terça-feira, 29 de maio de 2007

Vagabundagem vezes dois

Isso é tanta falta do que fazer quanto o anterior.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Fora polêmicas...

Isso, sim, é falta do que fazer.

Conflito evitator

Antes que a postagem abaixo possa gerar mal-entendidos, conflitos, boicotes ou simplesmente mágoas, esclareço o que quis dizer.

Algo errado não é com gays, adoções e afins. É com flamingos adotarem esse comportamento. É curioso e indica desequilíbrio ambiental, pois se machos e fêmeas existissem em iguais proporções isso não aconteceria.

Minha questão é com a natureza, pois na nota posterior (cujo link fiquei devendo), falo sobre uma cobra explodir depois de comer um jacaré. Sem nenhuma conotação sexual, inclusive.

Dito isso, espero ter deixado claro que não tenho nada contra classe ou gosto qualquer. Apenas gosto de falar de curiosidades. Se quisesse polemizar, falaria de política e do nazi-papa. Ou de criminalidade, vai saber. Nunca de sexualidade.

Prometo que vou tentar passar com mais calma por aqui. Escrevendo rápido, posso dar margem a duplas interpretações, e isso só pode acontecer quando eu tiver a intenção.

Há algo de errado com o mundo

Primeiro, isso:

"Os flamingos, chamados Carlos e Fernando, sofreram o indizível para se tornar pais, adotando práticas variadas. Eles chegaram a expulsar outros flamingos de seus ninhos para ficar com os ovos na reserva da organização Wildfowl and Wetlands Trust (WWT) de Slimbridge, sudoeste da Inglaterra.

Sempre à espreita, não deixaram escapar a primeira oportunidade real, quando um dos ninhos foi abandonado, e conseguiram levar um ovo debaixo das asas. O casal, inseparável há seis anos, alimenta a cria produzindo leite em suas gargantas.

"Fernando e Carlos são um casal do mesmo sexo conhecido por roubar os ovos de outros flamingos, atirando-os de seus próprios ninhos porque queriam criá-los eles mesmos", explicou a porta-voz do WWT, Jane Waghorn.

Os casais gays são comuns entre os flamingos, explicou a porta-voz da organização. "Se não há fêmeas suficientes ou se não se sentem atraídos por elas, os machos se juntam com outros machos", afirmou."

Duvida? Ó aqui.

Depois, isso:
Bom, aqui entrava uma reportagem de uma cobra que comeu um jacaré e explodiu depois. Dizia, até, que sua cabeça não foi encontrada. Assim como a matéria, que sumiu da página da Folha. Mas entenderam o recado, né? Coisas bizarras sobre a natureza.

Eu não sei o que é, mas tem algo errado no mundo.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Resumo (antecipado) da semana

Com tantas coisas a serem ditas - e minha cabeça pipocando idéias - resolvi fazer uma versão meio de semana do resumo. Mas fiquem tranquilos que sábado ou domingo chega outro.

Revoltem-se e divirtam-se.

1. He-man vai ganhar uma versão tela grande
A onda retrô está mais retrô do que nunca. A bola da vez é o Gugu bombado – nosso herói He-man. Ainda não existe ator escolhido para o papel, não existe data certa nem nada. Mas já estou em contagem regressiva.

E só para ficar registrado, recomendaria o Arnold Schwarzenegger. Primeiro por ser bombado, segundo por ter experiência em papéis do tipo (ou alguém não viu “Conan, o Bárbaro”?), terceiro por tirar o ex mister Universo da política.

E deixo aqui minha homenagem ao herói de tantas horas, salvador de minha infância e incentivador de bons costumes e do poder do bem contra o mal. Uma poesia única, relembrando a década de 80:

Eu tenho a força,
sou invencível.
Vamos, amigos,
unidos venceremos a semente do mal!

Nanana nanana nana nana na
Nanana nanana nana nana
He-man!

2. Invasão do MST em Tucuruí
Nem tudo são flores. Isso, no caso, é alfafa. Ou alguma coisa justifica o MST invadir a usina hidrelétrica de Tucuruí?

Antes que venham tentar justificar, não. Eles são sem-terra. Não sem-energia elétrica, sem-usina de energia ou sem-lago privado. Nada dá esse direito a eles. Aquilo é terra improdutiva, por um acaso? Eles vão conseguir assentamento lá? Vão drenar a água toda e demarcar uns mini-sítios, plantando feijão para subsistência?

Fora um imbecil qualquer que fingiu que apertaria os botões. Ele pode ter sido incentivado por outros, pela equipe de reportagem, não sei. Mas poderia ter negado, simplesmente. E se ele aperta mesmo? E se causa um acidente? É um completo idiota.

Não importa o que eles disseram. O Lula está mais do que certo em mandar o Exército e a Polícia Federal retomar o lugar. E se fosse ele, ainda mandava entrar descendo o cassetete em todo mundo e fazendo umas cem prisões. Eles não são militantes, são bandidos. E lugar de bandido, assassino, ladrão e arruaceiro, rico ou pobre, é na cadeia.

3. Papa falando de índios, o Lula do Vaticano
Cada um tem o Lula que merece. Não é gostar ou não dele, é a quantidade de besteiras que fala. Aquela coisa de “boca fechada não entra mosca”, sabe? Então. Se Pelé calado é um poeta, Lula calado é impossível. Tenho que admitir, infelizmente.

O fato é que o mundo cristão também tem seu Lula. Por uma ironia do destino, é o representante maior dos católicos, o nazista. Ou Papa, nesse caso dá no mesmo. A santidade está se tornando especialista em cometer gafes. Modo Bush ativo.

Dessa vez foi falar da catequização dos índios. No Brasil, ele teve a audácia de dizer que a cultura cristã não foi imposta nem causou danos aos nativos.

Concordo com ele. Afinal, que mal causaria invadir uma terra, habitada por pessoas diferentes de você, e fazer com que acreditem – dando espelhos ou chicotadas de presente – que Deus existe e é o deus branco que veio do outro lado do mar?

Que mal faria obrigar pessoas a deixarem suas crenças de lado (ao menos da boca para fora) por algo que nem entendem?

Onde está o erro em matar, estuprar, roubar, escravizar, explorar e humilhar alguém diferente de você?

O mundo é dos iguais. É de quem manda, e ai de você se não entender isso. Vendo tudo isso, fica fácil perceber que os nativos não foram explorados ou sofreram com a chegada dos europeus. Ou não?

Não. E não custava nada o Hitler de batina admitir isso, ou pelo menos fingir que admitia. Nem esperava um pedido de desculpas, porque isso não traz reparações aos 507 anos de sofrimento dos povos indígenas. Do Brasil, da América do Sul, Central e de qualquer outro lugar do mundo. Mas esperava um pouco mais de sensibilidade de quem propaga a fé cristã.

Depois a Igreja perde fieis e fica choramingando, ou perde a cabeça e cria indivíduos como o pop-da-cruz Marcelo Rossi. Se é pra fazer diferente, sou mais o Zeca Baleiro.

4. Cuidado pra não se mijarem com Mãe Dinah e ET
Olha ela!
E olha ele!!!

Inacreditável.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Resumo da semana

Como fica difícil atualizar de segunda a sexta, aí vai o que aconteceu de melhor e pior, segundo a minha opinião, e que eu tenha visto. Porque se não for assim não é a mesma coisa.

Alá, meu bom Alah...
Eis que ALexandre vai andando para seu almoço logo ali - no Leblon, umas 20 quadras do meu trabalho - quando passa no Jardim de Alah. Repara uma movimentação estranha na ponte. Briga de mendigos? Suicídio coletivo? Suzana Vieira apanhando do marido?

Não, peixes. Sim, peixes. No Jardim de Alah. Aquele valão deplorável que leva cocô até o mar. E tinha gente pescando os escamosos. E eles se debatiam na calçada. E, provavelmente, iam virar comida de alguém.

Se alguém gosta de Simpsons, deve ter visto o peixe de três olhos que saiu das águas de perto da usina nuclear. A mutação desses do Alah deviam estar por dentro. Ou seja, daqui a algum tempo a gente vai ver uma nova raça de humanos andando pelas ruas da Zona Sul. E, dessa vez, não são os andrógenos alternativos que freqüentam boates GLS descoladas locais.

O bom filho à casa torna
Sim, a volta mais esperada desde que ele mesmo ia voltar para as festas de final de ano. Meu irmão chegou sexta, cheio de histórias pra contar, piadas cretinas pra botar em dia nos nossos duelos desconexos e com a barriga clamando por comida de mamãe. Fora as muambas habituais. Que, no meu caso, consistiram em um mouse novo (igual ao antigo; ou seja, uma bosta - mas o que vale é a intenção), um livro de um fotógrafo mexicano (que fico devendo o nome por preguiça de levantar e ver qual é, mas garanto que tem fotos muito bonitas) e um CD da Beady Belle (que ele achou qyue fosse canadens, mas é norueguesa).

Destaco a última porque estou escrevendo tudo isso (e atualizei a novidade) escutando. É um louge com influências world music. Ou seja, tudo o que não sei classificar. Reconheci a cítara, até agora, mas o álbum é excelente. Destaque para "Lose & win" e para seu vocal emotivo. Vale a pena. Isso se vocês acharem na net.

Mas o papo é meu irmão. Saudade é uma coisa boa, mas só quando você encontra seu objeto de saudade. Até que isso aconteça, é só expectativa e demora escrota. Vão cantar saudade no inferno, músicos cretinos, o que vocês falam é mentira.

Que esses quase quatro meses sejam o mais proveitosos possíveis. Principalmente para ele, que merece tanto. Anotem aí, ele vai longe.

Ops, I did it again
Sempre tem um jornalista ou outro que pisa na bola, vira e mexe aparece uma bobagem, mas tudo tem limites. Não é possível que alguém que estudou anos para exercer a profissão faça isso:


Por favor, reparem. Não façam isso com meu pobre coraçãozinho, ok?

Contribuição da minha pequena para acabar com a reputação de algum colega de profissão.

Aleluia!
Sim, existe água quente no CopaTropa. Antes tarde que nunca. Agora já posso tomar banho em casa, depois da academia.

Um banquinho e um violão
Sim, faço aulas de violão também. Um sonho de anos vai se concretizar: vou poder tocar de verdade, ao invés do meia-boca enganador habitual. Fora Legião, bem-vindo Led Zeppelin.

Aos 20
Meu primo fez aniversário e saímos todos juntos. Pela primeira vez, fui a uma boate com meu irmão - que fez 18 enquanto estávamos nos EUA. Era um dia de chuva, o que limitava o espaço do Hard Rock. Por tudo isso, o que eu menos esperava (queria, precisava e afins) era um fulano de mais de 30 anos dançando estilo Ben Stiller - com mais pinta de idiota.

Ele tinha o trejeito do advogado de porta de cadeia que vive sendo zoado no escritório, mesmo sendo gente boa. Talvez por ser gente boa demais. Acaba sendo passado pra trás, não pega ninguém e vira amigo de todas as mulheres. Sai, bebe e paga bebida pra elas, volta pra casa sozinho e dorme abraçado ao cachorro.

De certa forma, tinha pena. Mas quando via o jeitão John Travolta com prisão de ventre, parado em frente à porta que dava passagem para a área externa, não segurava o riso. O ser humano pode ser bem ridículo.

domingo, 13 de maio de 2007

Por um mundo mais justo

Você, magnata russo bilionário que precisa lavar dinheiro. Você, bilionário brasileiro buscando diversão e uma novidade para tirar onda com seus amigos. Você, Papa, que recebe dinheiro pra rezar e busca resolver as mazelas do terceiro mundo. Enfim, você que pode gastar uma grana forte. Por favor, invista no Flamengo. Seja para levar jogadores de verdade, seja para tirar jogadores de mentira que vestem o manto sagrado.

Tomar sacode em casa na estréia é feio, né?
***
Mas deixa isso pra lá, conforme prometi vou falar de programação cultural. A boa fica por conta de "Os dois cavalheiros de Verona", de Shakespeare, maravilhosamente encenado pelo pessoal do Nós do Morro. Tá no Teatro Firjan, na Graça Aranha. Ou estava, pelo tempo que eu vi.

De qualquer jeito, é emocionante ver jovens que poderiam estar roubando, que poderiam estar matando, ali, fazendo tão bem o seu papel. Literalmente. Essa foi uma das melhores peças que vi em muito tempo, capaz de colocar muito marmanjo metido a Lima Duarte no chinelo. Rider, ainda por cima.

Como se não bastasse o talento de todos eles, ainda tem a forma como a peça foi adaptada. Músicas brasileiras tocadas pelos próprios, cenário simples e muito bem produzido, elementos das cenas montados com perfeição a partir de objetos simples, como pedaços de pano. O que só comprova que o mais importante é a qualidade dos atores, não o dinheiro gasto pela produção.

Se ainda estiver por lá, vejam. Eu me emocionei, vocês também vão. É bom não me decepcionarem, emocionem-se.
***
Já o ruim fica por conta do cretino do Mr. Bean. Pelamordedeus, não vejam o filme dele. Eu vi, e só não me arrependo porque estava muito bem acompanhado. Senão, teria matado um. Entendo os sul-coreanos, quando existe um ódio profundo você tem que descarregar nos outros, culpados pelo seu drama. Afinal, eles estavam lá rindo, sendo complacentes com o ridículo alheio.

Antes que me perguntem porque assisti ao filme, explico. Não me lembrava do ódio nutrido pelo imbecil do Feijão, tampouco da sua falta de graça absurda. O último filme que vi com ele não era dele, mas não me lembrava disso também. "Tá todo mundo louco" é engraçado, mas pelo conjunto da obra. Longe de ser pela sua presença. Aliás, talvez seja engraçado justamente por existirem outras pessoas além dele.

Mas como nada disso passou pela minha cabeça, fui. Pelo menos umas três vezes pensei em propor à Carol que saíssemos do cinema para ver algo mais engraçado, como uma troca de tiros ou uma batida de caminhões. Deplorável.

Mr. Bean, sorte a sua que quem veio aqui foi o nazista. Se fosse você, cortava seu saco.

ps: sou muito mal, né? Com certeza ele vai ler isso e ficar com medo.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

"Tristeza não tem fim..."

Está decretado luto oficial de três dias na Ponte Elétrica. Domingo eu volto.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

(falar d)O papa é pop

De uns dias pra cá, só se fala na visita do Papa ao Brasil. Parece o Pan do Rio, que 15 em cada 10 veículos de comunicação citam ininterruptamente. Depois criticam os brasileiros, da pátria de chuteiras.

Na verdade, somos a pátria da oportunidade. Se derem uma chance, um motivo qualquer para fugirmos dos assuntos principais, então “vamos que vamos”. O Bento tá chegando? Então que se dane política, ciência, violência e até o Pan 2007.

Não sei se é porque não sou católico, mas ver o Papa não é nenhuma coisa mirabolante. Você fica lá, esperando, ele aparece na janelinha, dá um tchauzinho, fala em 28 línguas que não o português e vai brincar de paintball com sua farda nazista, depois. Pra ser sincero, nem sei qual Papa eu vi. Se foi o JP – II, não Morgan – foi legal, senão, não. Vai que ele ficou lá de cima mirando "aquele neguinho mulambento do terceiro mundo"?

Mas como nem tudo são flores papais, sempre rola um papo de violência. Seja pelos 182 milhões de seguranças para a santidade, seja pelas vítimas da violência no Rio “do Pan do Brasil”. Aí sempre rola aquela passeata da galera da Zona Sul, que se veste de branco, pede paz no calçadão e vai fumar seu baseado comprado junto ao traficante, lá no pé do morro. Taí a movimentação de domingo que não me deixa mentir, em Ipanema, com participação até do Minc.

(ps: Minc, pára de falar besteira e trata de esconder sua plantação de maconha no quintal de casa, porque ela ainda é proibida e seria ridículo um secretário estadual ir preso por cultivo de drogas)

Então os moradores da Vila Cruzeiro, do João ou de sei lá aonde na Penha foram às ruas protestar contra a ocupação do morro? A polícia está errada em reprimir? Tá certo. Vai pedir paz ao manda-chuva da área, pra ver se ele não vai te encher de bala. E de revólver, não da Juquinha.

Tenho pena deles, que provavelmente são obrigados a fazer isso. (quem já foi lá, conversou ou conviveu com esse pessoal sabe como é a lei do morro) Mas me irrita ver os jornais e algumas dessas ONGs comprando a imagem. Poderia ficar argumentando eternamente pra desmontar as justificativas deles, mas como isso me dá ódio prefiro mandar todos pro inferno. É mais simples e poupa tempo.

E vida longa ao caveirão, que impede os PMs com coletes vencidos e calibres .38 de tomarem granadadas da bandidagem. Se eu fosse eles, colocava jornalistas e a galera do Viva Rio de escudo humano. Aí quero ver reclamarem. Até porque, morto não reclama.

Mas chega de críticas. Depois desse corte nas postagens regressivas, voltarei à programação (a)normal. O próximo texto vai ser sobre programação cultural de qualidade – ou não. Confiram e planejem melhor seu próximo final de semana.

domingo, 6 de maio de 2007

Ora, vejam só...

Ele voltou!

sábado, 5 de maio de 2007

Parabéns pra você (ontem)...

Pois é. Hoje é dia 5 de maio. Portanto, dez dias depois de 25 de abril. Portanto, essa é uma homenagem com atraso de 240 horas. Ou seja: apesar de ser publicitário, sou bom em matemática.

Mas que homenagem, oh!, você se pergunta. É que minha pequena ficou "menos pequena" na idade, apesar de o tamanho não sofrer um milímetro de alteração. Minha namorada, cujo nome não quer que eu cite e cujo apelido não cito porque não quero, fez mais um outono.


Quando eu ainda era um moleque deslumbrado com a Universidade pública gratuita de qualidade, era muito presente no meu querido quase-falecido campus. Quis o destino que já na primeira semana encontrasse, sabendo sem saber, uma caloura que ia mudar os rumos que eu mal tinha decidido tomar.

Como não vou contar a história toda, vale o status atual. Quatro anos, sete meses, oito dias, dezoito horas, "and counting". Duas viagens, dois recomeços, duas pessoas consideravelmente diferentes e uma vida construída cada vez mais junta. Inúmeros jantares, cinemas, teatros, exposições, shows (sic), massagens, barzinhos, restaurantes, praias, beijos...
E tudo isso em troca de uma coisa tão simples: plenitude.

Quando começei minha saga por ela, não imaginava que seria tão difícil. Mas tinha a certeza de que seria bom demais.

A você, minha pequena, que me fez ir a São Paulo, à sua casa sem carro à noite, à casa dos outros que mal conhecia, a tantos lugares que não lembro e a um que acabo de me lembrar e nunca mais irei - e você sabe qual é a situação -, desejo tudo o que você já está conquistando a passos largos. E que venham ainda mais coisas boas, que a vida reserva aos que merecem. E você é uma dessas raras pessoas que merece sempre, amor.

Citar os sentimentos e expressar em palavras minha torcida é desnecessário. Primeiro, porque já passou o dia. Segundo, porque sempre dizem a mesma coisa. Terceiro, porque é isso que tenho batalhado tanto para que consiga o mais rápido e da forma mas concreta possível.

O amor é cego, mesmo. Nem tinha te visto e já sabia que você era a mulher certa para a minha vida.

terça-feira, 1 de maio de 2007

De trás pra frente

Eis que tento voltar a atualizar a Ponte regularmente. Pela décima-sétima vez. Parece eu tentando fazer musculação - desde os treze tentand, sem nunca ficar mais de quatro meses.

Como tenho mil e doze coisas para contar, vou de trás pra frente. Afinal, já que minha memória é de barata idosa, então cago logo os assuntos mais antigos mas, pelo menos, sei o que estou falando com relação aos mais recentes.

Ontem vi "As férias do Mr. Bean". Não façam isso. Se fizerem, não digam que não avisei. A primeira cena do filme já me fez lembrar duas coisas importantes: uma, que não gostava dele. Odiava, na verdade. Mas minha última lembrança era do file "Todo mundo louco" ou algo do gênero. Ele participava e, como achei engraçado, estendi os méritos para ele. Maldita memória. Dois, o motivo de não gostar dele. Relembrei logo na primeira cena. Ele. Aquela cara de babaca, trejeitos exagerados e humor mamãe-ri-comigo não colam. Odeio o cretino e todos os que acham que ele é engraçado.

Mas estava lá, dentro do cinema, rindo de meia dúzia de piadas em uma hora e meia de filme. O que não é muito, já que é de comédia. Ri muito mais em "Freddy X Jason". Riria muito mais em "O bebê de Rosemary". Amaldiçoei silenciosamente todos os que gargalhavam na sala. E não eram poucos.

O que me faz pensar uma outra coisa: será que meu senso de humor é tão diferente assim? Será que sou crítico demais? Ou será que as pessoas estão perdendo a noção do que é comédia? Porque Zorra Total também é bem assistido, e um analfabeto escreve piadas mais inteligentes. Com a caneta presa no suvaco. (até porque, se ele não sabe escrever não vai fazer a menor diferença se está na mão esquerda, direita, suvaco ou orelha)

O que fechou um dia razoavelmente torturante, já que fui trabalhar entre o domingo e o feriado de hoje. Tudo bem, sou apaixonado pelo meu trabalho, pela DPZ, por propaganda, mas não justifica. Preciso de férias. Nunca tive, nem sei bem como é isso. Uma vez me disseram que é como se você estivesse em coma, fosse caminhando leve para a luz e, quando vai chegar ao céu, acorda com alguém te cutucando. No caso, o despertador, mandando você voltar à labuta diária.

Nada mal depois de um final de semana dormindo 3h30 (domingo) e 5h30 (sábado). Só não reclamo porque fiquei feliz com isso. Foi aniversário da minha pequena.

Que vai receber uma postagem especial, é claro. E em ordem cronológica inversa, como vocês podem perceber.

Aguardem até a próxima volta ao passado.

domingo, 15 de abril de 2007

Dream on

Every time that i look in the mirror
All these lines in my face gettin' clearer
The past is gone
It went by like dust to dawn
Isn't that the way?
Everybody's got their dues in life to pay

I know nobody knows
Where it comes and where it goes
I know it's everybody's sin
You got to lose to know how to win

Half my life's in books' written pages
Lived and learned from fools and from sages
You know it's true
All the things
Come back to you

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Dream on, dream on, dream on
Dream yourself a dream come true
Dream on, dream on, dream on
And dream until your dream comes true
Dream on, dream on, dream on, dream on
Dream on, dream on, dream on

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Disso eu tiro duas coisas. Uma, que Tyler, Perry e Aerosmith em geral sabem o que dizem. Duas, que é lindo ver meu amor feliz.

Dream on.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Comer bem - mas não peixe

Amava muito tudo isso. Aí virei um menino consciente, voltado para o esforço supremo de virar vegetariano. Ainda não consegui, mas confesso que não como mais coisas assim.

Prefiro um podrão, o cachorro-quente da Tia, coisas que estraguem antes de chegarem até mim. Além do mais, se Yakult tem lactobacilos vivos e todo mundo diz que é saudável, porque não ingerir alimentos com outras coisinhas invisíveis vivas?

Isso é preconceito. Se é para morrer, vamos ao menos valorizar a cultura nacional.
***
Tem gente que pára antes da hora. Tem gente que nem tenta. E tem gente que não sabe a hora de parar.

Romário está no último grupo. Com isso ele se coloca ao nível de "pessoas" como Zagallo, Didi e Suzana Vieira. Até Rocky soube o momento certo, e voltou apenas para mostrar que era, realmente, o maior de todos. Se o baixinho ao menos frequentasse mais as salas de cinema...

A questão não está nos seus mil gols - até porque não são 1.000 mesmo. Fato é que a mentira tem perna curta, calça chuteira pequena e veste um cinto de segurança com 11 nas costas. De tanto querer se igualar ao Pelé - vejam bem, ao Pelé, não ao Edson - vai acabar ficando como o Maradona. Voltando e queimando o filme. Só falta cheirar ou beijar um companheiro de equipe.

Se Pelé tivesse jogado até os 41 anos, teria feito 2.014 tentos. Inclusive, poderia servir como garoto-propaganda pra Copa no Brasil, desde que ficasse de boca fechada. O país não teria condição nenhuma de sediar o evento, com relação à infra-estrutura, mas teria uma incrível coincidência nos números. Vai que cola.

Já o Romário, ele fica ali, beirando a falsa glória dele, fazendo papelão em estádio cheio e tendo que ouvir gritarem o nome do seu ex-parceiro de noitadas. Diz que não entra em campo se não tirarem os microfones e é obrigado a sair passando por eles, de cabeça baixa, sem poder tirar onda no dia seguinte lá no futivôlei. Vai andar de Porsche e enguiça. Vai fazer filhos e usa Viagra. Vai ler e coloca os óculos. Vai dormir e baba no sofá.

Será que o peixe vai nadar, nadar e morrer na praia?

sábado, 31 de março de 2007

gênio, rabino e duas gravatas periclitantes

Confortably numb
Pink Floyd

Composição: Waters And Gilmour

Hello,
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home?

Come on now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
And get you on your feet again

Relax
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts

There is no pain, you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons

Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb

I have become comfortably numb

O.K.
Just a little pin prick
There'll be no more aaaaaaaah!
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do belive it's working, good
That'll keep you going, through the show
Come on it's time to go.

There is no pain you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move, but I can't hear what you're saying
When I was a child
I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown
The dream is gone
And I have become
Comfortably numb.

Eu fui. E você?

***

- Excuse me, sir. May I see your bag?

-Desculpa, eu não falar inglês. Nem português. Só um mistura bizarra dos dois.

- Sir, may I see your bag?

- Lamento, mas eu não falar inglês! Eu ser rabino do Brasil. Ser importante e vou embora daqui!

O segurança toma a bolsa do rabino na marra. Abre enquanto ele esbraveja em sua língua rabina híbrida:

- Você ser um cretina desgraçada! Eu vou falar com minha presidente, ele vai declarar guerra a sua país!

- Sir, what it it? (gravatas, pra quem não leu a notícia)

- É... ser... isso ser... meu senhora, eu não saber bem o que ser isso, nem como parar no meu bolsa.

- Come with me, please. We have to tak in private.

- Solta meu mão, seu bicha! Você ser um cretina, um preconceituosa, um safada! Eu rezar pra minha Deus e Ela ferrar você! Seu família vai morrer e eu tomar toda sua dinheira, eu ser judeu!

E foi assim que um rabino repleto de histórias positivas e representante da classe judia no Brasil, líder de manifestações pelos direitos do homem e pregador de valores divinos, foi preso roubando gravatas.

Ao que parece, 28 milhões de judeus ao redor do mundo contribuíram para pagar a fiança de 3 mil dólares. Pra poder dividir bem o custo e não ficar pesado, se entrassem menos pessoas.

sexta-feira, 23 de março de 2007

"O bom do Brasil é o..."

brasileiro.

Obrigado, Alan, por me mostrar como nosso país é caipira. Apesar de que a gente sabe que aí não fica atrás...
***
E é o brasileiro de novo!

"O comando do trafico na Rocinha, no Rio, baixou uma serie de medidas para reduzir a atençao da imprensa e da policia. Estao proibidos furtos nas redondezas e tiros a esmo disparados por seus 'soldados', mesmo que sejam de brincadeira. Nota do Ancelmo Gois hoje no Globo diz que quem desobedecer tem que pagar uma caixa de muniçao, multa q significa uma despesa em torno de R$ 600 ou R$ 700."

No BlueBus

quinta-feira, 22 de março de 2007

A música do século


-Ôôô...

"...Obina é melhor que o metrô, Obina é melhor que o metrô, Obina é melhor que o metrôôô!"


ps: se um dia disserem que o Souza é o Jardel da Gávea, quero meu crédito. Falei isso ontem, no Maracanã, e todos concordaram e repetiram. Não roubem minha idéia!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Acredite se quiser


E isso é apenas parte do absurdo...

Procura-se um inconformista

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro, chego no ponto de ônibus com o mesmo cansaço e, provavelmente, a mesma cara de todos os dias. Não reclamo, mas também não agradeço. Não é ingratidão, é falta de reflexão. Parar pra pensar é pra quando dá tempo, deixou de ser uma ação natural para se tornar uma obrigação com horário marcado. Uma visita ao dentista.

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro, um garoto de seus quinze anos – menos, provavelmente – está correndo atrás de um ônibus que o deixe entrar. Qualquer ônibus, qualquer direção. Para ele, isso é tão indiferente quanto o que ele vai conseguir vender lá dentro. Tão indiferente quanto o futuro dele. Tão indiferente quanto o que as pessoas pensam do seu jeito roto, do seu aparente retardamento e da sua condição social e financeira inferior.

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro eu e ele nos encontramos. Ele nem percebe minha existência mas, por incrível que pareça, eu percebo a dele. Os papéis se inverteram, eu me sinto o deslocado. Sou um estranho, um insignificante. Só cheguei ao encontro não marcado com ele porque meu pai me deu uma carona até aquele ponto, razoavelmente distante da nossa casa. Só estou indo trabalhar no lugar que sempre quis porque tive educação, alimentação, saúde, apoio, escola particular, pai, mãe, casa, segurança. Ele chegou ali porque acordou cedo, porque se não vender amendoim e bala não vai ter o que comer, e se tiver pai e mãe esperando em casa vai tomar esporro – ou surra, vai saber – porque não ajudou a colocar o feijão na mesa, e vai escutar de longe o lamento de seus pais por terem um filho deficiente e não um jogador de futebol, pagodeiro ou avião do tráfico local.

As discrepâncias da vida são constrangedoras pra quem desvia o olhar para elas, e não delas. O peso de uma vitória admirada pela sociedade não se compara à vitória de quem consegue sobreviver em um mundo que espera enterrar o mais rápido possível os que não nasceram para disputar uma vaga de líder. Os milhões de olhos à espreita dos Josés e Marias são o Big Brother da vida real. Vacilou, é eliminado. Está for a do jogo, e pode chorar à vontade que seu lugar é ao lado dos perdedores. E de lá você não sai.

O garoto que vende bala de ônibus em ônibus às oito da manhã de um dia como qualquer outro é um deles. Sem jeito com suas limitações, cambaleando entre o orelhão e o meio-fio, procura onde deixar suas coisas. Busca um pouco do descanso que a vida lhe deve, e que unca vai receber. Na sua situação, só descansa morto. O que não faria diferença para os que estão ali e passam por ele como se fosse parte da paisagem. Ele é um enfeite feio que acabou no lugar errado, mas que daqui a pouco vai ser retirado para seu lugar de origem. De onde esperam que nunca saia mais.

Como eu notei e senti vergonha pela situação, sou um deslocado. Nada de indiferença, nada de salvamento. Estou compadecido da situação, que mais cedo ou mais tarde vai se descolar da minha retina e fazer parte de um passado distante, onde eu fazia parte da minoria que vislumbrava dias melhores. Utopia é peça de museu, e o destino do homem é ser como os outros: cego.

Enquanto enxergar a luz no fim do túnel, quero nunca me abater. Se existe um Deus no céu, é para Ele que peço desesperadamente para não me deixar endurecer, porque essa é a arma de quem manda. E quem lidera guia a massa para o abate, sem dó ou consideração. Não posso me deixar levar pela maioria, no meu dicionário ainda existe piedade, comiseração, empatia, esperança, perseverança. Meu pai dos burros é mais inteligente que o dos outros. Ou, ao menos, mais humano. Que eu tenha forças para seguir sempre em frente quando tentam me puxar para trás, para subir enquanto procuram me afundar, e para falar enquanto atitudes frias não congelam minha língua e meu coração. Se eu nunca mais encontrar aquele menino que representa o tempo em que vivemos, pelo menos deixo aqui a homenagem a quem fez acordar meu lado inconformista.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Festa no apê

Não, não rolou bundalelê. Tampouco era festa da bricolagem, como rola de vez em quando na Leroy Merlin. Era a festa da pintura, uma que você entra, faz um esforço descomunal, se caga de tinta e não acerta a mão direito.

Ainda assim é uma festa inexplicavelmente boa. Mentira, sei explicar, sim. É porque você etá fazendo uma coisa que vai levar para o resto da vida, um aprendizado que serve para suas próximas casas, para cada reinício de vida. E a vida são reinícios constantes.

Bom porque, quando eu estiver dentro do Viveiro (ou Queijo Prato, depende do ponto-de-vista), vou saber que ali tem minha mão e meu suor. Literalmente.

Mas não só meu. Também de pessoas importantes, amigos, companheiros e parceiros que estarão lado a lado pelo resto da vida. Afinal, amigo é um irmão que você escolheu. Namorada é sua companheira - no meu caso, pra vida. E pai, mesmo não aparecendo, todo mundo sabe que só tem um.

Por isso, vale a homenagem aos guerreiros e incansáveis - nem tanto - que estiveram em Copa, montando uma nova vida.


Os três mosqueteiros.


"Lá vai a biônica..."

E assim começa uma nova vida.