terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Moda, Sevilla e afins

Antes de falar do poder da moda, que dita "certo" e "errado" no mundo todo, um comentário/constatação. Aqui na cidade existe um jornal chamado "20 minutos", que em teoria é para ser lido neste tempo. É grátis, e sua idéia é passar de mão em mão para que o maior número possível de pessoas tenha acesso à informação.

E qual não é minha surpresa (na verdade, nenhuma) ao ver estampado na capa a notícia de que "cada dia três pessoas na província (de Sevilla) se vão de casa sem dar explicações". sinceramente, nada mais natural se se parar para pensar que Sevilla é uma cidade onde a maior diversão é encher a cara - praticamente todos os dias, festivos ou não, com ou (quase sempre) sem música -, o emprego dos jovens de classe mais baixa, e alguns de média alta, é vender haxixe e maconha, além de haver um bairro onde nem nesmo moradores da cidade entram, apesar de estarmos na Europa e todos ganhando em euros. Fora a "educação" de não se importar com os mais velhos, nem com os problemas alheios, tampouco com a pobreza, assim como ignorar a família em boa parte dos casos, já que é muito mais interessante e produtivo andar de moto pelas ruas pichando "mezquitas no gracias" e fazendo arruaça pela madrugada.

Primeiro mundo, né?
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Agora, moda. Apenas quatro letras, que formam uma palavrinha teoricamente simples, mas de uma complexidade muitas vezes incompreensível e poder inimaginável. Afinal, quem dita a moda?

Uma modelo de 1.80m e 45 quilos é linda? Um cara que toma produtos para secar a gordura e ter abdôme definido é bonito? Cheirar e pregar o fim da desigualdade, sabendo que a falta de oportunidade é que empurra pessoas para o mundo do crime e das drogas é legal? Alguém pode dizer o que todo o mundo deve vestir - e ainda por cima colocar o preço tão elevado quanto seu ego?

Tudo isso porque estava encrevendo quando vi mais uma menina, claramente sevillana, entrando aqui com botas de cano longo, calça por dentro dela, jaqueta no meio da barriga com blusa por baixo e cabelo frisado, cortado com navalha ou sei lá o quê. Imaginem que o cabelo parece a crista de um galo com gel e que sente frio.

Quem disse que isso é bonito? Quem enganou as coitadas? Se ainda fosse uma ou outra, mas são mais ou menos 72.25% das mulheres (vejam bem, não só meninas) da cidade! Por que será que elas fazem isso, e quem teve a infeliz idéia de começar com isso?

Assim como elas, os caras usam mullets terríveis, e já falei sobre isso aqui. Se vestem com conjunto completo de jogador de futebol, como se fossem o Raul ou o Casillas. Por que fazem isso, se na verdade não valem absolutamente nada?! Literalmente.

A única e infeliz explicação é a moda. Um belo dia, os donos de salão, os donos de lojas de material esportivo e os fabricantes de botas se juntaram e disseram "ei, vamos fazer uma ação conjunta e ganhar uma grana em cima desses troxas!". Provavelmente colocaram algum casal sevillano famoso na mídia, fizeram campanha em revista e jornal. Um jogador de futebol comemorou mostrando seu "maravilhoso fiapo de cabelo se destacando do resto, todo raspado"· E a estratégia deu muito certo.

Hoje, a moda errada dita o que a quarta maior cidade espanhola usa e faz. E tudo bem, pode ser que este seja apenas um julgamento precipitado de um não-sevillano com certa dose de asco e preconceito para com os pobre coitados que são apenas marionetes de uma grande indústria, mas que os compreende e só quer o melhor para seu povo. Mas duvido muito.
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Hoje é aniversário da Karen, mais uma brasileira da grande família espanhola. Vai ter bolo e muito doce pra você, mas o guaraná fica na dívida porque custa os olhos da cara. Quando você acha.

Mas, em todo caso, parabéns e tudo de bom pra você (ela), Karen.


A segunda da esquerda para a direita diz "ah, obrigado..."
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Este post não tem ordem de importância nem a pretensão de julgar nada nem ninguém. Mas é sempre bom ver como o Brasil é muito mais evoluído em vários aspectos.

Primeiro mundo a Espanha, né?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Notícias, notícias, notícias... e causos

-conheci os pais da Marina, que mora comigo. Seu Maciel e dona Vânia são excelentes pessoas, e rapidinho ganharam nossa simpatia (como foi com a mãe da Renata). Ainda por cima ganhei uma camisa lisa, trè belle. Ou muy guay. Assim sendo, mantemos a média de 100% de pais legais que conhecemos durante a viagem;

-almoço domingo na casa de Alberto, o espanhol de Barcelona. Cozido madrileño, comida típica feita nos moldes da nossa feijoada. Quer dizer, caldinho (que vem com um macarrão) e um monte de coisas na panela, carnes e tudo o mais. Mas vou dizer que é uma delícia o negócio. E cada vez mais me destaco como o que menos cozinha por aqui. Mas um dia mudo isso;

-acabei de ver no cpu da menina da frente um daqueles emails .pps com mensagens tristes, desta vez sobre "beber e dirigir". O que faz de mensagens educativas.pps uma praga mundial;

-o pior, ainda sobre isso, é que ela está passando outra vez o negócio. Ô, povinho troncho...;

-não sabia que as pessoas gostavam tanto de dar calotes. Se vocês soubessem a quantidade de pessoas que tentam - e, às vezes, saem - do bar sem dar calote, iam sentir a mesma pena/raiva/tristeza que eu sinto. Primeiro, que é desonestidade. Segundo, que desreipeitam uma profissão e prejudicam quem trabalha nela, já que o que falta sai do bote - nossa popular gorjeta. Terceiro que me fazer crer que cada vez menos temos chance de chegar em algum lugar, porque isso é feito por jovens e velhos e de todos os países. Impressionante;

-a galera do Porto se veio, se foi e fiquei com pena de não ter estado mais com eles. Principalmente André e Paulinha, gente finíssima e guerreiros também. Agora estou com vontade de ouvir "Aula de ginástica", que é a única coisa ruim da passagem deles por aqui. Acontece;

-todos os gringos com quem converso gostam do Brasil. Sabe-se lá Deus porque, já que poucos estiveram no país. De qualquer forma, vejo que aproveitamos muito mal nosso potencial turístico. E de trabalho, porque somos bem-vistos com relação a isso também. Ainda bem que temos dinheiro de sobra, né?;

-Natal se aproximando me faz sentir que tenho muito menos tempo por aqui. Bom e ruim, porque se por um lado a saudade aperta, por outro me parece que ainda tenho muito por fazer aqui fora, e não sei se vai dar tempo. ¡A ver, tío!;

-Dindin entrando é sempre bom, né? Agora quero ver minha capacidade de segurar a onda, porque tenho objetivos maiores antes de voltar. O problema é que o euro voltou a aumentar por aí, que eu sei. Maldita economia! que alan dê um jeito nela, e me arranje conchavos econômicos vantajosos para que possamos sair ganhando em tudo e conquistar o mundo mais rápido. Mas fiquem tranquilos, que me lembre agora nenhum de vocês é meu inimigo a ponto de que vá escravizá-los (las). Por enquanto...;

-hoje almocei vendo Pengu, e não sei se o pior é comer arroz com ovo e bacon e salada vendo um pingüim de massinha e suas aventuras ou achar que entendo tudo o que ele "fala". Isso é deveras preocupante;

-aqui rola um programa chamado Fornteiras com palhaços, ou coisa que o valha. É, simplesmente, um programa onde se cruza a fronteira acompanhado de palhaços, fazendo gracinhas. Ou ao menos me parece isso. O que faz com que a TV espanhola seja uma completa palhaçada (rááá!!!);

-dinheiro é bom, mas descansar também. Para que não aconteça o que me ocorreu no sábado. Estava eu, feliz e contente, voltando para casa depois da festinha da galera do trabalho, cujo tema era mal gosto e consegui perder para dois gringos (mas um era o Serginho Mallandro em pessoa, e o outro tinha uma camisa que nunca vi nem em carnaval por aí; assim fica difícil...), e ônibus só havia a partir das 6h. Claro que o que eu precisava ia chegar mais tarde, assim só peguei perto de sete horas. Em Macarena, lado completamente oposto ao que eu moro. Entro, me encosto, durmo e acordo... em Macarena, lado completamente oposto ao que eu moro. Sou obrigado a descer e pegar mais dois ônibus, para chegar em casa às 9:30h e dormir uma hora, para trabalhar ainda no mesmo dia. Saudável isso, não?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Buddha

Hoje estou inspirado espiritualmente. Tive que esperar um tempo pela boa vontade da mulher para o incrível trabalho de me dar dois paes para o café da manha, mas nao reclamei. Esperei um bom tempo pela boa vontade do computador da Facultad de Biologia de iniciar o Windows, mas depois de tanto tempo o cartao que tenho nao funcionou e tive que esperar mais um tempo pelo Linux, mas nao reclamei. Precisava usar o programa do tio Bill, na verdade, mas ainda assim nao reclamei.

Espero seguir assim até o final do dia, porque hoje é sexta e trabalho de nove até umas quatro da manha, com um pico de duas horas em ritmo frenético. Que Buddha nao me abandone para dormir.
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Por que será que estou com tanta paciência? Pode ser por causa da ligaçao que recebi de ontem do Brasil, falando com mama, Alan, dinha Marisa e Marquinhus. Pode ser porque consegui gastar pouquíssimo esta semana, mantendo aceso o sonho de conseguir o que planejei. Pode ser porque acordei com solzinho gostoso no rosto e nao precisei sair de casa com jaqueta, o que muito me agrada.

Que diferença faz, também, né? Deixa eu assim.
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Falando no tio Bill (lá em cima), preciso falar dizer que Alan me contou, ontem, que vários Xbox estao dando pau nos EUA. Digo isso porque, para quem nao sabe, o console é da Microsoft. Nao sei lá, mas aqui eles custam 360 euros - muito para mim, relativamente pouco para europeus - e acho pouco provável que alguém fique feliz em gastar umagrana para ter dor de cabeça. Em todo caso, vale pensar no que eu e meu sangue-do-sangue imaginamos:

.o Xbox será o único video-game com tecla de "Control-Alt-Del";
.será o único em que o controle dará conflito com o console;
.o único, também, a interromper um jogo no meio com aquela maldita tela azul dizendo "ocorreu um erro inesperado dwui 793 gyefgyyegf7 7367274 jhew$&!!!lrw8, em caso de persistência consulte a ajuda da Microsoft";
.também o único a exibir mensagens de "atualizaçao de segurança", "download do patch de correçao do problema tal" e "arquivo blablabla.dll nao encontrado" antes de cada jogo

Se tio Bill tem tanta grana, porque nao contrata gente que saiba fazer o negócio ser fazer cagadas?
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A cada CATOUZE pessoas que escrevo para receber ajuda para meu trabalho sobre processo criativo, treze me ignoram ou nao me ajudam. E assim segue meu trabalho final para ser apresentado e entrege em janeiro...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Depois de ler a história lá de baixo...

Leiam isso. Um texto de 24 de agosto de 2005. É incrível e me dá mais provas da capacidade limitada de quem nos "descobriu". Só como exemplo, isso é parte do relatório:

"Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe."

Bom exemplo

Saio de casa às 5:30h, corro para o ponto de ônibus e ele passa direto quando eu estava chegando. Sei que o próximo deve demorar uns 15 minutos, mas não reclamo. Ao meu lado há um jovem de uns 13 anos, agasalhado e com cara de sono. Ele deve estar tão cansado e chateado quanto eu e nem se manifestou. Sou um homem solidário e falo uma besteira qualquer sobre o transporte, o motorista e sei lá mais que coisas. Ele nem se manifesta. Na verdade, nem olha para minha direção. Tudo bem, se não quer falar, não fala.

O ônibus demora a passar, sei que vou perder a hora para o trabalho. Não aguento o silêncio, tento puxar assunto outra vez. Dessa vez um pouco mais alto:

"Ainda bem que tenho todo o tempo do mundo pra ficar aqui no ponto, esperando a boa vontade deles..."

E mais uma vez, silêncio absoluto. "Você não fala, rapaz?", pergunto, já que não gosto de ser ignorado. Minha resposta é uma pergunta - "você tem cigarro?".

"Não". Seco assim. Era um absurdo um moleque de 13 anos me pedir cigarro. E antes das seis da manhã! Como pode isso, "cigarro a essa hora, garoto? Quantos anos você tem?". "Que diferença faz? Só quero um cigarro, se não tem deixa pra lá". "E desde quando você fuma, só por curiosidade?", "cigarro desde os 12, maconha a um mês. Por quê? É importante, você é milico, que que tem a ver comigo?"

Não consigo responder nada mais. Como pode alguém tão novo fumar cigarro e maconha, e ainda falar tão abertamente, como se fosse uma coisa normal? Talvez ele não saiba dos males que isso causa, talvez nem se importe. Mas quando vejo um moleque de 13 anos já fumando assim, creio cada vez menos que o mundo tenha jeito. Quando penso em como as pessoas estão permissivas, em como estão esquecendo o verdadeiro significado das coisas da vida, dos valores, da moral, sinto uma tristeza do tamanho do problema que todos fingem que não existe.

Resolvo ir para casa, mas antes dou uma lição no pequeno perdido. "Você devia se envergonhar disso, rapaz... Você e sua geração deveriam o futuro do nosso país, deveriam ditar as regras para que a gente evoluisse e chegasse a algum lugar. Mas pessoas como você são incapazes até de demonstrar um mínimo de respeito pelos mais velhos. Tenho pena de vocês." Pronto, está dado o bom exemplo, e viro às costas ao mesmo tempo em que escuto o seu "vai pro inferno!". Ignoro. Volto para casa, ligo para o trabalho e digo que não posso ir, que acordei doente. Desligo, enrolo meu baseado e dou um tapa para esquecer os problemas do mundo.

Essa nova geração está perdida mesmo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Claro que esqueci...

Mas não tinha esquecido. Ontem foi aniversário da Bia, a grande pequena (ou pequena grande), e não pude ligar para ela. O que me deixou deveras triste. Mas ela deve pensar que isso é porque trabalho o dia inteiro, como escravo em um bar de turistas folgados que vive cheio.

O pior é que não é de todo exagero... Enfim, parabéns e tudo de muito muito bom que bia merece. E que considere-se recebendo um beijo meu, caso leia aqui. Se não lê, fica a intenção.

Coisas e mais coisas e mais coisas

Muita coisa a dizer. Muita mesmo, Então vão ser mais ou menos CATOUZE mil tópicos nesta postagem. Mas é aquela história, né...

-minha linda está uma linda ruiva, agora. Muito muito muito linda mesmo. Mas isso já era de se esperar. Quem quiser ver (e babar - mas é minha!), entra aqui;
-ela foi ao Pearl Jam com minha maninha Rê e Bárbara, André foi com minha cunhada Lívia, milhares de pessoas foram e eu fui ao Levies, trabalhar até às 2h. Mas é aquela história, né...;
-vou ser tio outra vez. Mas não é o Alan, e sim Dioguinho, meu querido irmão mais novo que mora em Natal. Parabéns milhões de vezes a ele e minha cunhada Luana, que merecem e terão uma vida muito feliz juntos e com seu pimpolho(a). E vou visitá-los para o nascimento, no meio do ano que vem;
-uma das amizades mais rápidas que já fiz em toda a minha vida está indo embora de Sevilla. Ana, de Mar del Plata, volta para sua terra hoje ou amanhã, não tenho certeza. Mas nunca pensei que alguém da Argentina fosse deixar saudades em tanta gente, inclusive em mim. É, estou mudando meus conceitos. Mas é aquela história, né...;
-essa semana não tem aula. feriado amanhã e quinta, emendando por toda a semana a mamata em que não vou me encontrar, posto que trabalho hoje a partir das 17h e tenho que ler textos e fazer trabalhos finais agora, enquanto tenho tempo. Mas é aquela história, né...;
-o tempo voltou a ficar melhorzinho, a ponto de achar agradável sair de casa. Só um moletão, volta para casa pela madrugada sem batida de queixo... Só que isso não vai durar até eu ir embora. Mas é aquela história, né...;
-meu querido irmão Photoshopônico (e agora Flashico) André, além de me ajudar a desenvolver páginas de internet boladonas noróticas, agora também dá boas dicas de coisas para se ver na net. No caso, isso. Eu não sei como fizeram isso, e tampouco me importa. Mas é aquela história, né...;
-e para não dizer que me esqueço do Brasil, o Corinthians ganhou o campeonato mais roubado e desacreditado da história do Brasileiro e o velho folgado do Romário foi artilheiro aos 39 anos, o que prova que nosso melhores jogadores estão fora do país. Mas é aquela história, né...;
-espero não ter esquecido de nada, mas minha memória... É aquela história, né...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Pra vocês verem que não tô mentindo

Quando digo que estou cansado pode parecer exagero, mas pra vocês terem uma noção de como ando basta dizer que ontem eu perdi o ponto e fui parar fra da Cartuja, onde estudo. Hoje, se não fosse uma menina que conheço e salvou minha pele, me cutucando no ponto em que deveria saltar, teria acontecido a mesma coisa.

Detalhe: estava acordado dois pontos antes. Fazer o quê?
***
Ontem estava muito triste para postar uma coisa deplorável como a que li no Globo. O lance de traficantes queimarem ônibus e gente dentro em protesto a um de seus comparsas mortos pela polícia. Eis que hoje vou ler jornal outra vez e vejo que os próprios traficantes já puniram parte dos autores, mandando todo mundo pro saco com vários tiros, e estão à caça "do péla-saco do Lorde", como eles mesmo disseram em uma folha largada no carro com os presuntos.

Ora bolas!, penso eu. Então agora bandido também é mocinho? Quer dizer que o Rio chegou ao ponto do "olho por olho, dente por dente" - e praticado pela bandidagem?!

Li várias opiniões de estudiosos sobre o caso, dizendo que é para ganhar o respeito da comunidade e parte da população, que eles atuam no vácuo deixado pelo pder público, que é para não chamar a atenção da polícia para o tráfico praticado no local e evitar investidas mais duras... Concrd com tudo isso, mas não me convenço de uma coisa:

Desde quando bandido é legal? Será que ninguém lembra que os mesmos que "fizeram justiça" agora são os que metem cinquenta balas em PM só porque é PM? Que mata militar desarmado porque anda com a identificação? Que leva criança pro tráfico e para a criminalidade? Que seqüestra por ninharia, que mata porque falaram alguma coisa que um deles não gostou? Será que o povo realmente vai ficar feliz com que fizeram e pensar coisas do tipo "tá vendo, na verdade eles são bons, só falta oportunidade. Coitados, o tratamento que recebem é desumano"?

Na realidade, já sei a resposta. E é deprimente pensar nela.

Muito pouco a dizer

Sinto muito, mas o sono e o cansaço nao me permitem pensar tanto agora de manha. Basta dizer que hoje trabalho de cinco até que o bar feche e vocês vao entender meu desânimo. Mas "os fins justificam os meios", "o trabalho engrandece o homem", "a esperança é a última que morre", "de pensar morreu o burro" e coisas similares, com ou sem sentido.

Ah, e esta postagem vai sem til porque nao sei aonde encontrá-lo quando uso Linux, já que aquele atalho nao serve. E estou usando Linux porque estou na Faculdade de Biologia, nao na minha. E nao estou na minha porque perdi a primeira aula, e tenho que fazer hora até10:30 pra pegar a xerox do livro de francês. E tenho que fazer hora porque ninguém gosta de trabalhar neste país preguiçoso. E assim sucessivamente no concatenamento sequencial constante de idéias.

Fim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

O preço (psicológico) que se paga

Ontem, o assunto era dinheiro. Hoje o papo é cabeça. Literalmente.

Desde que decidi vir para a Europa, e quando realmente vim pra cá, sabia que ia sentir falta de muita coisa. Afinal não sou um largado desestruturado, tenho família que amo, namorada - séria e linda - e amigos maravilhosos. E teria que deixar tudo isso afastado (fisicamente) por um tempo, como está sendo.

O que passa, então, com esse papo? Simplesmente que tudo tem limites. E se o meu ainda está longe de acabar, graças a minha resistência, perseverança, teimosia ou sei lá o quê, às vezes ele sofre atentados. Como o desses dias. E por isso o que escrevo aqui, como uma espécie de desabafo.

A família que criei aqui, o tanto de gente que conheço e que imagino que goste de mim tanto quanto eu deles, brasileiros (aliás, achei mais uma menina ontem, que mora em Salamanca desde o início da faculdade; louco isso) e gringos muito tranquilos e que estão sempre juntos, ajudam muito a passar por boa parte das coisas. Mas para algumas nao têm jeito, só o que resolveria é alguma coisa especial. No meu caso, mesmo meu pai se enrolando pela milésima vez sobre PT-não PT e a confiança, dizendo que sou Lula, minha mãe dizendo par eu não sair à noite porque é perigoso, Alan fazendo piads comigo por muito tempo e a gente chorando de rir e o colo da minha pequena. Coisas que são impossíveis de se encontrar aqui, porque só há um deles. Graças a Deus e infelizmente, neste caso específico.

Às vezes dá um baque tão grande que acho que vou pirar. Faço coisas idiotas e poderia fazer muito pior, se fosse mais estúpido. Ontem, por exemplo, apesar de trabalhar não queria falar com ninguém, mas também não tinha para onde ir já que moro longe do centro e minha casa não é minha. Daí, fui para perto do trabalho, comprei dois pães com recheio de chocolate (caña, aqui, que é uma das formas de pedir cerveja também) e fui para um parque no centro, comer. Nada de mais se não fizesse uns 6 graus, mais ou menos, e não houvesse lugar coberto. Como se fosse pouca estupidez, não tinha mais o que fazer nem para onde ir e resolvi dormir por ali. Coloquei o despertador para meia hora antes de entrar no trabalho e apaguei. Acordei com o rosto a menos 20 graus, perna dormente e um frio de dar inveja a esquimó.

Só para terem uma idéia, cheguei no bar e pedi um café. Ele veio pelando e, ao invés de tomar, fiquei segurando nas duas mãos para ver se ajudava a parar de tremer de frio. Depois de uns cinco minutos até que ajudou mesmo. Daí comecei minha ralação, acabando às 2:10 e indo à despedida de uma argentina gente fina demais, Ana, que volta pra Mar del Plata segunda. Foi seu último dia no Levies e ela estava triste. Fiquei junto, graças à minha estúpida capacidade de me colocar no lugar dos outros.

Cheguei em casa às 7h, porque não tinha ônibus antes. Não dormi porque tinha aula às 9h, e fui. Mas só meu corpo estava presente, e de olhos bem fechados (link da semana). Deprimente, porque odeio sentir sono nas aulas. que é o que mais acontece quando estudo pela manhã, como aqui. E que contribui para meu estado chato de espírito.

Sei que isso é fase, vai passar, blá blá blá. Não precisam dizer, me conheço. "Mas eu nem sei porque me sinto assim/vem de repente um anjo triste perto de mim", é bem isso. Mas quero que lembrem que odeio isso. Sei lá porque, mas quero que lembrem.

E antes que pensem, não chorei. Praticamente não choro, como vocês também devem saber.

Chega de saudades. E tenho dito.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

O preço que se paga

30 euros. Esse é o preço que se paga - ou que, ao menos, paguei - por Êxodo e Retratos de crianças do Êxodo. Acabei de ver no Buscapé a 104 reais só o primeiro, no mínimo e sem taxa de envio. Pechincha, não? Mas não quero só tirar onda com relação ao preço. Quero falar sobre o livro, apesar de não ter visto todo.

Já disse que não curtia o fotógrafo até as aulas do Dante na UFF, e a partir daí aprendi a admirá-lo. Sua trajetória, sua coragem, seus trabalhos. A sorte acompanha quem tem competência, e se a pessoa souber aproveitar vai se dar bem na vida. Foi assim com ele.

Mas nunca tinha lido o texto introdutório do livro. E é simplesmente maravilhoso. A consciência que ele tem, seus pensamentos, suas reflexões, como se sensibiliza pelos seus semelhantes, sua preocupação e indignação com a situação de milhões e milhões de seres humanos como nós, mas só na classificação biológica, já que estão esquecidos pelo resto do mundo.

Tem que estar muito preparado para ler tudo aquilo, seus relatos sobre como foram feitas as fotos, onde e em que situação - dele e dos fotografados - e depois ver as imagens. Quantas vezes não fiquei emocionado, com nó na garganta e tudo. Dá certa tristeza pela nossa raça.

E se for falar sobre as fotos... Seu talento é absurdo, o olhar sobre a situação, a capacidade de achar as imagens mais bonitas onde pessoas comuns enxergariam coisas comuns e tudo o mais. Não é à toa que ele é consagrado. Merece estar aonde chegou. E espero que melhore ainda mais, um brasileiro que chama a atenção do mundo para coisas tão importantes para o nosso futuro tem que ser louvado.

E para provar que não é à toa tudo isso, acabei de ler uma notícia no Globo que fala sobre a vitória da bancada ruralista pra cima do PT no Congresso. A idéia é simples. A partir de agora, invasão de terra é crime hediondo e ato terrorista.

Ah, bom. Tá certo, ainda mais se pensarmos que boa parte das terras invadidas (não digo todas porque tem gente canalha também entre os sem-terra, eu sei) é improdutiva, e os que invadem não tem aonde plantar, viver e coisas assim bobas que a constituição brasileira diz que faz parte dos direitos fundamentais do cidadão. E é mais do que óbvio que isso é um crime hediondo. Matar não, roubar seu país e deixar milhões na miséria não, falsificar documentos e se apropriar de terras dos outros (como índios, por exemplo) também não. Mas invadir uma terra e tentar construir uma vida, isso sim é hediondo.

Ou o dicionário precisa de uma revisão ou os brasileiros estão perdendo o mínimo de moral que poderia restar para criar um país melhor. Por que querem tanto me fazer desacreditar na nossa gente?
***
Só para acabar com o post-tristeza:

"PF prende 20 por invasão de área indígena em MT

Anselmo Carvalho Pinto*

CUIABÁ (MT). A Polícia Federal prendeu 20 pessoas e ainda procura mais 57 por envolvimento na invasão de uma área indígena em Colniza, no noroeste de Mato Grosso. Entre os presos está o secretário de Habitação de Cuiabá, Oscar Martins. A PF investiga denúncias de genocídio dos índios da etnia tupi kawahib, que vivem isolados dos brancos nas terras invadidas. Eles podem ter desaparecido com a ação de grileiros e madereiros.

A Operação Rio Pardo, realizada em sete estados, foi provocada por uma denúncia da Funai de que integrantes da Associação dos Proprietários Rurais de Colniza estariam patrocinando o loteamento de uma área onde a Funai está fazendo um trabalho de aproximação com índios isolados, próximo ao Rio Pardo.

Segundo a denúncia, 53 mil hectares estariam sendo divididos em lotes de 499 hectares. As investigações concluíram que a associação estaria arrecadando recursos e contratando homens para demarcar lotes e destruir vestígios da ocupação indígena, o que impedia a aproximação e o reconhecimento da etnia, inicialmente identificada como tupi kawahib.

A operação ocorre em sete cidades de Mato Grosso, além de Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

(*) Especial para O GLOBO"

Meu vô era índio. Sinto pela raça, que também é minha. O bom do Brasil é o brasileiro...

terça-feira, 29 de novembro de 2005

De como se resolvem certas situações

Às vezes acontecem coisas na sua vida e você se vê obrigado a resolver sozinho da melhor forma possível. Deve errar o mínimo possível para que não se veja em má situação, ou para evitar constrangimentos. Aqui vão situações e como se safar delas.

Situação 1) Você tem um dinheiro da moeda do seu país no bolso e precisa de, ao menos, dez para se manter minimamente. Não consegue sacar, não consegue adiantamentos nem acha seus amigos mais próximos.

O que fazer) Conte o caso a pessoas do seu círculo de amizade, mesmo que não os mais próximos. Ria da sua situação - até porque não há nada melhor para fazer - e finja que conta só para fazer uma graça do seu estado de pindaíba. Dê a entender que o que você precisaria no momento seria encontrar aquela alma caridosa que emprestaria os tão sonhados dez dinheiros para que você possa andar de ônibus e comer no dia seguinte. Se alguém oferecer, faça uma primeira cara de "que isso, nem precisa", mas não recuse demais para não perder a chance de se salvar de uma boa (péssima, mas enfim). Pronto, eis aí seus dez dinheiros;ç

Situação 2) Você precisa saber a que horas vai trabalhar no dia seguinte, já que seu horário é móvel. Seu chefe é meio irritante e você não compreende perfeitamente sua língua. Você precisa mudar seu horário para que não falte mais aulas nem perca sua vida diurna.

O que fazer) Peça para alguém mais antigo que você no trabalho faça seu horário e explique porque. Como ninguém vai querer se responsabilizar, ligará para o chefe e dirá que você precisa falar sobre o horário. Meio caminho andado para conseguir. Se ele oferecer folga no dia seguinte, aceite. Depois será exigido em dobro de qualquer jeito, pelo menos é um descanso. Merecido;

Situação 3) Você joga pela primeira vez com sua equipe (da faculdade, colégio, trabalho ou o que for), já valendo pelo campeonato da instituição correspondente. Entra como titular sem jogar desde CATOUZE anos, em um esporte que não é o favorito do seu país. Handebol, por exemplo. Faz uns seis gols, dá passe para ourtos três e, na saída do vestiário é aplaudido pelos outros.

O que fazer) Nada, já que será uma situação completamente inesperada. Mas seja simpático com todos e garanta - inclusive para você mesmo - que jogará tão bem quanto no próximo jogo.

Situação 4) Seu corpo dói, você está absurdamente cansado, com sono e tem trabalho para fazer. Ainda assim tem que trabalhar.

O que fazer) Vá, se você depende do dinheiro. Do contrário, pode ser despedido.

Situação 5) Alguém fala com você. A língua é a mesma, mas ao mesmo tempo é tão diferente quanto um chinês e um alemão conversando em dialetos do interior de seus respectivos países. Você precisa compreender aquilo, é importante para o momento.

O que fazer) Não se desespere. Peça para repetir uma vez. Se não entender, peça uma segunda. se não entender, peça uma terceira. se não entender, finja que entendeu tudo, fale um "tá" na língua correspondente e vá embora, já que não sabe se a pessoa espera uma resposta mais elaborada ou trocar idéias. Na necessidade, mude radicalmente de assunto, mesmo sem saber qual era o anterior.

E este foi um serviço de utilidade pública da Ponte Elétrica. Qualquer semelhança é mera obviedade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Muitas coisas

A Ponte andou vazia neste final de semana, mas nunca esquecida. Volto com mais e mais coisas e uma dica: pensem MUITO bem antes de vir para a Europa no inverno. Cinco graus às 8h não é coisa de Deus.

*Meus planos estão bem encaminhados, torçam por eles. São de suma importância para a nova ordem mundial.
*Trabalhar à noite e estudar pela manhã-tarde é difícil, muito difícil. Mas é o preço que se paga. Em compensação, hoje nem vi o despertador tocar. Perdi a aula. E sábado trabalhei até 4:30 da manhã, o que prova que guerreirice (?) não me falta. Mas pelo menos não limpei banheiro.
*Natal e Ano Novo longe do Brasil não vai ser fácil. Se quiserem dizer palavras de consolo, à vontade.
*Hoje devo jogar futebol pela primeira vez com os espanhóis. Sonhei que jogava mal, mas no final passava por quatro tocava na saída do goleiro, marcando um golaço que não ajudava em nada meu time, que saía derrotado. A ver.
*Tenho dois euros até poder sacar outra vez. Isso sim é vida dura.
*Almoço na casa de amigos é muito bom. Espero ter aprendido a fazer strogonoff de camarão e um doce boladão norótico com cookies e chocolate. Mais coisas para meu almoço de volta.
*Treinem, vou precisar de ajudantes na cozinha. A não ser que não se importem de o almoço sair umas quatro horas depois do planejado.
*Quinta fez sol. Mas já deveria ter aprendido que, na Europa, o sol perde de muito pro frio. Aliás, parece que os raios de sol congelam ao entrar na parte européia da atmosfera. Outro dia caiu um raio de sol gigantesco perto de onde moro, deu até bombeiros.

Enfim, como estava sol saí sem casaco, só de jeans e camisa. E posso dizer que nunca imaginei que pudesse sentir frio a ponto de esperar que meu sangue congelasse e parasse no meio do caminho até o coração. Deus, como senti frio...
***
Tenho como trabalhos finais duas páginas de Internet. Penso em criar uma sobre conspiração alienígena e outra sobre teclado para pessoas sem mãos. Que tal?
***
Achei "Exodos" e "Retratos" por trinta dinheiros gringos e não tenho como comprar. "It makes me a sad panda..."

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

19:32

E eu na faculdade, correndo atrás de "processo criativo".
Isso são horas???

Noticulitas

Nos ônibus daqui da Tussam - a maldita, existem TVs com atualidades, propagandas e tal. Tem uma parte de saúde, que contra artrite recomendou... lagosta!

Ora bolas, como as milhões de pessoas do Brasil ainda não descobriram os maravilhosos efeitos da lagosta?! Por favor, não esperem eu voltar para avisar a todos. Assim eles podem acrescentar à sua lista de compras do mês e ter uma vida mais saudável.
***
Trabalhar à noite e estudar de manhã é realmente difícil. Não fui a nenhuma das minhas duas aulas de francês esta semana. E como se fosse pouco, hoje porque estava tentanto acabar minha redação sentado no sofá, apaguei e acordei às 11h, completamente doído e torto e de mau humor (odeio quando as coisas vão muito diferente do que eu planejava). E ainda cheguei na aula de italiano 28 minutos atrasado.

Podem dizer que é bobeira dizer "28 minutos", mas para uma aula de hora e meia qualquer dois minutinhos me deixam menos irritado e envergonhado.
***
Devo conseguir conhecer pelo menos uma capital, agora que trabalho. Quiçá mantendo-me por uma semana. E com meu dinheiro, ganho com o suor do meu esforço!

Mas ontem tive que limpar o banheiro. Inclusive o masculino. É o preço que se paga...
***
Para não dizer que esqueço de minhas origens. Como se não bastassem todas as cagadas já aprontadas, agora os dirigentes do Mengão querem fazer parceria com a máfia da MSI. Já que é assim, porque não botam CV estampado na manga da camisa? Já é vermelho mesmo... E pelo menos o time ia meter mais medo durante as partidas.

E voltando às minhas origens, como eu queria uma feijoada agora! Ou uma torta de chocolate (vulgo cheesecake). Ou o bol ode limão da minha mãe. Ou qualquer coisa que minha mãe cozinha. Ou minha avó, ou, ou, ou...
***
E pra finalizar, as respostas, antes que me esqueça e ninguém saiba. Comi em 12 minutos, recorde mundial do Alexandre Oliveira Mota que dificilmente será quebrado por mim mesmo. E serei o camisa 10, e já estou fazendo um trabalho psicológico comigo mesmo para que me lembre de que posso jogar muito futebol. Que posso decidir uma partida.

Espero que seja a favor do meu time.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Adivinhas

1) Hoje fui ao restaurante universitário, peguei tudo o que ia comer, paguei, comi dois pratos, sobremesa e tomei um copo d'àgua em:

a)12 minutos;
b)21 minutos;
c)CATOUZE minutos;
d)34 minutos;
e)não acabei porque demorei demais e o restaurante ia fechar.

2) Pela enésima vez faltei ao jogo de futebol, e pela enésima primeira me chamaram para jogar. Inclusive, me reservaram uma camisa. Deve ser só porque sou brasileiro. Devem estar achando que jogo que nem o Robinho ou Ronaldinho, não sei. Qual o número da minha camisa e o que vai acontecer com o time, respectivamente?

a)10 e vou quebrar um galho, de repente evitando uma derrota ridícula para a INFORMÁTICA;
b)10 e vou cagar o time, vão me expulsar, tomar a camisa e rir de mim;
c)9 e vou virar goleador;
d)1 e vou salvar o time de derrotas históricas, como para a INFORMÁTICA;
e)13 e vou virar amuleto, imitando o Zagallo a cada vitória e berrando "vosotros tendrán que tragarme!!!".

Respostas amanhã ou depois de CATOUZE chutes. De pessoas diferentes, sem roubos. E existentes e que eu conheça, tá, Alan?

Coisonas e coisinhas

Não sei por onde começar, enão vai pelo menor. Mas leiam até o final, porque na verdade e maior é mais importante.

-saio de casa hoje e, às oito da manhã, tem uma menina com uma saia que bate acima da metade da sua perna. Com ela em pé. Poderia ser natural se não estivesse batendo 12 graus. Isso me lembra o grande LCL e seu "o espanhol é um povo sacâna! Sacâna...";

-hoje tudo ficou parado por um tempinho aqui na faculdade, porque havia um vazamento que ninguém sabia de onde vinha, o que poderia ocasionar, se era grave, se era castigo divino pelo excesso de drogas e pederastia que envolve o ambiente facultático aqui na Cartuja. O importante é que vale frisar que não é só no IACS que acontecem coisas ruins e absurdas à faculdade. Mas não vale frisar que consertaram tudo e liberaram as salas em trinta minutos, mais ou menos;

-já sei falar um mínimo de francês e italiano. Assim sendo, poderei tirar onda com vocês na volta (menos com o Lucas). E tudo isso de graça. Rá!
***
Agora o sério. Anteontem e ontem rolou um círculo de palestras aqui na faculdade, pelo qual paguei cinco eurótides. Seria barato se não tivesse sido uma bosta, com a honrosa exceção (ou é com dois 's'?) de um cara que compõe para comercias e trabalha em uma produtora, e que trouxe propagandas excelentes. Inclusive uma para a Eurocopa 2004 com "A taça do mundo é nossa". É sempre bom ver publicidade de qualidade, serve de referência. Nas outras palestras, cochilei bem. Fiquei com vergonha, mas cochilei bem.

Mas o que quero falar não tem a ver com meu sono. Percebi duas coisas nesses dois dias, que me deixaram triste e orgulhoso ao mesmo tempo.

Primeior, que o estudante de publicidade espanhol - ao menos o de Sevilla - é muito cru. Perguntas bobas, falta de conhecimento da profissão, às vezes mesmo falta de criatividade e vontade. Aqui parece que não curtem muito estudar as coisas, ou produzir de verdade. Ou então ando muito mal relacionado.

Até agora não vi ninguém com pasta de portifólio, ninguém fazendo criações, ninguém falar da aula de redação publicitária. E conheço gente de todos os anos. O pior é que os professores são bons. Deve ser por isso que as coisas realmente boas se concentram em Madrid.

Outra coisa que me deixou abismado é como os estudantes daqui são bobos. Ou tontos, como eles dizem de quem é idiota. Batem palmas por tudo e qualquer coisa, de gracinha com sabe-se lá Deus quem, falam demais e na hora errada, fazem comentários imbecis... Poderia falar por muito temp ose estivesse com paciência e minha memória permitisse. O importante é dizer - ou reafirmar pela enésima vez - que o forte daqui não é a educação.

Daí fica a pergunta: de que adianta ser "primeiro mundo", fazer parte da União Européia e tudo o mais, se você é visto com maus olhos pelos seus parceiros e não faz obm uso das facilidades que recebeu de mão beijada? Aqui tenho a sensação de que os espanhóis (ou sevillanos, pelo menos) tem muito mais do que merecem. Se fossem receber por méritos, estariam agora tentando invadir Paris, Berlin ou Londres, pulando um muro de arame farpado e tomando tiro de bala de borracha e soco na cara.

E ainda por cima, eu ia achar muito bem feito.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Tá

Mais um grande passo para o Alan. Ia dizer que ele me encanta e tudo o mais, mas já tá virando costume. Assim sendo, parabéns mais uma vez. Ah, e dêem parabéns a ele, explico depois. E pra você, Alan,

CONTINUA ESTUDANDO!

Ah, e caso queiram saber, aqui esfria cada vez mais. Êêê, que legal...

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Ô, que maravilha!!!

Até queria falar sobre algumas coisas mais chatinhas, picuinhas que me enchem o saco. Mas com tanta notícia boa que recebi em tão pouco tempo, nada mais me importa.

*Flamengo se livrou do rebaixamento (salvo uma catástrofe hecatômbica) com um gol do Obina, que todo mundo detesta mas eu gosto. Vitória fora de casa, diga-se de passagem;
*acabei de ler um email lindo da minha maninha Rê, que me deixou com lágrimas nos olhos. Mas não choro nunca, ainda mais na sala de computadores, com um monte de gente em volta. Mas isso me fez bem demais, só eu sei como sinto falta dos que amo e estão do outro lado do oceano;
*recebi uma carta de casa e uma da Carol. A primeira, um cartão com um trevo de quatro folhas (desenhado, claro), que me trouxe sorte de verdade, e a sagunda uma impressão daquela montagem linda que minha pequena fez no flog dela, dos nossos anos de namoro. Vocês não sabem como é bom e fico feliz em receber uma carta;
*e uma coisa que não se compara às outras, porque são negócios distintos, mas que me deixou numa felicidade inenarrável. Vou até escrever embaixo, para ter destaque:

Alan, meu irmão, ficou com 297 em 300 no TOEFL. Gabaritou a redação, inclusive. Tô até com um nó na garganta escrevendo isso, é impressionante como ele continua me surpreendendo. Para bem. Sei que se tudo der certo a gente vai passar um tempo sem se ver, sei que a saudade vai apertar demais. Mas o que tiver que ser vai ser, e que aconteça o que for melhor para ele. Torço demais por isso e sei que tudo vai dar certo. Quem corre atrás merece sempre.

E caso alguém ainda não tenha certeza, sim, acredito em Deus. E agradeço a Ele por vocês.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

"Aqui..."

Seguinte, hoje começo a trabalhar. Bom e ruim, porque se já sinto sono nas aulas agora, imagina depois. Claro que pelo lado financeiro vai ser melhor, mas espero que minha morte anunciada não se confirme e acabe valendo a pena a guerra pessoal contra o meu organismo.

Meu bar (claro, fazer o quê? Imagina se arrumei QI aqui pra ser redator estagiário de agência, ganhando, quando nem os espanhóis ganham...) é o Levies, na calle Levies. Vou ficar na barra, por hoje, pelo menos. Quem quiser ganhar uma cerveja pode aparecer por lá.

Aliás aliás aliás, como diz meu pai, hoje é aniversário de mais uma brasileira neo-amiga, Natália. Parabéns, Natália!, que também vai trabalhar lá. Mas começa amanhã. E ontem conheci o quinto elemento da UFF, outra menina de Produção Cultural que também trabalha no bar do lado, junto com o quarto elemento. Isabela e Gabriela, respectivamente. Frenética e doidinha, mas gente fina.

E para provar que continuo ligado nos assuntos mais importantes do nosso querido país, tô sabendo que nosso rei e mestre JK deve rodar da RedeTV!, e só por causa de seus programas de baixo nível e seu preconceito mais do que claro. Afinal de contas, qual o problema? Se todo mundo que tem dinheiro pode ser assim, porque ele, reles e humilde apresentador, não? E para onde vão Suzete e Sebosão, meu Deus?! Sorte do Oliver, que deve manter seu emprego como gigolô. Isso o Governo não pode interferir.

Além disso, Netinho estréia sua rede de TV para os negros, com programas naegros e negros no comando. Preconceito às avessas, apesar de ser uma boa forma de colocar "gente de cor" no comando. Mas, enquanto o Brasil precisar disso, só prova que tem um povo preconceituoso e elitista. Mas isso também não é novidade.

E para fechar a parte Brasil, Palocci tá sendo bombardeado, Dilma não fecha a boca, Lula erra discurso e o Globo aproveita para pisar nele, a direita continua se fazendo de santa e salvadora da pátria, rolaram imagens de abusos num Grupamento qualquer do Exército (se não me engano)... Pelo menos vou reconhecer onde moro quando voltar.
***
Não esqueci daquele papo de uma indicação de página legal por semana, mas não tava podendo escrever tanto. Hoje, que tenho mais uns minutinhos, peguei essa para vocês. Depois procurem a parada na net, é o sucesso aqui. Meu time de futebol que não poderá existir até ia ter esse nome.

E para fechar a postagem (de verdade, agora eu paro), quero dizer que fico deveras feliz com a leitura deste humilde espaço onde se encontram algumas das melhores idéias universais, atemporais e atuais ao mesmo tempo, escritas com tanto amor e carinho para que todos se emocionem, pensem e me venerem como seu novo messias, dando sequência ao meu plano de conquistar o mundo.

Aos que acompanham sempre, aos novos leitores e aos que vêem de vez em quando, pelo menos, gracias. Vocês têm um posto garantido como subcomandantes regionais na minha ditadura anárquica social-comunista baseada na troca.

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Que nem criança

Vamos começar pelo final, já que o que li hoje de manhã me agradou muito. Mengão está cada vez mais longe da segundona depois de meter três no Fortaleza. Sei que isso não é digno de Flamengo, mas muito pior seria ver 35 milhões de pessoas chorando uma queda incompatível com a história do único time pentacampeão brasileiro, campeão da Libertadores e do Mundial e com um dos maiores craques que o mundo já viu. Zico, obviamente.

E para ficar ainda mais feliz, o Vasco caiu de quatro com três do animal chulé e o Uruguai não vai à Copa. Se a Argentina fosse desclassificada, por qualquer motivo, minha alegria esportiva seria transcedental neste início de quinta-feira.

Agora, sim. Por que "que nem criança?", vocês devem se perguntar. Ou não, caso não questionem as coisas. Digo agora.

Que nem criança porque saí de casa pela manhã com neblina digna de Londres (apesar de eu não conhecer Londres), o que fazia todo o meu caminho até o Instituto de Idiomas parecer um daqueles filmes com histórias mágicas, monstros com máscaras de borracha e suspense pipoca de Sessão da Tarde. Imaginei várias coisas. Muito divertido para minha mente louca.

Que nem criança porque pude, enfim, brincar como deve - ou deveria - brincar toda criança que viva em lugares frios. Fingi que era uma locomotiva. Sim, porque aqui, a qualquer hora do dia, se você soprar pela boca (ou mesmo respirar pelo nariz, dependendo da temperatura), sai fumaça. Daí você imprime um ritmo constante à sua marcha, faz um barilho inaudível para os outros, para que ninguém te interne, e pronto!, vira uma locomotiva. Mas é claro que não puxo ninguém.

Que nem criança porque está confirmado o Cirque du Solèil para Sevilla em janeiro. Inclusive, já começaram as vendas de ingressos. Isso é imperdível, é espetáculo novo e tudo o mais. Vou comprar pipoca e algodão-doce no dia.

Que nem criança porque ontem à noite uns amigos belgas e franceses foram jantar lá em casa, a comida mexicana que disse que estou aprendendo a fazer e prometi a vocês do Brasil. Mas dessa vez mal cozinhei, era a galera da faculdade do Elias e ele queria fazer a parada toda. Fora eu ter chegado no final do preparo. Mas o lance é que Mathias, meu amigo de lá, quer ir ao Brasil. E prometi levá-lo ao Maraca ver o Mengão jogar. Senti aquele friozinho na barriga e tudo, coisa de garoto. Mas muito emocionante.

Que nem garoto porque fiquei tristão de não conseguir falar com o Fiote, assim como não tinha conseguido falar com o Manu. Chato isso. Telefone bobo feio e cara de mamão.

Que nem criança porque não consigo parar de falar. Escrever, no caso. Mas agora chega, e amanhã tem mais. Beijinhos na testa, abraço de urso e fiquem com Papai do Céu.

"Cante

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Errata-ata

Tenho que fazer não mea-culpa, mas culpa inteira. Achei que ontem era dia 16, o que se constituiria portanto no aniversário do Fiote. Mas dia 16 é hoje. Ainda por cima, embolei o aniversário dele com o do Flamengo. Mas pra quem tem uma memória como a minha, até que foi por pouco.

Ontem era feriado aí, mas aqui não. Assim sendo, fui comprar um casacão decente porque não é coisa de Deus fazer 10 graus às nove da manhã. E menos ainda à noite. Paguei 24 euros, mas foi o dinheiro mais bem gasto desde 15 de setembro do presente ano, se Deus quiser, graças a Deus. E de brinde comprei uma calça e um YachtMan Blue pela pechincha de CATOUZE euros. Também, agora não compro mais nada até ano que vem.

E como não podia deixar de ser, estou atrasado com os meus trabalhos. Isso que dá não ter computador em casa. quando forem sair do Brasil, caso queiram, pensem seriamente no que fazem. Ou venham preparados para pagar mais de 100 euros pela simples instalação de um aparelinho que te faz comunicar com outros seres de outros lugares do nosso mundão de meu Deus por ondas de voz.

Para completar a miscelânea, ontem vi Em nome do pai. Em espanhol. Muito louco, porque não entendi tudo. Mas entendi a maior parte, o que me deixou feliz a maior parte do tempo. E, além do filme ser excelente, uma trilha sonora com Jimi Hendrix e Bobs Dylan e Marley merece todo meu respeito, carinho e admiração.

Ah, e é interessante que ele mostar o que meu amigo VituMatu (linkado aí ao lado, vale a pena a visita) disse no blog dele sobre a falta de vontade dos ingleses em admitir seu erro. A chamada prepotência. Ou arrogância, acentuada com aquele sotaque horrível que assusta a todos os que fazem prova oral na Cultura Inglesa. Vidizzle longuizzle ao dialetizzle do Snoopyzzle Doggyzzle.

E vida longa também a quem escreveu, dirigiu e escolheu (muito, muito, muito bem) cada coisa do filme supracitado. Vejam, admirem a sétima arte e odeiem a mais alguém nesta vida.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Quase esqueci!!!

quando a fase anda ruim, tudo dá errado. Quase esqueci que hoje também é aniversário do meu, do seu, do nosso MENGÃO!!! Quer dizer, na verdade é dia 17 mas se comemora hoje. Assim sendo, para Lucas e Mengôoô:

"Parabéns pra você,
nessa data querida.
Muitas felicidades,
muitos anos de vida."

(imaginar isso sendo cantado por cem mil pessoas no Maraca, batendo palmas coordenadamente e cantando com toda a emoção do mundo, que só os rubro-negros conseguem. E xingando o Eurico no final.)

Ê!!!

Ontem tava na rua e o termômetro batia 10 graus às 21h!!! E eu tava só com uma blusa de manga curta e um casaco de moleton!!! Que felicidade!!!

ps: isso é uma grande ironia. Enorme.

Assim sendo, hoje vou gastar vinte e cinco euros em uma jaqueta. E não vou ficar nem um pouco triste, vai ser o dinheiro mais bem gasto desde que cheguei aqui. Mais até do que com comida. Porque, tirando o Lucas, o Vitão e a Natália, ninguém deve saber o que é frio de verdade.
***
Aliás, hoje é aniversário do Fiotius Maximus. Será que consigo falar com ele ou vai ser que nem com meu queridão JK, que fiquei só na intenção? de qualquer jeito, quem falar com ele diga que lembro. e para o manu também.

E parabéns pra você e um chute no saco, Fiote!
***
Minha felicidade do início, apesar de bem irônica, pode ser justificada com a ligação que recebi do Brasil. Sim, ontem minha família quase toda falou comigo. Quarenta e tantos minutos pelo Skype.

Mas como tudo que é bom dura pouco, e a empolgação foi muita, todos os euros de créditos que eles compraram acabaram ontem. Bem enquanto eu falava com o meu pai. Enfim...
***
E meu trabalho giga-ultra-super-boladão norótico continua. Quem lembrar de filmes, livros, músicas e pintores brasileiros de qualidade, por favor me escreva. Nem vou falar quem já lembrei, portanto podem gastar a mamória aí. Até porque, isso me falta.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Outra vez, de novo

Rápido. Posto faltando apenas quinze minutos pra minha aula, que é importante. Mas preciso dizer que:

- aqui faz frio. E pra vocês me ouvirem (lerem) dizer que está frio, é porque está. Quando a previsão é de 16 graus e não chega a isso, a coisa tá feia;
- o euro está cotado a 2,59 reais. O que não faz a menor diferença, porque sou morador e não turista. Como o dinheiro vai rápido...;
- voltei a escrever no caderninho. Roteiro, conto, história grande, tudo. Isso é o resultado de um processo de envergonhamento pós-gasto de grana. Deus escreve certo por linhas tortas;
- meus finais de semana têm sido de dono-de-casa. Lavo, cozinho, arrumo casa e estudo. Pensem CATOUZE vezes antes de sair de casa assim;
- o Festival de Cinema de Sevilla foi muito bom. Apesar de ter dormido em um filme francês e ter achado uns dois bem caidinhos, o balanço final ficou assim:
Nível Ponte de satisfação cinematística experimentástica e alternativesca - ****+-** (que saudade de dar notas);
- procurar trabalho é um saco. Principalmente quando você não encontra. Espero que ele me encontre, pelo menos;
- Se Niterói é um ovo, Sevilla é um escargot. Encontrei mais duas meninas da UFF que vieram de intercâmbio. Agora só falta o sexto elemento e o elo estará completo. Daí acontecerá o Apocalipse, mas é outra história;
- Saudades de vocês daí. De vez em quando aperta feio. Mas...

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Voltei

Só para avisar que fiquei tanto tempo longe da Ponte porque algum imbecil conseguiu a façanha de cortar um cabo daqui do bairro, quando estava fazendo uma obra. Por um acaso, o da internet. Toda a Isla de la Cartuja ficou sem até hoje. Deve ser a proximidade com Portugal que faz isso.

De qualquer jeito, hoje tem pouca coisa porque tenho pressa. Demais. Coisas mil a resolver. Mas fiquem sabendo que agora tenho grupo cheio de espanhóis, querem que eu jogue bola no time deles e procuro emprego mais e mais freneticamente. Apesar de ter sido tão bem recebido na FCB quanto Bin Laden seria na Casa Branca. Ou não.

Ah, e mel em italiano é miele. Por isso, o tema de hoje é (para quem lembrar):

"Tutti fruti, tutti fruti, tu-tti fru-ti!"
***
E como não podia deixar de ser, não esqueci do meu queridão JK e seu aniversário dia 9, mas acabou meu dinheiro e não tinha como ligar. Mas parabéns e tudo de bom ao meu irmão mais doente da cabeça, apesar de ter muito bom gosto.

Sucesso, Manu.

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Cuidado, Alê pensando


Tá uma bosta, mas a idéia é essa mesmo.

Daqui a um dia ou dois eu volto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Adendo urgente

Depois querem que eu goste da gralha vermelha. Imagina se isso acontece aqui, o que ia ser do nosso país:

"O protesto foi além das fachadas de prédios e alcançou o Congresso. Vestindo uma camiseta com a inscrição “Fora, Bush”, a presidente do PSOL, senadora Heloisa Helena (AL), subiu à tribuna e discursou em plenário.

— Gostaria muito que o churrasco estivesse contaminado (com febre aftosa)! Pena que a possibilidade de contaminação nesse caso (a ingestão de carne contaminada) é pequena — disse a senadora, referindo-se ao almoço que o presidente Lula oferecerá a Bush na Granja do Torto."

E tem mais!!!


Noisi mais André e Paulinha, lá no Porto.


Ai, que girinho é o Rio Douro!!!


O funk também invadiu Porto, como vocês podem ver por mais este castelão.

E para quem não conhece...


Vista do alto de uma torre lá em Faro. Só não sei o nome dela.


Porto...


...para onde também foram bruno, Pepê, Carmen e Karen...


...onde tirei uma foto com meu novo amigo Camões...


...e onde babei razoavelmente demais.


O castelão de Sintra...


...e a inspiração dos Besouros para o Abbey Road.

Muito gira!

Sim, como vocês devem - ou deveriam - ter lido, estive em Portugal por esses dias. Seis, viajando de sul a norte do país. E dirigindo, revezando com o Bruno pelos tapetes que são as estradas européias. E com a companhia de Pepê, Carmen e Karen, que moram com ele.

O roteiro foi Sevilla-Faro-Lisboa-Sintra (onde se bebe Cintra; não, não bebi)-Porto-Sevilla. Mais ou menos vinte e cinco euros de pedágio na ida, nada na volta. Isso porque cortamos todas as cidades possíveis e imagináveis de lá e mais várias da Andalucía. Babem, ó pá!

Depois de passar uma vida fazendo piada deles, percebi que estava certo. Eles são limitados. Ou "literais", como Bruno diz. Mas são muito mais do que isso, e posso dizer que fiquei orgulhoso de ter antepassados lusitanos.

Eles são cordiais, simpáticos, solícitos, desenvolvidos, limpos e absurdamente crédulos nos que conhecem. Ou que não conhecem mesmo. Ficamos cinco brasileiros na casa da mãe de uma portuguesa amiga nossa (com ela aqui), comemos, dormimos e ela nos deixou sozinhos no seu apartamento sem o menor problema. Depois de conhecer Vera voltei a ter um pouco mais de fé na humanidade, sem exagero algum.

Faro é praia. Lindíssima. Lisboa é capital de lá e evoluidíssima - só de linha de metrô tem umas quatro, e com tevês de tela plana em toda a estação. Seu potencial turístico é muito bem aproveitado, e curtimos mesmo com chuva. Aliás, como chove e faz frio naquele país!

Sintra é uma maravilha à parte, e mesmo pegando um pé d'água no meio da mata curtimos demais. É lindo. E Porto, capital mundial da cultura de 2001, não fica atrás. Além de muita coisa para se fazer, que não fizemos por não dispor de tanto tempo assim, tem um climão de cidade médio porte que adoro. Fora a Casa da Música, projeto do holandês de Rem Koolhaas que encanta Bruno e me deu aquela vontade de ser arquiteto só para, um dia, fazer alguma coisa grandiosa assim. Mas relaxem, meu negócio é com a escrita, vocês não vão ficar órfãos de me ler...

Poderia falar por seis dias dos seis dias que passei lá. Poderia falar das pessoas que conheci, com destaque também para ADA (amigos dos amigos) que me receberam no Porto como se fosse velho conhecido - André, Paulinha, Paty e Carol. Todos gente fisíssima, que terei o maior prazer de receber quando vierem para cá em dezembro. Mas o mais importante é ver outras coisas, conhecer novas culturas, vivenciar coisas novas que ajudam cada vez mais na minha formação pessoal, do caráter que tenho e que reforçam minhas convicções e vontades.

Faço das palavras do Bruno as minhas, quando disse que somos um povo ainda engatinhando e cometendo erros para evoluirmos. Espero fazer parte da novra safra de brasileiros responsáveis pela mudança que nossa sociedade tanto precisa.

E, claro, me alegra ver que as pessoas que conheço e estou conhecendo também têm toda a capacidade de fazer isso. É bom ver que podemos crescer.
***
Minha linda fez uma declaração de amor que dispensa comentários no seu flog, que está linkado aí do lado, e me senti na dívida com ela. Não por obrigação, mas pela vontade de falar sobre ela. Carol é a mulher da minha vida, a não ser que ela não queira. Estou cada dia mais apaixonado pela pequena, que aliás se mostra cada vez mais inteligente.

Será que o BNDES vai ganhar uma funcionária de 1.565m?
***
Palmas também para o cabeçudo do meu irmão. Impressionante como ele me deixa orgulhoso. Ainda não falo nada, mas espero dar grandes notícias em breve. Mas seja como for, ele já mostrou do que é capaz.

Quero ter um filho igual a ele. E se for filha, que seja que nem minha pequena.
***
E não podia deixar de citar o básico do básico: cada coisa que consegui, acda vitória que tenho, cada aprendizado, devo aos meus pais. Claro que eles não lêem a Ponte - o que, aliás, prova que não escrevo para puxar saco -, mas quero deixar marcado que, se algum dia vocês quiserem mudar o mundo, ou ao menos que seus filhos queiram fazer alguma coisa a mais, então dêem educação a eles. No mínimo igual a que eu tive. Que é a melhor que eu poderia ter.

É assim que se começa a mudar as coisas que queremos.
***
E, só para deixar vocês por dentro de como anda aqui, depois desta viagem e da minha dor na consciência de ainda não ter arrumado emprego, resolvi colocar minha cabeça no lugar e fazer tudo da faculdade o mais rápido e melhor possível. Não que antes não quisesse, mas faltava um empurrãozinho. Este, para ser mais exato.

Até dezembro devo apresentar um trabalho oral sobre música e literatura brasileiras, relação com a espanhola, criatividade e gênio (na concepção platônica do termo). Ainda rola mais um que não lembro qual e um site boladão norótico sobre alguns bairros de Sevilla, linkado à Ponte (claro). Vou estudar italiano e francês com mais afinco e caprichar nos meus escritos. quero voltar com um livro, espero.

E para pegar uma isnpiração gostosita, vou ao Festival de Cinema de Sevilla. Confiram aqui qual é a da parada. Hoje vejo Delecarlians, Con todos mis respetos e Chats Perches. E por aí vai. Depois conto como foi.
***
Última parada desta postagem, prometo: toda semana vai rolar uma indicação de página legal para vocês conferirem. Toda sexta, para ser mais exato. E o de hoje não poderia ser diferente:

www.us.es

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Calma

Não morri. Aliás, tô é muito vivo. Tô em Portugal.

Sexta eu conto mais.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Voltando ao normal

Após me recuperar parcialmente de uma reação alérgica à corante amarelo, e recuperar parte do meu bom humor graças a minha família e Carol, que falei ontem e hoje respectivamente, posso também voltar ao normal com a Ponte.

A Ponte andava mal cuidada, é verdade. Buracos virtuais, falta de sinalização de novos posts, sem luz em seus escritos... Mas agora tudo vai ser diferente!!! Até que eu volte a ter uma recaída!!! Ou não!!!

Foi mal a quantidade de exclamações, é a felicidade por voltar aqui. E de ver que tem gente nova cruzando as fronteiras na Internet. É a Ponte ligando mentes.

Ah, e essa foi a primeira postagem, mas vou colocar hora a mais para vocês lerem primeiro. Assim sendo, "desce mais desce mais um pouquinho" que vocês chegam nos escritos em si só, por si próprios.

Desabafo

Acabei de ler na página dO Globo sobre como anda a crise aí, o o que chamam de crise. Na verdade não sei como anda o sentimento do povo quanto a isso, até porque passaram tanto tempo jogando o mensalão, o valerioduto e outras coisas na mídia que saturou a mente até do mais alienado dos brasileiros, presumo eu não sei.

O que me chamou a atenção nisso tudo foi uma coisa que não sabia, apesar de já ter um mês. Chico Alencar, vulgo tio ou Chicão agora, saiu do PT. Isso mexeu comigo.

Seria mentira se dissesse que acompanho a vida política do Chico Alencar desde que me entendo por gente, que admiro cada coisa do que ele fez durante anos nesse meio, que ele é meu maior exemplo no cenário político nacional. Até porque, todo mundo sabe - ou deveria saber - que não tenho partido político. Meu "partido" é toda e qualquer coisa que realmente interessar e for boa para todo o povo.

Mas desde que conheci um grande amigo meu passei a prestar mais atenção aos passos do seu pai. E percebi a seriedade com que fazia suas coisas, a força com que lutava pelo que acreditava. Ouvi várias vezes do meu amigo como seu pai sentia dificulade em fazer as coisas no seu trabalho, como ficava chateado com tudo o que estava acontecendo, como se sentia mal pelas coisas divulgadas. Vi seu pai chorar na TV, vi ser injustamente criticado. E agora, isso.

Foi com uma pontinha de lágrima nos olhos, exatamente como estou outra vez agora, que resolvi falar sobre isso. Simplesmente por não acreditar que boa parte de tudo em que eu acreditava quando votei no Partido dos Trabalhadores está indo por água abaixo, e tão rápido. Acredito que isso tenha sido planejado para estourar agora e bombardear o partido, sei que tem muita gente boa lá dentro e muitos dos que estão batendo neles têm o rabo preso. Claro que estão fazendo alarde demais. Mas não deixa de ser deprimente.

Antes que pensem, não, não mudaria meu voto em hipótese nenhuma. E se não achar candidato realmente satisfatório, voto no Lula - pelo fato de que acredito que todos ficarão muito mais preocupados em não errar agora, e não farão besteiras como essas. Mas dói ver como gente responsável por uma das vitórias mais bonitas eesperadas da história do Brasil pôde jogar tudo por água abaixo.

E agora Chico Alencar sai do PT e vai para o Psol. É uma pena, porque além de odiar o partido novo e a Heloísa Helena (aproveitadora falastrona e sem critério - opinião pessoal, se um dia quiserem explico), acho que ele vai se tornar um novo Pstu. Radicalidade demais, propostas e ações concretas de menos. Fico triste de ver que ele teve que ir para lá. Só pode ser por falta de alternativa.

Se ele fizesse um partido só dele, votaria. Se ele se candidatasse a presidente, votaria. Porque falta no país gente séria assim, que até na hora de votar contra o maior acusado da crise do seu ex-partido e desafeto ideológico, chorou por ver que as coisas pelas quais lutou estão definhando. Um dia amargo para a história política da nossa nação.

E assim a vida do brasileiro médio segue, sempre para baixo. Só não encontrando os de baixo porque eles se afundam cada vez mais. É assim que se afasta um brasileiro esperançoso do lugar que ele tanto ama. Espero sobreviver a isso, porque na verdade ainda acredito.

A esperança é a última que morre, não é verdade?
***
Adendo: O Globo volta ao seu normal.

"‘Ou Serra ou o boeing’, afirma Hélio Jaguaribe

Toni Marques
Enviado especial

CAXAMBU (MG). “Ou Serra ou o boeing”. Essas são as escolhas do cientista político Hélio Jaguaribe para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2006. Falando a jornalistas antes de sua palestra no 29 Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), Jaguaribe se disse contra o modelo econômico neoliberal — o que o fez votar em Lula duas vezes, apesar de ter fundado o PSDB e integrado a direção do partido — e a favor de que o prefeito de São Paulo, José Serra, seja candidato a presidente propondo uma política econômica desenvolvimentista.

Se Lula for reeleito, a solução é tomar um avião e ir para a Argentina, brincou Jaguaribe. Devido à política econômica do governo, ele acha que o presidente não pode desejar ser comparado a Juscelino Kubitschek.

— (A comparação) É muito boa para dizer que ele (Lula) é o oposto. É um bom contraste. — disse Jaguaribe."

Up-to-date (inglês 10, hein?)

Acabei de almoçar. Mas, antes, havia acabado de ler um pequeno texto em espanhol na sala, porque o professor pediu. Dois parágrafos, um pequeno e um grande, e apenas três palavras erradas.

Isso mesmo, três.

É, três.

Babem não.

isso foi postado às CATOUZE:44, mas coloquei mais cedo para vocês lerem depois do meu primeiro recado.
***
Triste constatar que, na sala, apenas eu e mais uma pessoa gostamos de escrever e ler sobre criatividade. Não seria nada demais, se a aula não fosse Creatividad Literaria y Mitocrítica e a outra pessoa também fosse gringa. Ou seja, entre vinte e oito pessoas que vieram hoje apenas duas lêem. E não são espanholas.

Deve ser isso a causa dos mullets. Ou então os mullets ocasionam isso. É tipo o lance do Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais. Mas não quero filosofar sobre isso agora /ponto final/

Tía, meu final de semana foi...

...bom. Ponto. Basta dizer que sexta vi a gringada se amarrando na Bossa Nova, ensaiando passos medíocres que eles devem ter achado que era dança - e se bobear, até chamaram de dança. O importante é que foi muito divertido, e ainda por cima conheci dois brasileiros muito gente fina. Um deles, Neri, de Recife, é quem está ajudando a galera a ver lance de empregos. Cada vez mais acho que o mundo tem sete quilômetros de raio, só. O que daria CATOUZE de tamanho.

Sábado não lembro o que eu fiz, por isso vou pular. Mas domingo lembro. Fui a um show de percussão africana, com uns branquelos de dread que tavam dando uns tapas antes de começar. Devia ser para se inspirarem. De qualquer jeito, pelo menos foi maneiro, eles tocam bem. Ou tocavam, de repente já morreram, sei lá. Mas gostei também.

Saldo do final de semana: dois para música gringa de bom gosto e boa qualidade, zero para músicas de Juanes, Gasolina e idiotas de mullets ridículos. Espero continuar assim.
***
Por falar em shows, li que vai rolar Jamiroquai e Laurin Hill por aí ano que vem. E já vou ter voltado. Se Pearl Jam morresse logo, não perderia nenhum show que gostaria de ver depois de ter saído daí.

Não que torça pela morte dele, que isso...
***
Como disse no post de anets que saiu depois (porque quis), tive uma pequena reação alérgica a corante amarelo. Isso porque tudo - TUDO - neste país tem corante amarelo. A geléia de uva tem corante amarelo. Atum tem corante amarelo. Se bobear, água tem corante amarelo. Maldita industrialização. Vou sabotar uma fábrica de "edulcorantes".

O que importa é que estou melhorando, pronto para tomar suco de laranja artificial. E comer bastante Fandangos. E morrer depois.
***
Como já disse antes, dia nove tô aí. Torçam para que eu realmente aprenda a cozinhar, como parece estar acontecendo, que depois vou fazer uma comida mexicana para quem for ao aeroporto. Obviamente, não no mesmo dia, já que devo chegar em casa lá pra uma da manhã.

Aliás, peçam à PM para garantir minha segurança na volta para casa. Aqui ainda não escutei um tiro, e os carros param para você atravessar a rua - salvo raras excessões. Vou voltar deveras mal-acostumado.
***
Quero muito postar fotos dos meus novos grandes amigos, companheiros de sofrimento. Mas, para variar, o blogger tá de vacilação. Se continuar assim vou matar um gringo de mullets em sinal de protesto. Assim faço dois bens ao mundo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Oito de março de dois mil e seis. Chegada na noite do dia nove, no Galeão.

E tenho dito.

ps: notícias só amanhã, que tô absurdamente sem paciência. Por incrível que pareça.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Um dia triste...

...mas um péssimo lugar para ler um livro. Acabei de ler que a vitória no referendo foi do "não". Triste para um país onde você lê notícias como essa. E daí você imagina como vão as coisas no futuro.

Que digam que as armas usadas pela criminalidade não são legais, que se diga que o controle deveria ser maior por parte dessas que entram ilegalmente no país, que se diga sei lá mais o quê. Mas a verdade é que acabamos (eu, infelizmente, não votei - o que não faria a menor diferença, pelos números que vi) de aprovar a permanência de mais armas que podem vir a fazer grande estrago na mão de pessoas que não saibam manejá-las, ou se caírem nas mãos dos marginais.

Conscientização é tudo. Pena que está em falta no país.
***
Se fosse rolar um referendo e eu pudesse escolher o tema, seria sobre o novo técnico do Flamengo. Tudo bem que a situação está desesperadora, mas colocar o Joel pinguço é terrível. Assim meu coração não vai aguentar mais. Vou ficar por aqui e deixar meus mullets crescerem...
***
Triste também é sentir as coisas pelos outros, e sentir tanto pelo que meus amigos fazem. Eu sabendo ou não, porque já vi que as coisas sempre são piores do que se imagina.

Mas o pior é ter essa sensibilidade desnecessária para as coisas dos outros. Na verdade, eu queria ter tanto sentimento quanto uma pedra. No fundo do oceano, longe de tudo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Mais votos, mais votos!!!

Espalhem para seus amigos e inimigos, o importante é votar "ni mim". O link tá no post de baixo.
***
Hoje tem Bossa Nova aqui, coisa que não posso perder. Ainda mais sabendo que a gringada vai estar babando pelo nosso ritmo. Fazer o que se eles só tem essas bostas eletrônicas, reggaeton e esses troços em espanhol horrorosos (excessão concedida à Amaral, que parece ser boa).

Mas só vou poder contar como foi segunda. Fiquem na expectativa.
***
Tava ouvindo Gilberto Gil. Sabe como é, né, Ministro da Cultura, tinha que valorizar o país aqui. Até tem coisa ou outra que gosto bastante. Mas resolvi escutar o cd "Ao vivo em Tóquio". Pois é...

A primeira vez que ele começou a dar aqueles gritos escalafobéticos surtados de quem tomou ácido e viu uma galinha de bandana com uma faca de churrasco na mão (mão???), mudei de música. Agora é "Era um garoto...", dos Engenheiros. Bem melhor, né?

update: Terra de Gigantes, agora.
***
Não aguento mais sentir sono nas aulas. Culpa da UFF, que me acostumou mal, só tendo aulas à noite. Daí sentia sono no trabalho, mas como trabalhava enganava meu corpo. Agora, sentadinho calado no banco da classe, já era. Me sinto ridículo.

Pena que RedBull, café, nada disso ajuda. Vou tentar me autoflagelar.
***
Tô quase aprendendo a cozinhar. Garantam já seu ingresso para a bocada que espero fazer quando voltar para o meu - meu!! - querido Brasil. Podem depositar o dinheiro na minha conta, Carol sabe o número.

Porque aqui o dinheiro tá acabando. Outra vez...
***
Próximo post vai ser uma historinha legal para meus amiguinhos, prometo. Voltarei à minha veia literária, que anda com a pressão baixa de tanta coisa coagulada no meu cérebro.

Eca.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Estátua!

"Folhinha-de-abacate-ninguém-me-rebate", "sangue-de-Deus-combate-tudo!" e etcéteras. Agora está tudo parado na Ponte porque há uma votação boladona norótica no blog, segundo me informou Carol, minha linda. Assim sendo, nada de coisas novas porque o lance é todos irem lá e votarem no blog querido de vocês, Ponte Elétrica.

Assim posso dar prosseguimento ao meu plano de ganhar dinheiro com a Ponte e depois "conquistar o mundo".

Entrem aqui. Votem na Ponte e façam seu amigo isolado do Brasil estabelecer uma ponte para o sucesso.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Urgente!!!

Aqui na sala de informática tem um desgraçado de um espanhol que, além de ter um daqueles mullets ridículos já citados, teve a coragem (ou a cara de pau) de pintar a metade de baixo - uns seis centímetros, mais ou menos - de laranja marca-texto.

Como se não bastasse, a trilha sonora desta cena dantesca é Escusa si te amo, aquela musiquinha italiana de novela da Globo. Não é para isso que aprendo italiano aqui...

Ainda vou matar um idiota desta terra preguiçosa.

Tempo, propagandas e etcéteras

Quando cheguei e buscava apartamento, andando umas dez horas por dia, fazia calor de deixar carioca com inveja. Era coisa de chegar 21h batendo 33º nos termôetros daqui. Agora, um mês depois, está fazendo 18º às 12h. Uma diferença considerável. Principalmente se vocês pararem para pensar que tinha um forte objetivo de nadar aqui.
***
Ainda assim, arrependo-me amargamente, cada dia da minha estada aqui, de ter trazido mil e quatro casacos. Podem ter certeza de que metade deles vai ficar aqui, aquecendo os marroquinos sem-teto.
***
Por falar em sem-teto, ontem vi uma coisa que me doeu demais. Se faz 18º às 12h, imaginem às 19h, certo? Pois foi mais ou menos a essa hora que vi um senhor magro, muito magro, sentado largado na calçada, sem acmisa, pedindo esmolas. Isso em frente a um dos pontos turísticos mais bonitos adqui, a Catedral da Giralda (que vocês devem ter visto a foto mais lá embaixo).

A quantidade de turistas que passam ali é enorme, mas uma pessoa pobre passando fome não está na rota explorada pelo Governo da Andalucía para a gringada, né? E assim ele passava em branco entre alemães, italianos, ingleses e o que mais estava por ali. E eu, da janela no ônibus, assistindo a tudo com pena.

Pena é feio, mas mais feio é ignorar um problema assim. E depois vão dizer que esse negócio de fome e desabrigado é coisa de terceiro mundo...
***
Aliás, "terceiro mundo" era a expressão que estavam usando para falar sobre os salários de uma galera daqui da província. Ontem à tarde estava rolando um protesto perto da Giralda também, em frente a alguma coisa do governo. A galera estava com faixas, bandeiras, uma gorda pulava na frente de todos tentando chamar a atenção e arrumar um marido, essas coisas.

O negócio é que eles berravam, cornetavam e riam, como se fosse a coisa mais legal do mundo de se fazer em uma segunda à tarde. Barulho chato mais gente imbecil é igual ao meu ódio profundo e eterno.
***
Outra coisa que vocês já devem saber, mas quero dizer assim mesmo. Aqui na Europa, propaganda de cigarro é liberada. Então, está rolando naqueles cartazes de paradas de ônibus uma promoção da Malboro, se não me engano, onde você participa de um joguinho e pode ganhar uma Ducatti por dia. Vejam bem, uma DUCATTI por dia.

Não sei se isso só vale por uma semana, mas não é nada mal. O lance é o cigarro. Não sei se vale mais amaldiçoar os desgraçados que inventaram uma promoção onde você ganha uma moto que é um sonho de consumo ou o cigarro, que é uma bosta.

Fico com os dois.
***
E para cada propaganda boa aqui, rolam umas dez ruins. O pessoal parece ter preguiça até de ter boas idéias. Mas também, as boas são iradas. Destaque especial e com honras para a absoluta viagem que é a do Renaut Clio. "Restart" é o slogan da campanha. Se puderem, aconselho a procurar na Internet, é muito boa, bem feita e completamente psicopata.

Com a cultura liberal que a galera tem aqui, tô achando que o cara fumou um combinadão boladão de ervas e tóxicos (leia-se "tóchicux") antes de criar aquela coisa. Ou então ele não é espanhol.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Viagem?

Sim, viagem! Oficialmente dei minha primeira escapulida para fora de Sevilla. Esse final de semana matei um pouquinho da minha saudade do mar indo a Cádiz.

Além de me sentir quase um mineiro (com todo respeito à minha linda pequena de Varginha), correndo felizão para dentro do mar, aproveitei para tirar o branco-michael-jackson que tomava conta de minha pele outrora quase preta. Nossa Senhora, que maravilha isso.

Uma horinha e pouco de carro com Bruno, Elias, Ste, duas portuguesas e três espanhóis (inclusive Alberto, o barcelonense (?) já citado e que dirigia um Polo deveras irado. Um albergue caindo aos pedaços, com umas camas que davam dó - sério, era mais saudável dormir no chão com meu tênis de travesseiro - e um banheiro chulé. Uma espelunca que só servia para passar a noite mesmo. Quase trinta euros. Mas nada disso paga uma tarde aqui, ó:


Quase peguei o mortal todo. Passou perrrrrto!...

Deu até pena na volta. Por mim, estudava na praia todo o tempo que estivesse aqui. E o melhor é que deu na conta certinho tudo isso, porque além de voltar de lá com um euro (UM euro!) no bolso, chegamos aqui e começou a chover. Papai do Céu acertou um belo de um chute no saco de Murphy...

Depois posto mais fotos e mais histórias. Mas agora vou almoçar porque a fome aperta, e depois ainda tenho que começar a correr atrás de emprego. Real convertido o tempo inteiro não sustenta ninguém por muito tempo, né?

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Costumes populares

-Pai, pai! Semana que vem tô fazendo dezoito anos. Você lembra, né?...
-Claro, meu filho. Como ia esquecer do meu garoto bom?
-Então, pai, já sei o que quero de presente. Quero um Audi A3, que aqui todo mundo tem e preciso ter um igual.
-Meu filho, tem certeza? Você lembra no seu aniversário de quinze anos? Você encheu mis pelotas por uma motinho barulhentas daquelas que os meninos da rua tinham, e o que você fez? Ficou enchendo o saco das velhinhas e virou o vigia da rua para os chicos que vendiam haxixe.
-Não, pai mas dessa vez é diferente! Juro, juro, juro por el gran torero. Olha, só, vê...
-Não, nada de vê. além do mais, o que você tem feito para merecer?
-Sério, pai, olha aqui. Já não faço mais nada das dos menos cuarto até às cinco y media. Além do mais, olha aqui, meus mullets já estão do tamanho de uma cauda de pavão!

Pai fica de olhos vermelhos, emocionado.

-Filho... Você já é um homem... Tudo bem, vai, você é um bom rapaz mesmo. Amanhã vamos à concessionária da Audi ver seu A3, tá? Mas olha lá o que você vai fazer...
-Fica tranquilo, pai. A primeira noite que sair vou lá para o Paseo de las Delicias a cento e trinta por hora, tirando onda com esses pivetes que só tem cinco centímetros de mullets e andam de lambreta. Daí vou encher a cara com a galera, fumar unzinho e na volta, lá para umas seis da manhã, vou atropelar um daqueles marroquinos que estão no sinal tentando arranjar uma grana para comer.
-Esse é o meu garoto! Cada vez mais sevillano...

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Ó...

Nao, aqui nao tem Joao Kléber. Isso é terrível.
Nao, aqui nao faz frio como me disseram. Trouxe uns cinco casacos porque encheram minha cabeça. Isso é terrível.
Nao, os gringos nao sao tao conscientes assim. Tem gente parando carro em qualquer lugar, jogando lixo no chao e fazendo coisas horrososas. Isso é terrível.
Nao, nao é fácil arranjar emprego. E parece que eles exploram estudantes pelo menos tanto quanto aí. Ainda nao vi se tudo isso é verdade, mas se for é terrível.
Nao, nao quero ficar aqui para sempre, como algumas pessoas disseram que ia acontecer. De certa forma, dependendo do ponto de vista, isso é terrível.
Nao, as coisas nao passaram como deveriam. E quando você mais precisa das pessoas parece que elas esquecem de você. Isso é o mais terrível.
Nao, nao é um post pessimista. Mas ninguém nem liga para mim! Sou o único que nao recebe chamadas do Brasil. Isso também é bem terrível... Também, se as coisas derem certo depois fico na Inglaterra para sempre.

É, sim. Inglaterra. Nao importa o que vocês tenham dito. Inglaterra.

Outra vez, de novo...

Pra variar, aquela sensação estranha de tristeza. Deve ser a distância de casa, das pessoas que deixei - temporariamente - do ourto lado do oceano. Ou o estilo de vida que se leva na Europa.

Para quem já leu Sidartha (não sei se é assim que se escreve, quem estiver na dúvida pesquise e me diga depois, por favor), deve lembrar do que vou dizer. Quem não leu vê agora. No livro, ele passa por várias coisas até atingir a iluminação. Uma delas é uma vida vazia e desregrada, cheia dos vícios mundanos.

Não que esteja nos vícios, não que leve uma vida desregrada. Muito menos que vá atingir a iluminação, quem sou eu. Mas para bom leitor, meia história basta. Entendam como quiserem.

Continuo preferindo o Brasil.

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Babem

Hoje eu comi no bandejao daqui, vulgo (em espanhol) Comedor Universitario. Comi lentilhas com umas paradas aí de primeiro prato, frango empanado com batatas fritas como segundo e creminho gostoso de sobremesa. Fora a água. A 3,15 euros. Nao convertam como sei que vocês têm vontade de fazer e vejam como é vantajoso comer aqui. E babem, porque provavelmente muitos de vocês nao comeram hoje o que eu comi.
***
Antes que me esqueça, quero dizer que minha ___________, Marina (isso porque nao sei o que pode ser a prima da minha namorada) tirou 85% no Enem e A na UERJ, também. O que faz dela uma cabeçuda, também.

Pena que ela nao quis esperar meu irmao curtir a vida antes de chegar nela. Mas seu namorado é gente boa. Mas cuidado que meu irmao tá na área.
***
Estou aprendendo Dreamweaver na faculdade. Depois vem Flash. E também comecei italiano. E voltarei com minha humilde folha de currículo um pouco mais cheia de tinta.
***
Agora está chovendo. Deve ser praga de vocês, posto que passei duas semanas e meia aqui com um sol de rachar cactos. No plural mesmo, seriam vários. E agora faz um leve friozinho. E eu nao tenho guarda-chuva.

Quem quiser me mandar um, à vontade.
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Os gringos conhecem o Flamengo. Sabem que Zico jogou nele. E alguns já ouviram falar em Vasco e Fluminense. E o resto, nem sei.

Entenderam o recado, nao-flamenguistas?
***
Estudantes continuam querendo me ajudar a resolver problemas. Como os nao-sevillanos sao simpáticos...
***
Quem quiser me receber na volta ganhará um jantar. Nao pago por mim, mas feito por mim. Estou aprendendo umas coisas maneiras daqui. Vou virar chef.

Se publicidade nao der certo, uma coisa a mais para eu tentar aí. Além de alguma coisa que havia dito e nao lembro mais.
***
O título era babem, mas nao lembro mais porque escrevi isso. Sei que comprei um discman a 19 euros, para ter o que ouvir. Posto que nao vivo sem música. E ele toca MP3.

Se for o caso, podem babar por isso também...

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Adendo

Vejam isso. Só para que entendam, "Luzes da cidade" seria meu projeto final para o Dante, em Fotojornalismo. Até cheguei a fazer fotos. Agora virou programa de governo.

Malditos ladroes de idéias. Até de um jovem universitário....

ps: acabei de descobrir que o JBOnline é uma bosta, nao tem caminho para anexar. Caso queiram ver, têm que ir em Brasil e clicar na notícia sobre isso. Se nao quiserem, pelo menos já descarreguei minha indignaçao de cidadao.

Respondendo e contando

Flávia: sim, é comunicaçao publicidade. Nao sei se pode pegar um curso que nao tenha nada a ver, mas você pode vir como publicidade e pegar matéria em outros centros, o que aqui eles chamam de "libre configuración". É só ter um pouco de paciência para achar alguma coisa que curta e para conseguir se inscrever. Mas parece valer a pena.

André: também prefiro o Rio, óbvio. Mas, pra quem curtia horário de verao porque escurecia às 19h...

Alan: larga de ser besta.

Cá: sim, que todos leiam a Ponte!!! Um dia ela vai ser fonte de informaçao para todo o mundo, e com o dinheiro que ganhar coprarei meu tao sonhado skate. E sim, aqui é lindo. Um dia a gete vem juntos.

Fabio e VituMatu: nao, morte à siesta. Aqui nao se resolve nada entre 13:30 e 18h...
***
Entao, agora notícias. Se Niterói é um ovo, Sevilla é uma ervilha. Cada vez que você anda pela rua vai encontrar alguém que já viu pelo menos duas vezes. O que faz com que, depois dessa, sejam três. E assim sucessivamente. Vou embora daqui conhecendo CATOUZE mil pessoas.
***
Descobri porque os espanhóis bebem tanto. Porque aqui nao há absolutamente NADA para se fazer. Tem umas seis boates onde se cobra em euros ou se exige que homens entrem vestidos como se fossem a uma reuniao de negócios. Com o Bill Gates. Para comprar a Microsoft.

Cheguei a ver um cara de gravata e terninho cinza-claro. Parecia um gigolô de férias. Patético.

Daí o que acontece? Todo mundo vai para a rua e bebe que nem um hipopótamo deprimido, até que chega às seis da manha e todos vao para casa borrachos. Isso é até discutido na TV, e o reitor da Universidade de Sevilla se disse preocupado com a situaçao, fazendo questao de ressaltar que isso nao reflete a maioria dos universitários. Rá! Até ele deve encher a cara nessa cidade...
***
Sábado vi o jogo da Espanha pelas eliminatórias da Copa. Infelizmente, nao no estádio. Até porque o jogo era em Bruxelas. Mas assistimos - os oito brasileiros - lá no apê, com a companhia de um espanhol de Barcelona que faz arquitetura (e já deve ter sido citado na Ponte). Ele vibrava pouco, mas entendo o porquê. Sua seleçao é uma bosta.

Podem aguardar, ano que vem a Espanha vai fazer feio no Mundial mais uma vez. Isso se ela chegar, já que ainda tem que vencer San Marino e, se a Sérvia vencer seu jogo também, disputar repescagem. Patético.
***
Aqui todos tem boa imagem do Lula, e vários do Brasil. Mas é impressionante como nosso país é sinônimo de samba, carnaval, futebol, Ronaldinho e afins.

Outro dia as meninas do sul foram à uma discoteca (assim que eles chamam aqui) e entraram de graça e ganharam drinque porque "sambaram". Entre aspas mesmo, porque seu samba nao é como o de uma carioca. Com todo o respeito. Mas parece que todos se amarraram.

E para nao dizer que é só com meninas, um amigo daqui """"sambou""""" - entre várias aspas mesmo - com umas gringas e todas ficaram abismadas. Patéticas.
***
Patético também é meu time, que tenho acompanhado daqui. E patética é a globo.com, que nao deixa eu ler o jornal para saber sobre meu querido país. Por isso, deixo vocês com um trechinho de uma música muy buena:

"E tudo seria patético, se nao fosse...
PATETA!!!"

Rogério Skylab, cantor-compositor da MPB alternativa brasileira.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

E tem muito mais de onde saíram estas...

Cliquem nelas para ampliarem.


Vista um dos lados do alto da Catedral de Giralda.


Foto de um dos pátios internos do Palácio de Alcázar. Pb porque achei bonito.


Terraço do prédio do Mathio, suíço. Ao fundo, Giralda e pôr-do-sol maravilhoso às 21h. Bola nao...


Achei que ficaria bonito, em sepia. Entrada da torre sul da Plaza de España.


A famosa Plaza de España. Construída em 1929 por um ricaço, para um evento que rolaria aqui. Caprichou no pavilhao da casa, né?

Notículas

.Aqui apareceu agora um jogo doidaço, Jarkyball. É tipo um futebolzinho pra duas duplas, jogando contra, dentro duma areninha, cheio de regras doidas. Até parece que os gringos jogam tanto pra ficarem tirando onda de habilidosos...

.Tenho Canal+ em casa, e de graça. Como se nao bastasse os CATOUZE mil jogos de futebol, rola uma série do Stephen King, Hospital Kingdon. Sinistrona, fiquei com medo de olhar para a TV enquanto passava a propaganda. Ele é mau.

.Vai rolar show do Steve Vai em Granada, do Teenage Fanclub nao sei aonde e uma parada duma galera que é chegada ao Franz Ferdinand (ou um grupo paralelo de parte deles, sei lá). Só me falta el dinero.

.Aqui, quando você coloca o pé na rua, os carros param. Se for atropelado enquanto o sinal de pedestre estiver verde, se estiver na faixa, ganha uma bolada do Estado. Se nao arranjar emprego já sei o que fazer.

.Por outro lado, eles dirigem muito mal. Muito. Muito mal demais da conta, mais ou menos nível mulher velha caolha perneta surda e com mal de Parkinson. Inclusive os homens. Direçao habilidosa aqui é tao raro quanto um urso polar pegando sol em Itacoatiara.

.Lembram daquele papo de que português é burro? Pois é, cada vez me dao mais motivos para acreditar nisso. Segue abaixo aquela historinha que prometi, um diálogo que tive na primeira semana:

Brasileiro malandrao boladao norótico (bmbn) - Entao, fulana, vambora sair todo mundo junto porque estou com mais gente aqui no albergue comigo.

Portuguesa absurdamente limitada (pal) - Ah, é?

Bmbn - Ahan. Agora somos uns setecentos e quarenta brasileiros aqui, todo mundo junto.

Pal - SETECENTOS E QUARENTA??? TODO MUNDO AÍ???

Bmbn - Nao, tô exagerando... Sao mais cinco, só.

Pal - Ah, que susto. Pensei que fossem setecentos e quarenta...

Podem rir. A gente ri até hoje. E zoamos com todos (as) portugueses (as) que conhecemos.

.Querem fotos? Entao segura a ondinha que elas vao surgir...

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Ritmo...

é ritmo de festa? Nem a tapa.

Aqui o lance é correr freneticamente, porque as coisas nao sao fáceis. Nada é fácil.

Mas no final vai compensar.

Ah, vale dizer que, daqui a mais um pouco, vou para a praia. Praia!!! Cádiz, pra quem nao sabe. E vou passar dois dias lá, porque vou gastar tanto quanto ficar em casa.

E imagina o que prefiro, né...

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

E o tema de hoje é...

Ranzinzice (ou diferenças culturais relacionadas ao humor)

Meus queridos coleguinhas distantes - e outros possíveis que estejam perto. Caso um dia estejam convivendo diariamente com estrangeiros, sendo você o gringo e nao ele, aí sim verá como sao as pessoas. Aquela história de que tudo é bom para os turistas é verdade. Mas aqui eu nao sou turista.

Daí você vê como funcionam as coisas. Tudo é muito oito ou oitenta. Ou as pessoas te tratam super bem ou vao fazer cara de quem acabou de ser acordado de uma siesta (caso típico espanhol, daqui a mais um pouco vai um post sobre a cara de pau desse povo). Tem gente que é hiper atenciosa quando você tem alguma dúvida, ou está perdido, ou nao entende o que ela está falando. Mas tem gente...

Teve um admirável velho desgraçado que me respondeu que nao sabia o que eu estava perguntando. Com o detalhe que ele nao esperou eu acabar a pergunta. Na verdade, eu mal havia começado. Tem gente que explica tao mal que preciso perguntar a mesma coisa na esquina seguinte, sob o risco de errar absurdamente o que você queria fazer.

Hoje de manha, vindo para uma aula que perdi porque cheguei atrasado, tinha um cara tao mal humorado no ônibus que, se entrasse uma modelo e desse um beijo nele, provavelmente seria chutada porta afora. Com um chute na boca.

Ontem comecei o francês (oui, françois!) e, como nao tinha livro - nem vou ter, xeroquei mesmo - caí num grupo para acompanhar o que a professora dizia. Um cara mal falava, um deu dois sorrisos em uma hora e meia de aula e uma menina reclamava de cada coisa que a professora mandava fazer. E ficava dizendo que tava com sono. Um inferno.

Mas por outro lado, nem todo mundo é assim. Se você nao falar com as pessoas durante seu descanso da tarde, que aliás mata toda e qualquer tentativa de transformar a Espanha em um país realmente sério, muita gente será gentil contigo. Conversará, estará preocupada em dar a informaçao mais precisa possível e tudo o mais.

Ou seja, um povo oito ou oitenta.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Ó

Torçam aí por mim, as coisas estao estando assim, sabe?

E esperem por notícias de um jeito deveras legal. E fotos. Nossa Senhora, isso aqui tá ficando profissional.

ps: existe aqui um tal de macrobotellón, que junta as pessoas nas ruas para beberem. Sem música nem nada. E uma avenida grandona fecha.

Que coisa...