O tempo fechou em Barcelona. Ao menos dentro do trem entre El Prat de Llobregat e Sants. Hoje, por alguns instantes, me senti num vagão saído da Central do Brasil.
Primeiro, entra um homem puxando um carrinho de feira com uma caixa de som e um minidisc (alguém ainda lembra o que é isso?). Traz também um daqueles instrumentos de sopro pra criança – de plástico, tipo brinquedo da Estrela – que tem tecladinho em cima.
Ele pára no meio do carro, liga o aparelho pra deixar rolando um som de fundo tipo arquivo midi de karaoke, e começa a solar umas músicas em espanhol famosas. O som tava alto, mas pelo menos o coitado tava se esforçando pra ganhar uns trocados honestamente.
Logo vira uma mulher alguns bancos à frente e, de forma exageradamente ríspida, pede pra ele baixar o som. Seu tom de voz estava alto, ela não precisava ser grossa, mas era o que pensava.
O homem desliga o som e corre a sacolinha pro lado do trem onde ela não estava. Volta, pega seu carrinho e vai pedir dinheiro na outra direção. Quando passa por ela, pára e pergunta qual o problema com sua música. E está armado o barraco.
Ela começa a falar, outra vez rispidamente, que o som estava alto. Ele diz que, se ela estava incomodada com o som que ele fazia no trem, que comprasse um carro. Ela grita que pagou pelo bilhete e que está no seu direito. Ele insiste que ela deveria comprar um carro. Uma jovem toma partido dele. A mulher se descontrola. Ele agradece à menina e sai de perto. Os dois ficam resmungando alto por mais algum tempo.
Se eu dissesse agora que passou um cara vendendo “bixcoito Grobo” e o auto-falante anunciou que a próxima estação era Coelho Neto dava até pra acreditar, não é mesmo?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Tira a camisa!
Se você pensou que eu ia usar uma frase de funk como recurso barato pra começar o texto, parabéns. Mas isso não vem ao caso, e sim a história abaixo.
Sábado eu quis fazer um agrado aos espanhóis, que sempre me recebem tão bem e ainda são obrigados a me aturarem com cara de perdido toda vez que vou ao Camp Nou.
nota 1: sim, Camp Nou. Dessa vez, a ver Barça x Almería. De graça.
nota 2: eu estava com cara de perdido, mas eles é que não sabem torcer. Não pulam, quase não gritam. O sangue latino faz diferença nessas horas.
Voltando, meu agrado foi assistir a partida com a camisa da seleção espanhola. Legal, né?
NOT!
No estádio, ninguém se manifestou (apesar de não poder afirmar se deixaram passar ou me olharam de cara feia). Mas, num show pelo aniversário do bairro de Sarriá, um cara veio falar comigo sobre a camisa e quem deveria ser convocado, e uns amigos do Alberto (com quem divido apartamento agora) disseram que era um erro sair vestido assim. Assunto que se estendeu no almoço da sua família no domingo e dividiu opiniões.
A verdade é que a maioria dos catalães leva a história de identidade própria pra todos os campos de suas vidas. De futebol, inclusive. Eles têm sua própria língua, seus próprios costumes e, pelo visto, gostariam de ter sua própria equipe.
Seria bom, se pensarmos que eles se livrariam do Raúl. Porém, pensando no geral, é difícil entender tamanha distância entre dois povos que formam uma única nação. Aliás, o conceito de nação aqui é muito diferente do que conhecemos e de como o entendemos. Se no Brasil a mistura das raças e tudo o que passamos ao longo dos períodos de colônia, império e república nos deu a idéia de unidade (salvo os fracos suspiros separatistas dos sulistas), aqui nem mesmo a longa história do país, com séculos de vitórias e derrotas empapadas de sangue ajudou na construção dessa mentalidade. Talvez, e vou me informar melhor, tenha até piorado a coisa. Basta pensar que, não à toa, o País Basco é chamado de País.
É complicado, depois de ver isso, falar das guerras civis africanas, por exemplo. Daqui pra lá, o que muda é o grau de violência dos grupos étnicos. Enquanto nas ex-colônias o negócio é chacina, vingança generalizada e sangue jorrando pior que em Kill Bill, aqui o papo varia entre a pressão política e atentados esporádicos - normalmente avisados com uma certa antecedência - que visam aumentar a pressão no governo.
Engraçado também que na Andalucía, por muito tempo sob domínio dos mouros, a idéia de nação seja mais presente. Talvez para fugir do estigma de terceiro mundo da dominação árabe.
Tudo isso dá à "pátria de chuteiras" um significado muito mais forte, que vai muito além de um país que só se une nos jogos da seleção e canta o hino que nem a Vanusa. Por mais que seja verdade, de certa forma.
Certo é que, em matéria de união futebolística, os espanhóis são terceiro mundo se comparados a nós. E daqui a alguns anos teremos a chance de mostrar a eles como se resmunga a letra do seu Francisco (Manoel da Silva) - com a mão no peito e lágrimas nos olhos.
Que venha a Copa de 2014!
Sábado eu quis fazer um agrado aos espanhóis, que sempre me recebem tão bem e ainda são obrigados a me aturarem com cara de perdido toda vez que vou ao Camp Nou.
nota 1: sim, Camp Nou. Dessa vez, a ver Barça x Almería. De graça.
nota 2: eu estava com cara de perdido, mas eles é que não sabem torcer. Não pulam, quase não gritam. O sangue latino faz diferença nessas horas.
Voltando, meu agrado foi assistir a partida com a camisa da seleção espanhola. Legal, né?
NOT!
No estádio, ninguém se manifestou (apesar de não poder afirmar se deixaram passar ou me olharam de cara feia). Mas, num show pelo aniversário do bairro de Sarriá, um cara veio falar comigo sobre a camisa e quem deveria ser convocado, e uns amigos do Alberto (com quem divido apartamento agora) disseram que era um erro sair vestido assim. Assunto que se estendeu no almoço da sua família no domingo e dividiu opiniões.
A verdade é que a maioria dos catalães leva a história de identidade própria pra todos os campos de suas vidas. De futebol, inclusive. Eles têm sua própria língua, seus próprios costumes e, pelo visto, gostariam de ter sua própria equipe.
Seria bom, se pensarmos que eles se livrariam do Raúl. Porém, pensando no geral, é difícil entender tamanha distância entre dois povos que formam uma única nação. Aliás, o conceito de nação aqui é muito diferente do que conhecemos e de como o entendemos. Se no Brasil a mistura das raças e tudo o que passamos ao longo dos períodos de colônia, império e república nos deu a idéia de unidade (salvo os fracos suspiros separatistas dos sulistas), aqui nem mesmo a longa história do país, com séculos de vitórias e derrotas empapadas de sangue ajudou na construção dessa mentalidade. Talvez, e vou me informar melhor, tenha até piorado a coisa. Basta pensar que, não à toa, o País Basco é chamado de País.
É complicado, depois de ver isso, falar das guerras civis africanas, por exemplo. Daqui pra lá, o que muda é o grau de violência dos grupos étnicos. Enquanto nas ex-colônias o negócio é chacina, vingança generalizada e sangue jorrando pior que em Kill Bill, aqui o papo varia entre a pressão política e atentados esporádicos - normalmente avisados com uma certa antecedência - que visam aumentar a pressão no governo.
Engraçado também que na Andalucía, por muito tempo sob domínio dos mouros, a idéia de nação seja mais presente. Talvez para fugir do estigma de terceiro mundo da dominação árabe.
Tudo isso dá à "pátria de chuteiras" um significado muito mais forte, que vai muito além de um país que só se une nos jogos da seleção e canta o hino que nem a Vanusa. Por mais que seja verdade, de certa forma.
Certo é que, em matéria de união futebolística, os espanhóis são terceiro mundo se comparados a nós. E daqui a alguns anos teremos a chance de mostrar a eles como se resmunga a letra do seu Francisco (Manoel da Silva) - com a mão no peito e lágrimas nos olhos.
Que venha a Copa de 2014!
domingo, 4 de outubro de 2009
Lo siento
Estamos temporariamente fora da área de cobertura, contando apenas com a boa vontade alheia de não colocar senha em rede sem fio. Assim que, muito provavelmente, só volte a contar histórias a partir de segunda. E olha que já tenho histórias pra contar.
Como dizem aqui, ¡ojo, eh!
Como dizem aqui, ¡ojo, eh!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Enrolando em Congonhas
Ao contrário do que possa parecer, não gosto de acordar cedo. Odeio, na verdade. Mas como hoje era (está sendo) um dia atípico e especial, não teve jeito. Às 5h já tava de pé, ainda que cambaleando, indo ao banheiro colocar as lentes. Porque eu só acordo mesmo quando estou de lente.
Como sempre, saí de casa atrasado. Nada de anormal, já que terminei de arrumar as malas mais de uma da manhã. E deixei algumas coisas do lado de fora, pra quando acordasse. Ou seja, depois de colocar a lente. Mesmo saindo tarde, cheguei no horário. Quase em ponto. Mal fiquei com pais, irmão, namorada e sogros. Foram 10 minutinhos de alegria, só pra evitar chororô excessivo, e embarquei.
Com o Minc.
Mas a verdade é que, apesar de fanfarrão (tava cheio de gracinha com a esposa e um casal de amigos, antes de embarcar), é bom ter um político ou outro tipo qualquer minimamente importante no seu avião. Assim, você sabe que vão cuidar pra que ele não caia.
Eu disse avião. Né, Ulisses?
***
Cheguei em sampa com tempo escroto e horas de sobra. Fui dar uma volta e resolvi olhar pela janela do terminal 2, asa C – ou algo do gênero. E percebi que a logo da Korea(n) Airlines é muito parecida com a da Pepsi. A antiga, ainda por cima.
Ou o refrigerante patrocina a companhia, ou é muito desleixo do designer deles. Essa história de “logo express” pra criar marcas de empresas, pelo visto, também é moda lá fora.
***
Descobri também que esse aeroporto tem um Coffee Shop.
Pera lá, cambada de viciados mulambentos. Nesse caso, é um café mesmo. Que só serve comida. E que acabou sendo minha opção saudável aqui. A única, diga-se de passagem.
Dose foi ter que pedir um “big boss no croissant”. Mais escroto, impossível.
***
Políticos vão e vêm. Logos mudam com o tempo. Cafés variam de porta para porta. Mas papel higiênico será sempre papel higiênico.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Desespero
Segundo o Aurélio, vulgarmente conhecido como seu pai, "desespero" é "desesperança acompanhada de cólera; zanga". Seguindo ao pé da letra essa definição, eu estaria desesperado com os malditos mosquitos que vêm à casa dos meus pais acabar com o meu sangue. Infelizmente, existem motivos maiores que esse me deixando desesperado.
Teoria
Alexandre viaja no dia primeiro de outubro. Saindo do apartamento dia 5 e da agência dia 11 de setembro, os dias que restam até o final do mês são mais que suficientes para arrumar suas coisas, resolver pendências e ainda dar uma moral pra saúde, visitando médicos e se exercitando feito um búfalo adolescente.
Prática
Alexandre sai do apartamento dia 5 e da agência dia 11 de setembro. Vai a tantos médicos que acaba inclusive fazendo exames repetidos. Depende de empresas, organizações e pessoas que não necessariamente colaboram no mesmo ritmo. Sofre com a falta de datas, ou o excesso delas - caso viajasse um mês ou dois mais tarde. Vê seu tempo ser ocupado por telefonemas intermináveis cobrando pendências que nem sabia que existia.
Problemas se acumulam. Amigos, não - afinal, a prioridade é resolver as pendengas que perturbam o seu sono. Que são muitas, contrastando com as poucas horas bem dormidas pensando nos milhares de assuntos do dia seguinte. Aliás, o dia seguinte sempre se estende para o dia seguinte, fazendo o dia seguinte ao seguinte demandar ao menos 1428 horas. Algo que obviamente não vai acontecer, deixando o dia seguinte a esse ainda mais lotado de assuntos a resolver. Que, provavelmente, não serão resolvidos.
O dinheiro vai embora antes da viagem. Não tem nem a decência de se despedir, só vira as costas e ri. Em espanhol, pra sair mais caro.
Resultado
Já é quase 30 de setembro (o dia deve ter virado quando acabar esse texto), não arrumei as malas, não preparei o portfólio, não ajeitei o que está no chão do quarto desde a mudança. Não comprei tudo o que vou levar, não separei documentos nem encerrei a conta corrente. Carol me espera no quarto, Alan está na sala e ainda nem limpei o mochilão - o que pelo menos me liberaria pra subir.
E eu aqui, escrevendo na Ponte.
Teoria
Alexandre viaja no dia primeiro de outubro. Saindo do apartamento dia 5 e da agência dia 11 de setembro, os dias que restam até o final do mês são mais que suficientes para arrumar suas coisas, resolver pendências e ainda dar uma moral pra saúde, visitando médicos e se exercitando feito um búfalo adolescente.
Prática
Alexandre sai do apartamento dia 5 e da agência dia 11 de setembro. Vai a tantos médicos que acaba inclusive fazendo exames repetidos. Depende de empresas, organizações e pessoas que não necessariamente colaboram no mesmo ritmo. Sofre com a falta de datas, ou o excesso delas - caso viajasse um mês ou dois mais tarde. Vê seu tempo ser ocupado por telefonemas intermináveis cobrando pendências que nem sabia que existia.
Problemas se acumulam. Amigos, não - afinal, a prioridade é resolver as pendengas que perturbam o seu sono. Que são muitas, contrastando com as poucas horas bem dormidas pensando nos milhares de assuntos do dia seguinte. Aliás, o dia seguinte sempre se estende para o dia seguinte, fazendo o dia seguinte ao seguinte demandar ao menos 1428 horas. Algo que obviamente não vai acontecer, deixando o dia seguinte a esse ainda mais lotado de assuntos a resolver. Que, provavelmente, não serão resolvidos.
O dinheiro vai embora antes da viagem. Não tem nem a decência de se despedir, só vira as costas e ri. Em espanhol, pra sair mais caro.
Resultado
Já é quase 30 de setembro (o dia deve ter virado quando acabar esse texto), não arrumei as malas, não preparei o portfólio, não ajeitei o que está no chão do quarto desde a mudança. Não comprei tudo o que vou levar, não separei documentos nem encerrei a conta corrente. Carol me espera no quarto, Alan está na sala e ainda nem limpei o mochilão - o que pelo menos me liberaria pra subir.
E eu aqui, escrevendo na Ponte.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O bom, o ruim e o desnecessário
Dizem que tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Deus me livre de ser minimamente parecido com ele, mas algumas coisas bem escrotas têm acontecido:
1) Meu querido laptop está comigo há três anos. Passamos por muitas coisas boas e ruins, mas sempre mantivemos uma relação saudável. Até que, em uma noite tranqüila e divertida (a de ontem), ele contraiu um vírus. Eu me descuidei, é verdade, mas ele também deveria ter tomado precauções. Agora desconfiamos um do outro, e ele deve dar entrada no CTI amanhã. E o pior: quem morre na grana sou eu.
2) Meu querido CPF está comigo há sei lá quantos anos. Sempre cuidei bem dele, protegi sua reputação. Até que, um dia nebuloso e assustador, alguém faz três cartões em meu nome, usa meu CPF, gasta horrores, cria dívidas absurdas e totalmente irreais e acaba com meu crédito. E como só descubro isso perto de viajar, não consigo solucionar a tempo, tendo que contar com advogados, procurações, termos esquisitos na justiça e, acima de tudo, com a boa vontade alheia. E quem morre numa grana sou eu.
Mas pra não dizer que viraram um grande penico em cima da minha cabeça, tenho conseguido resolver pendengas importantes que só eu poderia dar um jeito. Nadei 1.000.000 de milímetros hoje e, como fez sol de verão sueco, pude adiantar um pouquinho o projeto "estereótipo-de-brasileiro-negão-malandro-carioca Barcelona 2009". E vi pessoas muito importantes na minha vida, que estavam sumidas mas não esquecidas.
Mas nada se iguala a essa notícia: vou cortar cabelo amanhã. Só não pode raspar a cabeça.
***
Por falar em notícias importantes, não poderia terminar o post sem essas dicas: pra quem gosta de subcelebridades sendo alvo de piadas, esse site; pra quem adora subcelebridades e sua vida cheia de acontecimentos interessantes e filosofias profundas em doses diárias, esse twitter.
Esse foi meu quinhão de notícias totalmente dispensáveis de hoje. De nada.
1) Meu querido laptop está comigo há três anos. Passamos por muitas coisas boas e ruins, mas sempre mantivemos uma relação saudável. Até que, em uma noite tranqüila e divertida (a de ontem), ele contraiu um vírus. Eu me descuidei, é verdade, mas ele também deveria ter tomado precauções. Agora desconfiamos um do outro, e ele deve dar entrada no CTI amanhã. E o pior: quem morre na grana sou eu.
2) Meu querido CPF está comigo há sei lá quantos anos. Sempre cuidei bem dele, protegi sua reputação. Até que, um dia nebuloso e assustador, alguém faz três cartões em meu nome, usa meu CPF, gasta horrores, cria dívidas absurdas e totalmente irreais e acaba com meu crédito. E como só descubro isso perto de viajar, não consigo solucionar a tempo, tendo que contar com advogados, procurações, termos esquisitos na justiça e, acima de tudo, com a boa vontade alheia. E quem morre numa grana sou eu.
Mas pra não dizer que viraram um grande penico em cima da minha cabeça, tenho conseguido resolver pendengas importantes que só eu poderia dar um jeito. Nadei 1.000.000 de milímetros hoje e, como fez sol de verão sueco, pude adiantar um pouquinho o projeto "estereótipo-de-brasileiro-negão-malandro-carioca Barcelona 2009". E vi pessoas muito importantes na minha vida, que estavam sumidas mas não esquecidas.
Mas nada se iguala a essa notícia: vou cortar cabelo amanhã. Só não pode raspar a cabeça.
***
Por falar em notícias importantes, não poderia terminar o post sem essas dicas: pra quem gosta de subcelebridades sendo alvo de piadas, esse site; pra quem adora subcelebridades e sua vida cheia de acontecimentos interessantes e filosofias profundas em doses diárias, esse twitter.
Esse foi meu quinhão de notícias totalmente dispensáveis de hoje. De nada.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
4+7(+3)+3(+5)
Não, não é aquela prova das Olimpíadas do Faustão em que a pessoa ia num carrinho fazendo contas e, se errasse ao chegar no fim do percurso, ia de cara no chão. Nem é um teste pra saber se vocês precisaram colar pra passar de ano. Até porque, quem precisa de ajuda pra fazer a conta aí de cima provavelmente mal sabe assinar o nome - apesar de que tem muito miserável que não consegue assimilar que precisa lavar a mão depois de cagar, mas não erra uma maldita conta do crediário das Casas Bahia. E a conta não dá 22.
Seguindo a minha vontade de não fazer despedidas, acabei me despedindo de mais um monte de gente no fim de semana. Primeiro, 4 pessoas que marcaram meus 2 anos em Copa (estou arredondando o tempo porque nunca lembro o período exato). Depois, 10 pessoas da família, de sangue ou por afinidade. Fechando com mais 8 da família, pra todo mundo ter certeza de que vai se livrar de mim.
Foram dias de relembrar histórias, algumas que nem fazia tanta questão mas que acabaram me divertindo do mesmo jeito. Ir a lugares legais, ou ficar no melhor deles (quem mora ou já morou fora sabe que não existe nada igual à casa dos pais). E, como parte da tradição familiar, comer feito um porco depressivo com tênia.
Também foram dias de aprendizado. Por exemplo, descobri que o Dênis Marques sabe matar a bola no peito, ainda que ele faça isso muito bem no treino e no jogo mate todos os ataques do todo-poderoso (ps: Mengão rumo à Júpiter, que Tóquio é coisa de quem sonha baixo). Aprendi também que quem passa o carnaval em Ouro Preto pode voltar com a gengiva verde. Guna, se vocês preferirem.
Outra coisa muito importante que descobri: eu não sou um saco sem fundo, e como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, meu estômago só pode aceitar algo se estiver minimamente liberado. Garganta não serve de depósito pra guardar coisas. Quer dizer, pra certas pessoas e casos, sim, mas eu não tenho nada a ver com isso.
É possível sair e economizar dinheiro. O nome disso é auto-controle. Finalmente eu aprendi mas, por segurança, vou escrever um manual de instruções sobre o assunto e deixar na carteira.
Dormir é importante, mas não pra mim. Posso descansar até 4 horas umas duas vezes por semana sem problemas.
São Pedro não é seu pai nem seu amigo. Se você quiser algo com relação ao tempo, fale com os russos, que jogam sal em nuvem e oscambau. Pedro não se importa com você.
Nem todos são amigos. Mas quando são, são muito. E nem distância ou tempo longe não fazem diferença.
***
Caso alguém ainda se lembre da minha promessa de escrever sobre a Bienal, explico: eu não quis. Mas isso é hoje; falo dela amanhã. E se alguém achar que o post acabou meio perdido, explico: não estava mais prestando a menor atenção ao que estava escrevendo. Tá vindo um cheiro absurdamente bom de empadão lá da cozinha. Quem mora na casa dos pais (e tem uma mãe que cozinha muito muito bem) sabe do que estou falando.
Viajar tem um quê de corredor da morte. Você sempre consegue umas regalias antes de ir.
Seguindo a minha vontade de não fazer despedidas, acabei me despedindo de mais um monte de gente no fim de semana. Primeiro, 4 pessoas que marcaram meus 2 anos em Copa (estou arredondando o tempo porque nunca lembro o período exato). Depois, 10 pessoas da família, de sangue ou por afinidade. Fechando com mais 8 da família, pra todo mundo ter certeza de que vai se livrar de mim.
Foram dias de relembrar histórias, algumas que nem fazia tanta questão mas que acabaram me divertindo do mesmo jeito. Ir a lugares legais, ou ficar no melhor deles (quem mora ou já morou fora sabe que não existe nada igual à casa dos pais). E, como parte da tradição familiar, comer feito um porco depressivo com tênia.
Também foram dias de aprendizado. Por exemplo, descobri que o Dênis Marques sabe matar a bola no peito, ainda que ele faça isso muito bem no treino e no jogo mate todos os ataques do todo-poderoso (ps: Mengão rumo à Júpiter, que Tóquio é coisa de quem sonha baixo). Aprendi também que quem passa o carnaval em Ouro Preto pode voltar com a gengiva verde. Guna, se vocês preferirem.
Outra coisa muito importante que descobri: eu não sou um saco sem fundo, e como dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, meu estômago só pode aceitar algo se estiver minimamente liberado. Garganta não serve de depósito pra guardar coisas. Quer dizer, pra certas pessoas e casos, sim, mas eu não tenho nada a ver com isso.
É possível sair e economizar dinheiro. O nome disso é auto-controle. Finalmente eu aprendi mas, por segurança, vou escrever um manual de instruções sobre o assunto e deixar na carteira.
Dormir é importante, mas não pra mim. Posso descansar até 4 horas umas duas vezes por semana sem problemas.
São Pedro não é seu pai nem seu amigo. Se você quiser algo com relação ao tempo, fale com os russos, que jogam sal em nuvem e oscambau. Pedro não se importa com você.
Nem todos são amigos. Mas quando são, são muito. E nem distância ou tempo longe não fazem diferença.
***
Caso alguém ainda se lembre da minha promessa de escrever sobre a Bienal, explico: eu não quis. Mas isso é hoje; falo dela amanhã. E se alguém achar que o post acabou meio perdido, explico: não estava mais prestando a menor atenção ao que estava escrevendo. Tá vindo um cheiro absurdamente bom de empadão lá da cozinha. Quem mora na casa dos pais (e tem uma mãe que cozinha muito muito bem) sabe do que estou falando.
Viajar tem um quê de corredor da morte. Você sempre consegue umas regalias antes de ir.
sábado, 19 de setembro de 2009
A justiça é cega e malandra
Primeiro, eu era apenas uma criança ingênua. Cresci e me tornei um adolescente ingênuo. E foi com toda essa ingenuidade que escolhi fazer propaganda. Verdade seja dita, a escola não ajudou em nada na minha decisão. Digo isso porque, se alguém tivesse me orientado melhor e mostrado quanto dinheiro é possível ganhar simplesmente sendo dono de cartório, hoje eu não estaria dando dinheiro de bobeira para eles, e sim tomando dinheiro de bobeira de outros ingênuos como eu.
Pra quem não sabe como funciona o processo de abrir um cartório, eu explico. Ou melhor, o SEBRAE-SP explica: "os serviços prestados pelos cartórios de registro e notarias são considerados públicos e, por esse motivo são exercidos em caráter privado por meio de delegação do Poder Público. Dessa forma, o interessado deve participar de processo licitatório sob a modalidade de concurso público de provas e títulos". Entendeu?
Não importa. Pulem essa parte e façam as contas. Pra conseguir um documento de duas páginas que diz "eu, pai do Alexandre, tenho dinheiro pra manter meu filho no exterior", paguei 200 reais. Hoje, pra tirar um de três páginas que diz "eu, Alexandre, dou o direito dos meus pais cuidarem dos meus assuntos no Brasil", paguei mais 100 reais. Ou seja, 300 reais por 5 páginas. 60 reais por página. E ainda tem gente que discute se o melhor investimento são ações de risco da exportadora vietnamita de kiwi ou títulos James C-Bonds. O melhor investimento é vender documentos, ora!
Dizem que a justiça é cega. Pode ser, mas enxergou um meio bem fácil de ganhar dinheiro. E eu, que enxergo (não muito bem, pelo meu grau de miopia, mas enxergo), fico gastando o dinheiro que deveria me manter lá fora com ela.
***
Outra coisa que tenho feito muito ultimamente, além de dar dinheiro pra cartório, é ir a consultório. Consegui a façanha de fazer o mesmo exame duas vezes, porque dois médicos diferentes me pediram e eu nem me dei conta disso. O pior é que eu tinha que beber uma Jacuzzi de água e me segurar até acabar o ultrassom. Algo que me deixou literalmente de saco cheio.
Até aí nada demais, se não fosse um detalhe: fiz uma aplicação de laser nos olhos que, além de deixar minha retina com aquelas visões psicodélicas do Jimi Hendrix, ainda me obriga a ficar uma semana sem fazer atividades de impacto. Ou seja, minha córnea torta interfere também nos meus exercícios físicos. E pra completar, isso acontece com dias de sol de verão - sim, porque quando caía aquela chuva escrota dos últimos dias eu "podia" fazer o esporte que quisesse.
Das três semanas de natação, corrida e partidas de tênis que tinha planejado, vai me restar uma. Fora de ritmo e bem da xumbrega.
É melhor eu começar a rever o projeto "estereótipo-de-brasileiro-negão-malandro-carioca Barcelona 2009".
Pra quem não sabe como funciona o processo de abrir um cartório, eu explico. Ou melhor, o SEBRAE-SP explica: "os serviços prestados pelos cartórios de registro e notarias são considerados públicos e, por esse motivo são exercidos em caráter privado por meio de delegação do Poder Público. Dessa forma, o interessado deve participar de processo licitatório sob a modalidade de concurso público de provas e títulos". Entendeu?
Não importa. Pulem essa parte e façam as contas. Pra conseguir um documento de duas páginas que diz "eu, pai do Alexandre, tenho dinheiro pra manter meu filho no exterior", paguei 200 reais. Hoje, pra tirar um de três páginas que diz "eu, Alexandre, dou o direito dos meus pais cuidarem dos meus assuntos no Brasil", paguei mais 100 reais. Ou seja, 300 reais por 5 páginas. 60 reais por página. E ainda tem gente que discute se o melhor investimento são ações de risco da exportadora vietnamita de kiwi ou títulos James C-Bonds. O melhor investimento é vender documentos, ora!
Dizem que a justiça é cega. Pode ser, mas enxergou um meio bem fácil de ganhar dinheiro. E eu, que enxergo (não muito bem, pelo meu grau de miopia, mas enxergo), fico gastando o dinheiro que deveria me manter lá fora com ela.
***
Outra coisa que tenho feito muito ultimamente, além de dar dinheiro pra cartório, é ir a consultório. Consegui a façanha de fazer o mesmo exame duas vezes, porque dois médicos diferentes me pediram e eu nem me dei conta disso. O pior é que eu tinha que beber uma Jacuzzi de água e me segurar até acabar o ultrassom. Algo que me deixou literalmente de saco cheio.
Até aí nada demais, se não fosse um detalhe: fiz uma aplicação de laser nos olhos que, além de deixar minha retina com aquelas visões psicodélicas do Jimi Hendrix, ainda me obriga a ficar uma semana sem fazer atividades de impacto. Ou seja, minha córnea torta interfere também nos meus exercícios físicos. E pra completar, isso acontece com dias de sol de verão - sim, porque quando caía aquela chuva escrota dos últimos dias eu "podia" fazer o esporte que quisesse.
Das três semanas de natação, corrida e partidas de tênis que tinha planejado, vai me restar uma. Fora de ritmo e bem da xumbrega.
É melhor eu começar a rever o projeto "estereótipo-de-brasileiro-negão-malandro-carioca Barcelona 2009".
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
E eu não queria despedida
Pois é. Não queria. Mas elas estão acontecendo, e tudo o que eu posso fazer é comparecer. Afinal, a despedida é minha.
Mas não tenho do que reclamar, elas têm sido bem agradáveis - e nada tristes. Hoje foi a vez dos meus queridos mestres propagandeiros e incentivadores Felício e Caveira. Com a presença ilustre do Judá, a única pessoa que conheço que teve gripe suína e não precisou ficar em quarentena.
Almoçamos elegantemente olhando pra enseada de Botafogo, belos pratos de massa num excelente restaurante que não lembro o nome. Fechamos com cafés boladões do Starbucks. Conversamos bastante, rimos muito e ainda trocamos informações confidenciais que o Adonis e o Ehrlich (pra quem não conhece, o primeiro tem um blog sobre propaganda e o segundo... bom... tem o Colunistas) estão longe de saber. Por exemplo, a Euro RSCG vai virar CavEuro RSCG. Corram e mostrem a pasta pro Caveira, galera!
É sempre bom ver que você fez grandes amizades pelas agências que passou, em um meio lotado de egos inflados. Eu só tenho que agradecer por tudo.
***
Hoje também foi dia de Bienal. Só vou falar dela amanhã, na verdade. Mas não posso deixar de colocar aqui uma das melhores propagandas que vi nos últimos tempos. Mais um exemplo de criatividade com cara de Brasil, aquela irreverência e o jeito moleque que dão à publicidade do país um sotaque inconfundível. Outra peça de uma campanha que gostaria muito de ter feito, que abriria meu portfólio e me faria um profissional realizado:
Mas não tenho do que reclamar, elas têm sido bem agradáveis - e nada tristes. Hoje foi a vez dos meus queridos mestres propagandeiros e incentivadores Felício e Caveira. Com a presença ilustre do Judá, a única pessoa que conheço que teve gripe suína e não precisou ficar em quarentena.
Almoçamos elegantemente olhando pra enseada de Botafogo, belos pratos de massa num excelente restaurante que não lembro o nome. Fechamos com cafés boladões do Starbucks. Conversamos bastante, rimos muito e ainda trocamos informações confidenciais que o Adonis e o Ehrlich (pra quem não conhece, o primeiro tem um blog sobre propaganda e o segundo... bom... tem o Colunistas) estão longe de saber. Por exemplo, a Euro RSCG vai virar CavEuro RSCG. Corram e mostrem a pasta pro Caveira, galera!
É sempre bom ver que você fez grandes amizades pelas agências que passou, em um meio lotado de egos inflados. Eu só tenho que agradecer por tudo.
***
Hoje também foi dia de Bienal. Só vou falar dela amanhã, na verdade. Mas não posso deixar de colocar aqui uma das melhores propagandas que vi nos últimos tempos. Mais um exemplo de criatividade com cara de Brasil, aquela irreverência e o jeito moleque que dão à publicidade do país um sotaque inconfundível. Outra peça de uma campanha que gostaria muito de ter feito, que abriria meu portfólio e me faria um profissional realizado:
Depois de criar algo assim lá fora, vou ganhar Cannes e voltar ao Brasil pra montar a TBWAlexandre.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Eu te amo!
Sete anos falam por si só. Mas não me importo nem um pouco em repetir.
É Albacete? Não resisto! (a foto é pra Carol; a piada, pros friburguenses)
sábado, 12 de setembro de 2009
A segunda última semana
Primeiro, Copacabana. Agora foi a vez da Barra. Da Percepttiva, pra ser mais exato. Sexta-feira foi meu último dia de aviso prévio. Ou seja, mais um 11 de setembro catastrófico para muita gente. De certa forma também pra mim, já que esse sábado é oficialmente meu primeiro dia de desempregado.
Não estou reclamando, muito pelo contrário. Aproveitei muito bem esses 15 meses lá, fiz amizades e bons trabalhos. Ganhei experiência e abri portas. Mas nunca é legal saber que não vai entrar dinheiro na sua conta no mês seguinte. Ainda mais quando você é obrigado a juntar cada real que encontra pela frente, pra transformar três deles em uma única moeda de Euro (maldito capitalismo!).
Mas não vou ficar me alongando nessa história, porque ainda tenho muito o que resolver em casa e mais algumas coisas pra escrever.
1. Meu pai fez aniversario. Não vou contar a idade, mas digo que eles está muito feliz pela chance de não precisar pagar estacionamento. E eu estou muito feliz de comemorar esse aniversário, acima de tudo pela vitória que teve (tivemos) nesse ano. Nadar e correr depois de três pontes - não elétricas - não é pra qualquer um. Vida longa ao rei (ele é baiano). Ele merece uma vida maravilhosa.
2. Meu filho fez aniversário. Quando digo filho, digo primo. Mas dá no mesmo, nesse caso. E ele também merece uma vida maravilhosa, com a diferença que tem 44 anos a menos que meu pai. Tem muita estrada pra percorrer e conquistar isso.
3.Eu ouvi a pior história da minha vida. Sério, a pior. Então, vou dar uns segundos pra vocês pensarem se querem mesmo ler.
Se continuarem daqui, estão por conta própria.
Bom, vocês que sabem. Um amigo meu tem um amigo que trabalha no Tribunal. Uma mulher de lá pediu licença para tratar a cabeça. Uma licença médica psicológica. O motivo?
Um belo dia (belo pra quem, eu nunca vou saber) ela chegou em casa mais cedo e pegou seu marido na cama com outra pessoa.
Essa outra pessoa era um homem.
Esse homem era o pai dela.
Esse é o tipo de coisa que mandaria Nelson Rodrigues pra psicanálise. Que faria Freud rever suas teorias. Que deixaria o Marquês de Sade se sentindo um padre carinhoso com - não molestador de - coroinhas.
Mas o pior de tudo é pensar no que meu amigo perguntou: "cara, como será que começou o papo entre os dois pra eles chegarem nisso?".
Sinceramente, eu nunca pretendo descobrir.
Não estou reclamando, muito pelo contrário. Aproveitei muito bem esses 15 meses lá, fiz amizades e bons trabalhos. Ganhei experiência e abri portas. Mas nunca é legal saber que não vai entrar dinheiro na sua conta no mês seguinte. Ainda mais quando você é obrigado a juntar cada real que encontra pela frente, pra transformar três deles em uma única moeda de Euro (maldito capitalismo!).
Mas não vou ficar me alongando nessa história, porque ainda tenho muito o que resolver em casa e mais algumas coisas pra escrever.
1. Meu pai fez aniversario. Não vou contar a idade, mas digo que eles está muito feliz pela chance de não precisar pagar estacionamento. E eu estou muito feliz de comemorar esse aniversário, acima de tudo pela vitória que teve (tivemos) nesse ano. Nadar e correr depois de três pontes - não elétricas - não é pra qualquer um. Vida longa ao rei (ele é baiano). Ele merece uma vida maravilhosa.
2. Meu filho fez aniversário. Quando digo filho, digo primo. Mas dá no mesmo, nesse caso. E ele também merece uma vida maravilhosa, com a diferença que tem 44 anos a menos que meu pai. Tem muita estrada pra percorrer e conquistar isso.
3.Eu ouvi a pior história da minha vida. Sério, a pior. Então, vou dar uns segundos pra vocês pensarem se querem mesmo ler.
Se continuarem daqui, estão por conta própria.
Bom, vocês que sabem. Um amigo meu tem um amigo que trabalha no Tribunal. Uma mulher de lá pediu licença para tratar a cabeça. Uma licença médica psicológica. O motivo?
Um belo dia (belo pra quem, eu nunca vou saber) ela chegou em casa mais cedo e pegou seu marido na cama com outra pessoa.
Essa outra pessoa era um homem.
Esse homem era o pai dela.
Esse é o tipo de coisa que mandaria Nelson Rodrigues pra psicanálise. Que faria Freud rever suas teorias. Que deixaria o Marquês de Sade se sentindo um padre carinhoso com - não molestador de - coroinhas.
Mas o pior de tudo é pensar no que meu amigo perguntou: "cara, como será que começou o papo entre os dois pra eles chegarem nisso?".
Sinceramente, eu nunca pretendo descobrir.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
E a mãe, vai bem?
Sabe aquela velha piadinha "eu sou o/a melhor _______ do mundo, segundo a minha mãe"? Acaba de ser levada ao pé da letra pela agência portuguesa Torke. Funciona assim: você manda um e-mail pra se candidatar à vaga de redator ou DA. Aí, se eles te escolherem, você aparece com ela no fim de semana, pra que fale bem do filho talentoso, esforçado, lindo e cheirosinho de mamãe.
Supondo que os dois se dêem bem, é claro. Pode ser que aconteça alguma surpresa, do tipo:
- Então, por que a senhora acha que a gente deve contratar seu filho?
- Pra tirar o imprestável lá de casa! Ele fica jogado no sofá, comendo e roncando o dia inteiro, e não é capaz nem de lavar a louça. Sai à noite com o dinheiro que pega escondido da carteira do pai, volta bêbado e vomita na geladeira. E ele ainda... é, quer dizer... ele é um ótimo menino, sabe, moço?
Ou pior:
- Seu filho tem algum defeito?
- Claro que não. Quer dizer, o pai dele acha ruim o Junior ser gay, mas o senhor não tem problemas com isso, não é? É só não vir trabalhar de short ou se abaixar na frente dele que ele se comporta como um homenzinho. Ativo, porque se o senhor se abaixar atrás ele se comporta como um homenzinho passivo.
Situações constrangedoras à parte, se eu morasse lá tentaria a vaga. E levaria minha avó na entrevista. Ela prepararia umas caipirinhas pro diretor de criação, contaria umas piadas pesadas e me xingaria. Ele ia ficar amarradão e me contratar, só pra ela aparecer na agência de vez em quando.
Pra ninguém achar que é mentira minha, aqui está o anúncio da Torke. Não me lembro onde encontrei, provavelmente em alguma página que fala sobre propaganda. Mas quem se importa, não é verdade?
Os criativos devem estar torcendo pro DC levar a mãe. Assim, ele vão saber a quem xingar.
***
E por falar em mãe, a minha parece feliz por voltar a me aturar em casa. Ou não, mas não tem jeito. Ela vai ter que me agüentar (com trema, sim, porque a nova regra da língua portuguesa é imbecil) até outubro. Meu pai e meu irmão também. E já cheguei passando mal, pra chamar mais atenção.
Agora sou um garoto Zona Oeste prestes a ter uma overdose de Floratil antes de viajar pra uma terra distante, sem casa ou emprego. Será que mamãe está orgulhosa de mim?
Supondo que os dois se dêem bem, é claro. Pode ser que aconteça alguma surpresa, do tipo:
- Então, por que a senhora acha que a gente deve contratar seu filho?
- Pra tirar o imprestável lá de casa! Ele fica jogado no sofá, comendo e roncando o dia inteiro, e não é capaz nem de lavar a louça. Sai à noite com o dinheiro que pega escondido da carteira do pai, volta bêbado e vomita na geladeira. E ele ainda... é, quer dizer... ele é um ótimo menino, sabe, moço?
Ou pior:
- Seu filho tem algum defeito?
- Claro que não. Quer dizer, o pai dele acha ruim o Junior ser gay, mas o senhor não tem problemas com isso, não é? É só não vir trabalhar de short ou se abaixar na frente dele que ele se comporta como um homenzinho. Ativo, porque se o senhor se abaixar atrás ele se comporta como um homenzinho passivo.
Situações constrangedoras à parte, se eu morasse lá tentaria a vaga. E levaria minha avó na entrevista. Ela prepararia umas caipirinhas pro diretor de criação, contaria umas piadas pesadas e me xingaria. Ele ia ficar amarradão e me contratar, só pra ela aparecer na agência de vez em quando.
Pra ninguém achar que é mentira minha, aqui está o anúncio da Torke. Não me lembro onde encontrei, provavelmente em alguma página que fala sobre propaganda. Mas quem se importa, não é verdade?
Os criativos devem estar torcendo pro DC levar a mãe. Assim, ele vão saber a quem xingar.
***
E por falar em mãe, a minha parece feliz por voltar a me aturar em casa. Ou não, mas não tem jeito. Ela vai ter que me agüentar (com trema, sim, porque a nova regra da língua portuguesa é imbecil) até outubro. Meu pai e meu irmão também. E já cheguei passando mal, pra chamar mais atenção.
Agora sou um garoto Zona Oeste prestes a ter uma overdose de Floratil antes de viajar pra uma terra distante, sem casa ou emprego. Será que mamãe está orgulhosa de mim?
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Parabéns pra você, pra você e pra você também
Muita coisa aconteceu nesses últimos dias, o que me impediu de passar pela Ponte. Mas o tráfego se normalizou na minha vida, assim que volto ao ritmo normal. A parte de normalizou e ritmo normal é mentira, mas isso eu resolvo fácil. Tá,a parte do resolvo fácil também é mentira. Esquece. Vamos ao resumão boladão de coisas que me impediram de escrever aqui:
É, filho, você já foi mais novo.
Hoje você tem 21 anos (e 4 dias, graças ao atraso no post). Mas não poderia deixar de dar os parabéns públicos ao meu grande irmão-irmão, que me enche de orgulho como se fosse um filho. Que já viajou mais que eu, apesar de que isso vai se inverter em breve. Que lê um livro de economia maior do que um terço dos livros que me pediram na faculdade - juntos. Que me levou pra 00 pela primeira vez (no dia mesmo, depois de um jantar no Spacca Napoli - onde nós, the mama and the papa nos sentimos tão ricos quanto nunca fomos). Que eu poderia ficar elogiando eternamente, mas que ia encher o meu saco depois querendo cantar de galo, mesmo sendo 5 anos e meio mais novo. Então chega.
Mas parabéns e uma vida maravihosa. Você merece.
***
Depois de uns dois anos de garoto Zona Sul, oficialmente saí de Copacabana. A vida boa que levava lá, entre grandes amigos que tinha e fiz com o tempo (Bruno e Thiago, pra quem não entendeu), proximidade de tudo que sempre gostei, transporte fácil e pindaíbas leves de quem tem contas a pagar chegou ao fim. Voltei a Jacacity, terra de ninguém.
É engraçado como a gente só percebe o que perde depois de não ter mais. Assim que me mudei, comprei um skate. Andei umas 4 vezes, três indo ao mercado e uma a passeio, até o Forte de Copa. Fui à praia meia dúzia de vezes. Aliás, tô com cor de agência até hoje. E agora, que voltei pra casa dos meus pais, como vou fazer o que não fiz lá? Porque tô com muita vontade de pegar o skate e cair no mar o dia inteiro. Saco.
Mas a útima coisa que vou fazer é ficar reclamando do que passou. Até porque, foi uma fase excelente da minha vida. Levo amizades que vão durar pra sempre e muitos causos pra contar. Supondo que eu conte um dia.
Parabéns pra nós, do apê. Foi um período realmente inesquecível.
***
E pra quem estava achando que eu esqueci do nosso país e, principalmente, do motivo de não estarmos trabalhando nessa bela segunda-feira de sol (triste, não é mesmo?), meus parabéns ao Brasil - e a você - pelo Dia da Independência:
Sim, Hollywood já fez um filme sobre a data. Tanto que o protagonista era negão.
É, filho, você já foi mais novo.
Hoje você tem 21 anos (e 4 dias, graças ao atraso no post). Mas não poderia deixar de dar os parabéns públicos ao meu grande irmão-irmão, que me enche de orgulho como se fosse um filho. Que já viajou mais que eu, apesar de que isso vai se inverter em breve. Que lê um livro de economia maior do que um terço dos livros que me pediram na faculdade - juntos. Que me levou pra 00 pela primeira vez (no dia mesmo, depois de um jantar no Spacca Napoli - onde nós, the mama and the papa nos sentimos tão ricos quanto nunca fomos). Que eu poderia ficar elogiando eternamente, mas que ia encher o meu saco depois querendo cantar de galo, mesmo sendo 5 anos e meio mais novo. Então chega.
Mas parabéns e uma vida maravihosa. Você merece.
***
Depois de uns dois anos de garoto Zona Sul, oficialmente saí de Copacabana. A vida boa que levava lá, entre grandes amigos que tinha e fiz com o tempo (Bruno e Thiago, pra quem não entendeu), proximidade de tudo que sempre gostei, transporte fácil e pindaíbas leves de quem tem contas a pagar chegou ao fim. Voltei a Jacacity, terra de ninguém.
É engraçado como a gente só percebe o que perde depois de não ter mais. Assim que me mudei, comprei um skate. Andei umas 4 vezes, três indo ao mercado e uma a passeio, até o Forte de Copa. Fui à praia meia dúzia de vezes. Aliás, tô com cor de agência até hoje. E agora, que voltei pra casa dos meus pais, como vou fazer o que não fiz lá? Porque tô com muita vontade de pegar o skate e cair no mar o dia inteiro. Saco.
Mas a útima coisa que vou fazer é ficar reclamando do que passou. Até porque, foi uma fase excelente da minha vida. Levo amizades que vão durar pra sempre e muitos causos pra contar. Supondo que eu conte um dia.
Parabéns pra nós, do apê. Foi um período realmente inesquecível.
***
E pra quem estava achando que eu esqueci do nosso país e, principalmente, do motivo de não estarmos trabalhando nessa bela segunda-feira de sol (triste, não é mesmo?), meus parabéns ao Brasil - e a você - pelo Dia da Independência:
Sim, Hollywood já fez um filme sobre a data. Tanto que o protagonista era negão.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pues ya está
Como vocês podem ver, caso tenham prestado um mínimo de atenção, a Ponte passou por obras. Não aquela história de recapeamento superfaturado com material vagabundo, mas sim mudanças profundas em infra-estrutura (com hífen), serviços de beira de estrada e - por que não? - estéticos, porque ninguém é de ferro. É de cimento virtual, neste caso.
O importante é ressaltar as alterações feitas, que vieram facilitar a vida de todos que passam por aqui. Primeiro, o leiaute. Chega de bolinhas coloridas, bem princípio de Internet. Agora eu sou um amador profissional, e a cara da Ponte mostra isso: divisões bem marcadinhas, todo elegante e faceiro.
Links, nesse primeiro momento, só os da Auto-pista. Os amigos vão entrar em breve, outros sites também. Mas agora é hora de mostrar o que ofereço. Principalmente porque, lá fora, as pessoas não conhecem o que já fiz. E têm que ver o que vou fazer daqui pra frente.
RSS e inscrição por e-mail são os pontos altos da primeira fase da mudança. Chega de perder o que escrevi por falta de tempo ou preguiça de andar pela Ponte. Coloque seu contato lá e você vai receber o melhor da Internet, segundo minha mãe.
Mais um ponto interessante, pelo menos pra mim, é a possibilidade de classificar os textos. No final de cada postagem tem um tópico "eu achei" com três opções: "bom", "ruim" e "indiferente". Fiquem à vontade pra dizer o que acharam do que escrevi. E não se acanhem em deixar um comentário dizendo que "se mijou de rir", "foi multada pelo síndico pelo barulho das gargalhadas" ou "perdeu a namorada por só dar atenção ao que escrevo". Acredite, eu entendo você. Quem não gosta do que escrevo?
Bom, por hoje é só. Termino minha postagem-tutorial pra me preparar pra meia-noite. Meu irmão irmão faz aniversário, e quero estar perto dele pra dar uns cascudos de comemoração. Aí, depois falo também sobre Barcelona. O motivo de eu mexer tanto na Ponte agora.
Até porque, não sou político pra só fazer obra em ano eleitoral.
O importante é ressaltar as alterações feitas, que vieram facilitar a vida de todos que passam por aqui. Primeiro, o leiaute. Chega de bolinhas coloridas, bem princípio de Internet. Agora eu sou um amador profissional, e a cara da Ponte mostra isso: divisões bem marcadinhas, todo elegante e faceiro.
Links, nesse primeiro momento, só os da Auto-pista. Os amigos vão entrar em breve, outros sites também. Mas agora é hora de mostrar o que ofereço. Principalmente porque, lá fora, as pessoas não conhecem o que já fiz. E têm que ver o que vou fazer daqui pra frente.
RSS e inscrição por e-mail são os pontos altos da primeira fase da mudança. Chega de perder o que escrevi por falta de tempo ou preguiça de andar pela Ponte. Coloque seu contato lá e você vai receber o melhor da Internet, segundo minha mãe.
Mais um ponto interessante, pelo menos pra mim, é a possibilidade de classificar os textos. No final de cada postagem tem um tópico "eu achei" com três opções: "bom", "ruim" e "indiferente". Fiquem à vontade pra dizer o que acharam do que escrevi. E não se acanhem em deixar um comentário dizendo que "se mijou de rir", "foi multada pelo síndico pelo barulho das gargalhadas" ou "perdeu a namorada por só dar atenção ao que escrevo". Acredite, eu entendo você. Quem não gosta do que escrevo?
Bom, por hoje é só. Termino minha postagem-tutorial pra me preparar pra meia-noite. Meu irmão irmão faz aniversário, e quero estar perto dele pra dar uns cascudos de comemoração. Aí, depois falo também sobre Barcelona. O motivo de eu mexer tanto na Ponte agora.
Até porque, não sou político pra só fazer obra em ano eleitoral.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Eu sei, eu sei. Promessa é dívida.
Comecei a postagem com a 1ª frase do texto pra poupar tempo de pensar em título engraçadinho. Não vou escrever nada muito grande, mas admito que estou errado. Disse que manteria a seqüência e não cumpri. Mas voltarei em breve, com planos malucos e novidades em geral.
Enquanto isso, por ter colocado a Ponte no twitter, me sinto na obrigação de escrever coisa nova aqui. Porque não dá pra liberar o tráfego aqui com texto de 3 meses atrás.
Ah, sim. Lá em cima, coloquei uma palavra com trema de propósito. Sou teimoso, saudosista e odeio toda a velharada que permitiu mudanças na língua portuguesa. Quero que todos eles morram.
O que, convenhamos, não está tão distante assim.
Enquanto isso, por ter colocado a Ponte no twitter, me sinto na obrigação de escrever coisa nova aqui. Porque não dá pra liberar o tráfego aqui com texto de 3 meses atrás.
Ah, sim. Lá em cima, coloquei uma palavra com trema de propósito. Sou teimoso, saudosista e odeio toda a velharada que permitiu mudanças na língua portuguesa. Quero que todos eles morram.
O que, convenhamos, não está tão distante assim.
domingo, 19 de abril de 2009
(re)Voltando em prêmio
Vocês sabem que sou de contrariar essa história de publicitário ter o ego inflado, e sempre evitei falar de mim. Mas como eu fiquei muito feliz com o que aconteceu, resolvi escrever aqui.
Eu e meu dupla na Percepttiva, Oswaldo, fomos bronze no FIAP Brasil. Admito que fiquei meio triste quando recebi a notícia, por dois motivos. Primeiro, por entrar sempre pra ganhar - pode chamar de ambição, teimosia, sei lá, mas não aceito essa história de que "o importante é competir". Segundo, fiquei chateado por não concordar com o resultado, apesar de saber que critério é subjetivo.
Mas aí eu parei pra pensar que eu e Oswaldo passamos por 72 duplas do Brasil inteiro, incluindo a galera da Ogilvy, DM9 e Santa Clara, e relaxei. Ah, vai, bronze não é tão ruim. O Ultraje não tem aquela música "Terceiro" à toa. Quando você vai à praia, é pra pegar um bronze. Pô, tão vendo nosso nome pelo país inteiro lá no pódio. Que se dane, terceiro é maneiro. Muito mais cool.

Se quiser ver nossas outras duas e os outros trabalhos, clique aqui.
Claro que, apesar de termos levado o nome da agência pra mídia e valorizado ainda mais nosso trabalho, eu e meu dupla não ganhamos um centavo a mais na agência. Aliás, só um dos três sócios cumprimentou a gente - e mesmo assim porque estávamos passando por ele na porta da criação, já que um lance de escada é esforço demais pra qualquer um que queira falar com a gente. Ou discar 4 números no telefone. Mas aí já seria demais de quem chama diretor de arte de programador visual e não sabe o nosso nome.
***
Enquanto isso, saí da agência quinta às 9h15. De sexta. Por um empreendimento imobiliário. Pra minha sorte, consegui (às 7h) fazer spots engraçados e bem conceituados, que livraram minha pele de ter que voltar à Barra no mesmo dia.
Claro, não consegui dormir quase o dia inteiro, e meu sono ficou completamente desregulado. Em compensação, vi "Curtindo a vida adoidado", que nunca tinha passado nem perto durante meus 26 anos. Esse filme era tão estranho pra mim que achava que o ator principal era o Tom Hanks. Fiquei feliz de ter completado a minha infância, mas por outro lado bem triste. Se tivesse visto antes, saberia como matar aula sem peso na consciência e ainda aproveitar melhor o dia em casa.
***
E esse filme completou minha primeira semana do novo projeto, "aproveitando melhor seus dias da semana". O objetivo é, apesar de trabalhar em uma agência de propaganda, conseguir levar uma vida pessoal feliz e gratificante (na medida do possível).
Saio da agência até às 20h e assim chego em casa saio pra correr. Volto, tomo banho, como, falo com minha pequena, meus pais e vejo um filme. Baixado. E espero poder recomendar um a cada semana, pra passar cultura adiante.
Apesar de ter visto, entre outros, "O último rei da Escócia", a dica de hoje é "Layer cake". Não sei o nome em português, mas não importa. Baixem a legenda na língua que quiserem - ou não baixem legenda nenhuma - e assistam. É um dos melhores filmes que já vi. E, provavelmente, que vocês já terão visto também. Nada de politicamente correto, nada de história previsível. Vale cada segundo. E nem são tantos, que me lembre.
Aliás, cada vez tenho lembrado de menos coisas. Se algum dia me virem caminhando sem rumo na rua, nem adianta me chamarem pelo nome. Anota o endereço e chama a carrocinha.
Eu e meu dupla na Percepttiva, Oswaldo, fomos bronze no FIAP Brasil. Admito que fiquei meio triste quando recebi a notícia, por dois motivos. Primeiro, por entrar sempre pra ganhar - pode chamar de ambição, teimosia, sei lá, mas não aceito essa história de que "o importante é competir". Segundo, fiquei chateado por não concordar com o resultado, apesar de saber que critério é subjetivo.
Mas aí eu parei pra pensar que eu e Oswaldo passamos por 72 duplas do Brasil inteiro, incluindo a galera da Ogilvy, DM9 e Santa Clara, e relaxei. Ah, vai, bronze não é tão ruim. O Ultraje não tem aquela música "Terceiro" à toa. Quando você vai à praia, é pra pegar um bronze. Pô, tão vendo nosso nome pelo país inteiro lá no pódio. Que se dane, terceiro é maneiro. Muito mais cool.

Se quiser ver nossas outras duas e os outros trabalhos, clique aqui.
Claro que, apesar de termos levado o nome da agência pra mídia e valorizado ainda mais nosso trabalho, eu e meu dupla não ganhamos um centavo a mais na agência. Aliás, só um dos três sócios cumprimentou a gente - e mesmo assim porque estávamos passando por ele na porta da criação, já que um lance de escada é esforço demais pra qualquer um que queira falar com a gente. Ou discar 4 números no telefone. Mas aí já seria demais de quem chama diretor de arte de programador visual e não sabe o nosso nome.
***
Enquanto isso, saí da agência quinta às 9h15. De sexta. Por um empreendimento imobiliário. Pra minha sorte, consegui (às 7h) fazer spots engraçados e bem conceituados, que livraram minha pele de ter que voltar à Barra no mesmo dia.
Claro, não consegui dormir quase o dia inteiro, e meu sono ficou completamente desregulado. Em compensação, vi "Curtindo a vida adoidado", que nunca tinha passado nem perto durante meus 26 anos. Esse filme era tão estranho pra mim que achava que o ator principal era o Tom Hanks. Fiquei feliz de ter completado a minha infância, mas por outro lado bem triste. Se tivesse visto antes, saberia como matar aula sem peso na consciência e ainda aproveitar melhor o dia em casa.
***
E esse filme completou minha primeira semana do novo projeto, "aproveitando melhor seus dias da semana". O objetivo é, apesar de trabalhar em uma agência de propaganda, conseguir levar uma vida pessoal feliz e gratificante (na medida do possível).
Saio da agência até às 20h e assim chego em casa saio pra correr. Volto, tomo banho, como, falo com minha pequena, meus pais e vejo um filme. Baixado. E espero poder recomendar um a cada semana, pra passar cultura adiante.
Apesar de ter visto, entre outros, "O último rei da Escócia", a dica de hoje é "Layer cake". Não sei o nome em português, mas não importa. Baixem a legenda na língua que quiserem - ou não baixem legenda nenhuma - e assistam. É um dos melhores filmes que já vi. E, provavelmente, que vocês já terão visto também. Nada de politicamente correto, nada de história previsível. Vale cada segundo. E nem são tantos, que me lembre.
Aliás, cada vez tenho lembrado de menos coisas. Se algum dia me virem caminhando sem rumo na rua, nem adianta me chamarem pelo nome. Anota o endereço e chama a carrocinha.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Voltando em fotos

A-ha!
Como eu disse há uns 8 meses atrás, vamos ao show do A-ha. Sem piada, foi muito bom. Tudo bem, o vocal é um fanfarrão que se acha galã e parece esperar ser fotografado a cada minuto (a posição que ele está aí em cima é uma pose-padrão), a banda não é uma sumidade em talento musical, eu sabia cantar menos do que imaginava, mas ainda assim me diverti muito. Aliás, não só eu como minha pequena, meus amigos e mais umas 5 mil pessoas que quicavam a cada novo acorde.
Mas pra não dizer que tudo são flores, esperei quase 1 hora por um maldito táxi na saída, já que os que estavam ali ou já tinham dono (=passageiro), escolhiam destino ou cobravam corrida aleatoriamente - do tipo "Jacarepaguá, 40 reais". Então tá. Abre a porta que já vou.
Bom, próxima:

Padre, foi o senhor que pegou o bonequinho do meu filho?
Se padres podem pegar crianças, por que não poderiam brincar de Playmobil? De qualquer jeito, esse resolveu ser mais educativo. Recolheu os brinquedinhos e montou cenas bíblicas. Aí, apanhou de todo mundo - menos do Papa. Conclusões a que cheguei:
1.O Papa, apesar de nazista, tem senso de humor;
2.Esse padre é malandro, sabe a quantidade de jovenzinhos que vão pra sua paróquia.
E a última:

Infelizmente eu não posso ajudar vocês, tricolores. Simplesmente porque não quero.
Nessa Páscoa, quem leva chocolate é você (Fluminense). Eu sei, foi 1x0. Mas poderia ter sido mais. Tipo, uns 6x0. É que, pra sorte deles, meu time ainda não tem atacante. Quer dizer, tem o Emerson, mas ainda não tá 100%. Como o Josiel nunca vai estar, jogamos desfalcados.
Ah, não. Porque do outro lado contávamos com o Jaílton e o FH. Sob a batuta do mestre Golias. Impulsionados pelas declarações do novo Eurico Miranda, o Horcades, fomos pra cima e destruímos sem dó nem piedade.
Mas também, quem vai ter piedade deles?
O certo é que estamos na final, a hegemonia vai ser nossa, o Botafogo é chorão e o Vasco levou sacode.
E o Obina ainda é melhor que o Eto'o.
sexta-feira, 27 de março de 2009
A-ha-manh-ã
O título parece uma variação fanha de tupi arcaico, mas é só pra dizer que a postagem sobre o show do A-ha (sim, eu fui, e se você não foi perdeu) vai ficar pra esse final de semana. Eu baixei duas imagens e, se não colocar logo aqui, vou acabar apagando sem querer da área de trabalho do cpu da agência. E elas são tão legais... (momento escroto)

Fala a verdade, o papa não dá o maior tesão?
Pois é, tinha que ser na França. E tinha que ser com o seu (porque meu, não é) querido nazi-papa Chico Bento, o 16º caipira. Depois de ir à África e defender que camisinha não evita AIDS, o que ajuda mesmo é manter não transar, ele conseguiu rejeição até de católicos. Também, pudera: a santidade aí tem o maior jeitão de anticristo.
De qualquer jeito, deve ser duro (rá!) manter a ereção olhando pra ele. Até porque, ele disse não. Ou seja, você tomou um toco do papa.

"Ei, essa moeda não é de um dólar!"
"Desculpa, senhor, tem uma meleca grudada nela."
Quem tem o prazer inesgotável de ler a Ponte sabe - agora, pra ser mais exato - que esse ano se comemoram os 200 do homem que fez o cego enxergar pelos dedos. Louis Braille. Supondo que se escreva assim.
Enfim, pra comemorar essa data querida o governo estadunidense está lançando uma edição especial da moeda de um dólar. O dinheiro arrecadado vai para instituições de pesquisa ou ajuda, sei lá. Não importa. A iniciativa é legal.
Mas o que me vem a cabeça é outra coisa. Se alguém tentar falsificar a moeda, como vai fazer? Soldar uma bolinha de aço e dizer que é de 100? Quanto tempo vai demorar até tentarem enganar os ceguinhos? Ou será que sou a única pessoa nesse mundo que acredita que alguém vai fazer isso?
Não precisam responder.

Fala a verdade, o papa não dá o maior tesão?
Pois é, tinha que ser na França. E tinha que ser com o seu (porque meu, não é) querido nazi-papa Chico Bento, o 16º caipira. Depois de ir à África e defender que camisinha não evita AIDS, o que ajuda mesmo é manter não transar, ele conseguiu rejeição até de católicos. Também, pudera: a santidade aí tem o maior jeitão de anticristo.
De qualquer jeito, deve ser duro (rá!) manter a ereção olhando pra ele. Até porque, ele disse não. Ou seja, você tomou um toco do papa.

"Ei, essa moeda não é de um dólar!"
"Desculpa, senhor, tem uma meleca grudada nela."
Quem tem o prazer inesgotável de ler a Ponte sabe - agora, pra ser mais exato - que esse ano se comemoram os 200 do homem que fez o cego enxergar pelos dedos. Louis Braille. Supondo que se escreva assim.
Enfim, pra comemorar essa data querida o governo estadunidense está lançando uma edição especial da moeda de um dólar. O dinheiro arrecadado vai para instituições de pesquisa ou ajuda, sei lá. Não importa. A iniciativa é legal.
Mas o que me vem a cabeça é outra coisa. Se alguém tentar falsificar a moeda, como vai fazer? Soldar uma bolinha de aço e dizer que é de 100? Quanto tempo vai demorar até tentarem enganar os ceguinhos? Ou será que sou a única pessoa nesse mundo que acredita que alguém vai fazer isso?
Não precisam responder.
terça-feira, 24 de março de 2009
Ah, meu Brasil!
De vez em quando, eu escrevo resmungando sobre o Brasil, os brasileiros, o jeitinho brasileiro, "o bom do Brasil é o brasileiro", e mais um monte de coisas ufanistas descabidas. Mas hoje vai ser diferente. Hoje eu vou ser só elogios aos nossos famosos governantes e midiáticos. Afinal, o que seria das minhas postagens - e das minhas piadas - sem eles?
1."Depois da morte de Clodovil, quem vai cuidar dos cachorros órfãos?"
Eis a pergunta que não quer calar. Pois não dá pra deixar os pobres bichinhos sem seu Pedigree Champ e suas vitaminas reforçadas. Eles não podem ir pra um canil, a Suípa, ou pior: ficar ao relento, como reles mendigos sem-teto. Eles não merecem o mesmo destino que esses malditos desafortunados esquecidos por nós, que só sabem passar fome, pedir dinheiro e roubar maçãs na feira. Não, esses cachorros merecem mais. Têm que ter um dono que dê atenção, amor e carinho a eles, pra que possam passar os útimos anos (ops) das suas vidas com a dignidade devida. Alguém tem que dar (ops) o que eles merecem.
Quem prestou esse grande serviço de utilidade pública foi nossa querida Luciana Gimenez - a biscateira mais profissional que já passou pela face da Terra. E em uma entrevista exclusiva com um amigo íntimo do Clô. Sim, ela ganhou a disputa ferrenha entre as várias redes de TV, incluindo as pagas e algumas estrangeiras, pra entrevistar quem conhecia o ex-tilista a fundo (ops).
Obrigado, nobre senhora. Da vida.
2.Eduardo e o Buracão
Dizem as más línguas que nosso querido prefeito, na verdade, é uma primeira-dama. Coincidência ou não, ele disse ao Extra que não quer ser conhecido como o "prefeito buracão".
Calma, ele não assumiu. Ainda. Ele só estava se referindo a um personagem criado por um fulano, que o jornal adotou para mostrar os buracos espalhados pela cidade. O João Buracão. Bem popular, mesmo. Pelo visto, bem mais que o prefeita, que resolveu tirar uma casquinha do buracão. Com B maiúsculo, pelo menos enquanto diante do fotógrafo.

Depois vou te mostrar quem é o buracão, gato!
A graça disso tudo é que ele se aproveitou de um personagem criado como crítica às mazelas da cidade para fazer politicagem a seu favor. Ou seja, desmoralizou a crítica. Transformou um ponto negativo em um aliado. Inteligente, nosso prefeita, né?
Obrigado, cariocas, pelo grande governante que me deram!
Sábio foi o mestre Dal que, conhecedor da sabedoria popular, levou adiante aquela história de que "quem canta, seus males espanta":
(aqui deveria entrar o vídeo pra vocês verem, mas como esqueci como se faz, cliquem que vai abrir um link; melhor que nada, né?)
"Ah, meu Brasil!"
1."Depois da morte de Clodovil, quem vai cuidar dos cachorros órfãos?"
Eis a pergunta que não quer calar. Pois não dá pra deixar os pobres bichinhos sem seu Pedigree Champ e suas vitaminas reforçadas. Eles não podem ir pra um canil, a Suípa, ou pior: ficar ao relento, como reles mendigos sem-teto. Eles não merecem o mesmo destino que esses malditos desafortunados esquecidos por nós, que só sabem passar fome, pedir dinheiro e roubar maçãs na feira. Não, esses cachorros merecem mais. Têm que ter um dono que dê atenção, amor e carinho a eles, pra que possam passar os útimos anos (ops) das suas vidas com a dignidade devida. Alguém tem que dar (ops) o que eles merecem.
Quem prestou esse grande serviço de utilidade pública foi nossa querida Luciana Gimenez - a biscateira mais profissional que já passou pela face da Terra. E em uma entrevista exclusiva com um amigo íntimo do Clô. Sim, ela ganhou a disputa ferrenha entre as várias redes de TV, incluindo as pagas e algumas estrangeiras, pra entrevistar quem conhecia o ex-tilista a fundo (ops).
Obrigado, nobre senhora. Da vida.
2.Eduardo e o Buracão
Dizem as más línguas que nosso querido prefeito, na verdade, é uma primeira-dama. Coincidência ou não, ele disse ao Extra que não quer ser conhecido como o "prefeito buracão".
Calma, ele não assumiu. Ainda. Ele só estava se referindo a um personagem criado por um fulano, que o jornal adotou para mostrar os buracos espalhados pela cidade. O João Buracão. Bem popular, mesmo. Pelo visto, bem mais que o prefeita, que resolveu tirar uma casquinha do buracão. Com B maiúsculo, pelo menos enquanto diante do fotógrafo.

Depois vou te mostrar quem é o buracão, gato!
A graça disso tudo é que ele se aproveitou de um personagem criado como crítica às mazelas da cidade para fazer politicagem a seu favor. Ou seja, desmoralizou a crítica. Transformou um ponto negativo em um aliado. Inteligente, nosso prefeita, né?
Obrigado, cariocas, pelo grande governante que me deram!
Sábio foi o mestre Dal que, conhecedor da sabedoria popular, levou adiante aquela história de que "quem canta, seus males espanta":
(aqui deveria entrar o vídeo pra vocês verem, mas como esqueci como se faz, cliquem que vai abrir um link; melhor que nada, né?)
"Ah, meu Brasil!"
segunda-feira, 23 de março de 2009
Momento João Hélio (post retroativo)
Eu sabia que minha postagem anterior tava confusa. Não deu outra, esqueci de um negócio que aconteceu antes do show, na sexta.
Estava esperando pra atravessar a rua atrás do metrô da Praça Onze, já que os carros passavam sem a menor piedade dos pedestres, quando um casal resolveu se aventurar num micro-intervalo entre dois carros e um bus. Com certeza eles não contavam que a mulher ia tropeçar e cair, como aconteceu. Um perigo. Mas aí o rapaz teve uma idéia brilhante: arrastar sua namorada até a calçada.
Imagino que ela não tenha achado tão brilhante assim. Primeiro, porque deve ter se machucado pelo metro e meio que foi puxada, fora a pancada no meio-fio. Segundo, porque foi uma cena ridícula, típica de matéria de abertura do JN. Se estivesse presa na porta de um carro, no dia seguinte ia ter gente acendendo vela no local.
Mesmo sendo salva, ela levantou chorando de leve e resmungando pesado com o cara. Talvez porque fosse mais fácil ele ter ficado na frente e pedido pro bus diminuir a velocidade ou desviar - eu acho pouco provável que o motorista fosse passar por cima deles, isso é mais coisa de video game ou menino perturbado de cidadezinha no interior dos EUA. De qualquer jeito, acho que faltou um pouco de gratidão. Afinal, vão-se os anéis (inclusive o arrastado) mas ficam os dedos (provavelmente na mão dele, pela força com que ele puxou a coitada).
***
Não dá pra levar a sério um colunista que escreve que os motoristas de táxi vão poder "fazer pipi". Por isso que o Joaquim Ferreira dos Santos é considerado a escória do universo, junto com o maldito do Anselmo Góis.
Tudo bem, quem considera sou eu. Mas isso não importa, você fala "fazer pipi" pro seu filho de 1 ano que está aprendendo a usar a privada. Aliás, pro meu filho eu vou dizer "vai lá, garoto, manda aquele mijão pro teu pai ficar feliz". Depois, vou levar o moleque pra matinê numa casa de festas no Leblon, pra já chegar pedindo uma chupeta pra primeira menininha loirinha que encontrar.
E quando ele fizer 10 anos, vou levar na porta da casa do já senhor Joaquim Ferreira dos Santos só pra mijar na porta dele, prender um palito na campainha e sair correndo, enquanto o senil maldito vai "fazer pipi"no fraldão geriátrico.
***
Hoje de manhã, meu sogro me liga rindo. Estava vendo TV. A repórter perguntou pra um biólogo se era mesmo verdade a história que "moscas têm uma visão de 360º". Ele deve ter se questionado sobre a teoria evolutiva.
Estava esperando pra atravessar a rua atrás do metrô da Praça Onze, já que os carros passavam sem a menor piedade dos pedestres, quando um casal resolveu se aventurar num micro-intervalo entre dois carros e um bus. Com certeza eles não contavam que a mulher ia tropeçar e cair, como aconteceu. Um perigo. Mas aí o rapaz teve uma idéia brilhante: arrastar sua namorada até a calçada.
Imagino que ela não tenha achado tão brilhante assim. Primeiro, porque deve ter se machucado pelo metro e meio que foi puxada, fora a pancada no meio-fio. Segundo, porque foi uma cena ridícula, típica de matéria de abertura do JN. Se estivesse presa na porta de um carro, no dia seguinte ia ter gente acendendo vela no local.
Mesmo sendo salva, ela levantou chorando de leve e resmungando pesado com o cara. Talvez porque fosse mais fácil ele ter ficado na frente e pedido pro bus diminuir a velocidade ou desviar - eu acho pouco provável que o motorista fosse passar por cima deles, isso é mais coisa de video game ou menino perturbado de cidadezinha no interior dos EUA. De qualquer jeito, acho que faltou um pouco de gratidão. Afinal, vão-se os anéis (inclusive o arrastado) mas ficam os dedos (provavelmente na mão dele, pela força com que ele puxou a coitada).
***
Não dá pra levar a sério um colunista que escreve que os motoristas de táxi vão poder "fazer pipi". Por isso que o Joaquim Ferreira dos Santos é considerado a escória do universo, junto com o maldito do Anselmo Góis.
Tudo bem, quem considera sou eu. Mas isso não importa, você fala "fazer pipi" pro seu filho de 1 ano que está aprendendo a usar a privada. Aliás, pro meu filho eu vou dizer "vai lá, garoto, manda aquele mijão pro teu pai ficar feliz". Depois, vou levar o moleque pra matinê numa casa de festas no Leblon, pra já chegar pedindo uma chupeta pra primeira menininha loirinha que encontrar.
E quando ele fizer 10 anos, vou levar na porta da casa do já senhor Joaquim Ferreira dos Santos só pra mijar na porta dele, prender um palito na campainha e sair correndo, enquanto o senil maldito vai "fazer pipi"no fraldão geriátrico.
***
Hoje de manhã, meu sogro me liga rindo. Estava vendo TV. A repórter perguntou pra um biólogo se era mesmo verdade a história que "moscas têm uma visão de 360º". Ele deve ter se questionado sobre a teoria evolutiva.
domingo, 22 de março de 2009
Uma semana e tanto
Eu comecei a planejar essa postagem dias atrás. Como não fiz nada antes, esqueci o que ia escrever. Ou seja, mentalmente vou começar tudo de novo. Se alguma coisa não fizer sentido... Bom, dane-se.
O início da minha semana foi de trabalho razoável. Saí segunda 0h, por causa de uma concorrência. Era pra quarta, mas terça 19h o dono da agência diz que brifou errado. Saí às 21h, razoavelmente irritado. Mas isso não foi nada: saí quarta às 2h15 e quinta às 4h30.
Pelo menos eu não fui trabalhar sexta, e ganhamos a concorrência. Agora vamos ver se finalmente aumentam meu salário, porque vai entrar uma grana forte por lá.
Agora vamos ao que interessa.
Sexta era o dia de um show que eu esperava há muito tempo. Radiohead finalmente viria ao Brasil. E ainda ia ter Los Hermanos antes. Mas aí, minha pequena ficou mal e o negócio ia ser só com os gringos, mesmo. Lá fomos nós quatro (sim, tinham mais duas pessoas), chegando a tempo de ouvir "we are the robots" e outras coisas mais de Kraftwerk. Interessante. A galera devia estar viajando horrores com aquelas luzes e sons bizarros - com certeza tinha gente na onda de ácido e afins. Bom, que se dane. Subimos - como eu disse, estava com a minha pequena, um lugar alto era fundamental - e ficamos na expectativa.
(pausa: vou narrar tudo em primeira pessoa. Quero falar da minha impressão, e assim é mais fácil; quem quiser que escreva seu próprio texto.)
Eis que as luzes se apagam. E entra aquele povo estranho da banda, liderados pelo Tom Yorke. Aliás, se ele fosse brasileiro, com certeza moraria em Copacabana, iria toda sexta à Fosfobox e faria cinema na UFF.
Vou pular as músicas que não conheço, e vou seguir a ordem que lembro. Sei que rolou Airbag, There there, Karma police, Just e Creep fechou o show. Aliás, realmente um show. Vários momentos emocionantes, viajantes (pelo menos umas 3 vezes me peguei olhando pro céu, com a visão periférica naquelas luzes loucas que passavam nos tubos do palco e ouvidos ligados na música) e muito, muito valiosos. Daqueles que não se esquecem nunca. Depois de Roger Waters, um dos melhores concertos que já vi na vida. Inclusive por tanta coisa que passava na minha cabeça, e que só vou conseguir organizar pra explanar em breve.
Nem lembro quanto foi, mas valeu cada centavo.
Aí, sábado minha pequena foi pra casa (tava realmente mal, e achei bonito ela não querer arriscar passar virose pro pai em recuperação) e fiquei em Jaca. Resolvi ir com Alan ao cine, ver Watchman. E valeu pra fechar o fds cultural.
O filme é doido. Muito. A história é complexa. Muito. Mas é cheio de argumentos interessantes, que valem reflexão sobre coisas que você acredita. Sobre como consertar o mundo, se é que você tem essa ambição. Eu tenho. E, de quebra, ainda tem uma das melhores aberturas de filme que eu me lembro. Tão boa quanto Senhor da Armas (Guerra). E que se desenrola enquanto toca Times are a-changin', do mestre Bob. Fora o resto da trilha, que tem até Jimi Hendrix. Fora sei lá mais o quê, que já tô todo enrolado escrevendo um monte de coisas enquanto fico revoltado com o Flamengo tomando sacode do timeco do vasco e penso no que ainda tenho que fazer hoje.
Enfim, se você tem 2h40 livres e está com disposição de ver um filme cabeça com linguagem visual excelente e bem doido, vá ver. Vale cada centavo. E serão bem menos centavos que o show do Radiohead.
O início da minha semana foi de trabalho razoável. Saí segunda 0h, por causa de uma concorrência. Era pra quarta, mas terça 19h o dono da agência diz que brifou errado. Saí às 21h, razoavelmente irritado. Mas isso não foi nada: saí quarta às 2h15 e quinta às 4h30.
Pelo menos eu não fui trabalhar sexta, e ganhamos a concorrência. Agora vamos ver se finalmente aumentam meu salário, porque vai entrar uma grana forte por lá.
Agora vamos ao que interessa.
Sexta era o dia de um show que eu esperava há muito tempo. Radiohead finalmente viria ao Brasil. E ainda ia ter Los Hermanos antes. Mas aí, minha pequena ficou mal e o negócio ia ser só com os gringos, mesmo. Lá fomos nós quatro (sim, tinham mais duas pessoas), chegando a tempo de ouvir "we are the robots" e outras coisas mais de Kraftwerk. Interessante. A galera devia estar viajando horrores com aquelas luzes e sons bizarros - com certeza tinha gente na onda de ácido e afins. Bom, que se dane. Subimos - como eu disse, estava com a minha pequena, um lugar alto era fundamental - e ficamos na expectativa.
(pausa: vou narrar tudo em primeira pessoa. Quero falar da minha impressão, e assim é mais fácil; quem quiser que escreva seu próprio texto.)
Eis que as luzes se apagam. E entra aquele povo estranho da banda, liderados pelo Tom Yorke. Aliás, se ele fosse brasileiro, com certeza moraria em Copacabana, iria toda sexta à Fosfobox e faria cinema na UFF.
Vou pular as músicas que não conheço, e vou seguir a ordem que lembro. Sei que rolou Airbag, There there, Karma police, Just e Creep fechou o show. Aliás, realmente um show. Vários momentos emocionantes, viajantes (pelo menos umas 3 vezes me peguei olhando pro céu, com a visão periférica naquelas luzes loucas que passavam nos tubos do palco e ouvidos ligados na música) e muito, muito valiosos. Daqueles que não se esquecem nunca. Depois de Roger Waters, um dos melhores concertos que já vi na vida. Inclusive por tanta coisa que passava na minha cabeça, e que só vou conseguir organizar pra explanar em breve.
Nem lembro quanto foi, mas valeu cada centavo.
Aí, sábado minha pequena foi pra casa (tava realmente mal, e achei bonito ela não querer arriscar passar virose pro pai em recuperação) e fiquei em Jaca. Resolvi ir com Alan ao cine, ver Watchman. E valeu pra fechar o fds cultural.
O filme é doido. Muito. A história é complexa. Muito. Mas é cheio de argumentos interessantes, que valem reflexão sobre coisas que você acredita. Sobre como consertar o mundo, se é que você tem essa ambição. Eu tenho. E, de quebra, ainda tem uma das melhores aberturas de filme que eu me lembro. Tão boa quanto Senhor da Armas (Guerra). E que se desenrola enquanto toca Times are a-changin', do mestre Bob. Fora o resto da trilha, que tem até Jimi Hendrix. Fora sei lá mais o quê, que já tô todo enrolado escrevendo um monte de coisas enquanto fico revoltado com o Flamengo tomando sacode do timeco do vasco e penso no que ainda tenho que fazer hoje.
Enfim, se você tem 2h40 livres e está com disposição de ver um filme cabeça com linguagem visual excelente e bem doido, vá ver. Vale cada centavo. E serão bem menos centavos que o show do Radiohead.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Post bobo primeiro
Com certeza você tem um amigo viciado em tecnologia, daqueles que gastam 32.000 dólares no iPhone GigaNano versão beta e sabem exatamente o que aconteceu entre o sub-executivo de novos parâmetros fisiológicos 3D de Silicon Valley e a estagiária indiana da gigante da Internet. Mas, com certeza, nenhum dos seus conhecidos é como nosso querido Jerry.
Porque Jerry, que não é desenho animado nem nada, substituiu a ponta perdida de um dedo por um pen drive. E o pior, por sugestão do médico.
Se fosse aqui, o malandrão da roupa e colarinho brancos ganhava um processo giga nas costas. De 2 gigas, como o USB do rapaz. Mas na Finlândia vale tudo. Quem sabe não vai ser ali o começo do ser humano híbrido com eletroeletrônicos acoplados e motor 1.6 aspirado no lugar do coração?
Em todo o caso, vale a pergunta: se você fosse colocar alguma coisa na ponta do dedo, o que seria?
***
Adam Ries, matemático alemão, com certeza vai ter problemas com a lei. Só não sei se a lei desse ou do outro mundo. Afinal, quando uma pessoa morta há 450 anos recebe a cobrança de contas atrasadas das mensalidades de TV, com quem ela se entende?
Eu realmente não sei, mas tenho certeza de que a fatura chegou alta. Ainda bem que o Ries é matemático, porque fica muito mais fácil contestar os juros. Assim que o advogado de defesa encontrar um médium para psicografar as contas.
E é sinal de que o lugar pra onde ele foi depois de morrer é bem chato. Por que outro motivo ele teria TV por assinatura? Ver filme pornô com a Angélica?
Porque Jerry, que não é desenho animado nem nada, substituiu a ponta perdida de um dedo por um pen drive. E o pior, por sugestão do médico.
Se fosse aqui, o malandrão da roupa e colarinho brancos ganhava um processo giga nas costas. De 2 gigas, como o USB do rapaz. Mas na Finlândia vale tudo. Quem sabe não vai ser ali o começo do ser humano híbrido com eletroeletrônicos acoplados e motor 1.6 aspirado no lugar do coração?
Em todo o caso, vale a pergunta: se você fosse colocar alguma coisa na ponta do dedo, o que seria?
***
Adam Ries, matemático alemão, com certeza vai ter problemas com a lei. Só não sei se a lei desse ou do outro mundo. Afinal, quando uma pessoa morta há 450 anos recebe a cobrança de contas atrasadas das mensalidades de TV, com quem ela se entende?
Eu realmente não sei, mas tenho certeza de que a fatura chegou alta. Ainda bem que o Ries é matemático, porque fica muito mais fácil contestar os juros. Assim que o advogado de defesa encontrar um médium para psicografar as contas.
E é sinal de que o lugar pra onde ele foi depois de morrer é bem chato. Por que outro motivo ele teria TV por assinatura? Ver filme pornô com a Angélica?
Poupando meu tempo
Na postagem passada eu dei algumas opções pra esse texto. Já estava tentado a falar da questão do aborto, mas aí vem a Igreja e excomunga a família da menina. E o Vaticano corrobora.
Obrigado, padres católicos e afins, por pouparem meu tempo. Não preciso escrever mais nada, essa decisão diz tudo.
Já, já volto a postagens normais. Sem discussões como a que viria aqui, que seria como bater em bêbado.
Obrigado, padres católicos e afins, por pouparem meu tempo. Não preciso escrever mais nada, essa decisão diz tudo.
Já, já volto a postagens normais. Sem discussões como a que viria aqui, que seria como bater em bêbado.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Momento G1 - a enquete
Tá bom, eu sei que já falei sobre o uso exagerado de notícias do G1 aqui. Já expliquei também que não sou pago por isso - infelizmente, senão minha receita mensal estaria bem mais gorda.
Acontece que as Organizações Globo têm dinheiro pra cobrir todo o sistema solar, fazendo com que eles ofereçam "bilhares" de notícias. Boas, ruins, idiotas, sempre tendenciosas, mas para todos os gostos. Ninguém pode reclamar. Nem eu.
Mas essa introdução foi só pra enrolar. Eu vou citar três fatos, todos tirados da página deles, e ainda não escolhi sobre qual vou escrever. Enfim:
Você é contra ou a favor do aborto? E se for numa menina de 9 anos? E se ela tiver sido estuprada? E se foi pelo padrasto? Vai pensando nisso.
Ainda não encontrou alguém pra passar o resto da sua vida? Calma, ainda dá tempo. Ele, pelo menos, acredita nisso.
Problemas com dinheiro? Não sabe como pagar as dívidas? Quer uma sugestão? Serve essa?
Vão pensando aí. Vou fazer o mesmo. Na próxima postagem a gente vê como fica. Até porque, eu mesmo não sei.
Acontece que as Organizações Globo têm dinheiro pra cobrir todo o sistema solar, fazendo com que eles ofereçam "bilhares" de notícias. Boas, ruins, idiotas, sempre tendenciosas, mas para todos os gostos. Ninguém pode reclamar. Nem eu.
Mas essa introdução foi só pra enrolar. Eu vou citar três fatos, todos tirados da página deles, e ainda não escolhi sobre qual vou escrever. Enfim:
Você é contra ou a favor do aborto? E se for numa menina de 9 anos? E se ela tiver sido estuprada? E se foi pelo padrasto? Vai pensando nisso.
Ainda não encontrou alguém pra passar o resto da sua vida? Calma, ainda dá tempo. Ele, pelo menos, acredita nisso.
Problemas com dinheiro? Não sabe como pagar as dívidas? Quer uma sugestão? Serve essa?
Vão pensando aí. Vou fazer o mesmo. Na próxima postagem a gente vê como fica. Até porque, eu mesmo não sei.
Arte na (e com a) Ponte
Um dia, a Ponte Elétrica vai ser muito famosa. E essa obra neo-pós-supra-contemporânea vai valer milhões. De libras. Ou yens, dependendo de quando isso acontecer.
O importante é que todos acompanhem o andamento da Ponte desde já.
*post profético
O importante é que todos acompanhem o andamento da Ponte desde já.
*post profético
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Nazismo em cores e legendado
Um dia de fúria animal

"Gordo? Você tá me chamando de gordo?"
O mundo anda muito estressante, e nem a novela da Gloria Perez consegue acalmar os ânimos. Depois de ser obrigado por sua gorda esposa a assistir o capítulo de quarta, esse paquiderme (sem ofensa) tentou entrar em contato com a Globo Internacional para expressar suas preocupações com o enredo. Não conseguiu, acabou mandando um Bahuan nas calças porque não teve tempo de chegar no mato e se revoltou de vez.
Cansado de ser explorado em seu país como mão-de-obra barata, pago em amendoim e bebendo água do Ganges suja de cinzas de mortos e cueca de castas inferiores, saiu de casa destruindo tudo o que via pela frente. O que não era muita coisa, porque o povo é muito miserável. Mas, bem ou mal, foram 3 horas de uma catarse nervosa, mandando riquixás e kombis velhas pro espaço.
Não sei como acabaram com a festa do gordinho aí de cima, mas com certeza ele voltou pra casa muito mais relaxado depois da farra. Se bobear, até dormiu de conchinha.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
É do Brasil!
Além de boleiros, o Brasil tem exportado cada vez mais pilantras para os quatro cantos do mundo. Mas esses ficaram devendo na habilidade.Pô, perder pros hermanos não dá, né?
Depois da masoquista brasuco-suíça, foi a vez do jegue sul-matogrossensse fazer o povo passar vergonha e aumentar nossa (má) fama lá fora. Ainda bem que foi no Mercosul, porque nessa zorra quem manda é o Brasil e ai dos argentinos se reclamarem. A gente fecha as estradas e eles nunca mais vêm pra Búzios e Floripa e eles vão se matar lá dentro. Ou então, passam as férias em Asunción, comprando muamba e tomando sufoco de brasiguaio.
De qualquer jeito, fiquei com a impressão de que "se o bom do Brasil é o brasileiro" eu sou togolês até a alma.
Depois da masoquista brasuco-suíça, foi a vez do jegue sul-matogrossensse fazer o povo passar vergonha e aumentar nossa (má) fama lá fora. Ainda bem que foi no Mercosul, porque nessa zorra quem manda é o Brasil e ai dos argentinos se reclamarem. A gente fecha as estradas e eles nunca mais vêm pra Búzios e Floripa e eles vão se matar lá dentro. Ou então, passam as férias em Asunción, comprando muamba e tomando sufoco de brasiguaio.
De qualquer jeito, fiquei com a impressão de que "se o bom do Brasil é o brasileiro" eu sou togolês até a alma.
Errata
Nas eleições presidenciais de 2002, o publicitário Alexandre (aka eu) votou no candidato Lula. Vejam bem, apenas em 2002 - em 2006, ele votou nulo.
Porque ver o presidente do seu país sendo padrinho de casamento de um puxador de escola de samba, em plena avenida, em pleno carnaval, em plena discussão sobre sua campanha eleitoral pela generalíssima Dilma é demais pra esse pobre crédulo. Pobre mesmo, meu salário é baixo. E crédulo mesmo, não importa o que aconteça eu continuo levando fé no Brasil.
Mas não vamos exagerar, né, vossa Excelência?
Porque ver o presidente do seu país sendo padrinho de casamento de um puxador de escola de samba, em plena avenida, em pleno carnaval, em plena discussão sobre sua campanha eleitoral pela generalíssima Dilma é demais pra esse pobre crédulo. Pobre mesmo, meu salário é baixo. E crédulo mesmo, não importa o que aconteça eu continuo levando fé no Brasil.
Mas não vamos exagerar, né, vossa Excelência?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Doença de House
Dizem que a arte imita a vida. Ou o contrário. Tanto faz. Fato é que o caso da brasuco-suíça maluca me lembrou pelo menos umas oito tentativas dos pupilos do House de empurrar guela abaixo uma doença que só tinha ouvido falar no seriado. Tem um problema qualquer difícil de diagnosticar? Pode ser lúpus, doença de Pfalz-übber Neschling ou síndrome de Mutombo-Carl-Nakamura. No caso da nossa compatriota mentirosa, é lúpus, mesmo.
Sei que que aliviarem a barra dela por causa dessa mísera doença inflamatória, a gente vai ter escapado de uma boa saia justa. Depois de espernear e choramingar aos quatro ventos, pedindo investigação rigorosa e uma punição exemplar para os abomináveis monstros que tinham retalhado a menina e feito com que perdesse os gêmeos, ter que aceitar o fato de que ela mentiu e criou um mal-estar em muita gente (incluindo o alto escalão do governinho) é muito constrangedor.
Mas o pior é saber que nem isso vai fazer nossa política externa melhorar, ou o Lula ficar quieto de vez em quando. Ele devia ficar só com o programa na rádio, porque aí poderia falar à vontade e ninguém ia escutar de qualquer jeito.
Sei que que aliviarem a barra dela por causa dessa mísera doença inflamatória, a gente vai ter escapado de uma boa saia justa. Depois de espernear e choramingar aos quatro ventos, pedindo investigação rigorosa e uma punição exemplar para os abomináveis monstros que tinham retalhado a menina e feito com que perdesse os gêmeos, ter que aceitar o fato de que ela mentiu e criou um mal-estar em muita gente (incluindo o alto escalão do governinho) é muito constrangedor.
Mas o pior é saber que nem isso vai fazer nossa política externa melhorar, ou o Lula ficar quieto de vez em quando. Ele devia ficar só com o programa na rádio, porque aí poderia falar à vontade e ninguém ia escutar de qualquer jeito.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Bela tese de doutorado
Você é uma pessoa curiosa? Sempre quis saber sobre a qualidade de vida de mulheres com bexiga hiperativa em uma cidade qualquer no interior de São Paulo - por exemplo, Sorocaba? Então aqui está o que você aguardava há tanto tempo!
Essa é pra guardar com aquela pitada especial de orgulho, hein, USP?
Essa é pra guardar com aquela pitada especial de orgulho, hein, USP?
Tem coca aí na geladeira?
Não, na cama mesmo. Porque a cocaína não se guarda em locais frios, pelo risco das moléculas de CoCa3 se expandirem após violenta contração peptídica e formarem um novo composto inorgânico, o CoCaR17 - elemento semi-radioativo muito utilizado por índios durante práticas de canibalismo vingativo. Mas só pelos índios vegetarianos, que se aproveitam do efeito alucinógeno causado pelos elementos da nova fórmula para modificarem sua realidade florestal.
Se a mãe dessa história fosse da tribo dos comedores de gente da outra, teria seu nariz saboreado com farofa. De meleca.
Se a mãe dessa história fosse da tribo dos comedores de gente da outra, teria seu nariz saboreado com farofa. De meleca.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Mein Kampf tupiniquim - a revanche
Lembra daquela história que contei umas semanas atrás sobre o alemão que fez gêmeos no Sul do Brasil, e sem precisar do tal do sexo (se não lembra, releia aqui)? Pois é, agora a cidadezinha que tinha o maior orgulho da sua fama já não quer mais saber dela.
Mengele é coisa do passado. E dos outros. Porque Cândido Godói, pelo menos segundo eles mesmos, não tem nada a ver com isso.
Se eu não fosse moreno, iria até lá conferir como isso vai terminar. Mas não quero morrer em prol da supremacia ariana deles.
Mengele é coisa do passado. E dos outros. Porque Cândido Godói, pelo menos segundo eles mesmos, não tem nada a ver com isso.
Se eu não fosse moreno, iria até lá conferir como isso vai terminar. Mas não quero morrer em prol da supremacia ariana deles.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Momento G1
Acho que vou pedir um por fora das Organizações Globo. Pô, toda hora eu fico repassando notícias do portal, gerando cliques (supondo que todas as pessoas que passem pela Ponte vejam o link), dando dinheiro, enquanto eu não ganho nem um migué. Beleza, passo um pouco por trouxa perante o império global, mas trago informações aos meus amigos e ilustres desconhecidos. E aí?
Em todo o caso, fiquei feliz com o Rob Plant. Mas também, com um resultado desses, quem não ficaria? O cara é fora-de-série, um quarto da alma do Led - seria injustiça dizer que ele era A alma, porque a banda era toda fora-de-série - e continua fazendo sucesso. E o sucesso, verdadeiro e duradouro, é pra poucos.
Enquanto vibro com Beto Planta, vejo que a humanidade ainda tem salvação. Pois não é toda hora que alguém se arrepende durante o crime cometido. Bom, você também pode chamar isso de covardia. Ou burrice. Ou covardia e burrice. Mas, pra renovar minha fé na humanidade numa época em que só recebo notícias desagradáveis dessa raça conhecida como ser humano, qualquer besteira é um alento.
***
Quem diria que eu iria escrever "alento" algum dia, nesse blog.
Em todo o caso, fiquei feliz com o Rob Plant. Mas também, com um resultado desses, quem não ficaria? O cara é fora-de-série, um quarto da alma do Led - seria injustiça dizer que ele era A alma, porque a banda era toda fora-de-série - e continua fazendo sucesso. E o sucesso, verdadeiro e duradouro, é pra poucos.
Enquanto vibro com Beto Planta, vejo que a humanidade ainda tem salvação. Pois não é toda hora que alguém se arrepende durante o crime cometido. Bom, você também pode chamar isso de covardia. Ou burrice. Ou covardia e burrice. Mas, pra renovar minha fé na humanidade numa época em que só recebo notícias desagradáveis dessa raça conhecida como ser humano, qualquer besteira é um alento.
***
Quem diria que eu iria escrever "alento" algum dia, nesse blog.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Bom dia pra quem?
E estamos nós aqui, eu e meu pai, fazendo hora(s) no Pasteur. Sim, já tem duas semanas que ele está aqui. E, infelizmente, é a primeira vez que posso ficar uma noite. Mas pra ser sincero, espero que seja a última. Por ele, principalmente. Mas não só, pra falar a verdade.
Quando eles dizem que pode ficar um acompanhante toda noite, devem se remoer por dentro. Aquele ódio mortal de ter que dar dois lençóis, um travesseiro, uma toalha e um cobertor. Café no dia seguinte, imagina que horror. Porque só isso explica o que eles oferecem pra quem fica.
A "cama" onde dormi é um sofá. Até aí, nada demais. Só que ele é de três lugares - e se divide por baixo, com um ferro entre as partes. Ferro que fica cruzando suas costas quando está deitado. E não tem como fugir. Se você é grande, como eu, vai ter que deitar em cima desse treco. E dói, viu.
Imagina minha mãe, com seus __ anos (se não se fala idade de mulher, imagine da própria mãe) e problemas na coluna, dormindo aqui. Por mais de uma semana. Isso é tortura. Deveria ter alguma coisa parecida durante o império romano ou a idade média, com certeza. Não vou me surpreender nada se vir um móvel desses no History Channel.
"Mas espere, não é só isso!" Tudo bem que esse não era o sono da minha vida (até porque, "sono da vida" soa como morte, né?), mas não precisava vir uma enfermeira às 5h e acender a luz, perguntando se estava tudo bem. Claro que não estava. Se você acorda alguém às 5h com a luz na cara, nunca vai estar tudo bem. Pelo menos pressão e temperatura do meu pai estavam normais.
"E ainda não acabou!" Às 7h entra alguém que eu nem vi, por estar tentando dormir de novo, e traz o café da manhã. Bom, pensem nele como café de hospital. Não pela comida, que era normal, mas pelo café em si. Tão fraco que eu acho que veio da UTI. Sem permissão dos médicos.
Mas como estou aqui pelo meu pai - que, aliás, está olhando pro teto, o que me faz parar de escrever logo - eu não reclamo. Mais.
Enfim, eu me senti uma visita indesejada. Daquelas que a dona da casa coloca vassoura atrás da porta, pra ir embora e nunca mais voltar.
Se Deus quiser, nunca vamos ter que voltar, mesmo.
Quando eles dizem que pode ficar um acompanhante toda noite, devem se remoer por dentro. Aquele ódio mortal de ter que dar dois lençóis, um travesseiro, uma toalha e um cobertor. Café no dia seguinte, imagina que horror. Porque só isso explica o que eles oferecem pra quem fica.
A "cama" onde dormi é um sofá. Até aí, nada demais. Só que ele é de três lugares - e se divide por baixo, com um ferro entre as partes. Ferro que fica cruzando suas costas quando está deitado. E não tem como fugir. Se você é grande, como eu, vai ter que deitar em cima desse treco. E dói, viu.
Imagina minha mãe, com seus __ anos (se não se fala idade de mulher, imagine da própria mãe) e problemas na coluna, dormindo aqui. Por mais de uma semana. Isso é tortura. Deveria ter alguma coisa parecida durante o império romano ou a idade média, com certeza. Não vou me surpreender nada se vir um móvel desses no History Channel.
"Mas espere, não é só isso!" Tudo bem que esse não era o sono da minha vida (até porque, "sono da vida" soa como morte, né?), mas não precisava vir uma enfermeira às 5h e acender a luz, perguntando se estava tudo bem. Claro que não estava. Se você acorda alguém às 5h com a luz na cara, nunca vai estar tudo bem. Pelo menos pressão e temperatura do meu pai estavam normais.
"E ainda não acabou!" Às 7h entra alguém que eu nem vi, por estar tentando dormir de novo, e traz o café da manhã. Bom, pensem nele como café de hospital. Não pela comida, que era normal, mas pelo café em si. Tão fraco que eu acho que veio da UTI. Sem permissão dos médicos.
Mas como estou aqui pelo meu pai - que, aliás, está olhando pro teto, o que me faz parar de escrever logo - eu não reclamo. Mais.
Enfim, eu me senti uma visita indesejada. Daquelas que a dona da casa coloca vassoura atrás da porta, pra ir embora e nunca mais voltar.
Se Deus quiser, nunca vamos ter que voltar, mesmo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Bom senso? Cadê?
Precisando de referências para a falta de noção? Quer saber por onde anda o ridículo? Já pensou em um dueto onde apenas uma das pessoas sabe cantar - em qualquer língua?
Se o Bono Vox aceitar essa proposta, o respeito que tenho por ele (e que já não é lá muita coisa, pra não dizer microscópico) vai pro espaço. Junto com a dupla, espero.
Se o Bono Vox aceitar essa proposta, o respeito que tenho por ele (e que já não é lá muita coisa, pra não dizer microscópico) vai pro espaço. Junto com a dupla, espero.
Dúvidas animais
Você sempre se pergunta, em situações onde parece que os problemas vão explodir, quem vai pagar o pato? Então a resposta está aqui.
Caso você esteja com preguiça de clicar na notícia, adianto que são eles mesmos. Patos. Os pobres coitados pagaram com a própria vida para que o povo mantivesse a expressão viva. Que belo exemplo de altruísmo, deram esses animais!
Mas se você é do tipo que prefere pensar em moda - e, mais que isso, adora criticar moda, essa notícia é pra você.
Realmente, vivemos em uma época estranha, onde qualquer vaca sai ganhando acessórios por aí. Mas pra não dizer que foi gratuito, pelo menos essas vão garantir o leitinho das crianças.
Caso você esteja com preguiça de clicar na notícia, adianto que são eles mesmos. Patos. Os pobres coitados pagaram com a própria vida para que o povo mantivesse a expressão viva. Que belo exemplo de altruísmo, deram esses animais!
Mas se você é do tipo que prefere pensar em moda - e, mais que isso, adora criticar moda, essa notícia é pra você.
Realmente, vivemos em uma época estranha, onde qualquer vaca sai ganhando acessórios por aí. Mas pra não dizer que foi gratuito, pelo menos essas vão garantir o leitinho das crianças.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Combo de notícias (como sempre)
Pra não fugir à regra, volto a andar pela Ponte com aquele habitual combo de notícias, comentários, filosofias e baboseiras em geral. E tudo tirado da vida real porque, como meu irmão costuma dizer, "nada é mais engraçado do que a vida real".
A justiça tarda, mas não falha. Em ser engraçada. Não é? Mas é impressionante como, depois de tantas histórias que prejudicam a imagem do Brasil, depois de erros grosseiros envolvendo o nosso sistema judiciário (vide o caso Cesare Battisti - depois como os idiotas vão querer extraditar o Cacciola?), vem um juiz e explica sua decisão de multar uma loja de varejo por demorar a trocar a TV do indivídio porque assim ele não vai ver "as gostosas do BBB e Americano X Macaé". E o conceito dos brasileiros lá fora vai de vento em polpa. De bunda.
Mas eles também erram. Ou então Tico e Teco poderia muito bem ser verdade, com esquilos caçando tesouros e tudo o mais. Porque não acho muito provável um esquilo ter seqüestrado uma menina, um menino ou qualquer outro tipo de ser humano. Bom, talvez atendimento eles conseguissem.
Sua mãe é tão gorda que tem seu próprio centro gravitacional? Então ela deve ter que pagar duas passagens também, como essa pobre australiana. Quer dizer, pobre ela não deve ser, pra poder bancar a quantidade de comida que manda pra dentro todo dia. Toda hora. A cada minuto, na verdade. De qualquer jeito, a cobrança foi realmente injusta: a bunda dela é grande, mas não se divide em duas.
Pra compensar, um assunto sério: esse. Prometo que, muito em breve, vou voltar pra falar com calma sobre ele. Mas se eu não colocasse o link agora, ia esquecer. Quando for filosofar sobre isso eu digo o que penso. É até bom pra dar tempo de vocês pesquisarem também, porque não quero ninguém resmungando coisas como "Deus criou a vida, quem é a pessoa pra tirar" ou "ela tá sofrendo, é melhor morrer logo". Vamos embasar a lenga-lenga, né?
A justiça tarda, mas não falha. Em ser engraçada. Não é? Mas é impressionante como, depois de tantas histórias que prejudicam a imagem do Brasil, depois de erros grosseiros envolvendo o nosso sistema judiciário (vide o caso Cesare Battisti - depois como os idiotas vão querer extraditar o Cacciola?), vem um juiz e explica sua decisão de multar uma loja de varejo por demorar a trocar a TV do indivídio porque assim ele não vai ver "as gostosas do BBB e Americano X Macaé". E o conceito dos brasileiros lá fora vai de vento em polpa. De bunda.
Mas eles também erram. Ou então Tico e Teco poderia muito bem ser verdade, com esquilos caçando tesouros e tudo o mais. Porque não acho muito provável um esquilo ter seqüestrado uma menina, um menino ou qualquer outro tipo de ser humano. Bom, talvez atendimento eles conseguissem.
Sua mãe é tão gorda que tem seu próprio centro gravitacional? Então ela deve ter que pagar duas passagens também, como essa pobre australiana. Quer dizer, pobre ela não deve ser, pra poder bancar a quantidade de comida que manda pra dentro todo dia. Toda hora. A cada minuto, na verdade. De qualquer jeito, a cobrança foi realmente injusta: a bunda dela é grande, mas não se divide em duas.
Pra compensar, um assunto sério: esse. Prometo que, muito em breve, vou voltar pra falar com calma sobre ele. Mas se eu não colocasse o link agora, ia esquecer. Quando for filosofar sobre isso eu digo o que penso. É até bom pra dar tempo de vocês pesquisarem também, porque não quero ninguém resmungando coisas como "Deus criou a vida, quem é a pessoa pra tirar" ou "ela tá sofrendo, é melhor morrer logo". Vamos embasar a lenga-lenga, né?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
José Saramago
"Quê?
By José Saramago
By José Saramago
As perguntas: “Quem és?” ou “”Quem sou?” têm respostas fáceis: a pessoa conta a sua vida e assim se apresenta aos outros. A pergunta que não tem resposta formula-se de outra maneira: “Que sou eu?” Não “quem” mas “quê”. Aquele que fizer essa pergunta enfrenta-se com uma página em branco e o pior é que não será capaz de escrever uma palavra que seja."
Imagino que esse seja um belo exemplo da genialidade do Zé. Um estudo filosófico que só precisou de quatro linhas pra passar o recado. Sem livros de 800 páginas, sem linguagem complicada, sem jabá das editoras. Só uma pergunta.
Por falar nisso: que sou eu? Que é você?
ps: pra quem quiser, o link.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Mein Kampf tupiniquim
Adolfo era um cara pacato. Gostava de artes, esportes e da supremacia ariana. Em busca de auto-afirmação própria e de terceiros que se expressassem claramente (pelisticamente falando), escreveu um livro falando de sua ideologia política. Foi um sucesso em seu país, e posto em prática durante um bom tempo. Um projeto audacioso, apesar de queimar o filme - e o corpo inteiro - de seus vizinhos não tão claros, principalmente judeus.
Quando a vaca totalmente branca foi pro brejo, e por brejo entenda túmulo, seus fiéis companheiros se mostraram não tão fiéis e, no bom e velho português, ralaram peito. Provavelmente ao passarem pode debaixo das cercas de arame farpado. E foram parar em vários lugares diferentes do mundo, dando preferência sempre a sítios onde se reconhecessem nos outros. Ou outras.
Um desses foi Mengele. Um anjo. Da morte, pra ser mais exato. Ele veio para a América do Sul, dando escapadelas esporádicas para o Sul do nosso vasto país. Enquanto passeava pelas pradarias e outras espécies de vegetação que não me lembro, cuidava de futuras mamães. Um gesto nobre, que ajudou a dar continuidade a um grande número de acompanhamentos pré-natal. E aumentou consideravelmente a incidência de gêmeos - coincidentemente, loiros de olhos azuis, a preferência de Herr Hitler. Um nível muito acima da média mundial. Se isso faz você pensar, leia mais aqui.
E essa foi mais uma da série "explicando causos do mundo para leigos, ignorantes ou os dois".
Quando a vaca totalmente branca foi pro brejo, e por brejo entenda túmulo, seus fiéis companheiros se mostraram não tão fiéis e, no bom e velho português, ralaram peito. Provavelmente ao passarem pode debaixo das cercas de arame farpado. E foram parar em vários lugares diferentes do mundo, dando preferência sempre a sítios onde se reconhecessem nos outros. Ou outras.
Um desses foi Mengele. Um anjo. Da morte, pra ser mais exato. Ele veio para a América do Sul, dando escapadelas esporádicas para o Sul do nosso vasto país. Enquanto passeava pelas pradarias e outras espécies de vegetação que não me lembro, cuidava de futuras mamães. Um gesto nobre, que ajudou a dar continuidade a um grande número de acompanhamentos pré-natal. E aumentou consideravelmente a incidência de gêmeos - coincidentemente, loiros de olhos azuis, a preferência de Herr Hitler. Um nível muito acima da média mundial. Se isso faz você pensar, leia mais aqui.
E essa foi mais uma da série "explicando causos do mundo para leigos, ignorantes ou os dois".
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Dois cantores
Talvez vocês não conheçam William Naraine. Mas é impossível nunca terem ouvido - dançado - aquela tal de "you gotta run to me". Ou então "who's fooling who?, who's fooling who?". E "please, don't go/ don't gooooooo/ don't go away"?
Pois é. Double You. Todo mundo conhece, e mesmo que não admitam, todo mundo gosta. Por tudo isso, quinta passada foi um dia histórico na vida de um ser humano normal de bom gosto e com um pezinho da pré-adolescência nos anos 90. Eu fui ao show dele. De graça. E fiquei na primeira fila pós-área VIP, o que era melhor que a VIP porque tinha um degrauzinho que me deixava acima da cabeçada toda.
Na verdade, fomos eu, Carol, Cadé (amigo e ex-dupla na agência) e Rafa. Foi uma noite especial, daquelas em que suas memórias ganham cores e cheiros e as coisas que você fez (ou deixou de fazer) vêm à tona com força. E um jeitinho legal, que não deixa nada estragar a lembrança. Aí a gente cantou, dançou, esperou a energia - do Canecão, não nossa - voltar (tsc tsc tsc, Canecão), ouviu o ítalo-indiano falar português (e bem, ele até se corrigiu quando errou um plural), viu o mané tentar rebolar atrás da backing vocal e não conseguir, já que a bunda dela batia quase no peito dele... Enfim, hora e meia de fortes emoções.
Ah, sim. Ainda rolou aquele momento "aproveita e tira onda", quando ele pergunta "vuoi capisce l'italiano?" (foi mal se errei, mas não lembro como conjugar verbos e nem vou procurar) e eu mando um "io!" sacudindo as mãos. Pô, claro que ele acreditou. Todo mundo que fala italiano sacode a mão, é quase uma regra gramatical deles. Tanto que os tradutores "surdo-mudo" têm tradutores "gesto-mudo".

"Ma che! Parla l'italiano, bambino? Congratulazione, grazie, ma che!"
E quando a gente acha que já viu tudo no show, o que acontece? Duas mulheres - vejam bem, eu não disse uma, mas duas - sobem no palco e dão um beijão no cara, sendo retiradas logo depois pelos seguranças. Seguranças entre aspas, né, porque depois da primeira os caras não se preocuparam em prestar mais um pouco de atenção, e aí subiu a segunda. Pelo menos o fanfa aí de cima deve ter saído felizão.
E quando você finalmente pensa que já viu de tudo mesmo no show, mais uma surpresa acontece. Uma inimaginável, e ainda mais fanfarrona. Latino, o homem da festa no apê, sobe no palco, discursa sobre sua empresa ter tradizo o cara, promete Information Society (que vou, é claro!), canta com o senhor Double You e ainda dá uma palinha do quê? Sim, Festa no apê. Versão voz e violão. O cara é um gênio.
Quer dizer, sabe aquele "dois cantores" que dá título ao post? Pois é, é a tradução do Latinão pra Double You. O que me obriga a reduzir o status de "gênio" pra "besta sortuda". O que é até mais justo, pra ser sincero.
Pois é. Double You. Todo mundo conhece, e mesmo que não admitam, todo mundo gosta. Por tudo isso, quinta passada foi um dia histórico na vida de um ser humano normal de bom gosto e com um pezinho da pré-adolescência nos anos 90. Eu fui ao show dele. De graça. E fiquei na primeira fila pós-área VIP, o que era melhor que a VIP porque tinha um degrauzinho que me deixava acima da cabeçada toda.
Na verdade, fomos eu, Carol, Cadé (amigo e ex-dupla na agência) e Rafa. Foi uma noite especial, daquelas em que suas memórias ganham cores e cheiros e as coisas que você fez (ou deixou de fazer) vêm à tona com força. E um jeitinho legal, que não deixa nada estragar a lembrança. Aí a gente cantou, dançou, esperou a energia - do Canecão, não nossa - voltar (tsc tsc tsc, Canecão), ouviu o ítalo-indiano falar português (e bem, ele até se corrigiu quando errou um plural), viu o mané tentar rebolar atrás da backing vocal e não conseguir, já que a bunda dela batia quase no peito dele... Enfim, hora e meia de fortes emoções.
Ah, sim. Ainda rolou aquele momento "aproveita e tira onda", quando ele pergunta "vuoi capisce l'italiano?" (foi mal se errei, mas não lembro como conjugar verbos e nem vou procurar) e eu mando um "io!" sacudindo as mãos. Pô, claro que ele acreditou. Todo mundo que fala italiano sacode a mão, é quase uma regra gramatical deles. Tanto que os tradutores "surdo-mudo" têm tradutores "gesto-mudo".

"Ma che! Parla l'italiano, bambino? Congratulazione, grazie, ma che!"
E quando a gente acha que já viu tudo no show, o que acontece? Duas mulheres - vejam bem, eu não disse uma, mas duas - sobem no palco e dão um beijão no cara, sendo retiradas logo depois pelos seguranças. Seguranças entre aspas, né, porque depois da primeira os caras não se preocuparam em prestar mais um pouco de atenção, e aí subiu a segunda. Pelo menos o fanfa aí de cima deve ter saído felizão.
E quando você finalmente pensa que já viu de tudo mesmo no show, mais uma surpresa acontece. Uma inimaginável, e ainda mais fanfarrona. Latino, o homem da festa no apê, sobe no palco, discursa sobre sua empresa ter tradizo o cara, promete Information Society (que vou, é claro!), canta com o senhor Double You e ainda dá uma palinha do quê? Sim, Festa no apê. Versão voz e violão. O cara é um gênio.
Quer dizer, sabe aquele "dois cantores" que dá título ao post? Pois é, é a tradução do Latinão pra Double You. O que me obriga a reduzir o status de "gênio" pra "besta sortuda". O que é até mais justo, pra ser sincero.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Combo rapidinho
Eu ia falar da vaga pra "zelador de ilha" na Nova Zelândia. Isso se tivesse postado uma semana atrás. Como essa notícia já é passado (graças a essa tal Internet, a mesma que me fez saber da vaga), vamos a outros assuntos interessantes. Um resumão comentado:
*nos EUA, um pai deu a filha de 14 anos em casamento pra um cara de 18, em troca de 16 mil dólares, 100 caixas de cerveja, umas de carne e mais sei lá o quê. Duvidam, tá aqui. Duvidando ou não, ele fez. E o mais bizarro é que só ficaram sabendo quando ele denunciou o outro por não ter pago o acordo, dizendo que sua filha tinha "fugido de casa". Se fosse um pouco mais inteligente, tinha vendido pra um sheik e pego uns petrodólares em troca. Se eles compram até o Anelka, com certeza comprariam mais uma esposa.
*o que a loteria do Alaska tem a ver com um novo conceito de ironia? Descubra aqui. De qualquer forma, isso prova mais uma vez que Deus tem senso de humor. Ou então que aqui se faz, aqui se paga e aqui se recebe muito mais depois.
*um carro movido a propulsão nuclear. Deve ser o único caso na história em que ninguém espera que ele seja um estouro.
*obesidade mórbida: será que as pessoas têm medo que um gordo coma seus filhos? É daí que vem aquela lenda que "comunistas comem criancinhas"? Comunistas eram (são, se ainda existirem) gordos? Agora, sim, entendo porque "regime comunista".
*ele vale mais do que o PIB de um país inteiro. Mais do que 1/3 das nações africanas. E tudo porque nasceu sabendo jogar futebol. Se disserem que ele está com a bola cheia, é de dinheiro. Deus é mesmo brasileiro, e o senso de humor dEle está cada vez vais apurado. Porque só pode ser piada eu trabalhar assim e ganhar menos do que uns cinco muinutos de salário do Kaká.
*Oasis lança documentário no MySpace. E enquanto as novas mídias dominam o mundo, eu faço uma mala direta pra um empreendimento imobiliário. Maneiro, né?
*desculpa, não sei o que dizer. Vou ter que acabar a postagem sem uma piada. Mas bem que meu irmão diz, a vida real é muito mais engraçada do que qualquer história. Mais pra tragicômica, nesse caso.
*nos EUA, um pai deu a filha de 14 anos em casamento pra um cara de 18, em troca de 16 mil dólares, 100 caixas de cerveja, umas de carne e mais sei lá o quê. Duvidam, tá aqui. Duvidando ou não, ele fez. E o mais bizarro é que só ficaram sabendo quando ele denunciou o outro por não ter pago o acordo, dizendo que sua filha tinha "fugido de casa". Se fosse um pouco mais inteligente, tinha vendido pra um sheik e pego uns petrodólares em troca. Se eles compram até o Anelka, com certeza comprariam mais uma esposa.
*o que a loteria do Alaska tem a ver com um novo conceito de ironia? Descubra aqui. De qualquer forma, isso prova mais uma vez que Deus tem senso de humor. Ou então que aqui se faz, aqui se paga e aqui se recebe muito mais depois.
*um carro movido a propulsão nuclear. Deve ser o único caso na história em que ninguém espera que ele seja um estouro.
*obesidade mórbida: será que as pessoas têm medo que um gordo coma seus filhos? É daí que vem aquela lenda que "comunistas comem criancinhas"? Comunistas eram (são, se ainda existirem) gordos? Agora, sim, entendo porque "regime comunista".
*ele vale mais do que o PIB de um país inteiro. Mais do que 1/3 das nações africanas. E tudo porque nasceu sabendo jogar futebol. Se disserem que ele está com a bola cheia, é de dinheiro. Deus é mesmo brasileiro, e o senso de humor dEle está cada vez vais apurado. Porque só pode ser piada eu trabalhar assim e ganhar menos do que uns cinco muinutos de salário do Kaká.
*Oasis lança documentário no MySpace. E enquanto as novas mídias dominam o mundo, eu faço uma mala direta pra um empreendimento imobiliário. Maneiro, né?
*desculpa, não sei o que dizer. Vou ter que acabar a postagem sem uma piada. Mas bem que meu irmão diz, a vida real é muito mais engraçada do que qualquer história. Mais pra tragicômica, nesse caso.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ou vai ou racha
Fernanda Venturini anunciou a aposentadoria. Oito vezes. E acaba de dizer que vai voltar. De novo.
Seria ela o Romário das quadras?
Seria ela o Romário das quadras?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Máquinas de sexo
Bem que aquele funk antigo já dizia. Na verdade, essa notícia só veio confirmar o que todo mundo já sabia. Não só com relação às mulheres cariocas, mas aos cariocas em geral. A gente gosta, ué. E daí? Temos praias, gente bonita, culto ao corpo. Nosso carnaval tem gente pelada. Nossos eventos com gente vestida tem gente quase pelada. Esse guia aí é quase um elogio.
Falando sério, agora. É incrível como entra ano, sai ano, e sempre tem um guia turístico, um boca-a-boca (não sei se tem hífen, nem quero saber - vai ficar assim), um sei-lá-o-quê ligando brasileiros(as) e sexo fácil. Além da imagem de pouca roupa que levamos pro exterior, essa coisa de exportar prostitutas tanto quanto mandamos laranjas lá pra fora deve ajudar um pouco.
Só sei que eu moro no Rio e tenho minha pequena, então essa dica dos gringos não altera em nada minha vida.
***
Falando em alterações na vida, é incrível como coisas boas podem ser ruins e vice-versa. Não sei, não, mas acho que Deus tem um xis de ironia que está além da compreensão de reles mortais bobos e pecadores como eu.
Taí um domingo de sol com pancadas de lágrimas que não me deixam mentir.
Falando sério, agora. É incrível como entra ano, sai ano, e sempre tem um guia turístico, um boca-a-boca (não sei se tem hífen, nem quero saber - vai ficar assim), um sei-lá-o-quê ligando brasileiros(as) e sexo fácil. Além da imagem de pouca roupa que levamos pro exterior, essa coisa de exportar prostitutas tanto quanto mandamos laranjas lá pra fora deve ajudar um pouco.
Só sei que eu moro no Rio e tenho minha pequena, então essa dica dos gringos não altera em nada minha vida.
***
Falando em alterações na vida, é incrível como coisas boas podem ser ruins e vice-versa. Não sei, não, mas acho que Deus tem um xis de ironia que está além da compreensão de reles mortais bobos e pecadores como eu.
Taí um domingo de sol com pancadas de lágrimas que não me deixam mentir.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Então foi Natal
Engraçado (força de expressão, isso não tem graça nenhuma), não lembrava como é difícil escrever depois do Natal. Dois dias parado e parece que eu esqueci o alfabeto inteiro. Ou melhor, só metade. Eu ainda sei grunhir umas palavras com um pouco de sentido.
Mas não vim aqui pra falar disso, porque com certeza algum colunista vai colocar a mesma coisa hoje no jornal - assim como, todo início de ano, pelo menos 2 deles escrevem sobre a dificuldade de se falar coisas diferentes no dia 1 (ou 2, 3, que seja) e como é quase impossível tirar assuntos do nada e falar sobre qualquer coisa, fazendo da falta de assunto um assunto. Batido.
Enfim, o importante é que uma parte da minha infância foi alimentada nesse Natal. Depois de 25 anos, recebi minha primeira pistola de água. Aliás, duas. E já parti pra guerra. Primeiro contra meu irmão, depois contra o líder opressor (vulgo pai), que usou de força desproporcional para combater os manifestantes (disparava com a mangueira do quintal). Se eu pudesse denunciar a situação ao tribunal de Haia, isso seria enquadrado como crimes de guerra contra a humanidade. Pobre povo, sempre sofre as piores conseqüências.
Essa pequena história de Natal prova algumas coisas. Carol me conhece. É sempre bom voltar pra casa dos pais e esquecer as contas a pagar. Família é insubstituível. Nunca é tarde pra brincar com pistola d'água. Meu lado criança é imortal. Eu não sei como acabar um post que começa num vazio da minha infância.
***
E já que não sei como acabar, continuo com uma dica de filme. Contos de Nova York. Comprei a 16,90 dinheiros brasileiros na Livraria da Travessa do Barrashopping, e valeu cada centavo. São 3 histórias dirigidas por 3 até-que-nada-mal diretores: Scorcese, Coppola e Woody Allen. O primeiro faz um trabalho genial, o segundo cuida de uma história muito louca e o terceiro... Bom, é o Woody Allen. Um excelente filme pra quem não quer dormir por esses dias de vagabundagem. Com todo respeito ao espírito natalino e às expectativas pro ano novo.
***
O melhor do Natal é você ver que pessoas importantes na sua vida, e pra sua vida, não esquecem de você. Na verdade, ainda são e se comportam como antes, mesmo estando há milhares de quilômetros de distância. Genial, tío!
***
Que seja mais fácil acabar de escrever na postagem de ano novo.
Mas não vim aqui pra falar disso, porque com certeza algum colunista vai colocar a mesma coisa hoje no jornal - assim como, todo início de ano, pelo menos 2 deles escrevem sobre a dificuldade de se falar coisas diferentes no dia 1 (ou 2, 3, que seja) e como é quase impossível tirar assuntos do nada e falar sobre qualquer coisa, fazendo da falta de assunto um assunto. Batido.
Enfim, o importante é que uma parte da minha infância foi alimentada nesse Natal. Depois de 25 anos, recebi minha primeira pistola de água. Aliás, duas. E já parti pra guerra. Primeiro contra meu irmão, depois contra o líder opressor (vulgo pai), que usou de força desproporcional para combater os manifestantes (disparava com a mangueira do quintal). Se eu pudesse denunciar a situação ao tribunal de Haia, isso seria enquadrado como crimes de guerra contra a humanidade. Pobre povo, sempre sofre as piores conseqüências.
Essa pequena história de Natal prova algumas coisas. Carol me conhece. É sempre bom voltar pra casa dos pais e esquecer as contas a pagar. Família é insubstituível. Nunca é tarde pra brincar com pistola d'água. Meu lado criança é imortal. Eu não sei como acabar um post que começa num vazio da minha infância.
***
E já que não sei como acabar, continuo com uma dica de filme. Contos de Nova York. Comprei a 16,90 dinheiros brasileiros na Livraria da Travessa do Barrashopping, e valeu cada centavo. São 3 histórias dirigidas por 3 até-que-nada-mal diretores: Scorcese, Coppola e Woody Allen. O primeiro faz um trabalho genial, o segundo cuida de uma história muito louca e o terceiro... Bom, é o Woody Allen. Um excelente filme pra quem não quer dormir por esses dias de vagabundagem. Com todo respeito ao espírito natalino e às expectativas pro ano novo.
***
O melhor do Natal é você ver que pessoas importantes na sua vida, e pra sua vida, não esquecem de você. Na verdade, ainda são e se comportam como antes, mesmo estando há milhares de quilômetros de distância. Genial, tío!
***
Que seja mais fácil acabar de escrever na postagem de ano novo.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Então é Natal?
Bom, vou resumir a postagem porque minha paciência não está lá essas coisas. E quem me conhece sabe que, pra eu chegar a esse ponto, pelo menos dois dos cavaleiros do apocalipse chegaram forte chutando meu saco – ao som de J Quest.
Hoje é dia 23, véspera do meu esperado descanso, e o ritmo na agência está frenético. Sinal de que as demissões de dias atrás foram, no mínimo, desnecessárias. Se não fosse assim, não estaria chovendo trabalho toda hora. Nos últimos dias (incluindo final de semana), matei uns 15. Sem exagero.
Não entrou bônus, vetaram um anúncio maneiro, vai chegar outro no mínimo perigoso, talvez tenha que trabalhar na sexta e pensar sábado e domingo pra trazer coisa pronta segunda, atendimentos não conseguem nem escrever um mísero briefing – quanto mais entender uma idéia. E por aí vai.
Tô começando a acreditar nessa coisa de inferno astral. E olha que falta exatamente um mês pro meu cumple.
Ainda bem que porte de armas não é legal no país.
Hoje é dia 23, véspera do meu esperado descanso, e o ritmo na agência está frenético. Sinal de que as demissões de dias atrás foram, no mínimo, desnecessárias. Se não fosse assim, não estaria chovendo trabalho toda hora. Nos últimos dias (incluindo final de semana), matei uns 15. Sem exagero.
Não entrou bônus, vetaram um anúncio maneiro, vai chegar outro no mínimo perigoso, talvez tenha que trabalhar na sexta e pensar sábado e domingo pra trazer coisa pronta segunda, atendimentos não conseguem nem escrever um mísero briefing – quanto mais entender uma idéia. E por aí vai.
Tô começando a acreditar nessa coisa de inferno astral. E olha que falta exatamente um mês pro meu cumple.
Ainda bem que porte de armas não é legal no país.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O dia em que tentaram me matar
Quinta-feira passada dei início a uma série que promete revolucionar - só falta saber o quê. "Quinta criativa", onde pessoas com algo a conversar, idéias na cabeça e nenhum pudor de falar besteira se encontram pra discutir criatividade e coisas do mundo, seja lá o que for.
Eu, Rafa e Sñr Almeyda, publicitários, fomos ao Mug Bug. Um pub recém-aberto ao lado do Copacabana Palace. Ambiente muito bom, gringada, comida e bebida boas.
Peraí, eu disse bebidas?
Foi. Então, desculpa. Porque no meu segundo chope veio um caco de vidro de fazer inveja a acidentes de carro. Era praticamente meia borda de um copo qualquer, como de requeijão. E estava lá no fundo, esperando eu virar inocentemente a caneca pra cravar na minha garganta como uma espinha de peixe. Peixe, não, tubarão-martelo.
Chamei a garçonete, que estava atendendo legal a gente, brinquei e mostrei a arma da tentativa de homicídio. Ela se espantou e trouxe um chope grátis. A sensação de satisfação durou até o seguinte, quando encontrei no outro uma tampa de garrafa. Sendo que não havia garrafa na mesa.
Ok, um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou então tinham algum problema comigo. Comecei a acreditar que, realmente, queriam me matar. E resovemos pedir uma solução pra o caso e a conta.
A gerente relutou, ofereceu tirar três chopes, mas depois de conversar por telefone com o boladão da casa liberou todos. Pagamos o resto da conta e saímos com aquele bonito sentimento de que sobrevivemos mais um dia em uma cidade perigosa como o Rio de Janeiro. Sendo que, dessa vez, era fogo amigo.
Moral da história? Pensem duas vezes antes de virar um chope, caso não estejam sozinhos e em casa.
***
Não vou falar de futebol. Um campeonato que termina com "erro de arbitragem" - entre alguns milhões de aspas, e sempre a favor de um time paulista, muito comumente o São Paulo - e a vergonhosa irregularidade, pra não dizer apatia patética, do time com a maior torcida do mundo e tantos craques e títulos importantes, não pode ocupar nem a pontinha do acostamento da Ponte.
Aqui só transita o que faz por merecer. E campeonato brasileiro, definitivamente, não é o caso.
Eu, Rafa e Sñr Almeyda, publicitários, fomos ao Mug Bug. Um pub recém-aberto ao lado do Copacabana Palace. Ambiente muito bom, gringada, comida e bebida boas.
Peraí, eu disse bebidas?
Foi. Então, desculpa. Porque no meu segundo chope veio um caco de vidro de fazer inveja a acidentes de carro. Era praticamente meia borda de um copo qualquer, como de requeijão. E estava lá no fundo, esperando eu virar inocentemente a caneca pra cravar na minha garganta como uma espinha de peixe. Peixe, não, tubarão-martelo.
Chamei a garçonete, que estava atendendo legal a gente, brinquei e mostrei a arma da tentativa de homicídio. Ela se espantou e trouxe um chope grátis. A sensação de satisfação durou até o seguinte, quando encontrei no outro uma tampa de garrafa. Sendo que não havia garrafa na mesa.
Ok, um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou então tinham algum problema comigo. Comecei a acreditar que, realmente, queriam me matar. E resovemos pedir uma solução pra o caso e a conta.
A gerente relutou, ofereceu tirar três chopes, mas depois de conversar por telefone com o boladão da casa liberou todos. Pagamos o resto da conta e saímos com aquele bonito sentimento de que sobrevivemos mais um dia em uma cidade perigosa como o Rio de Janeiro. Sendo que, dessa vez, era fogo amigo.
Moral da história? Pensem duas vezes antes de virar um chope, caso não estejam sozinhos e em casa.
***
Não vou falar de futebol. Um campeonato que termina com "erro de arbitragem" - entre alguns milhões de aspas, e sempre a favor de um time paulista, muito comumente o São Paulo - e a vergonhosa irregularidade, pra não dizer apatia patética, do time com a maior torcida do mundo e tantos craques e títulos importantes, não pode ocupar nem a pontinha do acostamento da Ponte.
Aqui só transita o que faz por merecer. E campeonato brasileiro, definitivamente, não é o caso.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Cega e desorientada
Primeiro, leiam essa notícia.
Leram? Então já entenderam onde quero chegar. Em todo caso, falo mesmo assim.
Como pode um país com tantos problemas graves se dar ao luxo de passar todo esse tempo, e mobilizando todas essas pessoas, para julgar a tentativa de roubo de um beijo? Por que tanta moralidade a troco de um caso tão insignificante? O que isso vai mudar no país?
A desigualdade social vai continuar a mesma, a sangria nos cofres públicos vai continuar a mesma, o descaramento dos nossos governantes vai continuar o mesmo. Até o técnico da seleção vai continuar o mesmo. Mas um pobre coitado idiota, que tentou dar um "bitoco" (como o juiz diz) numa mulher que, provavelmente, é horrorosa, levou um tempo sendo julgado por um monte de desocupados que gastaram o nosso dinheiro pra analisar esse caso.
Em um país onde a maior festa é cheia de gente pelada (não que me oponha, só estou citando), valorizar essa falsa moral é tão absurdo quanto pedir pra cagar em penico de ouro. Mas, como em todos os casos - no do penico, deve ter um árabe cagão-dourado -, tem sempre alguém que ache bom dar seqüência na palhaçada.
Você pode até não acreditar em destino, mas que o do Brasil parece estar gravado como apêndice e sublinhado duas vezes na pedrinha dos 10 mandamentos, isso parece.
Leram? Então já entenderam onde quero chegar. Em todo caso, falo mesmo assim.
Como pode um país com tantos problemas graves se dar ao luxo de passar todo esse tempo, e mobilizando todas essas pessoas, para julgar a tentativa de roubo de um beijo? Por que tanta moralidade a troco de um caso tão insignificante? O que isso vai mudar no país?
A desigualdade social vai continuar a mesma, a sangria nos cofres públicos vai continuar a mesma, o descaramento dos nossos governantes vai continuar o mesmo. Até o técnico da seleção vai continuar o mesmo. Mas um pobre coitado idiota, que tentou dar um "bitoco" (como o juiz diz) numa mulher que, provavelmente, é horrorosa, levou um tempo sendo julgado por um monte de desocupados que gastaram o nosso dinheiro pra analisar esse caso.
Em um país onde a maior festa é cheia de gente pelada (não que me oponha, só estou citando), valorizar essa falsa moral é tão absurdo quanto pedir pra cagar em penico de ouro. Mas, como em todos os casos - no do penico, deve ter um árabe cagão-dourado -, tem sempre alguém que ache bom dar seqüência na palhaçada.
Você pode até não acreditar em destino, mas que o do Brasil parece estar gravado como apêndice e sublinhado duas vezes na pedrinha dos 10 mandamentos, isso parece.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Eu sabia que eu sabia!
Eu estava certo esse tempo todo que passei sem trafegar pela Ponte. Se vocês duvidam, vejam isso.
Bom, pra quem não tiver paciência de ler, fala sobre "slow blogging". É uma galera que defende uma velocidade menor para a distribuição das informações, já que a rapidez é prejudicial para a qualidade da notícia, assim como para sua absorção.
Ou seja, eu sempre estive certo de não encher vocês de texto. Melhor terem tempo pra refletir, né?
***
Mas pra não dizer que não falei de flores: hortênsia tem um nome estranho, porém legal.
***
E pra fechar com chave de ouro:

Hoje tô mais babaca que o normal. Já, já volto com coisas mais sérias.
Bom, pra quem não tiver paciência de ler, fala sobre "slow blogging". É uma galera que defende uma velocidade menor para a distribuição das informações, já que a rapidez é prejudicial para a qualidade da notícia, assim como para sua absorção.
Ou seja, eu sempre estive certo de não encher vocês de texto. Melhor terem tempo pra refletir, né?
***
Mas pra não dizer que não falei de flores: hortênsia tem um nome estranho, porém legal.
***
E pra fechar com chave de ouro:

Hoje tô mais babaca que o normal. Já, já volto com coisas mais sérias.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Poder da marca X poder da Internet
Panco é uma famosa marca de comida. Com certeza, você já comeu - isso, se não estiver comendo agora - um pão fabricado por eles. Pois é. Vamos falar de pão.
Quinta passada dormi na Carol. Aniversário de um amigo meu, fiquei por lá. Acordo no dia seguinte, atrasado pra ir pro trabalho, mas com fome. Vou comer um pãozinho. Panco. Aí...

Olá, eu sou o novo garoto-propaganda da Panco!
Ainda bem que meu sono não estava muito forte, ou então eu teria perdido essa bela imagem registrada pela minha pequena. Aí vem a pergunta que não quer calar: é ou não é a cara da mãe (=Panco, no caso)?
Mais um serviço de utilidade pública prestado pela Ponte Elétrica. De nada.
Moral da história: sempre olhem pros dois lados do pão antes de atravessá-lo com a faca.
Quinta passada dormi na Carol. Aniversário de um amigo meu, fiquei por lá. Acordo no dia seguinte, atrasado pra ir pro trabalho, mas com fome. Vou comer um pãozinho. Panco. Aí...
Olá, eu sou o novo garoto-propaganda da Panco!
Ainda bem que meu sono não estava muito forte, ou então eu teria perdido essa bela imagem registrada pela minha pequena. Aí vem a pergunta que não quer calar: é ou não é a cara da mãe (=Panco, no caso)?
Mais um serviço de utilidade pública prestado pela Ponte Elétrica. De nada.
Moral da história: sempre olhem pros dois lados do pão antes de atravessá-lo com a faca.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Mais uma vez de novo...
Essa é a tentativa 1.290.337 de voltar à Ponte. Se fosse no mundo real, ela estaria com buracos do tamanho de uma turbina de avião, mal iluminada e com mato no acostamento - que estaria com a faixa branca apagada. Talvez uma favela já tivesse até tomado conta das laterais da pista.
O poder público veio para tomar conta da situação.
O poder público veio para tomar conta da situação.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Toma la, da ca
Primeiro, desculpa a falta de acentos e afins, mas to no computador do meu irmao e simplesmente nao existe isso aqui.
Agora, fatos. Sexta-feira, eu pegadaco no trabalho, resolvo almocar numa churrascaria na Barra (nao falo o nome pq esqueci, mesmo, nada a ver com anti-jaba - mas pra quem quiser tentar, fica ali atras duma pracinha em frente a praia). Queimo 5 tiquetes do meu minguado salario, comemorando sabe-se la o que. Eis que o motivo me encontra no caminho.
-Fala, Alexandre, e o Cade. Beleza?
-Beleza, diz ai?
-Ta almocando?
-To indo no xxxx. Bora?
-Nao, to aqui no japones. To ligando pra avisar que nossa peca foi aprovada. Vai sair na revista.
-Serio? Que irado!
E por ai vai. O importante e dizer que vai sair minha primeira peca realmente mais boladona e criativa. E o melhor: all-type (vulgo anuncio de texto). So nao posto agora pq nao to no meu cpu. Mas vcs vao ver.
***
Volto feliz, espero ansiosamente o fds com a grande estreia nao confirmada do incrivel craque Vandinho, top 5 artilheiro do Brasil no ano. Espero, espero, e antes tivesse desistido. Pq, quando finalmente ele aparece - e faz gol - a zaga, ponto forte ate entao, entrega o jogo com posicionamentos ridiculos e a maldita mania de entregar jogos. Entregou. E perdeu de virada, de 2 a 1, para o Cruzeiro.
E o pior de tudo e que nem da pra fazer aquela velha piada de "volta, fulano". O Joel e fanfarrao, o Marcinho e traidor, o Renato Augusto e amarelao e o Souza nao e nada. Simplesmente lamentavel.
Correcao. Simplesmente lamentavel e que saimos do G4. E bom o jornal inventar amanha algum termo tipo G8, senao vou ficar revoltado. E ja saio de casa de mau humor.
***
E trabalhar no fim de semana, como deveria, ate agora nada. Mas quem disse que eu preciso? Amanha posso ficar ate 0h no trabalho. Adoro essa vida desregulada.
Agora, fatos. Sexta-feira, eu pegadaco no trabalho, resolvo almocar numa churrascaria na Barra (nao falo o nome pq esqueci, mesmo, nada a ver com anti-jaba - mas pra quem quiser tentar, fica ali atras duma pracinha em frente a praia). Queimo 5 tiquetes do meu minguado salario, comemorando sabe-se la o que. Eis que o motivo me encontra no caminho.
-Fala, Alexandre, e o Cade. Beleza?
-Beleza, diz ai?
-Ta almocando?
-To indo no xxxx. Bora?
-Nao, to aqui no japones. To ligando pra avisar que nossa peca foi aprovada. Vai sair na revista.
-Serio? Que irado!
E por ai vai. O importante e dizer que vai sair minha primeira peca realmente mais boladona e criativa. E o melhor: all-type (vulgo anuncio de texto). So nao posto agora pq nao to no meu cpu. Mas vcs vao ver.
***
Volto feliz, espero ansiosamente o fds com a grande estreia nao confirmada do incrivel craque Vandinho, top 5 artilheiro do Brasil no ano. Espero, espero, e antes tivesse desistido. Pq, quando finalmente ele aparece - e faz gol - a zaga, ponto forte ate entao, entrega o jogo com posicionamentos ridiculos e a maldita mania de entregar jogos. Entregou. E perdeu de virada, de 2 a 1, para o Cruzeiro.
E o pior de tudo e que nem da pra fazer aquela velha piada de "volta, fulano". O Joel e fanfarrao, o Marcinho e traidor, o Renato Augusto e amarelao e o Souza nao e nada. Simplesmente lamentavel.
Correcao. Simplesmente lamentavel e que saimos do G4. E bom o jornal inventar amanha algum termo tipo G8, senao vou ficar revoltado. E ja saio de casa de mau humor.
***
E trabalhar no fim de semana, como deveria, ate agora nada. Mas quem disse que eu preciso? Amanha posso ficar ate 0h no trabalho. Adoro essa vida desregulada.
Assinar:
Postagens (Atom)

