Dizem que a arte imita a vida. Ou o contrário. Tanto faz. Fato é que o caso da brasuco-suíça maluca me lembrou pelo menos umas oito tentativas dos pupilos do House de empurrar guela abaixo uma doença que só tinha ouvido falar no seriado. Tem um problema qualquer difícil de diagnosticar? Pode ser lúpus, doença de Pfalz-übber Neschling ou síndrome de Mutombo-Carl-Nakamura. No caso da nossa compatriota mentirosa, é lúpus, mesmo.
Sei que que aliviarem a barra dela por causa dessa mísera doença inflamatória, a gente vai ter escapado de uma boa saia justa. Depois de espernear e choramingar aos quatro ventos, pedindo investigação rigorosa e uma punição exemplar para os abomináveis monstros que tinham retalhado a menina e feito com que perdesse os gêmeos, ter que aceitar o fato de que ela mentiu e criou um mal-estar em muita gente (incluindo o alto escalão do governinho) é muito constrangedor.
Mas o pior é saber que nem isso vai fazer nossa política externa melhorar, ou o Lula ficar quieto de vez em quando. Ele devia ficar só com o programa na rádio, porque aí poderia falar à vontade e ninguém ia escutar de qualquer jeito.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Bela tese de doutorado
Você é uma pessoa curiosa? Sempre quis saber sobre a qualidade de vida de mulheres com bexiga hiperativa em uma cidade qualquer no interior de São Paulo - por exemplo, Sorocaba? Então aqui está o que você aguardava há tanto tempo!
Essa é pra guardar com aquela pitada especial de orgulho, hein, USP?
Essa é pra guardar com aquela pitada especial de orgulho, hein, USP?
Tem coca aí na geladeira?
Não, na cama mesmo. Porque a cocaína não se guarda em locais frios, pelo risco das moléculas de CoCa3 se expandirem após violenta contração peptídica e formarem um novo composto inorgânico, o CoCaR17 - elemento semi-radioativo muito utilizado por índios durante práticas de canibalismo vingativo. Mas só pelos índios vegetarianos, que se aproveitam do efeito alucinógeno causado pelos elementos da nova fórmula para modificarem sua realidade florestal.
Se a mãe dessa história fosse da tribo dos comedores de gente da outra, teria seu nariz saboreado com farofa. De meleca.
Se a mãe dessa história fosse da tribo dos comedores de gente da outra, teria seu nariz saboreado com farofa. De meleca.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Mein Kampf tupiniquim - a revanche
Lembra daquela história que contei umas semanas atrás sobre o alemão que fez gêmeos no Sul do Brasil, e sem precisar do tal do sexo (se não lembra, releia aqui)? Pois é, agora a cidadezinha que tinha o maior orgulho da sua fama já não quer mais saber dela.
Mengele é coisa do passado. E dos outros. Porque Cândido Godói, pelo menos segundo eles mesmos, não tem nada a ver com isso.
Se eu não fosse moreno, iria até lá conferir como isso vai terminar. Mas não quero morrer em prol da supremacia ariana deles.
Mengele é coisa do passado. E dos outros. Porque Cândido Godói, pelo menos segundo eles mesmos, não tem nada a ver com isso.
Se eu não fosse moreno, iria até lá conferir como isso vai terminar. Mas não quero morrer em prol da supremacia ariana deles.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Momento G1
Acho que vou pedir um por fora das Organizações Globo. Pô, toda hora eu fico repassando notícias do portal, gerando cliques (supondo que todas as pessoas que passem pela Ponte vejam o link), dando dinheiro, enquanto eu não ganho nem um migué. Beleza, passo um pouco por trouxa perante o império global, mas trago informações aos meus amigos e ilustres desconhecidos. E aí?
Em todo o caso, fiquei feliz com o Rob Plant. Mas também, com um resultado desses, quem não ficaria? O cara é fora-de-série, um quarto da alma do Led - seria injustiça dizer que ele era A alma, porque a banda era toda fora-de-série - e continua fazendo sucesso. E o sucesso, verdadeiro e duradouro, é pra poucos.
Enquanto vibro com Beto Planta, vejo que a humanidade ainda tem salvação. Pois não é toda hora que alguém se arrepende durante o crime cometido. Bom, você também pode chamar isso de covardia. Ou burrice. Ou covardia e burrice. Mas, pra renovar minha fé na humanidade numa época em que só recebo notícias desagradáveis dessa raça conhecida como ser humano, qualquer besteira é um alento.
***
Quem diria que eu iria escrever "alento" algum dia, nesse blog.
Em todo o caso, fiquei feliz com o Rob Plant. Mas também, com um resultado desses, quem não ficaria? O cara é fora-de-série, um quarto da alma do Led - seria injustiça dizer que ele era A alma, porque a banda era toda fora-de-série - e continua fazendo sucesso. E o sucesso, verdadeiro e duradouro, é pra poucos.
Enquanto vibro com Beto Planta, vejo que a humanidade ainda tem salvação. Pois não é toda hora que alguém se arrepende durante o crime cometido. Bom, você também pode chamar isso de covardia. Ou burrice. Ou covardia e burrice. Mas, pra renovar minha fé na humanidade numa época em que só recebo notícias desagradáveis dessa raça conhecida como ser humano, qualquer besteira é um alento.
***
Quem diria que eu iria escrever "alento" algum dia, nesse blog.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Bom dia pra quem?
E estamos nós aqui, eu e meu pai, fazendo hora(s) no Pasteur. Sim, já tem duas semanas que ele está aqui. E, infelizmente, é a primeira vez que posso ficar uma noite. Mas pra ser sincero, espero que seja a última. Por ele, principalmente. Mas não só, pra falar a verdade.
Quando eles dizem que pode ficar um acompanhante toda noite, devem se remoer por dentro. Aquele ódio mortal de ter que dar dois lençóis, um travesseiro, uma toalha e um cobertor. Café no dia seguinte, imagina que horror. Porque só isso explica o que eles oferecem pra quem fica.
A "cama" onde dormi é um sofá. Até aí, nada demais. Só que ele é de três lugares - e se divide por baixo, com um ferro entre as partes. Ferro que fica cruzando suas costas quando está deitado. E não tem como fugir. Se você é grande, como eu, vai ter que deitar em cima desse treco. E dói, viu.
Imagina minha mãe, com seus __ anos (se não se fala idade de mulher, imagine da própria mãe) e problemas na coluna, dormindo aqui. Por mais de uma semana. Isso é tortura. Deveria ter alguma coisa parecida durante o império romano ou a idade média, com certeza. Não vou me surpreender nada se vir um móvel desses no History Channel.
"Mas espere, não é só isso!" Tudo bem que esse não era o sono da minha vida (até porque, "sono da vida" soa como morte, né?), mas não precisava vir uma enfermeira às 5h e acender a luz, perguntando se estava tudo bem. Claro que não estava. Se você acorda alguém às 5h com a luz na cara, nunca vai estar tudo bem. Pelo menos pressão e temperatura do meu pai estavam normais.
"E ainda não acabou!" Às 7h entra alguém que eu nem vi, por estar tentando dormir de novo, e traz o café da manhã. Bom, pensem nele como café de hospital. Não pela comida, que era normal, mas pelo café em si. Tão fraco que eu acho que veio da UTI. Sem permissão dos médicos.
Mas como estou aqui pelo meu pai - que, aliás, está olhando pro teto, o que me faz parar de escrever logo - eu não reclamo. Mais.
Enfim, eu me senti uma visita indesejada. Daquelas que a dona da casa coloca vassoura atrás da porta, pra ir embora e nunca mais voltar.
Se Deus quiser, nunca vamos ter que voltar, mesmo.
Quando eles dizem que pode ficar um acompanhante toda noite, devem se remoer por dentro. Aquele ódio mortal de ter que dar dois lençóis, um travesseiro, uma toalha e um cobertor. Café no dia seguinte, imagina que horror. Porque só isso explica o que eles oferecem pra quem fica.
A "cama" onde dormi é um sofá. Até aí, nada demais. Só que ele é de três lugares - e se divide por baixo, com um ferro entre as partes. Ferro que fica cruzando suas costas quando está deitado. E não tem como fugir. Se você é grande, como eu, vai ter que deitar em cima desse treco. E dói, viu.
Imagina minha mãe, com seus __ anos (se não se fala idade de mulher, imagine da própria mãe) e problemas na coluna, dormindo aqui. Por mais de uma semana. Isso é tortura. Deveria ter alguma coisa parecida durante o império romano ou a idade média, com certeza. Não vou me surpreender nada se vir um móvel desses no History Channel.
"Mas espere, não é só isso!" Tudo bem que esse não era o sono da minha vida (até porque, "sono da vida" soa como morte, né?), mas não precisava vir uma enfermeira às 5h e acender a luz, perguntando se estava tudo bem. Claro que não estava. Se você acorda alguém às 5h com a luz na cara, nunca vai estar tudo bem. Pelo menos pressão e temperatura do meu pai estavam normais.
"E ainda não acabou!" Às 7h entra alguém que eu nem vi, por estar tentando dormir de novo, e traz o café da manhã. Bom, pensem nele como café de hospital. Não pela comida, que era normal, mas pelo café em si. Tão fraco que eu acho que veio da UTI. Sem permissão dos médicos.
Mas como estou aqui pelo meu pai - que, aliás, está olhando pro teto, o que me faz parar de escrever logo - eu não reclamo. Mais.
Enfim, eu me senti uma visita indesejada. Daquelas que a dona da casa coloca vassoura atrás da porta, pra ir embora e nunca mais voltar.
Se Deus quiser, nunca vamos ter que voltar, mesmo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Bom senso? Cadê?
Precisando de referências para a falta de noção? Quer saber por onde anda o ridículo? Já pensou em um dueto onde apenas uma das pessoas sabe cantar - em qualquer língua?
Se o Bono Vox aceitar essa proposta, o respeito que tenho por ele (e que já não é lá muita coisa, pra não dizer microscópico) vai pro espaço. Junto com a dupla, espero.
Se o Bono Vox aceitar essa proposta, o respeito que tenho por ele (e que já não é lá muita coisa, pra não dizer microscópico) vai pro espaço. Junto com a dupla, espero.
Dúvidas animais
Você sempre se pergunta, em situações onde parece que os problemas vão explodir, quem vai pagar o pato? Então a resposta está aqui.
Caso você esteja com preguiça de clicar na notícia, adianto que são eles mesmos. Patos. Os pobres coitados pagaram com a própria vida para que o povo mantivesse a expressão viva. Que belo exemplo de altruísmo, deram esses animais!
Mas se você é do tipo que prefere pensar em moda - e, mais que isso, adora criticar moda, essa notícia é pra você.
Realmente, vivemos em uma época estranha, onde qualquer vaca sai ganhando acessórios por aí. Mas pra não dizer que foi gratuito, pelo menos essas vão garantir o leitinho das crianças.
Caso você esteja com preguiça de clicar na notícia, adianto que são eles mesmos. Patos. Os pobres coitados pagaram com a própria vida para que o povo mantivesse a expressão viva. Que belo exemplo de altruísmo, deram esses animais!
Mas se você é do tipo que prefere pensar em moda - e, mais que isso, adora criticar moda, essa notícia é pra você.
Realmente, vivemos em uma época estranha, onde qualquer vaca sai ganhando acessórios por aí. Mas pra não dizer que foi gratuito, pelo menos essas vão garantir o leitinho das crianças.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Combo de notícias (como sempre)
Pra não fugir à regra, volto a andar pela Ponte com aquele habitual combo de notícias, comentários, filosofias e baboseiras em geral. E tudo tirado da vida real porque, como meu irmão costuma dizer, "nada é mais engraçado do que a vida real".
A justiça tarda, mas não falha. Em ser engraçada. Não é? Mas é impressionante como, depois de tantas histórias que prejudicam a imagem do Brasil, depois de erros grosseiros envolvendo o nosso sistema judiciário (vide o caso Cesare Battisti - depois como os idiotas vão querer extraditar o Cacciola?), vem um juiz e explica sua decisão de multar uma loja de varejo por demorar a trocar a TV do indivídio porque assim ele não vai ver "as gostosas do BBB e Americano X Macaé". E o conceito dos brasileiros lá fora vai de vento em polpa. De bunda.
Mas eles também erram. Ou então Tico e Teco poderia muito bem ser verdade, com esquilos caçando tesouros e tudo o mais. Porque não acho muito provável um esquilo ter seqüestrado uma menina, um menino ou qualquer outro tipo de ser humano. Bom, talvez atendimento eles conseguissem.
Sua mãe é tão gorda que tem seu próprio centro gravitacional? Então ela deve ter que pagar duas passagens também, como essa pobre australiana. Quer dizer, pobre ela não deve ser, pra poder bancar a quantidade de comida que manda pra dentro todo dia. Toda hora. A cada minuto, na verdade. De qualquer jeito, a cobrança foi realmente injusta: a bunda dela é grande, mas não se divide em duas.
Pra compensar, um assunto sério: esse. Prometo que, muito em breve, vou voltar pra falar com calma sobre ele. Mas se eu não colocasse o link agora, ia esquecer. Quando for filosofar sobre isso eu digo o que penso. É até bom pra dar tempo de vocês pesquisarem também, porque não quero ninguém resmungando coisas como "Deus criou a vida, quem é a pessoa pra tirar" ou "ela tá sofrendo, é melhor morrer logo". Vamos embasar a lenga-lenga, né?
A justiça tarda, mas não falha. Em ser engraçada. Não é? Mas é impressionante como, depois de tantas histórias que prejudicam a imagem do Brasil, depois de erros grosseiros envolvendo o nosso sistema judiciário (vide o caso Cesare Battisti - depois como os idiotas vão querer extraditar o Cacciola?), vem um juiz e explica sua decisão de multar uma loja de varejo por demorar a trocar a TV do indivídio porque assim ele não vai ver "as gostosas do BBB e Americano X Macaé". E o conceito dos brasileiros lá fora vai de vento em polpa. De bunda.
Mas eles também erram. Ou então Tico e Teco poderia muito bem ser verdade, com esquilos caçando tesouros e tudo o mais. Porque não acho muito provável um esquilo ter seqüestrado uma menina, um menino ou qualquer outro tipo de ser humano. Bom, talvez atendimento eles conseguissem.
Sua mãe é tão gorda que tem seu próprio centro gravitacional? Então ela deve ter que pagar duas passagens também, como essa pobre australiana. Quer dizer, pobre ela não deve ser, pra poder bancar a quantidade de comida que manda pra dentro todo dia. Toda hora. A cada minuto, na verdade. De qualquer jeito, a cobrança foi realmente injusta: a bunda dela é grande, mas não se divide em duas.
Pra compensar, um assunto sério: esse. Prometo que, muito em breve, vou voltar pra falar com calma sobre ele. Mas se eu não colocasse o link agora, ia esquecer. Quando for filosofar sobre isso eu digo o que penso. É até bom pra dar tempo de vocês pesquisarem também, porque não quero ninguém resmungando coisas como "Deus criou a vida, quem é a pessoa pra tirar" ou "ela tá sofrendo, é melhor morrer logo". Vamos embasar a lenga-lenga, né?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
José Saramago
"Quê?
By José Saramago
By José Saramago
As perguntas: “Quem és?” ou “”Quem sou?” têm respostas fáceis: a pessoa conta a sua vida e assim se apresenta aos outros. A pergunta que não tem resposta formula-se de outra maneira: “Que sou eu?” Não “quem” mas “quê”. Aquele que fizer essa pergunta enfrenta-se com uma página em branco e o pior é que não será capaz de escrever uma palavra que seja."
Imagino que esse seja um belo exemplo da genialidade do Zé. Um estudo filosófico que só precisou de quatro linhas pra passar o recado. Sem livros de 800 páginas, sem linguagem complicada, sem jabá das editoras. Só uma pergunta.
Por falar nisso: que sou eu? Que é você?
ps: pra quem quiser, o link.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Mein Kampf tupiniquim
Adolfo era um cara pacato. Gostava de artes, esportes e da supremacia ariana. Em busca de auto-afirmação própria e de terceiros que se expressassem claramente (pelisticamente falando), escreveu um livro falando de sua ideologia política. Foi um sucesso em seu país, e posto em prática durante um bom tempo. Um projeto audacioso, apesar de queimar o filme - e o corpo inteiro - de seus vizinhos não tão claros, principalmente judeus.
Quando a vaca totalmente branca foi pro brejo, e por brejo entenda túmulo, seus fiéis companheiros se mostraram não tão fiéis e, no bom e velho português, ralaram peito. Provavelmente ao passarem pode debaixo das cercas de arame farpado. E foram parar em vários lugares diferentes do mundo, dando preferência sempre a sítios onde se reconhecessem nos outros. Ou outras.
Um desses foi Mengele. Um anjo. Da morte, pra ser mais exato. Ele veio para a América do Sul, dando escapadelas esporádicas para o Sul do nosso vasto país. Enquanto passeava pelas pradarias e outras espécies de vegetação que não me lembro, cuidava de futuras mamães. Um gesto nobre, que ajudou a dar continuidade a um grande número de acompanhamentos pré-natal. E aumentou consideravelmente a incidência de gêmeos - coincidentemente, loiros de olhos azuis, a preferência de Herr Hitler. Um nível muito acima da média mundial. Se isso faz você pensar, leia mais aqui.
E essa foi mais uma da série "explicando causos do mundo para leigos, ignorantes ou os dois".
Quando a vaca totalmente branca foi pro brejo, e por brejo entenda túmulo, seus fiéis companheiros se mostraram não tão fiéis e, no bom e velho português, ralaram peito. Provavelmente ao passarem pode debaixo das cercas de arame farpado. E foram parar em vários lugares diferentes do mundo, dando preferência sempre a sítios onde se reconhecessem nos outros. Ou outras.
Um desses foi Mengele. Um anjo. Da morte, pra ser mais exato. Ele veio para a América do Sul, dando escapadelas esporádicas para o Sul do nosso vasto país. Enquanto passeava pelas pradarias e outras espécies de vegetação que não me lembro, cuidava de futuras mamães. Um gesto nobre, que ajudou a dar continuidade a um grande número de acompanhamentos pré-natal. E aumentou consideravelmente a incidência de gêmeos - coincidentemente, loiros de olhos azuis, a preferência de Herr Hitler. Um nível muito acima da média mundial. Se isso faz você pensar, leia mais aqui.
E essa foi mais uma da série "explicando causos do mundo para leigos, ignorantes ou os dois".
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Dois cantores
Talvez vocês não conheçam William Naraine. Mas é impossível nunca terem ouvido - dançado - aquela tal de "you gotta run to me". Ou então "who's fooling who?, who's fooling who?". E "please, don't go/ don't gooooooo/ don't go away"?
Pois é. Double You. Todo mundo conhece, e mesmo que não admitam, todo mundo gosta. Por tudo isso, quinta passada foi um dia histórico na vida de um ser humano normal de bom gosto e com um pezinho da pré-adolescência nos anos 90. Eu fui ao show dele. De graça. E fiquei na primeira fila pós-área VIP, o que era melhor que a VIP porque tinha um degrauzinho que me deixava acima da cabeçada toda.
Na verdade, fomos eu, Carol, Cadé (amigo e ex-dupla na agência) e Rafa. Foi uma noite especial, daquelas em que suas memórias ganham cores e cheiros e as coisas que você fez (ou deixou de fazer) vêm à tona com força. E um jeitinho legal, que não deixa nada estragar a lembrança. Aí a gente cantou, dançou, esperou a energia - do Canecão, não nossa - voltar (tsc tsc tsc, Canecão), ouviu o ítalo-indiano falar português (e bem, ele até se corrigiu quando errou um plural), viu o mané tentar rebolar atrás da backing vocal e não conseguir, já que a bunda dela batia quase no peito dele... Enfim, hora e meia de fortes emoções.
Ah, sim. Ainda rolou aquele momento "aproveita e tira onda", quando ele pergunta "vuoi capisce l'italiano?" (foi mal se errei, mas não lembro como conjugar verbos e nem vou procurar) e eu mando um "io!" sacudindo as mãos. Pô, claro que ele acreditou. Todo mundo que fala italiano sacode a mão, é quase uma regra gramatical deles. Tanto que os tradutores "surdo-mudo" têm tradutores "gesto-mudo".

"Ma che! Parla l'italiano, bambino? Congratulazione, grazie, ma che!"
E quando a gente acha que já viu tudo no show, o que acontece? Duas mulheres - vejam bem, eu não disse uma, mas duas - sobem no palco e dão um beijão no cara, sendo retiradas logo depois pelos seguranças. Seguranças entre aspas, né, porque depois da primeira os caras não se preocuparam em prestar mais um pouco de atenção, e aí subiu a segunda. Pelo menos o fanfa aí de cima deve ter saído felizão.
E quando você finalmente pensa que já viu de tudo mesmo no show, mais uma surpresa acontece. Uma inimaginável, e ainda mais fanfarrona. Latino, o homem da festa no apê, sobe no palco, discursa sobre sua empresa ter tradizo o cara, promete Information Society (que vou, é claro!), canta com o senhor Double You e ainda dá uma palinha do quê? Sim, Festa no apê. Versão voz e violão. O cara é um gênio.
Quer dizer, sabe aquele "dois cantores" que dá título ao post? Pois é, é a tradução do Latinão pra Double You. O que me obriga a reduzir o status de "gênio" pra "besta sortuda". O que é até mais justo, pra ser sincero.
Pois é. Double You. Todo mundo conhece, e mesmo que não admitam, todo mundo gosta. Por tudo isso, quinta passada foi um dia histórico na vida de um ser humano normal de bom gosto e com um pezinho da pré-adolescência nos anos 90. Eu fui ao show dele. De graça. E fiquei na primeira fila pós-área VIP, o que era melhor que a VIP porque tinha um degrauzinho que me deixava acima da cabeçada toda.
Na verdade, fomos eu, Carol, Cadé (amigo e ex-dupla na agência) e Rafa. Foi uma noite especial, daquelas em que suas memórias ganham cores e cheiros e as coisas que você fez (ou deixou de fazer) vêm à tona com força. E um jeitinho legal, que não deixa nada estragar a lembrança. Aí a gente cantou, dançou, esperou a energia - do Canecão, não nossa - voltar (tsc tsc tsc, Canecão), ouviu o ítalo-indiano falar português (e bem, ele até se corrigiu quando errou um plural), viu o mané tentar rebolar atrás da backing vocal e não conseguir, já que a bunda dela batia quase no peito dele... Enfim, hora e meia de fortes emoções.
Ah, sim. Ainda rolou aquele momento "aproveita e tira onda", quando ele pergunta "vuoi capisce l'italiano?" (foi mal se errei, mas não lembro como conjugar verbos e nem vou procurar) e eu mando um "io!" sacudindo as mãos. Pô, claro que ele acreditou. Todo mundo que fala italiano sacode a mão, é quase uma regra gramatical deles. Tanto que os tradutores "surdo-mudo" têm tradutores "gesto-mudo".

"Ma che! Parla l'italiano, bambino? Congratulazione, grazie, ma che!"
E quando a gente acha que já viu tudo no show, o que acontece? Duas mulheres - vejam bem, eu não disse uma, mas duas - sobem no palco e dão um beijão no cara, sendo retiradas logo depois pelos seguranças. Seguranças entre aspas, né, porque depois da primeira os caras não se preocuparam em prestar mais um pouco de atenção, e aí subiu a segunda. Pelo menos o fanfa aí de cima deve ter saído felizão.
E quando você finalmente pensa que já viu de tudo mesmo no show, mais uma surpresa acontece. Uma inimaginável, e ainda mais fanfarrona. Latino, o homem da festa no apê, sobe no palco, discursa sobre sua empresa ter tradizo o cara, promete Information Society (que vou, é claro!), canta com o senhor Double You e ainda dá uma palinha do quê? Sim, Festa no apê. Versão voz e violão. O cara é um gênio.
Quer dizer, sabe aquele "dois cantores" que dá título ao post? Pois é, é a tradução do Latinão pra Double You. O que me obriga a reduzir o status de "gênio" pra "besta sortuda". O que é até mais justo, pra ser sincero.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Combo rapidinho
Eu ia falar da vaga pra "zelador de ilha" na Nova Zelândia. Isso se tivesse postado uma semana atrás. Como essa notícia já é passado (graças a essa tal Internet, a mesma que me fez saber da vaga), vamos a outros assuntos interessantes. Um resumão comentado:
*nos EUA, um pai deu a filha de 14 anos em casamento pra um cara de 18, em troca de 16 mil dólares, 100 caixas de cerveja, umas de carne e mais sei lá o quê. Duvidam, tá aqui. Duvidando ou não, ele fez. E o mais bizarro é que só ficaram sabendo quando ele denunciou o outro por não ter pago o acordo, dizendo que sua filha tinha "fugido de casa". Se fosse um pouco mais inteligente, tinha vendido pra um sheik e pego uns petrodólares em troca. Se eles compram até o Anelka, com certeza comprariam mais uma esposa.
*o que a loteria do Alaska tem a ver com um novo conceito de ironia? Descubra aqui. De qualquer forma, isso prova mais uma vez que Deus tem senso de humor. Ou então que aqui se faz, aqui se paga e aqui se recebe muito mais depois.
*um carro movido a propulsão nuclear. Deve ser o único caso na história em que ninguém espera que ele seja um estouro.
*obesidade mórbida: será que as pessoas têm medo que um gordo coma seus filhos? É daí que vem aquela lenda que "comunistas comem criancinhas"? Comunistas eram (são, se ainda existirem) gordos? Agora, sim, entendo porque "regime comunista".
*ele vale mais do que o PIB de um país inteiro. Mais do que 1/3 das nações africanas. E tudo porque nasceu sabendo jogar futebol. Se disserem que ele está com a bola cheia, é de dinheiro. Deus é mesmo brasileiro, e o senso de humor dEle está cada vez vais apurado. Porque só pode ser piada eu trabalhar assim e ganhar menos do que uns cinco muinutos de salário do Kaká.
*Oasis lança documentário no MySpace. E enquanto as novas mídias dominam o mundo, eu faço uma mala direta pra um empreendimento imobiliário. Maneiro, né?
*desculpa, não sei o que dizer. Vou ter que acabar a postagem sem uma piada. Mas bem que meu irmão diz, a vida real é muito mais engraçada do que qualquer história. Mais pra tragicômica, nesse caso.
*nos EUA, um pai deu a filha de 14 anos em casamento pra um cara de 18, em troca de 16 mil dólares, 100 caixas de cerveja, umas de carne e mais sei lá o quê. Duvidam, tá aqui. Duvidando ou não, ele fez. E o mais bizarro é que só ficaram sabendo quando ele denunciou o outro por não ter pago o acordo, dizendo que sua filha tinha "fugido de casa". Se fosse um pouco mais inteligente, tinha vendido pra um sheik e pego uns petrodólares em troca. Se eles compram até o Anelka, com certeza comprariam mais uma esposa.
*o que a loteria do Alaska tem a ver com um novo conceito de ironia? Descubra aqui. De qualquer forma, isso prova mais uma vez que Deus tem senso de humor. Ou então que aqui se faz, aqui se paga e aqui se recebe muito mais depois.
*um carro movido a propulsão nuclear. Deve ser o único caso na história em que ninguém espera que ele seja um estouro.
*obesidade mórbida: será que as pessoas têm medo que um gordo coma seus filhos? É daí que vem aquela lenda que "comunistas comem criancinhas"? Comunistas eram (são, se ainda existirem) gordos? Agora, sim, entendo porque "regime comunista".
*ele vale mais do que o PIB de um país inteiro. Mais do que 1/3 das nações africanas. E tudo porque nasceu sabendo jogar futebol. Se disserem que ele está com a bola cheia, é de dinheiro. Deus é mesmo brasileiro, e o senso de humor dEle está cada vez vais apurado. Porque só pode ser piada eu trabalhar assim e ganhar menos do que uns cinco muinutos de salário do Kaká.
*Oasis lança documentário no MySpace. E enquanto as novas mídias dominam o mundo, eu faço uma mala direta pra um empreendimento imobiliário. Maneiro, né?
*desculpa, não sei o que dizer. Vou ter que acabar a postagem sem uma piada. Mas bem que meu irmão diz, a vida real é muito mais engraçada do que qualquer história. Mais pra tragicômica, nesse caso.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ou vai ou racha
Fernanda Venturini anunciou a aposentadoria. Oito vezes. E acaba de dizer que vai voltar. De novo.
Seria ela o Romário das quadras?
Seria ela o Romário das quadras?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Máquinas de sexo
Bem que aquele funk antigo já dizia. Na verdade, essa notícia só veio confirmar o que todo mundo já sabia. Não só com relação às mulheres cariocas, mas aos cariocas em geral. A gente gosta, ué. E daí? Temos praias, gente bonita, culto ao corpo. Nosso carnaval tem gente pelada. Nossos eventos com gente vestida tem gente quase pelada. Esse guia aí é quase um elogio.
Falando sério, agora. É incrível como entra ano, sai ano, e sempre tem um guia turístico, um boca-a-boca (não sei se tem hífen, nem quero saber - vai ficar assim), um sei-lá-o-quê ligando brasileiros(as) e sexo fácil. Além da imagem de pouca roupa que levamos pro exterior, essa coisa de exportar prostitutas tanto quanto mandamos laranjas lá pra fora deve ajudar um pouco.
Só sei que eu moro no Rio e tenho minha pequena, então essa dica dos gringos não altera em nada minha vida.
***
Falando em alterações na vida, é incrível como coisas boas podem ser ruins e vice-versa. Não sei, não, mas acho que Deus tem um xis de ironia que está além da compreensão de reles mortais bobos e pecadores como eu.
Taí um domingo de sol com pancadas de lágrimas que não me deixam mentir.
Falando sério, agora. É incrível como entra ano, sai ano, e sempre tem um guia turístico, um boca-a-boca (não sei se tem hífen, nem quero saber - vai ficar assim), um sei-lá-o-quê ligando brasileiros(as) e sexo fácil. Além da imagem de pouca roupa que levamos pro exterior, essa coisa de exportar prostitutas tanto quanto mandamos laranjas lá pra fora deve ajudar um pouco.
Só sei que eu moro no Rio e tenho minha pequena, então essa dica dos gringos não altera em nada minha vida.
***
Falando em alterações na vida, é incrível como coisas boas podem ser ruins e vice-versa. Não sei, não, mas acho que Deus tem um xis de ironia que está além da compreensão de reles mortais bobos e pecadores como eu.
Taí um domingo de sol com pancadas de lágrimas que não me deixam mentir.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Então foi Natal
Engraçado (força de expressão, isso não tem graça nenhuma), não lembrava como é difícil escrever depois do Natal. Dois dias parado e parece que eu esqueci o alfabeto inteiro. Ou melhor, só metade. Eu ainda sei grunhir umas palavras com um pouco de sentido.
Mas não vim aqui pra falar disso, porque com certeza algum colunista vai colocar a mesma coisa hoje no jornal - assim como, todo início de ano, pelo menos 2 deles escrevem sobre a dificuldade de se falar coisas diferentes no dia 1 (ou 2, 3, que seja) e como é quase impossível tirar assuntos do nada e falar sobre qualquer coisa, fazendo da falta de assunto um assunto. Batido.
Enfim, o importante é que uma parte da minha infância foi alimentada nesse Natal. Depois de 25 anos, recebi minha primeira pistola de água. Aliás, duas. E já parti pra guerra. Primeiro contra meu irmão, depois contra o líder opressor (vulgo pai), que usou de força desproporcional para combater os manifestantes (disparava com a mangueira do quintal). Se eu pudesse denunciar a situação ao tribunal de Haia, isso seria enquadrado como crimes de guerra contra a humanidade. Pobre povo, sempre sofre as piores conseqüências.
Essa pequena história de Natal prova algumas coisas. Carol me conhece. É sempre bom voltar pra casa dos pais e esquecer as contas a pagar. Família é insubstituível. Nunca é tarde pra brincar com pistola d'água. Meu lado criança é imortal. Eu não sei como acabar um post que começa num vazio da minha infância.
***
E já que não sei como acabar, continuo com uma dica de filme. Contos de Nova York. Comprei a 16,90 dinheiros brasileiros na Livraria da Travessa do Barrashopping, e valeu cada centavo. São 3 histórias dirigidas por 3 até-que-nada-mal diretores: Scorcese, Coppola e Woody Allen. O primeiro faz um trabalho genial, o segundo cuida de uma história muito louca e o terceiro... Bom, é o Woody Allen. Um excelente filme pra quem não quer dormir por esses dias de vagabundagem. Com todo respeito ao espírito natalino e às expectativas pro ano novo.
***
O melhor do Natal é você ver que pessoas importantes na sua vida, e pra sua vida, não esquecem de você. Na verdade, ainda são e se comportam como antes, mesmo estando há milhares de quilômetros de distância. Genial, tío!
***
Que seja mais fácil acabar de escrever na postagem de ano novo.
Mas não vim aqui pra falar disso, porque com certeza algum colunista vai colocar a mesma coisa hoje no jornal - assim como, todo início de ano, pelo menos 2 deles escrevem sobre a dificuldade de se falar coisas diferentes no dia 1 (ou 2, 3, que seja) e como é quase impossível tirar assuntos do nada e falar sobre qualquer coisa, fazendo da falta de assunto um assunto. Batido.
Enfim, o importante é que uma parte da minha infância foi alimentada nesse Natal. Depois de 25 anos, recebi minha primeira pistola de água. Aliás, duas. E já parti pra guerra. Primeiro contra meu irmão, depois contra o líder opressor (vulgo pai), que usou de força desproporcional para combater os manifestantes (disparava com a mangueira do quintal). Se eu pudesse denunciar a situação ao tribunal de Haia, isso seria enquadrado como crimes de guerra contra a humanidade. Pobre povo, sempre sofre as piores conseqüências.
Essa pequena história de Natal prova algumas coisas. Carol me conhece. É sempre bom voltar pra casa dos pais e esquecer as contas a pagar. Família é insubstituível. Nunca é tarde pra brincar com pistola d'água. Meu lado criança é imortal. Eu não sei como acabar um post que começa num vazio da minha infância.
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E já que não sei como acabar, continuo com uma dica de filme. Contos de Nova York. Comprei a 16,90 dinheiros brasileiros na Livraria da Travessa do Barrashopping, e valeu cada centavo. São 3 histórias dirigidas por 3 até-que-nada-mal diretores: Scorcese, Coppola e Woody Allen. O primeiro faz um trabalho genial, o segundo cuida de uma história muito louca e o terceiro... Bom, é o Woody Allen. Um excelente filme pra quem não quer dormir por esses dias de vagabundagem. Com todo respeito ao espírito natalino e às expectativas pro ano novo.
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O melhor do Natal é você ver que pessoas importantes na sua vida, e pra sua vida, não esquecem de você. Na verdade, ainda são e se comportam como antes, mesmo estando há milhares de quilômetros de distância. Genial, tío!
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Que seja mais fácil acabar de escrever na postagem de ano novo.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Então é Natal?
Bom, vou resumir a postagem porque minha paciência não está lá essas coisas. E quem me conhece sabe que, pra eu chegar a esse ponto, pelo menos dois dos cavaleiros do apocalipse chegaram forte chutando meu saco – ao som de J Quest.
Hoje é dia 23, véspera do meu esperado descanso, e o ritmo na agência está frenético. Sinal de que as demissões de dias atrás foram, no mínimo, desnecessárias. Se não fosse assim, não estaria chovendo trabalho toda hora. Nos últimos dias (incluindo final de semana), matei uns 15. Sem exagero.
Não entrou bônus, vetaram um anúncio maneiro, vai chegar outro no mínimo perigoso, talvez tenha que trabalhar na sexta e pensar sábado e domingo pra trazer coisa pronta segunda, atendimentos não conseguem nem escrever um mísero briefing – quanto mais entender uma idéia. E por aí vai.
Tô começando a acreditar nessa coisa de inferno astral. E olha que falta exatamente um mês pro meu cumple.
Ainda bem que porte de armas não é legal no país.
Hoje é dia 23, véspera do meu esperado descanso, e o ritmo na agência está frenético. Sinal de que as demissões de dias atrás foram, no mínimo, desnecessárias. Se não fosse assim, não estaria chovendo trabalho toda hora. Nos últimos dias (incluindo final de semana), matei uns 15. Sem exagero.
Não entrou bônus, vetaram um anúncio maneiro, vai chegar outro no mínimo perigoso, talvez tenha que trabalhar na sexta e pensar sábado e domingo pra trazer coisa pronta segunda, atendimentos não conseguem nem escrever um mísero briefing – quanto mais entender uma idéia. E por aí vai.
Tô começando a acreditar nessa coisa de inferno astral. E olha que falta exatamente um mês pro meu cumple.
Ainda bem que porte de armas não é legal no país.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O dia em que tentaram me matar
Quinta-feira passada dei início a uma série que promete revolucionar - só falta saber o quê. "Quinta criativa", onde pessoas com algo a conversar, idéias na cabeça e nenhum pudor de falar besteira se encontram pra discutir criatividade e coisas do mundo, seja lá o que for.
Eu, Rafa e Sñr Almeyda, publicitários, fomos ao Mug Bug. Um pub recém-aberto ao lado do Copacabana Palace. Ambiente muito bom, gringada, comida e bebida boas.
Peraí, eu disse bebidas?
Foi. Então, desculpa. Porque no meu segundo chope veio um caco de vidro de fazer inveja a acidentes de carro. Era praticamente meia borda de um copo qualquer, como de requeijão. E estava lá no fundo, esperando eu virar inocentemente a caneca pra cravar na minha garganta como uma espinha de peixe. Peixe, não, tubarão-martelo.
Chamei a garçonete, que estava atendendo legal a gente, brinquei e mostrei a arma da tentativa de homicídio. Ela se espantou e trouxe um chope grátis. A sensação de satisfação durou até o seguinte, quando encontrei no outro uma tampa de garrafa. Sendo que não havia garrafa na mesa.
Ok, um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou então tinham algum problema comigo. Comecei a acreditar que, realmente, queriam me matar. E resovemos pedir uma solução pra o caso e a conta.
A gerente relutou, ofereceu tirar três chopes, mas depois de conversar por telefone com o boladão da casa liberou todos. Pagamos o resto da conta e saímos com aquele bonito sentimento de que sobrevivemos mais um dia em uma cidade perigosa como o Rio de Janeiro. Sendo que, dessa vez, era fogo amigo.
Moral da história? Pensem duas vezes antes de virar um chope, caso não estejam sozinhos e em casa.
***
Não vou falar de futebol. Um campeonato que termina com "erro de arbitragem" - entre alguns milhões de aspas, e sempre a favor de um time paulista, muito comumente o São Paulo - e a vergonhosa irregularidade, pra não dizer apatia patética, do time com a maior torcida do mundo e tantos craques e títulos importantes, não pode ocupar nem a pontinha do acostamento da Ponte.
Aqui só transita o que faz por merecer. E campeonato brasileiro, definitivamente, não é o caso.
Eu, Rafa e Sñr Almeyda, publicitários, fomos ao Mug Bug. Um pub recém-aberto ao lado do Copacabana Palace. Ambiente muito bom, gringada, comida e bebida boas.
Peraí, eu disse bebidas?
Foi. Então, desculpa. Porque no meu segundo chope veio um caco de vidro de fazer inveja a acidentes de carro. Era praticamente meia borda de um copo qualquer, como de requeijão. E estava lá no fundo, esperando eu virar inocentemente a caneca pra cravar na minha garganta como uma espinha de peixe. Peixe, não, tubarão-martelo.
Chamei a garçonete, que estava atendendo legal a gente, brinquei e mostrei a arma da tentativa de homicídio. Ela se espantou e trouxe um chope grátis. A sensação de satisfação durou até o seguinte, quando encontrei no outro uma tampa de garrafa. Sendo que não havia garrafa na mesa.
Ok, um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou então tinham algum problema comigo. Comecei a acreditar que, realmente, queriam me matar. E resovemos pedir uma solução pra o caso e a conta.
A gerente relutou, ofereceu tirar três chopes, mas depois de conversar por telefone com o boladão da casa liberou todos. Pagamos o resto da conta e saímos com aquele bonito sentimento de que sobrevivemos mais um dia em uma cidade perigosa como o Rio de Janeiro. Sendo que, dessa vez, era fogo amigo.
Moral da história? Pensem duas vezes antes de virar um chope, caso não estejam sozinhos e em casa.
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Não vou falar de futebol. Um campeonato que termina com "erro de arbitragem" - entre alguns milhões de aspas, e sempre a favor de um time paulista, muito comumente o São Paulo - e a vergonhosa irregularidade, pra não dizer apatia patética, do time com a maior torcida do mundo e tantos craques e títulos importantes, não pode ocupar nem a pontinha do acostamento da Ponte.
Aqui só transita o que faz por merecer. E campeonato brasileiro, definitivamente, não é o caso.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Cega e desorientada
Primeiro, leiam essa notícia.
Leram? Então já entenderam onde quero chegar. Em todo caso, falo mesmo assim.
Como pode um país com tantos problemas graves se dar ao luxo de passar todo esse tempo, e mobilizando todas essas pessoas, para julgar a tentativa de roubo de um beijo? Por que tanta moralidade a troco de um caso tão insignificante? O que isso vai mudar no país?
A desigualdade social vai continuar a mesma, a sangria nos cofres públicos vai continuar a mesma, o descaramento dos nossos governantes vai continuar o mesmo. Até o técnico da seleção vai continuar o mesmo. Mas um pobre coitado idiota, que tentou dar um "bitoco" (como o juiz diz) numa mulher que, provavelmente, é horrorosa, levou um tempo sendo julgado por um monte de desocupados que gastaram o nosso dinheiro pra analisar esse caso.
Em um país onde a maior festa é cheia de gente pelada (não que me oponha, só estou citando), valorizar essa falsa moral é tão absurdo quanto pedir pra cagar em penico de ouro. Mas, como em todos os casos - no do penico, deve ter um árabe cagão-dourado -, tem sempre alguém que ache bom dar seqüência na palhaçada.
Você pode até não acreditar em destino, mas que o do Brasil parece estar gravado como apêndice e sublinhado duas vezes na pedrinha dos 10 mandamentos, isso parece.
Leram? Então já entenderam onde quero chegar. Em todo caso, falo mesmo assim.
Como pode um país com tantos problemas graves se dar ao luxo de passar todo esse tempo, e mobilizando todas essas pessoas, para julgar a tentativa de roubo de um beijo? Por que tanta moralidade a troco de um caso tão insignificante? O que isso vai mudar no país?
A desigualdade social vai continuar a mesma, a sangria nos cofres públicos vai continuar a mesma, o descaramento dos nossos governantes vai continuar o mesmo. Até o técnico da seleção vai continuar o mesmo. Mas um pobre coitado idiota, que tentou dar um "bitoco" (como o juiz diz) numa mulher que, provavelmente, é horrorosa, levou um tempo sendo julgado por um monte de desocupados que gastaram o nosso dinheiro pra analisar esse caso.
Em um país onde a maior festa é cheia de gente pelada (não que me oponha, só estou citando), valorizar essa falsa moral é tão absurdo quanto pedir pra cagar em penico de ouro. Mas, como em todos os casos - no do penico, deve ter um árabe cagão-dourado -, tem sempre alguém que ache bom dar seqüência na palhaçada.
Você pode até não acreditar em destino, mas que o do Brasil parece estar gravado como apêndice e sublinhado duas vezes na pedrinha dos 10 mandamentos, isso parece.
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