segunda-feira, 21 de maio de 2007

Resumo da semana

Como fica difícil atualizar de segunda a sexta, aí vai o que aconteceu de melhor e pior, segundo a minha opinião, e que eu tenha visto. Porque se não for assim não é a mesma coisa.

Alá, meu bom Alah...
Eis que ALexandre vai andando para seu almoço logo ali - no Leblon, umas 20 quadras do meu trabalho - quando passa no Jardim de Alah. Repara uma movimentação estranha na ponte. Briga de mendigos? Suicídio coletivo? Suzana Vieira apanhando do marido?

Não, peixes. Sim, peixes. No Jardim de Alah. Aquele valão deplorável que leva cocô até o mar. E tinha gente pescando os escamosos. E eles se debatiam na calçada. E, provavelmente, iam virar comida de alguém.

Se alguém gosta de Simpsons, deve ter visto o peixe de três olhos que saiu das águas de perto da usina nuclear. A mutação desses do Alah deviam estar por dentro. Ou seja, daqui a algum tempo a gente vai ver uma nova raça de humanos andando pelas ruas da Zona Sul. E, dessa vez, não são os andrógenos alternativos que freqüentam boates GLS descoladas locais.

O bom filho à casa torna
Sim, a volta mais esperada desde que ele mesmo ia voltar para as festas de final de ano. Meu irmão chegou sexta, cheio de histórias pra contar, piadas cretinas pra botar em dia nos nossos duelos desconexos e com a barriga clamando por comida de mamãe. Fora as muambas habituais. Que, no meu caso, consistiram em um mouse novo (igual ao antigo; ou seja, uma bosta - mas o que vale é a intenção), um livro de um fotógrafo mexicano (que fico devendo o nome por preguiça de levantar e ver qual é, mas garanto que tem fotos muito bonitas) e um CD da Beady Belle (que ele achou qyue fosse canadens, mas é norueguesa).

Destaco a última porque estou escrevendo tudo isso (e atualizei a novidade) escutando. É um louge com influências world music. Ou seja, tudo o que não sei classificar. Reconheci a cítara, até agora, mas o álbum é excelente. Destaque para "Lose & win" e para seu vocal emotivo. Vale a pena. Isso se vocês acharem na net.

Mas o papo é meu irmão. Saudade é uma coisa boa, mas só quando você encontra seu objeto de saudade. Até que isso aconteça, é só expectativa e demora escrota. Vão cantar saudade no inferno, músicos cretinos, o que vocês falam é mentira.

Que esses quase quatro meses sejam o mais proveitosos possíveis. Principalmente para ele, que merece tanto. Anotem aí, ele vai longe.

Ops, I did it again
Sempre tem um jornalista ou outro que pisa na bola, vira e mexe aparece uma bobagem, mas tudo tem limites. Não é possível que alguém que estudou anos para exercer a profissão faça isso:


Por favor, reparem. Não façam isso com meu pobre coraçãozinho, ok?

Contribuição da minha pequena para acabar com a reputação de algum colega de profissão.

Aleluia!
Sim, existe água quente no CopaTropa. Antes tarde que nunca. Agora já posso tomar banho em casa, depois da academia.

Um banquinho e um violão
Sim, faço aulas de violão também. Um sonho de anos vai se concretizar: vou poder tocar de verdade, ao invés do meia-boca enganador habitual. Fora Legião, bem-vindo Led Zeppelin.

Aos 20
Meu primo fez aniversário e saímos todos juntos. Pela primeira vez, fui a uma boate com meu irmão - que fez 18 enquanto estávamos nos EUA. Era um dia de chuva, o que limitava o espaço do Hard Rock. Por tudo isso, o que eu menos esperava (queria, precisava e afins) era um fulano de mais de 30 anos dançando estilo Ben Stiller - com mais pinta de idiota.

Ele tinha o trejeito do advogado de porta de cadeia que vive sendo zoado no escritório, mesmo sendo gente boa. Talvez por ser gente boa demais. Acaba sendo passado pra trás, não pega ninguém e vira amigo de todas as mulheres. Sai, bebe e paga bebida pra elas, volta pra casa sozinho e dorme abraçado ao cachorro.

De certa forma, tinha pena. Mas quando via o jeitão John Travolta com prisão de ventre, parado em frente à porta que dava passagem para a área externa, não segurava o riso. O ser humano pode ser bem ridículo.

domingo, 13 de maio de 2007

Por um mundo mais justo

Você, magnata russo bilionário que precisa lavar dinheiro. Você, bilionário brasileiro buscando diversão e uma novidade para tirar onda com seus amigos. Você, Papa, que recebe dinheiro pra rezar e busca resolver as mazelas do terceiro mundo. Enfim, você que pode gastar uma grana forte. Por favor, invista no Flamengo. Seja para levar jogadores de verdade, seja para tirar jogadores de mentira que vestem o manto sagrado.

Tomar sacode em casa na estréia é feio, né?
***
Mas deixa isso pra lá, conforme prometi vou falar de programação cultural. A boa fica por conta de "Os dois cavalheiros de Verona", de Shakespeare, maravilhosamente encenado pelo pessoal do Nós do Morro. Tá no Teatro Firjan, na Graça Aranha. Ou estava, pelo tempo que eu vi.

De qualquer jeito, é emocionante ver jovens que poderiam estar roubando, que poderiam estar matando, ali, fazendo tão bem o seu papel. Literalmente. Essa foi uma das melhores peças que vi em muito tempo, capaz de colocar muito marmanjo metido a Lima Duarte no chinelo. Rider, ainda por cima.

Como se não bastasse o talento de todos eles, ainda tem a forma como a peça foi adaptada. Músicas brasileiras tocadas pelos próprios, cenário simples e muito bem produzido, elementos das cenas montados com perfeição a partir de objetos simples, como pedaços de pano. O que só comprova que o mais importante é a qualidade dos atores, não o dinheiro gasto pela produção.

Se ainda estiver por lá, vejam. Eu me emocionei, vocês também vão. É bom não me decepcionarem, emocionem-se.
***
Já o ruim fica por conta do cretino do Mr. Bean. Pelamordedeus, não vejam o filme dele. Eu vi, e só não me arrependo porque estava muito bem acompanhado. Senão, teria matado um. Entendo os sul-coreanos, quando existe um ódio profundo você tem que descarregar nos outros, culpados pelo seu drama. Afinal, eles estavam lá rindo, sendo complacentes com o ridículo alheio.

Antes que me perguntem porque assisti ao filme, explico. Não me lembrava do ódio nutrido pelo imbecil do Feijão, tampouco da sua falta de graça absurda. O último filme que vi com ele não era dele, mas não me lembrava disso também. "Tá todo mundo louco" é engraçado, mas pelo conjunto da obra. Longe de ser pela sua presença. Aliás, talvez seja engraçado justamente por existirem outras pessoas além dele.

Mas como nada disso passou pela minha cabeça, fui. Pelo menos umas três vezes pensei em propor à Carol que saíssemos do cinema para ver algo mais engraçado, como uma troca de tiros ou uma batida de caminhões. Deplorável.

Mr. Bean, sorte a sua que quem veio aqui foi o nazista. Se fosse você, cortava seu saco.

ps: sou muito mal, né? Com certeza ele vai ler isso e ficar com medo.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

"Tristeza não tem fim..."

Está decretado luto oficial de três dias na Ponte Elétrica. Domingo eu volto.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

(falar d)O papa é pop

De uns dias pra cá, só se fala na visita do Papa ao Brasil. Parece o Pan do Rio, que 15 em cada 10 veículos de comunicação citam ininterruptamente. Depois criticam os brasileiros, da pátria de chuteiras.

Na verdade, somos a pátria da oportunidade. Se derem uma chance, um motivo qualquer para fugirmos dos assuntos principais, então “vamos que vamos”. O Bento tá chegando? Então que se dane política, ciência, violência e até o Pan 2007.

Não sei se é porque não sou católico, mas ver o Papa não é nenhuma coisa mirabolante. Você fica lá, esperando, ele aparece na janelinha, dá um tchauzinho, fala em 28 línguas que não o português e vai brincar de paintball com sua farda nazista, depois. Pra ser sincero, nem sei qual Papa eu vi. Se foi o JP – II, não Morgan – foi legal, senão, não. Vai que ele ficou lá de cima mirando "aquele neguinho mulambento do terceiro mundo"?

Mas como nem tudo são flores papais, sempre rola um papo de violência. Seja pelos 182 milhões de seguranças para a santidade, seja pelas vítimas da violência no Rio “do Pan do Brasil”. Aí sempre rola aquela passeata da galera da Zona Sul, que se veste de branco, pede paz no calçadão e vai fumar seu baseado comprado junto ao traficante, lá no pé do morro. Taí a movimentação de domingo que não me deixa mentir, em Ipanema, com participação até do Minc.

(ps: Minc, pára de falar besteira e trata de esconder sua plantação de maconha no quintal de casa, porque ela ainda é proibida e seria ridículo um secretário estadual ir preso por cultivo de drogas)

Então os moradores da Vila Cruzeiro, do João ou de sei lá aonde na Penha foram às ruas protestar contra a ocupação do morro? A polícia está errada em reprimir? Tá certo. Vai pedir paz ao manda-chuva da área, pra ver se ele não vai te encher de bala. E de revólver, não da Juquinha.

Tenho pena deles, que provavelmente são obrigados a fazer isso. (quem já foi lá, conversou ou conviveu com esse pessoal sabe como é a lei do morro) Mas me irrita ver os jornais e algumas dessas ONGs comprando a imagem. Poderia ficar argumentando eternamente pra desmontar as justificativas deles, mas como isso me dá ódio prefiro mandar todos pro inferno. É mais simples e poupa tempo.

E vida longa ao caveirão, que impede os PMs com coletes vencidos e calibres .38 de tomarem granadadas da bandidagem. Se eu fosse eles, colocava jornalistas e a galera do Viva Rio de escudo humano. Aí quero ver reclamarem. Até porque, morto não reclama.

Mas chega de críticas. Depois desse corte nas postagens regressivas, voltarei à programação (a)normal. O próximo texto vai ser sobre programação cultural de qualidade – ou não. Confiram e planejem melhor seu próximo final de semana.

domingo, 6 de maio de 2007

Ora, vejam só...

Ele voltou!

sábado, 5 de maio de 2007

Parabéns pra você (ontem)...

Pois é. Hoje é dia 5 de maio. Portanto, dez dias depois de 25 de abril. Portanto, essa é uma homenagem com atraso de 240 horas. Ou seja: apesar de ser publicitário, sou bom em matemática.

Mas que homenagem, oh!, você se pergunta. É que minha pequena ficou "menos pequena" na idade, apesar de o tamanho não sofrer um milímetro de alteração. Minha namorada, cujo nome não quer que eu cite e cujo apelido não cito porque não quero, fez mais um outono.


Quando eu ainda era um moleque deslumbrado com a Universidade pública gratuita de qualidade, era muito presente no meu querido quase-falecido campus. Quis o destino que já na primeira semana encontrasse, sabendo sem saber, uma caloura que ia mudar os rumos que eu mal tinha decidido tomar.

Como não vou contar a história toda, vale o status atual. Quatro anos, sete meses, oito dias, dezoito horas, "and counting". Duas viagens, dois recomeços, duas pessoas consideravelmente diferentes e uma vida construída cada vez mais junta. Inúmeros jantares, cinemas, teatros, exposições, shows (sic), massagens, barzinhos, restaurantes, praias, beijos...
E tudo isso em troca de uma coisa tão simples: plenitude.

Quando começei minha saga por ela, não imaginava que seria tão difícil. Mas tinha a certeza de que seria bom demais.

A você, minha pequena, que me fez ir a São Paulo, à sua casa sem carro à noite, à casa dos outros que mal conhecia, a tantos lugares que não lembro e a um que acabo de me lembrar e nunca mais irei - e você sabe qual é a situação -, desejo tudo o que você já está conquistando a passos largos. E que venham ainda mais coisas boas, que a vida reserva aos que merecem. E você é uma dessas raras pessoas que merece sempre, amor.

Citar os sentimentos e expressar em palavras minha torcida é desnecessário. Primeiro, porque já passou o dia. Segundo, porque sempre dizem a mesma coisa. Terceiro, porque é isso que tenho batalhado tanto para que consiga o mais rápido e da forma mas concreta possível.

O amor é cego, mesmo. Nem tinha te visto e já sabia que você era a mulher certa para a minha vida.

terça-feira, 1 de maio de 2007

De trás pra frente

Eis que tento voltar a atualizar a Ponte regularmente. Pela décima-sétima vez. Parece eu tentando fazer musculação - desde os treze tentand, sem nunca ficar mais de quatro meses.

Como tenho mil e doze coisas para contar, vou de trás pra frente. Afinal, já que minha memória é de barata idosa, então cago logo os assuntos mais antigos mas, pelo menos, sei o que estou falando com relação aos mais recentes.

Ontem vi "As férias do Mr. Bean". Não façam isso. Se fizerem, não digam que não avisei. A primeira cena do filme já me fez lembrar duas coisas importantes: uma, que não gostava dele. Odiava, na verdade. Mas minha última lembrança era do file "Todo mundo louco" ou algo do gênero. Ele participava e, como achei engraçado, estendi os méritos para ele. Maldita memória. Dois, o motivo de não gostar dele. Relembrei logo na primeira cena. Ele. Aquela cara de babaca, trejeitos exagerados e humor mamãe-ri-comigo não colam. Odeio o cretino e todos os que acham que ele é engraçado.

Mas estava lá, dentro do cinema, rindo de meia dúzia de piadas em uma hora e meia de filme. O que não é muito, já que é de comédia. Ri muito mais em "Freddy X Jason". Riria muito mais em "O bebê de Rosemary". Amaldiçoei silenciosamente todos os que gargalhavam na sala. E não eram poucos.

O que me faz pensar uma outra coisa: será que meu senso de humor é tão diferente assim? Será que sou crítico demais? Ou será que as pessoas estão perdendo a noção do que é comédia? Porque Zorra Total também é bem assistido, e um analfabeto escreve piadas mais inteligentes. Com a caneta presa no suvaco. (até porque, se ele não sabe escrever não vai fazer a menor diferença se está na mão esquerda, direita, suvaco ou orelha)

O que fechou um dia razoavelmente torturante, já que fui trabalhar entre o domingo e o feriado de hoje. Tudo bem, sou apaixonado pelo meu trabalho, pela DPZ, por propaganda, mas não justifica. Preciso de férias. Nunca tive, nem sei bem como é isso. Uma vez me disseram que é como se você estivesse em coma, fosse caminhando leve para a luz e, quando vai chegar ao céu, acorda com alguém te cutucando. No caso, o despertador, mandando você voltar à labuta diária.

Nada mal depois de um final de semana dormindo 3h30 (domingo) e 5h30 (sábado). Só não reclamo porque fiquei feliz com isso. Foi aniversário da minha pequena.

Que vai receber uma postagem especial, é claro. E em ordem cronológica inversa, como vocês podem perceber.

Aguardem até a próxima volta ao passado.

domingo, 15 de abril de 2007

Dream on

Every time that i look in the mirror
All these lines in my face gettin' clearer
The past is gone
It went by like dust to dawn
Isn't that the way?
Everybody's got their dues in life to pay

I know nobody knows
Where it comes and where it goes
I know it's everybody's sin
You got to lose to know how to win

Half my life's in books' written pages
Lived and learned from fools and from sages
You know it's true
All the things
Come back to you

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Dream on, dream on, dream on
Dream yourself a dream come true
Dream on, dream on, dream on
And dream until your dream comes true
Dream on, dream on, dream on, dream on
Dream on, dream on, dream on

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Disso eu tiro duas coisas. Uma, que Tyler, Perry e Aerosmith em geral sabem o que dizem. Duas, que é lindo ver meu amor feliz.

Dream on.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Comer bem - mas não peixe

Amava muito tudo isso. Aí virei um menino consciente, voltado para o esforço supremo de virar vegetariano. Ainda não consegui, mas confesso que não como mais coisas assim.

Prefiro um podrão, o cachorro-quente da Tia, coisas que estraguem antes de chegarem até mim. Além do mais, se Yakult tem lactobacilos vivos e todo mundo diz que é saudável, porque não ingerir alimentos com outras coisinhas invisíveis vivas?

Isso é preconceito. Se é para morrer, vamos ao menos valorizar a cultura nacional.
***
Tem gente que pára antes da hora. Tem gente que nem tenta. E tem gente que não sabe a hora de parar.

Romário está no último grupo. Com isso ele se coloca ao nível de "pessoas" como Zagallo, Didi e Suzana Vieira. Até Rocky soube o momento certo, e voltou apenas para mostrar que era, realmente, o maior de todos. Se o baixinho ao menos frequentasse mais as salas de cinema...

A questão não está nos seus mil gols - até porque não são 1.000 mesmo. Fato é que a mentira tem perna curta, calça chuteira pequena e veste um cinto de segurança com 11 nas costas. De tanto querer se igualar ao Pelé - vejam bem, ao Pelé, não ao Edson - vai acabar ficando como o Maradona. Voltando e queimando o filme. Só falta cheirar ou beijar um companheiro de equipe.

Se Pelé tivesse jogado até os 41 anos, teria feito 2.014 tentos. Inclusive, poderia servir como garoto-propaganda pra Copa no Brasil, desde que ficasse de boca fechada. O país não teria condição nenhuma de sediar o evento, com relação à infra-estrutura, mas teria uma incrível coincidência nos números. Vai que cola.

Já o Romário, ele fica ali, beirando a falsa glória dele, fazendo papelão em estádio cheio e tendo que ouvir gritarem o nome do seu ex-parceiro de noitadas. Diz que não entra em campo se não tirarem os microfones e é obrigado a sair passando por eles, de cabeça baixa, sem poder tirar onda no dia seguinte lá no futivôlei. Vai andar de Porsche e enguiça. Vai fazer filhos e usa Viagra. Vai ler e coloca os óculos. Vai dormir e baba no sofá.

Será que o peixe vai nadar, nadar e morrer na praia?

sábado, 31 de março de 2007

gênio, rabino e duas gravatas periclitantes

Confortably numb
Pink Floyd

Composição: Waters And Gilmour

Hello,
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home?

Come on now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
And get you on your feet again

Relax
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts

There is no pain, you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons

Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb

I have become comfortably numb

O.K.
Just a little pin prick
There'll be no more aaaaaaaah!
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do belive it's working, good
That'll keep you going, through the show
Come on it's time to go.

There is no pain you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move, but I can't hear what you're saying
When I was a child
I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown
The dream is gone
And I have become
Comfortably numb.

Eu fui. E você?

***

- Excuse me, sir. May I see your bag?

-Desculpa, eu não falar inglês. Nem português. Só um mistura bizarra dos dois.

- Sir, may I see your bag?

- Lamento, mas eu não falar inglês! Eu ser rabino do Brasil. Ser importante e vou embora daqui!

O segurança toma a bolsa do rabino na marra. Abre enquanto ele esbraveja em sua língua rabina híbrida:

- Você ser um cretina desgraçada! Eu vou falar com minha presidente, ele vai declarar guerra a sua país!

- Sir, what it it? (gravatas, pra quem não leu a notícia)

- É... ser... isso ser... meu senhora, eu não saber bem o que ser isso, nem como parar no meu bolsa.

- Come with me, please. We have to tak in private.

- Solta meu mão, seu bicha! Você ser um cretina, um preconceituosa, um safada! Eu rezar pra minha Deus e Ela ferrar você! Seu família vai morrer e eu tomar toda sua dinheira, eu ser judeu!

E foi assim que um rabino repleto de histórias positivas e representante da classe judia no Brasil, líder de manifestações pelos direitos do homem e pregador de valores divinos, foi preso roubando gravatas.

Ao que parece, 28 milhões de judeus ao redor do mundo contribuíram para pagar a fiança de 3 mil dólares. Pra poder dividir bem o custo e não ficar pesado, se entrassem menos pessoas.

sexta-feira, 23 de março de 2007

"O bom do Brasil é o..."

brasileiro.

Obrigado, Alan, por me mostrar como nosso país é caipira. Apesar de que a gente sabe que aí não fica atrás...
***
E é o brasileiro de novo!

"O comando do trafico na Rocinha, no Rio, baixou uma serie de medidas para reduzir a atençao da imprensa e da policia. Estao proibidos furtos nas redondezas e tiros a esmo disparados por seus 'soldados', mesmo que sejam de brincadeira. Nota do Ancelmo Gois hoje no Globo diz que quem desobedecer tem que pagar uma caixa de muniçao, multa q significa uma despesa em torno de R$ 600 ou R$ 700."

No BlueBus

quinta-feira, 22 de março de 2007

A música do século


-Ôôô...

"...Obina é melhor que o metrô, Obina é melhor que o metrô, Obina é melhor que o metrôôô!"


ps: se um dia disserem que o Souza é o Jardel da Gávea, quero meu crédito. Falei isso ontem, no Maracanã, e todos concordaram e repetiram. Não roubem minha idéia!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Acredite se quiser


E isso é apenas parte do absurdo...

Procura-se um inconformista

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro, chego no ponto de ônibus com o mesmo cansaço e, provavelmente, a mesma cara de todos os dias. Não reclamo, mas também não agradeço. Não é ingratidão, é falta de reflexão. Parar pra pensar é pra quando dá tempo, deixou de ser uma ação natural para se tornar uma obrigação com horário marcado. Uma visita ao dentista.

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro, um garoto de seus quinze anos – menos, provavelmente – está correndo atrás de um ônibus que o deixe entrar. Qualquer ônibus, qualquer direção. Para ele, isso é tão indiferente quanto o que ele vai conseguir vender lá dentro. Tão indiferente quanto o futuro dele. Tão indiferente quanto o que as pessoas pensam do seu jeito roto, do seu aparente retardamento e da sua condição social e financeira inferior.

Às oito horas da manhã de um dia como qualquer outro eu e ele nos encontramos. Ele nem percebe minha existência mas, por incrível que pareça, eu percebo a dele. Os papéis se inverteram, eu me sinto o deslocado. Sou um estranho, um insignificante. Só cheguei ao encontro não marcado com ele porque meu pai me deu uma carona até aquele ponto, razoavelmente distante da nossa casa. Só estou indo trabalhar no lugar que sempre quis porque tive educação, alimentação, saúde, apoio, escola particular, pai, mãe, casa, segurança. Ele chegou ali porque acordou cedo, porque se não vender amendoim e bala não vai ter o que comer, e se tiver pai e mãe esperando em casa vai tomar esporro – ou surra, vai saber – porque não ajudou a colocar o feijão na mesa, e vai escutar de longe o lamento de seus pais por terem um filho deficiente e não um jogador de futebol, pagodeiro ou avião do tráfico local.

As discrepâncias da vida são constrangedoras pra quem desvia o olhar para elas, e não delas. O peso de uma vitória admirada pela sociedade não se compara à vitória de quem consegue sobreviver em um mundo que espera enterrar o mais rápido possível os que não nasceram para disputar uma vaga de líder. Os milhões de olhos à espreita dos Josés e Marias são o Big Brother da vida real. Vacilou, é eliminado. Está for a do jogo, e pode chorar à vontade que seu lugar é ao lado dos perdedores. E de lá você não sai.

O garoto que vende bala de ônibus em ônibus às oito da manhã de um dia como qualquer outro é um deles. Sem jeito com suas limitações, cambaleando entre o orelhão e o meio-fio, procura onde deixar suas coisas. Busca um pouco do descanso que a vida lhe deve, e que unca vai receber. Na sua situação, só descansa morto. O que não faria diferença para os que estão ali e passam por ele como se fosse parte da paisagem. Ele é um enfeite feio que acabou no lugar errado, mas que daqui a pouco vai ser retirado para seu lugar de origem. De onde esperam que nunca saia mais.

Como eu notei e senti vergonha pela situação, sou um deslocado. Nada de indiferença, nada de salvamento. Estou compadecido da situação, que mais cedo ou mais tarde vai se descolar da minha retina e fazer parte de um passado distante, onde eu fazia parte da minoria que vislumbrava dias melhores. Utopia é peça de museu, e o destino do homem é ser como os outros: cego.

Enquanto enxergar a luz no fim do túnel, quero nunca me abater. Se existe um Deus no céu, é para Ele que peço desesperadamente para não me deixar endurecer, porque essa é a arma de quem manda. E quem lidera guia a massa para o abate, sem dó ou consideração. Não posso me deixar levar pela maioria, no meu dicionário ainda existe piedade, comiseração, empatia, esperança, perseverança. Meu pai dos burros é mais inteligente que o dos outros. Ou, ao menos, mais humano. Que eu tenha forças para seguir sempre em frente quando tentam me puxar para trás, para subir enquanto procuram me afundar, e para falar enquanto atitudes frias não congelam minha língua e meu coração. Se eu nunca mais encontrar aquele menino que representa o tempo em que vivemos, pelo menos deixo aqui a homenagem a quem fez acordar meu lado inconformista.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Festa no apê

Não, não rolou bundalelê. Tampouco era festa da bricolagem, como rola de vez em quando na Leroy Merlin. Era a festa da pintura, uma que você entra, faz um esforço descomunal, se caga de tinta e não acerta a mão direito.

Ainda assim é uma festa inexplicavelmente boa. Mentira, sei explicar, sim. É porque você etá fazendo uma coisa que vai levar para o resto da vida, um aprendizado que serve para suas próximas casas, para cada reinício de vida. E a vida são reinícios constantes.

Bom porque, quando eu estiver dentro do Viveiro (ou Queijo Prato, depende do ponto-de-vista), vou saber que ali tem minha mão e meu suor. Literalmente.

Mas não só meu. Também de pessoas importantes, amigos, companheiros e parceiros que estarão lado a lado pelo resto da vida. Afinal, amigo é um irmão que você escolheu. Namorada é sua companheira - no meu caso, pra vida. E pai, mesmo não aparecendo, todo mundo sabe que só tem um.

Por isso, vale a homenagem aos guerreiros e incansáveis - nem tanto - que estiveram em Copa, montando uma nova vida.


Os três mosqueteiros.


"Lá vai a biônica..."

E assim começa uma nova vida.

quinta-feira, 8 de março de 2007

"Amigo, eu nunca vi isso!!!"

"Então é isso, encerrou o assunto. Arnaldo disse que foi pênalti, mas que não era pra marcar."
Galvão Bueno

quarta-feira, 7 de março de 2007

Sábado à noite...

Trabalhei. Domingo também. E sexta tinha ficado até às 21:30.

Vale a pena?

A pergunta é: terá valido?

Daqui a uma semana, mais ou menos, saberei. Aí divido a façanha com vocês.

Torçam pelo seu atarefado amigo redator estagiário.

Continua...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Nãããããooooooo!!!!!

Cambada de vascaíno invejoso. Agora Obina vai ficar seis meses no estaleiro.

Mas não tem nada, ele vai voltar logo e a tempo de fazer gol no vasco e levar o Mengão a Tóquio. Porque "Deus perdoa. Obina não."

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Final

Quebro a ausência só pra deixar escrito que o Flamengo está na final da Taça Guanabara, apesar dos pesares como esse aí embaixo:


Prazer, meu nome é Juan e eu sou uma moça*.

Assim, o Flamengo caminha a passos largos para tornar o Vasco o maior freguês da história do futebol mundial. Guinness pro Eurico!

*foto correspondente ao tamanho do futebol da menina

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Boa idéia, má idéia

Boa idéia: isso.

Sabe aquela história de "escreva um livro, plante uma árvore, faça um filho"? Escrever todo mundo escreve, nem que seja assinar o nome. Fazer filho é fácil, vai até sem querer. Falta plantar uma árvore.

Pois é. Se você não tem tempo para isso, ou não tem paciência de mexer com terra, esse link é sua chance. Um projeto legal do SOS Mata Atlântica e mais uma galera, que converte seus cliques em árvores plantadas em programas de reflorestamento. Vale a pena, e você já vai poder colocar no seu currículo que participa de trabalhos sociais.

O limite, se feito sem contribuições financeiras, é de uma por dia. Eu já plantei a minha. E você, já deu sua plantadinha hoje?

Má idéia: isso (sem link mesmo, é área fechada, não ia adiantar nada).
Com essa onda de violência, de desmandos e descasos que assolam nosso país, todos falam sobre a necessidade de se (re) educar as pessoas. De como isso faz falta. Mas calma, o Governo Federal e o MEC têm a solução!

Para começar a mudar a cara do país, investirá uma verba gigantesca - para os padrões brasileiros - nas universidades federais. Tudo para que contratem pessoal e invistam em infra-estrutura e equipamentos. Mas com algo(s) em troca.

Aumento do sistema de cotas ("afro-descendentes", pobres, índios). Aumento do número de vagas. Aprovação de, pelo menos, 90% (sim, noventa!) dos alunos - hoje, a taxa de aprovação é um pouco mais que 60%.

Ora bolas, já que é assim, por que não abre as portas e deixa entrar quem quiser? Se é obrigatório encher o ensino de cotas - ao invés de dar educação na base - e não se pode reprovar ninguém, então faz um self-service educacional. A galera entra lá, pega o que quiser, faz o que e como quiser, chega no final recebe seu diploma e um abraço. Essa coisa de cobrança é passado, o negócio agora é continuidade.

Nada mal. Afinal, o ensino fundamental já faz isso, e olha como dá certo! O médio também, e olha como os alunos de escolas públicas são preparados para a vida? Nada mais lógico e natural do que exportar esse modelo vencedor também para o ensino público superior.

Enquanto isso, a gente vai vendo entrevistas com a mãe do menino assassinado. Pra passar o tempo, né?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Conexão Rio-Babilônia

O código de Hammurabi é considerado por muitos como o primeiro código de leis da história. Ele era simples, gravado em uma pedra exposta na entrada da cidade, para que ninguém pudesse alegar que não viu o que estava escrito. Era direto, para não haver problemas em sua interpretação.

Dentre várias de suas leis, uma era interessante e temida: lex talionis, conhecida como lei de Talião. Quem não reconhece pelo nome deve entender quando ouvir – ou ler, no caso – “olho por olho, dente por dente”.

A lei de Talião visava impor um mínimo de respeito e ordem na sociedade nascente, padronizando o comportamento e mantendo os homens em harmonia. Claro, havia falhas na lei, como há até hoje. Ela era discriminatória em certos pontos, elitista em outros. Mas temos que perdoar porque, afinal de contas, foi o primeiro conjunto de leis da história.

“Tá, Alexandre, e por que você voltou à Ponte falando sobre isso? Quer dizer que eu espero um tempo, acesso todo dia – ou não – para saber sobre a DPZ, suas mudanças de vida, sua cabeça complicada, e você me vem com código de leis de um tal de Hammurabi?”

Sim. Porque, na verdade, nem poderia estar escrevendo aqui, tenho coisas pra fazer. Mas não é todo dia que você é acordado ouvindo que três bandidos arrastaram uma criança com parte do corpo pra fora do carro por sei lá quantos quilômetros, e quando pararam só tinha sobrado a parte que estava pra dentro. E isso me faz pensar.

Primeiro, na mãe da criança. Esperou um tempo por um filho, mais nove meses na barriga, mais alguns anos criando, e fica completamente impotente diante da situação. Na irmã, que também era uma criança e viu o que fizeram com ele. No pai, que provavelmente se sente um ninguém por não estar lá na hora, pensando que poderia ter feito alguma coisa para evitar isso. No trauma que essas pessoas terão, na vida miserável que vão levar, lembrando e relembrando todos os dias o que fizeram com seu menino. Tendo que catar os pedaços pela cidade pra poder fazer um enterro digno, em uma situação absurdamente indigna.

Depois eu penso nos bandidos. E é aí que entra Hammurabi, lex talionis e “olho por olho, dente por dente”. Eu não deveria, me igualo a eles quando penso nisso, mas como evitar? E se eu conhecesse? E se fosse meu filho?

Se fosse, eu ainda estaria em estado de choque. E assim que passasse, matava todos eles. Muito devagar. Esse é meu lado negro: eu posso ser muito mal. E nessa situação, superaria meus limites. Seria por uma “boa” causa.

Depois eu penso no que fez com que eles serem assim. Convenhamos: uma criança não nasce, a mãe coloca pra mamar e ele mete a chupeta no olho dela, nem crava um lápis de cera no coração do irmão quando tem dois anos. Ele passou por coisas até ficar assim. Viu coisas. Aprendeu coisas. Com os marginais que moram perto deles. Que aprenderam com quem morava perto deles. E assim sucessivamente, até chegarmos ao início da formação de favelas, da exclusão social absurda em que vivemos, da falta de oportunidade para os miseráveis, da ignorada que se dá nos moleques de quatro anos que vão vender balas nos sinais.

Nada disso justifica, é claro. E continuo odiando mortalmente (literalmente) os três inumanos que fizeram isso com o garoto e, com certeza, afundaram uma família. Continuo adepto da lei de Talião. Até porque, tem muito mais gente pobre boa do que gente pobre má. E ricos também são maus (vide os que queimaram o índio Gaudino), só não aparecem no jornal. Mas é preciso ver todos os lados do problema. E esse descaso é um deles.

A gente vive dizendo que isso só vai mudar o dia que acontecer com o filho de alguém importante. Mas não vai acontecer. Porque filhos de gente importante têm segurança, blindados, câmeras, GPS, Papa, balas de prata e sabe-se-lá Deus mais o quê. Então, queridos leitores, não insistam nesse papo. Ou vocês protestam, ou ajudam trabalhos sociais ou instituições de caridade, ou parem de falar. Ou matem bandidos. Porque esse assunto está se tornando intolerável para minha pequena mente de redator publicitário.

Eu vou continuar fazendo minha parte. E ainda vou dar um gás em novas formas de atividade. Espero que dê certo. Vocês vão saber. Espero que façam alguma coisa, também.

Não pus fotos nem depoimentos nem nada porque não vou explorar a miséria alheia. Se quiserem, tem jornais, YouTube, Internet e TV pra verem isso. Eu passo. Por pena. Da humanidade. Porque, quando vejo essas coisas, penso se o mundo ainda tem jeito.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Já volto

Espera eu porque volto a postar daqui a pouco. Nesse mesmo endereço e em outro ao mesmo tempo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Link novo

Divirtam-se com o mais novo link aí do lado: 14 meses. Quem teve infância vai chorar de comoção e identificação com isso.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

A que ponto chegamos

Né?! (contribuição do sempre contribuinte Alan, o estadunidense comunista de butique)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Pois!

Ontem foi meu aniversário e nem tive tempo de falar disso. Agora não quero mais!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Espaço publicitário

"Se você tem problemas e não sabe como resolver, se está beirando a loucura desesperadora de uma maluquice sem noção, faça como eu. Tome Cianureto!

Cianureto. Todo problema tem um fim."

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Ah, é?

-Então é verdade que a propaganda do Extra que vai sair no Meio & Mensagem leva seu título?
-É, sim, mas não espalha. Não é nada mirabolante. Foi só pra destravar a criança.

Pois. Isso é bem verdade. Mas vai ter mais graça eu contar o que pode rolar daqui a uns dias. Enquanto não rolar, fiquem especulando. Isso me diverte deveras.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Que supimpão!

U-hu! Começou mais um Grande Irmão! E já é o sétimo! Quantas exclamações em comemoração ao fato! Vou torcer pra Fani porque ela é gata sarada do Rio, e já elegi o Alan Pierre como o alvo do meu ódio. Agora é só esperar por muita emoção, discussões, tramóias e jogo sujo! Nossa, como esperei por esse momento!

E só pra constar, não falo o nome original pra não dar audiência. Afinal, não recebo pra fazer propaganda dele.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Finalmente

Eis que volto a postar. Enfim, só eu e a Ponte (e Alan e Carol de companhia aqui no quarto). Sinto aos milhares de bilhões de pessoas que ficaram sem o edificante tráfego de informações na Ponte Elétrica.

Mas ainda não estou com paciência suficiente para escrever histórias elaboradas e bem amarradas, então conto os acontecimentos e novidades versão 06/07 em tópicos:

-Alan chegou, fez boa viagem Graças a Deus, trouxe minhas muambas e livros que vão se juntar aos outros já encalhados para leitura. Ainda assim, comecei o ano lendo dois livros em algumas horas. Ponto para mim;

-Natal e Ano Novo foram diferentes, sem parte da família aqui em casa. Fazer o quê?;

-dia 31 sambei, sambei e parei pro lado contrário na última curva da Grajaú-Jacarepaguá. Uma rodada bonita, pra fechar o ano com chave de ouro e lembrar a minha pessoa que é bom tomar cuidado, porque o que se constrói em anos pode ser detonado em alguns míseros segundos. O que prova que a vida pode ser bem escrota;

-minha mãe fez aniversário. Parabéns pra ela, ela merece. Mesmo tendo eu como filho;

-meu freela ainda não me pagou, o que me deixa deveras irritado e com possibilidades de tempestade na conta bancária;

-não vi vários dos meus amigos, como gostaria de ter feito;

-completei 3 semanas na DPZ sem acertar a mão em um texto digno de ser veiculado (fora trabalhos de estagiário, como outdoors em sambódromo e material para navio do Eike Batista e Hollywood. Mas aquilo me de dá destaque e prêmio, necas);

-tal fato, citado por último, faz eu repensar minha vida e minhas metas - e meu talento - e ninguém me dá a menor atenção, fazendo com que eu me cague sozinho, sem um mísero ouvido para dar bola às minhas preocupações;

-percebi que, caso surte ou suma, posso culpar a todos e cagar para a vida sem o medo de parecer maluco. Sendo ou não.

Dito isso, acabo minha prévia. Logo que tiver tempo vou colocar uma historinha bem legal para vocês.

Um beijo no coração, ao estilo mestre JK.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

2007?

domingo, 24 de dezembro de 2006

Natal é época de ganhar presentes, se empanturrar e discutir em família

Por isso a Ponte alegra um pouco mais suas vidas nessa época tão (des)esperada.

Feliz Natal, boas ondas e divirtam-se!
Rico de Souza


Feliz Natal do moleque assustado.


Feliz Natal dos militares.


Feliz Natal do gatinho fofo.


Feliz Natal pela luta contra a obesidade do Papai Noel gordo.


Feliz Natal das jecas.


Feliz Natal do Snoopy.


Feliz Natal de uma banda de rock.


Feliz Natal da crítica social.


Feliz Natal do Jack Large.


Feliz Natal do humor espanhol.

Ou seja...


Feliz Natal!

sábado, 23 de dezembro de 2006

Balanço semanal

Uma semanda de DPZ, trabalho para cigarro e banco e umas lagriminhas na Br3. A vida muda muito rápido...

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Qualquer semelhança é mera coincidência


Se isso te soa familiar, é bom se preocupar.

Sobre férias e trabalhos

Sim, não vou ter férias. Porque sou estagiário. Mas sou estagiário da DPZ, então caguei pra isso. Mas amanhã não vou à festa boladona que vai rolar em sampa, com tudo pago pela agência, o que me deixa razoavelmente triste. Mas tudo bem, 2007 tá aí e se Deus quiser serei um redator efetivado. Nela. E vou pra festa de fim de ano boladona em sampa bancado.

Enquanto isso, aguardem que vou postar uma "fotinha" aqui. E vale dizer que meu círculo de amizades continua se expandindo. Que feliz, isso. É um ano que tem tudo pra fechar com chave de ouro. Se Deus quiser, outra vez.

E vocês, têm novidades?

domingo, 17 de dezembro de 2006

Descobertas

007 não caga e tem saco de adamantium.

Isso
vicia.

Sou bom no vício.


Se alguém, algum dia, me superar, manda um jpeg.
Mas reconheço photoshopadas.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Um leão por dia

É como diz aquele filme feito por minha pessoa, na época em que eu ainda fazia provas, tinha cabelo comprido e meu portifólio ainda era uma bosta, mesmo me achando o máximo.

"10, 10, Alê é dez."

Cacilds! E amanhãzis ainds é dia de estréizis. DPZ me esperis!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Este post é curto,

só com links, porque quero que vocês leiam o de baixo. Só escrevi esse agora porque, se não fosse assim, perderia o que vou linkar. Eu sei, poderia ter deixado como rascunho e postar depois, mas não teria a mesma graça. Ponto final.

Enfim, os links:

.pra você, que acha que precisa ser gigante pra jogar basquete (ele só tem 1,83m);
.pra você, que acha que pode jogar basquete só porque é baixo que nem ele aí em cima (esse tinha catouze metros aos 16 anos, e hoje é o jogador de basquete mais boladão norótico sinistro fortemente na veia da NBA);
.pra você que não sabe como se livrar de chatos e pessimistas;
.pra você que sempre sonhou em gastar a grana da verba publicitária contratando um astro e fazendo vts non sense (esse é o segundo cara lá);
.pra você que se acha descolado e finge ser socialmente responsável.

Pra fechar, divulguem este vídeo. Talvez, depois disso, e se as pessoas aprenderem alguma coisa, o bom do Brasil passe a ser o brasileiro.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Sobre narradores e jovens

O Inter acabou de ganhar de um time de homens-bomba fracassados por 2x1. Um jogo normal pra chato, onde se salvou a revelação Alexandre Pato. O jogo foi narrado pelo Galvão, que tem uma tendência à pedofilia. Mas, às vezes, ele exagera:

Olha lá os meninos se abraçando, que bonito! E olha a jogada do garoto. Com aquela juventude irreverente!

O que seria exatamente uma juventude irreverente, alguém arrisca? Ele não sente vergonha nenhuma de mandar indiretas em rede nacional?

Isso me leva a outra questão interessante...

Sobre o rei da pedofilia e a rainha dos baixinhos

Eu sou o único nesse mundo que reparei a semelhança entre Michael Jackson e Xuxa? Será que minha mente anda tão poluída assim?

Tudo bem, o talento do primeiro é incontestável, tanto para a música quanto para a dança. Eu gosto das músicas do Peter Pan, admito sem vergonha nenhuma. Já o talento da loira só não é contestável porque não sei exatamente qual seria. Porque atriz ela não é, nem sabe cantar ou dançar. Ela já pegou o Pelé, o Edson e o Mallandro, mas pra mim isso é loucura. E saiu dos relacionamentos sem saber jogar bola nem fazer piada. Deplorável.

Mas o que quero falar é outra coisa. Reparem nas semelhanças das carreiras de ambos. Tiveram um começo difícil, escondem uns fatos bizarros do passado (muito mais graves no caso da Xuxa, que já começou pedófila), alcançaram o sucesso, ficaram excêntricos, fizeram filhos só pra tirar fotos pra imprensa e causar polêmica, pegam criança até hoje (fato comprovado com o ex-negão, não com a ex-Marlene Mattos), deixaram de fazer sucesso e se acham jovens - mesmo tendo passado dos 40 anos.

Perguntas que não querem calar: Michael Jackson e Xuxa começaram juntos? Aprenderam um com o outro? Já se pegaram? São agenciados pela Marlene Mattos? São irmãos? São a mesma pessoa? Tem pacto com o coisa-ruim*?

Prestem muita atenção em quem vocês confiam. Quando tiverem filhos, cuidado por onde eles vão andar e de quem vão gostar. E não fale o nome de nenhum desses dois, ao contrário, de frente pra um espelho, à meia-noite de sexta-feira treze, com uma camisa da Disney e um jornal O Globo debaixo do pé esquerdo.
***
Pra quem entende inglês, meu presente, que é presente do Alan. Matando a curiosidade do Rafa, Chris Rock falando sobre Michael Jackson no seu programa.

*cois-ruim, no caso, é o Roberto Marinho

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Sobre passarinhos e crianças

Eu nem sei mais o que ia postar, mas essa "campanha contra campanhas demagógicas" merece meu apoio irrestrito. Ainda mais com essa atuação de primeira e uma trilha sonora impecável.

Dessa vez, quero que todos que vejam comentem. Preciso de um retorno da campanha.
***
E tem mais! E tem mais!

Que remelexo tem a Cinderela baiana! E vocês reconhecem o amigo negão?

Dançarina, atriz, cantora, apresentadora... Essa é pra casar!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Árveres somos nozes?

A Samsung é solidária aos menos escolarizados. Por isso, manda sua mala direta assim:


"O jardineiro é Samsung..."

***
Vocês sabiam que existe gente "estrogonoficamente sensível"?


Deus do céu, o que está acontecendo com esse mundo...

Você sabia?

Você sabia que uma mulher foi acusada de matar seu filho colocando cocaína na mamadaira, presa, espancada e depois solta porque a acusação era infundada?

E que os poderosos do serviço público (juízes e a cambada toda) devem aumentar seu teto salarial, colocando 3 bi a mais nos gastos públicos com soldos, enquanto o mínimo deve ter um reajuste menor porque a previsão de crescimento para 2007 diminuiu?

Sabiam também que um espião russo foi envenenado, a Inglaterra acusa o governo Putin e suas relações ficaram estremecidas?

E que deve rolar uma tsunami igual aquela de Aceh, só que dessa vez no sul da Indonésia, e causar o maior preju e rebu na região?

Sabia ainda que o novo reforço do Flamengo, visando disputar a Libertadores sem fazer feio, é o Maicossuel?

Pois é. Fiquei sabendo disso tudo agora à noite, lendo os jornais de segunda a quinta de forma dinâmica e produtiva. E, se vocês não sabem disso, deveriam saber, porque eu tenho a desculpa de estar praticamente virando minhas noites para fechar a mono. E você, tem alguma?

Só não debato esses assuntos agora porque tenho trabalho para fazer, e vou dormir ainda mais tarde se ficar falando qualquer coisa aqui. Vão ler um pouco de jornal e, quando eu discorrer sobre os assuntos mais importantes do Brasil e do mundo, você comenta aqui, ok?

(R: "Ok, ok!")

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Continuando a campanha "o bom do Brasil é o brasileiro" é oscambau

"O especial 'Proibido para menores', novidade que a Globo vai derivar do 'Big Brother', terá platéia participativa de 20 pessoas e a presença do eliminado da semana. Nota da Patricia Kogut hoje no Globo diz que fanáticos pelo BBB serão convidados para a platéia e caberá a eles decidir ao final do programa se o eliminado merece ou nao levar uma chuva de tomates."

Vou me poupar de comentar.

O fim está próximo

Entreguei a mono.

Tenho sono, cansaço, fome constante, espinhas, dor nas costas, tensão, mas entreguei a mono.

Ainda falta preparar uma apresentação legal, e devo passar o final de semana nisso, mas entreguei a mono.

Para me formar, entreguei a mono.

E, depois disso tudo, depois de entregar a mono, talvez eu não saia do IACS. E o pior é que é por necessidade.

Aí eu me pergunto: vale a pena ter entregue a mono?

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Acabou

A Internet chegou ao fim.

Ôxi!

Mininu, isso são hora di terminá as monoplastia?

(texto-desabafo de quem está desesperado para dormir mas não pode)

domingo, 3 de dezembro de 2006

Uma pesquisa bem-sucedida

Personagem: eu, quase acabando a mono. Graças a um final de semana corrido, minha cabeça pende de um lado para o outro de sono - pareço sino de igreja sinalizando meio-dia. Estou cansado, ajo como uma tartaruga na terceira idade carregando seus 183 netos no casco. Tenho mais trabalho para terminar, depois do projeto final, e isso não me deixa tão feliz.

Preciso acrescentar cross-media ao meu trabalho. Vou à Wikipédia, pensando que ela vai me ajudar a resolver a pendenga, e ela me oferece isso, isso, isso, isso, isso, isso e isso. Se clicarem nos links, vão perceber a relevância que isso tem para a discussão sobre integração entre mídias antigas e novas tecnologias em campanhas publicitárias.

Animador, né?

sábado, 2 de dezembro de 2006

Houston

O resto da frase você já conhece. Mas não assim. Será que PS3 é mais seguro? Será que vão começar os processos contra a Nintendo?

Será que eu já deveria ter ido dormir, pra levantar amanhã às 7h? Será? Será?*

*momento "recordar é viver" da propaganda, incentivado pela DPZ.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Atendendo a pedidos "anonymous"

Vamos combinar assim. O brasileiro tem um poder aquisitivo excelente, o povo não passa fome, a gente está entre as melhores distribuições de renda do mundo. Deve ser por isso que as Americanas.com colocaram essa pechincha no ar.


Como vocês podem reparar, o baixo preço coloca o produto entre os mais vendidos.

Como faço parte da minoria do país que não tem condições econômicas para tal luxo, estou lançando minha campanha adote um redator artista para arrecadar fundos. Como puderam reparar na imagem acima, Deus me deu habilidade suficiente para ganhar dinheiro fazendo arte, complementando assim a grana que ganho com textos.

Conto com o apoio de todos. Minha casa está muito vazia sem um Playstation3.
***
Admito que estou um pouco por fora das coisas que têm acontecido no mundo. Mas é por um motivo nobre. Preguiça de ir até a caixa de correio lá no pé da ladeira do condomínio e pegar o jornal.

Mentira, é a mono. Inclusive, a palavra "mono" foi citada 2.742 vezes na última semana. O que prova não a minha dedicação exclusiva a ela, mas a preocupação e um leve receio de não conseguir terminar no final de semana. Vamos lá, meninos e meninas, torçam pelo Alê. Faltam 3 dias pra eu furar o prazo...
***
Aliás, segundo Flavão, meu número da sorte é três. Porque me chamo - me chamam, na verdade - Alê, estudo na UFF, estou na Br3 e vou (se Deus quiser vou mesmo) trabalhar na DPZ. Vejam bem, tudo isso tem três letras. Uma delas até tem o número três como terceira letra, mesmo sendo um algarismo!

Se for assim, ano que vem deve ser muito bom pra mim. Porque 2007 é divisível por três, e vou fazer 24 anos - que também é divisível por ele. Fui em busca de uma explicação e encontrei essa definição, consideravelmente plausível, que explica este número tão importante na minha vida.

Ainda vou ganhar na Mega Sena só jogando em múltiplos de três. Mesmo que não aposte nela.
***
Acabei de ouvir no rádio que a expectativa de vida do brasileiro subiu pra 71,9 anos em 2005. Agora mesinto bem melhor, pois já sei de alguma coisa que sai nos jornais.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

"Eu acho que eu vi um gatinho"

2006 tem sido um ano maravilhoso para mim. Conhecer vários lugares no mundo, trabalhar, freelar, criar coisas importantes, estar para me formar, fazer grandes amizades para toda a vida, ganhar prêmios, ver Alan alcançar o que quer, Carol também, fortalecer meus laços com os dois e meus pais e todos, planejar minhas mudanças. Não necessariamente nessa ordem. Agradeço a Deus por tudo, e a todos por terem me ajudado a viver momentos tão bons. Mas sempre tem um "porém"...

Só que, dessa vez, o "porém" é positivo. Na verdade, ele é a prova que o mundo dá voltas, que vale a pena esperar e de todos outros clichês estilo auto-ajuda. Mais que tudo: esse "porém" é um sonho se tornar realidade.

Falo isso já ficando com lágrimas nos olhos de novo, e não tenho vergonha de admitir. Nunca vou ter. Porque só quem me acompanha desde o início sabe o que passei, o quanto lutei, o que superei, como acreditei. E mesmo todas essas pessoas nunca vão conseguir entender totalmente o que é para mim chegar aonde estou agora. Ou estarei, espero.

Explicar em detalhes todo o processo demoraria demais. Posso resumir dizendo que participei do CCRJ com Mari, entramos no shortlist e o sorteio foi ontem, 29/11. E adivinhem onde eu caí - sorteado por mim mesmo?


Quem disse que gato preto não é sinal de sorte?

Sim, meu sonho desde a pré-adolescência. Meu primeiro incentivador para cursar publicidade. Minha agência-utopia. Minha DPZ.

Duailibi, Petit e Zaragoza (ainda) não me conhecem. Sei que eles têm noção do valor da sigla
para o mercado; mas não do valor sentimental para mim. Meter a mão no saco transparente do sorteio, com um monte de papéis dobrados dentro, sacar o papel de lá, mexer nele sem olhar, abrir, e ler pequenininhas, centralizadas, em preto no fundo branco, D, P e Z, foi uma sensação indescritível.

Não sei o que dizer até agora. Porque essas três letras - DPZ - são meus doze para treze anos indo ao dermatologista lá no Fórum de Ipanema e vendo que um andar inteiro era ocupado por eles. São minhas propagandas escritas aos treze, refazendo o que achava ruim na TV, para um dia apresentar a eles. São meus (poucos, mas funcionais) estudos para entrar em uma universidade pública. São meus esforços para me sair bem nas matérias. Minhas noites viradas fazendo direção arte de propagandas, por não ter ninguém para fazer por mim. Meu dinheiro gasto com portifólio. Meus "legal, você é criativo, mas agora não tem vaga aqui, foi mal". Minha canseira na Internet discada, viajando no site dessas três letras, sonhando um dia entrar no Fórum de Ipanema e ir até o décimo-quarto andar e escrever textos que fossem veiculados e vendessem e deixassem o cliente feliz e ganhassem prêmios.
D, P e Z me fazem pensar só nela, sem parar. D, P e Z são todas as dificuldades que enfrentei e toda a superação que consegui. D, P e Z são minha vida de publicitário desde quando ainda não era um.

Sei das dificuldades que eles passam, das demissões, da centralização da criação em São Paulo e de todas as possibilidades na relação eu+DPZ - que vão de ser contratado a nem abrirem vaga para mim. Não me iludo, nem acho que tudo são rosas. Mas isso não me importa, também.

Porque minha vitória não é só se virar diretor de criação ou sócio da DPZ - por mais que eu goste da idéia. Minha vitória é olhar para a minha vida e ver que, depois de tudo, cheguei à sala da Staff, com o Paulo Castro sorteando agências entre uma parte do futuro do mercado, e com o meu nome - o meu! - ligado à DPZ.

Por isso, nunca desistam dos seus sonhos. Tenham sempre na cabeça uma famosa propaganda (sou publicitário, afinal de contas!) que, cada vez mais, norteia minha vida. Não importa o que aconteça...

Keep walking.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Meu aniversário é 22/01

Ponto. Quero presente. Ponto. Gosto de vinho. Ponto. Alguém se habilita a me dar um de presente? Interrogação.

Ah, mulheres...

"Acredite Mulheres falam 20 mil palavras por dia, os homens só 13 mil 09:00

As mulheres falam quase 3 vezes mais do que os homens e têm mais celulas do cérebro envolvidas na tarefa de falar. É o que diz a Dra Luan Brizendine, psiquiatra, que está lançando na Inglaterra 'The Female Mind'. Afirma que as mulheres falam em media 20 mil palavras por dia - enquanto os homens falam cerca de 13 mil. A diferença seria explicada por uma questao hormonal desde a formaçao dos bebês no utero. Ainda de acordo com a Dra Brizendine, por conta do hormonio testosterona, a area da audiçao seria menor nos cerebros masculinos - o que deixaria os homens 'surdos' para o falatorio feminino. Noticia do Daily Mail. 29/11 BBI"

E tem mais.

"Mas as mulheres passam 8 anos e meio de suas vidas fazendo compras 10:15

Uma pesquisa da GE Money realizada na Inglaterra diz que as mulheres saem para as compras em media 301 vezes por ano. Dedicam a isso um total de 399 horas e 46 minutos. Considerando as compras de comida e roupas para a familia ao longo de uma vida, as mulheres passam mais de 25 mil horas em lojas, shoppings e supermercados. É o equivalente a 8 anos e meio - usando como referência um dia de trabalhao de horario convencional, das 09:00 as 17:00. Noticia do Daily Mail. 29/11 BBI"

Nem preciso dizer nada. né?

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Hilário?

E como!

E a falta de sono faz isso

Antes de dormir, é sempre bom descobrir coisas como essa. Vindas de páginas como essa. Enfim, é isso. Boa noite.

domingo, 26 de novembro de 2006

E um pequeno comentário

Parece que nem todo mundo concorda, ou ao menos foi apresentado, ao fato de "o bom do Brasil ser o brasileiro". Porque há uma hora atrás, um grupo grande de pessoas - ou não - só faltaram se matar por um mísero balão com uma cangalha feia que caiu na rua aqui da frente. Pelo menos uns socos devem ter rolado, pela gritaria, barulhos e ameaças.

Aí rasgaram o balão, invadiram uma casa, fizeram bandalha na rua, pararam o trânsito e foram embora cantando pneus de carros e motos. Homens, mulheres e crianças. Ou um bando de marginais, o que dá no mesmo pra mim.

Quando alguém souber me explicar porque, como ou onde "o bom do Brasil é o brasileiro", favor deixar um comentário aqui.

"Mil palavras valem muito, entende?"

Pelé lançou sua autobiografia. Pelé, não o Edson. Mas mesmo que o livro seja de duas pessoas, ou tenha dupla personalidade, não poderia custar custar isso. Não tem história nem atleta do mundo que faça uma biografia valer isso.



Pelo menos - não sei se vocês puderam reparar na tarja natalina vermelha, logo abaixo do livro - o frete sai grátis para quem mora no Sudeste, já que o valor ultrapassa um pouco os R$ 29,90. Ufa!, ainda bem.

Pelé, editora responsável pelo lançamento do calhamaço, dono da Saraiva e toda a galera envolvida nisso: "falem com seu médico - eu falaria". Entendem?

sábado, 25 de novembro de 2006

Errata

UM VIVA À MINHA VIDA, e não "viva à minha vida".

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Por favor, salvem a professorinha

Não sei quem viu hoje - vulgo ontem - a Grande Família, provavelmente o único programa de humor da Globo onde você vê humor. Até procurei o nome dos roteiristas, porque eles merecem ser citados: Cláudio Paiva, Bernardo Guilherme e Marcelo Gonçalves.

Mas não é disso que quero falar. Pra quem viu o último episódio, Nenê dava aula para Agostinho e Paulão, da oficina mecânica. Os dois eram absurdamente burros, preguiçosos e pilantras. Se você viu, riu. Mas na vida real não tem tanta graça. Ou tem, mas é feio rir. Mas eu ri assim mesmo. Porque é inacreditável que alguém escreva publicidade - a minha profissão! - desse jeito:

(ditado de português dado por mama na quinta série do colégio em que dá aula; vou poupar o nome dos terroristas)

*publissidade
*blubisidade
*brobisidade
*pluplicidade
*pubrisidade
*plublusidade
*púlblicidade
*publiciu
*prubicidade (2x)
*prubisidade
*públicidade
*publisidada
*puplicidade

Fiquei feliz de ver que teve uma pessoa que "só" colocou acento no "pu". Claro que teve gente acertando, apesar de ser a grande minoria. Fora as outras palavras que nem vou citar. A não ser "desenho enrolado" no lugar de "desenrolado". Tenebroso.

Pois fiquem sabendo que o governo determina que todas as crianças passem de ano, para "não ficarem traumatizadas, desestimular seu aprendizado e incentivá-las a concluir o ensino". Aí, aproveita e já arranja o santinho do candidato pras próximas eleições, porque daqui a mais um pouco elas vão às urnas.

Por favor, ajudem a salvar minha querida mãe. Já que o governo não colabora, dêem uma aposentadoria decente a ela, ou pelo menos alunos razoáveis. Porque, depois de tudo isso, não tenho certeza se "o bom do Brasil é o brasileiro"...
***
Parece que quase que um avião da Gol e um da Tam se chocam, um aterrisando e outro decolando. Saindo daqui do Rio, indo pra Campinas. Aí, você começa a se perguntar qual o verdadeiro lance do acidente do Legacy, com quem está a verdade e tudo. Eu, pelo menos, fico me perguntando isso.

De qualquer forma, já deixo avisado aqui na Ponte que se um dia eu estiver viajando e acontecer alguma coisa com o meu vôo, eu juro que dou um jeito de entrar na torre de controle e dar uma sova em todo mundo que estiver dentro da sala. A não ser que eu morra. Aí passo a tarefa pra vocês.

Honrem a Ponte Elétrica e vinguem meu bom nome.
***
Quase que me esqueço de falar do evento de hoje, que não disse que ia porque não tive tempo. Ruim. Uma pena, porque tenho certeza que o Fábio Saboya, como diretor de criação da DM9-SP e criativo rodado no mercado, tem muito o que dizer. Essa é a bosta de fazer palestra pra esses estudantes despreparados e avoados que entram nas faculdades hoje em dia. Faz o cara explicar que "nas agências se trabalha em dupla de criação - um redator e um diretor de arte, que tem esse cargo mas não manda no redator".

Pelo menos eu acordei às 6:30 da manhã, passei 2 horas no trânsito, fiquei com fome e gastei meu dinheiro todo num almoço porque esqueci a senha do meu cartão de débido e não fiz a mono hoje porque não tive tempo. Mono que tenho exatamente 10 dias para terminar.

Viva à minha quinta-feira. Ainda bem que "eu sou brasileiro e não desisto nunca".

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Concentração

Qual o grau de concentração do ser humano? Varia, você poderia dizer. Provavelmente vai dizer. E concordo com você. Ou não.

Ou não porque, na verdade, o poder de concentração pode ser padrão em determinados períodos da humanidade. Por exemplo: na época em que vivemos, com um sem-número de aparelhos eletrônicos à nossa volta, constantemente somos desafiados a manter nossa concentração. É celular, msn, TV, trabalhos, tudo ao mesmo tempo agora. E a vida segue.

As exigências do homem contemporâneo impõem esse ritmo frenético. É necessário se manter informado sobre as últimas notícias, a moda de Tóquio, a cotação do arroz na China, a quantidade de dentes de tubarção encontrados na perna de um surfista na Austrália - sem ele junto para contar história - e os métodos vudus de uma tribo centro-sub-supra-infa saariana que podem influenciar no mundo dos negócios. E no seu emprego, claro.

Por isso o stress. Por isso tantos pacotes de turismo, remédios, depressão, brigas, desigualdade, calos, cãimbras para fala dizer as coisas mais simples como "árvores somos nós". Por isso as propagandas que dizem para você desacelerar. Por isso a vida anda desse jeito.

Por que estou falando tudo isso? Talvez seja para provar a veracidade do que digo, já que digito isso enquanto escuto música, digito a mono e falo com minha pequena. Ou talvez seja só pra enrolar enquanto não posso me concentrar na minha temível monografia, encalhada na décima-nona página. Vocês nunca vão saber.

Pelo menos a Ponte não fica parada na volta do feriadão.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Primeiro o prêmio, depois a prova

Ia falar do provão, mas isso fica pra amanhã. Porque preciso de tempo para explicar minha posição e atitude. É mais fácil dizer que, neste exato momento, estou de sapato marrom, meia cinza pra combinar com a calça de microfibra cinza, cinto marrom pra combinar com o sapato e uma camisa de botão 100% algodão amarelo-claro.

Maldito "traje passeio". Assim vou para o Prêmio Colunistas, receber meu primeiro troféu. Diploma. Ou seja lá o que for.
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Foi. Fui. Foi legal e ponto. Pula para o provão.
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Boicotei. Mas não assim, por boicotar. Fiz toda a prova e ia entregar bonitinha, se não fosse um porém. O porém da avaliação da prova deles ser "você gostou ou não gostou", "você acha que o conteúdo tem a ver com a matéria que você estudou ao longo da faculdade ou não", esse tipo de coisas. Nenhuma autocrítica sobre a prova.

Daí eu fiz tudo, e em cima da parte da avaliação da prova eu colei o adesivo. Fechando a lateral. Assim eles só abrem minha prova rasgando, e isso a invalida. Morram, malditos escrotos burocratas estúpidos fazedores de provas sem sentido.
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Tô de mau humor, depois posto mais. Como um aborrecimento bobo pode deixar uma pessoa mal.

Só uma coisa poderia me salvar. É isso aqui. O resto que se dane.

domingo, 12 de novembro de 2006

Por partes-oê

Pra não me atropelar. Mas bem rápido, porque os assuntos se acumulam e a mono também. Vai o primeiro assunto que devia.

Mariana Moreira e eu (primeiro as damas) passamos no CCRJ! Sim, nosso trabalho foi um dos selecionados. Depois de muita luta, suor, noites viradas, má alimentação, rejeições, dúvidas, decepções, robalheiras, dinheiro gasto, e tudo mais o que pode desestimular uma pessoa, consegui o que tanto queria. Mostrar a cara no Clube de Criação do Rio de Janeiro. Tô me sentindo tipo "Joseph Climber" ou coisa parecida, daquele grupo de humoristas que foi no Jô e conta a história de um cara que não desiste diante das adversidades. Só espero não acabar como peso de papel...

Consegui graças à ajuda e talento inestimável da minha DA de saia, a única mulher a trabalhar comigo até hoje. Mari foi muito bem, enchendo o meu saco para fazer mais textos e contestando o que eu fazia e dizia. Sempre disse a ela que assim que gosto, porque critico mais meu trabalho e faço melhor. Pois. Tá aí o resultado.

Não sei para onde vou, como vai ser minha vida daqui para frente nem o tanto que isso vai me valer. Mas uma coisa já ajudou, e muito. Auto-confiança. É meu terceiro ganho em cinco disputados, desde a viagem pros "estêites". Se for assim, vou começar a economizar pra próxima passagem.

Não sei quando é o sorteio das agências pra galera, mas de qualquer jeito já tem coisa no ar. No mar, pra ser mais exato. Terça é a premiação do Colunistas na Marina da Glória, e é óbvio que vou estar lá. Com Mari, mais uma vez. E vou faltar aula do Paulo Castro, o que nem deve fazer tanta diferença porque ele também deve estar lá. Vou tirar onda!

O futuro, a Deus pertence. Mas bem que eu podia conseguir bisbilhotar umas linhazinhas da minha vida, só pra ver como vai ser 2007. Esse ano promete deixar marca... ;-)

sábado, 11 de novembro de 2006

A.I.

Ou inteligência artificial, em bom português. Tem coisas que você acha que só são possíveis em filmes, outras só na sua cabeça mesmo. Aí vem um grupo de energúmenos e faz isso. Gente, é sério, comecem a rezar. Eu temo pelo futuro da humanidade.

Ainda assim, já coloquei meu nomezinho aqui. Porque é caro, mas é o preço que se paga para estar do lado de quem vai vencer na vida, daqui a algum tempo. E mesmo que eles não me escolham de aliado e me matem (ou pior, me coloquem como escravo extraindo células de girino hermafrodita ao som de jquest para alimentar seu complexo sistema de funcionamento), pelo menos me diverti um bocado com tudo isso.

Claro, supondo que em algum momento da minha humilde vida eu tenha dinheiro pra gastar nele.
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Vocês devem estar se perguntando sobre o post das fotos, que prometi. Não se perguntem. Fiquem esperando mais um pouco e ponto. É porque ainda não tenho as fotos, mesmo.
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E mais uma grande notícia anima minha vida. Uma conquista chorada e esperada, desde que entrei na UFF. Nada a ver com a mono, mas nesse exato momento caguei pra isso. Participação mais que especial de Mariana Moreira. Mas fica um texto exclusivo pra isso, e só amanhã pra aumentar o suspense.

O importante é dar os parabéns a essa menina com talento. Ela vai longe!

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Parece piada

E deve ser mesmo. Por que isso não veio da Argentina, meu Deus?!


Invejosos! Tomara que só formem grunges!

Pré postagem

Espero algumas fotos para poder escrever minha próxima grande postagem (em termos e no sentido semi-figurado, podem ler sem sustos). Então, enquanto isso, pré-coisas:

*sim, Cá, é porque digito rápido. Minha vida anda bem rápido e você sabe bem disso;
*não, Rafa, não estava mal humorado. É só um desabafo-crítica às porcarias que vejo por aí. Afinal, para cada Alexandre redator esperando a chance de gastar uma pasta num filme, tem centenas de idiotas fazendo isso com trabalhos porcarias. Se é pra gastar, pelo menos justifica o tanto de grana;
*parabéns, Manu, sei que seu aniversário foi ontem mas não pude falar com você ao vivo. Saí da produtora quase 23h, lá em Santa Teresa. De ônibus. Isso é razoavelmente longe, principalmente para quem mora em Jacacity;
*você é minha amiga sim, Mari - a DA de saias. Fique feliz;
*nhé, Alan, nhé.

Enfim, um pré post.

ps: esqueci de citar que argentinos e uruguaios brigaram dentro da arena de futebol de praia ontem, em Copa. Se eu fosse da organização, mandava fechar e deixava todo mundo se matando lá dentro. Poupávamos trabalho. E com uma câmera filmando a pancadaria, depois ainda rolava sessão com pipoca. Gente sem idéia.

Aí os brasileiros resolveram criar tumulto fora, e foram devidamente surrados pelos PMs. "Cambada de vagabundos!!!!!", como diria o mestre Dalborgha. Ao invés de ficarem rindo dos argentinos, quiseram bater e apanharam. Tacaram pedras e disseram que a polícia reagiu com violência contra eles. Tadinhos...

"O bom do Brasil é o brasileiro"? Então, tá.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Cabô?"

Sabe quanto custa fazer um comercial para TV? Um mísero vt de 15 segundos? Tem idéia de todos os meandros que percorrem, voraz e freneticamente, o processo que culmina no filme que passa em sua casa*? Sabe quantas pessoas, autorizações, entraves burocráticos, complicações, primeiras, segundas, terceiras e quadragésimas discussões e revisões são feitas? Consegue ter uma noção do trabalho que dá fazer tudo isso, normalmente com prazo apertado e gente enchendo o saco, soltando bafo quente no cangote, esperando que tudo dê maravilhosamente certo?

Se você não sabe não sou eu quem vou dizer, porque é coisa à vera. Mas adianto que não é pouco trabalho, não.

Aí você, sabendo disso tudo, liga a sua televisão e vê um comercial porcaria. Sabe aquela sensação de "ué, já acabou? é isso?"? Então. Fique sabendo que, para um reclame chulé assim, milhares de reais são gastos. Talvez milhões.

Quando isso acontecer, não pense duas vezes. Deseje o pior para o cretino que fez isso. Tavez um dia sua pragua dê certo e eu tome o lugar dele.

*cutura é tudo - e sem dicionário!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Primeiro o lazer, depois a obrigação

Apesar de achar (achar não, ter certeza) que esse lance de feriado atrás de feriado, e sempre com a forte possibiidade de se emendar tudo - acho que, se pudesse, a galera emendava carnaval no Natal -, gostei deveras desse agora. Foi bom pra descansar e tentar trabalhar. Tentar. Porque em quatro dias eu escrevi três míseras páginas da mono e criei texto mediano (ou não, mas acho que sim) pra aula de Redação Publicitária.

Daí saí quinta com a pequena pra ver O grande truque, sexta com André e Lyvia e comemos como porquinhos (basicamente eu, na verdade) rodízio de petiscos e colocamos papo atrasado em dia, e sábado com a pequena pra ver A última noite. Hoje fiz como Deus, e fiquei em casa. Mas a Dele era maior, na época da criação. E ainda está em reformas, sendo expandida e tal.

Como essa coisa de escrever mono tira minha vontade de viajar aqui, pelo menos enquanto o trauma está recente, vou ficar só nos filmes. Até porque, quero salvar minha alma fazendo um grande favor à humanidade.

Vejam O grande truque. Um filme com Scarlet Johanson, Hugh Jackman e Christian Bale não pode dar errado. Ainda mais falando de mágica e ambientado no século XIX, com aquela coisa de intriga, morte e pombos em gaiolas. E não deu. Vale a pena, e quem perder é cara de mamão sem bom gosto grande-telático e não vai ter o que indicar para os amigos verem no cinema. Porque sõ tem porcaria.

Prova disso é o miserável A última noite. Um conselho sério, nunca acreditem nessas resenhas do Cinemark. Ela pode ser tendenciosa e traiçoeira. Esse negócio é horrível, sem graça, sem sentido, sem ligação entre as partes e sem atrativos para salvar a cagada toda. A mulher de branco é um anjo e leva o vovô tarado e o cara que comprou o teatro, mas o show de rádio acaba mesmo assim e quem sobrou planeja uma nova turnê. Pronto, contei tudo. Assim vocês não caem na asneira de ver pra ter certeza de que eu estava certo. Pronto, vou pro céu por causa disso.

Se um anjo viesse levar alguém assim, pediria pra se adiantar com o roteirista deste troço. Aí acabaria o risco de ele escrever mais alguma coisa. Qualquer coisa.

A surpresa foi que Carol não dormiu. É, o mundo está mudando.
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Alan comprou um laptop. Tá que nem eu no início. Gasta as teclas, mexe o tempo inteiro. É um saco. Já falou mais tempo com a gente em dois dias de Skype do que no mês passado todo por telefone. E ainda tem uma câmera, só pra tirar onda. Pena que não sabe ajeitar foco.

Escrevo isso porque agora, como vi que ele vai ler a Ponte sempre, posso fazer piadas com ele outra vez. Aí ele ganha direito de resposta, eu mais piadas, e todos ficam felizes, perdendo tempo na Internet.

Mas nada disso muda o fato de ele ter visto o filme do Borat. Invejo tanto ele quanto o Serginho Mallandro, por ter contracenado com o Mussum. Ou o oposto, sei lá.
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Um ponto positivo a mais, para fazer vocês verem o filme dos mágicos. Ele fala de eletricidade, em uma grande homenagem de Hollywood à Ponte. Só estou na dúvida se é pela fonte de inspiração ou pelos momentos de lazer. De qualquer jeito, de nada.

sábado, 4 de novembro de 2006

"Ninguém lê post grande..."

Então tomem isso, chorem que nem eu e dane-se.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

"Você já foi mais humilde"

Vou aproveitar o tema para tocar em um assunto que começa e morre nesta postagem: eleição. Aí vocês perguntam "mas por que você não quer falar de eleição?", e eu respondo "porque tô de saco cheio de política, e só volto a discutir sobre quando aparecer alguém em quem eu realmente confie. Ou quando o Zico for presidente do Flamengo.

Falando esse tantinho de política, sou obrigado a comentar a votação de agora. Agora como semana passada. Votei nulo pra governador e presidente.

Ah, o voto é secreto?

Problema meu. Eu falo o que quiser, a Ponte é via pública mas a informação sai daqui da minha garagem cerebral. Votei nulo porque não acredito em nenhum deles. Seja para governador, seja para presidente. Com um agravante, no caso do Lula.

Não, não vou dizer que ele é o maior pilantra do mundo, como tem gente que faz. Porque não tenho memória curta ou seletiva, como essas mesmas pessoas. Afinal, o mensalão desse governo rolou também no FHC. Acordos por debaixo dos panos, roubalheiras e tudo isso que sai nos jornais "imparciais". Mas as coisas não poderiam ter tomado esse rumo.

A esperança do povo não poderia se comportar desse jeito. Empáfia, oba-oba, pedantismo, arrogância. O chefe de Estado esperado por tanta gente anos a fio não poderia não saber de nada. É inaceitável que não saiba de nada. Se fosse um chifre da dona Marisa, será que ele também não saberia? Porque isso é típica atitude de corno. E o presidente não pode ser corno, ele tem a inteligência e a aparelhagem do governo a favor dele.

Se Lula foi (re)eleito - e sem meu voto, dessa vez -, foi devido à incompetência da oposição, à inexpressividade de um candidato tão errado quanto seu adversário (pra quem não sabe, 80% das obras públicas do estado de São Paulo foram ou deveriam ser cortadas devido ao rombo deixado pelo governo Alckmin), à falta de propostas realmente atraentes para o povo e à desconfiança na direita. Que passou décadas, séculos, dando motivos para isso.

Então, direita, não reclamem. A culpa pela derrota é de vocês. E é verdade que o país tem o povo que merece. Porque milhões de pessoas se apequenarem diante de uma micro-elite covarde por tanto tempo tinha que resultar em um Brasil tão miserável por tanto tempo.

E, senhor presidente: você já foi mais humilde.
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Meu pai também já foi mais humilde. No sentido monetário do termo. Ele não tinha nada, ganhou pouco e me deixou aqui. Sem posses, rendas ou heranças, mas com um capital social honesto e invejável. A falta de uma condição financeira confortável é compensada com o entendimento do valor do trabalho, do suor que traz o que se quer.

Algumas pessoas não tem isso. Nem essa (pouca, mas minimamente satisfatória) condição financeira que temos em casa, nem capital social. Nem casa, roupas, educação e mesmo comida. Elas (sobre)vivem próximas, às vezes ao lado, de quem tem. Muito ou pouco, não importa. A questão é que essas pessoas que têm não movem um dedo para ajudar as que não tem. Não movem sequer os olhos, porque "o que os olhos não vêem o coração não sente". Acredito que o coração delas não sentiria de qualquer jeito, mas mesmo assim não olham para os lados. Ou para baixo, para os que estão caídos no chão, morrendo de fome.

Foi uma dessas pessoas que meu pai parou para ajudar. Comprou comida, abriu a porta do carro ao lado dela para ninguém ver a situação, e ficou ali, acompanhando a pessoa matar sua fome. Ela não disse obrigado, mas é como meu pai disse. "Não precisava, não estava ali pra isso".

Ele disse que viu nos olhos dele uma expressão de pena pela situação do meu pai. Porque o constrangedor não é não ter, porque ele provavelmente não teve chances na vida. Constrangedor é ter e ver que você é minoria absoluta e se sentir culpado pela situação dos outros, mesmo que você não tenha.

Afinal, para cada "meu pai" que ajuda um desconhecido necessitado, existem "pais", "mães", "playboys" e inúmeras raças que simplesmente ignoram esse mundo que não é o deles. Tendo muito mais condição que nós, aqui de casa.

Isso é vergonhoso e desanimador. Às vezes me pergunto se sou desse planeta, porque deve ser uma coisa muito anormal me importar tanto enquanto tantos não se importam nem um pouco. Chorar enquanto riem "da roupa da cor do cara". Sofrer enquanto comemoram as rodas de liga leve e o insulfilm que custaram um ano de comida para uma família miserável do país.

"O bom do Brasil é o brasileiro".
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Pra fechar, quero registrar a mudança de sentido na Ponte. Se quero um blog condizente com o que penso e gosto de escrever, então vou juntar humor - mesmo que vocês não me achem engraçado, eu me acho; e isso é que nem mamãe dizendo que o filho é bonito, o que no meu caso também considero verdadeiro - com preocupação social e pensamentos um pouco mais elevados do que "JQuest é a pior banda da história da humanidade no Universo!". Com todo respeito à minha pequena.

Os links do lado esquerdo estão mudando, e poderão receber companhias novas a qualquer momento. Basta que eu queira. Porque, se não posso ser presidente, pelo menos aqui eu mando.

Entraram "Ponte para o sucesso", com a presença ilustre e até agora solitária do Dr. Separita - as letras são engraçadas mas a crítica aos assuntos é séria, vale a pena, além da amizade pelo Alex; e "Contra o câncer de mama" - porque tenho certeza que vocês conhecem ao menos uma mulher que já teve, e nesse link você encontra um botãozinho rosa que deve ser clicado diariamente para que mulheres carentes possam ganhar mamografia grátis. Se quem tem condição já sofre, imagina humildes. O que fiz foi facilitar a vida de vocês para que possam ir para o céu. Então, mesmo que não queiram ler meus edificantes e hilários textos, entrem aqui e cliquem lá. Ou coloquem nos favoritos de vocês o ink direto. Dane-se. Só façam.

Também tirei a "Ponte para um sonho", porque não condiz comigo links de Porsche e Leica. Até gostaria de ter uma máquina dessas, e um carro assim eu me amarraria em dirigir por umas horas. Mas a função social da Ponte está acima de besteiras materiais.
***
Adendo: obrigado, Latino, por uma letra tão expressiva, que me ajuda a falar ao mesmo tempo do presidente, do meu pai, da situação brasileira e de mim. É um gênio incompreendido, esse galã da música pop tupiniquim!

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Ora, Veja só

Imparcialidade? De quem? Isso aqui diz muita coisa.

E depois espalhem a palavra, crianças. O Brasil precisa.

Prova grande

Nada como uma decisão arbitrária para uma questão delicada e sobre um assunto escroto para fazer você pensar no sentido da vida. De cima para baixo. Se alguém manda e você não pode contestar nem terminar com o negócio, você é obrigado a se render e acatar a decisão.

Isso vale no colégio, faculdade, empresa, com os pais e, nesse caso específico, para o maldito provão. Sim, porque eu fui "aleatoreamente" selecionado para este teste ridículo. Mas como dependo dele para pegar meu diploma, e quero fazer mestrado logo depois, não tenho tempo para briguinhas pseudo-ideológicas nem batalhas judiciais. Então me livro desta bosta e acabo com o sofrimento.

Além do mais, o que uma prova de final de curso para quem só tem uma monografia, um estágio, freelas, um curso de redação publicitária e projeto de mestrado para fazer, além de livros para ler?

Basta unir a força de Hércules, a paciência de Jó e a velocidade de Apolo (é?) que Deus reuniu em mim e terminar isso sábado à noite, a tempo de ver Tati Quebra-Barraco saindo da prisão para cantar no Castelo das Pedras.

domingo, 29 de outubro de 2006

Tim Festival '06

"Mas antes que me esqueça...", o resultado do meu primeiro - e único, por falta de grana e ingressos - dia de Tim Festival. No palco Lab. Ontem à noite. Com uma hora e meia de atraso.

Ida fácil, estacionamento a duas bufunfas, o que me deu esperanças de gastar pouco na noite. Falsas esperanças, porque de cara tivemos (eu e minha pequena) que pegar um táxi até a Marina da Glória, o que me custou 15 dinheiros. Entrar foi fácil, a fila era ridícula. E nem precisava de fila, mas só para comprovar minha tese de que, sem elas, brasileiro não existiria, havia uma gigantesca para pegar a fitinha de passe para os palcos. O que era absolutamente desnecessário, porque indo direto para lá eles colocavam a pulseira no pulso do mesmo jeito.

Desde a chegada, tipos bizarros assombravam meus pensamentos. A quantidade de emos, alternativos, clubbers e inclassificáveis que desfilavam seus biotipos e trajes bisonhos beirava uma história de ficção científica B mal resolvida. Quanto mais ia evento adentro, pior ficava. E a visão dantesca foi completada por um grupo - grande - de mauricinhos e patricinhas exageradamente produzidas. A não ser que eu seja leigo a ponto de não saber que é fácil dançar música eletrônica por horas seguidas de salto agulha.

Tudo bem, sei que essa galera foi pra lá tomar bala vendo Daft Punk, mas esse não era meu palco. Meu alvo eram Céu, Amadou & Marian e Devedrão, onde os descolados estariam dando seus tapas na pantera. Como aconteceu.

O cheiro de pederastia sufocava, o ar pesava com pessoas estranhas ao meu lado. Minha sorte é que todas eram tão estranhas que minha normalidade era vista com estranheza, mas minha estranheza era normal para eles. Como se eu fosse alternativo. Tá.

Aline Moraes (Aline Morais, Alline Moraes, Alline Morais, vai saber?) marcou presença na minha frente, evitando que o papparazzi tirasse minha foto. Ao invés disso, clicou ela e o namorado. Perdeu. Marina Lima também estava lá, com seus 68 anos (em aparência) e a elegância que se espera dela. Antes isso que novinha e escrota como a Kelly Key.

Os shows foram excelentes. Se ouvirem um crítico falando mal, não liguem que é recalque. Todo crítico de shows é um músico frustrado, como todo crítico de cinema é um cineasta frustrado, todo crítico de teatro é um diretor teatral frustrado, e assim sucessivamente. A Ponte sabe o que diz, quando se lembra do ue aconteceu para contar:

Céu - a prova de que Deus não dá asa à cobra. Com uma voz maravilhosa, seria impossível não conseguir o que quisesse se fosse perfeita. Então Ele colocou a menina para nascer em São Paulo, e ela perdeu completamente a chance de ter molejo. Suas tentativas de dança eram semelhantes às de um rapper com diarréia. Mas isso não importa, na verdade, porque ela deu uma aula de simpatia e interação com o público, deixando todos à vontade. Fora o repertório excelente e um cover bonito de Bob (Marley, não Esponja), Concrete Jungle. Palmas para ela.

Amadou & Marian - eles entraram com guias no palco. De óculos escuros. O roadie até colocou a guitarra nos ombros do negão. Inclusive, eles cantavam sem olhar para o público. Apesar de ser um caso óbvio de cegueira, algum energúmeno cismou de acender o isqueiro para eles, como se eles pudessem ver a cena e dizer "ai, que lindo, temos que contar para nossos netinhos no Mali".

Tudo bem, o importante é que eles deram um show espetacular, músicas bonitas, melodias fortes, vozes marcantes, uma banda talentosa e muita simpatia. Só não sabia que tantas pessoas falavam francês assim, porque um arroto do galã mauino era motivo de aplausos acalorados do público. Uma hora de show foi pouco, e a organização teve a simpática idéia de negar o bis que a galera pedia. Pena, porque eles poderiam ficar mais horas ali colocando todo mundo para dançar, conversando em francês e inglês e destruindo nos solos de guitarra (Amadou style, o Santana não latino-americano segundo Carol), percussão destruidora (negão de dreads style) e yeahs (Marian style, que na verdade já tava enchendo o saco no final; mas la canta à vera, tá perdoada).

Devendra Banhart - ainda bem que não tinha nada de maconha na Bíblia, porque se existisse ia achar que estava diante do novo salvador. Devendrão é a cara das representações de Jesus. O que prova que tem coisa errada aí, porque Ele não seria doidão hipponga como ele). Imaginem só: eu esperando um negão de cabeça raspada, stilo Gnarls Barkley, e entra no palco um cara magrelo de cabelão, barba, calça rasgada em vários pontos e guitarra debaixo do braço, falando portunhol e inglês ao mesmo tempo. Bizarro, não?

A banda era engraçada. Tinha outro guitarrista que era uma mistura de Rob Plant com John Lennon e um cara no violão que era o pai do vocal do Cachorro Grande. E a banda era um cara na batera e quatro de pé, na frente, duas guitarras, violão e baixo. Bizarro, não?

Devendrão não mandou o que eu conhecia, mas tocou músicas legais, deixou um maluquinho subir no palco e deixar até defunto constrangido com sua participação lamentável com a guitarra do puxa-saco do Brasil ("quando você morre vem pro Brasil, então quem sabe um dia...?") e cantou cover de Lauryn Hill. Tá bom.

Minha volta foi fila de táxi, mais grana gasta, e casa às 5h. Às 7h tava acabando de tomar café, sozinho na sala, vendo Lab MTv, quando - coincidência - vejo um clipe de... Devendrão!!! Deus sabe o que faz.

Seja lá o que quis dizer com isso.
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A diversão de vocês é meu sapato de cimento. Enquanto falo sobre ontem, deixo de escrever a mono. Ainda bem que ela não pode andar pra trás, senão tava devendo página.