sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Ahrg!!!

Ia falar de música boa, e logo que entrei na postagem começou a tocar Armandinho e aquela história de "beck pra depois". Aí até desanima.

Mas "sou brasileiro e não desisto nunca", então continuo. Hoje vou ao Tim Festival com minha pequena, no palco que não lembro o nome mas que é o melhor, fácil. Ó que beleza:

Céu - a revelação brasileira da música bonita, melosa, alternativa e MPB ao mesmo tempo, jeitosa e de talento inquestionável. Uma voz e um violão (provavelmente, não na mão dela). Show pra curtir juntinho.

Amadou & Marian - casal de ceguinhos africanos, que misturam de tudo no som que fazem. Uma espécie de X-tudo bem passado. Se não me engano, eu vi o show deles na tenda "mundo" do Rock in Rio. Vale a pena, e é bom que abre a cabeça "das próprias pessoa". Oportunidade únca.

Devendra Banhart - vulgo Devendrão, o homem do violão simples e músicas diversificadas, em sua plenitude neo-contemporânea tropicalista-surrealista-hipponga. Sorriso maroto no rosto, drinks esnobes de 150 mangos na mão e pezinho batendo no chão para acompanhar a música. Imeprdível. Até porque, vai saber quando ele volta de novo.

Isso tudo na Marina da Glória, lugarzinho assaz aprazível e deveras carioca. Com estacionamento em locais de difícil acesso. E muitos policiais pra "manter a ordem". Lá dentro.

Enfim, que se dane. Vou curtir e ponto. E vai ser bom pra dar aquele incentivo pra voltar a escrever a mono amanhã, já que ela anda a passos de tartaruga de pé quebrado.

Por quê?

Uma pergunta para se pensar.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Show de bola americano

Hoje fui a um dos shows mais esperados e aguardados* do ano. Dr. Separita e Rogério Skylab. O segundo nem foi tão empolgante como imaginava, mas o primeiro culminou com uma participação estonteante e esfuziante minha no palco, dançando ao lado do baixista - e amigo - Alex, vulgo Vavá. Valeu o ingresso. Um quilo de alimento para a galera que vendia bebidas lá na quadra da Puc (porque não acredito que aquilo vá ser levado para alguém).

Conselho sincero: confiram o link do Separita, com carinho especial para Íma de Xereca. Bem provavelmente, o maior clássico já lançado desde Carrocinha de cachorro quente.
***
Vivi e Mauro são excelentes companhias para um evento. Não se importam com nada que você faça e ainda apóiam suas maluquices. Mas tiram fotos, e isso pode ser um problema. De qualquer jeito, até que se prove o contrário eu não estive no palco.
***
O título da postagem deveria ser apenas show. Mas o resto foi uma homenagem à Carol, que sabe-se lá Deus de onde tirou o resto e cisma até hoje que assim é o certo. Tá bom, mô, tá bom... Amo você de qualquer jeito.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Oi, oi, oi!

1. Massa ganhou em Interlagos. Fazia muito tempo que não ouvia a música que tocava pra o Senna e ficava feliz com ela. Surge um novo projeto de campeão?

2. Mengão venceu mais uma, com direito a gol de Vinicius Pacheco, o Chulé, na casa do adversário. Paraná o quê? Que venha o Vice na quinta, amigo!

3. Não consigo acertar a mão como gostaria nos textos que tenho que fazer pra essa semana. Então percebo que a única coisa constante em mim é minha inconstância, o que é, no mínimo, paradoxal. Pra não dizer escroto, mesmo. Se me serve de consolo (e não serve, porque ficou abaixo do que eu planejava pra esse final de semana), escrevi seis páginas da minha mono.

4. Conheci a namorada de um irmão meu, no mesmo dia em que voltei a sair em Niterói. E?

5. How the west was won entrou no MP3, finalmente. Uma jóia como essa não poderia ficar de fora da minha vida nem mais um segundo. Quero ir pra o céu escutando Stairway to Heaven. Ou Giong to California, mesmo imaginando um estado governado pelo Schwarzenegger não pode ser próximo ao paraíso.

6. Isso merecia um texto só para ele, mas vai entrar aqui de qualquer jeito. Uma família teve seu carro roubado e foi mantida refém dentro dele. Os assaltantes começaram a dirigir e foram rendidos por outros assaltantes, que levaram o carro. Os primeiros fugiram com os pertences da família. Daí pergunto:

a) isso pode ser considerado divisão de lucros?
b) ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão?
c) o que vem agora, Barrichelo buzinando atrás de mim no sinal fechado?

7. Como sempre, não comento planos nem expectativas. Mas jogo no ar, esperando que vocês torçam por mim e meus planos. A gerência agradece.

8. Só pra sair do sete, que é a conta do mentiroso. Pra garantir uma possível sorte que me espera...

Robbie Williams

Rolou show. Quarta-feira. Eu fui. Com Carol. Ela amou. Eu gostei. Ficamos perto. Muito perto. Teve fogo. "Mó" calor. Mulheres histéricas. Meninas histéricas. Homens (?) histéricos. Casais apaixonados. Inclusive nós. Música boa. Música desconhecida. Evento pontual. Platéia não. Robbie marrento. Porém, engraçado.

Resultado final: bom show. Por que fui? Cá Zoccoli. Meu amor.

Duas palavras. Dizem tudo.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Ação social

Vocês conhecem o site da luta contra o câncer de mama? Sabiam que se você clicar no link rosa onde está escrito "Campanha da Mamografia Digital Gratuita" e várias pessoas clicarem também, gerando um mínimo de cliques, eles oferecem uma mamografia gratuita diára a mulheres de baixa renda?

Se não sabia, agora sabe - então começa a fazer isso diariamente. Se já sabia, por que não faz?

Ajudem, não é porque você não precisa que outras pessoas não podem ter. Cliquem lá em cima diariamente e ajudem.

Ponte Elétrica também é cultura.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Fazendo campanha

Columbofilia é o novo esporte olímpico. Pelo menos em 2012.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Então martela!

Acabei de ler no Globo uma reportagem no caderno Rio que diz que "morador de rua é o maior problema de Copacabana". Pelo que está escrito, isso "incomoda os turistas".

Deve incomodar mesmo. Ainda mais sabendo que essas pessoas dormem na calçada e embaixo de marquises por prazer. E ainda tem essa coisa de não ter o que comer, de não ter higiene, de conviver com a eterna ameaça de serem mortos ou de morrerem sem assistência. A mais pura diversão, que para o azar dos gringos eles não têm direito - nem aqui nem no seu país de origem.

E eu achando que o o maior problema de Copacabana - e do Rio, e do Brasil, e do mundo - era a desigualdade social. Não sabia que o problema está no resultado final, e não nas origens da questão. Vivendo e aprendendo.

Sinceramente, eu acreditava que havia limites para mau gosto e ignorância. Ainda bem que tinha uma Fernanda Pontes no meio do caminho, para me mostrar que não é bem assim e que o ser humano pode ser bem insensível e displiciente.
***
Chega de escrever, tenho muito texto pra criar. Com o desafio extra de escutar um tiozão marretando a cozinha. Pelo menos ele é um sujeito esclarecido e antenado com o mundo moderno, que sabe que "a tecnologia caminha a passos largos" e, por isso, pediu ao meu pai para comprar uma argamassa que delata mais rápido.

Que bom é viver um um país onde até os pedreiros são cultos.

Música para meus ouvidos

Descanso é uma palavra que não existe no meu dicionário. Aliás, meu dicionário vem pedindo uma atualização de vocábulos, mas isso vai ficar pra depois. Culpa do meu ritmo frenético.

Mas tem sido por bons motivos. O desse feriado é meu irmão de sotaque campinense (de Campinas - SP, cambada!), e caiu aqui em casa por quatro dias e meio com sua digníssima. Bruno, com Bruna. A parecença nos nomes é pra facilitar a vida deste desmemoriado que vos escreve.

Foi um excelente feriadão, com direito a bar, festa de aniversário, Cristo (pela primeira vez!) e passeio de carro com emoção. Descobri que sou um excelente guia, mesmo que não pareça. E sei que não parece.

Eles se deram super bem aqui em casa, com Carol, com meus pais, com a vida e com a bebida. Com o tempo não muito, mas se pegassem mais sol que isso poderia fazer mal. Imagina voltar queimado pra São Paulo. É tortura.

Não vou me alongar, até porque tô morrendo de sono. O feriado foi comprido não só por isso, mas também porque meu nome é trabalho e fiquei acordado até tarde criando. A mono vai bem, pra quem se lembra que eu devo me formar. Alguém que não eu, que não me lembro e, consequentemente, não consigo embalar na escrita.

O importante foi rever um de meus CATOUZE irmãos e saber que tenho casa em Campinas. O que, por supuesto, vai me valer de muita coisa daqui a algum pouco tempo.

microps: que mau amigo eu sou, nunca tiro foto dos meus amigos comigo; mas colocá-la-ei aqui.
***
Por falar em irmão, meu maior e de sangue vem passar o fim de ano com nóizi! Que feliz que fiquei, merece até um cacilds!!! nível Mussum ganhando um milhão em cachaça na Mega Sena.

Aliás, ele está bem lá, a quem interessar possa. E se não interessar, que se dane. Fico feliz por ele e falo o que quiser aqui.
***
Por falar em irmão, ainda tô na dívida com outros. E outras. Que triste é a falta. Mas podem culpar o mercado publicitario e a flutuação dos c-bonds na bolsa de Xangai por isso. A culpa nunca é minha.

Mas tem irmão contando segredo, irmão bolado, irmão atolado (nada a ver com "atoladinho"), irmão sumido... Então posso atirar pra todo lado, culpando todo mundo e mostrando minha preocupação sem a pressa atropelar meu pequeno e sofrido coraçãozinho rubro-negro.
***
Por falar em rubro-negro, o matador Obina ajudou a afundar um povo paulista. É, uma nação mostra sua força. Cante (conte) comigo, mengão/acima de tudo rubro-negro! E Obina 2010!!!
***
Foto do final de semana?

Pra aliviar minha barra de mau amigo, é nóis no mármore!
***
Vocês devem estar se perguntando porque aquele título de música, se eu não coloquei nada sobre isso. Mesmo que não estejam se perguntando, justifico. Aí vai "uma musiquinha para machucar os corações", como já dizia Simonal. Mas essa não é dele, e ele deve se revirar no túmulo por isso:

Asa de barata,
Cáixara de fórfe,
Carcanhá de grilo,
XV, XV
de Piracicaba!

Contribuição do futuro grande arquiteto Bruno C. Rossi, sobrinho do P.M. Rossi.
***
Esse foi o primeiro de muitos finais de semana maravilhosos, zhinha!

domingo, 15 de outubro de 2006

Estrada para a perdição

Como eu já devo ter escrito aqui - ou só coloquei no caderno, mas estou confundindo - e vocês devem, ou não, ter lido, minha perdição são os livros. Em NY não foi diferente. Na verdade, foi muito pior, porque todo o acesso à cultura que eu gostaria de ter aqui me foi facilitado pelo tio Sam. Aí, já era.

Voltei com um peso considerável graças a coisas como "The fate of Africa", "The autobiography of Malcolm X" e "Chronicles volume one", do Bob Dylan, pelo meu lado inconformista fotográfico que a viagem me despertou, "Lovemarks", porque meu lado publicitário está ainda bem vivo, e mais algumas coisas que eu realmente não lembro. Culpa da minha preguiça de falar sobre isso antes.

Juntando esses dois lados, aconteceram coisas como essa foto, que quero mostrar a meus queridos aturadores. Enjoy!


Tirei foto, sim, tal e qual um suburbano que desceu a Linha Amarela para passar o domingo no Barrashopping.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Meu dia facts

1)"Hoje eu descobri", como diz o cretino. Na verdade, só comprovei o que já sabia. Pra escrever coisas tão horrorosas, só mesmo estando doidão. Aliás, pra ter a coragem de dizer "meu ursinho de dormir" pra qualquer pessoa que não seja a digníssima e aviãozinho da praia dele lá no sul, só mesmo dando um tapa na pantera. Vários. E ele resolveu escrachar isso.

Reparem nessa fatídica música, se é que se pode chamar isso de música, que ele fala no refrão "eu tenho um beck pra depois/pra brindar o infinito de nós dois". Acho pouco provável que ele esteja falando do Beck. Então, é do cigarrinho do capeta mesmo.

Assim sendo, quero que ele vá queimar seu fininho no quinto dos infernos, tendo que ouvir indefinidamente o que cagou pela boca sendo interpretado pela Wanessa Camargo e seus infinitos "ha-has" que coloca no final de toda e qualquer palavra. E isso vale para seus fãs, adeptos e compradores de mercadorias.

Armandinho bom é Armandinho morto!
***
Pra salvar meu dia, vi uma estrela ao meu lado. Não é mulher bonita, não é cantor legal, não é Veríssimo. É ele, o matador, o homem mau, o temido... Obina!

Sim, Obina estava passeando com sua mamãe no Barrashopping, no dia em que eu fui comprar ingressos para o Tim Festival. Foi a coroação de um ato bravo por parte de minha pessoa (gastar sem poder é sempre um ato de bravura). E um sinal.

Sinal de que as coisas não são bem como a gente gostaria. Fiquei sem pro Thievery Corporation. Me sobrou Devendrão e a malemolência da Céu. E os ceguinhos africanos. Mas tá bom.

Quem tudo quer, tudo bem. Mas só se tiver dinheiro. Senão, é um dia de Tim Festival e Obina no ataque. E olhe lá.
***
Historinha engraçadinha de final de postagem. Papo verídico - e medonho:

"Você conhece o Humaitá?"
"A-han, mais ou menos."
"Sabe onde fica o hospital pra malucos? Então, fiquei internado lá dois meses. Tava com bronquite." (olhar indagador)
"..." (olhar distante, disfarçando o constrangimento)
"..." (olhar indagador)
"..." (virada de rosto, fingindo que procura um aparelho de ginástica qualquer)

sábado, 7 de outubro de 2006

Pausa nas eleições

O bom do Brasil é o brasileiro? Então entrem aqui e procurem "sem meias palavras". Do repórter aos entrevistados, dos policiais às pautas... Lamentável. Tive vergonha até de colocar link para os vídeos.

Mas admiro a honestidade e o humor do "Caninha".

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Eleições 2006/2

Crivella, Sérgio Cabral e Conde apoiando Lula ou ACM, Aleluia e Garotinho apoiando Alckmin? Tanto faz.

Denise Frossard anularia, votaria secreto e agora é Alckmin. Sérgio Cabral retira seu projeto de lei permitindo união civil entre homossexuais pelo apoio do Crivella. Ela ou ele? Tanto faz.

"Tanto faz" é o futuro político brasileiro!

ps explicativo: a diferença entre o "nulo"e o "tanto faz" é que o nulo você diz que não quer nenhum deles, enquanto o "tanto faz"mostra que, para você, o processo eleitoral é indiferente, já que são todos iguais.

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Eleições 2006/1

Domingo passado fomos todos (maiores de 16 anos portadores de título de eleitor) exercer nosso direito de cidadão e colocar os ladrões mais discretos no poder. Normal, já que o voto no Brasil é obrigatório.

Pensava eu sobre todas as opções disponíveis - plausíveis e não plausíveis, que eram maioria - e percebi que nosso voto tanto faz. O alto índice de votos nulos que todos esperavam não era por irresponsabilidade ou preguiça, mas por falta de gente confiável em quem meter o dedo no confirma. Fulano ou Beltrano? Da´no mesmo. Ele ou ela? Que diferença faz.

Daí surgiu uma idéia que pode revolucionar o mundo eleitoral. Se é assim, se as coisas estão tão difíceis para escolher nossos governantes, então vamos pelo menos facilitar para o nosso lado. Vamos criar a tecla "tanto faz".

Funciona assim. Você se dirige à sua zona eleitoral, seção, tudo como de costume. Assina papelzinho, entega documento e vai pro cafofinho depositar suas "fezes". Entram as opções, você lê e, se não tiver alguém de confiança, embaixo das teclas de "branco", "corrige" e "confirma" estaria uma grande, de cor a ser definida (sugestão: azul-marinho com letras brancas): "TANTO FAZ".

Imagina como pouparia trabalho. Imagina o recado que daríamos aos nosso pretendentes de líderes? "Ah, pode entrar ela, ele, eles todos, dá tudo no mesmo. TANO FAZ."

É isso. Sugiro irmos às ruas, mandar cartas e emails para os poderes vigentes responsáveis, ir à TV e rádio, promover flashmobs. O importante é colocar o "tanto faz" nas próximas eleições. Já que não vai dar tempo de colocar para o segundo turno, pelo menos para prefeito e vereador. Ou vocês acham que as opções vão fugir do "tanto faz"?

Aproveitem os comentários e louvem ou melhorem a idéia. Críticas serão dispensadas e excomungadas. "Tanto faz" é o futuro e ninguém pode evitar.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Uma verdade sobre agências de propaganda

Nada como entrar em uma agência para entender como funciona a cabeça de um cliente. Mal. Não todas as vezes. Só quando ele pensa com o bolso.

Quando você vai criar - eu, no caso - pensa em tudo. Pelo menos tenta. Viaja, cria relações malucas, idéias pitorescas e mirabolantes, tudo pensando no público-alvo e para fazê-lo se identificar com sua cria, recebendo e entendendo e comprando a mensagem.

Aí você faz tudo isso, alguém olha e diz "mas é melhor colocar um fundo amarelo e tirar esse texto. Escreve 'melhor do Rio' aí". E não adianta você argumentar que isso está batido, que a concorrência usou, que o público odeia, que você não é retardado. Se você realmente não for retardado, vai deixar de discutir quando ele bater o martelo e te lembrar que quem paga sua conta é ele.

E daí que você estudou? E daí que você sabe? A pergunta desse início de milênio é "e daí?".

Mas nem adianta rir. Na sua profissão também vai ter muito disso. O médico que falou pra você dar Aspirina e o teu paciente morrendo de Aids. O engenheiro que jura que aquele cálculo tá certo, e deixa a parede cair no meio do banho da vovó. O arquiteto que cria um museu em frente à sua faculdade e que não tem a menor sustentação, mas larga a bomba na mão dos engenheiros, que largam a bomba na mão dos estagiários, que largam na mão do chefe-de-obra, que caga pra isso desde que receba a cachaça no final do mês.

Ainda tem o produtor que deixa Fernanda Abreu cantar um pop-meloso com solo de guitarra do filho do senador, que acabou de aprender o Dm mas tem certeza que vai ser um astro. E vai, porque o produtor deve favores ao pai dele. E por aí vai.

Então, um grande "rá!" pra você, que não pode rir da minha profissão. Além do mais, trabalho em um lugar na Zona Sul, com música legal tocando, chefe gente fina e pessoas boas à minha volta. Venho de tênis, calça jeans e camisa do Led. Desconheço a palavra terno. Até comprei um dicionário por causa dela.

Afinal, sou redator e não posso me desligar dessas coisas malucas só porque eu não uso.

ps: esse foi tirando onda porque tô feliz de estar numa agência, mas minhas postagens voltarão a ser imparciais, elucidativas e elucubrantes. Geral no aguardo, neguinho!

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Atendendo a pedido(s)

Estou voltando. Aos poucos, aos trancos e barrancos, mas tô voltando. Nunca ficaria - nem deixaria meus queridos leitores - debaixo da Ponte. Sempre caminhando por ela, isso sim.

Antes de voltar a falar sobre tudo e todos (e políticos, que não se encaixam em menhuma das duas categorias), um breve resumo do meu sumiço.

Depois que voltei de Sevilla, fiquei surtado um tempo. Daí arrumei emprego, e Alan passou pra Lafayette, Easton, PA, USA. Aí comecei a me preparar pra ir com ele, quando surgiu um teste na Br3. Aceitei também, e fiquei no mês anterior à viagem em dois empregos e correndo atrás das coisas da viagem. Fui com Alan, curti NY por três semanas, fiquei com ele no aniversário de 18 da criança, voltei e continuei nos dois, pra ver o que seria da minha vida. Acabei de sair de lá do primeiro e fiquei na agência, cuidando de clientes como o Brasas.

Além disso, um pouco antes de viajar entrei no Colunistas, quase sem dormir. Mas eu e Mari, também da Br3, ganhamos. Aqui, o resultado.

Além disso, também fui abduzido por alienígenas nada amistosos, que me levaram para tentar catequizar a minha pessoa e depois mandar eu mesmo de volta à Terra, para conquistar minha espécie a partir da violência explícita e indiscriminada. Era até tentador, viraria ditador para Américas e Oceania, mas achei que não valeria ter que cuidar de ornitorrincos e outros bichos bizarros. Maloquei uma nave-mãe que estava no estaleiro e corri de volta.

Enfim... depois dos sustos e correrias e perrengues, a Ponte me espera. Iluminar o mundo é a minha função. Por isso, comprei uma hgrande lanterna e coloquei dentro do meu novo laptop, só para ajudar na tarefa. E por aí vai.

É, realmente voltei. Acompanhem. Mudem suas vidas. Mudem o mundo. Mudem meu status de escritor e mudem minha conta bancária.

Olá.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Calmaê

Oê! Volto já.

(aqui nesse espaço, imaginem aquelas plaquinhas de biroscas, que neguinho pendura quando vai botar o Pelé pra nadar. Sendo que eu ainda não escrevo não é por isso, são outros motivos.)

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Happy b'day

Eu tenho quatro ídolos. Ontem, um deles fez aniversário.

Parabéns, Alan. Não tem como eu dizer pra você tudo o que eu gostaria. Mas acredito que você saiba.

ps: nhé pra você.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

I'm going to be a part of it...


Neeew Yoooooooooooooooooooork!!!

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Pelamordedeus, NY, não complica!!!

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Parabéns, olá, tchau

*Pai, você merece mais um dia dos pais tão bom quanto foi, e dois filhos tão bons quanto tem. Alan pela inteligência, eu pela... por... é...

*Seja bem-vinda, esperança. Quando as coisas pareciam que não iam acontecer, alguma coisa surge e mostra que tem como. E a luz se faz. Graças a uma "amostragem internética do Alan" e à minha teimosia em gastar dinheiro. Mas, convenhamos, no ritmo que eu estava merecia um presentinho. E "Na pior em Paris e Londres" foi a escolha ideal. Boa, Alexandre!

*Era uma vez um dicionário que, apesar de muito bom, não funcionava na Ponte. E Ponte Elétrica não admite ineficiência alguma além das do seu autor - que, por sinal, são várias. Assim, o Webster's foi sumariamente banido daqui. Apesar de ainda indicá-lo para casos de tradução na giga-rede (grande era no início).

Essa semana promete, criançada. Torçam por Alê que, se Deus quiser, vão estar vindo coisas boas por aí.

Apenas imaginem o quê. Mas a música-tema disso tudo é I believe I can fly. Ridículo, mas foi maior boa tirada. Vocês vão ver só.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Chega-í, pod-entrá...

A Tam abriu as portas para o público. Mas, ao invés de entrar, foi pra sair. Em pleno vôo. E pra descer em São Paulo. E eu rindo da Varig que tinha cinto amarrado com fita crepe soltando na mão dos passageiros...

Por falar em abrir portas, não é interessante quando portas se abrem - desde que não seja acima de 3 metros e sem pára-quedas, como prega a T(ransportes)A(éreos)M(ulambados)? É assim que as coisas parecem caminhar. E, apesar da correria que venho estar andando, fico feliz com todas as novas possibilidades.

Mas como não sou de ferro, preciso de estímulos. E ele veio em formato retangular e com sua capa amarela. Não, não é um talão de cheques do Banco do Brasil assinado. Até porque, se fosse seria meu, e não faria a menor diferença. É um livro chamado "Na pior em Paris e Londres", uma espécie de auto-retrato-tentativa-desesperada de George Orwell para ser escritor. Publicado por um sinhô de esquerda das antigas, que comprou a idéia do livro, catapultou o Gegê ao sucesso. Sorte a dele, pra sair da vida de miserável. Sorte da humanidade, por ter ficado com um grande escritor. Sorte a minha, porque é com esse livro (e uma reportagem que acabei de descobrir, da VejaRio) que vou tentar me reanimar para escrever.

Quando digo escrever, obviamente que não é na Ponte. Aqui é uma obrigação intelectual e exercício de cidadania. Mas, tal qual as estradas controladas pelos governos federal, estadual e municipal, está abandonada, sem cuidados constantes. Mas fiquem tranquilos que meus pensamentos não serão privatizados, nem será necessário um novo imposto para trafegar por aqui. Os cuidados estão sendo retomados e a Ponte Elétrica voltará a eletrizar seus neurônios (trocadilho nível Rá!).

Antes que me esqueça, uma errata. Segundo uma emenda (ou ementa, não lembro) constitucional recente, 50%+1 dos votos não anulam uma eleição. O candidato que tiver 50%+1 dos votos válidos leva o cargo. Dane-se, com o atual panorama político meu voto continua nulo. E quem não estiver seguro sobre um mínimo de honestidade e boa vontade por parte dos políticos (exceção honrosa ao Chico Alencar) que vote nulo também. Minha campanha continua.

Pra fechar a nova fase Pôntica, uma nota:

Alexandre Mota está em um período de experiência na BR3, agência de propaganda responsável pela conta do Brasas, entre outras. Ele diz que espera fazer seu melhor, como sabe que pode, para com isso galgar (hum...) seu lugar no mundo encantado da publicidade carioca, nacional e posteriormente - não muito, espera - mundial. Pelo menos pelo inglês não vai ser problema.

*nota posta para dar a impressão de que minha experiência é realmente importante e foi notada pelo mercado publicitário brasileiro.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Conversa construtiva - versão beta

"Alê diz:
um inimigo é apenas um amigo que vc não conhece como tal, só como inimigo
Alê diz:
frase de suntizú, lenda de caxias
LucasLouis diz:
"um inimigo nao é legal"
LucasLouis diz:
frase de Tio Doca, padeiro renomado
Alê diz:
"inimigos, inimigos, corpos em partes"
Alê diz:
juca facão, matador de joão pessoa
Alê diz:
com passagens em teresina e alto de santana (Pa)
LucasLouis diz:
hahahahha boa$
LucasLouis diz:
"In nimigo we dont trust"
LucasLouis diz:
George bush
Alê diz:
hahahhahaha
Alê diz:
inimigus non amigus est
Alê diz:
julius cesarius, goleiro do flamengo de roma
LucasLouis diz:
encefalus pater I
Alê diz:
hahahahaha
LucasLouis diz:
"Inimigo so existe depois que vc briga com ele"
LucasLouis diz:
dada maravilha
Alê diz:
"ou antes"
Alê diz:
sérgio noronha
LucasLouis diz:
" ja ja nao te ajudo, inimigo"
LucasLouis diz:
galvao bueno
Alê diz:
"ja e ja, o inimigo é apenas uma imagem transcedentalizada do espectro não-humano em uma ótica um tanto quanto relativizada da modernidade subjetivista do outro"
Alê diz:
andre queiroz
LucasLouis diz:
"inimigo é siniiiixtro!"
LucasLouis diz:
Eduardo "Chico doido", porteiro noturno do Ed. montese
Alê diz:
hahahaha
Alê diz:
um grande pensador
Alê diz:
"ô loco, meu, olha lá o inimigo matando o outro!"
LucasLouis diz:
hahahahhaaa
LucasLouis diz:
ja sei quem é
Alê diz:
quem???
LucasLouis diz:
boa
LucasLouis diz:
fausto silva?
LucasLouis diz:
vulégo faustao
Alê diz:
hahahaha
Alê diz:
isso, isso, isso
Alê diz:
"ninguém tem paciência com inimigo..."
LucasLouis diz:
?
Alê diz:
chaves
Alê diz:
hahahahha
LucasLouis diz:
hahhahaha
LucasLouis diz:
bom chega de besteiras sou um cara serio e ocupado"

terça-feira, 8 de agosto de 2006

E nem posso falar mal

Porque dependo dela para mais um monte de coisas pelos próximos tempos. De hoje ainda até sabe-se lá Deus quando.

Por isso nem vou citar sua anglo-procedência...

terça-feira, 1 de agosto de 2006

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Gente que faz

Pois é. Lá vai o Mengão rumo a mais uma Libertadores, dessa vez com muito mais consciência da importância da competição. E como se vencer no Maraca cheio fosse pouco, quis o destino que o vice fosse o mais perdedor da história do futebol.

Esse lance de português burro deve fazer algum sentido nesse caso. Porque se fosse meu time (glória a Deus por não sê-lo) eu já teria pensado em alguma foma de mudar o resultado final. Não ia aguentar ser eternamente vice do meu maior rival.

Em todo o caso, parabéns ao Vasco por manter a tradição viva. Mais um vice-campeonato. Simon Bolívar agradece. Afinal, pra entrar na luta com os libertadores da América precisa ter força e impor respeito.

Acima de tudo Rubro-Negro!


Yo tambiém soy Mengón! Mira que guay mi uniforme.
***
Ih! Libertadores '07 tâmo aê!

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Serviço de utilidade pública

Sérgio Cabral, candidato do PMDB à governador do Estado do Rio de Janeiro, lidera as pesquisas com mais do dobro do segundo colocado, Marcelo Crivella. O bispo não entra, mas em compensação entraria o tucano. No primeiro turno.

Acontece que ele prometeu ampliar os projetos sociais de um real do governo rosinha dos garotinhos. Vejam bem, ampliar não é diminuir. Não é nem mesmo manter igual. Ampliar quer dizer aumentar. Ou seja, o populismo vai crescer a ponto de oferecer até drogas a um real. Teria muita gente curtindo a idéia, inclusive, mas quero dizer que isso vai cagar ainda mais o estado.

Então, gente, pelamordedeus-oê, caso vocês não tenham candidato ao nosso governo estadual, pelo menos votem nulo. Já seria alguma coisa, pelos mesmos motivos que falei no post anterior. E divulguem a idéia. Vamos tirar o lixo de nossas ruas. Como em um serviço de utilidade pública.
***
Aliás, o bispo afirmou que os políticos do estado - e mais várias pessoas, de várias classes diferentes - cheiram cocaína. Disse que isso justifica a situação atual do Rio.

Não sei se é verdade. Não sou detetive como ele e, provavelmente, não recebo denúncias vindas do céu como ele, pessoa tão pura e ligada a Deus. Mas, pelo sim pelo não, caso encontre com os garotinhos vou recomendar que cheirem crack. Assim não precisam fingir greve de fome pra emagrecer.
***
Eu apoiaria incondicionalmente um candidato que prometesse construir um emissário submarino saindo do Palácio das Laranjeiras e lançando dejetos a pelo menos uns cinco quilômetros do nosso litoral. Nem me importaria se não cumprisse depois.

Só o fato de reconhecer que existe ali quantidade de sujeira suficiente para cagar todo o Rio de Janeiro, o candodato - ou a, tanto faz - ganharia meu respeito e admiração. E aquele votinho amigo.

domingo, 23 de julho de 2006

Morte e vida [nome]

A campanha eleitoral segue firme e forte, caminhando pelos quatro cantos do país com promessas tão coerentes quanto reviver seu tataravô e distribuir notas de cinqüenta como papel higiênico, para um povo que será o mais rico e poderoso do mundo a partir de 2007 poder limpar a bunda com estilo.

Nessa onda de seqüelagens, acordei hoje com o Lula prometendo mais umas dezenas de universidades públicas. Ah, que bom! Porque as federais já estão saturadas de alunos e professores e muito bem estruturadas, então é melhor expandir o ensino superior.

Façam uma UFNoAC (Universidade Federal do Nordeste do Acre). Pelo menos lá terão árvores para derrubar e fazer papel e carteiras, e látex para borrachas. Talvez não tenham nem luz elétrica e água encanada, mas - e daí! - a hora de expandir é essa.

Já aviso com antecedência que meu voto para presidente, assim como para governador, será nulo. Na verdade, o único urnário definido até agora é Chico Alencar para federal, mesmo ele estando no maldito PSOL. Outra coisa, se começarem a me perturbar por esse ou aquele fulano serei bem ignorante. Podem ter certeza, eu consigo ser assim. E com toda a ironia e classe que (acho que) possuo.

Acho que vocês, corajosos que trafegam pela Ponte, sabem, mas se houver 50%+1 de votos nulos a eleição é anulada. Vamos tentar?
***
Momento filosofia: a pior forma de morrer deve ser enrolado em um papel, esmagado por um catoto molenga. Ainda bem que não existem gigantes maus.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Se Schwarzenegger, o bárbaro, diz...




















Crom!

Ele deve estar bolado e pensativo.

Ah!, coitado...

Andanças, Mengão ganhando, Tony Manero, Conan e Rocky em DVD, novidades se anunciando e eu sem poder postar um texto minimamente grande na Ponte... Rezem por minha sanidade, crianças.

Também, quando eu vier escrever vocês terão texto para toda a vida. Aguardem a Bíblia da Ponte, onde a Verdade segue o caminho. Apesar de não saber o que quis dizer com isso.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Ops

Fiz de novo. Deixei a Ponte sem cuidados. Mas é por um bom motivo, que já deixo avisado aqui.

Com mais uma viagem que se aproxima - e se Deus quiser vai rolar mesmo - eu tenho andado mais frenético que de costume. Além do que, minhas atenções estão ainda mais voltadas para a família. Assim sendo, não se espantem se eu sumir ou se eu tentar marcar coisas e desmarcar constantemente. Se já era assim, agora está ainda pior.

Mas amigos entendem, tenho certeza. E também não vão deixar de passar pela Ponte, espero.

Como prêmio pela persistência em um caminho melhor, deixo um ensinamento sobre o que é o melhor da vida, que aprendi com meu mais novo mestre:

To crush the enemies; had them driven before you; and hear the lamentation of their women!

Arnold Conan Schwarzenegger, o bárbaro ator. Deve ser lido com sotaque de austríaco mongol sem educação.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Legal

O que é ser legal? Jovens sabem o que é ser legal. Pessoas mais velhas já souberam, muitas ainda sabem mais e melhor do que vários jovens. Pessoas de meia-idade estão no limiar entre o saber e o não-saber, entre o ser jovem e ser velha. Entre o ser e o não-ser.

Legal é ir à praia de dia, ir a um luau na praia à noite. Sair na noite, trabalhar de dia, não trabalhar de dia. Não trabalhar nunca. Trabalhar com o que gosta. Fazer o que gosta. Pular de pára-quedas, bungee-jumping, base-jumping, andar de skate, patins, bicicleta, a pé, de carro zero, de carro tunado, de carro velho mas conservado.

Legal é usar roupas da moda, usar roupas que gosta mesmo que não estejam na moda, fazer moda. Legal é ter cabelo comprido, vermelho, liso, preto, curto, rosa, black, dread, channel, moicano, azul, curto, despenteado, com franjas, amarelo. Cabeça raspada. É dos carecas que elas gostam mais.

Legal é jogar bola, jogar video-game, bola e video-game, lutar, nadar, montar, pilotar kart, moto, avião, falar várias línguas, falar a língua dos sinais, beijar, viajar, beber, não beber. Legal é ser moderno. Legal é ser retrô. Legal é ter estilo.

E ajudar, também é legal?

Responda, passe para seus amigos responderem e ajude a um redator: como ser legal?

domingo, 2 de julho de 2006

A culpa é da bola

Não vou me estender na eliminação dos amarelões, basicamente porque isso é assunto em 90% de todas as rodas de conversa em todo o Brasil. Especulações, convicções e outros -ões presentes no Pai-dos-burros e que já estou cansado de ouvir, e não quero fazer parte.

Só quero registrar minha tristeza pelos jovens da seleção, que tinham vaga mais do que certa e não puderam jogar a Copa. Quero expressar minha solidariedade com os 185 milhões de coitados que serão um pouco mais coitados por mais quatro anos - afinal, em um país subdesenvolvido, onde a alegria do povão é ver que somos bons de bola, voltar pra casa mais cedo representa o fim das férias para muita gente.

Mas acima de tudo tenho que lamentar por saber que vou ouvir um monte de "eu sabia!", "eu não disse?!" e "bem feito!" durante um bom tempo. Tão insuportável quanto aquele povo que muda de opinião de acordo com o desenrolar da história (vide Galvão, criticando o time no final do jogo depois de elogiar nos outros quatro, mesmo tendo jogado tanto quanto a Polônia ou a Suíça) é quem parece esperar o pior para dizer que havia avisado desde não sei quando.

O inferno são os outros, diz Sartre e repetiram os atores da boa peça Entre quatro paredes, que vi nesta sexta com Alan e Carol. É exatamente isso que teremos que aturar, um inferno promovido pela lenga-lenga de todos os que cismam em dizer que sabem tudo. Se soubessem, com certeza não seriam pseudo-intelectuais ou os verdadeiros fracassados que são. Então, façam o favor de calar a boca. Que ninguém venha pra cima de mim com esse papinho besta, que não suporto corvo-projeto-de-cigarra.

Quer cantar bonito, nasçam de novo.
***
E volto minhas escassas baterias de torcedor-frustrado para Felipão, o único brasileiro que representou verdadeiramente o espírito guerreiro que o brasileiro gosta.

Pra frente, Portugal!
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Se esse não for o fim de Parreira na seleção, então é melhor os brasileiros que gostam de futebol começarem a procurar outro país para torcer. Eu serei Djibuti desde criancinha. E você?
***
O Zagallo tá vivo?

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Maldito Nizan!

Esse papo de questionar se o gordo está ou não está gordo já rendeu o suficiente. É muito blablabla pra pouco questionamento sério e realista. Ainda mais quando a resposta está na cara. Sim, o barril está gordo. Mas a culpa não é dele, e sim do Nizan Guanaes. Ou de qualquer que seja o publicitário responsável pelas propagandas das quais ele participa.

Vejam bem. O Tchê faz propagandas para a Nike, de materiais esportivos. Faz propaganda para a Oi, de celulares. Faz propaganda para a Trident, de chicletes. Para a Gatorade, de bebidas energéticas (não é bem isso, mas esqueci; que se dane). Ou seja, o máximo que pode acontecer é ele praticar mais esportes, falar muito no telefone, mascar chiclete e ter uma úlcera e repor energias perdidas nas gravações anteriores.

O Kaká fez propaganda pro Guaraná Antárctica, de refrigerantes, e pra Giorgio Armani, de roupas. Assim, o máximo que vai acontecer é ele ter overdose de guaraná e se vestir bem.

Os dois fazem propaganda para o banco Santander. Assim como o gordo. O que vai fazer os três encherem ainda mais a burra de dinheiro. Nada de anormal para quem joga na seleção brasileira. Menos para o Lúcio, que é feio demais para fazer qualquer propaganda que não seja de clínica de cirurgia estética.

Mas aí vem a análise dos outros comercias do gordo. Que são para o Guaraná Antárctica e a cerveja Brahma. E o que vai acontecer com ele?

Exatamente. Encher a pança de refrigerante e cerveja. Vai ter que ser visto bebendo chopp da Brahma quando sair de casa. Provavelmente, vai até gastar o dinheiro que recebe do Santander comprando cerveja para os seus casamentos anuais. E graças a isso ele manterá sua forma avantajada e arredondada da barriga, cobrindo sua visão da cintura para baixo. A sorte dele é que sempre soube jogar futebol, porque se fosse como o Cafu seria incapaz de acertar a redonda. Aliás, essa é a única parte boa do negócio. Se pudesse ver a bola, talveznão a chutasse. Identificação com a espécie.

Mas como se ele não estivesse redondo como a Lua não sentiria pena de chutar o balão, posso tranquilamente culpar o Nizan. Maldito!, porque não esperou até o final da Copa para começar uma campanha assim? Seria até melhor, porque desvalorizaria o Momo e ficaria mais fácil que fosse para o Mengão.

Até porque, convenhamos. Gordo por gordo, mil vezes o Bib (o nome do boneco da Michelin, aquele cheio de pneus, caso não entendam a piada-comparação) ao Obina.
***
E só para constar, aos trancos e barrancos o Brasil segue. Mais uma sobrevida para dar tempo de o Golias estragar tudo.

E que venha a França, amigo!!!

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Eu tô falando...

Vou colocar antes aqui na Ponte para me servir de prova. Amanhã, o Brasil vai entrar em campo muito provavelmente com seu time "titular". Cafu, Cantor, Emerson, Willy e Lucio. Falando basicamente dos três primeiros: eles serão o alvo de Gana.

Cafu não vai atacar nada, ficando preso à marcação. Primeiro que ele não sabe mesmo, segundo que não vai conseguir dar conta de ir e voltar tão rápido. Fora que ele não sabe cruzar, mesmo sendo lateral há uns 20 anos. Deplorável.

O Cantor vai para o ataque. Mas como não sabe atacar, vai perder as jogadas lá na frente. Pode ser num cruzamento ridículo, em uma inversão equivocada, em uma tentativa bisonha de cortar jogada. Daí os ganos vão sair jogando rápido nas costas dele e ele não vai conseguir voltar sempre. No início, talvez. Depois, nem dopado.

Emerson vai ser envolvido em boa parte dos lances. Vai se irritar e começar a bater nos ganenses e vai tomar amarelo. No primeiro tempo, se der mole. Daí pode acabar sendo expulso no segundo. No início, se der mole. E o Brasil vai ter que agüentar a pressão com um a menos.

O Lúcio... O Lúcio... Não adianta não fazer falta quando se entrega o jogo. Não quero que ele bata. O problema é que ele não vai se conter amanhã, vai ser envolvido e vai baixar o sarrafo nos ganosos. Bem provavelmente perto da área. A não ser que ele resolva parar a jogada que começou no meio campo, quando quis driblar e tropeçou na bola. Mas o professor Golias dá total liberdade pra ele, né?

Dida não vai sair do gol. Nunca sai. Daí eles vão ganhar no alto do Lúcio, simplesmente porque ele é burro. Periga tomarmos gol de cabeça que nem em 98.

Robinho não deve jogar mesmo. Mas é bem estranho que ninguém entreviste o garoto. Se é ele quem está machucado, porque entrevistar TODOS os outros e não ele? Lei da mordaça? Ou ele sofreu uma contusão na língua?

Torço para o Brasil amanhã, quero mais é que sejamos hexa. Mas fica difícil com uma mula e um morto no comando. Podemos ganhar, até devemos, mas vai ser na pressão e na raça. Apesar de esta Copa me cheirar a deja-vù avec roquefort...

sábado, 24 de junho de 2006

Albert Bueno

Ou Galvão Eistein. Obrigado, Carol, por essa maravilha da narração brasileira.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Decepção

Ia agradecer por um monte de coisas, mas a Wikipédia me fez o favor de tirar o link para a POnte Elétrica que havia na parte "blog". Adicionado por mim, é verdade, mas se ela é livre então porque tamanha injustiça? Abaixo à censura!

Por outro lado, alguém fez o que eu gostaria de fazer se estivesse na Alemanha vendo a Copa:


Todos os direitos reservados a alguém. Mas eu não tenho nada a ver com isso.

Enquanto ele não cala a boca, elogia quem não deve. Apesar de o Willy ter marcado dois, jogou pouco. Estão empurrando o problema com a barriga (rá!!!). Tenho medo do próximo jogo, pois a seleção pega Gana.

Não porque eles sejam craques, não é porque a seleção só tem negão que vai entrar em campo um monte de Pelé. Eles jogam bem, sim, mas minha maior preocupação é a volta do retardado (Cafu parece um débil, não é?), do cantor e do lenhador. Se a seleção poderia ter se complicado só com a presença do Lúcio, hoje, imagina com todos esses atrasos em campo. Não sei quanto tempo a equipe agüenta jogando com sete contra quinze. Sem contar a não-presença do Bussunda, peso morto em campo (rá!!!rá!!!, combo - pelo peso e pelo morto).

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Razão e sensibilidade

Antes de qualquer coisa, tenho que admitir que ouvi, sim, a conversa alheia. Mas não tive culpa se a mulher sentou ao meu lado e resolveu conversar com o cara com o banco do outro lado. Talvez ela tenha feito isso porque percebeu que eu não daria bola para o seu papo, mas isso não interessa. O importante é ter história.

Vamos ao que interessa. Voltava eu, inocente e despreocupado, feliz de ter visto meu amor, da UFF. Estava na minha, sentado ao lado de uma das janelas, olhando para fora. Percebo a mulher resmungando alguma coisa, mas não me preocupo. Na verdade, cago para ela.

Eis que ela fala mais alto e olhando para o cara do banco do outro lado do corredor, que tem a infelicidade (para ele; foi bom para mim) de responder. Daí ela começa a falar e solta sua "linha de raciocínio".

Coloco entre aspas porque ela estava falando sobre moradores de rua - vulgos mendigos - perto de um Banco do Brasil, na Presidente Vargas com Rio Branco, mais ou menos. Diz que não gosta deles, que tem medo de passar por perto. Diz que são todos já adultos, mais ou menos da idade dela. Que estão ali para fazer maldades, que parecem estar sempre à espreita, à espera de uma vítima para assaltar ou coisa pior. Não sabe como ninguém faz alguma coisa, que quer escrever uma carta para a prefeitura, que isso é uma tragédia. Depois diz que "bem que poderia cair uma marquise em cima", não sem aquele famoso "ai, cruz-credo, que isso" no final. Aquela aliviadinha pra Deus perdoar um desejo teoricamente ruim, mas tão legítimo.

Não sou psicólogo, mas passei um tempo tentando imaginar o que se passa na cabeça de uma criatura dessas. A única resposta que me veio foi vento. Porque não é possível que uma pessoa de nível social médio - no mínimo - não pense mais seriamente a respeito do assunto. Como pode alguém simplesmente pichar moradores de rua, como se eles fossem maus por natureza? Até onde eu sei, a lei natural das coisas não é do tipo nasceu pobre e foi morar na rua, é porque é mau. "O homem nasce bom, a sociedade que o corrompe", não é verdade? E mesmo que não seja, você não pode simplesmente taxar um mendigo por ele ser um mendigo.

É fácil falar ventindo um blazer bonitinho, voltando para casa depois do trabalho em um ônibus com ar-condicionado e encontrando comida na geladeira e cama arrumada. Será que, se os papéis fossem invertidos, ela estaria à espreita para fazer alguma maldade? Será que seria ladra, cheiradora, assassina? Será que cataria papel e latas dentro do lixo para ganhar uns trocados ou será que esmolaria?

Não discuto a índole dos sem casa, sei que tem gente boa e ruim. Assim como tem gente rica boa e gente rica má. O que sou contra é estigmatizar toda essa gente sem tentar fazer nada para resolver a situação.

Essa visão me cheira a Veja. A revista, não o desinfetante.
***
Por outro lado, revejo a situação e penso que a mulher já pode ter sido vítima da violência. Pode ter sido roubada, ou alguém que conheça. Pode ter sido seguida, sofrido um seqüestro-relâmpago ou agredida. Pode até conhecer alguém que tenha sofrido coisa pior que isso, mesmo sido assassinada.

Isso não desfaz o preconceito do que disse ou valida seu julgamento. Mas justifica o medo. Medo é irracional, assim como podem ter sido os seus comentários ao meu lado.
***
Pesar os dois lados e pensar através da ótica de cada um deles, aliviando a barra de todos os envolvidos, provavelmente faz de mim o maior encimadomurista dos blogueiros.

Problema meu, não tenho o direito de julgar ninguém. Não sou santo, não sou perfeito. Nem padre sou ainda. Nem nunca serei.

E como vocês também não são perfeitos, parem de julgar os da história e minha emcimadomureza.
***
Como considerações finais do caso, refleti bastante e percebi que muitos padres são bastante parecidos com o Michael Jackson. Só que mais pobres.

O que me dá duas opções de comparação. Ou o Michael Jackson pode ser seminarista, ou os padres podem aprender o Moonwalker. E tudo isso me faz chegar à conclusão única de que ambos têm um terrível mal gosto sexual.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Galvão

Uma piada mundial.

Eu sou estadunidense e não desisto nunca

Primeiro, justificar uma injustificável guerra no Iraque. Depois, empatar com a Itália jogando com um homem a menos (dois a menos que o normal - nove - e um atacante fazendo papel de zagueiro da azzurra). Agora, isso.

Realmente, tem povo que não sabe quando é hora de parar.

domingo, 18 de junho de 2006

Deus tenha piedade de nós

Contribuição do querido fiote Lucas Louis Jonathan Welch. Esqueci como se escreve seu último sobrenome. Acontece.

Ainda não cheguei à conclusão de quem o ser mirabolante desta joça parece, se o He-man ou o Ronnie Von. Mas o mais importante é que ainda não sei como descrever isso.

Sei, sim. Desnecessário.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Copa sulamericana

A Copa caminha sem surpresas. Sulamericanos vencendo, europeus jogando feio e asiáticos, africanos e centroamericanos fazendo aquela figuração divertida e desnecessária. Brasil não jogou bem mas venceu tranquilo, Argentina jogou bem e venceu no aperto e Equador já está classificado para a segunda fase. Perigando mandar a Alemanha para a segunda colocação e forçando a eliminação de um "favorito", caso cruze com a Inglaterra nas oitavas.

Caso tenha alguém vendo o campeonato mais que eu - o que não é difícil -, deve concordar que a maioria dos jogos é difícil de gostar. Ver, sim, porque é raro. Aproveitar um bom futebol, aí é outra história. Quase um conto de fadas. Itália e República Tcheca foram as que passaram mais perto de apresentar alguma coisa decente. Se qualquer uma delas for campeã vai prestar um grande desserviço ao futebol, estilo Copa de 82.

Torço pelos pequenos, como Angola, Trinidad, Gana, Togo, Japão e afins. Mas convenhamos, é dose. É como torcer para um perneta marcar um gol de bicicleta.

Só pra fechar a parte futebol, vamos de Brasil. O Gordo não está ronaldo, está uma âncora. Se estivesse mais pesado era mais fácil rolar atrás da bola. Mais um pouco e vai chamar a redonda de filha. A zaga, com exceção do Juan, é uma baba. Desde 98 o cantor tenta entregar uma partida. Fez sua parte em 98 e 2002, com aquelas bicicletas ridículas. Agora, como parece não conseguir mais dar bicicletas, vai cagar o jogo com suas inversões de jogada. Já que é assim, melhor chutar contra o gol, porque provavelmente o Dida vai bater roupa e daí o atacante adversário empurra pra dentro. Aliás, um goleiro de 34 anos que ainda não aprendeu que bola que não se encaixa deve ser rebatida para o lado não tem salvação.

Um lateral que não acerta cruzamentos até hoje, aos 36 anos, e um cabeça-de-área que é ídolo na Itália parando 90% das jogadas com falta não merecem ser comentados. Na verdade, não serão comentados. Nem nome vou citar. E Lúcio... e Lúcio...

E Lúcio...

O inferno é pouco. Para ele e Parreira, que apóia tudo o que ele faz. Se o Brasil perder, vou colocar a culpa toda no Golias. Tomara que façam um vudu dele e ele perca até o plano de saúde que ganhou naquela propaganda ridícula de outdoor. E o celular. E vá para o inferno com Lúcio.
***
Isso merece ser comentado. O Zagallo é terrível. Chato demais, tirando onda por tudo o que a vida lhe deu por sorte. É inegável que tem estrela, mas isso não justifica se gabar por um monte de coisas das quais não teve méritos.

Mas chegou a dar pena ver sua caminhada lerda até o centro do gramado, com uma camisa na mão (13, provavelmente) e um sorriso assombroso, parecendo uma daquelas assombrações de filmes B, e tomar um não em outra língua do Prso, na hora de trocar a camisa. Daí ele ficou com aquela cara de "maldito croata tem treze letras!!!", procurando outro para quem daria sua amarelinha.

Deus tenha piedade dos velhos gagás.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Catôuzica

A Ponte, como fonte de informação de número catorze na Internet brasileira - quiçá mundial! - tem a obrigação de manter o posto e falar rapidamente sobre o jogo do Brasil.

Uma bosta! Kaká e Juan provam que Deus é brasileiro. Se não fossem, acreditaria piamente que ele é argentino e tá de gozação com a nossa cara. O resto foi dose.

Ainda assim, Brasil rumo à sua tentativa de ultrapassar o Mengão e conquistar o hexa!

ps: mais tarde aparece uma resenha decente por aqui...

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Fanfarrão

Só FHC para me obrigar a comentar política no meio da Copa do Mundo. O fato de não falar sobre futebol vai me tornar muito mais agressivo.

"Não temos medo da comparação, nem em termos de governo nem em termos pessoais"; "O ex-presidente disse que Lula lhe proporcionou uma das maiores 'desilusões' ao esquecer o passado e 'virar casaca'. Lula, segundo FHC, 'lutou contra a ditadura', mas ao chegar à Presidência da República 'incorreu em vários itens da lei de responsabilidade, ao deixar as teias da corrupção atuarem ao lado de sua sala no Planalto. Jamais tive desilusão maior' "; "classificou os escândalos ocorridos no governo como sendo 'a maior teia de corrupção que já vi no país' ".

Maldito linguarudo! Não me arriscaria a fazer comparações pessoais entre um bêbado e um ex(?)-maconheiro, assim como alguém que não levou o Brasil tão longe e outro que nunca fez questão de levar o país longe, a não ser quando colocava a bandeirinha na mala e se mandava para fora. Não poderia tecer comparações entre "a maior teia de corrupção" do país - o mensalão - e o mensalão dado no governo FHC para votar a favor, por exemplo, da reeleição. Não sei quem vira mais a casaca, se um ex-sindicalista aliado à direita ou um ex-exilado aliado à direita.

Vai para o inferno, FHC! Época de eleição é uma bosta, todo mundo começa a dar pitaco e atacar todos os outros para garantir seus votos, ou de seus correligionários. Mas um pouco de bom senso e ética cairiam bem neste caso. Até para a canalhice deveria haver um limite.

FHC perdeu uma excelente chance de ficar calado. Pena que a maioria dos eleitores não vai perceber isso. Por isso, até, imagino que ele tenha atacado desta forma, a poucos meses para a eleição. Para tirar proveito da ignorãncia do povo.

Pena que isso não vai dar em nada...

Vejam aqui o que motivou meu ódio. Com atenção especial para o fato do Valor on-line publicar isso. Por que não matam o Lula e colocam o Alckmin no Planalto de uma vez?

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Sala, copa e cozinha

Já devo ter dito que a sala lá de casa está deveras bonita e completa com uma Sony Wega Trinitron de 29 polegadas tela plana, na qual posso usar o controle remoto do DVD por ser da mesma marca. Isso me fez um cara um pouco mais feliz, porque só assim pude ver o Flamengo de vermelho e preto e filmes com sangue onde o sangue parece sangue. Vermelho e tudo.

Frase do Alan, vendo um daqueles clipes horrorosos daquelas pseudo-cantoras hip-hop-pop estadunidenses com seus quinze minutos de fama:

"Caraca, esse clipe é todo rosa? De tanto ver azul eu jurava que ele era todo azul!"

Então, depois de ver a vida telística em RGB de verdade pude voltar a ver filmes. Sobre eles que quero falar. A Ponte recomenda deverasmente demais:

.Cães de aluguel - *****
.Janela indiscreta - *****
.Snatch - *****
.Team America - ****
.O guia do mochileiro das galáxias - ****
.Senhor da guerra (não arma, como na tradução) - *****

Se a Ponte recomenda, vale a pena.
***
Outra coisa que começou foi a Copa. Sim, a tão esperada e comentada e propagada e cuspida Copa do Mundo da Alemanha. Com os donos da casa mostrando que vão querer mostrar para a torcida que seu time tem condições de ganhar o torneio. Mesmo que não tenha.

Porque o time alemão é um bosta. Forte, alto e com tradição, mas sem nenhuma habilidade. Acertar um chute de fora da área não faz deles craques. Se fosse assim, Flávio Conceição era Pelé.

Brasil em primeiro, Costa do Marfim em segundo e República Tcheca em terceira. Mesmo que não seja possível essa coimbinação, torço por isso. Minha Ponte, minhas regras.
***
Não vou pro fogão tem um tempo. Vou perder a prática...
***
Echar de menos é uma coisa que entendo cada vez melhor.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Dor de cabeça

Eu tenho, você não tem! Há uns quatro dias.
Que onda, hein?

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Adendo à errata

Ia na Ponte, parei aqui. Isso é um caso para Mulder e Scully, sério mesmo. Deu medo.

Alguma sugestão sobre o motivo do desvio no caminho para a Ponte?

Errata

O guitarrista morto era dos Detonautas. Bom para o que escrevi que não perde o sentido, e para o CPM22 que mantém sua formação completa.

Mal para os Detonautas, que perderam seu guitarrista.

Isn't that ironic?

Eu acho. Porque há anos tenho miopia. Há anos enxergo mal, e cada vez pior, a ponto de chegar aos meus famigerados 6 e 6.5 nas vistas. Há anos torço para que ele posso se estabilizar, porque só assim poderia fazer cirurgia de correção. Isso só depois de chegar aos 23 anos.

Aí completo 23 anos e meu grau se estabiliza. Fico feliz, até descobrir que o plano de saúde só cobre custos a partir de 7 graus. E os meus pararam em 6 e 6.5 mesmo. Daí teria que pagar pelo menos 2000 reais. Até uns 4000 reais. Na média, pelo menos 3000 reais. O que equivale a bem mais do que eu tenho.

Com certeza Alanis escreveu aquela música chata depois de uma decepção desse tipo. E passou a só fazer música porcaria, porque isso é o tipo de coisa que marca um ser humano normal.


Espero que Celine Dion e CPM22 nunca passem por algo assim. O que é ruim pode, sim, ficar pior.
***
Por falar nisso, parece que o guitarrista do CPM22 morreu lá na Radial Oeste ou coisa que o valha. Tanto o lugar quanto a banda, porque hoje em dia tem muita coisa parecida e minha memória não me permite distingui-las.

Esse tipo de coisa acontece todos os dias. E não estou sendo insensível com a morte dele. Na verdade, ninguém deveria morrer baleado por tentativa de assalto. Indo mais longe, não deveria haver arma de fogo. Mas não posso resolver nenhum dos dois, agora.

Poderia até dizer que isso ajudaria a sensibilizar a sociedade, mover as esferas da administração pública e iniciar uma cruzada para resolver nossos problemas sociais. Mas quem morreu foi o guitarrista do CPM22, não o Chico Buarque. Então, com todo o respeito ao mais novo número das estatísticas sobre violência do nosso país, fica pra próxima.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Beba sem moderação, é sua responsabilidade

Agora, já era. Gostando ou não, todo rubro-negro tem a obrigação de beber cerveja. Mas só a Nova Schin. O dia todo, todos os dias. No café, no almoço e na janta.

Tá com sede? Nova Schin.
Tá com calor? Nova Schin.
Tá com frio? Nova Schin.
Tá doente? Nova Schin.
Tá com insônia? Nada que uma Nova Schin quentinha não resolva.
Tá morrendo? Nova Schin.

Se tiver certeza de que vai morrer, faça um testamento obrigando seus herdeiros a gastarem todo seu dinheiro em Nova Schin.

Obrigado, Zico, por abrir meus olhos e me fazer perceber minha missão na Terra. Ajudar ao Mengão.

Assista (ao) "o chamado" inegável do profeta.

E bebam Nova Schin.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

O silêncio dos inocentes

"Por que o Senhor permaneceu em silêncio?" Essa frase ilustrou o inconformismo do Papa Bento com relação às atrocidades do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde foram assassinados 1,5 milhão de judeus. Em um discurso para a massa católica do país, ele se perguntou onde estaria Deus durante todo aquele tempo, permitindo "o triunfo do mal".

Bom, não sou onipresente nem tenho talento para GPS. Tampouco estava vivo naquela época - tenho só 23 verões quase-recém-completados. Uma matemática básica prova que, naquela época, eu ainda não poderia ser nem primeiro rascunho de projeto de gente. Mas tenho meus palpites sobre o assunto e quero ajudar o Papa.

Papa, você está falando de Deus, não de Wally. Se realmente estivesse procurando Deus desde quela época, deveria ter olhado para cima. Para cima da sua arma, enquanto era mais um caçando judeus. Afinal, não acredito que um membro da Juventude Hitlerista ficasse preparando sanduíches para levar pro front nem fosse estudar sobre construção de sinagogas.

Se você achou Deus tão calado, deveria pensar que qualquer pessoa - até Ele, acredito - ficaria calado quando visse que tudo o que mostrou e fez foi para o inferno com tamanha hipocrisia e crueldade. Não vale a pena gritar para ser ouvido, porque assim não se é respeitado. O entendimento vem da compreensão. E isso passava longe dos nazistas.

É fácil falar agora, depois de tudo acabado, e fazer o papel de bom moço. Fiz primeira comunhão (por vontade própria mesmo), respeito os fiéis da Igreja Católica e até as intenções da Igreja em sua essência. Mas a prática anda cada vez mais longe da teoria, e não tem vela acesa nem mãozinha pro alto que esconda isso. Deus é inocente nessa, Papa, e os inocentes que poderiam escutar seu discurso já morreram. Há mais de 60 anos, pelo menos.

Só não vê quem não quer.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Rascunhos

Meu mestrado se desenha. Amadurecimento para trabalhar em uma agência se desenha. Shows, dinheiro, viagens, Copa do Mundo, álbum de figurinhas cheio, TV RGB, calmaria mental, esquetes e propagandas e contos e absorção de leituras se desenham.

Neste grande rascunho em que se transforma a minha vida, percebo que tenho aprendido a desenhar melhor. Risco uns traços, analiso, percebo minhas limitações, estudo como melhorar e risco mais uns traços. E assim o desenho vai ficando cada vez mais promissor e o resultado promete ser produtivo.


O guerreiro está pronto.

Além de preparado para a guerra que se desenha, estou animado também. Animado com as possibilidades que surgem, com as portas que se abrem - algumas à força, depois de serem esmurradas, mas se cederam está bom - e com o que enxergo no horizonte. Mesmo com meus olhos míopes vejo, e gosto do que vejo, então o que vem vai ser bom.

Claro que meu otimismo pode ser passageiro. Na verdade, tudo em minha cabeça é passageiro, meu humor e meu estado de espírito variam tanto quanto alguma comparação que me fugiu no momento. Mas, e até porque, sou assim, é bom aproveitar enquanto os ventos sopram a favor das minhas idéias. Assim, quando estiverem parados ou soprando contra aproveito a distância que percorri para manter a tranquilidade de raciocínio. Para quê?

Raciocinar, ué. Pensar no futuro e planejar passos mais seguros. Seguir caminhando. Já que não preciso de muitas horas de sono e nunca estou cansado, tenho que tirar vantagem disso.

Perdi o caminho da postagem, não sei como acabar. Vai ver que é um sinal de continuidade do que disse agora... A ver, tío!

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Bingo!

Sei lá, me deu vontade de jogar bingo agora. Gritar bem no ouvido daquela velhinha que está disputando acirradamente com suas colegas de mesa para ver quem ganha mais dinheiro para gastar em remédios e mercados. Mesmo que não precisem de remédios e só estejam no mercado para entrar na fila e reclamar de tudo.

Na verdade, acho que quero jogar bingo para não fazer a prova on-line que me espera até às 9h de amanhã, que no caso é hoje. Como não vou acordar às 7h para isso, faço agora. Só não contem para ninguém que o motivo desta postagem é preguiça.
***
Gosto muito do meu novo professor, é um cara gente boa, excelente e talentoso, coisa que faltava no IACS. Ainda falta, se penso em quantidade. Mas fiquei triste de ele não ver minha pasta tão bonitinha e bem cuidada que preparei com amor e carinho para receber elogios e conseguir umas dicas legais que me botassem dentro de uma agência no mercado de trabalho carioca e tudo isso sem um mísero ponto ou vírgula enquanto escrevo.

Sei que a culpa não é dele por ter uma turma tão despreparada para uma chance dessas, que conversa o tempo inteiro. Parece um monte de adolescentes da Barra tendo aula de álgebra linear com um professor insosso no Pinheiro Guimarães, e lá pras oito da manhã, quando todos têm sono e cagam para os professores. Sei que educação se aprende em casa. Mas tenho o direito de ficar triste, né?

Não tem nada, também. Quando entrar numa agência de propaganda serei um homem mais feliz. Aproveito e sumo de vez da UFF, só apareço para a mono.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Mea culpa

Alan anda bem-informado. Espero que tenha se sentido tão incomodado quanto eu, e que vocês sintam a mesma coisa ao escutar Max Gonzaga e Banda Marginal.

Se ainda não estou assim, tampouco sou um Betinho. Ainda tenho (temos?) muito o que aprender.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Bom dia?

Acordei com "Stiffler's mom" na cabeça. Do American Pie. Só pode ser falta de sono.

Boa noite

Ainda bem que eu vi isso antes de dormir. É só clicarem no "play" da janela "creative", onde está escrito "Aids. Use due condom". Se não estiver lá, cliquem em "select another campaign" e procurem pela propaganda.

Perfeita.

domingo, 21 de maio de 2006

Promessa de Ano Novo

Hoje começa o Ano Novo Zulu, por isso aproveito para divulgar uma das minhas promessas: manter o tráfego na Ponte constante, sem retenções de informação. Assim, assuntos interessantes chegarão ao seu destino final. (a mente de vocês, caso não tenham entendido)

Estou postando isso agora, quatro e pouco da manhã de um sábado, depois de comer feito um suíno enjaulado na Galeria Gourmet pelo aniversário do Márcio, meu primo, só para relaxar a cabeça e voltar a escrever textos para o portifólio e o trabalho. Sim, eu trabalho de madrugada. Não, não me orgulho disso. Preferia minha cama.

Com certeza não era isso que a chiliquenta (direitos do apelido reservados ao pessoal do Rock Gol), vulgo Toni Garrido, pensava quando escreveu "todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite/ sábado à noite tudo pode mudar", se é que foi ele quem escreveu esta letra. A não ser que ele também tenha problemas com horários e sua agenda viva lotada de compromissos que prejudicam suas obrigações. Caso seja isso, sugeriria a ele que mudasse de secretária.

Enfim, o importante é que, caso depois deste sábado à noite trabalhando com a cara na tela e as vistas ardendo pela luz o Alê consiga um estágio numa agência bem bonita e legal, o cansaço terá valido a pena. Não vou poder debochar da música, mas não vou me importar porque terei chegado ao meu objetivo.


Ápi-dêith: meu horóscopo (sim, tenho acesso a um horóscopo!) acabou de me dizer que minha liderança está em alta, e que posso casar tranquilamente meus objetivos relacionados ao que espero profissionalmente. Como meu monitor está widescreen sem o consentimento das imagens, será que isso quer dizer que realmente Papai do Céu escreve certo por linhas astrológicas tortas - e virtuais?

terça-feira, 16 de maio de 2006

Antes...

...de falar de coisas sérias, isso. Apesar de excessivamente paulistano, o que é um defeito grave, o senhor Registro aí ao lado acertou ao espalhar o que está linkado aí em cima. Qualquer semelhança é mero absurdo.

Mais tarde falo de acontecimentos mais sérios, como o caos em SP, seleção brasileira, Foucault e Colomba Pascal.

Errar é humano, mas...

Sempre existe um mas no meio do caminho. Nesse caso, ele pertence à classe jornalística.

Hoje em dia as informações passam cada vez mais rapidamente. O jornalismo é obrigado a seguir o ritmo, e os jornalistas devem sempre buscar a fonte de informação praticamente no momento em que as coisas ocorrem. Assim informam a massa e mantém seus empregos.

Mas não custa nada conferir o que está sendo feito, para que não ocorram coisas como isso aqui. Deus do céu, que vergonhoso e deplorável. Se fosse a apresentadora, usaria o velho troque do "pedir para cagar e vazar". Se fosse o responsável pela escolha do entrevistado, "pediria para cagar e vazaria". Se fosse o responsável pelo telejornal, iria rever minha política de contratações, porque isso de "pedir para cagar e vazar" poderia deixar mais rastros malcheirosos.

E já basta um mico tenebroso como esse.

sábado, 13 de maio de 2006

Oba! Hoje tem links!!!

Pois é. Vocês podem escolher entre esse, esse, esse ou esse. Todos completamente diferentes um do outro, todos deveras divertidos.

De nada.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Saiu no BlueBus

Texto praticamente na íntegra, com pequenas modificações. Ele só comprova a fama e o poder da Ponte Elétrica. Os trechos destacados são para prender a atenção dos mais desligados. Completamente imparciais.

'Postado pelo Ricardo Freire no seu Viaje na viagem - "Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma". E então - "Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20,000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo, a Ponte Elétrica".

Segue - 'Torrar milhas com Ponte Elétrica - quando as mesmíssimas 20,000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas - parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress'.
"

Ou seja: a salvação da Varig, a diversão de milhões de brasileiros e - por que não? - o futuro da nação passam pela Ponte Elétrica.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Mantendo a média

Não quero perder o costume de escrever na Ponte. Tampouco estou com paciência para contar historinhas agora. Na média, saibam que "Em protesto contra a implantação de medidores eletr^nicos pela Ampla, moradores do Porto da Madama, em Grandim, São Gonçalo, fizeram uma manifestação e fecharam por 40 minutos as pistas da Rodovia Niterói-Manilha no fim da tarde de ontem".

Ou seja, ninguém quer que acabem com os "gatos" na luz dos moradores de lá. E o bom do Brasil é o brasileiro.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Fotinhas

Escrevi errado, sim! Dane-se, já que ninguém deu atenção à minha última postagem. Falei sobre minha setlist, saudade - uma palavra que só existe em nosso rico vocabulário, e eu como redator tenho a missão de escrever e divulgar -, e fui solenemente ignorado. Então anuncio minhas fotos e de terceiros escrevendo fotinhas. Ah, na verdade são fotos e imagens. mas quero escrever fotinhas mesmo.

FOTINHAS!!!


Fotinha tirada em um protesto na Plaza del Duque, em Sevilla. Cansei de passar por lá. Hoje, tenho vontade de passar mais algumas vezes. Sem cansaço nenhum. Mas estou longe. Que se dane, lembrem-se de que o capital explora!


Sonho com um mundo onde as coisas seriam fáceis assim...


Um aniversário distante de quem gosto, junto com quem aprendi a gostar. A saudade aperta forte.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Músicas e tristezas

Como havia prometido:

Um, meu setlist imaginário pessoal - Riders on the storm (The Doors), Purple Haze (Jimi Hendrix), Boys don't cry (The Cure), The lost art of keeping a secret (Queens of the Stone Age) e Meus bons amigos (Barão Vermelho). Esta última seria variável, e digo que seria o quinto elemento agora pelo que estou sentindo. Já, já, falo sobre isso.

Dois, a polêmica pirracenta do Garotinho - poucas vezes vi uma tentativa de chamar atenção dar tão errado. O partido é contra, a oposição só comenta para ridicularizar e quase todos na rua debocham da sua greve de fome. Só não são todos porque os fanáticos religiosos bitolados seguidores do futuro ex-chupeta de vulcão o apóiam e gritam palavras de incentivo, como comprovei hoje no centro da cidade ao voltar para casa. Tomara que o incentivem até que ele não aguente mais de fome e morra. Se possível, que seja logo.

O problema é a quantidade de gordura para queimar. Ele tem tanta que poderia hibernar. Parece um urso.
***
Agora o não citado em postagens anteriores. A tristeza bate forte à porta. Mais saudade que tristeza, mas aí uma coisa acaba puxando a outra e caga tudo. Culpa dos malditos cientistas, que ainda não inventaram uma máquina do tempo.

Se tivessem conseguido isso, que além de não ser nada difícil (eles já conseguiram façanhas muito mais impensáveis, como chiclete sem açúcar e colocar um brasileiro no espaço) é fundamental para a evolução do homem, eu poderia fazer, refazer, consertar e reviver muita coisa.

De onde tirei isso tudo? De duas fotos que acabei de ver. Uma foi da minha pequena linda, linkada aí ao lado. O lugar é o campus do Gragoatá, aonde tudo começou. Dali saíram beijos, conversas, sufocos, revelações, decepções, términos e retomadas e inúmeros momentos felizes que marcaram minha vida. Já tinha até um cantinho todo meu (nosso, Cá) e a foto mostra parte dele. Hoje, não tenho mais tempo para voltar lá e fazer um pouco como era antes. Às vezes, era tudo o que eu precisava para sossegar minha alma e entender minha vida outra vez. Mas não posso.

A outra foto são duas, mas de um mesmo lugar e evento. Recebi um email da Naty, grande amiga sevilhana, parceira de incontáveis perrengues, momentos felizes e inesperados e surpresas e tudo que um intercâmbio reserva para pessoas legais (falo dela), com fotos da festa Brasil do Erasmus, que ela ajudou a organizar. Nela aparecem tantas pessoas que sinto uma saudade imensa e que não posso rever agora. Na verdade, nem sei quando vou rever. Agora dói demais o fato de ser cabeça dura e orgulhoso e não ter marcado minha viagem para um mísero dia depois do que havia planejado. Madrid não vale sete dias. Só faltou eu me convencer disso antes de fazer a burrada.

Daí olho para a foto e penso que poderia ter encerrado minha estada em Sevilla com chave de diamante banhado a ouro perolado, com todos os que gosto dançando comigo enquanto escutaria música brasileira e riria até explodir. Mas agora não tem mais volta, tanbém.

Estou lendo "A arte da guerra". Ele ensina a analisar toda a situação antes de tomar decisões. Mas para mim não precisava de tanto, bastava pensar um pouco ao invés de ser impulsivo ao extremo.

Moral: impulsivo=burro.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Vazei o-ê!!!

Eis que finalmente fiz em 2006 o que deveria ter feito em 2004 (quando começou isso). Saí do Orkut.

Instrumento bizarro utilizado com fins militares pelo governo dos EUA, ajudado pela Turquia em troca de favores para dominação cultural e futebolística do país na região, o Orkut foi nomeado com o sobrenome de seu inventor para tirar a atenção dos críticos de seu principal objetivo. Poucos sabem que a CIA também monitorava minuciosamente os recados de todos os que considerava perigosos em potencial. Eu mesmo tive minha privacidade invadida, graças a idéias revolucionárias sobre os rumos da humanidade e pela suposta doutrinação na Ponte. Só porque disse - e afirmo - que ponteeletrica.blogspot.com é mais um passo para minha conquista do mundo e posterior coroação como presidente monárquico-ditador universal.

Não-oficialmente este é o motivo, mas com medo de represálias digo na versão para a imprensa que saí por estar aborrecido com besteiras, estressado com coisas idiotas e de saco cheio de perder tempo vendo perfis e deixando recadinhos e contando com a boa vontade do servidor deles para ver o que tinham escrito para mim. Apesar de saberem que prefiro receber emails.

Então este é o fim de uma era. Uma era de dores de cabeça, aporrinhações, brigas, curiosidades e surpresas desagradáveis e uma infinidade de coisas que me faziam mal. Foi sair do Orkut e já me sinto melhor, inclusive.

Talvez esta seja a fórmula mágica da felicidade: livrar-se de coisas idiotas, supérfluas e que chateiam sua vida. Surpreendente, não?

Passo a me dedicar com muito mais afinco aos meus verdadeiros prazeres e reais objetivos. Escrever, ler, escrever e escrever mais, até ficar sem as pontas dos dedos e ter que fazer cirurgia para reconstituição. Com os mesmos médicos que deram um jeito na cara do chinês atacado por um urso. Eles são bons. E devem custar pouco.
***
Não esqueci do meu top cinco músicas que cantaria. Com certeza vocês até vão pedir para que eu cante, dado meu enorme talento vocal. Vou escrever também sobre a crise Lula-Topeira (boliviana) com relação ao gás natural, e o que ele afeta em nossa vida. Nossa literalmente, porque até o Jessé é movido a gás e isso encarecerá sua locomoção. Mas hoje meu complemento postual (relativo a post, postagem; muito neologista, eu, né?) é um link tenebroso - contribuição da maninha Rê.

Quando você pensa que a humanidade está perdida, vem isso para comprovar seu pensamento e deixá-lo (la) com ainda menos esperanças... Aonde vamos parar, meu Deus?

domingo, 30 de abril de 2006

Leiam atentamente as instruções

Este post deve ser grande e sem ordem certa. Mas seu conteúdo será interessante e fará pensar. Assim, larguem de ser preguiçosos e comecem daí de baixo até o final, passando pela seção "comentário" e deixando o seu antes de sair da Internet para meditar por algumas horas.

O sentido da vida

Você está sentado casa (trabalho/praia/restaurante/igreja/calçada/banco de praça) e se dá conta de que alguma coisa anda errado com sua vida, porque você não se sente realizado e plenamente feliz com ela. Vão dizer que pode ser por um sem-número de motivos, e estão certos. Podem dizer que é pelo estado atual do mundo, individualista. Estão certos. Mas é claro que sempre vai ter aquele motivo bobo que se esconde por detrás de todos esses e você não vê. Ou não quer ver, porque é bobo.

Aconteceu isso comigo. Não sei exatamente aonde foi, só sei que foi. E foi bem fundo, tocando lá naquele sentimento que sempre disse que nunca tive: medo.

É, Alê sente medo. Não sempre, não forte, não razoável, mas sente. Se negava, agora cansei. Isso está longe de ser a pior coisa do mundo, todo mundo sente por algum motivo. O meu é meu talento.

Na verdade, não é meu talento. É a dúvida sobre sua existência. De repente foi ele quem ficou lá na barriga da minha mãe, sem conseguir passar pela abertura constrangedora do parto natural. Daí meu irmão teria se aproveitado e pego. Posso ter esquecido no CI - Classe de Iniciação, pra quem não sabe - que fiz aqui em Jacacity. Sabe como é, ninguém se importa com os da Iniciação, deixei na sala junto com a merendeira e a tia nem percebeu. Quando acabou a aula, a moça da limpeza entrou na sala, pegou e jogou por cima do muro da escola pra o terreno baldio que tinha do lado. Preguiçosa! Ainda por cima acabou me prejudicando. Deveria colocar seu nome na boca do sapo.

Poderia ter deixado meu talento de lado pra jogar bola, meu vício de infãncia, adolescência e fase adulta, e depois nunca mais o ter visto. O que seria burrice. Ou um monte de outras coisas poderiam ter acontecido para eu perder o coitado.

Mas isso é bobeira, eu sei. Não que seja talentoso, isso só o tempo vai dizer. Mas sou esforçado, e com isso já posso conseguir uma recompensa mínima com dignidade. O que seria razoável para meu atual estado de não-trabalhador. Vulgo desempregado. E faria com que melhorasse meu humor, o moral e a auto-estima. Além de jogar um cobre pro bolso, que tá mais vazio do que igreja em final de Copa do Mundo.

Sinceramente, perdi o rumo do post. Mas posso terminar com algumas considerações - admitindo que, dessa história-revelação que contei vocês tenham apreendido alguma coisa:

1 - sozinho ninguém caminha;
2 - em grupos grandes ninguém caminha;
3 - se você tentar abraçar o mundo vai abraçar a lápide mais cedo (a não ser que vcê ache saudável estar na Internet às 5:40 de um sábado porque não consegue dormir, preocupado e pensativo - e com fome, acabei de perceber);
4 - dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz tristeza;
5 - é fundamental você reconhecer seus vícios, mas ninguém precisa saber deles;
6 - nunca dê ouvidos para seus ouvidos - cansados, eles escutam muita coisa;
7 - deixar as coisas para cima da hora é terrível; quando não é culpa sua, ainda assim é terrível - com a diferença que é impossível resolver sozinho;
8 - se você está com dúvidas como estas, pode ser que elas tenham fundamento; prepare-se para o pior;
9 - todos têm algo especial para mostrar, mas é aconselhável procurar devagar para ter uma desculpa caso não consiga achar (a de ter procurado devagar, caso não tenham entendido);
10 - Deus existe, e a prova é colocar tantos obstáculos no seu caminho que te fazem ter a certeza de que, se estão aí, só Deus pode ajudar a ultrapassá-los. Isso se chama marketing pessoal.

Com isso acabo de descobrir também que fazer listas é difícil. Em todo caso, já preparo minha próxima: cinco músicas que certamente estariam na minha banda cover, eu cantando.

ps: sei lá qual é o sentido da vida. Espero que tenham chegado às suas próprias conclusões.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Pa-rabéns (ú-hú)!!!

Hoje é o dia D(ela), que dia mais feliz para mim. Minha pequena completa 22 outonos. Como comemoração, estou rastreando seu presente, que ainda não chegou. Finjo que é para aumentar a surpresa...


Prevendo que seu aniversário cairia no mesmo dia que no ano passado, vesti minha camisa para festas muito antes de hoje, tal e qual um Nostradamus micareteiro.

Desejo ao amor da minha vida que continue sendo o amor da minha vida, porque tudo o que quiser vou lutar junto e ajudar a conquistar. Eu mesmo fui conquistado há quatro anos... Cá, você merece a vida mais maravilhosa que uma menina assim pode ter. Quem tem tanto talento e tantas qualidades deve viver cercada de sucessos, em tudo o que esperar. E assim vai ser, linda.

Amo você, por todas as minhas vidas.
***
Só como registro: ontem voltei à triste rotina de aulas-cabeça-descabeçadas na UFF; foi assim descobri que Foucault era um bufão.

Pensamento do mês: "Foucault era um retratista - fazia retratos, o homem!"

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Recomendações médicas e fortes emoções

Médicos dizem que é fundamental o ser humano dormir oito horas por dia para recuperar as energias, o corpo reforçar sua defesa, porque é nesse momento que crescemos e blá blá blá. Existe até uma propaganda que afirma que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo, por isso deveríamos escolher bem nosso colchão.

Penso nisso enquanto redijo uns duzentos títulos às 2:20 de domingo para segunda, depois de um final de semana extremamente corrido e cansativo - apesar de muito bom, tenho que admitir. Fora o não suprimento de uma grande necessidade, o que deixa meu corpo mais vulnerável (nada a ver com meu intestino, que funciona muito bem). Fora a pressão de ter que acabar logo, já que tenho menos de uma semana para criar e produzir tudo o que preciso. Com o máximo de qualidade, por sinal. Ou seja, as recomendações médicas, as necessidades corporais e meu estado de bem-estar físico-mental foram para o espaço.

Acho que essa postagem é mais um desabafo solitário, ou um pedido de socorro. Só que enquanto estou me cansando aqui estão todos dormindo, então não faz diferença nenhuma e muito menos vou conseguir alguém para compartilhar do meu estado. Sorte a de vocês.

Mas se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem nem dorme?
***
Tchananans à parte, faltam 21 horas e 27 minutos para os 22 anos da menina que se mostrou a mulher da minha vida. Dizer mais o quê?

(ps: teria uma coisa sobre meu irmão para dizer, mas vou esperar tudo se acertar; se meu irmão que é um filho e minha namorada que é um anjo só me dão motivos para me orgulhar, dizer mais o quê?)

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Grande Fausto

Vocês já devem ter visto o comercial do programa do Faustão em que ele fala de uma tal de "Seleção do Faustão". Mais uma daquelas promoções que atraem os pobres para gastarem dinheiro sem poderem e enriquecerem a Globo e seus parceiros. Até aí nada de novo, mas alguém atentou para um fato importante na propaganda?

O gordo diz "se você tem celular pré ou pós-pago e sabe mandar mensagem de texto...". Veja bem, ele não disse quer. Não disse pode. Ele disse sabe, verbo saber. O que pressupõe que ele - e mais que ele, quem escreveu este texto - sabe que existe gente que não tem idéia de como mandar mensagem de texto.

Pode não parecer nada de mais à primeira vista, mas parem para pensar. Como alguém pode gastar uma grana para comprar um aparelho eletrônico, símbolo de tecnologia avançada, e não saber como funciona? Então, por que compra? Para quê?

Isso prova (não que não soubesse, mas assim não tem desculpa) que os comunicadores, os responsáveis pela informação, sabem sim sobre a condição intelectual da população. Ainda assim - ou principalmente por isso - criam publicidade e promoções e notícias explorando o que deveria ser combatido, que é essa deficiência crônica na educação de grande parte dos brasileiros.

Esse textinho da promoção anunciado pelo gordo é mais uma prova de que a classe pensante do país, minoria absoluta, está muito mais preocupada em se aproveitar da lacuna intelectual da nossa gente do que em ajudar a resolver a situação e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

Prova também que o profissionalismo e a preocupação social pregados pela Globo não são mais do que um grande fingimento para conseguir abatimento de impostos através de programas de ajuda aos pobres. Aliás, como comprovar o destino do dinheiro arrecadado, por sinal?

Prova, ainda, que todo o alarde e o falatório por parte de artistas, apresentadores e gente da mídia, em sua maioria, não são mais do que balelas para ganhar a simpatia de anônimos, que vão posteriormente dar audiência e dinheiro para eles. Em sua maioria, já que em toda regra existem exceções.

(Lima Duarte que o diga, já que teve que se desculpar com Globo e o mundo após criticar um monte de gente da emissora e a edição "seletiva" do Fantástico)

A mulher que trabalha aqui não sabe ler nem escrever, mora com a filha em um quarto alugado por R$150,00 no Rio das Pedras, sem janelas nem nada. Apesar disso, seu celular está sempre com crédito. Será que ela vai escolher a seleção do Faustão? Consumo responsável parece ser um conceito meio por fora do marketing atual.

Não sei por quê, mas do fundo deste abismo me sobe um cheiro de hipocrisia...

Se o comentário anterior estiver meio bagunçado e sem sentido, culpem a Light. Depois de ter que parar a postagem duas vezes pela incapacidade deles de manter a energia correndo por Jacacity, perdi um pouco o fio da meada. Mas imagino que entenderam aonde queria chegar.
***
Bem que eu tentei colocar um link para a música aqui, mas isso já basta. Aconselho a procurarem e chorarem com uma das canções mais bonitas que já ouvi. Interpretação tocante de Jeff Buckley, e dica do Alan (sim, sei valorizar quando sou informado de algo bom - parabéns ao meu irmão, mais uma vez).

"well your faith was strong but you needed proof
you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah"

Hallelujah - Jeff Buckley

segunda-feira, 27 de março de 2006

Vivo, como sempre

Venho por meio desta (postagem) pedir desculpas aos inúmeros leitores e fãs incondicionais pela minha ausência temporária. Mas é por um bom motivo. Se não paro um pouco, não dou rumo na minha vida.
Assim, não deixem de conferir diariamente - quiçá minutamente - alterações no tráfego da Ponte. Vale a pena. E para não deixar a todos saudosos, deixo um santo "até breve".


Tenham fé, já já ele volta.

terça-feira, 21 de março de 2006

Voando baixo

Domingo foi exibido "Falcão - meninos do tráfico" no Fantástico, e ainda hoje o documentário do MV Bill e do Athaíde é assunto nos quatro cantos midiáticos do país - podem procurar na TV, rádio, mídia impressa, Internet. Nem era para ser diferente, já que agora todos os que diziam desconhecer o problema deram de cara com ele, enquanto esperavam uma reportagem do Zeca Camargo surfando em um lago selvagem em Burundi ou o Big Brother na reta final e suas "chocantes" revelações.

Meu pitaco no assunto, o de número 1.357.416 (contados, hein?...), não é para dizer que os garotos são coitados ou canalhas, ou para discutir políticas de reintegração dos menores infratores na sociedade e possíveis punições para crimes mais graves. Até porque não sou político, delegado nem outra coisa qualquer com um mínimo de influência nas decisões. Meu negócio é com o pós-documentário.

Glória Maria anunciou o último bloco como "opiniões de famosos que ficaram chocados com a situação dos menores envolvidos no tráfico". Daí entrevistaram Cacá Diegues, Camila Pitanga e mais uns famosos. Excluo Veríssimo do que vou dizer, por imaginar que não se enquadra aqui.

Estou (estamos?) cansado de saber quem financia o tráfico. Quem não sabe de festinhas onde servem maconha, cocaína e outros em bandeja, o que rola em festivais de cinema e festas de famosos, fulano que é viciado ou beltrano que promoveu quebra-quebra porque estava doidão? Já ouvi, e de mais de uma pessoa, sobre festas onde havia famosos, ou gente da moda, e todos estavam dando seus tapas e seus tecos tranquilamente.

Aí, depois de um documentário sério, onde o problema é mostrado em sua essência, onde vemos que a falta de política do Estado empurra os jovens ao caminho mais fácil e arriscado, o de vender drogas, onde vemos crianças chapadas e sem perspectiva de vida nem futuro nem nada, a Globo tem a cara de pau de mostrar "pessoas chocadas com o problema" - que são justamente os que consomem e mantém este sistema. E os "espantados, abismados, embasbacados" artistas e famosos se dizem surpresos com o problema, já que desconheciam a situação!

E de onde acham que vêm todas essas crianças para povoar os sinais, abiogênese? "Ah, esse moleque nasceu quando colocaram juntos um trapo de roupa suja e uma arma num canto de um barraco na Maré..." Será que eles imaginavam que nascia uma criança, saudável, com excelentes condições de vida, que de repente se tornava má sem mais nem menos? E que drogas não têm nada a ver com isso, já que são tão boas? Será que todos esses coitados desconhecedores dos problemas do Brasil nunca imaginaram que aquela criança com uma pistola na mão e olhos vermelhos, que te coloca contra uma parede em uma rua qualquer, poderia estar drogada - quer dizer, sob o uso de drogas, as mesmas drogas que eles usam em suas festinhas super descoladas?

Vão para o inferno! Até hipocrisia deveria ter limites. Mas o pior é saber que o povo vai balançar a cabeça para todos eles e pensar "realmente, que bom que eles estão preocupados, agora com certeza as coisas vão mudar". E em outubro votam nos mesmos, torcem pelos mesmos, e assim continuamos os mesmos.

Se era para bagunçar, porque não entrevistaram Gabeira, Luana Piovani e Marcelo Anthony?

quinta-feira, 16 de março de 2006

Fim?

A vida é assim. Um ciclo acaba, outro começa. Quando você olha para os lados, percebe que muita coisa está perdendo velocidade para ser acessada pela sua memória e está ficando para trás. E cada vez mais para trás, até que se perde no horizonte e cai naquele abismo que os antigos navegadores temiam. Aquele medo era uma metáfora - quanto mais para longe vai, maior é a probabilidade de não se lembrarem de você em seu possível retorno.

A vida passa rápido, sobrepõe ciclos, mas não é injusta. Nós sempre temos a chance de prender as coisas que mais queremos juntas a nós. Como se nossa mente amarrasse a ponta de uma corda na nossa memória e a outra no navio. Além daquela âncora providencial que fica preparada para qualquer mexida mais forte no mar, pronta para ser lançada e salvar o barco. Acabo de comprovar sua justiça.

Três despedidas em seis meses. Deixo os que amo e vou para longe, aprendo a amar os que encontro longe e volto para os que amo e que estavam longe e, como se não bastasse, me despeço dos primeiros mais uma vez - culpa de uma tempestade previamente prevista chamada formatura. O mar ficou revolto, a insegurança tomou conta do único tripulante fixo da embarcação, os horizontes se cruzaram por alguma ilusão de ótica ou delírio de pré-loucura. O medo de ficar eternamente à deriva, antes oculto, resolveu dar as caras e mostrar como seria a minha vida em um futuro solitário.

Precisou eu fazer a travessia duas vezes e me despedir três para entender que as coisas boas não se apagam assim; tampouco as pessoas somem por detrás de qualquer nevoeiro. Depois de meio ano encontro meus amigos ainda meus amigos, e vejo meus amigos que ficaram do outro lado ainda meus amigos, e vejo que formatura nenhuma nem mais estudos ou trabalhos ou filhos ou famílias ou quilômetros podem destruir o que foi tão bem construído, feito para navegar por toda uma vida.

Cada fase de nossa vida tem seu valor, e mesmo o que parece ruim pode ensinar coisas maravilhosas. Nada como estar longe para saber o quanto se gosta, nada como a ameaça de separação para querer estar junto, nada como ver que as pessoas que você ama compartilham suas tristezas e suas alegrias com a mesma intensidade e nenhuma ponta de maldade ou inveja. Nada como ter a certeza da confiança.

Amigos, para mim, são pessoas em quem confio plenamente, pessoas por quem arriscaria minha vida se fosse preciso. Pessoas por quem luto até o fim e apóio e acredito sempre, em tudo o que digam ou façam. Lindo é ver que muitos pensam o mesmo com relação a mim. Por isso não tenho vergonha de dizer que chorei quando fui para a Europa, chorei na minha despedida em Sevilla, chorei no final da formatura. Porque as pessoas por quem derramei minhas poucas e difíceis lágrimas valem a pena.

Foi assim que descobri meu porto seguro.