quer dizer que realmente Papai do Céu escreve certo por linhas astrológicas tortas - e virtuais?
domingo, 21 de maio de 2006
terça-feira, 16 de maio de 2006
Antes...
...de falar de coisas sérias, isso. Apesar de excessivamente paulistano, o que é um defeito grave, o senhor Registro aí ao lado acertou ao espalhar o que está linkado aí em cima. Qualquer semelhança é mero absurdo.
Mais tarde falo de acontecimentos mais sérios, como o caos em SP, seleção brasileira, Foucault e Colomba Pascal.
Mais tarde falo de acontecimentos mais sérios, como o caos em SP, seleção brasileira, Foucault e Colomba Pascal.
Errar é humano, mas...
Sempre existe um mas no meio do caminho. Nesse caso, ele pertence à classe jornalística.
Hoje em dia as informações passam cada vez mais rapidamente. O jornalismo é obrigado a seguir o ritmo, e os jornalistas devem sempre buscar a fonte de informação praticamente no momento em que as coisas ocorrem. Assim informam a massa e mantém seus empregos.
Mas não custa nada conferir o que está sendo feito, para que não ocorram coisas como isso aqui. Deus do céu, que vergonhoso e deplorável. Se fosse a apresentadora, usaria o velho troque do "pedir para cagar e vazar". Se fosse o responsável pela escolha do entrevistado, "pediria para cagar e vazaria". Se fosse o responsável pelo telejornal, iria rever minha política de contratações, porque isso de "pedir para cagar e vazar" poderia deixar mais rastros malcheirosos.
E já basta um mico tenebroso como esse.
Hoje em dia as informações passam cada vez mais rapidamente. O jornalismo é obrigado a seguir o ritmo, e os jornalistas devem sempre buscar a fonte de informação praticamente no momento em que as coisas ocorrem. Assim informam a massa e mantém seus empregos.
Mas não custa nada conferir o que está sendo feito, para que não ocorram coisas como isso aqui. Deus do céu, que vergonhoso e deplorável. Se fosse a apresentadora, usaria o velho troque do "pedir para cagar e vazar". Se fosse o responsável pela escolha do entrevistado, "pediria para cagar e vazaria". Se fosse o responsável pelo telejornal, iria rever minha política de contratações, porque isso de "pedir para cagar e vazar" poderia deixar mais rastros malcheirosos.
E já basta um mico tenebroso como esse.
sábado, 13 de maio de 2006
Oba! Hoje tem links!!!
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Saiu no BlueBus
Texto praticamente na íntegra, com pequenas modificações. Ele só comprova a fama e o poder da Ponte Elétrica. Os trechos destacados são para prender a atenção dos mais desligados. Completamente imparciais.
'Postado pelo Ricardo Freire no seu Viaje na viagem - "Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma". E então - "Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20,000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo, a Ponte Elétrica".
Segue - 'Torrar milhas com Ponte Elétrica - quando as mesmíssimas 20,000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas - parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress'."
Ou seja: a salvação da Varig, a diversão de milhões de brasileiros e - por que não? - o futuro da nação passam pela Ponte Elétrica.
'Postado pelo Ricardo Freire no seu Viaje na viagem - "Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma". E então - "Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20,000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo, a Ponte Elétrica".
Segue - 'Torrar milhas com Ponte Elétrica - quando as mesmíssimas 20,000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas - parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress'."
Ou seja: a salvação da Varig, a diversão de milhões de brasileiros e - por que não? - o futuro da nação passam pela Ponte Elétrica.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Mantendo a média
Não quero perder o costume de escrever na Ponte. Tampouco estou com paciência para contar historinhas agora. Na média, saibam que "Em protesto contra a implantação de medidores eletr^nicos pela Ampla, moradores do Porto da Madama, em Grandim, São Gonçalo, fizeram uma manifestação e fecharam por 40 minutos as pistas da Rodovia Niterói-Manilha no fim da tarde de ontem".
Ou seja, ninguém quer que acabem com os "gatos" na luz dos moradores de lá. E o bom do Brasil é o brasileiro.
Ou seja, ninguém quer que acabem com os "gatos" na luz dos moradores de lá. E o bom do Brasil é o brasileiro.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Fotinhas
Escrevi errado, sim! Dane-se, já que ninguém deu atenção à minha última postagem. Falei sobre minha setlist, saudade - uma palavra que só existe em nosso rico vocabulário, e eu como redator tenho a missão de escrever e divulgar -, e fui solenemente ignorado. Então anuncio minhas fotos e de terceiros escrevendo fotinhas. Ah, na verdade são fotos e imagens. mas quero escrever fotinhas mesmo.
FOTINHAS!!!

Fotinha tirada em um protesto na Plaza del Duque, em Sevilla. Cansei de passar por lá. Hoje, tenho vontade de passar mais algumas vezes. Sem cansaço nenhum. Mas estou longe. Que se dane, lembrem-se de que o capital explora!

Sonho com um mundo onde as coisas seriam fáceis assim...

Um aniversário distante de quem gosto, junto com quem aprendi a gostar. A saudade aperta forte.
FOTINHAS!!!

Fotinha tirada em um protesto na Plaza del Duque, em Sevilla. Cansei de passar por lá. Hoje, tenho vontade de passar mais algumas vezes. Sem cansaço nenhum. Mas estou longe. Que se dane, lembrem-se de que o capital explora!

Sonho com um mundo onde as coisas seriam fáceis assim...

Um aniversário distante de quem gosto, junto com quem aprendi a gostar. A saudade aperta forte.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Músicas e tristezas
Como havia prometido:
Um, meu setlist imaginário pessoal - Riders on the storm (The Doors), Purple Haze (Jimi Hendrix), Boys don't cry (The Cure), The lost art of keeping a secret (Queens of the Stone Age) e Meus bons amigos (Barão Vermelho). Esta última seria variável, e digo que seria o quinto elemento agora pelo que estou sentindo. Já, já, falo sobre isso.
Dois, a polêmica pirracenta do Garotinho - poucas vezes vi uma tentativa de chamar atenção dar tão errado. O partido é contra, a oposição só comenta para ridicularizar e quase todos na rua debocham da sua greve de fome. Só não são todos porque os fanáticos religiosos bitolados seguidores do futuro ex-chupeta de vulcão o apóiam e gritam palavras de incentivo, como comprovei hoje no centro da cidade ao voltar para casa. Tomara que o incentivem até que ele não aguente mais de fome e morra. Se possível, que seja logo.
O problema é a quantidade de gordura para queimar. Ele tem tanta que poderia hibernar. Parece um urso.
***
Agora o não citado em postagens anteriores. A tristeza bate forte à porta. Mais saudade que tristeza, mas aí uma coisa acaba puxando a outra e caga tudo. Culpa dos malditos cientistas, que ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Se tivessem conseguido isso, que além de não ser nada difícil (eles já conseguiram façanhas muito mais impensáveis, como chiclete sem açúcar e colocar um brasileiro no espaço) é fundamental para a evolução do homem, eu poderia fazer, refazer, consertar e reviver muita coisa.
De onde tirei isso tudo? De duas fotos que acabei de ver. Uma foi da minha pequena linda, linkada aí ao lado. O lugar é o campus do Gragoatá, aonde tudo começou. Dali saíram beijos, conversas, sufocos, revelações, decepções, términos e retomadas e inúmeros momentos felizes que marcaram minha vida. Já tinha até um cantinho todo meu (nosso, Cá) e a foto mostra parte dele. Hoje, não tenho mais tempo para voltar lá e fazer um pouco como era antes. Às vezes, era tudo o que eu precisava para sossegar minha alma e entender minha vida outra vez. Mas não posso.
A outra foto são duas, mas de um mesmo lugar e evento. Recebi um email da Naty, grande amiga sevilhana, parceira de incontáveis perrengues, momentos felizes e inesperados e surpresas e tudo que um intercâmbio reserva para pessoas legais (falo dela), com fotos da festa Brasil do Erasmus, que ela ajudou a organizar. Nela aparecem tantas pessoas que sinto uma saudade imensa e que não posso rever agora. Na verdade, nem sei quando vou rever. Agora dói demais o fato de ser cabeça dura e orgulhoso e não ter marcado minha viagem para um mísero dia depois do que havia planejado. Madrid não vale sete dias. Só faltou eu me convencer disso antes de fazer a burrada.
Daí olho para a foto e penso que poderia ter encerrado minha estada em Sevilla com chave de diamante banhado a ouro perolado, com todos os que gosto dançando comigo enquanto escutaria música brasileira e riria até explodir. Mas agora não tem mais volta, tanbém.
Estou lendo "A arte da guerra". Ele ensina a analisar toda a situação antes de tomar decisões. Mas para mim não precisava de tanto, bastava pensar um pouco ao invés de ser impulsivo ao extremo.
Moral: impulsivo=burro.
Um, meu setlist imaginário pessoal - Riders on the storm (The Doors), Purple Haze (Jimi Hendrix), Boys don't cry (The Cure), The lost art of keeping a secret (Queens of the Stone Age) e Meus bons amigos (Barão Vermelho). Esta última seria variável, e digo que seria o quinto elemento agora pelo que estou sentindo. Já, já, falo sobre isso.
Dois, a polêmica pirracenta do Garotinho - poucas vezes vi uma tentativa de chamar atenção dar tão errado. O partido é contra, a oposição só comenta para ridicularizar e quase todos na rua debocham da sua greve de fome. Só não são todos porque os fanáticos religiosos bitolados seguidores do futuro ex-chupeta de vulcão o apóiam e gritam palavras de incentivo, como comprovei hoje no centro da cidade ao voltar para casa. Tomara que o incentivem até que ele não aguente mais de fome e morra. Se possível, que seja logo.
O problema é a quantidade de gordura para queimar. Ele tem tanta que poderia hibernar. Parece um urso.
***
Agora o não citado em postagens anteriores. A tristeza bate forte à porta. Mais saudade que tristeza, mas aí uma coisa acaba puxando a outra e caga tudo. Culpa dos malditos cientistas, que ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Se tivessem conseguido isso, que além de não ser nada difícil (eles já conseguiram façanhas muito mais impensáveis, como chiclete sem açúcar e colocar um brasileiro no espaço) é fundamental para a evolução do homem, eu poderia fazer, refazer, consertar e reviver muita coisa.
De onde tirei isso tudo? De duas fotos que acabei de ver. Uma foi da minha pequena linda, linkada aí ao lado. O lugar é o campus do Gragoatá, aonde tudo começou. Dali saíram beijos, conversas, sufocos, revelações, decepções, términos e retomadas e inúmeros momentos felizes que marcaram minha vida. Já tinha até um cantinho todo meu (nosso, Cá) e a foto mostra parte dele. Hoje, não tenho mais tempo para voltar lá e fazer um pouco como era antes. Às vezes, era tudo o que eu precisava para sossegar minha alma e entender minha vida outra vez. Mas não posso.
A outra foto são duas, mas de um mesmo lugar e evento. Recebi um email da Naty, grande amiga sevilhana, parceira de incontáveis perrengues, momentos felizes e inesperados e surpresas e tudo que um intercâmbio reserva para pessoas legais (falo dela), com fotos da festa Brasil do Erasmus, que ela ajudou a organizar. Nela aparecem tantas pessoas que sinto uma saudade imensa e que não posso rever agora. Na verdade, nem sei quando vou rever. Agora dói demais o fato de ser cabeça dura e orgulhoso e não ter marcado minha viagem para um mísero dia depois do que havia planejado. Madrid não vale sete dias. Só faltou eu me convencer disso antes de fazer a burrada.
Daí olho para a foto e penso que poderia ter encerrado minha estada em Sevilla com chave de diamante banhado a ouro perolado, com todos os que gosto dançando comigo enquanto escutaria música brasileira e riria até explodir. Mas agora não tem mais volta, tanbém.
Estou lendo "A arte da guerra". Ele ensina a analisar toda a situação antes de tomar decisões. Mas para mim não precisava de tanto, bastava pensar um pouco ao invés de ser impulsivo ao extremo.
Moral: impulsivo=burro.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Vazei o-ê!!!
Eis que finalmente fiz em 2006 o que deveria ter feito em 2004 (quando começou isso). Saí do Orkut.
Instrumento bizarro utilizado com fins militares pelo governo dos EUA, ajudado pela Turquia em troca de favores para dominação cultural e futebolística do país na região, o Orkut foi nomeado com o sobrenome de seu inventor para tirar a atenção dos críticos de seu principal objetivo. Poucos sabem que a CIA também monitorava minuciosamente os recados de todos os que considerava perigosos em potencial. Eu mesmo tive minha privacidade invadida, graças a idéias revolucionárias sobre os rumos da humanidade e pela suposta doutrinação na Ponte. Só porque disse - e afirmo - que ponteeletrica.blogspot.com é mais um passo para minha conquista do mundo e posterior coroação como presidente monárquico-ditador universal.
Não-oficialmente este é o motivo, mas com medo de represálias digo na versão para a imprensa que saí por estar aborrecido com besteiras, estressado com coisas idiotas e de saco cheio de perder tempo vendo perfis e deixando recadinhos e contando com a boa vontade do servidor deles para ver o que tinham escrito para mim. Apesar de saberem que prefiro receber emails.
Então este é o fim de uma era. Uma era de dores de cabeça, aporrinhações, brigas, curiosidades e surpresas desagradáveis e uma infinidade de coisas que me faziam mal. Foi sair do Orkut e já me sinto melhor, inclusive.
Talvez esta seja a fórmula mágica da felicidade: livrar-se de coisas idiotas, supérfluas e que chateiam sua vida. Surpreendente, não?
Passo a me dedicar com muito mais afinco aos meus verdadeiros prazeres e reais objetivos. Escrever, ler, escrever e escrever mais, até ficar sem as pontas dos dedos e ter que fazer cirurgia para reconstituição. Com os mesmos médicos que deram um jeito na cara do chinês atacado por um urso. Eles são bons. E devem custar pouco.
***
Não esqueci do meu top cinco músicas que cantaria. Com certeza vocês até vão pedir para que eu cante, dado meu enorme talento vocal. Vou escrever também sobre a crise Lula-Topeira (boliviana) com relação ao gás natural, e o que ele afeta em nossa vida. Nossa literalmente, porque até o Jessé é movido a gás e isso encarecerá sua locomoção. Mas hoje meu complemento postual (relativo a post, postagem; muito neologista, eu, né?) é um link tenebroso - contribuição da maninha Rê.
Quando você pensa que a humanidade está perdida, vem isso para comprovar seu pensamento e deixá-lo (la) com ainda menos esperanças... Aonde vamos parar, meu Deus?
Instrumento bizarro utilizado com fins militares pelo governo dos EUA, ajudado pela Turquia em troca de favores para dominação cultural e futebolística do país na região, o Orkut foi nomeado com o sobrenome de seu inventor para tirar a atenção dos críticos de seu principal objetivo. Poucos sabem que a CIA também monitorava minuciosamente os recados de todos os que considerava perigosos em potencial. Eu mesmo tive minha privacidade invadida, graças a idéias revolucionárias sobre os rumos da humanidade e pela suposta doutrinação na Ponte. Só porque disse - e afirmo - que ponteeletrica.blogspot.com é mais um passo para minha conquista do mundo e posterior coroação como presidente monárquico-ditador universal.
Não-oficialmente este é o motivo, mas com medo de represálias digo na versão para a imprensa que saí por estar aborrecido com besteiras, estressado com coisas idiotas e de saco cheio de perder tempo vendo perfis e deixando recadinhos e contando com a boa vontade do servidor deles para ver o que tinham escrito para mim. Apesar de saberem que prefiro receber emails.
Então este é o fim de uma era. Uma era de dores de cabeça, aporrinhações, brigas, curiosidades e surpresas desagradáveis e uma infinidade de coisas que me faziam mal. Foi sair do Orkut e já me sinto melhor, inclusive.
Talvez esta seja a fórmula mágica da felicidade: livrar-se de coisas idiotas, supérfluas e que chateiam sua vida. Surpreendente, não?
Passo a me dedicar com muito mais afinco aos meus verdadeiros prazeres e reais objetivos. Escrever, ler, escrever e escrever mais, até ficar sem as pontas dos dedos e ter que fazer cirurgia para reconstituição. Com os mesmos médicos que deram um jeito na cara do chinês atacado por um urso. Eles são bons. E devem custar pouco.
***
Não esqueci do meu top cinco músicas que cantaria. Com certeza vocês até vão pedir para que eu cante, dado meu enorme talento vocal. Vou escrever também sobre a crise Lula-Topeira (boliviana) com relação ao gás natural, e o que ele afeta em nossa vida. Nossa literalmente, porque até o Jessé é movido a gás e isso encarecerá sua locomoção. Mas hoje meu complemento postual (relativo a post, postagem; muito neologista, eu, né?) é um link tenebroso - contribuição da maninha Rê.
Quando você pensa que a humanidade está perdida, vem isso para comprovar seu pensamento e deixá-lo (la) com ainda menos esperanças... Aonde vamos parar, meu Deus?
domingo, 30 de abril de 2006
Leiam atentamente as instruções
Este post deve ser grande e sem ordem certa. Mas seu conteúdo será interessante e fará pensar. Assim, larguem de ser preguiçosos e comecem daí de baixo até o final, passando pela seção "comentário" e deixando o seu antes de sair da Internet para meditar por algumas horas.
O sentido da vida
Você está sentado casa (trabalho/praia/restaurante/igreja/calçada/banco de praça) e se dá conta de que alguma coisa anda errado com sua vida, porque você não se sente realizado e plenamente feliz com ela. Vão dizer que pode ser por um sem-número de motivos, e estão certos. Podem dizer que é pelo estado atual do mundo, individualista. Estão certos. Mas é claro que sempre vai ter aquele motivo bobo que se esconde por detrás de todos esses e você não vê. Ou não quer ver, porque é bobo.
Aconteceu isso comigo. Não sei exatamente aonde foi, só sei que foi. E foi bem fundo, tocando lá naquele sentimento que sempre disse que nunca tive: medo.
É, Alê sente medo. Não sempre, não forte, não razoável, mas sente. Se negava, agora cansei. Isso está longe de ser a pior coisa do mundo, todo mundo sente por algum motivo. O meu é meu talento.
Na verdade, não é meu talento. É a dúvida sobre sua existência. De repente foi ele quem ficou lá na barriga da minha mãe, sem conseguir passar pela abertura constrangedora do parto natural. Daí meu irmão teria se aproveitado e pego. Posso ter esquecido no CI - Classe de Iniciação, pra quem não sabe - que fiz aqui em Jacacity. Sabe como é, ninguém se importa com os da Iniciação, deixei na sala junto com a merendeira e a tia nem percebeu. Quando acabou a aula, a moça da limpeza entrou na sala, pegou e jogou por cima do muro da escola pra o terreno baldio que tinha do lado. Preguiçosa! Ainda por cima acabou me prejudicando. Deveria colocar seu nome na boca do sapo.
Poderia ter deixado meu talento de lado pra jogar bola, meu vício de infãncia, adolescência e fase adulta, e depois nunca mais o ter visto. O que seria burrice. Ou um monte de outras coisas poderiam ter acontecido para eu perder o coitado.
Mas isso é bobeira, eu sei. Não que seja talentoso, isso só o tempo vai dizer. Mas sou esforçado, e com isso já posso conseguir uma recompensa mínima com dignidade. O que seria razoável para meu atual estado de não-trabalhador. Vulgo desempregado. E faria com que melhorasse meu humor, o moral e a auto-estima. Além de jogar um cobre pro bolso, que tá mais vazio do que igreja em final de Copa do Mundo.
Sinceramente, perdi o rumo do post. Mas posso terminar com algumas considerações - admitindo que, dessa história-revelação que contei vocês tenham apreendido alguma coisa:
1 - sozinho ninguém caminha;
2 - em grupos grandes ninguém caminha;
3 - se você tentar abraçar o mundo vai abraçar a lápide mais cedo (a não ser que vcê ache saudável estar na Internet às 5:40 de um sábado porque não consegue dormir, preocupado e pensativo - e com fome, acabei de perceber);
4 - dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz tristeza;
5 - é fundamental você reconhecer seus vícios, mas ninguém precisa saber deles;
6 - nunca dê ouvidos para seus ouvidos - cansados, eles escutam muita coisa;
7 - deixar as coisas para cima da hora é terrível; quando não é culpa sua, ainda assim é terrível - com a diferença que é impossível resolver sozinho;
8 - se você está com dúvidas como estas, pode ser que elas tenham fundamento; prepare-se para o pior;
9 - todos têm algo especial para mostrar, mas é aconselhável procurar devagar para ter uma desculpa caso não consiga achar (a de ter procurado devagar, caso não tenham entendido);
10 - Deus existe, e a prova é colocar tantos obstáculos no seu caminho que te fazem ter a certeza de que, se estão aí, só Deus pode ajudar a ultrapassá-los. Isso se chama marketing pessoal.
Com isso acabo de descobrir também que fazer listas é difícil. Em todo caso, já preparo minha próxima: cinco músicas que certamente estariam na minha banda cover, eu cantando.
ps: sei lá qual é o sentido da vida. Espero que tenham chegado às suas próprias conclusões.
O sentido da vida
Você está sentado casa (trabalho/praia/restaurante/igreja/calçada/banco de praça) e se dá conta de que alguma coisa anda errado com sua vida, porque você não se sente realizado e plenamente feliz com ela. Vão dizer que pode ser por um sem-número de motivos, e estão certos. Podem dizer que é pelo estado atual do mundo, individualista. Estão certos. Mas é claro que sempre vai ter aquele motivo bobo que se esconde por detrás de todos esses e você não vê. Ou não quer ver, porque é bobo.
Aconteceu isso comigo. Não sei exatamente aonde foi, só sei que foi. E foi bem fundo, tocando lá naquele sentimento que sempre disse que nunca tive: medo.
É, Alê sente medo. Não sempre, não forte, não razoável, mas sente. Se negava, agora cansei. Isso está longe de ser a pior coisa do mundo, todo mundo sente por algum motivo. O meu é meu talento.
Na verdade, não é meu talento. É a dúvida sobre sua existência. De repente foi ele quem ficou lá na barriga da minha mãe, sem conseguir passar pela abertura constrangedora do parto natural. Daí meu irmão teria se aproveitado e pego. Posso ter esquecido no CI - Classe de Iniciação, pra quem não sabe - que fiz aqui em Jacacity. Sabe como é, ninguém se importa com os da Iniciação, deixei na sala junto com a merendeira e a tia nem percebeu. Quando acabou a aula, a moça da limpeza entrou na sala, pegou e jogou por cima do muro da escola pra o terreno baldio que tinha do lado. Preguiçosa! Ainda por cima acabou me prejudicando. Deveria colocar seu nome na boca do sapo.
Poderia ter deixado meu talento de lado pra jogar bola, meu vício de infãncia, adolescência e fase adulta, e depois nunca mais o ter visto. O que seria burrice. Ou um monte de outras coisas poderiam ter acontecido para eu perder o coitado.
Mas isso é bobeira, eu sei. Não que seja talentoso, isso só o tempo vai dizer. Mas sou esforçado, e com isso já posso conseguir uma recompensa mínima com dignidade. O que seria razoável para meu atual estado de não-trabalhador. Vulgo desempregado. E faria com que melhorasse meu humor, o moral e a auto-estima. Além de jogar um cobre pro bolso, que tá mais vazio do que igreja em final de Copa do Mundo.
Sinceramente, perdi o rumo do post. Mas posso terminar com algumas considerações - admitindo que, dessa história-revelação que contei vocês tenham apreendido alguma coisa:
1 - sozinho ninguém caminha;
2 - em grupos grandes ninguém caminha;
3 - se você tentar abraçar o mundo vai abraçar a lápide mais cedo (a não ser que vcê ache saudável estar na Internet às 5:40 de um sábado porque não consegue dormir, preocupado e pensativo - e com fome, acabei de perceber);
4 - dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz tristeza;
5 - é fundamental você reconhecer seus vícios, mas ninguém precisa saber deles;
6 - nunca dê ouvidos para seus ouvidos - cansados, eles escutam muita coisa;
7 - deixar as coisas para cima da hora é terrível; quando não é culpa sua, ainda assim é terrível - com a diferença que é impossível resolver sozinho;
8 - se você está com dúvidas como estas, pode ser que elas tenham fundamento; prepare-se para o pior;
9 - todos têm algo especial para mostrar, mas é aconselhável procurar devagar para ter uma desculpa caso não consiga achar (a de ter procurado devagar, caso não tenham entendido);
10 - Deus existe, e a prova é colocar tantos obstáculos no seu caminho que te fazem ter a certeza de que, se estão aí, só Deus pode ajudar a ultrapassá-los. Isso se chama marketing pessoal.
Com isso acabo de descobrir também que fazer listas é difícil. Em todo caso, já preparo minha próxima: cinco músicas que certamente estariam na minha banda cover, eu cantando.
ps: sei lá qual é o sentido da vida. Espero que tenham chegado às suas próprias conclusões.
terça-feira, 25 de abril de 2006
Pa-rabéns (ú-hú)!!!
Hoje é o dia D(ela), que dia mais feliz para mim. Minha pequena completa 22 outonos. Como comemoração, estou rastreando seu presente, que ainda não chegou. Finjo que é para aumentar a surpresa...

Prevendo que seu aniversário cairia no mesmo dia que no ano passado, vesti minha camisa para festas muito antes de hoje, tal e qual um Nostradamus micareteiro.
Desejo ao amor da minha vida que continue sendo o amor da minha vida, porque tudo o que quiser vou lutar junto e ajudar a conquistar. Eu mesmo fui conquistado há quatro anos... Cá, você merece a vida mais maravilhosa que uma menina assim pode ter. Quem tem tanto talento e tantas qualidades deve viver cercada de sucessos, em tudo o que esperar. E assim vai ser, linda.
Amo você, por todas as minhas vidas.
***
Só como registro: ontem voltei à triste rotina de aulas-cabeça-descabeçadas na UFF; foi assim descobri que Foucault era um bufão.
Pensamento do mês: "Foucault era um retratista - fazia retratos, o homem!"

Prevendo que seu aniversário cairia no mesmo dia que no ano passado, vesti minha camisa para festas muito antes de hoje, tal e qual um Nostradamus micareteiro.
Desejo ao amor da minha vida que continue sendo o amor da minha vida, porque tudo o que quiser vou lutar junto e ajudar a conquistar. Eu mesmo fui conquistado há quatro anos... Cá, você merece a vida mais maravilhosa que uma menina assim pode ter. Quem tem tanto talento e tantas qualidades deve viver cercada de sucessos, em tudo o que esperar. E assim vai ser, linda.
Amo você, por todas as minhas vidas.
***
Só como registro: ontem voltei à triste rotina de aulas-cabeça-descabeçadas na UFF; foi assim descobri que Foucault era um bufão.
Pensamento do mês: "Foucault era um retratista - fazia retratos, o homem!"
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Recomendações médicas e fortes emoções
Médicos dizem que é fundamental o ser humano dormir oito horas por dia para recuperar as energias, o corpo reforçar sua defesa, porque é nesse momento que crescemos e blá blá blá. Existe até uma propaganda que afirma que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo, por isso deveríamos escolher bem nosso colchão.
Penso nisso enquanto redijo uns duzentos títulos às 2:20 de domingo para segunda, depois de um final de semana extremamente corrido e cansativo - apesar de muito bom, tenho que admitir. Fora o não suprimento de uma grande necessidade, o que deixa meu corpo mais vulnerável (nada a ver com meu intestino, que funciona muito bem). Fora a pressão de ter que acabar logo, já que tenho menos de uma semana para criar e produzir tudo o que preciso. Com o máximo de qualidade, por sinal. Ou seja, as recomendações médicas, as necessidades corporais e meu estado de bem-estar físico-mental foram para o espaço.
Acho que essa postagem é mais um desabafo solitário, ou um pedido de socorro. Só que enquanto estou me cansando aqui estão todos dormindo, então não faz diferença nenhuma e muito menos vou conseguir alguém para compartilhar do meu estado. Sorte a de vocês.
Mas se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem nem dorme?
***
Tchananans à parte, faltam 21 horas e 27 minutos para os 22 anos da menina que se mostrou a mulher da minha vida. Dizer mais o quê?
(ps: teria uma coisa sobre meu irmão para dizer, mas vou esperar tudo se acertar; se meu irmão que é um filho e minha namorada que é um anjo só me dão motivos para me orgulhar, dizer mais o quê?)
Penso nisso enquanto redijo uns duzentos títulos às 2:20 de domingo para segunda, depois de um final de semana extremamente corrido e cansativo - apesar de muito bom, tenho que admitir. Fora o não suprimento de uma grande necessidade, o que deixa meu corpo mais vulnerável (nada a ver com meu intestino, que funciona muito bem). Fora a pressão de ter que acabar logo, já que tenho menos de uma semana para criar e produzir tudo o que preciso. Com o máximo de qualidade, por sinal. Ou seja, as recomendações médicas, as necessidades corporais e meu estado de bem-estar físico-mental foram para o espaço.
Acho que essa postagem é mais um desabafo solitário, ou um pedido de socorro. Só que enquanto estou me cansando aqui estão todos dormindo, então não faz diferença nenhuma e muito menos vou conseguir alguém para compartilhar do meu estado. Sorte a de vocês.
Mas se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem nem dorme?
***
Tchananans à parte, faltam 21 horas e 27 minutos para os 22 anos da menina que se mostrou a mulher da minha vida. Dizer mais o quê?
(ps: teria uma coisa sobre meu irmão para dizer, mas vou esperar tudo se acertar; se meu irmão que é um filho e minha namorada que é um anjo só me dão motivos para me orgulhar, dizer mais o quê?)
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Grande Fausto
Vocês já devem ter visto o comercial do programa do Faustão em que ele fala de uma tal de "Seleção do Faustão". Mais uma daquelas promoções que atraem os pobres para gastarem dinheiro sem poderem e enriquecerem a Globo e seus parceiros. Até aí nada de novo, mas alguém atentou para um fato importante na propaganda?
O gordo diz "se você tem celular pré ou pós-pago e sabe mandar mensagem de texto...". Veja bem, ele não disse quer. Não disse pode. Ele disse sabe, verbo saber. O que pressupõe que ele - e mais que ele, quem escreveu este texto - sabe que existe gente que não tem idéia de como mandar mensagem de texto.
Pode não parecer nada de mais à primeira vista, mas parem para pensar. Como alguém pode gastar uma grana para comprar um aparelho eletrônico, símbolo de tecnologia avançada, e não saber como funciona? Então, por que compra? Para quê?
Isso prova (não que não soubesse, mas assim não tem desculpa) que os comunicadores, os responsáveis pela informação, sabem sim sobre a condição intelectual da população. Ainda assim - ou principalmente por isso - criam publicidade e promoções e notícias explorando o que deveria ser combatido, que é essa deficiência crônica na educação de grande parte dos brasileiros.
Esse textinho da promoção anunciado pelo gordo é mais uma prova de que a classe pensante do país, minoria absoluta, está muito mais preocupada em se aproveitar da lacuna intelectual da nossa gente do que em ajudar a resolver a situação e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.
Prova também que o profissionalismo e a preocupação social pregados pela Globo não são mais do que um grande fingimento para conseguir abatimento de impostos através de programas de ajuda aos pobres. Aliás, como comprovar o destino do dinheiro arrecadado, por sinal?
Prova, ainda, que todo o alarde e o falatório por parte de artistas, apresentadores e gente da mídia, em sua maioria, não são mais do que balelas para ganhar a simpatia de anônimos, que vão posteriormente dar audiência e dinheiro para eles. Em sua maioria, já que em toda regra existem exceções.
(Lima Duarte que o diga, já que teve que se desculpar com Globo e o mundo após criticar um monte de gente da emissora e a edição "seletiva" do Fantástico)
A mulher que trabalha aqui não sabe ler nem escrever, mora com a filha em um quarto alugado por R$150,00 no Rio das Pedras, sem janelas nem nada. Apesar disso, seu celular está sempre com crédito. Será que ela vai escolher a seleção do Faustão? Consumo responsável parece ser um conceito meio por fora do marketing atual.
Não sei por quê, mas do fundo deste abismo me sobe um cheiro de hipocrisia...
Se o comentário anterior estiver meio bagunçado e sem sentido, culpem a Light. Depois de ter que parar a postagem duas vezes pela incapacidade deles de manter a energia correndo por Jacacity, perdi um pouco o fio da meada. Mas imagino que entenderam aonde queria chegar.
***
Bem que eu tentei colocar um link para a música aqui, mas isso já basta. Aconselho a procurarem e chorarem com uma das canções mais bonitas que já ouvi. Interpretação tocante de Jeff Buckley, e dica do Alan (sim, sei valorizar quando sou informado de algo bom - parabéns ao meu irmão, mais uma vez).
"well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah"
Hallelujah - Jeff Buckley
O gordo diz "se você tem celular pré ou pós-pago e sabe mandar mensagem de texto...". Veja bem, ele não disse quer. Não disse pode. Ele disse sabe, verbo saber. O que pressupõe que ele - e mais que ele, quem escreveu este texto - sabe que existe gente que não tem idéia de como mandar mensagem de texto.
Pode não parecer nada de mais à primeira vista, mas parem para pensar. Como alguém pode gastar uma grana para comprar um aparelho eletrônico, símbolo de tecnologia avançada, e não saber como funciona? Então, por que compra? Para quê?
Isso prova (não que não soubesse, mas assim não tem desculpa) que os comunicadores, os responsáveis pela informação, sabem sim sobre a condição intelectual da população. Ainda assim - ou principalmente por isso - criam publicidade e promoções e notícias explorando o que deveria ser combatido, que é essa deficiência crônica na educação de grande parte dos brasileiros.
Esse textinho da promoção anunciado pelo gordo é mais uma prova de que a classe pensante do país, minoria absoluta, está muito mais preocupada em se aproveitar da lacuna intelectual da nossa gente do que em ajudar a resolver a situação e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.
Prova também que o profissionalismo e a preocupação social pregados pela Globo não são mais do que um grande fingimento para conseguir abatimento de impostos através de programas de ajuda aos pobres. Aliás, como comprovar o destino do dinheiro arrecadado, por sinal?
Prova, ainda, que todo o alarde e o falatório por parte de artistas, apresentadores e gente da mídia, em sua maioria, não são mais do que balelas para ganhar a simpatia de anônimos, que vão posteriormente dar audiência e dinheiro para eles. Em sua maioria, já que em toda regra existem exceções.
(Lima Duarte que o diga, já que teve que se desculpar com Globo e o mundo após criticar um monte de gente da emissora e a edição "seletiva" do Fantástico)
A mulher que trabalha aqui não sabe ler nem escrever, mora com a filha em um quarto alugado por R$150,00 no Rio das Pedras, sem janelas nem nada. Apesar disso, seu celular está sempre com crédito. Será que ela vai escolher a seleção do Faustão? Consumo responsável parece ser um conceito meio por fora do marketing atual.
Não sei por quê, mas do fundo deste abismo me sobe um cheiro de hipocrisia...
Se o comentário anterior estiver meio bagunçado e sem sentido, culpem a Light. Depois de ter que parar a postagem duas vezes pela incapacidade deles de manter a energia correndo por Jacacity, perdi um pouco o fio da meada. Mas imagino que entenderam aonde queria chegar.
***
Bem que eu tentei colocar um link para a música aqui, mas isso já basta. Aconselho a procurarem e chorarem com uma das canções mais bonitas que já ouvi. Interpretação tocante de Jeff Buckley, e dica do Alan (sim, sei valorizar quando sou informado de algo bom - parabéns ao meu irmão, mais uma vez).
"well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah"
Hallelujah - Jeff Buckley
segunda-feira, 27 de março de 2006
Vivo, como sempre
Venho por meio desta (postagem) pedir desculpas aos inúmeros leitores e fãs incondicionais pela minha ausência temporária. Mas é por um bom motivo. Se não paro um pouco, não dou rumo na minha vida.
Assim, não deixem de conferir diariamente - quiçá minutamente - alterações no tráfego da Ponte. Vale a pena. E para não deixar a todos saudosos, deixo um santo "até breve".

Tenham fé, já já ele volta.
Assim, não deixem de conferir diariamente - quiçá minutamente - alterações no tráfego da Ponte. Vale a pena. E para não deixar a todos saudosos, deixo um santo "até breve".

Tenham fé, já já ele volta.
terça-feira, 21 de março de 2006
Voando baixo
Domingo foi exibido "Falcão - meninos do tráfico" no Fantástico, e ainda hoje o documentário do MV Bill e do Athaíde é assunto nos quatro cantos midiáticos do país - podem procurar na TV, rádio, mídia impressa, Internet. Nem era para ser diferente, já que agora todos os que diziam desconhecer o problema deram de cara com ele, enquanto esperavam uma reportagem do Zeca Camargo surfando em um lago selvagem em Burundi ou o Big Brother na reta final e suas "chocantes" revelações.
Meu pitaco no assunto, o de número 1.357.416 (contados, hein?...), não é para dizer que os garotos são coitados ou canalhas, ou para discutir políticas de reintegração dos menores infratores na sociedade e possíveis punições para crimes mais graves. Até porque não sou político, delegado nem outra coisa qualquer com um mínimo de influência nas decisões. Meu negócio é com o pós-documentário.
Glória Maria anunciou o último bloco como "opiniões de famosos que ficaram chocados com a situação dos menores envolvidos no tráfico". Daí entrevistaram Cacá Diegues, Camila Pitanga e mais uns famosos. Excluo Veríssimo do que vou dizer, por imaginar que não se enquadra aqui.
Estou (estamos?) cansado de saber quem financia o tráfico. Quem não sabe de festinhas onde servem maconha, cocaína e outros em bandeja, o que rola em festivais de cinema e festas de famosos, fulano que é viciado ou beltrano que promoveu quebra-quebra porque estava doidão? Já ouvi, e de mais de uma pessoa, sobre festas onde havia famosos, ou gente da moda, e todos estavam dando seus tapas e seus tecos tranquilamente.
Aí, depois de um documentário sério, onde o problema é mostrado em sua essência, onde vemos que a falta de política do Estado empurra os jovens ao caminho mais fácil e arriscado, o de vender drogas, onde vemos crianças chapadas e sem perspectiva de vida nem futuro nem nada, a Globo tem a cara de pau de mostrar "pessoas chocadas com o problema" - que são justamente os que consomem e mantém este sistema. E os "espantados, abismados, embasbacados" artistas e famosos se dizem surpresos com o problema, já que desconheciam a situação!
E de onde acham que vêm todas essas crianças para povoar os sinais, abiogênese? "Ah, esse moleque nasceu quando colocaram juntos um trapo de roupa suja e uma arma num canto de um barraco na Maré..." Será que eles imaginavam que nascia uma criança, saudável, com excelentes condições de vida, que de repente se tornava má sem mais nem menos? E que drogas não têm nada a ver com isso, já que são tão boas? Será que todos esses coitados desconhecedores dos problemas do Brasil nunca imaginaram que aquela criança com uma pistola na mão e olhos vermelhos, que te coloca contra uma parede em uma rua qualquer, poderia estar drogada - quer dizer, sob o uso de drogas, as mesmas drogas que eles usam em suas festinhas super descoladas?
Vão para o inferno! Até hipocrisia deveria ter limites. Mas o pior é saber que o povo vai balançar a cabeça para todos eles e pensar "realmente, que bom que eles estão preocupados, agora com certeza as coisas vão mudar". E em outubro votam nos mesmos, torcem pelos mesmos, e assim continuamos os mesmos.
Se era para bagunçar, porque não entrevistaram Gabeira, Luana Piovani e Marcelo Anthony?
Meu pitaco no assunto, o de número 1.357.416 (contados, hein?...), não é para dizer que os garotos são coitados ou canalhas, ou para discutir políticas de reintegração dos menores infratores na sociedade e possíveis punições para crimes mais graves. Até porque não sou político, delegado nem outra coisa qualquer com um mínimo de influência nas decisões. Meu negócio é com o pós-documentário.
Glória Maria anunciou o último bloco como "opiniões de famosos que ficaram chocados com a situação dos menores envolvidos no tráfico". Daí entrevistaram Cacá Diegues, Camila Pitanga e mais uns famosos. Excluo Veríssimo do que vou dizer, por imaginar que não se enquadra aqui.
Estou (estamos?) cansado de saber quem financia o tráfico. Quem não sabe de festinhas onde servem maconha, cocaína e outros em bandeja, o que rola em festivais de cinema e festas de famosos, fulano que é viciado ou beltrano que promoveu quebra-quebra porque estava doidão? Já ouvi, e de mais de uma pessoa, sobre festas onde havia famosos, ou gente da moda, e todos estavam dando seus tapas e seus tecos tranquilamente.
Aí, depois de um documentário sério, onde o problema é mostrado em sua essência, onde vemos que a falta de política do Estado empurra os jovens ao caminho mais fácil e arriscado, o de vender drogas, onde vemos crianças chapadas e sem perspectiva de vida nem futuro nem nada, a Globo tem a cara de pau de mostrar "pessoas chocadas com o problema" - que são justamente os que consomem e mantém este sistema. E os "espantados, abismados, embasbacados" artistas e famosos se dizem surpresos com o problema, já que desconheciam a situação!
E de onde acham que vêm todas essas crianças para povoar os sinais, abiogênese? "Ah, esse moleque nasceu quando colocaram juntos um trapo de roupa suja e uma arma num canto de um barraco na Maré..." Será que eles imaginavam que nascia uma criança, saudável, com excelentes condições de vida, que de repente se tornava má sem mais nem menos? E que drogas não têm nada a ver com isso, já que são tão boas? Será que todos esses coitados desconhecedores dos problemas do Brasil nunca imaginaram que aquela criança com uma pistola na mão e olhos vermelhos, que te coloca contra uma parede em uma rua qualquer, poderia estar drogada - quer dizer, sob o uso de drogas, as mesmas drogas que eles usam em suas festinhas super descoladas?
Vão para o inferno! Até hipocrisia deveria ter limites. Mas o pior é saber que o povo vai balançar a cabeça para todos eles e pensar "realmente, que bom que eles estão preocupados, agora com certeza as coisas vão mudar". E em outubro votam nos mesmos, torcem pelos mesmos, e assim continuamos os mesmos.
Se era para bagunçar, porque não entrevistaram Gabeira, Luana Piovani e Marcelo Anthony?
quinta-feira, 16 de março de 2006
Fim?
A vida é assim. Um ciclo acaba, outro começa. Quando você olha para os lados, percebe que muita coisa está perdendo velocidade para ser acessada pela sua memória e está ficando para trás. E cada vez mais para trás, até que se perde no horizonte e cai naquele abismo que os antigos navegadores temiam. Aquele medo era uma metáfora - quanto mais para longe vai, maior é a probabilidade de não se lembrarem de você em seu possível retorno.
A vida passa rápido, sobrepõe ciclos, mas não é injusta. Nós sempre temos a chance de prender as coisas que mais queremos juntas a nós. Como se nossa mente amarrasse a ponta de uma corda na nossa memória e a outra no navio. Além daquela âncora providencial que fica preparada para qualquer mexida mais forte no mar, pronta para ser lançada e salvar o barco. Acabo de comprovar sua justiça.
Três despedidas em seis meses. Deixo os que amo e vou para longe, aprendo a amar os que encontro longe e volto para os que amo e que estavam longe e, como se não bastasse, me despeço dos primeiros mais uma vez - culpa de uma tempestade previamente prevista chamada formatura. O mar ficou revolto, a insegurança tomou conta do único tripulante fixo da embarcação, os horizontes se cruzaram por alguma ilusão de ótica ou delírio de pré-loucura. O medo de ficar eternamente à deriva, antes oculto, resolveu dar as caras e mostrar como seria a minha vida em um futuro solitário.
Precisou eu fazer a travessia duas vezes e me despedir três para entender que as coisas boas não se apagam assim; tampouco as pessoas somem por detrás de qualquer nevoeiro. Depois de meio ano encontro meus amigos ainda meus amigos, e vejo meus amigos que ficaram do outro lado ainda meus amigos, e vejo que formatura nenhuma nem mais estudos ou trabalhos ou filhos ou famílias ou quilômetros podem destruir o que foi tão bem construído, feito para navegar por toda uma vida.
Cada fase de nossa vida tem seu valor, e mesmo o que parece ruim pode ensinar coisas maravilhosas. Nada como estar longe para saber o quanto se gosta, nada como a ameaça de separação para querer estar junto, nada como ver que as pessoas que você ama compartilham suas tristezas e suas alegrias com a mesma intensidade e nenhuma ponta de maldade ou inveja. Nada como ter a certeza da confiança.
Amigos, para mim, são pessoas em quem confio plenamente, pessoas por quem arriscaria minha vida se fosse preciso. Pessoas por quem luto até o fim e apóio e acredito sempre, em tudo o que digam ou façam. Lindo é ver que muitos pensam o mesmo com relação a mim. Por isso não tenho vergonha de dizer que chorei quando fui para a Europa, chorei na minha despedida em Sevilla, chorei no final da formatura. Porque as pessoas por quem derramei minhas poucas e difíceis lágrimas valem a pena.
Foi assim que descobri meu porto seguro.
A vida passa rápido, sobrepõe ciclos, mas não é injusta. Nós sempre temos a chance de prender as coisas que mais queremos juntas a nós. Como se nossa mente amarrasse a ponta de uma corda na nossa memória e a outra no navio. Além daquela âncora providencial que fica preparada para qualquer mexida mais forte no mar, pronta para ser lançada e salvar o barco. Acabo de comprovar sua justiça.
Três despedidas em seis meses. Deixo os que amo e vou para longe, aprendo a amar os que encontro longe e volto para os que amo e que estavam longe e, como se não bastasse, me despeço dos primeiros mais uma vez - culpa de uma tempestade previamente prevista chamada formatura. O mar ficou revolto, a insegurança tomou conta do único tripulante fixo da embarcação, os horizontes se cruzaram por alguma ilusão de ótica ou delírio de pré-loucura. O medo de ficar eternamente à deriva, antes oculto, resolveu dar as caras e mostrar como seria a minha vida em um futuro solitário.
Precisou eu fazer a travessia duas vezes e me despedir três para entender que as coisas boas não se apagam assim; tampouco as pessoas somem por detrás de qualquer nevoeiro. Depois de meio ano encontro meus amigos ainda meus amigos, e vejo meus amigos que ficaram do outro lado ainda meus amigos, e vejo que formatura nenhuma nem mais estudos ou trabalhos ou filhos ou famílias ou quilômetros podem destruir o que foi tão bem construído, feito para navegar por toda uma vida.
Cada fase de nossa vida tem seu valor, e mesmo o que parece ruim pode ensinar coisas maravilhosas. Nada como estar longe para saber o quanto se gosta, nada como a ameaça de separação para querer estar junto, nada como ver que as pessoas que você ama compartilham suas tristezas e suas alegrias com a mesma intensidade e nenhuma ponta de maldade ou inveja. Nada como ter a certeza da confiança.
Amigos, para mim, são pessoas em quem confio plenamente, pessoas por quem arriscaria minha vida se fosse preciso. Pessoas por quem luto até o fim e apóio e acredito sempre, em tudo o que digam ou façam. Lindo é ver que muitos pensam o mesmo com relação a mim. Por isso não tenho vergonha de dizer que chorei quando fui para a Europa, chorei na minha despedida em Sevilla, chorei no final da formatura. Porque as pessoas por quem derramei minhas poucas e difíceis lágrimas valem a pena.
Foi assim que descobri meu porto seguro.
segunda-feira, 13 de março de 2006
"Voltei!, hein..."
"E estou no paraíso". Mas o paraíso é quente como o inferno, e fede, e tem ar pesado, e gente que joga lixo nas ruas, e exército cercando favelas, e falta de educação no trânsito, e falta de respeito para com os turistas, e para com quem não é turista, e bagunça em todos os lugares para onde você olha, mendigos debaixo de viadutos e nas calçadas, gente pedindo dinheiro nos sinais, nas ruas e nas praças e debaixo do seu nariz, e mais um sem-número de coisas que não combinam em nada com a idéia geral de paraíso.
Ainda assim, acho aqui o paraíso, só me parece que faltam alguns inúmeros ajustes. E mesmo com gerações que já nascem com ares de perdidas, fico com a mesma idéia de Márcio, grande amigo e pai friburguense, de que temos sim a responsabilidade de mudar o que está acontecendo à nossa volta, ajudar a fazer do Brasil um país digno das riquezas que tem, digno de sua grandeza, digno para vivermos nele.
Chega de estar em desenvolvimento, quero um lugar desenvolvido e agora.
***
Não podia deixar de citar o óbvio: nada como chegar 0:30h, cansado e estressado, depois de bons sufocos, e ver família, amor e amigos com um sorriso para você, do outro lado da porta, prontos para te abraçar e deixando a sensação de que nada mudou no tempo em que você esteve fora, com medo de que fosse perder o que deixou com tanto carinho. Nada como perceber que um oceano não é nada, porque o sentimento voa e voa rápido, e cruza as maiores distâncias com uma rapidez que te faz beijar a quem se ama e apagar a saudade antes que ela apague suas forças.
Nada como ver quem está o tempo todo ao seu lado, te apoiou todo o tempo e te fez chegar, estar e voltar do outro lado.
Nada como um presente de aniversário dois meses depois, como se estivesse algumas horas atrasado, só.
Nada como um beijo demorado e romântico no amor da sua vida.
Nada como perceber que isso vale para os dois lados, e agora a expectativa é rever aos que ficaram do lado de lá, donos da parte européia do seu coração. Que seja logo!
Ainda assim, acho aqui o paraíso, só me parece que faltam alguns inúmeros ajustes. E mesmo com gerações que já nascem com ares de perdidas, fico com a mesma idéia de Márcio, grande amigo e pai friburguense, de que temos sim a responsabilidade de mudar o que está acontecendo à nossa volta, ajudar a fazer do Brasil um país digno das riquezas que tem, digno de sua grandeza, digno para vivermos nele.
Chega de estar em desenvolvimento, quero um lugar desenvolvido e agora.
***
Não podia deixar de citar o óbvio: nada como chegar 0:30h, cansado e estressado, depois de bons sufocos, e ver família, amor e amigos com um sorriso para você, do outro lado da porta, prontos para te abraçar e deixando a sensação de que nada mudou no tempo em que você esteve fora, com medo de que fosse perder o que deixou com tanto carinho. Nada como perceber que um oceano não é nada, porque o sentimento voa e voa rápido, e cruza as maiores distâncias com uma rapidez que te faz beijar a quem se ama e apagar a saudade antes que ela apague suas forças.
Nada como ver quem está o tempo todo ao seu lado, te apoiou todo o tempo e te fez chegar, estar e voltar do outro lado.
Nada como um presente de aniversário dois meses depois, como se estivesse algumas horas atrasado, só.
Nada como um beijo demorado e romântico no amor da sua vida.
Nada como perceber que isso vale para os dois lados, e agora a expectativa é rever aos que ficaram do lado de lá, donos da parte européia do seu coração. Que seja logo!
segunda-feira, 6 de março de 2006
Troppo poca cosa che so dell'italiani
Todo mundo fica abismado quando digo que nao gosto do italiano-padrao; ao menos os jovens e adultos nao-velhos, homens e mulheres, eu desgosto forte, digamos.
Que posso fazer? Eles sao inconvenientes, espalhafatosos, folgados, marrentos e sem graca. Os homens sao, em sua esmagadora maioria, ao menos metrossexuais. As mulheres, exageradas. Parece que, aqui na Italia, seu grau de importancia e seu status perante a sociedade e medido pelo tamanho dos seus oculos escuros. que deve ser usado mesmo a noite e com chuva. E sao grandes a ponto de eu achar Ray-Ban oculos de natacao infantil.
E como se nao bastasse, percebo que boa parte dos argentinos tem como sonho ser um italiano. As coisas se fazem mais claras agora...
Por outro lado, os mais velhos e qualquer que esteja trabalhando e extremamente simpatico. Dao informacoes, fazem piadas, conversam e sao solicitos ao ponto que voce quiser. Se resolvessem falar mais devagar com estrangeiros seria perfeito. Mas como nem tudo e perfeito, me contento do jeito que as coisas estao.
***
O jogo de ontem foi vencido pelo Roma com um gol do Rodrigo Taddei. Brasileiro dando sorte a brasileiro, assim que as coisas funcionam. Mas vou colocar o que escrevi aqui depois, porque chega a hora do meu tao sonhado sofrimento de volta. Quase cinquenta horas e milhares de quilometros rodados em tres dias, com tendencia a cansaco e possibilidades (remotas, espero) de hemorroidas. O que eu nao faco pelo meu rasil, brasileiro...
Que posso fazer? Eles sao inconvenientes, espalhafatosos, folgados, marrentos e sem graca. Os homens sao, em sua esmagadora maioria, ao menos metrossexuais. As mulheres, exageradas. Parece que, aqui na Italia, seu grau de importancia e seu status perante a sociedade e medido pelo tamanho dos seus oculos escuros. que deve ser usado mesmo a noite e com chuva. E sao grandes a ponto de eu achar Ray-Ban oculos de natacao infantil.
E como se nao bastasse, percebo que boa parte dos argentinos tem como sonho ser um italiano. As coisas se fazem mais claras agora...
Por outro lado, os mais velhos e qualquer que esteja trabalhando e extremamente simpatico. Dao informacoes, fazem piadas, conversam e sao solicitos ao ponto que voce quiser. Se resolvessem falar mais devagar com estrangeiros seria perfeito. Mas como nem tudo e perfeito, me contento do jeito que as coisas estao.
***
O jogo de ontem foi vencido pelo Roma com um gol do Rodrigo Taddei. Brasileiro dando sorte a brasileiro, assim que as coisas funcionam. Mas vou colocar o que escrevi aqui depois, porque chega a hora do meu tao sonhado sofrimento de volta. Quase cinquenta horas e milhares de quilometros rodados em tres dias, com tendencia a cansaco e possibilidades (remotas, espero) de hemorroidas. O que eu nao faco pelo meu rasil, brasileiro...
Ma que cosa!!!
Fui ver Roma X Internazionale. Ra!!!
No lugar detras do meu tihua um cara que narrava o jogo, fazendo piadas imbecis em italiano, tal e qual o "saudoso" Galvao. Ra!!!...
O Roma venceu com um gol do Taddei, e o Mancini so fez cagadas. Ra!!!
Amanha parto de volta aonde cheguei, para partir para onde nasci. Em trinta e tantas horas. Sem ra!!! desta vez...
No lugar detras do meu tihua um cara que narrava o jogo, fazendo piadas imbecis em italiano, tal e qual o "saudoso" Galvao. Ra!!!...
O Roma venceu com um gol do Taddei, e o Mancini so fez cagadas. Ra!!!
Amanha parto de volta aonde cheguei, para partir para onde nasci. Em trinta e tantas horas. Sem ra!!! desta vez...
sexta-feira, 3 de março de 2006
Roma
Foi mal a demora. Esqueci de dizer que estou em Roma. E meio que sem lugar para ficar. Mas falo sobre isso daqui a pouco.
Faltam cinco dias para voltarem a me aturar...
Faltam cinco dias para voltarem a me aturar...
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