domingo, 19 de abril de 2009

(re)Voltando em prêmio

Vocês sabem que sou de contrariar essa história de publicitário ter o ego inflado, e sempre evitei falar de mim. Mas como eu fiquei muito feliz com o que aconteceu, resolvi escrever aqui.

Eu e meu dupla na Percepttiva, Oswaldo, fomos bronze no FIAP Brasil. Admito que fiquei meio triste quando recebi a notícia, por dois motivos. Primeiro, por entrar sempre pra ganhar - pode chamar de ambição, teimosia, sei lá, mas não aceito essa história de que "o importante é competir". Segundo, fiquei chateado por não concordar com o resultado, apesar de saber que critério é subjetivo.

Mas aí eu parei pra pensar que eu e Oswaldo passamos por 72 duplas do Brasil inteiro, incluindo a galera da Ogilvy, DM9 e Santa Clara, e relaxei. Ah, vai, bronze não é tão ruim. O Ultraje não tem aquela música "Terceiro" à toa. Quando você vai à praia, é pra pegar um bronze. Pô, tão vendo nosso nome pelo país inteiro lá no pódio. Que se dane, terceiro é maneiro. Muito mais cool.


Se quiser ver nossas outras duas e os outros trabalhos, clique aqui.

Claro que, apesar de termos levado o nome da agência pra mídia e valorizado ainda mais nosso trabalho, eu e meu dupla não ganhamos um centavo a mais na agência. Aliás, só um dos três sócios cumprimentou a gente - e mesmo assim porque estávamos passando por ele na porta da criação, já que um lance de escada é esforço demais pra qualquer um que queira falar com a gente. Ou discar 4 números no telefone. Mas aí já seria demais de quem chama diretor de arte de programador visual e não sabe o nosso nome.

***
Enquanto isso, saí da agência quinta às 9h15. De sexta. Por um empreendimento imobiliário. Pra minha sorte, consegui (às 7h) fazer spots engraçados e bem conceituados, que livraram minha pele de ter que voltar à Barra no mesmo dia.

Claro, não consegui dormir quase o dia inteiro, e meu sono ficou completamente desregulado. Em compensação, vi "Curtindo a vida adoidado", que nunca tinha passado nem perto durante meus 26 anos. Esse filme era tão estranho pra mim que achava que o ator principal era o Tom Hanks. Fiquei feliz de ter completado a minha infância, mas por outro lado bem triste. Se tivesse visto antes, saberia como matar aula sem peso na consciência e ainda aproveitar melhor o dia em casa.

***
E esse filme completou minha primeira semana do novo projeto, "aproveitando melhor seus dias da semana". O objetivo é, apesar de trabalhar em uma agência de propaganda, conseguir levar uma vida pessoal feliz e gratificante (na medida do possível).

Saio da agência até às 20h e assim chego em casa saio pra correr. Volto, tomo banho, como, falo com minha pequena, meus pais e vejo um filme. Baixado. E espero poder recomendar um a cada semana, pra passar cultura adiante.

Apesar de ter visto, entre outros, "O último rei da Escócia", a dica de hoje é "Layer cake". Não sei o nome em português, mas não importa. Baixem a legenda na língua que quiserem - ou não baixem legenda nenhuma - e assistam. É um dos melhores filmes que já vi. E, provavelmente, que vocês já terão visto também. Nada de politicamente correto, nada de história previsível. Vale cada segundo. E nem são tantos, que me lembre.

Aliás, cada vez tenho lembrado de menos coisas. Se algum dia me virem caminhando sem rumo na rua, nem adianta me chamarem pelo nome. Anota o endereço e chama a carrocinha.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Voltando em fotos


A-ha!

Como eu disse há uns 8 meses atrás, vamos ao show do A-ha. Sem piada, foi muito bom. Tudo bem, o vocal é um fanfarrão que se acha galã e parece esperar ser fotografado a cada minuto (a posição que ele está aí em cima é uma pose-padrão), a banda não é uma sumidade em talento musical, eu sabia cantar menos do que imaginava, mas ainda assim me diverti muito. Aliás, não só eu como minha pequena, meus amigos e mais umas 5 mil pessoas que quicavam a cada novo acorde.

Mas pra não dizer que tudo são flores, esperei quase 1 hora por um maldito táxi na saída, já que os que estavam ali ou já tinham dono (=passageiro), escolhiam destino ou cobravam corrida aleatoriamente - do tipo "Jacarepaguá, 40 reais". Então tá. Abre a porta que já vou.

Bom, próxima:



Padre, foi o senhor que pegou o bonequinho do meu filho?

Se padres podem pegar crianças, por que não poderiam brincar de Playmobil? De qualquer jeito, esse resolveu ser mais educativo. Recolheu os brinquedinhos e montou cenas bíblicas. Aí, apanhou de todo mundo - menos do Papa. Conclusões a que cheguei:

1.O Papa, apesar de nazista, tem senso de humor;
2.Esse padre é malandro, sabe a quantidade de jovenzinhos que vão pra sua paróquia.

E a última:



Infelizmente eu não posso ajudar vocês, tricolores. Simplesmente porque não quero.

Nessa Páscoa, quem leva chocolate é você (Fluminense). Eu sei, foi 1x0. Mas poderia ter sido mais. Tipo, uns 6x0. É que, pra sorte deles, meu time ainda não tem atacante. Quer dizer, tem o Emerson, mas ainda não tá 100%. Como o Josiel nunca vai estar, jogamos desfalcados.

Ah, não. Porque do outro lado contávamos com o Jaílton e o FH. Sob a batuta do mestre Golias. Impulsionados pelas declarações do novo Eurico Miranda, o Horcades, fomos pra cima e destruímos sem dó nem piedade.

Mas também, quem vai ter piedade deles?

O certo é que estamos na final, a hegemonia vai ser nossa, o Botafogo é chorão e o Vasco levou sacode.

E o Obina ainda é melhor que o Eto'o.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A-ha-manh-ã

O título parece uma variação fanha de tupi arcaico, mas é só pra dizer que a postagem sobre o show do A-ha (sim, eu fui, e se você não foi perdeu) vai ficar pra esse final de semana. Eu baixei duas imagens e, se não colocar logo aqui, vou acabar apagando sem querer da área de trabalho do cpu da agência. E elas são tão legais... (momento escroto)


Fala a verdade, o papa não dá o maior tesão?

Pois é, tinha que ser na França. E tinha que ser com o seu (porque meu, não é) querido nazi-papa Chico Bento, o 16º caipira. Depois de ir à África e defender que camisinha não evita AIDS, o que ajuda mesmo é manter não transar, ele conseguiu rejeição até de católicos. Também, pudera: a santidade aí tem o maior jeitão de anticristo.

De qualquer jeito, deve ser duro (rá!) manter a ereção olhando pra ele. Até porque, ele disse não. Ou seja, você tomou um toco do papa.



"Ei, essa moeda não é de um dólar!"
"Desculpa, senhor, tem uma meleca grudada nela."

Quem tem o prazer inesgotável de ler a Ponte sabe - agora, pra ser mais exato - que esse ano se comemoram os 200 do homem que fez o cego enxergar pelos dedos. Louis Braille. Supondo que se escreva assim.

Enfim, pra comemorar essa data querida o governo estadunidense está lançando uma edição especial da moeda de um dólar. O dinheiro arrecadado vai para instituições de pesquisa ou ajuda, sei lá. Não importa. A iniciativa é legal.

Mas o que me vem a cabeça é outra coisa. Se alguém tentar falsificar a moeda, como vai fazer? Soldar uma bolinha de aço e dizer que é de 100? Quanto tempo vai demorar até tentarem enganar os ceguinhos? Ou será que sou a única pessoa nesse mundo que acredita que alguém vai fazer isso?

Não precisam responder.

terça-feira, 24 de março de 2009

Ah, meu Brasil!

De vez em quando, eu escrevo resmungando sobre o Brasil, os brasileiros, o jeitinho brasileiro, "o bom do Brasil é o brasileiro", e mais um monte de coisas ufanistas descabidas. Mas hoje vai ser diferente. Hoje eu vou ser só elogios aos nossos famosos governantes e midiáticos. Afinal, o que seria das minhas postagens - e das minhas piadas - sem eles?

1."Depois da morte de Clodovil, quem vai cuidar dos cachorros órfãos?"

Eis a pergunta que não quer calar. Pois não dá pra deixar os pobres bichinhos sem seu Pedigree Champ e suas vitaminas reforçadas. Eles não podem ir pra um canil, a Suípa, ou pior: ficar ao relento, como reles mendigos sem-teto. Eles não merecem o mesmo destino que esses malditos desafortunados esquecidos por nós, que só sabem passar fome, pedir dinheiro e roubar maçãs na feira. Não, esses cachorros merecem mais. Têm que ter um dono que dê atenção, amor e carinho a eles, pra que possam passar os útimos anos (ops) das suas vidas com a dignidade devida. Alguém tem que dar (ops) o que eles merecem.

Quem prestou esse grande serviço de utilidade pública foi nossa querida Luciana Gimenez - a biscateira mais profissional que já passou pela face da Terra. E em uma entrevista exclusiva com um amigo íntimo do Clô. Sim, ela ganhou a disputa ferrenha entre as várias redes de TV, incluindo as pagas e algumas estrangeiras, pra entrevistar quem conhecia o ex-tilista a fundo (ops).

Obrigado, nobre senhora. Da vida.

2.Eduardo e o Buracão

Dizem as más línguas que nosso querido prefeito, na verdade, é uma primeira-dama. Coincidência ou não, ele disse ao Extra que não quer ser conhecido como o "prefeito buracão".

Calma, ele não assumiu. Ainda. Ele só estava se referindo a um personagem criado por um fulano, que o jornal adotou para mostrar os buracos espalhados pela cidade. O João Buracão. Bem popular, mesmo. Pelo visto, bem mais que o prefeita, que resolveu tirar uma casquinha do buracão. Com B maiúsculo, pelo menos enquanto diante do fotógrafo.


Depois vou te mostrar quem é o buracão, gato!

A graça disso tudo é que ele se aproveitou de um personagem criado como crítica às mazelas da cidade para fazer politicagem a seu favor. Ou seja, desmoralizou a crítica. Transformou um ponto negativo em um aliado. Inteligente, nosso prefeita, né?

Obrigado, cariocas, pelo grande governante que me deram!

Sábio foi o mestre Dal que, conhecedor da sabedoria popular, levou adiante aquela história de que "quem canta, seus males espanta":

(aqui deveria entrar o vídeo pra vocês verem, mas como esqueci como se faz, cliquem que vai abrir um link; melhor que nada, né?)

"Ah, meu Brasil!"

segunda-feira, 23 de março de 2009

Momento João Hélio (post retroativo)

Eu sabia que minha postagem anterior tava confusa. Não deu outra, esqueci de um negócio que aconteceu antes do show, na sexta.

Estava esperando pra atravessar a rua atrás do metrô da Praça Onze, já que os carros passavam sem a menor piedade dos pedestres, quando um casal resolveu se aventurar num micro-intervalo entre dois carros e um bus. Com certeza eles não contavam que a mulher ia tropeçar e cair, como aconteceu. Um perigo. Mas aí o rapaz teve uma idéia brilhante: arrastar sua namorada até a calçada.

Imagino que ela não tenha achado tão brilhante assim. Primeiro, porque deve ter se machucado pelo metro e meio que foi puxada, fora a pancada no meio-fio. Segundo, porque foi uma cena ridícula, típica de matéria de abertura do JN. Se estivesse presa na porta de um carro, no dia seguinte ia ter gente acendendo vela no local.

Mesmo sendo salva, ela levantou chorando de leve e resmungando pesado com o cara. Talvez porque fosse mais fácil ele ter ficado na frente e pedido pro bus diminuir a velocidade ou desviar - eu acho pouco provável que o motorista fosse passar por cima deles, isso é mais coisa de video game ou menino perturbado de cidadezinha no interior dos EUA. De qualquer jeito, acho que faltou um pouco de gratidão. Afinal, vão-se os anéis (inclusive o arrastado) mas ficam os dedos (provavelmente na mão dele, pela força com que ele puxou a coitada).
***
Não dá pra levar a sério um colunista que escreve que os motoristas de táxi vão poder "fazer pipi". Por isso que o Joaquim Ferreira dos Santos é considerado a escória do universo, junto com o maldito do Anselmo Góis.

Tudo bem, quem considera sou eu. Mas isso não importa, você fala "fazer pipi" pro seu filho de 1 ano que está aprendendo a usar a privada. Aliás, pro meu filho eu vou dizer "vai lá, garoto, manda aquele mijão pro teu pai ficar feliz". Depois, vou levar o moleque pra matinê numa casa de festas no Leblon, pra já chegar pedindo uma chupeta pra primeira menininha loirinha que encontrar.

E quando ele fizer 10 anos, vou levar na porta da casa do já senhor Joaquim Ferreira dos Santos só pra mijar na porta dele, prender um palito na campainha e sair correndo, enquanto o senil maldito vai "fazer pipi"no fraldão geriátrico.
***
Hoje de manhã, meu sogro me liga rindo. Estava vendo TV. A repórter perguntou pra um biólogo se era mesmo verdade a história que "moscas têm uma visão de 360º". Ele deve ter se questionado sobre a teoria evolutiva.

domingo, 22 de março de 2009

Uma semana e tanto

Eu comecei a planejar essa postagem dias atrás. Como não fiz nada antes, esqueci o que ia escrever. Ou seja, mentalmente vou começar tudo de novo. Se alguma coisa não fizer sentido... Bom, dane-se.

O início da minha semana foi de trabalho razoável. Saí segunda 0h, por causa de uma concorrência. Era pra quarta, mas terça 19h o dono da agência diz que brifou errado. Saí às 21h, razoavelmente irritado. Mas isso não foi nada: saí quarta às 2h15 e quinta às 4h30.

Pelo menos eu não fui trabalhar sexta, e ganhamos a concorrência. Agora vamos ver se finalmente aumentam meu salário, porque vai entrar uma grana forte por lá.

Agora vamos ao que interessa.

Sexta era o dia de um show que eu esperava há muito tempo. Radiohead finalmente viria ao Brasil. E ainda ia ter Los Hermanos antes. Mas aí, minha pequena ficou mal e o negócio ia ser só com os gringos, mesmo. Lá fomos nós quatro (sim, tinham mais duas pessoas), chegando a tempo de ouvir "we are the robots" e outras coisas mais de Kraftwerk. Interessante. A galera devia estar viajando horrores com aquelas luzes e sons bizarros - com certeza tinha gente na onda de ácido e afins. Bom, que se dane. Subimos - como eu disse, estava com a minha pequena, um lugar alto era fundamental - e ficamos na expectativa.

(pausa: vou narrar tudo em primeira pessoa. Quero falar da minha impressão, e assim é mais fácil; quem quiser que escreva seu próprio texto.)

Eis que as luzes se apagam. E entra aquele povo estranho da banda, liderados pelo Tom Yorke. Aliás, se ele fosse brasileiro, com certeza moraria em Copacabana, iria toda sexta à Fosfobox e faria cinema na UFF.

Vou pular as músicas que não conheço, e vou seguir a ordem que lembro. Sei que rolou Airbag, There there, Karma police, Just e Creep fechou o show. Aliás, realmente um show. Vários momentos emocionantes, viajantes (pelo menos umas 3 vezes me peguei olhando pro céu, com a visão periférica naquelas luzes loucas que passavam nos tubos do palco e ouvidos ligados na música) e muito, muito valiosos. Daqueles que não se esquecem nunca. Depois de Roger Waters, um dos melhores concertos que já vi na vida. Inclusive por tanta coisa que passava na minha cabeça, e que só vou conseguir organizar pra explanar em breve.

Nem lembro quanto foi, mas valeu cada centavo.

Aí, sábado minha pequena foi pra casa (tava realmente mal, e achei bonito ela não querer arriscar passar virose pro pai em recuperação) e fiquei em Jaca. Resolvi ir com Alan ao cine, ver Watchman. E valeu pra fechar o fds cultural.

O filme é doido. Muito. A história é complexa. Muito. Mas é cheio de argumentos interessantes, que valem reflexão sobre coisas que você acredita. Sobre como consertar o mundo, se é que você tem essa ambição. Eu tenho. E, de quebra, ainda tem uma das melhores aberturas de filme que eu me lembro. Tão boa quanto Senhor da Armas (Guerra). E que se desenrola enquanto toca Times are a-changin', do mestre Bob. Fora o resto da trilha, que tem até Jimi Hendrix. Fora sei lá mais o quê, que já tô todo enrolado escrevendo um monte de coisas enquanto fico revoltado com o Flamengo tomando sacode do timeco do vasco e penso no que ainda tenho que fazer hoje.

Enfim, se você tem 2h40 livres e está com disposição de ver um filme cabeça com linguagem visual excelente e bem doido, vá ver. Vale cada centavo. E serão bem menos centavos que o show do Radiohead.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Post bobo primeiro

Com certeza você tem um amigo viciado em tecnologia, daqueles que gastam 32.000 dólares no iPhone GigaNano versão beta e sabem exatamente o que aconteceu entre o sub-executivo de novos parâmetros fisiológicos 3D de Silicon Valley e a estagiária indiana da gigante da Internet. Mas, com certeza, nenhum dos seus conhecidos é como nosso querido Jerry.

Porque Jerry, que não é desenho animado nem nada, substituiu a ponta perdida de um dedo por um pen drive. E o pior, por sugestão do médico.

Se fosse aqui, o malandrão da roupa e colarinho brancos ganhava um processo giga nas costas. De 2 gigas, como o USB do rapaz. Mas na Finlândia vale tudo. Quem sabe não vai ser ali o começo do ser humano híbrido com eletroeletrônicos acoplados e motor 1.6 aspirado no lugar do coração?

Em todo o caso, vale a pergunta: se você fosse colocar alguma coisa na ponta do dedo, o que seria?
***
Adam Ries, matemático alemão, com certeza vai ter problemas com a lei. Só não sei se a lei desse ou do outro mundo. Afinal, quando uma pessoa morta há 450 anos recebe a cobrança de contas atrasadas das mensalidades de TV, com quem ela se entende?

Eu realmente não sei, mas tenho certeza de que a fatura chegou alta. Ainda bem que o Ries é matemático, porque fica muito mais fácil contestar os juros. Assim que o advogado de defesa encontrar um médium para psicografar as contas.

E é sinal de que o lugar pra onde ele foi depois de morrer é bem chato. Por que outro motivo ele teria TV por assinatura? Ver filme pornô com a Angélica?

Poupando meu tempo

Na postagem passada eu dei algumas opções pra esse texto. Já estava tentado a falar da questão do aborto, mas aí vem a Igreja e excomunga a família da menina. E o Vaticano corrobora.

Obrigado, padres católicos e afins, por pouparem meu tempo. Não preciso escrever mais nada, essa decisão diz tudo.

Já, já volto a postagens normais. Sem discussões como a que viria aqui, que seria como bater em bêbado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Momento G1 - a enquete

Tá bom, eu sei que já falei sobre o uso exagerado de notícias do G1 aqui. Já expliquei também que não sou pago por isso - infelizmente, senão minha receita mensal estaria bem mais gorda.

Acontece que as Organizações Globo têm dinheiro pra cobrir todo o sistema solar, fazendo com que eles ofereçam "bilhares" de notícias. Boas, ruins, idiotas, sempre tendenciosas, mas para todos os gostos. Ninguém pode reclamar. Nem eu.

Mas essa introdução foi só pra enrolar. Eu vou citar três fatos, todos tirados da página deles, e ainda não escolhi sobre qual vou escrever. Enfim:

Você é contra ou a favor do aborto? E se for numa menina de 9 anos? E se ela tiver sido estuprada? E se foi pelo padrasto? Vai pensando nisso.

Ainda não encontrou alguém pra passar o resto da sua vida? Calma, ainda dá tempo. Ele, pelo menos, acredita nisso.

Problemas com dinheiro? Não sabe como pagar as dívidas? Quer uma sugestão? Serve essa?

Vão pensando aí. Vou fazer o mesmo. Na próxima postagem a gente vê como fica. Até porque, eu mesmo não sei.

Arte na (e com a) Ponte

Um dia, a Ponte Elétrica vai ser muito famosa. E essa obra neo-pós-supra-contemporânea vai valer milhões. De libras. Ou yens, dependendo de quando isso acontecer.

O importante é que todos acompanhem o andamento da Ponte desde já.

*post profético

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nazismo em cores e legendado


"Vocês sabem o que é um pontinho preto no milharal?"



"É sério? Você pegou a Preta Gil?"



"Tira a mão! E pára de me chamar de 'minha nêga'!"



"Soldado do samba é a música que eu mais gosto."
"Só Preto Sem Preconceito é a parada, neguin'!"

Um dia de fúria animal


"Gordo? Você tá me chamando de gordo?"

O mundo anda muito estressante, e nem a novela da Gloria Perez consegue acalmar os ânimos. Depois de ser obrigado por sua gorda esposa a assistir o capítulo de quarta, esse paquiderme (sem ofensa) tentou entrar em contato com a Globo Internacional para expressar suas preocupações com o enredo. Não conseguiu, acabou mandando um Bahuan nas calças porque não teve tempo de chegar no mato e se revoltou de vez.

Cansado de ser explorado em seu país como mão-de-obra barata, pago em amendoim e bebendo água do Ganges suja de cinzas de mortos e cueca de castas inferiores, saiu de casa destruindo tudo o que via pela frente. O que não era muita coisa, porque o povo é muito miserável. Mas, bem ou mal, foram 3 horas de uma catarse nervosa, mandando riquixás e kombis velhas pro espaço.

Não sei como acabaram com a festa do gordinho aí de cima, mas com certeza ele voltou pra casa muito mais relaxado depois da farra. Se bobear, até dormiu de conchinha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

É do Brasil!

Além de boleiros, o Brasil tem exportado cada vez mais pilantras para os quatro cantos do mundo. Mas esses ficaram devendo na habilidade.Pô, perder pros hermanos não dá, né?

Depois da masoquista brasuco-suíça, foi a vez do jegue sul-matogrossensse fazer o povo passar vergonha e aumentar nossa (má) fama lá fora. Ainda bem que foi no Mercosul, porque nessa zorra quem manda é o Brasil e ai dos argentinos se reclamarem. A gente fecha as estradas e eles nunca mais vêm pra Búzios e Floripa e eles vão se matar lá dentro. Ou então, passam as férias em Asunción, comprando muamba e tomando sufoco de brasiguaio.

De qualquer jeito, fiquei com a impressão de que "se o bom do Brasil é o brasileiro" eu sou togolês até a alma.

Errata

Nas eleições presidenciais de 2002, o publicitário Alexandre (aka eu) votou no candidato Lula. Vejam bem, apenas em 2002 - em 2006, ele votou nulo.

Porque ver o presidente do seu país sendo padrinho de casamento de um puxador de escola de samba, em plena avenida, em pleno carnaval, em plena discussão sobre sua campanha eleitoral pela generalíssima Dilma é demais pra esse pobre crédulo. Pobre mesmo, meu salário é baixo. E crédulo mesmo, não importa o que aconteça eu continuo levando fé no Brasil.

Mas não vamos exagerar, né, vossa Excelência?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Doença de House

Dizem que a arte imita a vida. Ou o contrário. Tanto faz. Fato é que o caso da brasuco-suíça maluca me lembrou pelo menos umas oito tentativas dos pupilos do House de empurrar guela abaixo uma doença que só tinha ouvido falar no seriado. Tem um problema qualquer difícil de diagnosticar? Pode ser lúpus, doença de Pfalz-übber Neschling ou síndrome de Mutombo-Carl-Nakamura. No caso da nossa compatriota mentirosa, é lúpus, mesmo.

Sei que que aliviarem a barra dela por causa dessa mísera doença inflamatória, a gente vai ter escapado de uma boa saia justa. Depois de espernear e choramingar aos quatro ventos, pedindo investigação rigorosa e uma punição exemplar para os abomináveis monstros que tinham retalhado a menina e feito com que perdesse os gêmeos, ter que aceitar o fato de que ela mentiu e criou um mal-estar em muita gente (incluindo o alto escalão do governinho) é muito constrangedor.

Mas o pior é saber que nem isso vai fazer nossa política externa melhorar, ou o Lula ficar quieto de vez em quando. Ele devia ficar só com o programa na rádio, porque aí poderia falar à vontade e ninguém ia escutar de qualquer jeito.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bela tese de doutorado

Você é uma pessoa curiosa? Sempre quis saber sobre a qualidade de vida de mulheres com bexiga hiperativa em uma cidade qualquer no interior de São Paulo - por exemplo, Sorocaba? Então aqui está o que você aguardava há tanto tempo!

Essa é pra guardar com aquela pitada especial de orgulho, hein, USP?

Tem coca aí na geladeira?

Não, na cama mesmo. Porque a cocaína não se guarda em locais frios, pelo risco das moléculas de CoCa3 se expandirem após violenta contração peptídica e formarem um novo composto inorgânico, o CoCaR17 - elemento semi-radioativo muito utilizado por índios durante práticas de canibalismo vingativo. Mas só pelos índios vegetarianos, que se aproveitam do efeito alucinógeno causado pelos elementos da nova fórmula para modificarem sua realidade florestal.

Se a mãe dessa história fosse da tribo dos comedores de gente da outra, teria seu nariz saboreado com farofa. De meleca.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mein Kampf tupiniquim - a revanche

Lembra daquela história que contei umas semanas atrás sobre o alemão que fez gêmeos no Sul do Brasil, e sem precisar do tal do sexo (se não lembra, releia aqui)? Pois é, agora a cidadezinha que tinha o maior orgulho da sua fama já não quer mais saber dela.

Mengele é coisa do passado. E dos outros. Porque Cândido Godói, pelo menos segundo eles mesmos, não tem nada a ver com isso.

Se eu não fosse moreno, iria até lá conferir como isso vai terminar. Mas não quero morrer em prol da supremacia ariana deles.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Momento G1

Acho que vou pedir um por fora das Organizações Globo. Pô, toda hora eu fico repassando notícias do portal, gerando cliques (supondo que todas as pessoas que passem pela Ponte vejam o link), dando dinheiro, enquanto eu não ganho nem um migué. Beleza, passo um pouco por trouxa perante o império global, mas trago informações aos meus amigos e ilustres desconhecidos. E aí?

Em todo o caso, fiquei feliz com o Rob Plant. Mas também, com um resultado desses, quem não ficaria? O cara é fora-de-série, um quarto da alma do Led - seria injustiça dizer que ele era A alma, porque a banda era toda fora-de-série - e continua fazendo sucesso. E o sucesso, verdadeiro e duradouro, é pra poucos.

Enquanto vibro com Beto Planta, vejo que a humanidade ainda tem salvação. Pois não é toda hora que alguém se arrepende durante o crime cometido. Bom, você também pode chamar isso de covardia. Ou burrice. Ou covardia e burrice. Mas, pra renovar minha fé na humanidade numa época em que só recebo notícias desagradáveis dessa raça conhecida como ser humano, qualquer besteira é um alento.
***
Quem diria que eu iria escrever "alento" algum dia, nesse blog.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Bom dia pra quem?

E estamos nós aqui, eu e meu pai, fazendo hora(s) no Pasteur. Sim, já tem duas semanas que ele está aqui. E, infelizmente, é a primeira vez que posso ficar uma noite. Mas pra ser sincero, espero que seja a última. Por ele, principalmente. Mas não só, pra falar a verdade.

Quando eles dizem que pode ficar um acompanhante toda noite, devem se remoer por dentro. Aquele ódio mortal de ter que dar dois lençóis, um travesseiro, uma toalha e um cobertor. Café no dia seguinte, imagina que horror. Porque só isso explica o que eles oferecem pra quem fica.

A "cama" onde dormi é um sofá. Até aí, nada demais. Só que ele é de três lugares - e se divide por baixo, com um ferro entre as partes. Ferro que fica cruzando suas costas quando está deitado. E não tem como fugir. Se você é grande, como eu, vai ter que deitar em cima desse treco. E dói, viu.

Imagina minha mãe, com seus __ anos (se não se fala idade de mulher, imagine da própria mãe) e problemas na coluna, dormindo aqui. Por mais de uma semana. Isso é tortura. Deveria ter alguma coisa parecida durante o império romano ou a idade média, com certeza. Não vou me surpreender nada se vir um móvel desses no History Channel.

"Mas espere, não é só isso!" Tudo bem que esse não era o sono da minha vida (até porque, "sono da vida" soa como morte, né?), mas não precisava vir uma enfermeira às 5h e acender a luz, perguntando se estava tudo bem. Claro que não estava. Se você acorda alguém às 5h com a luz na cara, nunca vai estar tudo bem. Pelo menos pressão e temperatura do meu pai estavam normais.

"E ainda não acabou!" Às 7h entra alguém que eu nem vi, por estar tentando dormir de novo, e traz o café da manhã. Bom, pensem nele como café de hospital. Não pela comida, que era normal, mas pelo café em si. Tão fraco que eu acho que veio da UTI. Sem permissão dos médicos.

Mas como estou aqui pelo meu pai - que, aliás, está olhando pro teto, o que me faz parar de escrever logo - eu não reclamo. Mais.

Enfim, eu me senti uma visita indesejada. Daquelas que a dona da casa coloca vassoura atrás da porta, pra ir embora e nunca mais voltar.

Se Deus quiser, nunca vamos ter que voltar, mesmo.