terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Deus me ajude

A previsao do tempo para amanha em Munich varia entre -2 e -9 graus celsius.

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Frio

Paro um instante de falar sobre minhas viagens para fazer um pequeno comentario.

Na Europa faz frio. Nao um frio qualquer, mas daqueles que parece que sua boca esta anestesiada, que seus labios vao cair a cada vez que voce pensa em dar um sorriso e onde e perigoso ate mesmo chorar pela situacao desesperadora em que se encontra, sob o risco de congelarem os olhos e os globos oculares sairem rolando pelo chao.

Se eu mostrasse algumas das fotos que tirei, neste presente momento, seria chamado de mentiroso ao dizer que esta congelando aqui porque o ceu esta azul em varias delas. Mas para comprovar que digo a verdade, basta dizer que estou - a partir de hoje - oficialmente andando com duas calcas (grossas) a cada vez que for a rua. E quem me conhece sabe que sou calorento.

Moral da historia: viajar no inverno, so por falta de opcao e com doses cavalares de coragem.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Adendo pertinente

Nao so o frio me persegue aqui na Europa, as vezes me encontrando e as vezes dando uma tregua, como agora tenho mais duas companhias. Ainda menos agradaveis.

1) a Franca esta cada vez mais envolvida - e enrolada - com atos anti-judeus, anti-arabes e anti-tudo-o-que-puder. Extremistas atacam a todo o instante, e descobri que aqueles carros todos queimados faz um tempinho de nada, la em Paris, foram ali pertinho do albergue onde fiquei por quatro noites. Hum, interessante... E;

2) a gripe aviaria, cada vez mais forte e letal apos sofrer algumas mutacoes geneticas e coisa e tal e por ai vai, agora chegou a uma ilha no sul da Alemanha e a criacoes na Austria. Hum, interessante, posto que amanha estou na Alemanha. Espero que minha memoria nao falhe e me lembre de nao comer frango, so por garantia.

Assim sendo, minha viagem se torna cada vez mais aventureira e, hum, interessante...

Entao...

Como ia dizendo, depois de atrasar em alguns preciosos minutos a viagem de um monte de gente, finalmente podemos seguir viagem e adentrar na terra da rainha. Pelo mar, de ferry boat, pois caso alguem nao esteja com uma boa memoria, como a minha, Inglaterra esta em uma ilha.

Meus sustos comecam ai mesmo, ao comprar ingenuamente um tiramisu pensando que estava valuado em euros. Pobre turista pobre, os um e pouco eram em pouds... O que equivalia a quase tres (3!!!) euros. E assim morri em quase seis euros num lanchinho bobo no barco.

Chego a noite na cidade, e Mr V nao havia recebido minha mensagem. Ligar para suia casa e falar por miseros dois minutos, quica menos, me leva uns dois euros mais. Por sorte uma alma caridosa me da um bilhete de metro, e nao pago nada. A facilidade de saber a lingua tambem ajuda, assim nao me perco pelas tres estacoes ate o encontro com meu queridao.

Mr V, ou Vitor Mattos, ou VituMatu - travel book writer, meu querido e primeiro amigo na UFF, merece todos os elogios. Anfitriao preocupado, eximio guia e cozinheiro em evolucao, nao so soube me mostrar toda a cidade muito bem e muito rapido como ainda me fez poupar um bom dinheiro, ao decidir por comermos em casa sempre antes de sair. Isso porque, so para constar, um hamburguer no Burger King custa 1,99 pouds. Quase quatro euros. Um pound esta a 1,45 euros. Chorem comigo.

Segunda foi dia de pub, terca de caminhada, quarta de peca de teatro para ver Les Miserables (em ingles, obviamente), quinta de caminhada e museu, sexta e sabado de Liverpool - que vai ganhar um capitulo a parte - e domingo de museu e tchau, a parte mais dificil. O tchau, nao o museu.

La vi impressionistas, vi Michelangelo, Rafael e outras tartarugas ninjas, vi todos os tipos de comida do mundo em uma rua ou duas, vi gente de todos os tipos. Londres e, sem duvida, a cidade mais cosmopolita do mundo. Onde voce acha as novas tendencias e convive com todos em teorica harmonia.

Camdem Town, por exemplo, e a coisa mais absurda que jamais verei em outro pais qualquer. Saio do metro ja escutando um "what do you want, skunk?". Caminho com Vitor e, a cada dez passos, um androgeno, ou excessivamente alternativo, ou punk, ou hippie, ou sujo, ou negao-cantor-de-rap-malsucedido, ou gays, ou turistas japoneses (sempre). Tudo, menos policia, que parece ter deixado o local como um ponto-de-encontro de todas as tribos e exemplo de que Londres e liberal, sim. Por mais que seja na encolha.

Apesar do tamanho e da pressa dos londrinos, principalmente no centro, voce pode se sentir bem a vontade. Caminhar com um minimo de atencao te faz um nao-alvo, e mesmo que acabe sendo, a policia parece estar realmente preocupada em resolver o problema, qualquer que seja. Onde rola assalto ou alguma outra coisa eles colocam placas pedindo informacao, sao sempre solicitos e atentos em todos os lugares aonde estao... Policia de verdade.

A cidade e enorme, realmente. Metro e solucao para onde quer que voce queira ir. Apesar dos muito salgados 4,90 pounds pelo passe diario. De um ponto turistico a outro pode levar mais de meia hora, isso dentro deles - que sao, alias, os mais antigos do mundo. Tudo e bem sinalizado, por toda a cidade, o que facilita a vida de todos. Principalmente turistas. E, apesar de tudo isso, existem bairros (onde Vitor mora) e parques que fazer voce pensar em como deve ser bom viver ali.

Frio, sim, mas dei sorte e peguei tempo razoavel ate domingo, quando a saudade de mim que a familia real ia sentir fez com que mandassem seus guardinhas de fardas engracadas semear as nuvens com sal, criando aquela tipica chuva inglesa que transforma o tempo em cinza e te faz querer ficar debaixo das cobertas. Alias, ouvi dizer que este tempo ingles tipico que conhecemos foi criado com este intuito na Primeira Guerra Mundial, a fim de desencorajar as tropas inimigas a atacar a cidade. Verdade, podem pesquisar na Internet.

Outra coisa que merece ser citada, com certa inveja saudavel da minha parte, e o acesso a cultura que o europeu, os londrinos mais que todos, tem. Revistas, jornais, livros, musicas do mundo todo, em varias linguas. Novas tendencias e revivals. O que e realidade e o que vai ser. Tudo na mao, o alcance de quem quiser, pelo preco que quiser (se souber procurar). Fora museus - os mais importantes e dos maiores do mundo, como Tate e Modern Tate, British Museum e o melhor de todos, Natinal Gallery, sao gratis. Para todos. Ou seja, de graca. Para qualquer pessoa, seja de onde for. E sem pagar nada vi van Gogh, Rembrant, Monet, Manet, Constable, Michelangelo, Rafael, Tolouse-Lautrec (assim?), Dali, Picasso... Hum, deixe-me pensar porque aqui tudo se desenvolve, perai...



(tempo para pensar)



Ah, ja sei. porque eles surgiram primeiro, e somos assim por culpa da colonizacao! Malditos portugueses que nos fizeram assim, em uma condicao imutavel que nos fara permanecer sempre menos desenvolvidos que o hemisferio norte!
***
Aguardem mais por Liverpool, porque agora vou procurar albergue em Berlin. E assim sigo. Seguindo.

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Sina

Antes de me encontrar com meu querido amigo Mr V. Mattos, tive que dar explicacoes na porteira. Para variar, encrencaram comigo. Sempre a policia no meu caminho, desta vez para entrar na terra da velha coroa (com duplo sentido).

Fui obrigado a falar sobre mim, o que vinha fazer aqui, quanto tempo ficava, o que faco na Europa... Algumas vezes repetindo as coisas, para ver se entrava em contradicao. Ainda por cima matei meus ultimos minguados creditos de telefone ligando para Mr, o que me fez nao poder receber mais chamadas nem mensagens enquanto nao voltar para a Espanha e recarregar meu celular. Malditos milicos ingleses!

O importante e que passei, e agora estou aqui no computador contando parte de minhas peripecias. Mas aviso logo que, a partir de amanha, volto a ficar praticamente incomunicavel outra vez.

Adeus malditos dinheiros que custam quase duas vezes mais que o euro, vou para Amsterdan. De onibus, numa viagem magica de 12 horas. Ainda sem falar daqui. E ja avisando que, ao contrario do que dizem todos (eu disse TODOS), sim, se pode ir a Amsterdan e nao fumar. Assim como se pode ir a Roma e nao ver o Papa.

Que realmente tambem nao faco questao de ver.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Quer fotinhos??? (ou intervalo nos textos)


Espanha, um pais unido.


Meu ultimo restaurante antes de Paris - praia de Sitges.


"This was the end", ao menos para Jim Morrison - cemiterio de Pere Lachese, Paris.


Paris, cara?


"Voulez-vous coucher avec moi?"


Espero que seja verdade... Coloco o nome quando lembrar, lugar em frente da Sorbonne, em Paris.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Miseraveis

Vitor Hugo foi um frances muito talentoso, que viveu (emorreu) tem um tempo, e deixou um legado de grandes obras excelentes da literatura mundial. Entre elas "Os Miseraveis". Que, neste caso especifico, vou falar na proxima postagem, porque quero fazer um paralelo, como ele deve ter feito para escrever este livro, com o seu povo.

Depois de Barcelona parti em uma viagem de 14 (sim, catouze!!!; o numero cabalistioc voltou) horas, de onibus, ate Paris. Sim, por isso a foto de antes, que caso nao tenham percebido era a Torre Eiffel por detras dos pombinhos (ra!!!, os duplos sentidos tambem voltaram). A expectativa era do tamanho da construcao metalica, e foi devidamente correspondida. Muitas andancas, encontros com Jorge (Diog) e Mariana outra vez no albergue e mais a amizade de mais um paulista, Victor, encontros com Jim Morrison e Allain Kardec - com as minhoquinhas que os transofrmaram em adubo, na verdade, porque eles estao enterrados aqui, mas ainda assim ta valendo, crepes, menus e tudo muito caro. Muito. Muito mesmo. Fazendo valer a pena toda a economia que havia feito ate entao, e eliminando boa parte dela.

A cidade-luz ate piscou para mim, mas seu povo nao. Sabe aquela historia de que frances e mal-humorado, que nao fala direito com quem nao fala sua lingua e tudo o mais? E verdade. O que transformou minha arranhacao de frances obrigatoria, e minhas deficiencias no idioma um inferno. Quantas e quantas vezes nao me deu vontade de matar um daqueles miseraveis (e daqui acho que VH tirou o tema do livro, e nao da pobreza) marretando queijo na cara deles? Inclusive do seguranca que me barrou numa festa, junot com o mexicano, me encarando feio e dizendo coisas ininteligiveis enquanto eu perguntava em frances "por que???" com meu jeito Chuck Norris de ameacar.

Fora as dificuldades e todo o perrengue de estar em uma cidade onde nao falam com sua lingua e nem se importam com voce, Paris e realmente muito romantica e vale a pena a visita. Isso quando alguem - eu, inclusive - juntar grana para deixar para os entornadores de champagne, em ruas que fedem a roquefort (de verdade, nao e balela). E assim curti quatro dias maravilhosos, com fotos dignas da Ponte. Inclusive, estarao posteriormente circulando por estas vias ciberneticas de informacao de qualidade.

E de la vim acertar meus ponteiros e me encontrar com um recem-nomeado Mister... Coisas da proxima postagem.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Viagens - parte 1

Agora com um pouco mais de calma, a viagem. Saida de Sevilla dia 25 de janeiro rumo a Madrid:

Madrid e uma cidade enorme. Capital da Espanha, nao por acaso tem 11 (isso, onze) linhas de metro, os onibus vao de dezenas a centenas nos numeros, Guernica esta ali no caminho da arte - icone maior de uma rota que inclui Van Gogh, Monet e Velasquez, que eu por sinal nao gosto (opiniao pessoal, mas dane-se porque a Ponte e monopolio). Gente de tudo quanto e canto e um castellano perfeito, onde se da gosto de ver o espanhol sendo expressado em toda a sua beleza.

Uma semana la foi de bom tamanho. Um diazinho em Toledo, a cidade mais charmosa da regiao (ao que me parece) e uma familia que fez eu me sentir em casa. Nao so ganhei dois amigos - Bruno e Mariester - como veio uma sobrinha junto, Mariana, a crianca mais tranquila e fofa* que ja vi na vida.

Caminhar pelas suas ruas e como uma aula de historia. Inclusive pelos nomes historicos que as nomeiam, e por haver uma estatua de Cristovao Colombo em cada esquina. Fora o monumento a ele e o descobrimento, cujas fotos serao posteriormente postadas. Me meti em vielas, me perdi e me achei um monte de vezes, fiz boa parte da cidade a pe. A ponto de ver no mapa que cruzei toda sua extensao caminhando, o que um feito consideravel. Curti ao maximo ate minha segunda parada e final de fase de descobrimento espanhol - Barcelona.

Barcelona e apaixonante, a ponto de, pela primeira vez na minha vida, ter pensado em comprar uma casa em outro lugar para passar parte das minhas ferias, Sitges (fotos a posteriori tambem). Vida animada de dia, animada de noite e cidade cruzada a pe, repetindo a facanha de Madrid. Minha primeira noite foi no Camp Nou, vendo o Barcelona ganhar e ser eliminado da Copa do Rei, Ronaldinho sendo injustamente expulso e a torcida xingando o arbitro deste momento ate o energumeno descer para o vestiario no final da partida. Isso tudo gratis e com o pai do Alberto, que merece um paragrafo so para ele.

Alberto e um grande amigo que fiz em Barcelona, e talentoso futuro arquiteto. Resolveu dar o ar da sua graca com seus dons me desenhando um mapa de pontos interessantes na cidade, que foi praticamente seguido a risca e que me serviu maravilhosamente bem para conhecer de tudo. Ainda por cima me colocou com sua carteira de socio do Barca e seu pai para ver a pelea. E esta indo para o Brasil em agosto, se tudo correr bem - e espero que corra -, dando a chance de um intercambio cultural entre amigos acontecer dos dois lados do oceano.

La vi Museu Picasso, Sagrada Familia (por mim seria maravilha do mundo), obras de Gaudi, Dali, bairro gotico com pessoas ate excessivamente estranhas, praia com gente de casaco, la Rambla e um homem estatua que era tao real que, numa tarde, cheguei a uns 2 metros dele pensando em me encostar para ver o que ia fazer depois. Nem percebi que era um ser humano.

Barcelona e uma cidade que nao para, e resolvi acompanhar o seu ritmo. Sai de manha, a tarde e a noite, conheci de tudo e fiz amizades no albergue. Sim, amizades. Com dois chilenos, um mexicano (que vai reaparecer por aqui, mas as coisas sao em ordem cronologica, ta?), quatro italianos saidos de um filme de comedia ou de um circo itinerante, uma menina da UFF/IACS/Jornalismo/nossa veterana, Mariana, que por sinal disse que se lembra de mim e Carol, conhece o Leo (que ta em Portugal, e esteve com ele) e e gente finissima e - pasmem - um argentino! Gente finissima tambem.

No dia de ir embora fui a Sitges, onde vi um dos lugares mais bonitos ate agora. Meu almoco, reles sanduiches e uma Coca, foi elevado ao posto de refeicao do mes. Tudo pelo meu "restaurante", que voces vao ver depois.

O que acontece e que la e uma cidade cara. Assim, me controlei bastante, o que foi bastante para meu proximo destino, Paris. Onde tirei a foto da postagem abaixo, apesar da incredulidade do Alan. E, so para fechar a primeira parte do meu "bloco de viagens", nem precisaria dizer que me atrasei e quase perdi o onibus que dava inicio ao meu giro pela Europa. Que comeco a descrever no proximo texto.

*foi mal pelo fofa, mas nao achei outra palavra.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Gracias, merci, now thanks

A todos aqueles que sempre me apoiaram.
A todos aqueles que sempre me aturaram.
A todos aqueles que sempre me escutaram.
A todos aqueles que sempre estiveram do meu lado.
A todos aqueles que apareceram na minha vida, e espero que nunca saiam.
A todos aqueles que lembram de mim, pensam e torcem por mim.
A quem me deu o amor.
A quem me deu a vida.
A todos que me ensinam como viver melhor.

Elias, Bruno e Marina, parabens e obrigado por tudo. Pepe, boa viagem e obrigado por tudo.
Alan, parabens por mais conquistas e obrigado por tudo.
Ca, lindo tudo o que escreveu. Um mes para o amor. Casa comigo?
E Vitao, que ta do meu lado mandando as tiradas impagaveis de sempre, obrigado antecipado por tudo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Start your engine!

Daqui a exatamente uma hora e quinze minutos vou partir à minha caminhada em busca de croissant. Feito por um branquelo fedendo a queijo, ou por um árabe que acenderá o fogo da sua cozinha com a bandeira da Dinamarca. Ou coisa parecida, já que esqueci o país. Só queria mostrar que estou sempre ligado em tudo o que acontece ao redor do mundo. Eu disse TUDO. Apesar da minha memória continuar uma porcaria.

E como se fosse novidade, conto que estou atrasado. E conto que viajei mais por aqui em Barcelona, fui à Sitges. Conselho esperto do meu amigo Alberto. Mas nao procurem fotos na net porque vocês vao ver muitas porcarias. Esperem pelas minhas.

E acessem sempre a Ponte, quero ver engarrafamento de novidades. Minhas (será? será???) e de vocês.

Beijos, abraços e socos amigos em todos. Hoje começo a rodar pela Europa.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Duas notas mais

Vou pegar frio em Paris. Muito. Lá vai estar a nao mais que seis ou sete graus.

Faz um tempo que percebi isso, mas só digo agora porque sempre esquecia. Como sempre. Meu contador de visitas nao só nao avança faz uma cara como ainda tem a coragem de diminuir. Cada vez mais. Nesse ritmo, em um ano terei tráfego negativo na Ponte.

E tenho dito.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Humpf!

E com uma onomatopéia lhes digo, com meu coraçao pesado, que nao poderei postar agora na Ponte, decentemente como gostaria. Isso porque tenho tempo contado e um gringo magrelo com cara de tonto me perguntou quanto tempo vou ficar. Disse dez minutos, e seguramente achar um albergue em Praga é fundamental agora.

Mas fiquem sabendo que vi "A Sagrada Família", de Gaudí, hoje. Procurem na net e babem. Isso até verem as fotos que EU tirei e abbarem ainda mais, devido à indiscutível qualidade.

Rá!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Notas

Estou em Barcelona. Aqui é melhor que Madrid. Muito melhor. Vi o Museu Picasso. É irado. Andei meia cidade. Tomei dura porque parecia com um cara procurado. Nao deu em nada. Óbvio.

Carol agora é analista. Tenho uma namorada inteligentíssima. Tenho um irmao inteligentíssimo. A família tem futuro.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Quase, quase...

Amanha parto de Madrid rumo a terras mais longínquas. Barcelona, no caso. E já com gente olhando por mim na cidade, o que é um alento para quem tem se sentido meio só.

Esse é o "problema" de se fazer amigos. Você se vai, ou eles, e quem fica separado se sente sozinho. Caminho pelas ruas de Madrid pensando na vida, na minha e dos outros, nas vidas passadas e futuras, vejo muita coisa que precisava ver e várias que nao gostaria que existissem, porque você precisa ver mas te fazem mal. Pelo menos, graças a uma ligaçao de T-Bound - o belga - ontem me fez recobrar o ânimo, e outra da minha grande família hoje confirmou que isso é semi-passado.

Mihna disposiçao turistitesca foi recompensada, ou ao menos parece que vai ser. Papai do Céu mandou o frio para longe e agora já está fazendo 11º!!! Muy caliente, Madrid. Fui obrigado até a sacar uma foto do céu, coisa que vocês só vao verem quando eu chegar porque em cafés nao tenho a facilidade de plugar minha querida Cybershot. Aliás, nao só eles colocaram Luis Miguel ou coisa parecida como o CD está arranhado. Parece tortura remixada.

Bom, oficialmente Alan passou para a UFRJ e UERJ. Merece um prêmio, mas a nível do meu bolso. Que está a nível do mar, entrando em ebuliçao a apenas 2º Celsius. É que o dinheiro tem uma composiçao química deveras diferente. Assim, comprei umas coisinhas bobas que nao vou dizer. Mas digo outras, posto que Europa é o paraíso para quem quer ter acesso à cultura. 0,000037% da populaçao brasileira. vejam só:

- Época de ouro da propaganda estadounidense, da Taschen;
- Road to Perdition, em inglês e em quadrinhos;
- As cartas de Colombo aos reis, contando TUDO sobre o descobrimento (???) da América. Versao "Caras" da História, mas dane-se;
- Os três DVDs "Great Directors"!!! Chris Cunnighan, Michel Gondry e Tiririca (esqueci o 3º)!!! Babem, vou cobrar para assistirem!!!

Claro que estes nao sao seus rpesentes, mas por uma módica quantia posso emprestá-los a ele.
***
Dizer que vi "Guernica", do Picasso, deveria falar por si só. Mas sou redator e quero escrever.

"Guernica" foi pintado por Pablo Picasso para ilustrar os horrores da Guerra Civil Espanhola. Ele só concretizou sua obra-prima após muitos estudos de composiçao - que estao expostos lá, inclusive - mas nao permitiu que ficasse no país até que a democracia fosse reestabelecida. Nobre de sua parte, e ajudou a divulgar o que se passou aqui. Convenhamos, pouco provavelmente "Guernica" receberia a mesma atençao se estivesse desde o início em algum museu espanhol.

Ele é a prova viva (morta) de que a guerra nunca vale a pena. É chocante, prende sua atençao pela força da composiçao, pelas cores, pelas expressoes de horror estampadas nos rostos de cada personagem - basicamente inocentes. É triste e desesperador pensar em alguma coisa assim, pensar que faz pouco tempo, que aconteceu do nosso lado. E que, assim como este conflito, existem inúmeros outros nao retratados ou que nao receberam a devida atençao.

Confesso que já pensei se a luta armada nao seria a soluçao, já que geraçoes vêm e vao e sao incapazes de passar perto de alterar significativamente alguma coisa. Mas meu lado Che foi humilhado depois de ver esta obra de arte. É assustador o que pode fazer o ser humano...

Para completar minha mudança de pensamento, hoje passei quase toda a manha no Museo Arqueologico de Madrid e vi a evoluçao (com grandes e importantíssimos exemplos) do homem. Triste quando começa a parte da separaçao por grupos, o início dos conflitos, muros, cercas e tudo o que culmina com a situaçao caótica que vivemos hoje. Fico me perguntando onde foi que o ser humano se perdeu...
***
Minha mudança de pensamentos nao me fez esquecer meus amigos. Só ontem tive coragem de ler toda a bandeira, o verso da foto dos "primeiros guerreiros" e tudo o mais.

Sem comentários.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Madrid

Madrid é frio. Em Madrid, neva. E joguei bola de short e camiseta a 0º. E saí sem luva no negativo. E nao estou nem espirrando.

Steven Seagal que se cuide...

(mais postagens depois porque tenho 10 minutos para encontrar um albergue em Barcelona, ou vou dormir no frio. Muito frio...)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Onde está wAle???

Gente, olá outra vez. E desculpa a orfandade em que os deixei, mas estava deveras ocupado com um milhao, quatrocentos e trinta e três coisas que deveria ter feito. Explico (aos poucos). E tentando resumir, porque continuo sem tempo. Explico isso também.

Semana passada foi minha última semana completa em Sevilla, já que está semana começaria minha rodada frenética por aí. Aliás, a contagem regressiva que deu errado era justamente para isso, mas como nao tive acesso à internet diariamente...

Assim sendo, tinha que fazer tudo ao mesmo tempo. Presentes, arrumar coisas, achar minhas coisas, preparar meu aniversário - é, para quem nao lembrou foi dia 22, sábado - e coisas mais. E como se nao bastasse tinha que viajar, me sentia na obrigaçao de conhecer mais da Andalucía antes de deixá-la.

Assim, quinta e sexta estava na estrada mais uma vez. Eu, Naty, Tay e Isabela representando o Brasil, Samir e Leonel a França, Thibaud a Bélgica e Jack o Equador (ou coisa parecida) fomos em dois carros a Antequera e vimos el Torcal, um sítio de rochas sedimentadas incrivelmente bonito. De lá fomos à Granada, vimos dança do ventre e comemos e bebemos coisas árabes. De lá dormimos nos carros e, no dia seguinte, nos despencamos a Sierra Nevada para praticar skybunda gelada, esporte que deve entrar nas Olimpíadas de Inverno de 2083 em Burundi - isso se as previsoes que coloquei da última vez estiverem certas.

Voltamos sexta à noite e fui dormir bem tarde, acordando cedo no dia seguinte porque trabalhava das 14h às 0h, quando virava para meu aniversário. Meu último dia leviano foi bem divertido, apesar de doloroso. Fui graduado branca-ponta amarela em Levies, joguei mais baseball com laranja e servi bebidas de graça. Para mim, inclusive.

A galera foi chegando, e ouso dizer que se nao fosse meu aniversário o bar estaria mais vazio. Bem mais. e foi muito legal ver a galera prestigiando um dia tao especial, e que pesava bastante por estar longe de casa. Os brasileiros, os gringos, até o dono do bar. Talvez por estar com medo de que aquilo virasse bagunça, mas nao importa. Até porque, ele foi um dos que mais fez zona.

Ganhei bandeira da Espanha assinada por todos (copyright trademark registered all rights of idea reserved to Naty e Tay) os presentes, ganhei mais presentes e quase chorei um milhao de vezes. À meia-noite rolou contagem regressiva em polonês, holandês, castellano, andaluz, catalao, alemao, francês, árabe e nosso velho e querido português, claro, ns últimos dez segundos. Incrível o que essa galera significa para mim, cada vez mais.

De lá saímos e passamos perrengues na rua, mas sobre isso nao falo. Domingo rolou bolo surpresa na casa da galera (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Bruno, Ste, Carmem, Karen, Pepê, Joana e Felipa, com o bolo sendo feito pelas quatro últimas). Aliás, de morango, de babar. Ficamos até tarde.

Segunda fui acabar de fazer o que tinha que fazer, e nao consegui. Acabei indo pro Bar Internacional com Tay, Thibaud e Lore provar cervejas belgas. Que sao realmente boas. Assim sendo, quando fui me despedir da galera na terça, nao deu pra segurar. No Levies só foi uma cara de tacho prestes a chorar, mas no apê da galera parecia uma criança. Só faltou eu me agarrar na porta para nao ir.

E como nao podia deixar de ser, apesar de meu ônibus sair quarta às 10h, ainda nao havia arrumado a mala. E se nao fossem Marina e Rê para jogar tudo dentro dela, de madrugada mesmo, nao teria conseguido. E ainda assim, acordei 8:30 de quarta só porque Marina me chamou. Joguei tudo dentro do mochilao da menos pior maneira que pude e, como nao podia chegar à tempo, matei dez euros num taxi até a rodoviária (ps: o motorista, ao tirar a mala grande do carro, me perguntou o que pesava tanto; deveria ter dito que era meu anao de estimaçao que tinha morrido, só para ver a reaçao dele, mas perdi a chance...). Cheguei faltando 15 minutos para meu ônibus sair, tempo de tomar um café. Lore, a belga, foi solitária despedir-se de mim, porque disse que sentiria saudades do único amigo que tinha feito aqui. Nao duvido, "sou por demais inesquecível" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Falcao).

Tomei café e quase perdi meu transporte querido que me traria de volta a Madrid, onde tudo começou. Mas cheguei a tempo e parti, ouvindo feliz meu novo filhote (um MP3 de 512 verde-bonito, que divide em pastas e tudo o mais).

A viagem foi dolorosa, é triste deixar tudo que conquistei com tanto sacrifício para trás. Mas bola pra frente, uma grande viagem me espera. E já com obstáculos, porque o puxador da mala grande quebrou - provavelmente devido ao peso - na escada rolante da estaçao de metrô, indo para o aeroporto, onde ia encontrar Bruno, que me recebeu aqui e é mais um amigo que ganhei nesta viagem doida. Sufocos à parte, cheguei sao e salvo e ontem já comecei a explorar a cidade, andando bastante e conhecendo muita coisa e descobrindo porque Madrid é tao bem falada. Linhas de metrô sao 11, e a cidade é linda. Bom início, apesar dos 0 graus pela manha...

Hoje comi churrasco e tomei guaraná. Vou jogar futebol, se Deus quiser graças a Deus. E isso tudo com a passagem para Barcelona já comprada para o dia primeiro às 9h. E assim sigo.
***
Vale (demais) citar que recebi ligaçoes no meu aniversário do Brasil. Minha família toda, Carol e seus pais e toda a galera do churrasco da turma e Andrezinho e Manu e Bárbara. Se quiserem me fazer chorar, é só demonstrarem afeto. Sou grande mas sou bobo.

Descobri, aqui, que meu coraçao é gigantesco, porque amo muitos que estao no Brasil e recebi de presente de aniversário mais um montao de gente daqui para amar. Sem ciúmes, pelamordedeus...
***
Aos meus amigos brasileiros, do Brasil e daqui, e isso inclui minha família - que é minha amiga como um todo - e Meily, que faz aniversário hoje e nao consegui falar com ela, fica uma música que mostra um pouco o que sinto e o que passei e passo e diz um pouco do que quero dizer, mas nao consigo.

"Barão Vermelho - Meus Bons Amigos

Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida de forma diferente
Às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar

No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito
Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar

No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito"

Quero bem demais a todos vocês, gente. Sempre. Fase inesquecível e amigos inesquecíveis, onde quer que estejam. No Brasil ou aqui na Europa.
***
E para Alberto, Julio, Irene, Joana, Felipa, Thibaud, Lore, Lio, Samir, Matthias, Mattio, Ana, Paulita, Gonzalo e os vários vários vários amigos estrangeiros que fiz aqui, fica uma pequena mostra de que todos sao inesquecíveis. E que espero estar sempre com vocês, onde quer que vocês resolvam estar.

"In this great future, you can´t forget your past
so dry yours tears, i say..."

Grande beijo para todos! E tentem sempre descobrir (aqui) "onde está wAle" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Alê).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Noticuliculitas medianas

Velhos podem ser muito interessantes ou muito chatos. Se você encontra um em uma fila de ônibus, às 21h, esbravejando sem parar por mais de quinze minutos (por incrível que pareça, sem exagero algum) contra Zapatero - presidente espanhol que aprovou a lei que se proíbe fumar em lugares fechados (a nao ser que tenham autorizaçao) - e louvando a ditadura Franquista, dizendo que "pelo menos ele valorizava os andaluzes", pode imaginar o que achei dele...

Fora que falava mal de gitanos. Tudo bem, eles nao sao o povo mais confiável nem o mais simpático, mas daí a desdenhar do presidente porque sua mae, ou vó, sei lá, era gitana, é um pouco demais.
***
Se os velhos sao demasiado apegados às velhas idéias, os jovens sao demasiado desprendidos de valores e se tornam, por vezes, deveras deveras alternativos. Deveras.

Meninas de treze anos se comportando como mulheres de vinte, crianças fumando - haxixe, inclusive - e se embebedando e a quantidade de gays que avisto todo o tempo chega a ser inacreditável.

Nem tudo é velho no Velho Continente.
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Sempre tento falar mais daqui, mas aí acontecem coisas que me fazem falar daí. Receber cartas, por exemplo. E desta vez em dose dupla. Chegaram duas cartas de aniversário. Uma assinada pela minha família, outra por Carol. E nao há como comparar, cada uma a seu modo sao simplesmente maravilhosas.

Fora que minha pequena está cada vez mais com o dom de falar as coisas que preciso e nunca espero ouvir (ler). Digo nada sobre as cartas, mas tenham certeza de que é bom demais ler e perceber que os que você ama também te amam.
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Sete...

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Postagem em três partes

1)Quero começar esta postagem elogiando um grande amigo. Vitao, quando saiu de Paraíba do Sul para Niterói, era apenas um garoto buscando novas experiências - inclusive a de se formar em uma universidade de respeito - e aprendizado. Rapaz tranquilo, com clara vocaçao para a boemia e as mulheres (nao necessariamente nesta ordem), VítuMátu se adaptou rapidamente ao local.

Mas isso nao parecia ser o suficiente, e assim se lançou em vôos ainda mais altos. Saiu de uma terra onde há calor e todos falam português para o frio, com outra língua e pessoas mais fechadas. Sozinho.

E agora, lendo seus excelentes textos (linkados aí abaixo como "viagens na maionese"), vejo como o rapaz-projeto de poeta está se transformando, como sua cabeça está mudando e como está aprendendo. Grandes passos para se tornar uma pessoa melhor e ajudar nosso país, que precisa tanto de pessoas mais conscientes de nossos problemas e preocupados em encontrar soluçoes de verdade, duradouras e boas para todos. Fora sua alma de poeta que fala cada vez mais alto e melhor.

Parabéns, Vitao. Fico muito feliz por você.

2)Lovelock, cientista renomado e autor da "teoria de Gaia" - que diz que a Terra é um organismo vivo que se autoregulamenta para manter o equilíbrio do planeta - fez uma previsao "um pouco" assustadora para nós: a de que, até o final do século, bilhoes de seres humanos morrerao devido à mudanças climáticas absurdas, que só os que vivem no Ártico poderao sobreviver graças ao clima mais "ameno" e que isso é irreversível.

Metade de mim pensa que isso é mal, porque ele nao é um maluco qualquer e sabe das coisas, é respeitado no mundo científico e resolveu assumir uma posiçao arriscada para ele, o que imagino que nao seja à toa. Mesmo sabendo que, caso isso nao ocorresse, ele já estaria morto e nao se importaria muito. Já minha outra metade pensa que ele ficou impressionado demais com "O dia depois de amanha", tem o DVD, assistiu aos extras, participou como figurante e está deveras impressionado com os efeitos especias, sem saber que isso é muito fácil graças ao advento do computador.

Sinceramente, espero que minha segunda metade esteja certa.

3)Agora quero falar com mais calma do Alan. Que ele é inteligente, isso eu já sabia. Imagino que vocês também. Sabia que ele passaria para a UFRJ, porque fez por onde e merece. E sei, inclusive, que pode chegar mais longe se quiser. E ele quer. O que me faz lembrar que estaremos um pouco mais distantes (fisicamente) por uns tempos.

Mas cada vez mais, e esta distância entre nós dois só confirmou isso, vejo como ele nao é apenas um cara inteligente, ou sangue do meu sangue. É meu amigo. Na verdade, meu melhor amigo, por todos os motivos. Parentesco, tempo de convivência, amizade em si e um monte de coisas mais que nao saberia dizer agora.

(e nada de ciúme por parte de todos os meus amigos, os que lêem aqui e os que possam vir a ler um dia. Nao existe motivo para isso. Irmaos que a gente escolhe por vontade própria e afinidade sao importantes demais, nao? E vocês sabem que sao importantes demais para mim.)

Alan virou motivo permanente de orgulho. Quando digo que quero um filho como ele, nao é exagero nem mentira, até porque nao precisaria ficar dizendo isso. Eu e Carol vamos ter que acertar a mao três vezes, para que todos sejam assim... Mas fora de brincadeira e sem comparaçoes futuras, é muito bom ver que veio para a minha família alguém com quem estou feliz em estar junto, sempre. Espero que possa ser sempre assim.

Ao meu grande amigo e irmao (em todos os sentidos), parabéns por mais um sucesso, o primeiro de muitos. Que sempre faça por merecer, porque é assim que se consegue as coisas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Desculpa

Ia escrever sobre várias coisas hoje, mas agora que vi que tenho pouco tempo até entrar no trabalho - 21h pelo horário de Madrid. Assim sendo, ficam algumas notas. E olhe lá.

*Fiquei emocionado ao ler sobre a vitória de Bachelet (assim?)no Chile. Socialista e primeira mulher a governar o país, pode mudar ainda mais os rumos da política da América Latina. E assim segue o ideal de ver nosso continente (exceçao dos EUA, obviamente) unido e forte. Precisamos disso;

*Meus planos seguem firmes. Agora tenho casa em Madrid e Londres, provavelmente e se Deus quiser em Barcelona e um tênis que realmente aguenta o frio. A ver;

*Faltam seis dias para meu aniversário, e nove para sair de vez de Sevilla. Alexandre vai, parte dele fica. Está sendo uma experiência maravilhosa;

*Coisas boas e más sempre acontecem. O importante é você saber tirar proveito de cada situaçao e evoluir. Espero estar evoluindo como penso. Se nao estiver vou ficar deveras triste;

*Cada vez mais vejo como amo minha família. Falar com todos é uma alegria sem fim. Fora que...

ALAN PASSOU PARA ECONOMIA PARA A UFRJ. Enfim um filho que mamae e papai poderao se orgulhar, inteligente que só. Quero um filho como ele;

Cada vez mais vejo como amo Carol. Como quero ficar tranquilo, sossegado e feliz ao lado dela (de você, quando estiver lendo isso) por toda a minha vida!;

*Cada vez mais vejo como amo meus amigos. Sendo que agora sinto saudade dos que estao na terra adorada, e depois vou sentir dos que estao aqui. Mas a vida é assim, e o que levamos sao boas recordaçoes. E isso posso dizer que tenho de sobra, cada vez mais.

E assim termino, e parto atrás de uma bufanda. Cachecol, para os nao espanholizados linguisticamente. E pode parecer ridículo, mas vocês nao sabem como isso é necessário aqui...

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Hábito

Todo mundo tem um. Ou vários. Alguns bons, outros ruins, uns caros, outros baratos. Nao digo vícios, apesar de que, em alguns casos, poderia ser aplicado sem problemas - apesar de esta ser uma palavra forte e com significado tendendo ao negativo.

Eu mesmo tenho vários. Alguns andam esquecidos, por força maior e nao por vontade, como o saudável hábito de escutar música. Nao vivo sem, mas aqui estou tendo que me adaptar a ouvir menos graças à falta de vontade dos espanhóis em ouvi-la. Ou ouvir coisas de qualidade, o que também é importante. Por outro lado, tenho adquirido saudáveis hábitos como aprender a cuidar das minhas coisas, roupas, casa e cozinhar.

Mas o mais importante, e meu melhor hábito (este sim, posso considerar um vício), é o de cultivar amizades. Tenho, nao sei se o talento, mas ao menos a enorme vontade, de buscar - e encontrar - bons amigos. Isso é o básico e o maravilhoso da vida, conhecer gente com quem você se identifica e que acaba gostando de verdade.

Quando saí do Brasil, esse foi um fato que pesou muito. Deixar meus amigos do outro lado do oceano, inclusive alguns no portao de embarque, foi muito difícil. Triste. Senti bastante por nao estar ao lado de todos, em aniversários, festas e mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia que te fazem bem feliz. Ao menos me fazem. Mas depois de umas aguinhas roladas pelo meu rosto e um aperto no peito, fica só a saudável saudade e vontade de revê-los logo.

Agora estou aqui, no velho continente, e depois de quase quatro meses consegui me estabilizar. Tenho casa, trabalho, aulas (que penso seriamente em abandonar neste final, já que nao vou poder fazer nada nelas) e... amigos! E aí está uma coisa maravilhosa e péssima ao mesmo tempo.

Vim para cá achando que seriam seis meses solitário, esperando minha volta e viajando por aí sem destino e sem ninguém. Mas as pessoas que conheci aqui me fizeram nao só mudar de idéia como seguraram a barra, me deram grande força - mesmo sem saber - e me ajudaram a passar um período excelente e inesquecível da minha vida. Realmente excelente e realmente inesquecível. A ponto de me fazer sentir demais pela minha volta.

Além de me sentir desde 2002 sem casa, quando fui morar na deusKa, agora me sinto apartado de quem eu realmente gosto. E quando voltar para minha terra adorada, vou sentir que uma parte de mim ficou aqui, com tantas pessoas boas que conheci e que gostaria que estivessem ao meu lado por toda a vida. É assim com os que amo no país que deixei e será assim com os que aprendi a gostar tanto no país que estou prestes a deixar.

Considero isso como um desabafo e um aliviar precoce do meu sofrimento, além de uma constataçao. Quem tem amigos tem tudo. E sendo assim, eu tenho mais do que poderia imaginar. E por toda a vida.