Antes de qualquer coisa, tenho que admitir que ouvi, sim, a conversa alheia. Mas não tive culpa se a mulher sentou ao meu lado e resolveu conversar com o cara com o banco do outro lado. Talvez ela tenha feito isso porque percebeu que eu não daria bola para o seu papo, mas isso não interessa. O importante é ter história.
Vamos ao que interessa. Voltava eu, inocente e despreocupado, feliz de ter visto meu amor, da UFF. Estava na minha, sentado ao lado de uma das janelas, olhando para fora. Percebo a mulher resmungando alguma coisa, mas não me preocupo. Na verdade, cago para ela.
Eis que ela fala mais alto e olhando para o cara do banco do outro lado do corredor, que tem a infelicidade (para ele; foi bom para mim) de responder. Daí ela começa a falar e solta sua "linha de raciocínio".
Coloco entre aspas porque ela estava falando sobre moradores de rua - vulgos mendigos - perto de um Banco do Brasil, na Presidente Vargas com Rio Branco, mais ou menos. Diz que não gosta deles, que tem medo de passar por perto. Diz que são todos já adultos, mais ou menos da idade dela. Que estão ali para fazer maldades, que parecem estar sempre à espreita, à espera de uma vítima para assaltar ou coisa pior. Não sabe como ninguém faz alguma coisa, que quer escrever uma carta para a prefeitura, que isso é uma tragédia. Depois diz que "bem que poderia cair uma marquise em cima", não sem aquele famoso "ai, cruz-credo, que isso" no final. Aquela aliviadinha pra Deus perdoar um desejo teoricamente ruim, mas tão legítimo.
Não sou psicólogo, mas passei um tempo tentando imaginar o que se passa na cabeça de uma criatura dessas. A única resposta que me veio foi vento. Porque não é possível que uma pessoa de nível social médio - no mínimo - não pense mais seriamente a respeito do assunto. Como pode alguém simplesmente pichar moradores de rua, como se eles fossem maus por natureza? Até onde eu sei, a lei natural das coisas não é do tipo nasceu pobre e foi morar na rua, é porque é mau. "O homem nasce bom, a sociedade que o corrompe", não é verdade? E mesmo que não seja, você não pode simplesmente taxar um mendigo por ele ser um mendigo.
É fácil falar ventindo um blazer bonitinho, voltando para casa depois do trabalho em um ônibus com ar-condicionado e encontrando comida na geladeira e cama arrumada. Será que, se os papéis fossem invertidos, ela estaria à espreita para fazer alguma maldade? Será que seria ladra, cheiradora, assassina? Será que cataria papel e latas dentro do lixo para ganhar uns trocados ou será que esmolaria?
Não discuto a índole dos sem casa, sei que tem gente boa e ruim. Assim como tem gente rica boa e gente rica má. O que sou contra é estigmatizar toda essa gente sem tentar fazer nada para resolver a situação.
Essa visão me cheira a Veja. A revista, não o desinfetante.
***
Por outro lado, revejo a situação e penso que a mulher já pode ter sido vítima da violência. Pode ter sido roubada, ou alguém que conheça. Pode ter sido seguida, sofrido um seqüestro-relâmpago ou agredida. Pode até conhecer alguém que tenha sofrido coisa pior que isso, mesmo sido assassinada.
Isso não desfaz o preconceito do que disse ou valida seu julgamento. Mas justifica o medo. Medo é irracional, assim como podem ter sido os seus comentários ao meu lado.
***
Pesar os dois lados e pensar através da ótica de cada um deles, aliviando a barra de todos os envolvidos, provavelmente faz de mim o maior encimadomurista dos blogueiros.
Problema meu, não tenho o direito de julgar ninguém. Não sou santo, não sou perfeito. Nem padre sou ainda. Nem nunca serei.
E como vocês também não são perfeitos, parem de julgar os da história e minha emcimadomureza.
***
Como considerações finais do caso, refleti bastante e percebi que muitos padres são bastante parecidos com o Michael Jackson. Só que mais pobres.
O que me dá duas opções de comparação. Ou o Michael Jackson pode ser seminarista, ou os padres podem aprender o Moonwalker. E tudo isso me faz chegar à conclusão única de que ambos têm um terrível mal gosto sexual.
quinta-feira, 22 de junho de 2006
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Eu sou estadunidense e não desisto nunca
Primeiro, justificar uma injustificável guerra no Iraque. Depois, empatar com a Itália jogando com um homem a menos (dois a menos que o normal - nove - e um atacante fazendo papel de zagueiro da azzurra). Agora, isso.
Realmente, tem povo que não sabe quando é hora de parar.
Realmente, tem povo que não sabe quando é hora de parar.
domingo, 18 de junho de 2006
Deus tenha piedade de nós
Contribuição do querido fiote Lucas Louis Jonathan Welch. Esqueci como se escreve seu último sobrenome. Acontece.
Ainda não cheguei à conclusão de quem o ser mirabolante desta joça parece, se o He-man ou o Ronnie Von. Mas o mais importante é que ainda não sei como descrever isso.
Sei, sim. Desnecessário.
Ainda não cheguei à conclusão de quem o ser mirabolante desta joça parece, se o He-man ou o Ronnie Von. Mas o mais importante é que ainda não sei como descrever isso.
Sei, sim. Desnecessário.
sexta-feira, 16 de junho de 2006
Copa sulamericana
A Copa caminha sem surpresas. Sulamericanos vencendo, europeus jogando feio e asiáticos, africanos e centroamericanos fazendo aquela figuração divertida e desnecessária. Brasil não jogou bem mas venceu tranquilo, Argentina jogou bem e venceu no aperto e Equador já está classificado para a segunda fase. Perigando mandar a Alemanha para a segunda colocação e forçando a eliminação de um "favorito", caso cruze com a Inglaterra nas oitavas.
Caso tenha alguém vendo o campeonato mais que eu - o que não é difícil -, deve concordar que a maioria dos jogos é difícil de gostar. Ver, sim, porque é raro. Aproveitar um bom futebol, aí é outra história. Quase um conto de fadas. Itália e República Tcheca foram as que passaram mais perto de apresentar alguma coisa decente. Se qualquer uma delas for campeã vai prestar um grande desserviço ao futebol, estilo Copa de 82.
Torço pelos pequenos, como Angola, Trinidad, Gana, Togo, Japão e afins. Mas convenhamos, é dose. É como torcer para um perneta marcar um gol de bicicleta.
Só pra fechar a parte futebol, vamos de Brasil. O Gordo não está ronaldo, está uma âncora. Se estivesse mais pesado era mais fácil rolar atrás da bola. Mais um pouco e vai chamar a redonda de filha. A zaga, com exceção do Juan, é uma baba. Desde 98 o cantor tenta entregar uma partida. Fez sua parte em 98 e 2002, com aquelas bicicletas ridículas. Agora, como parece não conseguir mais dar bicicletas, vai cagar o jogo com suas inversões de jogada. Já que é assim, melhor chutar contra o gol, porque provavelmente o Dida vai bater roupa e daí o atacante adversário empurra pra dentro. Aliás, um goleiro de 34 anos que ainda não aprendeu que bola que não se encaixa deve ser rebatida para o lado não tem salvação.
Um lateral que não acerta cruzamentos até hoje, aos 36 anos, e um cabeça-de-área que é ídolo na Itália parando 90% das jogadas com falta não merecem ser comentados. Na verdade, não serão comentados. Nem nome vou citar. E Lúcio... e Lúcio...
E Lúcio...
O inferno é pouco. Para ele e Parreira, que apóia tudo o que ele faz. Se o Brasil perder, vou colocar a culpa toda no Golias. Tomara que façam um vudu dele e ele perca até o plano de saúde que ganhou naquela propaganda ridícula de outdoor. E o celular. E vá para o inferno com Lúcio.
***
Isso merece ser comentado. O Zagallo é terrível. Chato demais, tirando onda por tudo o que a vida lhe deu por sorte. É inegável que tem estrela, mas isso não justifica se gabar por um monte de coisas das quais não teve méritos.
Mas chegou a dar pena ver sua caminhada lerda até o centro do gramado, com uma camisa na mão (13, provavelmente) e um sorriso assombroso, parecendo uma daquelas assombrações de filmes B, e tomar um não em outra língua do Prso, na hora de trocar a camisa. Daí ele ficou com aquela cara de "maldito croata tem treze letras!!!", procurando outro para quem daria sua amarelinha.
Deus tenha piedade dos velhos gagás.
Caso tenha alguém vendo o campeonato mais que eu - o que não é difícil -, deve concordar que a maioria dos jogos é difícil de gostar. Ver, sim, porque é raro. Aproveitar um bom futebol, aí é outra história. Quase um conto de fadas. Itália e República Tcheca foram as que passaram mais perto de apresentar alguma coisa decente. Se qualquer uma delas for campeã vai prestar um grande desserviço ao futebol, estilo Copa de 82.
Torço pelos pequenos, como Angola, Trinidad, Gana, Togo, Japão e afins. Mas convenhamos, é dose. É como torcer para um perneta marcar um gol de bicicleta.
Só pra fechar a parte futebol, vamos de Brasil. O Gordo não está ronaldo, está uma âncora. Se estivesse mais pesado era mais fácil rolar atrás da bola. Mais um pouco e vai chamar a redonda de filha. A zaga, com exceção do Juan, é uma baba. Desde 98 o cantor tenta entregar uma partida. Fez sua parte em 98 e 2002, com aquelas bicicletas ridículas. Agora, como parece não conseguir mais dar bicicletas, vai cagar o jogo com suas inversões de jogada. Já que é assim, melhor chutar contra o gol, porque provavelmente o Dida vai bater roupa e daí o atacante adversário empurra pra dentro. Aliás, um goleiro de 34 anos que ainda não aprendeu que bola que não se encaixa deve ser rebatida para o lado não tem salvação.
Um lateral que não acerta cruzamentos até hoje, aos 36 anos, e um cabeça-de-área que é ídolo na Itália parando 90% das jogadas com falta não merecem ser comentados. Na verdade, não serão comentados. Nem nome vou citar. E Lúcio... e Lúcio...
E Lúcio...
O inferno é pouco. Para ele e Parreira, que apóia tudo o que ele faz. Se o Brasil perder, vou colocar a culpa toda no Golias. Tomara que façam um vudu dele e ele perca até o plano de saúde que ganhou naquela propaganda ridícula de outdoor. E o celular. E vá para o inferno com Lúcio.
***
Isso merece ser comentado. O Zagallo é terrível. Chato demais, tirando onda por tudo o que a vida lhe deu por sorte. É inegável que tem estrela, mas isso não justifica se gabar por um monte de coisas das quais não teve méritos.
Mas chegou a dar pena ver sua caminhada lerda até o centro do gramado, com uma camisa na mão (13, provavelmente) e um sorriso assombroso, parecendo uma daquelas assombrações de filmes B, e tomar um não em outra língua do Prso, na hora de trocar a camisa. Daí ele ficou com aquela cara de "maldito croata tem treze letras!!!", procurando outro para quem daria sua amarelinha.
Deus tenha piedade dos velhos gagás.
terça-feira, 13 de junho de 2006
Catôuzica
A Ponte, como fonte de informação de número catorze na Internet brasileira - quiçá mundial! - tem a obrigação de manter o posto e falar rapidamente sobre o jogo do Brasil.
Uma bosta! Kaká e Juan provam que Deus é brasileiro. Se não fossem, acreditaria piamente que ele é argentino e tá de gozação com a nossa cara. O resto foi dose.
Ainda assim, Brasil rumo à sua tentativa de ultrapassar o Mengão e conquistar o hexa!
ps: mais tarde aparece uma resenha decente por aqui...
Uma bosta! Kaká e Juan provam que Deus é brasileiro. Se não fossem, acreditaria piamente que ele é argentino e tá de gozação com a nossa cara. O resto foi dose.
Ainda assim, Brasil rumo à sua tentativa de ultrapassar o Mengão e conquistar o hexa!
ps: mais tarde aparece uma resenha decente por aqui...
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Fanfarrão
Só FHC para me obrigar a comentar política no meio da Copa do Mundo. O fato de não falar sobre futebol vai me tornar muito mais agressivo.
"Não temos medo da comparação, nem em termos de governo nem em termos pessoais"; "O ex-presidente disse que Lula lhe proporcionou uma das maiores 'desilusões' ao esquecer o passado e 'virar casaca'. Lula, segundo FHC, 'lutou contra a ditadura', mas ao chegar à Presidência da República 'incorreu em vários itens da lei de responsabilidade, ao deixar as teias da corrupção atuarem ao lado de sua sala no Planalto. Jamais tive desilusão maior' "; "classificou os escândalos ocorridos no governo como sendo 'a maior teia de corrupção que já vi no país' ".
Maldito linguarudo! Não me arriscaria a fazer comparações pessoais entre um bêbado e um ex(?)-maconheiro, assim como alguém que não levou o Brasil tão longe e outro que nunca fez questão de levar o país longe, a não ser quando colocava a bandeirinha na mala e se mandava para fora. Não poderia tecer comparações entre "a maior teia de corrupção" do país - o mensalão - e o mensalão dado no governo FHC para votar a favor, por exemplo, da reeleição. Não sei quem vira mais a casaca, se um ex-sindicalista aliado à direita ou um ex-exilado aliado à direita.
Vai para o inferno, FHC! Época de eleição é uma bosta, todo mundo começa a dar pitaco e atacar todos os outros para garantir seus votos, ou de seus correligionários. Mas um pouco de bom senso e ética cairiam bem neste caso. Até para a canalhice deveria haver um limite.
FHC perdeu uma excelente chance de ficar calado. Pena que a maioria dos eleitores não vai perceber isso. Por isso, até, imagino que ele tenha atacado desta forma, a poucos meses para a eleição. Para tirar proveito da ignorãncia do povo.
Pena que isso não vai dar em nada...
Vejam aqui o que motivou meu ódio. Com atenção especial para o fato do Valor on-line publicar isso. Por que não matam o Lula e colocam o Alckmin no Planalto de uma vez?
"Não temos medo da comparação, nem em termos de governo nem em termos pessoais"; "O ex-presidente disse que Lula lhe proporcionou uma das maiores 'desilusões' ao esquecer o passado e 'virar casaca'. Lula, segundo FHC, 'lutou contra a ditadura', mas ao chegar à Presidência da República 'incorreu em vários itens da lei de responsabilidade, ao deixar as teias da corrupção atuarem ao lado de sua sala no Planalto. Jamais tive desilusão maior' "; "classificou os escândalos ocorridos no governo como sendo 'a maior teia de corrupção que já vi no país' ".
Maldito linguarudo! Não me arriscaria a fazer comparações pessoais entre um bêbado e um ex(?)-maconheiro, assim como alguém que não levou o Brasil tão longe e outro que nunca fez questão de levar o país longe, a não ser quando colocava a bandeirinha na mala e se mandava para fora. Não poderia tecer comparações entre "a maior teia de corrupção" do país - o mensalão - e o mensalão dado no governo FHC para votar a favor, por exemplo, da reeleição. Não sei quem vira mais a casaca, se um ex-sindicalista aliado à direita ou um ex-exilado aliado à direita.
Vai para o inferno, FHC! Época de eleição é uma bosta, todo mundo começa a dar pitaco e atacar todos os outros para garantir seus votos, ou de seus correligionários. Mas um pouco de bom senso e ética cairiam bem neste caso. Até para a canalhice deveria haver um limite.
FHC perdeu uma excelente chance de ficar calado. Pena que a maioria dos eleitores não vai perceber isso. Por isso, até, imagino que ele tenha atacado desta forma, a poucos meses para a eleição. Para tirar proveito da ignorãncia do povo.
Pena que isso não vai dar em nada...
Vejam aqui o que motivou meu ódio. Com atenção especial para o fato do Valor on-line publicar isso. Por que não matam o Lula e colocam o Alckmin no Planalto de uma vez?
sexta-feira, 9 de junho de 2006
Sala, copa e cozinha
Já devo ter dito que a sala lá de casa está deveras bonita e completa com uma Sony Wega Trinitron de 29 polegadas tela plana, na qual posso usar o controle remoto do DVD por ser da mesma marca. Isso me fez um cara um pouco mais feliz, porque só assim pude ver o Flamengo de vermelho e preto e filmes com sangue onde o sangue parece sangue. Vermelho e tudo.
Frase do Alan, vendo um daqueles clipes horrorosos daquelas pseudo-cantoras hip-hop-pop estadunidenses com seus quinze minutos de fama:
"Caraca, esse clipe é todo rosa? De tanto ver azul eu jurava que ele era todo azul!"
Então, depois de ver a vida telística em RGB de verdade pude voltar a ver filmes. Sobre eles que quero falar. A Ponte recomenda deverasmente demais:
.Cães de aluguel - *****
.Janela indiscreta - *****
.Snatch - *****
.Team America - ****
.O guia do mochileiro das galáxias - ****
.Senhor da guerra (não arma, como na tradução) - *****
Se a Ponte recomenda, vale a pena.
***
Outra coisa que começou foi a Copa. Sim, a tão esperada e comentada e propagada e cuspida Copa do Mundo da Alemanha. Com os donos da casa mostrando que vão querer mostrar para a torcida que seu time tem condições de ganhar o torneio. Mesmo que não tenha.
Porque o time alemão é um bosta. Forte, alto e com tradição, mas sem nenhuma habilidade. Acertar um chute de fora da área não faz deles craques. Se fosse assim, Flávio Conceição era Pelé.
Brasil em primeiro, Costa do Marfim em segundo e República Tcheca em terceira. Mesmo que não seja possível essa coimbinação, torço por isso. Minha Ponte, minhas regras.
***
Não vou pro fogão tem um tempo. Vou perder a prática...
***
Echar de menos é uma coisa que entendo cada vez melhor.
Frase do Alan, vendo um daqueles clipes horrorosos daquelas pseudo-cantoras hip-hop-pop estadunidenses com seus quinze minutos de fama:
"Caraca, esse clipe é todo rosa? De tanto ver azul eu jurava que ele era todo azul!"
Então, depois de ver a vida telística em RGB de verdade pude voltar a ver filmes. Sobre eles que quero falar. A Ponte recomenda deverasmente demais:
.Cães de aluguel - *****
.Janela indiscreta - *****
.Snatch - *****
.Team America - ****
.O guia do mochileiro das galáxias - ****
.Senhor da guerra (não arma, como na tradução) - *****
Se a Ponte recomenda, vale a pena.
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Outra coisa que começou foi a Copa. Sim, a tão esperada e comentada e propagada e cuspida Copa do Mundo da Alemanha. Com os donos da casa mostrando que vão querer mostrar para a torcida que seu time tem condições de ganhar o torneio. Mesmo que não tenha.
Porque o time alemão é um bosta. Forte, alto e com tradição, mas sem nenhuma habilidade. Acertar um chute de fora da área não faz deles craques. Se fosse assim, Flávio Conceição era Pelé.
Brasil em primeiro, Costa do Marfim em segundo e República Tcheca em terceira. Mesmo que não seja possível essa coimbinação, torço por isso. Minha Ponte, minhas regras.
***
Não vou pro fogão tem um tempo. Vou perder a prática...
***
Echar de menos é uma coisa que entendo cada vez melhor.
quarta-feira, 7 de junho de 2006
segunda-feira, 5 de junho de 2006
Adendo à errata
Ia na Ponte, parei aqui. Isso é um caso para Mulder e Scully, sério mesmo. Deu medo.
Alguma sugestão sobre o motivo do desvio no caminho para a Ponte?
Alguma sugestão sobre o motivo do desvio no caminho para a Ponte?
Errata
O guitarrista morto era dos Detonautas. Bom para o que escrevi que não perde o sentido, e para o CPM22 que mantém sua formação completa.
Mal para os Detonautas, que perderam seu guitarrista.
Mal para os Detonautas, que perderam seu guitarrista.
Isn't that ironic?
Eu acho. Porque há anos tenho miopia. Há anos enxergo mal, e cada vez pior, a ponto de chegar aos meus famigerados 6 e 6.5 nas vistas. Há anos torço para que ele posso se estabilizar, porque só assim poderia fazer cirurgia de correção. Isso só depois de chegar aos 23 anos.
Aí completo 23 anos e meu grau se estabiliza. Fico feliz, até descobrir que o plano de saúde só cobre custos a partir de 7 graus. E os meus pararam em 6 e 6.5 mesmo. Daí teria que pagar pelo menos 2000 reais. Até uns 4000 reais. Na média, pelo menos 3000 reais. O que equivale a bem mais do que eu tenho.
Com certeza Alanis escreveu aquela música chata depois de uma decepção desse tipo. E passou a só fazer música porcaria, porque isso é o tipo de coisa que marca um ser humano normal.
Espero que Celine Dion e CPM22 nunca passem por algo assim. O que é ruim pode, sim, ficar pior.
***
Por falar nisso, parece que o guitarrista do CPM22 morreu lá na Radial Oeste ou coisa que o valha. Tanto o lugar quanto a banda, porque hoje em dia tem muita coisa parecida e minha memória não me permite distingui-las.
Esse tipo de coisa acontece todos os dias. E não estou sendo insensível com a morte dele. Na verdade, ninguém deveria morrer baleado por tentativa de assalto. Indo mais longe, não deveria haver arma de fogo. Mas não posso resolver nenhum dos dois, agora.
Poderia até dizer que isso ajudaria a sensibilizar a sociedade, mover as esferas da administração pública e iniciar uma cruzada para resolver nossos problemas sociais. Mas quem morreu foi o guitarrista do CPM22, não o Chico Buarque. Então, com todo o respeito ao mais novo número das estatísticas sobre violência do nosso país, fica pra próxima.
Aí completo 23 anos e meu grau se estabiliza. Fico feliz, até descobrir que o plano de saúde só cobre custos a partir de 7 graus. E os meus pararam em 6 e 6.5 mesmo. Daí teria que pagar pelo menos 2000 reais. Até uns 4000 reais. Na média, pelo menos 3000 reais. O que equivale a bem mais do que eu tenho.
Com certeza Alanis escreveu aquela música chata depois de uma decepção desse tipo. E passou a só fazer música porcaria, porque isso é o tipo de coisa que marca um ser humano normal.
Espero que Celine Dion e CPM22 nunca passem por algo assim. O que é ruim pode, sim, ficar pior.
***
Por falar nisso, parece que o guitarrista do CPM22 morreu lá na Radial Oeste ou coisa que o valha. Tanto o lugar quanto a banda, porque hoje em dia tem muita coisa parecida e minha memória não me permite distingui-las.
Esse tipo de coisa acontece todos os dias. E não estou sendo insensível com a morte dele. Na verdade, ninguém deveria morrer baleado por tentativa de assalto. Indo mais longe, não deveria haver arma de fogo. Mas não posso resolver nenhum dos dois, agora.
Poderia até dizer que isso ajudaria a sensibilizar a sociedade, mover as esferas da administração pública e iniciar uma cruzada para resolver nossos problemas sociais. Mas quem morreu foi o guitarrista do CPM22, não o Chico Buarque. Então, com todo o respeito ao mais novo número das estatísticas sobre violência do nosso país, fica pra próxima.
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Beba sem moderação, é sua responsabilidade
Agora, já era. Gostando ou não, todo rubro-negro tem a obrigação de beber cerveja. Mas só a Nova Schin. O dia todo, todos os dias. No café, no almoço e na janta.
Tá com sede? Nova Schin.
Tá com calor? Nova Schin.
Tá com frio? Nova Schin.
Tá doente? Nova Schin.
Tá com insônia? Nada que uma Nova Schin quentinha não resolva.
Tá morrendo? Nova Schin.
Se tiver certeza de que vai morrer, faça um testamento obrigando seus herdeiros a gastarem todo seu dinheiro em Nova Schin.
Obrigado, Zico, por abrir meus olhos e me fazer perceber minha missão na Terra. Ajudar ao Mengão.
Assista (ao) "o chamado" inegável do profeta.
E bebam Nova Schin.
Tá com sede? Nova Schin.
Tá com calor? Nova Schin.
Tá com frio? Nova Schin.
Tá doente? Nova Schin.
Tá com insônia? Nada que uma Nova Schin quentinha não resolva.
Tá morrendo? Nova Schin.
Se tiver certeza de que vai morrer, faça um testamento obrigando seus herdeiros a gastarem todo seu dinheiro em Nova Schin.
Obrigado, Zico, por abrir meus olhos e me fazer perceber minha missão na Terra. Ajudar ao Mengão.
Assista (ao) "o chamado" inegável do profeta.
E bebam Nova Schin.
quarta-feira, 31 de maio de 2006
O silêncio dos inocentes
"Por que o Senhor permaneceu em silêncio?" Essa frase ilustrou o inconformismo do Papa Bento com relação às atrocidades do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde foram assassinados 1,5 milhão de judeus. Em um discurso para a massa católica do país, ele se perguntou onde estaria Deus durante todo aquele tempo, permitindo "o triunfo do mal".
Bom, não sou onipresente nem tenho talento para GPS. Tampouco estava vivo naquela época - tenho só 23 verões quase-recém-completados. Uma matemática básica prova que, naquela época, eu ainda não poderia ser nem primeiro rascunho de projeto de gente. Mas tenho meus palpites sobre o assunto e quero ajudar o Papa.
Papa, você está falando de Deus, não de Wally. Se realmente estivesse procurando Deus desde quela época, deveria ter olhado para cima. Para cima da sua arma, enquanto era mais um caçando judeus. Afinal, não acredito que um membro da Juventude Hitlerista ficasse preparando sanduíches para levar pro front nem fosse estudar sobre construção de sinagogas.
Se você achou Deus tão calado, deveria pensar que qualquer pessoa - até Ele, acredito - ficaria calado quando visse que tudo o que mostrou e fez foi para o inferno com tamanha hipocrisia e crueldade. Não vale a pena gritar para ser ouvido, porque assim não se é respeitado. O entendimento vem da compreensão. E isso passava longe dos nazistas.
É fácil falar agora, depois de tudo acabado, e fazer o papel de bom moço. Fiz primeira comunhão (por vontade própria mesmo), respeito os fiéis da Igreja Católica e até as intenções da Igreja em sua essência. Mas a prática anda cada vez mais longe da teoria, e não tem vela acesa nem mãozinha pro alto que esconda isso. Deus é inocente nessa, Papa, e os inocentes que poderiam escutar seu discurso já morreram. Há mais de 60 anos, pelo menos.
Só não vê quem não quer.
Bom, não sou onipresente nem tenho talento para GPS. Tampouco estava vivo naquela época - tenho só 23 verões quase-recém-completados. Uma matemática básica prova que, naquela época, eu ainda não poderia ser nem primeiro rascunho de projeto de gente. Mas tenho meus palpites sobre o assunto e quero ajudar o Papa.
Papa, você está falando de Deus, não de Wally. Se realmente estivesse procurando Deus desde quela época, deveria ter olhado para cima. Para cima da sua arma, enquanto era mais um caçando judeus. Afinal, não acredito que um membro da Juventude Hitlerista ficasse preparando sanduíches para levar pro front nem fosse estudar sobre construção de sinagogas.
Se você achou Deus tão calado, deveria pensar que qualquer pessoa - até Ele, acredito - ficaria calado quando visse que tudo o que mostrou e fez foi para o inferno com tamanha hipocrisia e crueldade. Não vale a pena gritar para ser ouvido, porque assim não se é respeitado. O entendimento vem da compreensão. E isso passava longe dos nazistas.
É fácil falar agora, depois de tudo acabado, e fazer o papel de bom moço. Fiz primeira comunhão (por vontade própria mesmo), respeito os fiéis da Igreja Católica e até as intenções da Igreja em sua essência. Mas a prática anda cada vez mais longe da teoria, e não tem vela acesa nem mãozinha pro alto que esconda isso. Deus é inocente nessa, Papa, e os inocentes que poderiam escutar seu discurso já morreram. Há mais de 60 anos, pelo menos.
Só não vê quem não quer.
segunda-feira, 29 de maio de 2006
Rascunhos
Meu mestrado se desenha. Amadurecimento para trabalhar em uma agência se desenha. Shows, dinheiro, viagens, Copa do Mundo, álbum de figurinhas cheio, TV RGB, calmaria mental, esquetes e propagandas e contos e absorção de leituras se desenham.
Neste grande rascunho em que se transforma a minha vida, percebo que tenho aprendido a desenhar melhor. Risco uns traços, analiso, percebo minhas limitações, estudo como melhorar e risco mais uns traços. E assim o desenho vai ficando cada vez mais promissor e o resultado promete ser produtivo.

O guerreiro está pronto.
Além de preparado para a guerra que se desenha, estou animado também. Animado com as possibilidades que surgem, com as portas que se abrem - algumas à força, depois de serem esmurradas, mas se cederam está bom - e com o que enxergo no horizonte. Mesmo com meus olhos míopes vejo, e gosto do que vejo, então o que vem vai ser bom.
Claro que meu otimismo pode ser passageiro. Na verdade, tudo em minha cabeça é passageiro, meu humor e meu estado de espírito variam tanto quanto alguma comparação que me fugiu no momento. Mas, e até porque, sou assim, é bom aproveitar enquanto os ventos sopram a favor das minhas idéias. Assim, quando estiverem parados ou soprando contra aproveito a distância que percorri para manter a tranquilidade de raciocínio. Para quê?
Raciocinar, ué. Pensar no futuro e planejar passos mais seguros. Seguir caminhando. Já que não preciso de muitas horas de sono e nunca estou cansado, tenho que tirar vantagem disso.
Perdi o caminho da postagem, não sei como acabar. Vai ver que é um sinal de continuidade do que disse agora... A ver, tío!
Neste grande rascunho em que se transforma a minha vida, percebo que tenho aprendido a desenhar melhor. Risco uns traços, analiso, percebo minhas limitações, estudo como melhorar e risco mais uns traços. E assim o desenho vai ficando cada vez mais promissor e o resultado promete ser produtivo.

O guerreiro está pronto.
Além de preparado para a guerra que se desenha, estou animado também. Animado com as possibilidades que surgem, com as portas que se abrem - algumas à força, depois de serem esmurradas, mas se cederam está bom - e com o que enxergo no horizonte. Mesmo com meus olhos míopes vejo, e gosto do que vejo, então o que vem vai ser bom.
Claro que meu otimismo pode ser passageiro. Na verdade, tudo em minha cabeça é passageiro, meu humor e meu estado de espírito variam tanto quanto alguma comparação que me fugiu no momento. Mas, e até porque, sou assim, é bom aproveitar enquanto os ventos sopram a favor das minhas idéias. Assim, quando estiverem parados ou soprando contra aproveito a distância que percorri para manter a tranquilidade de raciocínio. Para quê?
Raciocinar, ué. Pensar no futuro e planejar passos mais seguros. Seguir caminhando. Já que não preciso de muitas horas de sono e nunca estou cansado, tenho que tirar vantagem disso.
Perdi o caminho da postagem, não sei como acabar. Vai ver que é um sinal de continuidade do que disse agora... A ver, tío!
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Bingo!
Sei lá, me deu vontade de jogar bingo agora. Gritar bem no ouvido daquela velhinha que está disputando acirradamente com suas colegas de mesa para ver quem ganha mais dinheiro para gastar em remédios e mercados. Mesmo que não precisem de remédios e só estejam no mercado para entrar na fila e reclamar de tudo.
Na verdade, acho que quero jogar bingo para não fazer a prova on-line que me espera até às 9h de amanhã, que no caso é hoje. Como não vou acordar às 7h para isso, faço agora. Só não contem para ninguém que o motivo desta postagem é preguiça.
***
Gosto muito do meu novo professor, é um cara gente boa, excelente e talentoso, coisa que faltava no IACS. Ainda falta, se penso em quantidade. Mas fiquei triste de ele não ver minha pasta tão bonitinha e bem cuidada que preparei com amor e carinho para receber elogios e conseguir umas dicas legais que me botassem dentro de uma agência no mercado de trabalho carioca e tudo isso sem um mísero ponto ou vírgula enquanto escrevo.
Sei que a culpa não é dele por ter uma turma tão despreparada para uma chance dessas, que conversa o tempo inteiro. Parece um monte de adolescentes da Barra tendo aula de álgebra linear com um professor insosso no Pinheiro Guimarães, e lá pras oito da manhã, quando todos têm sono e cagam para os professores. Sei que educação se aprende em casa. Mas tenho o direito de ficar triste, né?
Não tem nada, também. Quando entrar numa agência de propaganda serei um homem mais feliz. Aproveito e sumo de vez da UFF, só apareço para a mono.
Na verdade, acho que quero jogar bingo para não fazer a prova on-line que me espera até às 9h de amanhã, que no caso é hoje. Como não vou acordar às 7h para isso, faço agora. Só não contem para ninguém que o motivo desta postagem é preguiça.
***
Gosto muito do meu novo professor, é um cara gente boa, excelente e talentoso, coisa que faltava no IACS. Ainda falta, se penso em quantidade. Mas fiquei triste de ele não ver minha pasta tão bonitinha e bem cuidada que preparei com amor e carinho para receber elogios e conseguir umas dicas legais que me botassem dentro de uma agência no mercado de trabalho carioca e tudo isso sem um mísero ponto ou vírgula enquanto escrevo.
Sei que a culpa não é dele por ter uma turma tão despreparada para uma chance dessas, que conversa o tempo inteiro. Parece um monte de adolescentes da Barra tendo aula de álgebra linear com um professor insosso no Pinheiro Guimarães, e lá pras oito da manhã, quando todos têm sono e cagam para os professores. Sei que educação se aprende em casa. Mas tenho o direito de ficar triste, né?
Não tem nada, também. Quando entrar numa agência de propaganda serei um homem mais feliz. Aproveito e sumo de vez da UFF, só apareço para a mono.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
segunda-feira, 22 de maio de 2006
domingo, 21 de maio de 2006
Promessa de Ano Novo
Hoje começa o Ano Novo Zulu, por isso aproveito para divulgar uma das minhas promessas: manter o tráfego na Ponte constante, sem retenções de informação. Assim, assuntos interessantes chegarão ao seu destino final. (a mente de vocês, caso não tenham entendido)
Estou postando isso agora, quatro e pouco da manhã de um sábado, depois de comer feito um suíno enjaulado na Galeria Gourmet pelo aniversário do Márcio, meu primo, só para relaxar a cabeça e voltar a escrever textos para o portifólio e o trabalho. Sim, eu trabalho de madrugada. Não, não me orgulho disso. Preferia minha cama.
Com certeza não era isso que a chiliquenta (direitos do apelido reservados ao pessoal do Rock Gol), vulgo Toni Garrido, pensava quando escreveu "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite/ sábado à noite tudo pode mudar", se é que foi ele quem escreveu esta letra. A não ser que ele também tenha problemas com horários e sua agenda viva lotada de compromissos que prejudicam suas obrigações. Caso seja isso, sugeriria a ele que mudasse de secretária.
Enfim, o importante é que, caso depois deste sábado à noite trabalhando com a cara na tela e as vistas ardendo pela luz o Alê consiga um estágio numa agência bem bonita e legal, o cansaço terá valido a pena. Não vou poder debochar da música, mas não vou me importar porque terei chegado ao meu objetivo.
Ápi-dêith: meu horóscopo (sim, tenho acesso a um horóscopo!) acabou de me dizer que minha liderança está em alta, e que posso casar tranquilamente meus objetivos relacionados ao que espero profissionalmente. Como meu monitor está widescreen sem o consentimento das imagens, será que isso quer dizer que realmente Papai do Céu escreve certo por linhas astrológicas tortas - e virtuais?
Estou postando isso agora, quatro e pouco da manhã de um sábado, depois de comer feito um suíno enjaulado na Galeria Gourmet pelo aniversário do Márcio, meu primo, só para relaxar a cabeça e voltar a escrever textos para o portifólio e o trabalho. Sim, eu trabalho de madrugada. Não, não me orgulho disso. Preferia minha cama.
Com certeza não era isso que a chiliquenta (direitos do apelido reservados ao pessoal do Rock Gol), vulgo Toni Garrido, pensava quando escreveu "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite/ sábado à noite tudo pode mudar", se é que foi ele quem escreveu esta letra. A não ser que ele também tenha problemas com horários e sua agenda viva lotada de compromissos que prejudicam suas obrigações. Caso seja isso, sugeriria a ele que mudasse de secretária.
Enfim, o importante é que, caso depois deste sábado à noite trabalhando com a cara na tela e as vistas ardendo pela luz o Alê consiga um estágio numa agência bem bonita e legal, o cansaço terá valido a pena. Não vou poder debochar da música, mas não vou me importar porque terei chegado ao meu objetivo.
Ápi-dêith: meu horóscopo (sim, tenho acesso a um horóscopo!) acabou de me dizer que minha liderança está em alta, e que posso casar tranquilamente meus objetivos relacionados ao que espero profissionalmente. Como meu monitor está widescreen sem o consentimento das imagens, será que isso quer dizer que realmente Papai do Céu escreve certo por linhas astrológicas tortas - e virtuais?
terça-feira, 16 de maio de 2006
Antes...
...de falar de coisas sérias, isso. Apesar de excessivamente paulistano, o que é um defeito grave, o senhor Registro aí ao lado acertou ao espalhar o que está linkado aí em cima. Qualquer semelhança é mero absurdo.
Mais tarde falo de acontecimentos mais sérios, como o caos em SP, seleção brasileira, Foucault e Colomba Pascal.
Mais tarde falo de acontecimentos mais sérios, como o caos em SP, seleção brasileira, Foucault e Colomba Pascal.
Errar é humano, mas...
Sempre existe um mas no meio do caminho. Nesse caso, ele pertence à classe jornalística.
Hoje em dia as informações passam cada vez mais rapidamente. O jornalismo é obrigado a seguir o ritmo, e os jornalistas devem sempre buscar a fonte de informação praticamente no momento em que as coisas ocorrem. Assim informam a massa e mantém seus empregos.
Mas não custa nada conferir o que está sendo feito, para que não ocorram coisas como isso aqui. Deus do céu, que vergonhoso e deplorável. Se fosse a apresentadora, usaria o velho troque do "pedir para cagar e vazar". Se fosse o responsável pela escolha do entrevistado, "pediria para cagar e vazaria". Se fosse o responsável pelo telejornal, iria rever minha política de contratações, porque isso de "pedir para cagar e vazar" poderia deixar mais rastros malcheirosos.
E já basta um mico tenebroso como esse.
Hoje em dia as informações passam cada vez mais rapidamente. O jornalismo é obrigado a seguir o ritmo, e os jornalistas devem sempre buscar a fonte de informação praticamente no momento em que as coisas ocorrem. Assim informam a massa e mantém seus empregos.
Mas não custa nada conferir o que está sendo feito, para que não ocorram coisas como isso aqui. Deus do céu, que vergonhoso e deplorável. Se fosse a apresentadora, usaria o velho troque do "pedir para cagar e vazar". Se fosse o responsável pela escolha do entrevistado, "pediria para cagar e vazaria". Se fosse o responsável pelo telejornal, iria rever minha política de contratações, porque isso de "pedir para cagar e vazar" poderia deixar mais rastros malcheirosos.
E já basta um mico tenebroso como esse.
sábado, 13 de maio de 2006
Oba! Hoje tem links!!!
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Saiu no BlueBus
Texto praticamente na íntegra, com pequenas modificações. Ele só comprova a fama e o poder da Ponte Elétrica. Os trechos destacados são para prender a atenção dos mais desligados. Completamente imparciais.
'Postado pelo Ricardo Freire no seu Viaje na viagem - "Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma". E então - "Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20,000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo, a Ponte Elétrica".
Segue - 'Torrar milhas com Ponte Elétrica - quando as mesmíssimas 20,000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas - parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress'."
Ou seja: a salvação da Varig, a diversão de milhões de brasileiros e - por que não? - o futuro da nação passam pela Ponte Elétrica.
'Postado pelo Ricardo Freire no seu Viaje na viagem - "Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma". E então - "Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20,000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo, a Ponte Elétrica".
Segue - 'Torrar milhas com Ponte Elétrica - quando as mesmíssimas 20,000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas - parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress'."
Ou seja: a salvação da Varig, a diversão de milhões de brasileiros e - por que não? - o futuro da nação passam pela Ponte Elétrica.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Mantendo a média
Não quero perder o costume de escrever na Ponte. Tampouco estou com paciência para contar historinhas agora. Na média, saibam que "Em protesto contra a implantação de medidores eletr^nicos pela Ampla, moradores do Porto da Madama, em Grandim, São Gonçalo, fizeram uma manifestação e fecharam por 40 minutos as pistas da Rodovia Niterói-Manilha no fim da tarde de ontem".
Ou seja, ninguém quer que acabem com os "gatos" na luz dos moradores de lá. E o bom do Brasil é o brasileiro.
Ou seja, ninguém quer que acabem com os "gatos" na luz dos moradores de lá. E o bom do Brasil é o brasileiro.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Fotinhas
Escrevi errado, sim! Dane-se, já que ninguém deu atenção à minha última postagem. Falei sobre minha setlist, saudade - uma palavra que só existe em nosso rico vocabulário, e eu como redator tenho a missão de escrever e divulgar -, e fui solenemente ignorado. Então anuncio minhas fotos e de terceiros escrevendo fotinhas. Ah, na verdade são fotos e imagens. mas quero escrever fotinhas mesmo.
FOTINHAS!!!

Fotinha tirada em um protesto na Plaza del Duque, em Sevilla. Cansei de passar por lá. Hoje, tenho vontade de passar mais algumas vezes. Sem cansaço nenhum. Mas estou longe. Que se dane, lembrem-se de que o capital explora!

Sonho com um mundo onde as coisas seriam fáceis assim...

Um aniversário distante de quem gosto, junto com quem aprendi a gostar. A saudade aperta forte.
FOTINHAS!!!

Fotinha tirada em um protesto na Plaza del Duque, em Sevilla. Cansei de passar por lá. Hoje, tenho vontade de passar mais algumas vezes. Sem cansaço nenhum. Mas estou longe. Que se dane, lembrem-se de que o capital explora!

Sonho com um mundo onde as coisas seriam fáceis assim...

Um aniversário distante de quem gosto, junto com quem aprendi a gostar. A saudade aperta forte.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Músicas e tristezas
Como havia prometido:
Um, meu setlist imaginário pessoal - Riders on the storm (The Doors), Purple Haze (Jimi Hendrix), Boys don't cry (The Cure), The lost art of keeping a secret (Queens of the Stone Age) e Meus bons amigos (Barão Vermelho). Esta última seria variável, e digo que seria o quinto elemento agora pelo que estou sentindo. Já, já, falo sobre isso.
Dois, a polêmica pirracenta do Garotinho - poucas vezes vi uma tentativa de chamar atenção dar tão errado. O partido é contra, a oposição só comenta para ridicularizar e quase todos na rua debocham da sua greve de fome. Só não são todos porque os fanáticos religiosos bitolados seguidores do futuro ex-chupeta de vulcão o apóiam e gritam palavras de incentivo, como comprovei hoje no centro da cidade ao voltar para casa. Tomara que o incentivem até que ele não aguente mais de fome e morra. Se possível, que seja logo.
O problema é a quantidade de gordura para queimar. Ele tem tanta que poderia hibernar. Parece um urso.
***
Agora o não citado em postagens anteriores. A tristeza bate forte à porta. Mais saudade que tristeza, mas aí uma coisa acaba puxando a outra e caga tudo. Culpa dos malditos cientistas, que ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Se tivessem conseguido isso, que além de não ser nada difícil (eles já conseguiram façanhas muito mais impensáveis, como chiclete sem açúcar e colocar um brasileiro no espaço) é fundamental para a evolução do homem, eu poderia fazer, refazer, consertar e reviver muita coisa.
De onde tirei isso tudo? De duas fotos que acabei de ver. Uma foi da minha pequena linda, linkada aí ao lado. O lugar é o campus do Gragoatá, aonde tudo começou. Dali saíram beijos, conversas, sufocos, revelações, decepções, términos e retomadas e inúmeros momentos felizes que marcaram minha vida. Já tinha até um cantinho todo meu (nosso, Cá) e a foto mostra parte dele. Hoje, não tenho mais tempo para voltar lá e fazer um pouco como era antes. Às vezes, era tudo o que eu precisava para sossegar minha alma e entender minha vida outra vez. Mas não posso.
A outra foto são duas, mas de um mesmo lugar e evento. Recebi um email da Naty, grande amiga sevilhana, parceira de incontáveis perrengues, momentos felizes e inesperados e surpresas e tudo que um intercâmbio reserva para pessoas legais (falo dela), com fotos da festa Brasil do Erasmus, que ela ajudou a organizar. Nela aparecem tantas pessoas que sinto uma saudade imensa e que não posso rever agora. Na verdade, nem sei quando vou rever. Agora dói demais o fato de ser cabeça dura e orgulhoso e não ter marcado minha viagem para um mísero dia depois do que havia planejado. Madrid não vale sete dias. Só faltou eu me convencer disso antes de fazer a burrada.
Daí olho para a foto e penso que poderia ter encerrado minha estada em Sevilla com chave de diamante banhado a ouro perolado, com todos os que gosto dançando comigo enquanto escutaria música brasileira e riria até explodir. Mas agora não tem mais volta, tanbém.
Estou lendo "A arte da guerra". Ele ensina a analisar toda a situação antes de tomar decisões. Mas para mim não precisava de tanto, bastava pensar um pouco ao invés de ser impulsivo ao extremo.
Moral: impulsivo=burro.
Um, meu setlist imaginário pessoal - Riders on the storm (The Doors), Purple Haze (Jimi Hendrix), Boys don't cry (The Cure), The lost art of keeping a secret (Queens of the Stone Age) e Meus bons amigos (Barão Vermelho). Esta última seria variável, e digo que seria o quinto elemento agora pelo que estou sentindo. Já, já, falo sobre isso.
Dois, a polêmica pirracenta do Garotinho - poucas vezes vi uma tentativa de chamar atenção dar tão errado. O partido é contra, a oposição só comenta para ridicularizar e quase todos na rua debocham da sua greve de fome. Só não são todos porque os fanáticos religiosos bitolados seguidores do futuro ex-chupeta de vulcão o apóiam e gritam palavras de incentivo, como comprovei hoje no centro da cidade ao voltar para casa. Tomara que o incentivem até que ele não aguente mais de fome e morra. Se possível, que seja logo.
O problema é a quantidade de gordura para queimar. Ele tem tanta que poderia hibernar. Parece um urso.
***
Agora o não citado em postagens anteriores. A tristeza bate forte à porta. Mais saudade que tristeza, mas aí uma coisa acaba puxando a outra e caga tudo. Culpa dos malditos cientistas, que ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Se tivessem conseguido isso, que além de não ser nada difícil (eles já conseguiram façanhas muito mais impensáveis, como chiclete sem açúcar e colocar um brasileiro no espaço) é fundamental para a evolução do homem, eu poderia fazer, refazer, consertar e reviver muita coisa.
De onde tirei isso tudo? De duas fotos que acabei de ver. Uma foi da minha pequena linda, linkada aí ao lado. O lugar é o campus do Gragoatá, aonde tudo começou. Dali saíram beijos, conversas, sufocos, revelações, decepções, términos e retomadas e inúmeros momentos felizes que marcaram minha vida. Já tinha até um cantinho todo meu (nosso, Cá) e a foto mostra parte dele. Hoje, não tenho mais tempo para voltar lá e fazer um pouco como era antes. Às vezes, era tudo o que eu precisava para sossegar minha alma e entender minha vida outra vez. Mas não posso.
A outra foto são duas, mas de um mesmo lugar e evento. Recebi um email da Naty, grande amiga sevilhana, parceira de incontáveis perrengues, momentos felizes e inesperados e surpresas e tudo que um intercâmbio reserva para pessoas legais (falo dela), com fotos da festa Brasil do Erasmus, que ela ajudou a organizar. Nela aparecem tantas pessoas que sinto uma saudade imensa e que não posso rever agora. Na verdade, nem sei quando vou rever. Agora dói demais o fato de ser cabeça dura e orgulhoso e não ter marcado minha viagem para um mísero dia depois do que havia planejado. Madrid não vale sete dias. Só faltou eu me convencer disso antes de fazer a burrada.
Daí olho para a foto e penso que poderia ter encerrado minha estada em Sevilla com chave de diamante banhado a ouro perolado, com todos os que gosto dançando comigo enquanto escutaria música brasileira e riria até explodir. Mas agora não tem mais volta, tanbém.
Estou lendo "A arte da guerra". Ele ensina a analisar toda a situação antes de tomar decisões. Mas para mim não precisava de tanto, bastava pensar um pouco ao invés de ser impulsivo ao extremo.
Moral: impulsivo=burro.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Vazei o-ê!!!
Eis que finalmente fiz em 2006 o que deveria ter feito em 2004 (quando começou isso). Saí do Orkut.
Instrumento bizarro utilizado com fins militares pelo governo dos EUA, ajudado pela Turquia em troca de favores para dominação cultural e futebolística do país na região, o Orkut foi nomeado com o sobrenome de seu inventor para tirar a atenção dos críticos de seu principal objetivo. Poucos sabem que a CIA também monitorava minuciosamente os recados de todos os que considerava perigosos em potencial. Eu mesmo tive minha privacidade invadida, graças a idéias revolucionárias sobre os rumos da humanidade e pela suposta doutrinação na Ponte. Só porque disse - e afirmo - que ponteeletrica.blogspot.com é mais um passo para minha conquista do mundo e posterior coroação como presidente monárquico-ditador universal.
Não-oficialmente este é o motivo, mas com medo de represálias digo na versão para a imprensa que saí por estar aborrecido com besteiras, estressado com coisas idiotas e de saco cheio de perder tempo vendo perfis e deixando recadinhos e contando com a boa vontade do servidor deles para ver o que tinham escrito para mim. Apesar de saberem que prefiro receber emails.
Então este é o fim de uma era. Uma era de dores de cabeça, aporrinhações, brigas, curiosidades e surpresas desagradáveis e uma infinidade de coisas que me faziam mal. Foi sair do Orkut e já me sinto melhor, inclusive.
Talvez esta seja a fórmula mágica da felicidade: livrar-se de coisas idiotas, supérfluas e que chateiam sua vida. Surpreendente, não?
Passo a me dedicar com muito mais afinco aos meus verdadeiros prazeres e reais objetivos. Escrever, ler, escrever e escrever mais, até ficar sem as pontas dos dedos e ter que fazer cirurgia para reconstituição. Com os mesmos médicos que deram um jeito na cara do chinês atacado por um urso. Eles são bons. E devem custar pouco.
***
Não esqueci do meu top cinco músicas que cantaria. Com certeza vocês até vão pedir para que eu cante, dado meu enorme talento vocal. Vou escrever também sobre a crise Lula-Topeira (boliviana) com relação ao gás natural, e o que ele afeta em nossa vida. Nossa literalmente, porque até o Jessé é movido a gás e isso encarecerá sua locomoção. Mas hoje meu complemento postual (relativo a post, postagem; muito neologista, eu, né?) é um link tenebroso - contribuição da maninha Rê.
Quando você pensa que a humanidade está perdida, vem isso para comprovar seu pensamento e deixá-lo (la) com ainda menos esperanças... Aonde vamos parar, meu Deus?
Instrumento bizarro utilizado com fins militares pelo governo dos EUA, ajudado pela Turquia em troca de favores para dominação cultural e futebolística do país na região, o Orkut foi nomeado com o sobrenome de seu inventor para tirar a atenção dos críticos de seu principal objetivo. Poucos sabem que a CIA também monitorava minuciosamente os recados de todos os que considerava perigosos em potencial. Eu mesmo tive minha privacidade invadida, graças a idéias revolucionárias sobre os rumos da humanidade e pela suposta doutrinação na Ponte. Só porque disse - e afirmo - que ponteeletrica.blogspot.com é mais um passo para minha conquista do mundo e posterior coroação como presidente monárquico-ditador universal.
Não-oficialmente este é o motivo, mas com medo de represálias digo na versão para a imprensa que saí por estar aborrecido com besteiras, estressado com coisas idiotas e de saco cheio de perder tempo vendo perfis e deixando recadinhos e contando com a boa vontade do servidor deles para ver o que tinham escrito para mim. Apesar de saberem que prefiro receber emails.
Então este é o fim de uma era. Uma era de dores de cabeça, aporrinhações, brigas, curiosidades e surpresas desagradáveis e uma infinidade de coisas que me faziam mal. Foi sair do Orkut e já me sinto melhor, inclusive.
Talvez esta seja a fórmula mágica da felicidade: livrar-se de coisas idiotas, supérfluas e que chateiam sua vida. Surpreendente, não?
Passo a me dedicar com muito mais afinco aos meus verdadeiros prazeres e reais objetivos. Escrever, ler, escrever e escrever mais, até ficar sem as pontas dos dedos e ter que fazer cirurgia para reconstituição. Com os mesmos médicos que deram um jeito na cara do chinês atacado por um urso. Eles são bons. E devem custar pouco.
***
Não esqueci do meu top cinco músicas que cantaria. Com certeza vocês até vão pedir para que eu cante, dado meu enorme talento vocal. Vou escrever também sobre a crise Lula-Topeira (boliviana) com relação ao gás natural, e o que ele afeta em nossa vida. Nossa literalmente, porque até o Jessé é movido a gás e isso encarecerá sua locomoção. Mas hoje meu complemento postual (relativo a post, postagem; muito neologista, eu, né?) é um link tenebroso - contribuição da maninha Rê.
Quando você pensa que a humanidade está perdida, vem isso para comprovar seu pensamento e deixá-lo (la) com ainda menos esperanças... Aonde vamos parar, meu Deus?
domingo, 30 de abril de 2006
Leiam atentamente as instruções
Este post deve ser grande e sem ordem certa. Mas seu conteúdo será interessante e fará pensar. Assim, larguem de ser preguiçosos e comecem daí de baixo até o final, passando pela seção "comentário" e deixando o seu antes de sair da Internet para meditar por algumas horas.
O sentido da vida
Você está sentado casa (trabalho/praia/restaurante/igreja/calçada/banco de praça) e se dá conta de que alguma coisa anda errado com sua vida, porque você não se sente realizado e plenamente feliz com ela. Vão dizer que pode ser por um sem-número de motivos, e estão certos. Podem dizer que é pelo estado atual do mundo, individualista. Estão certos. Mas é claro que sempre vai ter aquele motivo bobo que se esconde por detrás de todos esses e você não vê. Ou não quer ver, porque é bobo.
Aconteceu isso comigo. Não sei exatamente aonde foi, só sei que foi. E foi bem fundo, tocando lá naquele sentimento que sempre disse que nunca tive: medo.
É, Alê sente medo. Não sempre, não forte, não razoável, mas sente. Se negava, agora cansei. Isso está longe de ser a pior coisa do mundo, todo mundo sente por algum motivo. O meu é meu talento.
Na verdade, não é meu talento. É a dúvida sobre sua existência. De repente foi ele quem ficou lá na barriga da minha mãe, sem conseguir passar pela abertura constrangedora do parto natural. Daí meu irmão teria se aproveitado e pego. Posso ter esquecido no CI - Classe de Iniciação, pra quem não sabe - que fiz aqui em Jacacity. Sabe como é, ninguém se importa com os da Iniciação, deixei na sala junto com a merendeira e a tia nem percebeu. Quando acabou a aula, a moça da limpeza entrou na sala, pegou e jogou por cima do muro da escola pra o terreno baldio que tinha do lado. Preguiçosa! Ainda por cima acabou me prejudicando. Deveria colocar seu nome na boca do sapo.
Poderia ter deixado meu talento de lado pra jogar bola, meu vício de infãncia, adolescência e fase adulta, e depois nunca mais o ter visto. O que seria burrice. Ou um monte de outras coisas poderiam ter acontecido para eu perder o coitado.
Mas isso é bobeira, eu sei. Não que seja talentoso, isso só o tempo vai dizer. Mas sou esforçado, e com isso já posso conseguir uma recompensa mínima com dignidade. O que seria razoável para meu atual estado de não-trabalhador. Vulgo desempregado. E faria com que melhorasse meu humor, o moral e a auto-estima. Além de jogar um cobre pro bolso, que tá mais vazio do que igreja em final de Copa do Mundo.
Sinceramente, perdi o rumo do post. Mas posso terminar com algumas considerações - admitindo que, dessa história-revelação que contei vocês tenham apreendido alguma coisa:
1 - sozinho ninguém caminha;
2 - em grupos grandes ninguém caminha;
3 - se você tentar abraçar o mundo vai abraçar a lápide mais cedo (a não ser que vcê ache saudável estar na Internet às 5:40 de um sábado porque não consegue dormir, preocupado e pensativo - e com fome, acabei de perceber);
4 - dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz tristeza;
5 - é fundamental você reconhecer seus vícios, mas ninguém precisa saber deles;
6 - nunca dê ouvidos para seus ouvidos - cansados, eles escutam muita coisa;
7 - deixar as coisas para cima da hora é terrível; quando não é culpa sua, ainda assim é terrível - com a diferença que é impossível resolver sozinho;
8 - se você está com dúvidas como estas, pode ser que elas tenham fundamento; prepare-se para o pior;
9 - todos têm algo especial para mostrar, mas é aconselhável procurar devagar para ter uma desculpa caso não consiga achar (a de ter procurado devagar, caso não tenham entendido);
10 - Deus existe, e a prova é colocar tantos obstáculos no seu caminho que te fazem ter a certeza de que, se estão aí, só Deus pode ajudar a ultrapassá-los. Isso se chama marketing pessoal.
Com isso acabo de descobrir também que fazer listas é difícil. Em todo caso, já preparo minha próxima: cinco músicas que certamente estariam na minha banda cover, eu cantando.
ps: sei lá qual é o sentido da vida. Espero que tenham chegado às suas próprias conclusões.
O sentido da vida
Você está sentado casa (trabalho/praia/restaurante/igreja/calçada/banco de praça) e se dá conta de que alguma coisa anda errado com sua vida, porque você não se sente realizado e plenamente feliz com ela. Vão dizer que pode ser por um sem-número de motivos, e estão certos. Podem dizer que é pelo estado atual do mundo, individualista. Estão certos. Mas é claro que sempre vai ter aquele motivo bobo que se esconde por detrás de todos esses e você não vê. Ou não quer ver, porque é bobo.
Aconteceu isso comigo. Não sei exatamente aonde foi, só sei que foi. E foi bem fundo, tocando lá naquele sentimento que sempre disse que nunca tive: medo.
É, Alê sente medo. Não sempre, não forte, não razoável, mas sente. Se negava, agora cansei. Isso está longe de ser a pior coisa do mundo, todo mundo sente por algum motivo. O meu é meu talento.
Na verdade, não é meu talento. É a dúvida sobre sua existência. De repente foi ele quem ficou lá na barriga da minha mãe, sem conseguir passar pela abertura constrangedora do parto natural. Daí meu irmão teria se aproveitado e pego. Posso ter esquecido no CI - Classe de Iniciação, pra quem não sabe - que fiz aqui em Jacacity. Sabe como é, ninguém se importa com os da Iniciação, deixei na sala junto com a merendeira e a tia nem percebeu. Quando acabou a aula, a moça da limpeza entrou na sala, pegou e jogou por cima do muro da escola pra o terreno baldio que tinha do lado. Preguiçosa! Ainda por cima acabou me prejudicando. Deveria colocar seu nome na boca do sapo.
Poderia ter deixado meu talento de lado pra jogar bola, meu vício de infãncia, adolescência e fase adulta, e depois nunca mais o ter visto. O que seria burrice. Ou um monte de outras coisas poderiam ter acontecido para eu perder o coitado.
Mas isso é bobeira, eu sei. Não que seja talentoso, isso só o tempo vai dizer. Mas sou esforçado, e com isso já posso conseguir uma recompensa mínima com dignidade. O que seria razoável para meu atual estado de não-trabalhador. Vulgo desempregado. E faria com que melhorasse meu humor, o moral e a auto-estima. Além de jogar um cobre pro bolso, que tá mais vazio do que igreja em final de Copa do Mundo.
Sinceramente, perdi o rumo do post. Mas posso terminar com algumas considerações - admitindo que, dessa história-revelação que contei vocês tenham apreendido alguma coisa:
1 - sozinho ninguém caminha;
2 - em grupos grandes ninguém caminha;
3 - se você tentar abraçar o mundo vai abraçar a lápide mais cedo (a não ser que vcê ache saudável estar na Internet às 5:40 de um sábado porque não consegue dormir, preocupado e pensativo - e com fome, acabei de perceber);
4 - dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz tristeza;
5 - é fundamental você reconhecer seus vícios, mas ninguém precisa saber deles;
6 - nunca dê ouvidos para seus ouvidos - cansados, eles escutam muita coisa;
7 - deixar as coisas para cima da hora é terrível; quando não é culpa sua, ainda assim é terrível - com a diferença que é impossível resolver sozinho;
8 - se você está com dúvidas como estas, pode ser que elas tenham fundamento; prepare-se para o pior;
9 - todos têm algo especial para mostrar, mas é aconselhável procurar devagar para ter uma desculpa caso não consiga achar (a de ter procurado devagar, caso não tenham entendido);
10 - Deus existe, e a prova é colocar tantos obstáculos no seu caminho que te fazem ter a certeza de que, se estão aí, só Deus pode ajudar a ultrapassá-los. Isso se chama marketing pessoal.
Com isso acabo de descobrir também que fazer listas é difícil. Em todo caso, já preparo minha próxima: cinco músicas que certamente estariam na minha banda cover, eu cantando.
ps: sei lá qual é o sentido da vida. Espero que tenham chegado às suas próprias conclusões.
terça-feira, 25 de abril de 2006
Pa-rabéns (ú-hú)!!!
Hoje é o dia D(ela), que dia mais feliz para mim. Minha pequena completa 22 outonos. Como comemoração, estou rastreando seu presente, que ainda não chegou. Finjo que é para aumentar a surpresa...

Prevendo que seu aniversário cairia no mesmo dia que no ano passado, vesti minha camisa para festas muito antes de hoje, tal e qual um Nostradamus micareteiro.
Desejo ao amor da minha vida que continue sendo o amor da minha vida, porque tudo o que quiser vou lutar junto e ajudar a conquistar. Eu mesmo fui conquistado há quatro anos... Cá, você merece a vida mais maravilhosa que uma menina assim pode ter. Quem tem tanto talento e tantas qualidades deve viver cercada de sucessos, em tudo o que esperar. E assim vai ser, linda.
Amo você, por todas as minhas vidas.
***
Só como registro: ontem voltei à triste rotina de aulas-cabeça-descabeçadas na UFF; foi assim descobri que Foucault era um bufão.
Pensamento do mês: "Foucault era um retratista - fazia retratos, o homem!"

Prevendo que seu aniversário cairia no mesmo dia que no ano passado, vesti minha camisa para festas muito antes de hoje, tal e qual um Nostradamus micareteiro.
Desejo ao amor da minha vida que continue sendo o amor da minha vida, porque tudo o que quiser vou lutar junto e ajudar a conquistar. Eu mesmo fui conquistado há quatro anos... Cá, você merece a vida mais maravilhosa que uma menina assim pode ter. Quem tem tanto talento e tantas qualidades deve viver cercada de sucessos, em tudo o que esperar. E assim vai ser, linda.
Amo você, por todas as minhas vidas.
***
Só como registro: ontem voltei à triste rotina de aulas-cabeça-descabeçadas na UFF; foi assim descobri que Foucault era um bufão.
Pensamento do mês: "Foucault era um retratista - fazia retratos, o homem!"
segunda-feira, 24 de abril de 2006
Recomendações médicas e fortes emoções
Médicos dizem que é fundamental o ser humano dormir oito horas por dia para recuperar as energias, o corpo reforçar sua defesa, porque é nesse momento que crescemos e blá blá blá. Existe até uma propaganda que afirma que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo, por isso deveríamos escolher bem nosso colchão.
Penso nisso enquanto redijo uns duzentos títulos às 2:20 de domingo para segunda, depois de um final de semana extremamente corrido e cansativo - apesar de muito bom, tenho que admitir. Fora o não suprimento de uma grande necessidade, o que deixa meu corpo mais vulnerável (nada a ver com meu intestino, que funciona muito bem). Fora a pressão de ter que acabar logo, já que tenho menos de uma semana para criar e produzir tudo o que preciso. Com o máximo de qualidade, por sinal. Ou seja, as recomendações médicas, as necessidades corporais e meu estado de bem-estar físico-mental foram para o espaço.
Acho que essa postagem é mais um desabafo solitário, ou um pedido de socorro. Só que enquanto estou me cansando aqui estão todos dormindo, então não faz diferença nenhuma e muito menos vou conseguir alguém para compartilhar do meu estado. Sorte a de vocês.
Mas se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem nem dorme?
***
Tchananans à parte, faltam 21 horas e 27 minutos para os 22 anos da menina que se mostrou a mulher da minha vida. Dizer mais o quê?
(ps: teria uma coisa sobre meu irmão para dizer, mas vou esperar tudo se acertar; se meu irmão que é um filho e minha namorada que é um anjo só me dão motivos para me orgulhar, dizer mais o quê?)
Penso nisso enquanto redijo uns duzentos títulos às 2:20 de domingo para segunda, depois de um final de semana extremamente corrido e cansativo - apesar de muito bom, tenho que admitir. Fora o não suprimento de uma grande necessidade, o que deixa meu corpo mais vulnerável (nada a ver com meu intestino, que funciona muito bem). Fora a pressão de ter que acabar logo, já que tenho menos de uma semana para criar e produzir tudo o que preciso. Com o máximo de qualidade, por sinal. Ou seja, as recomendações médicas, as necessidades corporais e meu estado de bem-estar físico-mental foram para o espaço.
Acho que essa postagem é mais um desabafo solitário, ou um pedido de socorro. Só que enquanto estou me cansando aqui estão todos dormindo, então não faz diferença nenhuma e muito menos vou conseguir alguém para compartilhar do meu estado. Sorte a de vocês.
Mas se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem nem dorme?
***
Tchananans à parte, faltam 21 horas e 27 minutos para os 22 anos da menina que se mostrou a mulher da minha vida. Dizer mais o quê?
(ps: teria uma coisa sobre meu irmão para dizer, mas vou esperar tudo se acertar; se meu irmão que é um filho e minha namorada que é um anjo só me dão motivos para me orgulhar, dizer mais o quê?)
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Grande Fausto
Vocês já devem ter visto o comercial do programa do Faustão em que ele fala de uma tal de "Seleção do Faustão". Mais uma daquelas promoções que atraem os pobres para gastarem dinheiro sem poderem e enriquecerem a Globo e seus parceiros. Até aí nada de novo, mas alguém atentou para um fato importante na propaganda?
O gordo diz "se você tem celular pré ou pós-pago e sabe mandar mensagem de texto...". Veja bem, ele não disse quer. Não disse pode. Ele disse sabe, verbo saber. O que pressupõe que ele - e mais que ele, quem escreveu este texto - sabe que existe gente que não tem idéia de como mandar mensagem de texto.
Pode não parecer nada de mais à primeira vista, mas parem para pensar. Como alguém pode gastar uma grana para comprar um aparelho eletrônico, símbolo de tecnologia avançada, e não saber como funciona? Então, por que compra? Para quê?
Isso prova (não que não soubesse, mas assim não tem desculpa) que os comunicadores, os responsáveis pela informação, sabem sim sobre a condição intelectual da população. Ainda assim - ou principalmente por isso - criam publicidade e promoções e notícias explorando o que deveria ser combatido, que é essa deficiência crônica na educação de grande parte dos brasileiros.
Esse textinho da promoção anunciado pelo gordo é mais uma prova de que a classe pensante do país, minoria absoluta, está muito mais preocupada em se aproveitar da lacuna intelectual da nossa gente do que em ajudar a resolver a situação e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.
Prova também que o profissionalismo e a preocupação social pregados pela Globo não são mais do que um grande fingimento para conseguir abatimento de impostos através de programas de ajuda aos pobres. Aliás, como comprovar o destino do dinheiro arrecadado, por sinal?
Prova, ainda, que todo o alarde e o falatório por parte de artistas, apresentadores e gente da mídia, em sua maioria, não são mais do que balelas para ganhar a simpatia de anônimos, que vão posteriormente dar audiência e dinheiro para eles. Em sua maioria, já que em toda regra existem exceções.
(Lima Duarte que o diga, já que teve que se desculpar com Globo e o mundo após criticar um monte de gente da emissora e a edição "seletiva" do Fantástico)
A mulher que trabalha aqui não sabe ler nem escrever, mora com a filha em um quarto alugado por R$150,00 no Rio das Pedras, sem janelas nem nada. Apesar disso, seu celular está sempre com crédito. Será que ela vai escolher a seleção do Faustão? Consumo responsável parece ser um conceito meio por fora do marketing atual.
Não sei por quê, mas do fundo deste abismo me sobe um cheiro de hipocrisia...
Se o comentário anterior estiver meio bagunçado e sem sentido, culpem a Light. Depois de ter que parar a postagem duas vezes pela incapacidade deles de manter a energia correndo por Jacacity, perdi um pouco o fio da meada. Mas imagino que entenderam aonde queria chegar.
***
Bem que eu tentei colocar um link para a música aqui, mas isso já basta. Aconselho a procurarem e chorarem com uma das canções mais bonitas que já ouvi. Interpretação tocante de Jeff Buckley, e dica do Alan (sim, sei valorizar quando sou informado de algo bom - parabéns ao meu irmão, mais uma vez).
"well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah"
Hallelujah - Jeff Buckley
O gordo diz "se você tem celular pré ou pós-pago e sabe mandar mensagem de texto...". Veja bem, ele não disse quer. Não disse pode. Ele disse sabe, verbo saber. O que pressupõe que ele - e mais que ele, quem escreveu este texto - sabe que existe gente que não tem idéia de como mandar mensagem de texto.
Pode não parecer nada de mais à primeira vista, mas parem para pensar. Como alguém pode gastar uma grana para comprar um aparelho eletrônico, símbolo de tecnologia avançada, e não saber como funciona? Então, por que compra? Para quê?
Isso prova (não que não soubesse, mas assim não tem desculpa) que os comunicadores, os responsáveis pela informação, sabem sim sobre a condição intelectual da população. Ainda assim - ou principalmente por isso - criam publicidade e promoções e notícias explorando o que deveria ser combatido, que é essa deficiência crônica na educação de grande parte dos brasileiros.
Esse textinho da promoção anunciado pelo gordo é mais uma prova de que a classe pensante do país, minoria absoluta, está muito mais preocupada em se aproveitar da lacuna intelectual da nossa gente do que em ajudar a resolver a situação e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.
Prova também que o profissionalismo e a preocupação social pregados pela Globo não são mais do que um grande fingimento para conseguir abatimento de impostos através de programas de ajuda aos pobres. Aliás, como comprovar o destino do dinheiro arrecadado, por sinal?
Prova, ainda, que todo o alarde e o falatório por parte de artistas, apresentadores e gente da mídia, em sua maioria, não são mais do que balelas para ganhar a simpatia de anônimos, que vão posteriormente dar audiência e dinheiro para eles. Em sua maioria, já que em toda regra existem exceções.
(Lima Duarte que o diga, já que teve que se desculpar com Globo e o mundo após criticar um monte de gente da emissora e a edição "seletiva" do Fantástico)
A mulher que trabalha aqui não sabe ler nem escrever, mora com a filha em um quarto alugado por R$150,00 no Rio das Pedras, sem janelas nem nada. Apesar disso, seu celular está sempre com crédito. Será que ela vai escolher a seleção do Faustão? Consumo responsável parece ser um conceito meio por fora do marketing atual.
Não sei por quê, mas do fundo deste abismo me sobe um cheiro de hipocrisia...
Se o comentário anterior estiver meio bagunçado e sem sentido, culpem a Light. Depois de ter que parar a postagem duas vezes pela incapacidade deles de manter a energia correndo por Jacacity, perdi um pouco o fio da meada. Mas imagino que entenderam aonde queria chegar.
***
Bem que eu tentei colocar um link para a música aqui, mas isso já basta. Aconselho a procurarem e chorarem com uma das canções mais bonitas que já ouvi. Interpretação tocante de Jeff Buckley, e dica do Alan (sim, sei valorizar quando sou informado de algo bom - parabéns ao meu irmão, mais uma vez).
"well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah"
Hallelujah - Jeff Buckley
segunda-feira, 27 de março de 2006
Vivo, como sempre
Venho por meio desta (postagem) pedir desculpas aos inúmeros leitores e fãs incondicionais pela minha ausência temporária. Mas é por um bom motivo. Se não paro um pouco, não dou rumo na minha vida.
Assim, não deixem de conferir diariamente - quiçá minutamente - alterações no tráfego da Ponte. Vale a pena. E para não deixar a todos saudosos, deixo um santo "até breve".

Tenham fé, já já ele volta.
Assim, não deixem de conferir diariamente - quiçá minutamente - alterações no tráfego da Ponte. Vale a pena. E para não deixar a todos saudosos, deixo um santo "até breve".

Tenham fé, já já ele volta.
terça-feira, 21 de março de 2006
Voando baixo
Domingo foi exibido "Falcão - meninos do tráfico" no Fantástico, e ainda hoje o documentário do MV Bill e do Athaíde é assunto nos quatro cantos midiáticos do país - podem procurar na TV, rádio, mídia impressa, Internet. Nem era para ser diferente, já que agora todos os que diziam desconhecer o problema deram de cara com ele, enquanto esperavam uma reportagem do Zeca Camargo surfando em um lago selvagem em Burundi ou o Big Brother na reta final e suas "chocantes" revelações.
Meu pitaco no assunto, o de número 1.357.416 (contados, hein?...), não é para dizer que os garotos são coitados ou canalhas, ou para discutir políticas de reintegração dos menores infratores na sociedade e possíveis punições para crimes mais graves. Até porque não sou político, delegado nem outra coisa qualquer com um mínimo de influência nas decisões. Meu negócio é com o pós-documentário.
Glória Maria anunciou o último bloco como "opiniões de famosos que ficaram chocados com a situação dos menores envolvidos no tráfico". Daí entrevistaram Cacá Diegues, Camila Pitanga e mais uns famosos. Excluo Veríssimo do que vou dizer, por imaginar que não se enquadra aqui.
Estou (estamos?) cansado de saber quem financia o tráfico. Quem não sabe de festinhas onde servem maconha, cocaína e outros em bandeja, o que rola em festivais de cinema e festas de famosos, fulano que é viciado ou beltrano que promoveu quebra-quebra porque estava doidão? Já ouvi, e de mais de uma pessoa, sobre festas onde havia famosos, ou gente da moda, e todos estavam dando seus tapas e seus tecos tranquilamente.
Aí, depois de um documentário sério, onde o problema é mostrado em sua essência, onde vemos que a falta de política do Estado empurra os jovens ao caminho mais fácil e arriscado, o de vender drogas, onde vemos crianças chapadas e sem perspectiva de vida nem futuro nem nada, a Globo tem a cara de pau de mostrar "pessoas chocadas com o problema" - que são justamente os que consomem e mantém este sistema. E os "espantados, abismados, embasbacados" artistas e famosos se dizem surpresos com o problema, já que desconheciam a situação!
E de onde acham que vêm todas essas crianças para povoar os sinais, abiogênese? "Ah, esse moleque nasceu quando colocaram juntos um trapo de roupa suja e uma arma num canto de um barraco na Maré..." Será que eles imaginavam que nascia uma criança, saudável, com excelentes condições de vida, que de repente se tornava má sem mais nem menos? E que drogas não têm nada a ver com isso, já que são tão boas? Será que todos esses coitados desconhecedores dos problemas do Brasil nunca imaginaram que aquela criança com uma pistola na mão e olhos vermelhos, que te coloca contra uma parede em uma rua qualquer, poderia estar drogada - quer dizer, sob o uso de drogas, as mesmas drogas que eles usam em suas festinhas super descoladas?
Vão para o inferno! Até hipocrisia deveria ter limites. Mas o pior é saber que o povo vai balançar a cabeça para todos eles e pensar "realmente, que bom que eles estão preocupados, agora com certeza as coisas vão mudar". E em outubro votam nos mesmos, torcem pelos mesmos, e assim continuamos os mesmos.
Se era para bagunçar, porque não entrevistaram Gabeira, Luana Piovani e Marcelo Anthony?
Meu pitaco no assunto, o de número 1.357.416 (contados, hein?...), não é para dizer que os garotos são coitados ou canalhas, ou para discutir políticas de reintegração dos menores infratores na sociedade e possíveis punições para crimes mais graves. Até porque não sou político, delegado nem outra coisa qualquer com um mínimo de influência nas decisões. Meu negócio é com o pós-documentário.
Glória Maria anunciou o último bloco como "opiniões de famosos que ficaram chocados com a situação dos menores envolvidos no tráfico". Daí entrevistaram Cacá Diegues, Camila Pitanga e mais uns famosos. Excluo Veríssimo do que vou dizer, por imaginar que não se enquadra aqui.
Estou (estamos?) cansado de saber quem financia o tráfico. Quem não sabe de festinhas onde servem maconha, cocaína e outros em bandeja, o que rola em festivais de cinema e festas de famosos, fulano que é viciado ou beltrano que promoveu quebra-quebra porque estava doidão? Já ouvi, e de mais de uma pessoa, sobre festas onde havia famosos, ou gente da moda, e todos estavam dando seus tapas e seus tecos tranquilamente.
Aí, depois de um documentário sério, onde o problema é mostrado em sua essência, onde vemos que a falta de política do Estado empurra os jovens ao caminho mais fácil e arriscado, o de vender drogas, onde vemos crianças chapadas e sem perspectiva de vida nem futuro nem nada, a Globo tem a cara de pau de mostrar "pessoas chocadas com o problema" - que são justamente os que consomem e mantém este sistema. E os "espantados, abismados, embasbacados" artistas e famosos se dizem surpresos com o problema, já que desconheciam a situação!
E de onde acham que vêm todas essas crianças para povoar os sinais, abiogênese? "Ah, esse moleque nasceu quando colocaram juntos um trapo de roupa suja e uma arma num canto de um barraco na Maré..." Será que eles imaginavam que nascia uma criança, saudável, com excelentes condições de vida, que de repente se tornava má sem mais nem menos? E que drogas não têm nada a ver com isso, já que são tão boas? Será que todos esses coitados desconhecedores dos problemas do Brasil nunca imaginaram que aquela criança com uma pistola na mão e olhos vermelhos, que te coloca contra uma parede em uma rua qualquer, poderia estar drogada - quer dizer, sob o uso de drogas, as mesmas drogas que eles usam em suas festinhas super descoladas?
Vão para o inferno! Até hipocrisia deveria ter limites. Mas o pior é saber que o povo vai balançar a cabeça para todos eles e pensar "realmente, que bom que eles estão preocupados, agora com certeza as coisas vão mudar". E em outubro votam nos mesmos, torcem pelos mesmos, e assim continuamos os mesmos.
Se era para bagunçar, porque não entrevistaram Gabeira, Luana Piovani e Marcelo Anthony?
quinta-feira, 16 de março de 2006
Fim?
A vida é assim. Um ciclo acaba, outro começa. Quando você olha para os lados, percebe que muita coisa está perdendo velocidade para ser acessada pela sua memória e está ficando para trás. E cada vez mais para trás, até que se perde no horizonte e cai naquele abismo que os antigos navegadores temiam. Aquele medo era uma metáfora - quanto mais para longe vai, maior é a probabilidade de não se lembrarem de você em seu possível retorno.
A vida passa rápido, sobrepõe ciclos, mas não é injusta. Nós sempre temos a chance de prender as coisas que mais queremos juntas a nós. Como se nossa mente amarrasse a ponta de uma corda na nossa memória e a outra no navio. Além daquela âncora providencial que fica preparada para qualquer mexida mais forte no mar, pronta para ser lançada e salvar o barco. Acabo de comprovar sua justiça.
Três despedidas em seis meses. Deixo os que amo e vou para longe, aprendo a amar os que encontro longe e volto para os que amo e que estavam longe e, como se não bastasse, me despeço dos primeiros mais uma vez - culpa de uma tempestade previamente prevista chamada formatura. O mar ficou revolto, a insegurança tomou conta do único tripulante fixo da embarcação, os horizontes se cruzaram por alguma ilusão de ótica ou delírio de pré-loucura. O medo de ficar eternamente à deriva, antes oculto, resolveu dar as caras e mostrar como seria a minha vida em um futuro solitário.
Precisou eu fazer a travessia duas vezes e me despedir três para entender que as coisas boas não se apagam assim; tampouco as pessoas somem por detrás de qualquer nevoeiro. Depois de meio ano encontro meus amigos ainda meus amigos, e vejo meus amigos que ficaram do outro lado ainda meus amigos, e vejo que formatura nenhuma nem mais estudos ou trabalhos ou filhos ou famílias ou quilômetros podem destruir o que foi tão bem construído, feito para navegar por toda uma vida.
Cada fase de nossa vida tem seu valor, e mesmo o que parece ruim pode ensinar coisas maravilhosas. Nada como estar longe para saber o quanto se gosta, nada como a ameaça de separação para querer estar junto, nada como ver que as pessoas que você ama compartilham suas tristezas e suas alegrias com a mesma intensidade e nenhuma ponta de maldade ou inveja. Nada como ter a certeza da confiança.
Amigos, para mim, são pessoas em quem confio plenamente, pessoas por quem arriscaria minha vida se fosse preciso. Pessoas por quem luto até o fim e apóio e acredito sempre, em tudo o que digam ou façam. Lindo é ver que muitos pensam o mesmo com relação a mim. Por isso não tenho vergonha de dizer que chorei quando fui para a Europa, chorei na minha despedida em Sevilla, chorei no final da formatura. Porque as pessoas por quem derramei minhas poucas e difíceis lágrimas valem a pena.
Foi assim que descobri meu porto seguro.
A vida passa rápido, sobrepõe ciclos, mas não é injusta. Nós sempre temos a chance de prender as coisas que mais queremos juntas a nós. Como se nossa mente amarrasse a ponta de uma corda na nossa memória e a outra no navio. Além daquela âncora providencial que fica preparada para qualquer mexida mais forte no mar, pronta para ser lançada e salvar o barco. Acabo de comprovar sua justiça.
Três despedidas em seis meses. Deixo os que amo e vou para longe, aprendo a amar os que encontro longe e volto para os que amo e que estavam longe e, como se não bastasse, me despeço dos primeiros mais uma vez - culpa de uma tempestade previamente prevista chamada formatura. O mar ficou revolto, a insegurança tomou conta do único tripulante fixo da embarcação, os horizontes se cruzaram por alguma ilusão de ótica ou delírio de pré-loucura. O medo de ficar eternamente à deriva, antes oculto, resolveu dar as caras e mostrar como seria a minha vida em um futuro solitário.
Precisou eu fazer a travessia duas vezes e me despedir três para entender que as coisas boas não se apagam assim; tampouco as pessoas somem por detrás de qualquer nevoeiro. Depois de meio ano encontro meus amigos ainda meus amigos, e vejo meus amigos que ficaram do outro lado ainda meus amigos, e vejo que formatura nenhuma nem mais estudos ou trabalhos ou filhos ou famílias ou quilômetros podem destruir o que foi tão bem construído, feito para navegar por toda uma vida.
Cada fase de nossa vida tem seu valor, e mesmo o que parece ruim pode ensinar coisas maravilhosas. Nada como estar longe para saber o quanto se gosta, nada como a ameaça de separação para querer estar junto, nada como ver que as pessoas que você ama compartilham suas tristezas e suas alegrias com a mesma intensidade e nenhuma ponta de maldade ou inveja. Nada como ter a certeza da confiança.
Amigos, para mim, são pessoas em quem confio plenamente, pessoas por quem arriscaria minha vida se fosse preciso. Pessoas por quem luto até o fim e apóio e acredito sempre, em tudo o que digam ou façam. Lindo é ver que muitos pensam o mesmo com relação a mim. Por isso não tenho vergonha de dizer que chorei quando fui para a Europa, chorei na minha despedida em Sevilla, chorei no final da formatura. Porque as pessoas por quem derramei minhas poucas e difíceis lágrimas valem a pena.
Foi assim que descobri meu porto seguro.
segunda-feira, 13 de março de 2006
"Voltei!, hein..."
"E estou no paraíso". Mas o paraíso é quente como o inferno, e fede, e tem ar pesado, e gente que joga lixo nas ruas, e exército cercando favelas, e falta de educação no trânsito, e falta de respeito para com os turistas, e para com quem não é turista, e bagunça em todos os lugares para onde você olha, mendigos debaixo de viadutos e nas calçadas, gente pedindo dinheiro nos sinais, nas ruas e nas praças e debaixo do seu nariz, e mais um sem-número de coisas que não combinam em nada com a idéia geral de paraíso.
Ainda assim, acho aqui o paraíso, só me parece que faltam alguns inúmeros ajustes. E mesmo com gerações que já nascem com ares de perdidas, fico com a mesma idéia de Márcio, grande amigo e pai friburguense, de que temos sim a responsabilidade de mudar o que está acontecendo à nossa volta, ajudar a fazer do Brasil um país digno das riquezas que tem, digno de sua grandeza, digno para vivermos nele.
Chega de estar em desenvolvimento, quero um lugar desenvolvido e agora.
***
Não podia deixar de citar o óbvio: nada como chegar 0:30h, cansado e estressado, depois de bons sufocos, e ver família, amor e amigos com um sorriso para você, do outro lado da porta, prontos para te abraçar e deixando a sensação de que nada mudou no tempo em que você esteve fora, com medo de que fosse perder o que deixou com tanto carinho. Nada como perceber que um oceano não é nada, porque o sentimento voa e voa rápido, e cruza as maiores distâncias com uma rapidez que te faz beijar a quem se ama e apagar a saudade antes que ela apague suas forças.
Nada como ver quem está o tempo todo ao seu lado, te apoiou todo o tempo e te fez chegar, estar e voltar do outro lado.
Nada como um presente de aniversário dois meses depois, como se estivesse algumas horas atrasado, só.
Nada como um beijo demorado e romântico no amor da sua vida.
Nada como perceber que isso vale para os dois lados, e agora a expectativa é rever aos que ficaram do lado de lá, donos da parte européia do seu coração. Que seja logo!
Ainda assim, acho aqui o paraíso, só me parece que faltam alguns inúmeros ajustes. E mesmo com gerações que já nascem com ares de perdidas, fico com a mesma idéia de Márcio, grande amigo e pai friburguense, de que temos sim a responsabilidade de mudar o que está acontecendo à nossa volta, ajudar a fazer do Brasil um país digno das riquezas que tem, digno de sua grandeza, digno para vivermos nele.
Chega de estar em desenvolvimento, quero um lugar desenvolvido e agora.
***
Não podia deixar de citar o óbvio: nada como chegar 0:30h, cansado e estressado, depois de bons sufocos, e ver família, amor e amigos com um sorriso para você, do outro lado da porta, prontos para te abraçar e deixando a sensação de que nada mudou no tempo em que você esteve fora, com medo de que fosse perder o que deixou com tanto carinho. Nada como perceber que um oceano não é nada, porque o sentimento voa e voa rápido, e cruza as maiores distâncias com uma rapidez que te faz beijar a quem se ama e apagar a saudade antes que ela apague suas forças.
Nada como ver quem está o tempo todo ao seu lado, te apoiou todo o tempo e te fez chegar, estar e voltar do outro lado.
Nada como um presente de aniversário dois meses depois, como se estivesse algumas horas atrasado, só.
Nada como um beijo demorado e romântico no amor da sua vida.
Nada como perceber que isso vale para os dois lados, e agora a expectativa é rever aos que ficaram do lado de lá, donos da parte européia do seu coração. Que seja logo!
segunda-feira, 6 de março de 2006
Troppo poca cosa che so dell'italiani
Todo mundo fica abismado quando digo que nao gosto do italiano-padrao; ao menos os jovens e adultos nao-velhos, homens e mulheres, eu desgosto forte, digamos.
Que posso fazer? Eles sao inconvenientes, espalhafatosos, folgados, marrentos e sem graca. Os homens sao, em sua esmagadora maioria, ao menos metrossexuais. As mulheres, exageradas. Parece que, aqui na Italia, seu grau de importancia e seu status perante a sociedade e medido pelo tamanho dos seus oculos escuros. que deve ser usado mesmo a noite e com chuva. E sao grandes a ponto de eu achar Ray-Ban oculos de natacao infantil.
E como se nao bastasse, percebo que boa parte dos argentinos tem como sonho ser um italiano. As coisas se fazem mais claras agora...
Por outro lado, os mais velhos e qualquer que esteja trabalhando e extremamente simpatico. Dao informacoes, fazem piadas, conversam e sao solicitos ao ponto que voce quiser. Se resolvessem falar mais devagar com estrangeiros seria perfeito. Mas como nem tudo e perfeito, me contento do jeito que as coisas estao.
***
O jogo de ontem foi vencido pelo Roma com um gol do Rodrigo Taddei. Brasileiro dando sorte a brasileiro, assim que as coisas funcionam. Mas vou colocar o que escrevi aqui depois, porque chega a hora do meu tao sonhado sofrimento de volta. Quase cinquenta horas e milhares de quilometros rodados em tres dias, com tendencia a cansaco e possibilidades (remotas, espero) de hemorroidas. O que eu nao faco pelo meu rasil, brasileiro...
Que posso fazer? Eles sao inconvenientes, espalhafatosos, folgados, marrentos e sem graca. Os homens sao, em sua esmagadora maioria, ao menos metrossexuais. As mulheres, exageradas. Parece que, aqui na Italia, seu grau de importancia e seu status perante a sociedade e medido pelo tamanho dos seus oculos escuros. que deve ser usado mesmo a noite e com chuva. E sao grandes a ponto de eu achar Ray-Ban oculos de natacao infantil.
E como se nao bastasse, percebo que boa parte dos argentinos tem como sonho ser um italiano. As coisas se fazem mais claras agora...
Por outro lado, os mais velhos e qualquer que esteja trabalhando e extremamente simpatico. Dao informacoes, fazem piadas, conversam e sao solicitos ao ponto que voce quiser. Se resolvessem falar mais devagar com estrangeiros seria perfeito. Mas como nem tudo e perfeito, me contento do jeito que as coisas estao.
***
O jogo de ontem foi vencido pelo Roma com um gol do Rodrigo Taddei. Brasileiro dando sorte a brasileiro, assim que as coisas funcionam. Mas vou colocar o que escrevi aqui depois, porque chega a hora do meu tao sonhado sofrimento de volta. Quase cinquenta horas e milhares de quilometros rodados em tres dias, com tendencia a cansaco e possibilidades (remotas, espero) de hemorroidas. O que eu nao faco pelo meu rasil, brasileiro...
Ma que cosa!!!
Fui ver Roma X Internazionale. Ra!!!
No lugar detras do meu tihua um cara que narrava o jogo, fazendo piadas imbecis em italiano, tal e qual o "saudoso" Galvao. Ra!!!...
O Roma venceu com um gol do Taddei, e o Mancini so fez cagadas. Ra!!!
Amanha parto de volta aonde cheguei, para partir para onde nasci. Em trinta e tantas horas. Sem ra!!! desta vez...
No lugar detras do meu tihua um cara que narrava o jogo, fazendo piadas imbecis em italiano, tal e qual o "saudoso" Galvao. Ra!!!...
O Roma venceu com um gol do Taddei, e o Mancini so fez cagadas. Ra!!!
Amanha parto de volta aonde cheguei, para partir para onde nasci. Em trinta e tantas horas. Sem ra!!! desta vez...
sexta-feira, 3 de março de 2006
Roma
Foi mal a demora. Esqueci de dizer que estou em Roma. E meio que sem lugar para ficar. Mas falo sobre isso daqui a pouco.
Faltam cinco dias para voltarem a me aturar...
Faltam cinco dias para voltarem a me aturar...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
sábado, 25 de fevereiro de 2006
Frio
Paro um instante de falar sobre minhas viagens para fazer um pequeno comentario.
Na Europa faz frio. Nao um frio qualquer, mas daqueles que parece que sua boca esta anestesiada, que seus labios vao cair a cada vez que voce pensa em dar um sorriso e onde e perigoso ate mesmo chorar pela situacao desesperadora em que se encontra, sob o risco de congelarem os olhos e os globos oculares sairem rolando pelo chao.
Se eu mostrasse algumas das fotos que tirei, neste presente momento, seria chamado de mentiroso ao dizer que esta congelando aqui porque o ceu esta azul em varias delas. Mas para comprovar que digo a verdade, basta dizer que estou - a partir de hoje - oficialmente andando com duas calcas (grossas) a cada vez que for a rua. E quem me conhece sabe que sou calorento.
Moral da historia: viajar no inverno, so por falta de opcao e com doses cavalares de coragem.
Na Europa faz frio. Nao um frio qualquer, mas daqueles que parece que sua boca esta anestesiada, que seus labios vao cair a cada vez que voce pensa em dar um sorriso e onde e perigoso ate mesmo chorar pela situacao desesperadora em que se encontra, sob o risco de congelarem os olhos e os globos oculares sairem rolando pelo chao.
Se eu mostrasse algumas das fotos que tirei, neste presente momento, seria chamado de mentiroso ao dizer que esta congelando aqui porque o ceu esta azul em varias delas. Mas para comprovar que digo a verdade, basta dizer que estou - a partir de hoje - oficialmente andando com duas calcas (grossas) a cada vez que for a rua. E quem me conhece sabe que sou calorento.
Moral da historia: viajar no inverno, so por falta de opcao e com doses cavalares de coragem.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Adendo pertinente
Nao so o frio me persegue aqui na Europa, as vezes me encontrando e as vezes dando uma tregua, como agora tenho mais duas companhias. Ainda menos agradaveis.
1) a Franca esta cada vez mais envolvida - e enrolada - com atos anti-judeus, anti-arabes e anti-tudo-o-que-puder. Extremistas atacam a todo o instante, e descobri que aqueles carros todos queimados faz um tempinho de nada, la em Paris, foram ali pertinho do albergue onde fiquei por quatro noites. Hum, interessante... E;
2) a gripe aviaria, cada vez mais forte e letal apos sofrer algumas mutacoes geneticas e coisa e tal e por ai vai, agora chegou a uma ilha no sul da Alemanha e a criacoes na Austria. Hum, interessante, posto que amanha estou na Alemanha. Espero que minha memoria nao falhe e me lembre de nao comer frango, so por garantia.
Assim sendo, minha viagem se torna cada vez mais aventureira e, hum, interessante...
1) a Franca esta cada vez mais envolvida - e enrolada - com atos anti-judeus, anti-arabes e anti-tudo-o-que-puder. Extremistas atacam a todo o instante, e descobri que aqueles carros todos queimados faz um tempinho de nada, la em Paris, foram ali pertinho do albergue onde fiquei por quatro noites. Hum, interessante... E;
2) a gripe aviaria, cada vez mais forte e letal apos sofrer algumas mutacoes geneticas e coisa e tal e por ai vai, agora chegou a uma ilha no sul da Alemanha e a criacoes na Austria. Hum, interessante, posto que amanha estou na Alemanha. Espero que minha memoria nao falhe e me lembre de nao comer frango, so por garantia.
Assim sendo, minha viagem se torna cada vez mais aventureira e, hum, interessante...
Entao...
Como ia dizendo, depois de atrasar em alguns preciosos minutos a viagem de um monte de gente, finalmente podemos seguir viagem e adentrar na terra da rainha. Pelo mar, de ferry boat, pois caso alguem nao esteja com uma boa memoria, como a minha, Inglaterra esta em uma ilha.
Meus sustos comecam ai mesmo, ao comprar ingenuamente um tiramisu pensando que estava valuado em euros. Pobre turista pobre, os um e pouco eram em pouds... O que equivalia a quase tres (3!!!) euros. E assim morri em quase seis euros num lanchinho bobo no barco.
Chego a noite na cidade, e Mr V nao havia recebido minha mensagem. Ligar para suia casa e falar por miseros dois minutos, quica menos, me leva uns dois euros mais. Por sorte uma alma caridosa me da um bilhete de metro, e nao pago nada. A facilidade de saber a lingua tambem ajuda, assim nao me perco pelas tres estacoes ate o encontro com meu queridao.
Mr V, ou Vitor Mattos, ou VituMatu - travel book writer, meu querido e primeiro amigo na UFF, merece todos os elogios. Anfitriao preocupado, eximio guia e cozinheiro em evolucao, nao so soube me mostrar toda a cidade muito bem e muito rapido como ainda me fez poupar um bom dinheiro, ao decidir por comermos em casa sempre antes de sair. Isso porque, so para constar, um hamburguer no Burger King custa 1,99 pouds. Quase quatro euros. Um pound esta a 1,45 euros. Chorem comigo.
Segunda foi dia de pub, terca de caminhada, quarta de peca de teatro para ver Les Miserables (em ingles, obviamente), quinta de caminhada e museu, sexta e sabado de Liverpool - que vai ganhar um capitulo a parte - e domingo de museu e tchau, a parte mais dificil. O tchau, nao o museu.
La vi impressionistas, vi Michelangelo, Rafael e outras tartarugas ninjas, vi todos os tipos de comida do mundo em uma rua ou duas, vi gente de todos os tipos. Londres e, sem duvida, a cidade mais cosmopolita do mundo. Onde voce acha as novas tendencias e convive com todos em teorica harmonia.
Camdem Town, por exemplo, e a coisa mais absurda que jamais verei em outro pais qualquer. Saio do metro ja escutando um "what do you want, skunk?". Caminho com Vitor e, a cada dez passos, um androgeno, ou excessivamente alternativo, ou punk, ou hippie, ou sujo, ou negao-cantor-de-rap-malsucedido, ou gays, ou turistas japoneses (sempre). Tudo, menos policia, que parece ter deixado o local como um ponto-de-encontro de todas as tribos e exemplo de que Londres e liberal, sim. Por mais que seja na encolha.
Apesar do tamanho e da pressa dos londrinos, principalmente no centro, voce pode se sentir bem a vontade. Caminhar com um minimo de atencao te faz um nao-alvo, e mesmo que acabe sendo, a policia parece estar realmente preocupada em resolver o problema, qualquer que seja. Onde rola assalto ou alguma outra coisa eles colocam placas pedindo informacao, sao sempre solicitos e atentos em todos os lugares aonde estao... Policia de verdade.
A cidade e enorme, realmente. Metro e solucao para onde quer que voce queira ir. Apesar dos muito salgados 4,90 pounds pelo passe diario. De um ponto turistico a outro pode levar mais de meia hora, isso dentro deles - que sao, alias, os mais antigos do mundo. Tudo e bem sinalizado, por toda a cidade, o que facilita a vida de todos. Principalmente turistas. E, apesar de tudo isso, existem bairros (onde Vitor mora) e parques que fazer voce pensar em como deve ser bom viver ali.
Frio, sim, mas dei sorte e peguei tempo razoavel ate domingo, quando a saudade de mim que a familia real ia sentir fez com que mandassem seus guardinhas de fardas engracadas semear as nuvens com sal, criando aquela tipica chuva inglesa que transforma o tempo em cinza e te faz querer ficar debaixo das cobertas. Alias, ouvi dizer que este tempo ingles tipico que conhecemos foi criado com este intuito na Primeira Guerra Mundial, a fim de desencorajar as tropas inimigas a atacar a cidade. Verdade, podem pesquisar na Internet.
Outra coisa que merece ser citada, com certa inveja saudavel da minha parte, e o acesso a cultura que o europeu, os londrinos mais que todos, tem. Revistas, jornais, livros, musicas do mundo todo, em varias linguas. Novas tendencias e revivals. O que e realidade e o que vai ser. Tudo na mao, o alcance de quem quiser, pelo preco que quiser (se souber procurar). Fora museus - os mais importantes e dos maiores do mundo, como Tate e Modern Tate, British Museum e o melhor de todos, Natinal Gallery, sao gratis. Para todos. Ou seja, de graca. Para qualquer pessoa, seja de onde for. E sem pagar nada vi van Gogh, Rembrant, Monet, Manet, Constable, Michelangelo, Rafael, Tolouse-Lautrec (assim?), Dali, Picasso... Hum, deixe-me pensar porque aqui tudo se desenvolve, perai...
(tempo para pensar)
Ah, ja sei. porque eles surgiram primeiro, e somos assim por culpa da colonizacao! Malditos portugueses que nos fizeram assim, em uma condicao imutavel que nos fara permanecer sempre menos desenvolvidos que o hemisferio norte!
***
Aguardem mais por Liverpool, porque agora vou procurar albergue em Berlin. E assim sigo. Seguindo.
Meus sustos comecam ai mesmo, ao comprar ingenuamente um tiramisu pensando que estava valuado em euros. Pobre turista pobre, os um e pouco eram em pouds... O que equivalia a quase tres (3!!!) euros. E assim morri em quase seis euros num lanchinho bobo no barco.
Chego a noite na cidade, e Mr V nao havia recebido minha mensagem. Ligar para suia casa e falar por miseros dois minutos, quica menos, me leva uns dois euros mais. Por sorte uma alma caridosa me da um bilhete de metro, e nao pago nada. A facilidade de saber a lingua tambem ajuda, assim nao me perco pelas tres estacoes ate o encontro com meu queridao.
Mr V, ou Vitor Mattos, ou VituMatu - travel book writer, meu querido e primeiro amigo na UFF, merece todos os elogios. Anfitriao preocupado, eximio guia e cozinheiro em evolucao, nao so soube me mostrar toda a cidade muito bem e muito rapido como ainda me fez poupar um bom dinheiro, ao decidir por comermos em casa sempre antes de sair. Isso porque, so para constar, um hamburguer no Burger King custa 1,99 pouds. Quase quatro euros. Um pound esta a 1,45 euros. Chorem comigo.
Segunda foi dia de pub, terca de caminhada, quarta de peca de teatro para ver Les Miserables (em ingles, obviamente), quinta de caminhada e museu, sexta e sabado de Liverpool - que vai ganhar um capitulo a parte - e domingo de museu e tchau, a parte mais dificil. O tchau, nao o museu.
La vi impressionistas, vi Michelangelo, Rafael e outras tartarugas ninjas, vi todos os tipos de comida do mundo em uma rua ou duas, vi gente de todos os tipos. Londres e, sem duvida, a cidade mais cosmopolita do mundo. Onde voce acha as novas tendencias e convive com todos em teorica harmonia.
Camdem Town, por exemplo, e a coisa mais absurda que jamais verei em outro pais qualquer. Saio do metro ja escutando um "what do you want, skunk?". Caminho com Vitor e, a cada dez passos, um androgeno, ou excessivamente alternativo, ou punk, ou hippie, ou sujo, ou negao-cantor-de-rap-malsucedido, ou gays, ou turistas japoneses (sempre). Tudo, menos policia, que parece ter deixado o local como um ponto-de-encontro de todas as tribos e exemplo de que Londres e liberal, sim. Por mais que seja na encolha.
Apesar do tamanho e da pressa dos londrinos, principalmente no centro, voce pode se sentir bem a vontade. Caminhar com um minimo de atencao te faz um nao-alvo, e mesmo que acabe sendo, a policia parece estar realmente preocupada em resolver o problema, qualquer que seja. Onde rola assalto ou alguma outra coisa eles colocam placas pedindo informacao, sao sempre solicitos e atentos em todos os lugares aonde estao... Policia de verdade.
A cidade e enorme, realmente. Metro e solucao para onde quer que voce queira ir. Apesar dos muito salgados 4,90 pounds pelo passe diario. De um ponto turistico a outro pode levar mais de meia hora, isso dentro deles - que sao, alias, os mais antigos do mundo. Tudo e bem sinalizado, por toda a cidade, o que facilita a vida de todos. Principalmente turistas. E, apesar de tudo isso, existem bairros (onde Vitor mora) e parques que fazer voce pensar em como deve ser bom viver ali.
Frio, sim, mas dei sorte e peguei tempo razoavel ate domingo, quando a saudade de mim que a familia real ia sentir fez com que mandassem seus guardinhas de fardas engracadas semear as nuvens com sal, criando aquela tipica chuva inglesa que transforma o tempo em cinza e te faz querer ficar debaixo das cobertas. Alias, ouvi dizer que este tempo ingles tipico que conhecemos foi criado com este intuito na Primeira Guerra Mundial, a fim de desencorajar as tropas inimigas a atacar a cidade. Verdade, podem pesquisar na Internet.
Outra coisa que merece ser citada, com certa inveja saudavel da minha parte, e o acesso a cultura que o europeu, os londrinos mais que todos, tem. Revistas, jornais, livros, musicas do mundo todo, em varias linguas. Novas tendencias e revivals. O que e realidade e o que vai ser. Tudo na mao, o alcance de quem quiser, pelo preco que quiser (se souber procurar). Fora museus - os mais importantes e dos maiores do mundo, como Tate e Modern Tate, British Museum e o melhor de todos, Natinal Gallery, sao gratis. Para todos. Ou seja, de graca. Para qualquer pessoa, seja de onde for. E sem pagar nada vi van Gogh, Rembrant, Monet, Manet, Constable, Michelangelo, Rafael, Tolouse-Lautrec (assim?), Dali, Picasso... Hum, deixe-me pensar porque aqui tudo se desenvolve, perai...
(tempo para pensar)
Ah, ja sei. porque eles surgiram primeiro, e somos assim por culpa da colonizacao! Malditos portugueses que nos fizeram assim, em uma condicao imutavel que nos fara permanecer sempre menos desenvolvidos que o hemisferio norte!
***
Aguardem mais por Liverpool, porque agora vou procurar albergue em Berlin. E assim sigo. Seguindo.
domingo, 19 de fevereiro de 2006
Sina
Antes de me encontrar com meu querido amigo Mr V. Mattos, tive que dar explicacoes na porteira. Para variar, encrencaram comigo. Sempre a policia no meu caminho, desta vez para entrar na terra da velha coroa (com duplo sentido).
Fui obrigado a falar sobre mim, o que vinha fazer aqui, quanto tempo ficava, o que faco na Europa... Algumas vezes repetindo as coisas, para ver se entrava em contradicao. Ainda por cima matei meus ultimos minguados creditos de telefone ligando para Mr, o que me fez nao poder receber mais chamadas nem mensagens enquanto nao voltar para a Espanha e recarregar meu celular. Malditos milicos ingleses!
O importante e que passei, e agora estou aqui no computador contando parte de minhas peripecias. Mas aviso logo que, a partir de amanha, volto a ficar praticamente incomunicavel outra vez.
Adeus malditos dinheiros que custam quase duas vezes mais que o euro, vou para Amsterdan. De onibus, numa viagem magica de 12 horas. Ainda sem falar daqui. E ja avisando que, ao contrario do que dizem todos (eu disse TODOS), sim, se pode ir a Amsterdan e nao fumar. Assim como se pode ir a Roma e nao ver o Papa.
Que realmente tambem nao faco questao de ver.
Fui obrigado a falar sobre mim, o que vinha fazer aqui, quanto tempo ficava, o que faco na Europa... Algumas vezes repetindo as coisas, para ver se entrava em contradicao. Ainda por cima matei meus ultimos minguados creditos de telefone ligando para Mr, o que me fez nao poder receber mais chamadas nem mensagens enquanto nao voltar para a Espanha e recarregar meu celular. Malditos milicos ingleses!
O importante e que passei, e agora estou aqui no computador contando parte de minhas peripecias. Mas aviso logo que, a partir de amanha, volto a ficar praticamente incomunicavel outra vez.
Adeus malditos dinheiros que custam quase duas vezes mais que o euro, vou para Amsterdan. De onibus, numa viagem magica de 12 horas. Ainda sem falar daqui. E ja avisando que, ao contrario do que dizem todos (eu disse TODOS), sim, se pode ir a Amsterdan e nao fumar. Assim como se pode ir a Roma e nao ver o Papa.
Que realmente tambem nao faco questao de ver.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Quer fotinhos??? (ou intervalo nos textos)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Miseraveis
Vitor Hugo foi um frances muito talentoso, que viveu (emorreu) tem um tempo, e deixou um legado de grandes obras excelentes da literatura mundial. Entre elas "Os Miseraveis". Que, neste caso especifico, vou falar na proxima postagem, porque quero fazer um paralelo, como ele deve ter feito para escrever este livro, com o seu povo.
Depois de Barcelona parti em uma viagem de 14 (sim, catouze!!!; o numero cabalistioc voltou) horas, de onibus, ate Paris. Sim, por isso a foto de antes, que caso nao tenham percebido era a Torre Eiffel por detras dos pombinhos (ra!!!, os duplos sentidos tambem voltaram). A expectativa era do tamanho da construcao metalica, e foi devidamente correspondida. Muitas andancas, encontros com Jorge (Diog) e Mariana outra vez no albergue e mais a amizade de mais um paulista, Victor, encontros com Jim Morrison e Allain Kardec - com as minhoquinhas que os transofrmaram em adubo, na verdade, porque eles estao enterrados aqui, mas ainda assim ta valendo, crepes, menus e tudo muito caro. Muito. Muito mesmo. Fazendo valer a pena toda a economia que havia feito ate entao, e eliminando boa parte dela.
A cidade-luz ate piscou para mim, mas seu povo nao. Sabe aquela historia de que frances e mal-humorado, que nao fala direito com quem nao fala sua lingua e tudo o mais? E verdade. O que transformou minha arranhacao de frances obrigatoria, e minhas deficiencias no idioma um inferno. Quantas e quantas vezes nao me deu vontade de matar um daqueles miseraveis (e daqui acho que VH tirou o tema do livro, e nao da pobreza) marretando queijo na cara deles? Inclusive do seguranca que me barrou numa festa, junot com o mexicano, me encarando feio e dizendo coisas ininteligiveis enquanto eu perguntava em frances "por que???" com meu jeito Chuck Norris de ameacar.
Fora as dificuldades e todo o perrengue de estar em uma cidade onde nao falam com sua lingua e nem se importam com voce, Paris e realmente muito romantica e vale a pena a visita. Isso quando alguem - eu, inclusive - juntar grana para deixar para os entornadores de champagne, em ruas que fedem a roquefort (de verdade, nao e balela). E assim curti quatro dias maravilhosos, com fotos dignas da Ponte. Inclusive, estarao posteriormente circulando por estas vias ciberneticas de informacao de qualidade.
E de la vim acertar meus ponteiros e me encontrar com um recem-nomeado Mister... Coisas da proxima postagem.
Depois de Barcelona parti em uma viagem de 14 (sim, catouze!!!; o numero cabalistioc voltou) horas, de onibus, ate Paris. Sim, por isso a foto de antes, que caso nao tenham percebido era a Torre Eiffel por detras dos pombinhos (ra!!!, os duplos sentidos tambem voltaram). A expectativa era do tamanho da construcao metalica, e foi devidamente correspondida. Muitas andancas, encontros com Jorge (Diog) e Mariana outra vez no albergue e mais a amizade de mais um paulista, Victor, encontros com Jim Morrison e Allain Kardec - com as minhoquinhas que os transofrmaram em adubo, na verdade, porque eles estao enterrados aqui, mas ainda assim ta valendo, crepes, menus e tudo muito caro. Muito. Muito mesmo. Fazendo valer a pena toda a economia que havia feito ate entao, e eliminando boa parte dela.
A cidade-luz ate piscou para mim, mas seu povo nao. Sabe aquela historia de que frances e mal-humorado, que nao fala direito com quem nao fala sua lingua e tudo o mais? E verdade. O que transformou minha arranhacao de frances obrigatoria, e minhas deficiencias no idioma um inferno. Quantas e quantas vezes nao me deu vontade de matar um daqueles miseraveis (e daqui acho que VH tirou o tema do livro, e nao da pobreza) marretando queijo na cara deles? Inclusive do seguranca que me barrou numa festa, junot com o mexicano, me encarando feio e dizendo coisas ininteligiveis enquanto eu perguntava em frances "por que???" com meu jeito Chuck Norris de ameacar.
Fora as dificuldades e todo o perrengue de estar em uma cidade onde nao falam com sua lingua e nem se importam com voce, Paris e realmente muito romantica e vale a pena a visita. Isso quando alguem - eu, inclusive - juntar grana para deixar para os entornadores de champagne, em ruas que fedem a roquefort (de verdade, nao e balela). E assim curti quatro dias maravilhosos, com fotos dignas da Ponte. Inclusive, estarao posteriormente circulando por estas vias ciberneticas de informacao de qualidade.
E de la vim acertar meus ponteiros e me encontrar com um recem-nomeado Mister... Coisas da proxima postagem.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Viagens - parte 1
Agora com um pouco mais de calma, a viagem. Saida de Sevilla dia 25 de janeiro rumo a Madrid:
Madrid e uma cidade enorme. Capital da Espanha, nao por acaso tem 11 (isso, onze) linhas de metro, os onibus vao de dezenas a centenas nos numeros, Guernica esta ali no caminho da arte - icone maior de uma rota que inclui Van Gogh, Monet e Velasquez, que eu por sinal nao gosto (opiniao pessoal, mas dane-se porque a Ponte e monopolio). Gente de tudo quanto e canto e um castellano perfeito, onde se da gosto de ver o espanhol sendo expressado em toda a sua beleza.
Uma semana la foi de bom tamanho. Um diazinho em Toledo, a cidade mais charmosa da regiao (ao que me parece) e uma familia que fez eu me sentir em casa. Nao so ganhei dois amigos - Bruno e Mariester - como veio uma sobrinha junto, Mariana, a crianca mais tranquila e fofa* que ja vi na vida.
Caminhar pelas suas ruas e como uma aula de historia. Inclusive pelos nomes historicos que as nomeiam, e por haver uma estatua de Cristovao Colombo em cada esquina. Fora o monumento a ele e o descobrimento, cujas fotos serao posteriormente postadas. Me meti em vielas, me perdi e me achei um monte de vezes, fiz boa parte da cidade a pe. A ponto de ver no mapa que cruzei toda sua extensao caminhando, o que um feito consideravel. Curti ao maximo ate minha segunda parada e final de fase de descobrimento espanhol - Barcelona.
Barcelona e apaixonante, a ponto de, pela primeira vez na minha vida, ter pensado em comprar uma casa em outro lugar para passar parte das minhas ferias, Sitges (fotos a posteriori tambem). Vida animada de dia, animada de noite e cidade cruzada a pe, repetindo a facanha de Madrid. Minha primeira noite foi no Camp Nou, vendo o Barcelona ganhar e ser eliminado da Copa do Rei, Ronaldinho sendo injustamente expulso e a torcida xingando o arbitro deste momento ate o energumeno descer para o vestiario no final da partida. Isso tudo gratis e com o pai do Alberto, que merece um paragrafo so para ele.
Alberto e um grande amigo que fiz em Barcelona, e talentoso futuro arquiteto. Resolveu dar o ar da sua graca com seus dons me desenhando um mapa de pontos interessantes na cidade, que foi praticamente seguido a risca e que me serviu maravilhosamente bem para conhecer de tudo. Ainda por cima me colocou com sua carteira de socio do Barca e seu pai para ver a pelea. E esta indo para o Brasil em agosto, se tudo correr bem - e espero que corra -, dando a chance de um intercambio cultural entre amigos acontecer dos dois lados do oceano.
La vi Museu Picasso, Sagrada Familia (por mim seria maravilha do mundo), obras de Gaudi, Dali, bairro gotico com pessoas ate excessivamente estranhas, praia com gente de casaco, la Rambla e um homem estatua que era tao real que, numa tarde, cheguei a uns 2 metros dele pensando em me encostar para ver o que ia fazer depois. Nem percebi que era um ser humano.
Barcelona e uma cidade que nao para, e resolvi acompanhar o seu ritmo. Sai de manha, a tarde e a noite, conheci de tudo e fiz amizades no albergue. Sim, amizades. Com dois chilenos, um mexicano (que vai reaparecer por aqui, mas as coisas sao em ordem cronologica, ta?), quatro italianos saidos de um filme de comedia ou de um circo itinerante, uma menina da UFF/IACS/Jornalismo/nossa veterana, Mariana, que por sinal disse que se lembra de mim e Carol, conhece o Leo (que ta em Portugal, e esteve com ele) e e gente finissima e - pasmem - um argentino! Gente finissima tambem.
No dia de ir embora fui a Sitges, onde vi um dos lugares mais bonitos ate agora. Meu almoco, reles sanduiches e uma Coca, foi elevado ao posto de refeicao do mes. Tudo pelo meu "restaurante", que voces vao ver depois.
O que acontece e que la e uma cidade cara. Assim, me controlei bastante, o que foi bastante para meu proximo destino, Paris. Onde tirei a foto da postagem abaixo, apesar da incredulidade do Alan. E, so para fechar a primeira parte do meu "bloco de viagens", nem precisaria dizer que me atrasei e quase perdi o onibus que dava inicio ao meu giro pela Europa. Que comeco a descrever no proximo texto.
*foi mal pelo fofa, mas nao achei outra palavra.
Madrid e uma cidade enorme. Capital da Espanha, nao por acaso tem 11 (isso, onze) linhas de metro, os onibus vao de dezenas a centenas nos numeros, Guernica esta ali no caminho da arte - icone maior de uma rota que inclui Van Gogh, Monet e Velasquez, que eu por sinal nao gosto (opiniao pessoal, mas dane-se porque a Ponte e monopolio). Gente de tudo quanto e canto e um castellano perfeito, onde se da gosto de ver o espanhol sendo expressado em toda a sua beleza.
Uma semana la foi de bom tamanho. Um diazinho em Toledo, a cidade mais charmosa da regiao (ao que me parece) e uma familia que fez eu me sentir em casa. Nao so ganhei dois amigos - Bruno e Mariester - como veio uma sobrinha junto, Mariana, a crianca mais tranquila e fofa* que ja vi na vida.
Caminhar pelas suas ruas e como uma aula de historia. Inclusive pelos nomes historicos que as nomeiam, e por haver uma estatua de Cristovao Colombo em cada esquina. Fora o monumento a ele e o descobrimento, cujas fotos serao posteriormente postadas. Me meti em vielas, me perdi e me achei um monte de vezes, fiz boa parte da cidade a pe. A ponto de ver no mapa que cruzei toda sua extensao caminhando, o que um feito consideravel. Curti ao maximo ate minha segunda parada e final de fase de descobrimento espanhol - Barcelona.
Barcelona e apaixonante, a ponto de, pela primeira vez na minha vida, ter pensado em comprar uma casa em outro lugar para passar parte das minhas ferias, Sitges (fotos a posteriori tambem). Vida animada de dia, animada de noite e cidade cruzada a pe, repetindo a facanha de Madrid. Minha primeira noite foi no Camp Nou, vendo o Barcelona ganhar e ser eliminado da Copa do Rei, Ronaldinho sendo injustamente expulso e a torcida xingando o arbitro deste momento ate o energumeno descer para o vestiario no final da partida. Isso tudo gratis e com o pai do Alberto, que merece um paragrafo so para ele.
Alberto e um grande amigo que fiz em Barcelona, e talentoso futuro arquiteto. Resolveu dar o ar da sua graca com seus dons me desenhando um mapa de pontos interessantes na cidade, que foi praticamente seguido a risca e que me serviu maravilhosamente bem para conhecer de tudo. Ainda por cima me colocou com sua carteira de socio do Barca e seu pai para ver a pelea. E esta indo para o Brasil em agosto, se tudo correr bem - e espero que corra -, dando a chance de um intercambio cultural entre amigos acontecer dos dois lados do oceano.
La vi Museu Picasso, Sagrada Familia (por mim seria maravilha do mundo), obras de Gaudi, Dali, bairro gotico com pessoas ate excessivamente estranhas, praia com gente de casaco, la Rambla e um homem estatua que era tao real que, numa tarde, cheguei a uns 2 metros dele pensando em me encostar para ver o que ia fazer depois. Nem percebi que era um ser humano.
Barcelona e uma cidade que nao para, e resolvi acompanhar o seu ritmo. Sai de manha, a tarde e a noite, conheci de tudo e fiz amizades no albergue. Sim, amizades. Com dois chilenos, um mexicano (que vai reaparecer por aqui, mas as coisas sao em ordem cronologica, ta?), quatro italianos saidos de um filme de comedia ou de um circo itinerante, uma menina da UFF/IACS/Jornalismo/nossa veterana, Mariana, que por sinal disse que se lembra de mim e Carol, conhece o Leo (que ta em Portugal, e esteve com ele) e e gente finissima e - pasmem - um argentino! Gente finissima tambem.
No dia de ir embora fui a Sitges, onde vi um dos lugares mais bonitos ate agora. Meu almoco, reles sanduiches e uma Coca, foi elevado ao posto de refeicao do mes. Tudo pelo meu "restaurante", que voces vao ver depois.
O que acontece e que la e uma cidade cara. Assim, me controlei bastante, o que foi bastante para meu proximo destino, Paris. Onde tirei a foto da postagem abaixo, apesar da incredulidade do Alan. E, so para fechar a primeira parte do meu "bloco de viagens", nem precisaria dizer que me atrasei e quase perdi o onibus que dava inicio ao meu giro pela Europa. Que comeco a descrever no proximo texto.
*foi mal pelo fofa, mas nao achei outra palavra.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Gracias, merci, now thanks
A todos aqueles que sempre me apoiaram.
A todos aqueles que sempre me aturaram.
A todos aqueles que sempre me escutaram.
A todos aqueles que sempre estiveram do meu lado.
A todos aqueles que apareceram na minha vida, e espero que nunca saiam.
A todos aqueles que lembram de mim, pensam e torcem por mim.
A quem me deu o amor.
A quem me deu a vida.
A todos que me ensinam como viver melhor.
Elias, Bruno e Marina, parabens e obrigado por tudo. Pepe, boa viagem e obrigado por tudo.
Alan, parabens por mais conquistas e obrigado por tudo.
Ca, lindo tudo o que escreveu. Um mes para o amor. Casa comigo?
E Vitao, que ta do meu lado mandando as tiradas impagaveis de sempre, obrigado antecipado por tudo.
A todos aqueles que sempre me aturaram.
A todos aqueles que sempre me escutaram.
A todos aqueles que sempre estiveram do meu lado.
A todos aqueles que apareceram na minha vida, e espero que nunca saiam.
A todos aqueles que lembram de mim, pensam e torcem por mim.
A quem me deu o amor.
A quem me deu a vida.
A todos que me ensinam como viver melhor.
Elias, Bruno e Marina, parabens e obrigado por tudo. Pepe, boa viagem e obrigado por tudo.
Alan, parabens por mais conquistas e obrigado por tudo.
Ca, lindo tudo o que escreveu. Um mes para o amor. Casa comigo?
E Vitao, que ta do meu lado mandando as tiradas impagaveis de sempre, obrigado antecipado por tudo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Start your engine!
Daqui a exatamente uma hora e quinze minutos vou partir à minha caminhada em busca de croissant. Feito por um branquelo fedendo a queijo, ou por um árabe que acenderá o fogo da sua cozinha com a bandeira da Dinamarca. Ou coisa parecida, já que esqueci o país. Só queria mostrar que estou sempre ligado em tudo o que acontece ao redor do mundo. Eu disse TUDO. Apesar da minha memória continuar uma porcaria.
E como se fosse novidade, conto que estou atrasado. E conto que viajei mais por aqui em Barcelona, fui à Sitges. Conselho esperto do meu amigo Alberto. Mas nao procurem fotos na net porque vocês vao ver muitas porcarias. Esperem pelas minhas.
E acessem sempre a Ponte, quero ver engarrafamento de novidades. Minhas (será? será???) e de vocês.
Beijos, abraços e socos amigos em todos. Hoje começo a rodar pela Europa.
E como se fosse novidade, conto que estou atrasado. E conto que viajei mais por aqui em Barcelona, fui à Sitges. Conselho esperto do meu amigo Alberto. Mas nao procurem fotos na net porque vocês vao ver muitas porcarias. Esperem pelas minhas.
E acessem sempre a Ponte, quero ver engarrafamento de novidades. Minhas (será? será???) e de vocês.
Beijos, abraços e socos amigos em todos. Hoje começo a rodar pela Europa.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
Duas notas mais
Vou pegar frio em Paris. Muito. Lá vai estar a nao mais que seis ou sete graus.
Faz um tempo que percebi isso, mas só digo agora porque sempre esquecia. Como sempre. Meu contador de visitas nao só nao avança faz uma cara como ainda tem a coragem de diminuir. Cada vez mais. Nesse ritmo, em um ano terei tráfego negativo na Ponte.
E tenho dito.
Faz um tempo que percebi isso, mas só digo agora porque sempre esquecia. Como sempre. Meu contador de visitas nao só nao avança faz uma cara como ainda tem a coragem de diminuir. Cada vez mais. Nesse ritmo, em um ano terei tráfego negativo na Ponte.
E tenho dito.
sábado, 4 de fevereiro de 2006
Humpf!
E com uma onomatopéia lhes digo, com meu coraçao pesado, que nao poderei postar agora na Ponte, decentemente como gostaria. Isso porque tenho tempo contado e um gringo magrelo com cara de tonto me perguntou quanto tempo vou ficar. Disse dez minutos, e seguramente achar um albergue em Praga é fundamental agora.
Mas fiquem sabendo que vi "A Sagrada Família", de Gaudí, hoje. Procurem na net e babem. Isso até verem as fotos que EU tirei e abbarem ainda mais, devido à indiscutível qualidade.
Rá!
Mas fiquem sabendo que vi "A Sagrada Família", de Gaudí, hoje. Procurem na net e babem. Isso até verem as fotos que EU tirei e abbarem ainda mais, devido à indiscutível qualidade.
Rá!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Notas
Estou em Barcelona. Aqui é melhor que Madrid. Muito melhor. Vi o Museu Picasso. É irado. Andei meia cidade. Tomei dura porque parecia com um cara procurado. Nao deu em nada. Óbvio.
Carol agora é analista. Tenho uma namorada inteligentíssima. Tenho um irmao inteligentíssimo. A família tem futuro.
Carol agora é analista. Tenho uma namorada inteligentíssima. Tenho um irmao inteligentíssimo. A família tem futuro.
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Quase, quase...
Amanha parto de Madrid rumo a terras mais longínquas. Barcelona, no caso. E já com gente olhando por mim na cidade, o que é um alento para quem tem se sentido meio só.
Esse é o "problema" de se fazer amigos. Você se vai, ou eles, e quem fica separado se sente sozinho. Caminho pelas ruas de Madrid pensando na vida, na minha e dos outros, nas vidas passadas e futuras, vejo muita coisa que precisava ver e várias que nao gostaria que existissem, porque você precisa ver mas te fazem mal. Pelo menos, graças a uma ligaçao de T-Bound - o belga - ontem me fez recobrar o ânimo, e outra da minha grande família hoje confirmou que isso é semi-passado.
Mihna disposiçao turistitesca foi recompensada, ou ao menos parece que vai ser. Papai do Céu mandou o frio para longe e agora já está fazendo 11º!!! Muy caliente, Madrid. Fui obrigado até a sacar uma foto do céu, coisa que vocês só vao verem quando eu chegar porque em cafés nao tenho a facilidade de plugar minha querida Cybershot. Aliás, nao só eles colocaram Luis Miguel ou coisa parecida como o CD está arranhado. Parece tortura remixada.
Bom, oficialmente Alan passou para a UFRJ e UERJ. Merece um prêmio, mas a nível do meu bolso. Que está a nível do mar, entrando em ebuliçao a apenas 2º Celsius. É que o dinheiro tem uma composiçao química deveras diferente. Assim, comprei umas coisinhas bobas que nao vou dizer. Mas digo outras, posto que Europa é o paraíso para quem quer ter acesso à cultura. 0,000037% da populaçao brasileira. vejam só:
- Época de ouro da propaganda estadounidense, da Taschen;
- Road to Perdition, em inglês e em quadrinhos;
- As cartas de Colombo aos reis, contando TUDO sobre o descobrimento (???) da América. Versao "Caras" da História, mas dane-se;
- Os três DVDs "Great Directors"!!! Chris Cunnighan, Michel Gondry e Tiririca (esqueci o 3º)!!! Babem, vou cobrar para assistirem!!!
Claro que estes nao sao seus rpesentes, mas por uma módica quantia posso emprestá-los a ele.
***
Dizer que vi "Guernica", do Picasso, deveria falar por si só. Mas sou redator e quero escrever.
"Guernica" foi pintado por Pablo Picasso para ilustrar os horrores da Guerra Civil Espanhola. Ele só concretizou sua obra-prima após muitos estudos de composiçao - que estao expostos lá, inclusive - mas nao permitiu que ficasse no país até que a democracia fosse reestabelecida. Nobre de sua parte, e ajudou a divulgar o que se passou aqui. Convenhamos, pouco provavelmente "Guernica" receberia a mesma atençao se estivesse desde o início em algum museu espanhol.
Ele é a prova viva (morta) de que a guerra nunca vale a pena. É chocante, prende sua atençao pela força da composiçao, pelas cores, pelas expressoes de horror estampadas nos rostos de cada personagem - basicamente inocentes. É triste e desesperador pensar em alguma coisa assim, pensar que faz pouco tempo, que aconteceu do nosso lado. E que, assim como este conflito, existem inúmeros outros nao retratados ou que nao receberam a devida atençao.
Confesso que já pensei se a luta armada nao seria a soluçao, já que geraçoes vêm e vao e sao incapazes de passar perto de alterar significativamente alguma coisa. Mas meu lado Che foi humilhado depois de ver esta obra de arte. É assustador o que pode fazer o ser humano...
Para completar minha mudança de pensamento, hoje passei quase toda a manha no Museo Arqueologico de Madrid e vi a evoluçao (com grandes e importantíssimos exemplos) do homem. Triste quando começa a parte da separaçao por grupos, o início dos conflitos, muros, cercas e tudo o que culmina com a situaçao caótica que vivemos hoje. Fico me perguntando onde foi que o ser humano se perdeu...
***
Minha mudança de pensamentos nao me fez esquecer meus amigos. Só ontem tive coragem de ler toda a bandeira, o verso da foto dos "primeiros guerreiros" e tudo o mais.
Sem comentários.
Esse é o "problema" de se fazer amigos. Você se vai, ou eles, e quem fica separado se sente sozinho. Caminho pelas ruas de Madrid pensando na vida, na minha e dos outros, nas vidas passadas e futuras, vejo muita coisa que precisava ver e várias que nao gostaria que existissem, porque você precisa ver mas te fazem mal. Pelo menos, graças a uma ligaçao de T-Bound - o belga - ontem me fez recobrar o ânimo, e outra da minha grande família hoje confirmou que isso é semi-passado.
Mihna disposiçao turistitesca foi recompensada, ou ao menos parece que vai ser. Papai do Céu mandou o frio para longe e agora já está fazendo 11º!!! Muy caliente, Madrid. Fui obrigado até a sacar uma foto do céu, coisa que vocês só vao verem quando eu chegar porque em cafés nao tenho a facilidade de plugar minha querida Cybershot. Aliás, nao só eles colocaram Luis Miguel ou coisa parecida como o CD está arranhado. Parece tortura remixada.
Bom, oficialmente Alan passou para a UFRJ e UERJ. Merece um prêmio, mas a nível do meu bolso. Que está a nível do mar, entrando em ebuliçao a apenas 2º Celsius. É que o dinheiro tem uma composiçao química deveras diferente. Assim, comprei umas coisinhas bobas que nao vou dizer. Mas digo outras, posto que Europa é o paraíso para quem quer ter acesso à cultura. 0,000037% da populaçao brasileira. vejam só:
- Época de ouro da propaganda estadounidense, da Taschen;
- Road to Perdition, em inglês e em quadrinhos;
- As cartas de Colombo aos reis, contando TUDO sobre o descobrimento (???) da América. Versao "Caras" da História, mas dane-se;
- Os três DVDs "Great Directors"!!! Chris Cunnighan, Michel Gondry e Tiririca (esqueci o 3º)!!! Babem, vou cobrar para assistirem!!!
Claro que estes nao sao seus rpesentes, mas por uma módica quantia posso emprestá-los a ele.
***
Dizer que vi "Guernica", do Picasso, deveria falar por si só. Mas sou redator e quero escrever.
"Guernica" foi pintado por Pablo Picasso para ilustrar os horrores da Guerra Civil Espanhola. Ele só concretizou sua obra-prima após muitos estudos de composiçao - que estao expostos lá, inclusive - mas nao permitiu que ficasse no país até que a democracia fosse reestabelecida. Nobre de sua parte, e ajudou a divulgar o que se passou aqui. Convenhamos, pouco provavelmente "Guernica" receberia a mesma atençao se estivesse desde o início em algum museu espanhol.
Ele é a prova viva (morta) de que a guerra nunca vale a pena. É chocante, prende sua atençao pela força da composiçao, pelas cores, pelas expressoes de horror estampadas nos rostos de cada personagem - basicamente inocentes. É triste e desesperador pensar em alguma coisa assim, pensar que faz pouco tempo, que aconteceu do nosso lado. E que, assim como este conflito, existem inúmeros outros nao retratados ou que nao receberam a devida atençao.
Confesso que já pensei se a luta armada nao seria a soluçao, já que geraçoes vêm e vao e sao incapazes de passar perto de alterar significativamente alguma coisa. Mas meu lado Che foi humilhado depois de ver esta obra de arte. É assustador o que pode fazer o ser humano...
Para completar minha mudança de pensamento, hoje passei quase toda a manha no Museo Arqueologico de Madrid e vi a evoluçao (com grandes e importantíssimos exemplos) do homem. Triste quando começa a parte da separaçao por grupos, o início dos conflitos, muros, cercas e tudo o que culmina com a situaçao caótica que vivemos hoje. Fico me perguntando onde foi que o ser humano se perdeu...
***
Minha mudança de pensamentos nao me fez esquecer meus amigos. Só ontem tive coragem de ler toda a bandeira, o verso da foto dos "primeiros guerreiros" e tudo o mais.
Sem comentários.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Madrid
Madrid é frio. Em Madrid, neva. E joguei bola de short e camiseta a 0º. E saí sem luva no negativo. E nao estou nem espirrando.
Steven Seagal que se cuide...
(mais postagens depois porque tenho 10 minutos para encontrar um albergue em Barcelona, ou vou dormir no frio. Muito frio...)
Steven Seagal que se cuide...
(mais postagens depois porque tenho 10 minutos para encontrar um albergue em Barcelona, ou vou dormir no frio. Muito frio...)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Onde está wAle???
Gente, olá outra vez. E desculpa a orfandade em que os deixei, mas estava deveras ocupado com um milhao, quatrocentos e trinta e três coisas que deveria ter feito. Explico (aos poucos). E tentando resumir, porque continuo sem tempo. Explico isso também.
Semana passada foi minha última semana completa em Sevilla, já que está semana começaria minha rodada frenética por aí. Aliás, a contagem regressiva que deu errado era justamente para isso, mas como nao tive acesso à internet diariamente...
Assim sendo, tinha que fazer tudo ao mesmo tempo. Presentes, arrumar coisas, achar minhas coisas, preparar meu aniversário - é, para quem nao lembrou foi dia 22, sábado - e coisas mais. E como se nao bastasse tinha que viajar, me sentia na obrigaçao de conhecer mais da Andalucía antes de deixá-la.
Assim, quinta e sexta estava na estrada mais uma vez. Eu, Naty, Tay e Isabela representando o Brasil, Samir e Leonel a França, Thibaud a Bélgica e Jack o Equador (ou coisa parecida) fomos em dois carros a Antequera e vimos el Torcal, um sítio de rochas sedimentadas incrivelmente bonito. De lá fomos à Granada, vimos dança do ventre e comemos e bebemos coisas árabes. De lá dormimos nos carros e, no dia seguinte, nos despencamos a Sierra Nevada para praticar skybunda gelada, esporte que deve entrar nas Olimpíadas de Inverno de 2083 em Burundi - isso se as previsoes que coloquei da última vez estiverem certas.
Voltamos sexta à noite e fui dormir bem tarde, acordando cedo no dia seguinte porque trabalhava das 14h às 0h, quando virava para meu aniversário. Meu último dia leviano foi bem divertido, apesar de doloroso. Fui graduado branca-ponta amarela em Levies, joguei mais baseball com laranja e servi bebidas de graça. Para mim, inclusive.
A galera foi chegando, e ouso dizer que se nao fosse meu aniversário o bar estaria mais vazio. Bem mais. e foi muito legal ver a galera prestigiando um dia tao especial, e que pesava bastante por estar longe de casa. Os brasileiros, os gringos, até o dono do bar. Talvez por estar com medo de que aquilo virasse bagunça, mas nao importa. Até porque, ele foi um dos que mais fez zona.
Ganhei bandeira da Espanha assinada por todos (copyright trademark registered all rights of idea reserved to Naty e Tay) os presentes, ganhei mais presentes e quase chorei um milhao de vezes. À meia-noite rolou contagem regressiva em polonês, holandês, castellano, andaluz, catalao, alemao, francês, árabe e nosso velho e querido português, claro, ns últimos dez segundos. Incrível o que essa galera significa para mim, cada vez mais.
De lá saímos e passamos perrengues na rua, mas sobre isso nao falo. Domingo rolou bolo surpresa na casa da galera (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Bruno, Ste, Carmem, Karen, Pepê, Joana e Felipa, com o bolo sendo feito pelas quatro últimas). Aliás, de morango, de babar. Ficamos até tarde.
Segunda fui acabar de fazer o que tinha que fazer, e nao consegui. Acabei indo pro Bar Internacional com Tay, Thibaud e Lore provar cervejas belgas. Que sao realmente boas. Assim sendo, quando fui me despedir da galera na terça, nao deu pra segurar. No Levies só foi uma cara de tacho prestes a chorar, mas no apê da galera parecia uma criança. Só faltou eu me agarrar na porta para nao ir.
E como nao podia deixar de ser, apesar de meu ônibus sair quarta às 10h, ainda nao havia arrumado a mala. E se nao fossem Marina e Rê para jogar tudo dentro dela, de madrugada mesmo, nao teria conseguido. E ainda assim, acordei 8:30 de quarta só porque Marina me chamou. Joguei tudo dentro do mochilao da menos pior maneira que pude e, como nao podia chegar à tempo, matei dez euros num taxi até a rodoviária (ps: o motorista, ao tirar a mala grande do carro, me perguntou o que pesava tanto; deveria ter dito que era meu anao de estimaçao que tinha morrido, só para ver a reaçao dele, mas perdi a chance...). Cheguei faltando 15 minutos para meu ônibus sair, tempo de tomar um café. Lore, a belga, foi solitária despedir-se de mim, porque disse que sentiria saudades do único amigo que tinha feito aqui. Nao duvido, "sou por demais inesquecível" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Falcao).
Tomei café e quase perdi meu transporte querido que me traria de volta a Madrid, onde tudo começou. Mas cheguei a tempo e parti, ouvindo feliz meu novo filhote (um MP3 de 512 verde-bonito, que divide em pastas e tudo o mais).
A viagem foi dolorosa, é triste deixar tudo que conquistei com tanto sacrifício para trás. Mas bola pra frente, uma grande viagem me espera. E já com obstáculos, porque o puxador da mala grande quebrou - provavelmente devido ao peso - na escada rolante da estaçao de metrô, indo para o aeroporto, onde ia encontrar Bruno, que me recebeu aqui e é mais um amigo que ganhei nesta viagem doida. Sufocos à parte, cheguei sao e salvo e ontem já comecei a explorar a cidade, andando bastante e conhecendo muita coisa e descobrindo porque Madrid é tao bem falada. Linhas de metrô sao 11, e a cidade é linda. Bom início, apesar dos 0 graus pela manha...
Hoje comi churrasco e tomei guaraná. Vou jogar futebol, se Deus quiser graças a Deus. E isso tudo com a passagem para Barcelona já comprada para o dia primeiro às 9h. E assim sigo.
***
Vale (demais) citar que recebi ligaçoes no meu aniversário do Brasil. Minha família toda, Carol e seus pais e toda a galera do churrasco da turma e Andrezinho e Manu e Bárbara. Se quiserem me fazer chorar, é só demonstrarem afeto. Sou grande mas sou bobo.
Descobri, aqui, que meu coraçao é gigantesco, porque amo muitos que estao no Brasil e recebi de presente de aniversário mais um montao de gente daqui para amar. Sem ciúmes, pelamordedeus...
***
Aos meus amigos brasileiros, do Brasil e daqui, e isso inclui minha família - que é minha amiga como um todo - e Meily, que faz aniversário hoje e nao consegui falar com ela, fica uma música que mostra um pouco o que sinto e o que passei e passo e diz um pouco do que quero dizer, mas nao consigo.
"Barão Vermelho - Meus Bons Amigos
Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida de forma diferente
Às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito
Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito"
Quero bem demais a todos vocês, gente. Sempre. Fase inesquecível e amigos inesquecíveis, onde quer que estejam. No Brasil ou aqui na Europa.
***
E para Alberto, Julio, Irene, Joana, Felipa, Thibaud, Lore, Lio, Samir, Matthias, Mattio, Ana, Paulita, Gonzalo e os vários vários vários amigos estrangeiros que fiz aqui, fica uma pequena mostra de que todos sao inesquecíveis. E que espero estar sempre com vocês, onde quer que vocês resolvam estar.
"In this great future, you can´t forget your past
so dry yours tears, i say..."
Grande beijo para todos! E tentem sempre descobrir (aqui) "onde está wAle" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Alê).
Semana passada foi minha última semana completa em Sevilla, já que está semana começaria minha rodada frenética por aí. Aliás, a contagem regressiva que deu errado era justamente para isso, mas como nao tive acesso à internet diariamente...
Assim sendo, tinha que fazer tudo ao mesmo tempo. Presentes, arrumar coisas, achar minhas coisas, preparar meu aniversário - é, para quem nao lembrou foi dia 22, sábado - e coisas mais. E como se nao bastasse tinha que viajar, me sentia na obrigaçao de conhecer mais da Andalucía antes de deixá-la.
Assim, quinta e sexta estava na estrada mais uma vez. Eu, Naty, Tay e Isabela representando o Brasil, Samir e Leonel a França, Thibaud a Bélgica e Jack o Equador (ou coisa parecida) fomos em dois carros a Antequera e vimos el Torcal, um sítio de rochas sedimentadas incrivelmente bonito. De lá fomos à Granada, vimos dança do ventre e comemos e bebemos coisas árabes. De lá dormimos nos carros e, no dia seguinte, nos despencamos a Sierra Nevada para praticar skybunda gelada, esporte que deve entrar nas Olimpíadas de Inverno de 2083 em Burundi - isso se as previsoes que coloquei da última vez estiverem certas.
Voltamos sexta à noite e fui dormir bem tarde, acordando cedo no dia seguinte porque trabalhava das 14h às 0h, quando virava para meu aniversário. Meu último dia leviano foi bem divertido, apesar de doloroso. Fui graduado branca-ponta amarela em Levies, joguei mais baseball com laranja e servi bebidas de graça. Para mim, inclusive.
A galera foi chegando, e ouso dizer que se nao fosse meu aniversário o bar estaria mais vazio. Bem mais. e foi muito legal ver a galera prestigiando um dia tao especial, e que pesava bastante por estar longe de casa. Os brasileiros, os gringos, até o dono do bar. Talvez por estar com medo de que aquilo virasse bagunça, mas nao importa. Até porque, ele foi um dos que mais fez zona.
Ganhei bandeira da Espanha assinada por todos (copyright trademark registered all rights of idea reserved to Naty e Tay) os presentes, ganhei mais presentes e quase chorei um milhao de vezes. À meia-noite rolou contagem regressiva em polonês, holandês, castellano, andaluz, catalao, alemao, francês, árabe e nosso velho e querido português, claro, ns últimos dez segundos. Incrível o que essa galera significa para mim, cada vez mais.
De lá saímos e passamos perrengues na rua, mas sobre isso nao falo. Domingo rolou bolo surpresa na casa da galera (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Bruno, Ste, Carmem, Karen, Pepê, Joana e Felipa, com o bolo sendo feito pelas quatro últimas). Aliás, de morango, de babar. Ficamos até tarde.
Segunda fui acabar de fazer o que tinha que fazer, e nao consegui. Acabei indo pro Bar Internacional com Tay, Thibaud e Lore provar cervejas belgas. Que sao realmente boas. Assim sendo, quando fui me despedir da galera na terça, nao deu pra segurar. No Levies só foi uma cara de tacho prestes a chorar, mas no apê da galera parecia uma criança. Só faltou eu me agarrar na porta para nao ir.
E como nao podia deixar de ser, apesar de meu ônibus sair quarta às 10h, ainda nao havia arrumado a mala. E se nao fossem Marina e Rê para jogar tudo dentro dela, de madrugada mesmo, nao teria conseguido. E ainda assim, acordei 8:30 de quarta só porque Marina me chamou. Joguei tudo dentro do mochilao da menos pior maneira que pude e, como nao podia chegar à tempo, matei dez euros num taxi até a rodoviária (ps: o motorista, ao tirar a mala grande do carro, me perguntou o que pesava tanto; deveria ter dito que era meu anao de estimaçao que tinha morrido, só para ver a reaçao dele, mas perdi a chance...). Cheguei faltando 15 minutos para meu ônibus sair, tempo de tomar um café. Lore, a belga, foi solitária despedir-se de mim, porque disse que sentiria saudades do único amigo que tinha feito aqui. Nao duvido, "sou por demais inesquecível" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Falcao).
Tomei café e quase perdi meu transporte querido que me traria de volta a Madrid, onde tudo começou. Mas cheguei a tempo e parti, ouvindo feliz meu novo filhote (um MP3 de 512 verde-bonito, que divide em pastas e tudo o mais).
A viagem foi dolorosa, é triste deixar tudo que conquistei com tanto sacrifício para trás. Mas bola pra frente, uma grande viagem me espera. E já com obstáculos, porque o puxador da mala grande quebrou - provavelmente devido ao peso - na escada rolante da estaçao de metrô, indo para o aeroporto, onde ia encontrar Bruno, que me recebeu aqui e é mais um amigo que ganhei nesta viagem doida. Sufocos à parte, cheguei sao e salvo e ontem já comecei a explorar a cidade, andando bastante e conhecendo muita coisa e descobrindo porque Madrid é tao bem falada. Linhas de metrô sao 11, e a cidade é linda. Bom início, apesar dos 0 graus pela manha...
Hoje comi churrasco e tomei guaraná. Vou jogar futebol, se Deus quiser graças a Deus. E isso tudo com a passagem para Barcelona já comprada para o dia primeiro às 9h. E assim sigo.
***
Vale (demais) citar que recebi ligaçoes no meu aniversário do Brasil. Minha família toda, Carol e seus pais e toda a galera do churrasco da turma e Andrezinho e Manu e Bárbara. Se quiserem me fazer chorar, é só demonstrarem afeto. Sou grande mas sou bobo.
Descobri, aqui, que meu coraçao é gigantesco, porque amo muitos que estao no Brasil e recebi de presente de aniversário mais um montao de gente daqui para amar. Sem ciúmes, pelamordedeus...
***
Aos meus amigos brasileiros, do Brasil e daqui, e isso inclui minha família - que é minha amiga como um todo - e Meily, que faz aniversário hoje e nao consegui falar com ela, fica uma música que mostra um pouco o que sinto e o que passei e passo e diz um pouco do que quero dizer, mas nao consigo.
"Barão Vermelho - Meus Bons Amigos
Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida de forma diferente
Às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito
Meus bons amigos, onde estão
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim, me fez feliz, assim
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo e imperfeito"
Quero bem demais a todos vocês, gente. Sempre. Fase inesquecível e amigos inesquecíveis, onde quer que estejam. No Brasil ou aqui na Europa.
***
E para Alberto, Julio, Irene, Joana, Felipa, Thibaud, Lore, Lio, Samir, Matthias, Mattio, Ana, Paulita, Gonzalo e os vários vários vários amigos estrangeiros que fiz aqui, fica uma pequena mostra de que todos sao inesquecíveis. E que espero estar sempre com vocês, onde quer que vocês resolvam estar.
"In this great future, you can´t forget your past
so dry yours tears, i say..."
Grande beijo para todos! E tentem sempre descobrir (aqui) "onde está wAle" (copyright trademark registered all rights of surprising idea reserved to Alê).
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Noticuliculitas medianas
Velhos podem ser muito interessantes ou muito chatos. Se você encontra um em uma fila de ônibus, às 21h, esbravejando sem parar por mais de quinze minutos (por incrível que pareça, sem exagero algum) contra Zapatero - presidente espanhol que aprovou a lei que se proíbe fumar em lugares fechados (a nao ser que tenham autorizaçao) - e louvando a ditadura Franquista, dizendo que "pelo menos ele valorizava os andaluzes", pode imaginar o que achei dele...
Fora que falava mal de gitanos. Tudo bem, eles nao sao o povo mais confiável nem o mais simpático, mas daí a desdenhar do presidente porque sua mae, ou vó, sei lá, era gitana, é um pouco demais.
***
Se os velhos sao demasiado apegados às velhas idéias, os jovens sao demasiado desprendidos de valores e se tornam, por vezes, deveras deveras alternativos. Deveras.
Meninas de treze anos se comportando como mulheres de vinte, crianças fumando - haxixe, inclusive - e se embebedando e a quantidade de gays que avisto todo o tempo chega a ser inacreditável.
Nem tudo é velho no Velho Continente.
***
Sempre tento falar mais daqui, mas aí acontecem coisas que me fazem falar daí. Receber cartas, por exemplo. E desta vez em dose dupla. Chegaram duas cartas de aniversário. Uma assinada pela minha família, outra por Carol. E nao há como comparar, cada uma a seu modo sao simplesmente maravilhosas.
Fora que minha pequena está cada vez mais com o dom de falar as coisas que preciso e nunca espero ouvir (ler). Digo nada sobre as cartas, mas tenham certeza de que é bom demais ler e perceber que os que você ama também te amam.
***
Sete...
Fora que falava mal de gitanos. Tudo bem, eles nao sao o povo mais confiável nem o mais simpático, mas daí a desdenhar do presidente porque sua mae, ou vó, sei lá, era gitana, é um pouco demais.
***
Se os velhos sao demasiado apegados às velhas idéias, os jovens sao demasiado desprendidos de valores e se tornam, por vezes, deveras deveras alternativos. Deveras.
Meninas de treze anos se comportando como mulheres de vinte, crianças fumando - haxixe, inclusive - e se embebedando e a quantidade de gays que avisto todo o tempo chega a ser inacreditável.
Nem tudo é velho no Velho Continente.
***
Sempre tento falar mais daqui, mas aí acontecem coisas que me fazem falar daí. Receber cartas, por exemplo. E desta vez em dose dupla. Chegaram duas cartas de aniversário. Uma assinada pela minha família, outra por Carol. E nao há como comparar, cada uma a seu modo sao simplesmente maravilhosas.
Fora que minha pequena está cada vez mais com o dom de falar as coisas que preciso e nunca espero ouvir (ler). Digo nada sobre as cartas, mas tenham certeza de que é bom demais ler e perceber que os que você ama também te amam.
***
Sete...
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Postagem em três partes
1)Quero começar esta postagem elogiando um grande amigo. Vitao, quando saiu de Paraíba do Sul para Niterói, era apenas um garoto buscando novas experiências - inclusive a de se formar em uma universidade de respeito - e aprendizado. Rapaz tranquilo, com clara vocaçao para a boemia e as mulheres (nao necessariamente nesta ordem), VítuMátu se adaptou rapidamente ao local.
Mas isso nao parecia ser o suficiente, e assim se lançou em vôos ainda mais altos. Saiu de uma terra onde há calor e todos falam português para o frio, com outra língua e pessoas mais fechadas. Sozinho.
E agora, lendo seus excelentes textos (linkados aí abaixo como "viagens na maionese"), vejo como o rapaz-projeto de poeta está se transformando, como sua cabeça está mudando e como está aprendendo. Grandes passos para se tornar uma pessoa melhor e ajudar nosso país, que precisa tanto de pessoas mais conscientes de nossos problemas e preocupados em encontrar soluçoes de verdade, duradouras e boas para todos. Fora sua alma de poeta que fala cada vez mais alto e melhor.
Parabéns, Vitao. Fico muito feliz por você.
2)Lovelock, cientista renomado e autor da "teoria de Gaia" - que diz que a Terra é um organismo vivo que se autoregulamenta para manter o equilíbrio do planeta - fez uma previsao "um pouco" assustadora para nós: a de que, até o final do século, bilhoes de seres humanos morrerao devido à mudanças climáticas absurdas, que só os que vivem no Ártico poderao sobreviver graças ao clima mais "ameno" e que isso é irreversível.
Metade de mim pensa que isso é mal, porque ele nao é um maluco qualquer e sabe das coisas, é respeitado no mundo científico e resolveu assumir uma posiçao arriscada para ele, o que imagino que nao seja à toa. Mesmo sabendo que, caso isso nao ocorresse, ele já estaria morto e nao se importaria muito. Já minha outra metade pensa que ele ficou impressionado demais com "O dia depois de amanha", tem o DVD, assistiu aos extras, participou como figurante e está deveras impressionado com os efeitos especias, sem saber que isso é muito fácil graças ao advento do computador.
Sinceramente, espero que minha segunda metade esteja certa.
3)Agora quero falar com mais calma do Alan. Que ele é inteligente, isso eu já sabia. Imagino que vocês também. Sabia que ele passaria para a UFRJ, porque fez por onde e merece. E sei, inclusive, que pode chegar mais longe se quiser. E ele quer. O que me faz lembrar que estaremos um pouco mais distantes (fisicamente) por uns tempos.
Mas cada vez mais, e esta distância entre nós dois só confirmou isso, vejo como ele nao é apenas um cara inteligente, ou sangue do meu sangue. É meu amigo. Na verdade, meu melhor amigo, por todos os motivos. Parentesco, tempo de convivência, amizade em si e um monte de coisas mais que nao saberia dizer agora.
(e nada de ciúme por parte de todos os meus amigos, os que lêem aqui e os que possam vir a ler um dia. Nao existe motivo para isso. Irmaos que a gente escolhe por vontade própria e afinidade sao importantes demais, nao? E vocês sabem que sao importantes demais para mim.)
Alan virou motivo permanente de orgulho. Quando digo que quero um filho como ele, nao é exagero nem mentira, até porque nao precisaria ficar dizendo isso. Eu e Carol vamos ter que acertar a mao três vezes, para que todos sejam assim... Mas fora de brincadeira e sem comparaçoes futuras, é muito bom ver que veio para a minha família alguém com quem estou feliz em estar junto, sempre. Espero que possa ser sempre assim.
Ao meu grande amigo e irmao (em todos os sentidos), parabéns por mais um sucesso, o primeiro de muitos. Que sempre faça por merecer, porque é assim que se consegue as coisas.
Mas isso nao parecia ser o suficiente, e assim se lançou em vôos ainda mais altos. Saiu de uma terra onde há calor e todos falam português para o frio, com outra língua e pessoas mais fechadas. Sozinho.
E agora, lendo seus excelentes textos (linkados aí abaixo como "viagens na maionese"), vejo como o rapaz-projeto de poeta está se transformando, como sua cabeça está mudando e como está aprendendo. Grandes passos para se tornar uma pessoa melhor e ajudar nosso país, que precisa tanto de pessoas mais conscientes de nossos problemas e preocupados em encontrar soluçoes de verdade, duradouras e boas para todos. Fora sua alma de poeta que fala cada vez mais alto e melhor.
Parabéns, Vitao. Fico muito feliz por você.
2)Lovelock, cientista renomado e autor da "teoria de Gaia" - que diz que a Terra é um organismo vivo que se autoregulamenta para manter o equilíbrio do planeta - fez uma previsao "um pouco" assustadora para nós: a de que, até o final do século, bilhoes de seres humanos morrerao devido à mudanças climáticas absurdas, que só os que vivem no Ártico poderao sobreviver graças ao clima mais "ameno" e que isso é irreversível.
Metade de mim pensa que isso é mal, porque ele nao é um maluco qualquer e sabe das coisas, é respeitado no mundo científico e resolveu assumir uma posiçao arriscada para ele, o que imagino que nao seja à toa. Mesmo sabendo que, caso isso nao ocorresse, ele já estaria morto e nao se importaria muito. Já minha outra metade pensa que ele ficou impressionado demais com "O dia depois de amanha", tem o DVD, assistiu aos extras, participou como figurante e está deveras impressionado com os efeitos especias, sem saber que isso é muito fácil graças ao advento do computador.
Sinceramente, espero que minha segunda metade esteja certa.
3)Agora quero falar com mais calma do Alan. Que ele é inteligente, isso eu já sabia. Imagino que vocês também. Sabia que ele passaria para a UFRJ, porque fez por onde e merece. E sei, inclusive, que pode chegar mais longe se quiser. E ele quer. O que me faz lembrar que estaremos um pouco mais distantes (fisicamente) por uns tempos.
Mas cada vez mais, e esta distância entre nós dois só confirmou isso, vejo como ele nao é apenas um cara inteligente, ou sangue do meu sangue. É meu amigo. Na verdade, meu melhor amigo, por todos os motivos. Parentesco, tempo de convivência, amizade em si e um monte de coisas mais que nao saberia dizer agora.
(e nada de ciúme por parte de todos os meus amigos, os que lêem aqui e os que possam vir a ler um dia. Nao existe motivo para isso. Irmaos que a gente escolhe por vontade própria e afinidade sao importantes demais, nao? E vocês sabem que sao importantes demais para mim.)
Alan virou motivo permanente de orgulho. Quando digo que quero um filho como ele, nao é exagero nem mentira, até porque nao precisaria ficar dizendo isso. Eu e Carol vamos ter que acertar a mao três vezes, para que todos sejam assim... Mas fora de brincadeira e sem comparaçoes futuras, é muito bom ver que veio para a minha família alguém com quem estou feliz em estar junto, sempre. Espero que possa ser sempre assim.
Ao meu grande amigo e irmao (em todos os sentidos), parabéns por mais um sucesso, o primeiro de muitos. Que sempre faça por merecer, porque é assim que se consegue as coisas.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Desculpa
Ia escrever sobre várias coisas hoje, mas agora que vi que tenho pouco tempo até entrar no trabalho - 21h pelo horário de Madrid. Assim sendo, ficam algumas notas. E olhe lá.
*Fiquei emocionado ao ler sobre a vitória de Bachelet (assim?)no Chile. Socialista e primeira mulher a governar o país, pode mudar ainda mais os rumos da política da América Latina. E assim segue o ideal de ver nosso continente (exceçao dos EUA, obviamente) unido e forte. Precisamos disso;
*Meus planos seguem firmes. Agora tenho casa em Madrid e Londres, provavelmente e se Deus quiser em Barcelona e um tênis que realmente aguenta o frio. A ver;
*Faltam seis dias para meu aniversário, e nove para sair de vez de Sevilla. Alexandre vai, parte dele fica. Está sendo uma experiência maravilhosa;
*Coisas boas e más sempre acontecem. O importante é você saber tirar proveito de cada situaçao e evoluir. Espero estar evoluindo como penso. Se nao estiver vou ficar deveras triste;
*Cada vez mais vejo como amo minha família. Falar com todos é uma alegria sem fim. Fora que...
ALAN PASSOU PARA ECONOMIA PARA A UFRJ. Enfim um filho que mamae e papai poderao se orgulhar, inteligente que só. Quero um filho como ele;
Cada vez mais vejo como amo Carol. Como quero ficar tranquilo, sossegado e feliz ao lado dela (de você, quando estiver lendo isso) por toda a minha vida!;
*Cada vez mais vejo como amo meus amigos. Sendo que agora sinto saudade dos que estao na terra adorada, e depois vou sentir dos que estao aqui. Mas a vida é assim, e o que levamos sao boas recordaçoes. E isso posso dizer que tenho de sobra, cada vez mais.
E assim termino, e parto atrás de uma bufanda. Cachecol, para os nao espanholizados linguisticamente. E pode parecer ridículo, mas vocês nao sabem como isso é necessário aqui...
*Fiquei emocionado ao ler sobre a vitória de Bachelet (assim?)no Chile. Socialista e primeira mulher a governar o país, pode mudar ainda mais os rumos da política da América Latina. E assim segue o ideal de ver nosso continente (exceçao dos EUA, obviamente) unido e forte. Precisamos disso;
*Meus planos seguem firmes. Agora tenho casa em Madrid e Londres, provavelmente e se Deus quiser em Barcelona e um tênis que realmente aguenta o frio. A ver;
*Faltam seis dias para meu aniversário, e nove para sair de vez de Sevilla. Alexandre vai, parte dele fica. Está sendo uma experiência maravilhosa;
*Coisas boas e más sempre acontecem. O importante é você saber tirar proveito de cada situaçao e evoluir. Espero estar evoluindo como penso. Se nao estiver vou ficar deveras triste;
*Cada vez mais vejo como amo minha família. Falar com todos é uma alegria sem fim. Fora que...
ALAN PASSOU PARA ECONOMIA PARA A UFRJ. Enfim um filho que mamae e papai poderao se orgulhar, inteligente que só. Quero um filho como ele;
Cada vez mais vejo como amo Carol. Como quero ficar tranquilo, sossegado e feliz ao lado dela (de você, quando estiver lendo isso) por toda a minha vida!;
*Cada vez mais vejo como amo meus amigos. Sendo que agora sinto saudade dos que estao na terra adorada, e depois vou sentir dos que estao aqui. Mas a vida é assim, e o que levamos sao boas recordaçoes. E isso posso dizer que tenho de sobra, cada vez mais.
E assim termino, e parto atrás de uma bufanda. Cachecol, para os nao espanholizados linguisticamente. E pode parecer ridículo, mas vocês nao sabem como isso é necessário aqui...
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Hábito
Todo mundo tem um. Ou vários. Alguns bons, outros ruins, uns caros, outros baratos. Nao digo vícios, apesar de que, em alguns casos, poderia ser aplicado sem problemas - apesar de esta ser uma palavra forte e com significado tendendo ao negativo.
Eu mesmo tenho vários. Alguns andam esquecidos, por força maior e nao por vontade, como o saudável hábito de escutar música. Nao vivo sem, mas aqui estou tendo que me adaptar a ouvir menos graças à falta de vontade dos espanhóis em ouvi-la. Ou ouvir coisas de qualidade, o que também é importante. Por outro lado, tenho adquirido saudáveis hábitos como aprender a cuidar das minhas coisas, roupas, casa e cozinhar.
Mas o mais importante, e meu melhor hábito (este sim, posso considerar um vício), é o de cultivar amizades. Tenho, nao sei se o talento, mas ao menos a enorme vontade, de buscar - e encontrar - bons amigos. Isso é o básico e o maravilhoso da vida, conhecer gente com quem você se identifica e que acaba gostando de verdade.
Quando saí do Brasil, esse foi um fato que pesou muito. Deixar meus amigos do outro lado do oceano, inclusive alguns no portao de embarque, foi muito difícil. Triste. Senti bastante por nao estar ao lado de todos, em aniversários, festas e mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia que te fazem bem feliz. Ao menos me fazem. Mas depois de umas aguinhas roladas pelo meu rosto e um aperto no peito, fica só a saudável saudade e vontade de revê-los logo.
Agora estou aqui, no velho continente, e depois de quase quatro meses consegui me estabilizar. Tenho casa, trabalho, aulas (que penso seriamente em abandonar neste final, já que nao vou poder fazer nada nelas) e... amigos! E aí está uma coisa maravilhosa e péssima ao mesmo tempo.
Vim para cá achando que seriam seis meses solitário, esperando minha volta e viajando por aí sem destino e sem ninguém. Mas as pessoas que conheci aqui me fizeram nao só mudar de idéia como seguraram a barra, me deram grande força - mesmo sem saber - e me ajudaram a passar um período excelente e inesquecível da minha vida. Realmente excelente e realmente inesquecível. A ponto de me fazer sentir demais pela minha volta.
Além de me sentir desde 2002 sem casa, quando fui morar na deusKa, agora me sinto apartado de quem eu realmente gosto. E quando voltar para minha terra adorada, vou sentir que uma parte de mim ficou aqui, com tantas pessoas boas que conheci e que gostaria que estivessem ao meu lado por toda a vida. É assim com os que amo no país que deixei e será assim com os que aprendi a gostar tanto no país que estou prestes a deixar.
Considero isso como um desabafo e um aliviar precoce do meu sofrimento, além de uma constataçao. Quem tem amigos tem tudo. E sendo assim, eu tenho mais do que poderia imaginar. E por toda a vida.
Eu mesmo tenho vários. Alguns andam esquecidos, por força maior e nao por vontade, como o saudável hábito de escutar música. Nao vivo sem, mas aqui estou tendo que me adaptar a ouvir menos graças à falta de vontade dos espanhóis em ouvi-la. Ou ouvir coisas de qualidade, o que também é importante. Por outro lado, tenho adquirido saudáveis hábitos como aprender a cuidar das minhas coisas, roupas, casa e cozinhar.
Mas o mais importante, e meu melhor hábito (este sim, posso considerar um vício), é o de cultivar amizades. Tenho, nao sei se o talento, mas ao menos a enorme vontade, de buscar - e encontrar - bons amigos. Isso é o básico e o maravilhoso da vida, conhecer gente com quem você se identifica e que acaba gostando de verdade.
Quando saí do Brasil, esse foi um fato que pesou muito. Deixar meus amigos do outro lado do oceano, inclusive alguns no portao de embarque, foi muito difícil. Triste. Senti bastante por nao estar ao lado de todos, em aniversários, festas e mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia que te fazem bem feliz. Ao menos me fazem. Mas depois de umas aguinhas roladas pelo meu rosto e um aperto no peito, fica só a saudável saudade e vontade de revê-los logo.
Agora estou aqui, no velho continente, e depois de quase quatro meses consegui me estabilizar. Tenho casa, trabalho, aulas (que penso seriamente em abandonar neste final, já que nao vou poder fazer nada nelas) e... amigos! E aí está uma coisa maravilhosa e péssima ao mesmo tempo.
Vim para cá achando que seriam seis meses solitário, esperando minha volta e viajando por aí sem destino e sem ninguém. Mas as pessoas que conheci aqui me fizeram nao só mudar de idéia como seguraram a barra, me deram grande força - mesmo sem saber - e me ajudaram a passar um período excelente e inesquecível da minha vida. Realmente excelente e realmente inesquecível. A ponto de me fazer sentir demais pela minha volta.
Além de me sentir desde 2002 sem casa, quando fui morar na deusKa, agora me sinto apartado de quem eu realmente gosto. E quando voltar para minha terra adorada, vou sentir que uma parte de mim ficou aqui, com tantas pessoas boas que conheci e que gostaria que estivessem ao meu lado por toda a vida. É assim com os que amo no país que deixei e será assim com os que aprendi a gostar tanto no país que estou prestes a deixar.
Considero isso como um desabafo e um aliviar precoce do meu sofrimento, além de uma constataçao. Quem tem amigos tem tudo. E sendo assim, eu tenho mais do que poderia imaginar. E por toda a vida.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Sem
Estou sem til outra vez. E na verdade, estou meio sem saco de escrever. Nao pelo ato de escrever, que amo e nao posso viver sem, mas pela falta de tempo e por ter perdido o insalubre hábito de navegar na Internet. Estes dias de final de ano foram muito diferentes, loucos, cansativos e frenéticos. Mas apesar de muita saudade e algumas coisas ruins, fiquei muito feliz com tudo o que aconteceu.
Conheci dois povoados aqui perto, ambos muito bonitos; revi gente que tinha ido por um tempo e conheci gente nova; e, mais que tudo, percebi que vou fazer falta aqui, mesmo que para pouca gente. Além de ter comprado meu passe europeu, o que me dá direito de dizer que minha suada viagem será transformada em realidade dentro de menos de um mês.
Prometo que depois explico tudo com calma, agora nao posso. Mas fiquem com a certeza, caso ainda nao tivessem, que dentro da minha loucura está tudo mais do que normal e planejado. E bola pra frente!
Conheci dois povoados aqui perto, ambos muito bonitos; revi gente que tinha ido por um tempo e conheci gente nova; e, mais que tudo, percebi que vou fazer falta aqui, mesmo que para pouca gente. Além de ter comprado meu passe europeu, o que me dá direito de dizer que minha suada viagem será transformada em realidade dentro de menos de um mês.
Prometo que depois explico tudo com calma, agora nao posso. Mas fiquem com a certeza, caso ainda nao tivessem, que dentro da minha loucura está tudo mais do que normal e planejado. E bola pra frente!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
Feliz 2006!!!
Estou vivo, mas sem cpu. Mas nao esqueço de vocês nem um segundo. Ainda mais agora que falta ainda menos para eu voltar para minha "terra adorada".
Amo todos. Que este ano seja ainda melhor do que foi o ano passado, independentemente de como 2005 tenha sido. Quem faz por onde merece.
Amo todos. Que este ano seja ainda melhor do que foi o ano passado, independentemente de como 2005 tenha sido. Quem faz por onde merece.
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